Textos Vc Nao foi Homem pra Mim
“Em poucas palavras a definição de "AMOR" pra mim...
Viver com Amor ou se vive sem Amar?
Existem pessoas que dizem que vive sem amor, outros que sem amor não vive. Não importa o importante é a quem você dedica este sentimento tão nobre. Que faz com que a gente se sente tão pequeno sem ele e ao mesmo tempo um gigante. Ao ponto de enfrentarmos o mundo para ter-lo ao nosso lado a quem amamos. Uns chamam isso "Amor." Eu chamaria algo "Divino"! Que muitos sentiram, mais poucos tiveram.”
—By Coelhinha
Um punhado de pó
Vê quão perfeita me tornei
Quando teu olhar em mim guardei?
Olhe preste atenção!
Agora sou como uma inspiração.
Um punhado de pó
Contemplado pelo amor
Veja só, o que se tornou!
Um ser, um resplendor.
Não te apresses.
Permaneças em mim.
Logo saberá
Eu me escondo em ti.
12/01/14
Decidi fazer algo diferente por mim.
"Dormi do outro lado da cama, inverti a mania de colocar primeiro o café depois o leite e até estampei um sorriso no rosto em plena manhã de segunda-feira. Dei bom dia pra quem não gosto muito, mudei a estação do rádio e não dei seta para dobrar a esquina. Decidi orar por um dia melhor, colocar meias de outras cores e atravessar a cidade a pé para trabalhar. Acordei de madrugada por medo das trovoadas, coisa que nunca fiz. Tive uma conversa de meia hora com o porteiro, comi coisas saudáveis pela manhã e acordei cedo para correr. Decidi fazer algo diferente por mim. Gorjeta alta pro garçom, chá das cinco em pleno sol do meio dia, mandei flores pra quem há muito não me dava notícias. Saí sozinha sexta à noite e parei num bar que nem sabia que existia, conheci alguém e não me apaixonei no primeiro canhão de palavras apaixonantes, tampouco peguei o seu telefone. Deixei a televisão desligada e fui ler um livro, cochilei no sofá da sala e despertei rindo por perder a noção do tempo e espaço. De tanto me sacrificar por ti, decidi fazer algo diferente por mim. De tanto morrer por nós, decidi não me importar, esquecer tua mania de dormir de bruços e com os pés descobertos, de gostar de café amargo, do mau humor de segunda-feira. Decidi esquecer tuas músicas favoritas, tua descrença com o mundo e os teus maus modos. Decidi fazer algo por mim te matando nos detalhes, fatiando em pedacinhos para que o meu inteiro não fosse afetado de forma alguma. E era só a gente, viu, do início ao fim, sem meio termo ou carinho pela metade. Tua tristeza era minha agonia. E as tuas idas também. Decidi fazer algo diferente por mim, evitando ao máximo tuas chegadas incertas, os aromas que exalam da tua inquietude e o vício de presença. Decidi fazer algo diferente por mim não me encantando com o brilho do Sol e modificando minhas ideias a cada fase da Lua. Decidi fazer por mim, o que nunca pensastes em fazer por ninguém, decidi me tornar algo diferente do que você se transformou. Não por você, por mim. E eu ainda lembro o dia que te conheci. Lembro também que não gostava de chuva, mas até me atrevia a pular nas poças das ruas para arrancar um sorriso teu. Qual das máscaras estavam no teu rosto? Quantos sorrisos diferentes tens aí? Decidi fazer algo diferente por mim preenchendo as lacunas da solidão com meios que não me deixassem mais triste, que não me oprimissem. Decidi fazer algo diferente por mim te encarando com outros olhos. Você preencheu um vazio e não uma necessidade. Agora a necessidade é vazia de ti, amor."
Ainda que eu altere minha rotina ou pensamento, tudo volta pra você.
