Textos Vc Nao foi Homem pra Mim
O QUE EU FAÇO DE MIM
Eu me visto de mim mesma
E uso as máscaras da minha própria imaginação,
Porque sou exclusivamente responsável
Pela minha felicidade e por minhas desilusões.
Não posso, pois, despir-me do óbvio,
Que é estar dentro de mim todos os dias.
Ninguém responde pelo que eu sou,
Além daquela que eu criei para mim:
Eu mesma!
Nara Minervino
O ódio… o odiar… em mim!...
É um sentir que em, NUNCA existiu;
Muito embora o detestar, cá esteja;
Mas, NÃO PERDOAR, nunca em mim viu;
Nem mesmo aquele que tanto me inveja!
Não viu, porque em mim não há o odiar;
Não viu, porque não traio o meu AMOR;
Não viu, por em mim O verbo AMAR;
Estar onde O IMPLANTOU, O meu CRIADOR!
Que bom, é tal sentir não ter lugar;
Sequer na carcaça, que irá arder;
Quando eu deste viver, tiver que me ir!...
Por a minha maneira de pensar;
Estar tão aliada ao SEU querer;
Estar tão unida ao SEU preferir.
Com um tão PROFUNDO, sentir de bem-estar;
MEU EU POR MIM
É claro que um dia pensei:
Se todos fossem igual a mim...
O mundo seria melhor!
Não mudei meu pensamento;
É verdade, que ainda penso:
Seria bem melhor...
Hoje apenas desconfio:
O chato é que eu teria de viver
sempre comigo mesmo.
Eu não me aguentaria...
Não me envergonho;
Sei quem sou...
Só preciso de alguém que me faça lembrar isso.
Lembrar-me do chato que sou.
Na minha humilde poesia
As vezes falo de mim,
Também de outros e dele.
Como assim!?
Aquele...
Ah sim, o amor o sentimento
Que nos qualifica
E nós edifica...
E quando observo minha vida
Perder a cabeça e a esperança,
Desabafando frases duras...
Eu fico com o coração na mão
E sem palavras...
E pra poupar o meu amor,
Eu acabo por engolir o poema!
Queime
Disse que queimaria cada palavra que saiu de mim direcionada a você como um ritual (seja lá qual for), queria poder ver só suas cinzas no final, queria mergulhar na banheira de sangue e cinzas e sentir o que tinha restado de você. Sentiria alívio ou um tremendo remorso. Eu não sei. Depois esqueceria o que havia sido dito, pensado, chorado, lamentado. Restaria apenas cinza e cinza que seriam levados pelo vento, ou que lançaria em alto mar. O que você é agora? O que você é? Cinza? Nada. Nada. Você não é nada. Apenas palavras ditas e desditas. Apenas cinza. Queimei-te no ritual.
Maria de Paula ( Nazaré )
29/09/2019
HÁ EM MIM
Há em mim uma quietude de morte
Que procura o norte
Um ser errante de lavrada poesia
Pois os sonhos são bússolas
Que me guiam por terras distantes
Em fantasia onde a minha alma mora
Raízes em solidão na terra de fontes pagãs
De desencantados contos encantados
Paisagens mágicas de verdes flores
Há em mim sonhos de embalar de terra lavrada
Que procuram o sol nas noites de lua cheia
Pois escrever é ter na mão o negro luto da caneta
Numa quietude de morte no peito coroada de rosas
Felicidades:
Mais uma primavera na minha vida,
mais aprendizagem pra mim.
Mais uma estrela nos meus olhos,
mais um girassol no meu jardim.
Um trajeto cheio de lutas,
onde teve tristezas,
alguns arrependimentos, e dores,
que pareciam não ter fim.
Mas também tem um coração cheio de esperança, que nunca se cansa
de recomeços.
Que sempre põe fé e gratidão,
por tudo aquilo que chegar.
Porque a vida apesar de breve,
é fazer sentido, em outras vidas
que encontrar.
Que apesar de todas as incertezas,
leva a certeza,
de que felicidade é o momento.
Que tudo tem um por quê,
só não se pode perder,
a essência do amor,
para evolução acontecer.
Tudo que peço hoje, é;
Mais luz nos meus olhos,
mais pureza no meu coração.
