Textos Vc Nao foi Homem pra Mim

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⁠⁠Sou filho do Nordeste, tenho orgulho do meu torrão, terra de homem valente que tira o sustento das mãos.

Terra de mulher guerreira que traz lata d'água na cabeça criando o menino de pés no chão.

Sou filho de Pernambuco, terra dos engenhos, do melado do mel da cana, da ciranda de Lia, do cantador Santana, de Capiba, Chacrinha e Lampião... Sim, sou da terra cantada nos baiões de Gonzagão.

Inserida por WILLMON

⁠O homem mediano era um sujeito um tanto assaz
Em muitos sentidos podia-se dizer que era capaz, quiçá até audaz
Trazia no olho brilho mágico, que o tempo não desfaz
À frente dele andaram vários, e um bocado foi atrás

Nunca foi gênio, mas sempre foi muito cordial
Trouxe consigo uma bagagem de capacidade medial
Muitos grandes foram os sonhos, mas razoável sendo ele, os baixou a tal
Média foi sua beleza, seu fulgor, e até mesmo seu tamanho, é claro

Viveu viver simples, pode-se até dizer satisfatório
Queria ser poeta, mas seu talento era irrisório
Trabalhou, amou, casou e família boa criou
Outros amigos médios em alegria formou

Foi-se ele embora na primavera, em morte ordinária
Não foi senhor formoso, mas também não foi um pária
Partiu com as marcas do trabalho, que tanto tempo o tomou
E apesar de médio ser, seu sorriso era belo, talvez até etéreo

Foi enterrado entre as palmeiras, sob o canto dos pássaros
Amigos e familiares compareceram ao velório
Que, à rigor da sua vivência, não foi deslumbrante, mas também não foi inglório
E, ao fim do dia, a estatística foi tudo que restou. E tão mediana foi a vida que na média, enfim, ficou.

Inserida por PedroPotter

⁠Ao meu amigo Nilson

O dom do convívio é uma das faculdades naturais que Deus concedeu ao homem. Graças a ele, o homem se expressa no Mundo, vivendo em sociedade. Quando bem utilizado, é veículo de bênçãos grandiosas. Seu uso correto constrói impérios e essa construção tem me feito muitíssimo bem. A palavra estimula, incentiva, vivifica. O convívio é construído pela beleza e grandiosidade das palavras.
Não faz muito tempo, por influência de um Professor, conheci a textualidade e opiniões de um uma pessoa que hoje me emociona com seu dom de ser simples. Alguém que sempre acrescenta um sorriso ao vocábulo que emite e transforma tudo em serenidade. Antes era um autor que servia de referência para meus debates, hoje é meu amigo.
E que orgulho eu tenho de dizer isso: Que bom que você é meu amigo!
Penso que as pessoas poderão esquecer-se do que você disse, depois de algum tempo. Mesmo porque, quase sempre a memória nos trai. As pessoas poderão esquecer-se do que você fez, com o passar dos anos. A memória da gratidão costuma empalidecer no decurso dos anos. Mas as pessoas nunca se esquecerão de como você as fez sentir, da amizade que ofertou, da alegria que proporcionou, da paz que semeou. Abençoados por Deus são os que se fazem doadores de alegria, que são exemplos de paz e serenidade.
Uma vez, esse amigo me disse que eu fizesse o bem, guardando a certeza que os benefícios chegarão, de alguma forma, seja imediatamente ou demoradamente, mas sempre virão. Isto porque a toda ação corresponde uma reação. E o bem somente gera bem maior.
Falo de alguém que sabe, mesmo diante de dificuldades, enxergar uma bela luz no horizonte e que não perdeu o dom de se emocionar com o simples, com o cotidiano, com o que muitas vezes passa despercebido.
O homem é um ser gregário por natureza. Ele sente necessidade de convívio e contato com os semelhantes. Justamente por isso, estabelece vínculos. Muitos desses vínculos são praticamente automáticos, mas algumas ligações originam-se apenas de afinidade e simpatia. A amizade é uma forma de afeto muito peculiar e muito bonita. Os amigos são a família que se escolheu. E que bom é ter a oportunidade de fazer tal escolha! Que bom é ter alegria com os que nos são caros e raros. Que bom é poder rir do mundo e da vida e saber que tal manifestação de felicidade não tem motivos ou razão de ser, e mesmo assim existe, ou existe justamente pra isso e por isso.
Obrigada pelo abraço, tanto para comigo como para os que me cercam e que me são essenciais. Que bom que há você no mundo! Que bom que existe a alegria que você emana e que bom que você vive brigando e reclamando comigo!
Senti vontade de agradecer e de te dizer que tu és um cara gente boa demais!
Obrigada por tudo! Obrigada por sempre!
E, por favor, continue reclamando comigo, brigue bem muito, continue não gostando de nenhuma música que eu gosto, que eu vou fazer questão de continuar sendo bem CRI CRI, bem chata e te perturbando bastante, como você faz questão de me dizer sempre.
Gosto demais de tu!
Xero Nilson!

