Trovão
"Eu sou o silêncio entre o trovão e a flor. A memória da estrela e o útero do futuro."
Essa poesia de 2 linhas, nasceu da combinação poética-filosófica com minhas reflexões.
Carreguei-à de metáforas fortes:
"Silêncio entre o trovão e a flor" sugere o equilíbrio entre força e delicadeza — entre caos e beleza.
"Memória da estrela" evoca a origem cósmica da Terra, feita do pó de estrelas.
"Útero do futuro" simboliza a Terra como o ventre da vida, onde tudo nasce e renasce.
Assim, não vou esquecer o que pensei quando à ela dei a luz.
Por séculos, a humanidade temeu o trovão, venerou o eclipse e viu demônios nas tempestades. A ciência não apenas desfez os mitos, mas nos deu o poder de controlar o fogo, atravessar oceanos e tocar as estrelas. O conhecimento não mata a magia; ele revela o quão magnífico é o universo quando visto sem medo.
O soneto da Tempestade
O céu desaba,
A luz se acaba,
Vem o trovão,
No coração.
O raio corta,
Bate na porta,
Traz o clarão,
Na escuridão.
O vento forte,
Lembra a morte,
Ruge no ar.
A chuva desce,
A alma prece,
Quer descansar.
Suave como uma pluma, forte como um trovão
Sou brisa que toca a face,
silêncio que acalma o chão,
mas carrego em mim o eco
de um antigo trovão.
Caminho leve nos campos,
como quem dança no ar,
mas meus passos têm raízes
que sabem onde pisar.
Falo com voz de esperança,
sussurro feito oração,
mas guardo no peito o grito
de toda libertação.
Não sou só flor nem espada,
nem só ternura ou razão —
sou amor que não recua,
sou fé, sou transformação.
Sou luz que rompe a névoa,
sou sombra em contemplação:
suave como uma pluma,
forte como um trovão.
Suave como uma pluma, forte como um trovão
por Alex Zanute Dias
Sou feito de silêncio e tempestade,
de calmaria e contramão.
Carrego no peito a leveza do amor
e nos olhos, o peso da superação.
Já fui vento que acaricia
e também vendaval que desaba.
Já fui lágrima escondida no lençol da noite,
mas também riso que renasce na alvorada.
Minha voz pode ser sussurro
que embala a alma em oração,
mas também é clamor que rasga os céus
quando a dor transborda o coração.
Sou feito da ternura que acolhe,
mas também da força que não se curva.
A vida me ensinou a ser pluma no ar,
mas também aço na luta mais dura.
Não sou frágil, nem pedra bruta.
Sou flor que brota em chão rachado.
Sou fé que se ergue após o abismo,
sou grito de quem foi calado.
Suave como uma pluma que dança,
mas quando é preciso,
forte como um trovão
que acorda o universo adormecido.
Pluma e Trovão
por Alex Zanute Dias
Eu vim do silêncio que ninguém ouve.
Do lugar onde a dor cala fundo,
mas a alma — mesmo ferida — insiste em ficar de pé.
Fui queda, fui sombra, fui medo.
Mas hoje, sou luz acesa na escuridão.
Sou fé que não negocia.
Sou alma que não se vende.
Sou cicatriz que virou armadura.
Você me vê suave, mas não se engane:
— meu coração é aço forjado na dor.
— minha esperança é lança.
— minha voz é martelo.
Sou pluma, sim — leve, livre.
Mas cada sopro me ensinou
a voar sem pedir permissão.
E quando o mundo ruge…
eu rugo mais alto.
Quando a vida me testa,
eu viro trovão.
Trovão que rasga o céu da dúvida.
Que acorda gigantes adormecidos.
Que diz:
“Eu ainda estou aqui.
Eu não desisti.
Eu não vou recuar!”
Porque quem já andou no vale
não teme a montanha.
Quem já chorou no deserto
traz a chuva na alma.
Suave como uma pluma — sim.
Mas quando preciso lutar…
sou trovão que quebra o silêncio.
Sou grito de guerra.
Sou chamado à vida.
Sou renascimento!
“Nas Costas do Guerreiro”
Em tuas costas, um céu em guerra,
Onde a sombra dança com o trovão.
A águia rasga os ventos da terra,
Com olhos de fogo e garras de ação.
As nuvens rodopiam em silêncio tenso,
O raio ruge em vermelho furor.