Para continuar acreditando,
que posso ser mais feliz,
apesar das minhas
próprias confusões.
Poeminha de autoria #Andrea_Domingues ©
Todos os direitos autorais reservados 08/10/2019 às 08:00 horas
Manter créditos de autoria original #Andrea_Domingues
Te observei te desejei e ainda sim te perdi por que estava perdido em mim, tentei por muitas vezes e ainda sim não foram suficientes, me ignorou, me amou e me perdeu.
Nos perdermos por tantas vezes e nos ligamos de tantas outras como tudo isso não tem sentindo não tem significado mais tem algo que existe de formas diferentes mais de maneiras iguais. O amor quando chega e se instalâ será sempre amor, afinal ele não aprendeu a transmitir algo diferente daquilo que não seja a natureza dele coligamos tantos outros sentimentos ao amor que quando nos deparamos estamos em uma coesão para a vida perfeita.
Nada estará para além daquilo que está em nós.
ESCADA
Alheio, cabeça às voltas, depressa
andando em busca de algo que a
mim faltava.
Com a ideia fixa naquilo, na escada
cheguei, mas não te ví, te escoravas
no corrimão.
Quase me escapas, que pecado eu
cometeria em por ti passar.
Ví os teus cabelos já crescidos,
pelos ombros caídos.
Pensei ainda em subir, mas não o fiz
mais, esqueci o que queria, no pé da
escada fiquei, surpreso em te ver como
uma musa linda que ao poeta segue,
para poesias ele lhe fazer.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista.RJ
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Queria saber se pensa em mim
Tanto quanto eu penso em você
Queria saber se sente tanto a minha falta
Como eu sinto a sua
Sinto falta do seu cheiro
De olhar em seus lindos olhos azuis
De poder te abraçar e me sentir em casa
Sinto falta do calor do seu corpo
Sinto falta do seu sorriso
Sinto falta de tomar banho com você
Sinto falta de dormir no seu sofá
Sinto falta de ouvir com você as suas músicas horríveis
Sinto falta de vê-lo tocar guitarra
Sinto falta de dormir e acordar com você
Sinto falta das brincadeiras idiotas
Iury sinto falta de Tudo em você
Carta 26.09.17
TEMPORAIS
Toda vez que perco o horizonte
Creio haver um mar a minha frente
Tão longe de mim equidistante
Como as rosas de um jardim
Ou uma nuvem passante
Que se desmancha insana
Por entre respingos de lama
Ou alvas fronhas de algodão
São aguas verdes revoltas
Remexidas pelos mesmos ventos
Que soltos conduzem minhas barcas
Serenas cada uma a seu porto
E as nuvens aos seus tantos
Destinos e encantos
Revestindo travesseiros
Sobre as camas da paixão
Todos esses travessos romances
Atravessam-me intensos
Ainda que de mim jamais saibam
Porque nunca mais retornam
Porque se tornarão propensos
A viajar outros céus e mares
Esculpindo suas torres imensas
Apesar dos temporais
A DOÇURA DA TUA VOZ
A doçura da tua voz
É feitiço colado em mim
Canção que tanto desejo
Tempestade em minha veia
Suor denso da libido
Vendaval de vermelha areia
Remoinho no deserto
Do coração em devaneio
Eu sou destemido andarilho
Incerto andejo sem eira
Sertanejo inseparável
Da seara do teu encanto
Matuto das velhas minas
Lavrador desse rochedo
Tangido na insistência
De colher esse teu beijo
A ternura fez de mim
Poliglota destas letras
Intérprete dos teus sonhos
Cancioneiro dos teus versos
Aprendi teu idioma
Falando em teus ouvidos
Decifrando teus anseios
E beijando a tua língua
Assim me tornei poeta
Acendes a tua mágoa e a lança contra mim.
Que explode o teu egoísmo em minha direção.
Acerta o que eu penso, o que eu acho e o que eu sinto.
Por isso, não consigo ser como eu era.
Não consigo mais ser romântico, não consigo mais ser tão carinhoso, não consigo mais expressar tanta preocupação e cuidado, não consigo mais ser o teu namorado.
Não resisti a tanto orgulho, tanto egoísmo e corporativismo.