Inserida por lumatematica

⁠Deus as vezes me sinto um homem mais inútil do mundo. Por que, eu tenho tudo pra ser feliz é vou lá É faço sabotagem.
Eu acho que o fato da minha vida está de cabeça pra baixo. É desconto no que me levanta meu astral. No que me motiva, renova minhas energias. Acabo destruído todas minhas riquezas.

Inserida por EliFarias

⁠Quando os deuses pensaram
fazer o homem viu que
seria impossível garantir
a perpetuação no ser criado,
pois lhe faltava temperança,
sustentação, sensibilidade e principalmente amor em suas ações.
Para o homem não nascer já contrariado incutiu em sua cabeça a falsa ideia de que
a mulher seria o sexo frágil,
mas ele percebeu logo que os deuses
o enganara. Dessa forma, ao criar a sociedade
fez com que todos acreditassem
que a qualidade multitarefa fosse uma especificidade delas, para que as mulheres assumisse várias responsabilidades ao mesmo tempo, impondo desde o início o seu machismo, construindo uma superioridade fictícia.
A mulher descontente lutou reinvidincando seu espaço e evoluiu
nas conquistas, mas ainda há por se lutar.
Logo, inocente é o homem que acredita ser ser mais perspecaz do que a mulher. Esta finge não enxergar, muitas vezes, para manter a paz no seu lar, mas a mulher contemporânea tem vencido também essa subserviência.
Um único dia é simplório para homenageá-las, pois as vejo como a fortaleza no ser. Sou contra as homengens pontuais, pois desvaloriza a verdadeira essência do homenageado, reduzindo o seu valor para um dia específico, mas no caso de vocês mulheres, não deve ser visto, principalmente, por vocês, mulheres como um dia para receber homenagens apenas, mas como uma oportunidade de repensar suas conquistas e as que tem por vir.

Inserida por joseni_caminha

⁠Graça e paz 🙏🙂

"O Homem mata um leão por dia.
A mulher mata, corta, tempera, serve e ainda lava a louça."

"A beleza é enganosa,
e a formosura é passageira;
mas a mulher que teme o Senhor será engrandecida "
Provérbios 31:30

Parabéns a todas mulheres !! Essas que são fonte inesgotáveis de inspiração e que infelizmente nem sempre são reconhecidas ou valorizadas como deveriam , mas aos olhos do Senhor sempre serão como pedras preciosas.

Deus abençoe grandemente

Inserida por Prflaviosribeiro

Mar Tempestuoso

Mar revolto ,
mar tempestuoso
Ao homem o deixa medroso
às garças pacientes a esperar
que volte a calmaria
para que possam se alimentar

Sorumbáticas , encorujadas
Sabem por instinto próprio
que não adianta
o furor do mar enfrentar

Então , empoleiradas aguardam
a tempestade passar
Confiam no amanhã
Como o bom pescador,
sabem esperar a maré baixar

edite lima/2019

Inserida por editelima

Sendo o pensar consciente, a forma original e primitiva do homem, e o ápice de seu aprimoramento, o ócio intelectivo, o RETRAIMENTO prolongado, cada lar, agora, é um altar consagrado à reflexão - sacrifício: Sacri + ficare = ficar no local sacro.
De tempos em tempos, a NATUREZA envia seus professores, a fim de, forçosamente, fazer os moradores da terra reformularem seu modo de pensar e desenvolver sua própria introspecção.
Nesses tempos, a humanidade tem um PROFESSOR. Seu nome: CORONAVÍRUS - Phd com especialização em desenvolvimento intelectual, através da longa retração!!!


23.03.2020 às 13:42 h

Inserida por FabioSilvaDN

Caixão de cartas


Parte1(Homem)
Custou-me muito viajar até este planeta``terra"

Hoje vou me repousar nos teus lindos braço e acochegantes

Amanhã quero leva-la pra um passeio a dois.

Rumo ao mundo que me foi dado como príncipe

Minha princesa, tu es a esperança deste nobre principezinho

Imagine se eu voltasse a casa sem a tua companhia.

Louco eu ficaria e com coração partido

Amo-te e apaixono-me por ti, a cada por do sol mesmo sem ti ver.


Parte2 (mulher)
Aquanto tempo eu cá te esperando

Minha riqueza será te ter em minha vida

Imaginei que fosses chegar com um caixão de cartas de amor

Luteinizantes e adrenérgicas

Combinadas com o teu charme de príncipe

Acorrentado de aneis pra me anelar em seu jardim de eden

Rimando cada verso dos seus poemas com o aroma de cada flor.