Quem souber o paradeiro dos meus erros, que se desviem deles, só a mim foram uteis. Você precisa dos seus próprios erros para saborear acertos impagáveis.
E no final das contas, o que fica é realmente aquilo que, em nós, sempre morou, apenas acanhado, escondido, por não estar pronto para florescer. Precisávamos ser regados, e a vida, nos encharca com o tempo.
Cada um é exatamente aquilo que precisa ser. Nem sempre o mesmo, mas sempre um.
"Nem vem com essa de ir parafraseando os grandes mestres." Isso é o que digo para mim quando acordo com a cabeça cheia demais. Mas eu gosto mesmo de colocar para fora quando estou de porre com a vida ou apaixonada por ela. Nada dos espaços dos grandes tédios. Tédio digo, não aquele estado profundo de "não sei" que vivo me colocando. Eu não escrevo, eu vomito palavras. Só que as vezes é o vômito que fazem outros de identificarem. Nojenta comparação. Eu sei. Comparo como se encher até se engasgar, e para não dar a louca, eu escrevo. Por que nada comigo é no mais ou menos. Eu fico em off para não ligar de vez, e depois só arrancando da tomada. Eu fico em off para observar, refletir, concluir... E ainda assim, sou uma fábrica de repetir erros. De esquecer meus discursos bem elaborados. De fingir que não me interesso, quando estou sim muito interessada. Eu sou muito disso. De pensar nas duzentas jogadas a frente e esquecer que o relógio marca o tempo.
Ando mesmo gritando comigo um "anda!"
Só um grito interno para desempacar e ir para a pista de dança.
houve uma ensinada tarde
em que a luz se esticava dentro de mim
agitava-se cruelmente longamente
e eu expandia sem parar
quando subi demasiado humano
por entre avenidas de escadas povoadas
vizualizava esquecidos sábios
quem seriam? quem serão? existirão?
depois da meditação sentado na última abóbada do planeta
descobri a diferença entre a palavra origem e proveniência
essas asas d’ouros em tudo bizarras
acorreram-me uma a uma amando o vento
retina de minha oriunda consciência
outros arrastaram o espaço do meu concreto corpo
e a profundeza do mar a avistar as feridas palavras
eis que me amarram de ponta a ponta
uma infinita espuma movida por rostos
meu coração recluso do impróprio choro doce
contempla o tempo desafinado por raros
perfumes deslizantes
dessas hirtas pétalas ligeiramente oblíquas
e noctívago danço a sinfonia em que morro loucamente
Após chutar a dita estética frágil
descreio na cega literatura violentíssima
para mim inexistente
– destrutiva, desfigurada, falecida, mas precisa!
Nem tampouco me comovem as contradições
d’arte emaranhada em muitos contornos decalcados
– um recalcamento absurdo, improdutivo, um salto num
vazio absorto…
renego-me profundamente… renego-me, renego-me!
aller à Rimbaud… … …
Ainda existe em mim aquela sensação de fracasso. De que nunca de fato saio do lugar. Que vivo uma vida inflamada pelas minhas escolhas. Será somente uma sensação ou de verdade estou aqui? Será que já em vida fui sentenciada? Existe um lugar que me sinto confrontada. Mas existem lugares e momentos que sou cheia dessas certezas, mas são como aquelas folhas jogadas ao vento que se vão livres do achismo alheio, das certezas de outrem, desraigados dos sonhos e desprendidas dos olhos que a observam.
Talvez seja somente o momento que me faz pensar assim ou talvez esse pessimismo de mim mesma que produz essas sensações. Que pode decifrar ou a ter revelado diante de seus olhos?
Nós Dois
A ti,
Que chegas de mansinho
Entre cada amanhecer...
A mim,
Que te abraço com carinho
E deixo o sonho florescer...
À madrugada,
Que sutil e companheira
Enche nosso quarto de magia...
À brida que,
Destila amor a noite inteira,
Num revoar de fantasia...
A nós!