Não sou de pano, não sou de pedra, simplesmente, sou um Poeta.
Dizer só eu te amo,
A cada dia tem sido mais difícil amor,
Porque pra mim, essa palavra é tão minúscula diante de tudo o que eu sinto por você.
E achar algo que possa definir é impossível.
Por isso letras e palavras tenho buscado,
E esse amor já não tem mais cabimento em ações.
Tenho buscado fórmulas e equações.
Tenho apelado a matemática, ao português, a história e até a Camões.
Mas nada encontro,
Nada que possa expressar,
Porém quando eu te abraço,
Quando eu te beijo,
Quando estamos juntos,
Nada disso tem importância,
Somente a preocupação com o tempo e a distância.
Que causam saudades extremas,
Mas não matam, nem a mim, nem ao que sinto.
Só fortalece, cresce e aumenta,
Esse amor não foi criado, foi colocado,
É algo que ninguém inventa,
Se sente, se ama e se alimenta...
O veneno no cálice de barro espera por mim.
A morte era doce,
Com cheiro de morango e morfo,
Sua foice banhada em prata da lua,
Pingava em sangue escarlate.
Ergueu-se a faca em brasa.
A morte a esperava.
— Irá desistir? Venha! Venha comigo! Eu sou sua saída! Venha comigo e dance a valsa da morte...
Venha e...
MORRA! MORRA! MORRA!
Divagando...
Contemplando a paisagem
Estou só
Acompanhado por mim
Esperando a noite
Contemplando o ir e vir das ondas
Maresia que me banha a face
Frio que me assalta
Velhice que me acompanha
Suspiro que me vem a cabeça
Cigarro que vou acender,disfrutando do sabor intenso
Rugas que me acompanham
Muro que me vê vê me sente todas as semanas
Por isso respiro
Assim sobrevivo.....
(Adonis silva)12-2018)®
Me responda o por quê?
Desistiu de mim
Desistiu de nós
Porque escolheu se afastar de mim
Me responda o por quê?
Continuou a me procurar
Continuou a me desejar
Mesmo sabendo que não podia mais
Me responda porque sua indiferença me afeta tanto.
Porque te amo tanto
me responda porque escolhi você?
Algum tempo
Depois de algum tempo,te ví.
Passaste por mim devagar,
recuei um pouco,depois voltei
e fiquei a te olhar.
O mesmo jeito altivo andar vagaroso
com classe,balançar de braços,
perfume ficando no ar.
O coração dispara, da boca parece sair.
Lembrei dos teus carinhos,de quando
ficávamos sozinhos, do amor que muito
nos uniu.
Hoje escondo-me de ti, e penso;
O que na realidade aconteceu?
E a verdade é só uma.tu com certeza me
esquecestes. E eu,é quem foi que morreu.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista. (Aclac)
Membro Honorário da A.L.B / São José do Rio Preto
Membro Honorário da A.L.B / Votuporanga
Membro da U.B.E
Me perco
Eu sou assim,eu sumo
Mantenho-me no prumo
Me perco de mim
Aprenda a me ver por dentro
A vida ja nem mostra quem possa me merecer
As rotas tornarem-se tão repetitivas
Deixo a rua me levar
A estrada que tiver mais coração eu sigo
Já nem sei quantos km foram percorridos
Se for de verdade não se perca de mim
Deixa teu endereço, me mostra um novo começo
Diferente de tudo o que vivi, sabe eu preciso de algo que faça um bem tão grande a mim
Já me sinto cansada, a estrada anda meio desordenada, sem placas de indicações
Me perco de mim, mas, sempre me acho
Nos meus próprios braços
No caminho de volta para casa
Me faço morada
Tempo audaz
Vida que passou por mim
Vandalizando todos os dias
Completa de alma
Recordo momentos que me marcaram
O bom,o mau,o visível,e o invisível
Presença minha neste mundo
Fui ficando
Vi quase todos partir
Fiquei cá para contar a história
É uma sorte que nos calha
Envolvente e demostrado nas minhas rugas,corpo que foi perdendo elasticidade
Nova geração irá me substituir
Assim continuo a viver
A sentir
A tocar
A pisar a terra que me viu nascer
Até ao dia da despedida....
(Adonis silva)12-2018)®