Inserida por Indalo

Às vezes é necessário e forçoso
que um homem morra por um povo,
mas nunca há-de morrer todo um povo
por um só homem: recorda isto sempre, Sepharad.

Faz que sejam seguras as pontes do diálogo
e tenta compreender e estimar
as razões e as falas várias dos teus filhos.

Que a chuva caia a pouco e pouco nas semeadas
e o ar passe como uma mão estendida
suave e mui benigna sobre os vastos campos.

Que Sepharad viva eternamente
na ordem e na paz, no trabalho,
na difícil e merecida
liberdade.

Inserida por pensador

O conhecimento da natureza

Um homem encontrou
Uma linda paisagem
Nela ele entrou
E avistou uma margem

Tão admirado
Com aquela beleza
E pela primeira vez
Viu a natureza

Havia tudo...
Tudo o que tinha no mundo
Tão maravilhado
Que respirou fundo

Não parava de olhar
Não tinha motivo para estar zangado
E permaneceu naquele lugar
Porque ficou hipnotizado

Inserida por natyelle_ramos

Máquina imperfeita

Estrada estreita.
Onde anda a máquina imperfeita.
O homem.
Criatura rarefeita.

Cadeia de um processo.
Onde estamos inseridos.
Cada dia retrocesso.
Por olhar nossos umbigos.

E eu.
Eu coitado.
Não me canso de repetir.
Por mais que o amor venho emergir.
O que Cristo sentiu por mim.
Sou um medonho covarde.
Nega o espirito.
Abraça a carne.

Vanglória do orgulho.
Mundo cheio de bagulho.
Eu até queria.
Ser uma espécie de magia.
Alegria.
Nostalgia.

Mas o fato que a sensatez é cara.
A real é coisa rara.
Cada uma com sua razão.
Mas a direção.
Caminhão.
Multidão.
Contramão.

Giovane Silva Santos

Inserida por giovanesilvasantos1

Para um homem bom


⁠Às vezes ser justo machuca
E a bondade faz a diferença
Basta olhar nos olhos e ver
O amor que na alma cresce

Os bons são como anjos na Terra
Com sua luz e compaixão
Tocam a vida de outras pessoas
Fazendo brilhar onde era escuridão

Os bons não vão, apenas partem
Levam consigo um pouco da paz
Mas a sua memória e o seu legado
Ficam vivos em cada coração
Que os amou demais.

Então, quando um bom se vai
A tristeza nos transborda
Mas a saudade não nos aprisiona
Pois a sua vida fica marcada
Na nossa história.

É melhor ser bom do que ser justo
Pois a bondade é um de divino
E ao seguir esse caminho
Os bons mudam o mundo em sua volta
Mudam nossa rota, surge outro destino.

Para seu Júlio Romão de Melo.

Inserida por EvandoCarmo

O Homem apenas diz ser capaz e todos acreditam em sua capacidade, a mulher precisa provar.
Eu sei que é exaustivo, pois estou entre as que precisam provar, no entanto, não vejo outra forma de mudar essa realidade, a não ser por conquistar nosso espaço, provando a nossa capacidade, para aqueles que duvidam, ainda que inconscientemente, que ela exista.

Inserida por bartiriarocha

⁠“Delictum”

No princípio era o homem nu, descansado
O mundo em consoante soberana sinfonia
Sem rudeza, tristura ou quesito desafinado
O céu em perfeita e tão melodiosa poesia
Então veio a presença de amor enamorado
Tudo era luz, e assim, todo o prazer sentia
E no fulgor do sol se tinha o agrado ao lado
E o clarão do luar deu asas à doce fantasia

Deus tudo criou em seis dias, e repousou
Santificou este dia e seguiu no tom maior
O espinho, a flor, a terra, fogo, ar... gerou
E o homem em tentação, coiso, indeciso
Pecou... transgredindo o Verbo Criador...
Perdendo no delito o destinado Paraíso!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
08 abril, 2023, 20’12” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol


solidão----
"só na noite mais vivida.
um homem descobre a solidão.
um pouco de emoção.
nessa vida,
nada de graça vem.

tudo passa.
nada contem.
a noite faz a solidão.
a vida é só uma pressa,

um sopro.
a solidão é conhecimento.
a solidão é um manto,
que pessoas usam para esqueçer.
e poder crescer."

Inserida por williamvinicius2

⁠O QUE É LIVRE-ARBÍTRIO?

Livre-Arbítrio é a Liberdade que o Homem tem de Construir e Viver o seu próprio Conhecimento ou Realidade e se Responsabilizar pelas respectivas Consequências!