Palpitar em sintonia,
Uníssono lírico e risonho.
Nós dois,
Entre ondas de alegria,
Amando de sonho em sonho...
À volta de mim, o terror e a morte…
olhares de medo
fixos na imensidão do vácuo
interrogam-se mudos
inquietos…
dolorosamente pensam na razão
de tal sofrer
Mas não choram porque o pranto
se esgotou há muito
neste inquieto viver
Ah! Se eu soubesse ao menos rezar…
Rezava por ti
ó homem verme, tirano e sádico
que por prazer destróis;
Rezava por ti
ó governante ganancioso e brutal
que o mais fraco aniquilas;
Rezava por ti
ó deus, que já nem sei se existes,
pela geração que criaste
e abandonaste
In “Há o Silêncio em Volta” (poética de guerra), edições Vieira da Silva do poeta Alvaro Giesta
Zelai-me oh morte.....zelai por mim....
Alivia a minha dor....
Amigo amado de cajado na mão ....
Abençoa-me em cada etapa...
Da minha caminhada......
Oh morte quanto te sinto até me dás medo....
À beira da praia está o mar sereno. ....
Nem ondas......nem uma aragem...
Onde o receio belisca-me e o contratempo revolta-me...
Tentação diabólica..... reboliço da mente......
Agruras do ego......causas alheias....
Invertendo o sentido.....a condição da morte.....
Foice afiada de uma ladeira......talvez uma descida.....
Do sossego.... ainda cedo.....oh morte......
vai-te maldita....vil......cruel.....desprezível.....
Deixa-me ...não tornes a vir para atormentar-me......
Velai-me oh morte.....zelai por mim....alivia-me a dor....!!!
O amor fugiu de mim!
Sim!
O amor fugiu de mim!
Eu sinto.
E toda vez que me aproximo,
Ele corre.
O amor fugiu de mim!
Aos gritos.
O amor fugiu de mim!
Foi um porre.
O amor fugiu de mim!
Gata no cio.
O amor fugiu de mim!
Lobo ferido.
O amor fugiu de mim!
É uma pena.
O amor fugiu de mim
Por que?
Porque o LOBO...
Tem a “ALMA” pequena.
No dia em que morri!
No dia em que morri, todos estavam lá.
Alegres a sorrir a pensar em mim.
Nos momentos que vivemos, nas alegrias que tivemos.
No dia em que morri, o sol era alegre e a brisa soprava leve...
Leve, acariciando a face de todos, abraçando o cabelo dos meus amigos e embalando seus corpos com toda a vida que desejei a eles.
No dia em que morri, as angústias não existiam mais, os problemas se resolveram e todas as contas foram pagas.
Não deixei pendências pra ninguém, somente meu amor pendurado na janela de todos!
No dia em que morri, passei antes na cama de cada um e dei meu último beijo, meu melhor abraço, e levei o melhor sorriso da minha família.
No dia que morri, tudo que não foi bom não importa mais!
No dia em que morri, tudo passou a fazer sentido. Deus passou a existir em pleno e o inexplicável passou a ter explicação!
Encontrei minhas indagações e conversei face a face com cada uma, acertando as arestas e começando a entender o universo. Sim, começando pois o caminho e longo...
No dia em que morri, tudo foi perfeito, calmo e sereno. Como um dia de primavera.
No dia em que morri, não pude despedir de todos, mas levei todos comigo, dentro do meu coração, ligados a mim eternamente.
No dia que morri tive paz, as dores acabaram e fui imensamente feliz.
Por isso amados peço hoje, não chorem mais por mim, nem no dia em que morri...