Ali não há medo, nem tempo suspenso,
Só o voo certeiro do predador.
Nas garras firmes, o destino marcado,
Um rato — símbolo da astúcia vencida.
A vitória pulsa no traço cravado,
Na pele tatuada com alma e vida.
És feito de luta, coragem e dor,
Tempestade esculpida em carne e cor.
Cada linha, um passo no chão vencido,
Cada pena, um grito do teu sentido.
"" Tem gritos que ecoam pelo vale, feito um trovão ensurdecedor, tanto que até o céu de vez em quando...chora.
O meu rosnado é barulhento
Temível como a de um trovão;
Sussurrante na sabedoria
Ou de meu próprio coração;
Sempre é possível sentir medo com a chegada da tempestade, mas até estremecer com o som do trovão é possível primeiro presenciar o clarão da noite através do relampejo da esperança
Áries solar
Lua em Câncer
Rosa e espinho
Raio e trovão
Arco e flecha
Som e música
Bem e mal
Cura e doença
Droga e veneno
Dose letal
Eu.
Quando a angústia vier como um trovão,
E o céu pesar no peito em noite escura,
Erguerei minhas mãos em oração,
Pois sei que a Tua glória me assegura.
Não calarei meu canto em meio ao medo,
Nem cederei ao ódio ou à pressão.
Teu nome é torre forte em meu degredo,
Rocha que firma a minha decisão.
Se tudo se perder, Tu és constante,
Se tudo for tirado, ainda és fiel.
No vale ou sobre o monte, és meu bastante,
Te exalto com louvor, não com papel.
Se a luz tardar, lutamos adorando,
Pois és o Deus que sempre vem chegando.
Em vez de fugir da tempestade, decidi dançar na chuva — e cada trovão virou trilha sonora da minha superação.
Eduardo Santiago
Quem é ela II
Quem é ela? pedra e tempestade
Com a fúria do trovão me invade
Na leveza da brisa me conforta
E na mesma dança minha alma corta
Seu olhar, um abismo sem fim
Me perco nela como num confim
Dura como rocha desafiadora
Mas na voz,
Um tom que me devora
Me rasga com a faca da paixão,
Desenha meu destino com precisão
Quem é ela? meu tormento e cura
Seu rastro queima como a lua mais pura
É o silêncio antes da explosão
Me pega, me solta em pura aflição
Tão feroz quanto um animal selvagem
Mas serena
Conduz minha miragem
Na ponta das sombras ela flutua
Entre o breu e a luz sua dança atua
Me tatuou com fogo e solidão
Seu nome ecoa, dilacerando meu chão
Me rasga com a faca da paixão
Desenha meu destino com precisão
Quem é ela? meu tormento e cura
Seu rastro queima como a lua mais pura
Rodeio em Tempestade
Os pingos da chuva, o rufar
do trovão fazem a orquestra
da divina criação e as nuvens
vestem de gala o Montanhão:
Rodeio em tempestade
embala sempre o meu coração.
Olhei para o céu se carregando
e agora chove aqui em Rodeio
e por todo o nosso Estado,
eis tempestade que vem teimosa
e eia brava tempestade que volta.
Leio notícias dos efeitos da chuva
no Ipiranga e no Rodeio 12,
e saúdo o esforço sublime
contra o tempo e uma gigante luta:
a nossa Rodeio até durante
a tempestade sempre orgulha.
A nossa gente é inspiradora
nunca decepciona e ilumina
com coragem o Médio Vale do Itajaí,
e pela poesia de cada dia repartida:
eu sou agraciada por viver aqui.
É essa poesia que se escreve
na História e somente
quem sente consegue ler,
é ela que me faz ter a doçura
na palavra e o respeito
para neste mundo conviver.
Ouvindo o berimbau
do Universo tocando
mais forte do que trovão,
Jogando Capoeira estão
a razão e a emoção,
Não há mais permissão
ao sossego no coração
e não quero que passe;
Você vai conhecer
o teu amor de rendição,
e vai cair na minha mão.
Quero ouvir protegida
pelos teus braços
o rugido de cada trovão,
Desejo me sentir protegida
por cada carícia
e pelo amor do seu coração,
Do nada ando até ouvindo
a doce chamada dos seus
lábios que são melhores
do que qualquer vinho,
E sobretudo agradecer
ao destino por ter colocado
você para ser meu no caminho.
