Trovão
Eu não tenho medo de tempo ruim. Nunca tive medo de trovão, raio e relâmpago. Chuva e vento forte, onda grande, a força da água quebrando na pedra, maré alta, bandeira vermelha, nada disso me intimida. Eu não tenho medo de tempestades.
Chuva de Sensações
Ouço a chuva qual trovão, que avassala,
Homem algum deveria ter tal ousadia,
Sentir como um cão, a melodia
Da vida a ecoar, sensível, em sua fala.
Chuva, chove, chove sem parar... Ápice do tempo, relâmpago, trovão, raio, lampejo, anseio, desejo, de tudo que mais almejo, e ainda não vivi...
Demasiado conflito; sou personagem de um filme fictício, sou mais do que o Vinicius; ouço o trovão da angústia se dissipando em fragmento; desdobro realidades onde minha mente interage procurando sentimento; sou ridicularizado ao expor o que sinto, me permito colaborar com a existência: faz parte da minha essência. Tenho permissão de quem vive no infinito; me arrisco longe do abrigo, sou meu melhor amigo e inimigo íntimo; da música o refrão, do casamento a união; sou quem cruza os caminhos pelas veias que pulsam o coração.
Nesse vazio, o som do teclado ecoa como um trovão pela manhã, e eu tô sentindo frio. Frio imenso de doer os ossos. Frio por dentro.
O zéfiro balouça o ipê.
Longe ritomba um trovão.
Detrás do zíper: o ocaso.
Noite e vinho
derramando sono nos meus olhos.
Meu coração tem o mesmo formato e faz o mesmo som q o trovão faz. Minhas mãos e ações causam o mesmo estrago.
As vezes calada ao extremo
as vezes uma voz gritante como um trovão
as vezes tão calma que da medo
a quem esta acostumado
a minha singela expressão.
CHUVA POTENTE
.
Durante a noite, disparou
Trovão com chuva potente.
Era tanto relâmpago
Que de ateu virei crente.
Eu me tremendo de medo
Contando `AsHoraNosDedo´
Pro sol nascer, minha gente!
QUEM ME CONTOU?
.
Tamborilando nas folhas
Hoje, ela veio de mansinho
Sem raio e sem trovão
Passo a passo miudinho,
Mas cumpriu bem o seu papel
Houve até lua de mel
Quem me contou? Um passarinho!
E como um trovão a rasgar o véu da noite, batestes em minha porta. Meu alicerces minaram e cá estão, estendidos pelo chão. Tua luz cortou o céu escuro ferozmente, iluminou-me o caminho e deu-me rumo. Não tenho medo de molhar-me na tua chuva, pois cada gota é parte da imensidão da tua graça e beleza. Eis que ergo o olhar para cima e quando adoro os céus, teu rosto adoro.
Durante as tempestades
da vida, o trovão sinaliza a chegada do choro,
mas após a tormenta,
surge a bonança.
Em meio ao caos e à agitação, No tumulto e na grandeza do trovão, Muitos buscam o poder celestial, Nas manifestações de um Deus colossal.
Porém, é na brisa suave e constante, Onde reside o poder mais impactante, Em poesia, o Divino se revela, Na quietude e harmonia, o encanto dela.
A brisa, com seu toque leve e sereno, Molda paisagens, transforma o terreno, Sussurra segredos antigos aos nossos ouvidos, Traz alívio, paz, em suspiros bem-vindos.
Acaricia a pele e inspira a alma, Revela a presença de Deus em sua calma, Em cada sopro de vida, a manifestação, Do poder divino em pura contemplação.
Deus está nos detalhes sutis, singelos, Nos momentos de reflexão, tão belos, Sua força na simplicidade se manifesta, Na essência da vida, que nos desperta.
Além das tempestades, ao sussurro ouvir, A beleza do poder divino a nos conduzir, Na serenidade da brisa, encontramos a fé, A magnificência de Deus, em sua forma mais pura.
Relâmpagos acendem o céu úmido dessa alvorada, uma rajada de trovão grita o dia bucólico chora, a vibração em pranta à flor da terra, canta um mantra sagrado purificador aos sons das águas à dádiva ao solo é Amor.
Trovoada
O ruído do trovão é uma complexa onda de pressão, precedido dum clarão; resultado de uma ionização. Astrofóbicos ou não, todos encurvam-se com pescoços ao chão.
Para os pessimistas de plantão, eis aqui a minha consolação, sempre após o dia cinzento haverá uma coloração.
Dia de Iansã…
Raio de luz clarão no céu é ventania que vem lá. Som do trovão vem de longe, rodopia o vento, chuva forte a bailar. Iansã com a espada erguida ao luar, flor em vento vem me cuidar!
Sou filha de Iansã, sou força da natureza, subo nos ventos, toco os tambores, agradeço as chuvas e a proteção!
Eparrey bela Oyá!