Claudia H.S
"sem ideias"
As ideias acordaram antes de mim
saíram correndo e me deixaram na cama
em que eu estaria pensando se estivesse com minhas ideias agora ?
triste quando não se sabe o que quer, além de sumir e refazer o dia...
apenas palavras na mente vazia
não sou melhor em ir em frente, fico voltando
acabo me perdendo, sem assuntos e... nada a dizer
se dizer algo, ninguém ouviria, de qualquer jeito
Até a mim mesmo sou estranho
poderia está bem, poderia até dá um belo sorriso
mas não! vou deixando o tempo passar
amaldiçoando a desilusão, a tristeza e tudo isso que se sinto agora.
Uma estranha sensação apodera-se de mim. Sem perceber do que se trata, um sentimento de desconforto ganha lugar no meu ser. Parto em busca do entendimento. Procuro, mas não encontro. Até que no momento certo o mistério se desfaz ao rufar dos tambores. E pára o sobressalto. Tudo agora faz mais sentido.
Confia sempre nos sinais do teu Eu Superior.
Tem dias que é assim , vou me procurando em meio aos pensamentos que vagam em mim , tento entende-los , para tentar me entender (não é fácil , não sou fácil)Mas não desisto , pois sei que a compreensão só é dada aos que buscam , e eu não desisto e assim vou indo passo a passo caminhando pela vida , caminhando em "mim" buscando sempre melhorar , não é fácil , mas tento !Um dia quem sabe , haja um momento em que as cortinas do entendimento se abram para mim e tudo que for duvida , não mais sera e terei paz , a verdadeira paz ,aquela que transbordam em nós e contagia aos que nos rodeiam !...
Um dia quem sabe !
Com você o mundo pode até ferir
e tirar tudo de mim
que mesmo assim terei
um motivo pra seguir
Com você eu sei onde encontrar
um sonho pra lutar
e de novo construir
um lugar pra te abrigar
Se você partir a vida vai ruir
devastar tudo de bom em mim
não saberei mais do que sorrir
nem pra onde devo ir
Sem você o mundo pode me cobrir
até de ouro e de rubis
que nem assim terei porque
achar vontade de existir.
Você pra mim!
Sua boca é meu mel
Seu cheiro meu perfume
Seu olha meu luar
Seu sorriso minha alegria
Sua voz minha musica de amor
Você me faz bem só em existir
E o que sou sem Você?
Sou um tolo perdido sem amor e sem carinho
Você é o meu caminho
Nesse caminho com você vou caminhar
Ate o fim dos meus dias chegar
Amada minha sempre, sempre vou te amar !
DOIS VERSOS
Faço de sonhos os meus versos,
Opostos de mim que habitam o mesmo universo.
Se o primeiro é cinismo que beira a loucura
O segundo é feito de letras de candura.
Se um desfaz e deprecia
Segue-se o que exalta e alivia.
Antecipa-se aos olhos o que emociona,
Abrindo caminho para o que chora.
Grita alto o que interroga rebelado
Responde calmo o tolerante que me deixa silenciado.
Agiganta-se meu verso que é pedra na vidraça,
Se segura o outro que é de vidro e se estilhaça.
Cresce a ira do que me vaia e me critica
Entende-me o verso que me aplaude e me paparica.
Abre-se em cada linha o lírico de ternura explícita.
O mais grosseiro avança para fechar a lista.
Agressivo é o verso tenso que me desestrutura,
Mas o verso suave cava a sua sepultura.
O meu primeiro verso fala de amor.
O segundo... Ratifica o anterior.
(Primeira poesia publicada no meu blog: www.doisversos.com). Visite-me.
Nasces-te em mim
Água pura centro da alma
Noite escura
Silenciosa
Calma
Gota frágil
Corrente de uma cascata
Água que lava-me
Suave carícia
Pedaços do meu ser
Lago de águas tranquilas
Afagas-me e adormeces
Grão de areia
Pedaço de fraga perdida
Vagueado à deriva
Lágrimas do teu rio
Letra vazia
Essência das palavras
Frases sentidas por páginas
Derramadas neste oceano imenso
Corrente que há de fazer-se ao mar.!