É a liberdade de criar e usar os seus próprios programas ou softwares e assumir suas consequências!

Inserida por Amanciorego

⁠DAVI: UM HOMEM QUE ENFRENTOU MUITAS CRISES E VENCEU COM DEUS 🙌

Você já passou por alguma crise na sua vida? Como você reagiu? Você buscou a ajuda de Deus ou tentou resolver tudo sozinho? A Bíblia nos conta a história de um homem que enfrentou muitas crises, mas que também experimentou o poder e a graça de Deus em todas elas. Esse homem foi Davi, o rei de Israel. Vamos aprender com ele como vencer as crises com Deus?

Davi foi um jovem de fé. Ele foi escolhido por Deus para ser rei de Israel, porque tinha um coração segundo o coração de Deus (1Sm 16.13). Ele andava com Deus e confiava nele em todas as situações. Ele enfrentou o gigante Golias com uma funda e uma pedra, mas sua verdadeira arma era o nome do Senhor dos Exércitos (1Sm 17.45,47). Ele não se intimidou com o tamanho do problema, mas olhou para o tamanho do seu Deus.

Davi também sofreu às mãos de Saul. O rei Saul ficou com ciúmes de Davi e tentou matá-lo várias vezes (1Sm 18.29). Davi teve que fugir e se esconder em cavernas e desertos. Ele se sentiu cercado de perigos e angústias (1Sm 20.3). Mas ele não desistiu da sua fé. Ele clamou a Deus e encontrou nele um escudo, uma fortaleza e um libertador (Sl 18.3-6). Ele não retribuiu o mal com o mal, mas respeitou a autoridade de Saul como ungido do Senhor (1Sm 24.6).

Davi também sofreu as consequências do seu pecado. Ele adulterou com Bate-Seba e mandou matar seu marido Urias (2Sm 11). Ele tentou esconder seu pecado, mas Deus o revelou por meio do profeta Natã (2Sm 12.9,10). Davi se arrependeu profundamente e confessou seu pecado a Deus (Sl 51). Mas ele ainda teve que enfrentar as tristes consequências: a morte do seu filho recém-nascido (2Sm 12.15-18), a rebelião de seu filho Absalão (2Sm 15.10,14), a humilhação pública (2Sm 15.30) e a perda de Absalão (2Sm 18.33).

Como Davi conseguiu superar todas essas crises? Como ele não se deixou abater pelo desânimo e pela depressão? A resposta está na sua relação com Deus. Davi sabia que Deus era o seu refúgio e socorro nas tribulações (Sl 27.5; 34.19; 57.1). Ele sabia que Deus era fiel e misericordioso, mesmo quando ele falhava (Sl 86.15; 103.8-14). Ele sabia que Deus tinha um propósito para a sua vida e que iria cumprir todas as suas promessas (Sl 138.8; 145.13).

E você? Como você está lidando com as crises da sua vida? Você tem buscado a Deus ou se afastado dele? Você tem confiado na sua bondade e fidelidade ou duvidado do seu amor e cuidado? Você tem se arrependido dos seus pecados ou tentado justificá-los? Você tem esperado nas suas promessas ou se conformado com as circunstâncias?

Que tal seguir o exemplo de Davi e vencer as crises com Deus? Que tal aprender com ele a louvar a Deus em todo tempo, a orar sem cessar, a meditar na sua palavra, a obedecer aos seus mandamentos, a testemunhar da sua salvação, a adorar com todo o seu ser?

Se você quer saber mais sobre como viver uma vida vitoriosa com Deus, eu te convido a participar do meu canal no telegram: https://t.me/estudosbiblicosedificantes. Lá você vai encontrar mais estudos bíblicos edificantes para o sua edificação e crescimento espiritual. Você também vai poder interagir comigo e com outros irmãos que amam a Palavra de Deus.

Não perca essa oportunidade de se aprofundar no conhecimento de Deus e da sua vontade para a sua vida. Entre agora mesmo no canal e convide seus amigos para participarem também. Vamos juntos aprender mais sobre como vencer as crises com Deus!

Que Deus te abençoe e te guarde. Um forte abraço do seu irmão em Cristo,

Dc William Santos 😊

Inserida por williamagaly

⁠O MEU PAI SALVOU UM HOMEM, O MEU TIO OUTRO


Por Nemilson Vieira de Morais (*)

Por ocasião das eleições municipais na minha cidade…
O clima político em Campos Belos, nessas disputas se elevava.
Era comum as discussões a cerca de um ou outro postulante a uma cadeira administrativa.
Nem sempre esses embates ficavam somente no campo das ideias: em dados momentos, os ânimos se acirravam, e as agressões deixavam de ser verbais e, iam às vias de fato.
O povo compareciam aos comícios, para apoiar e ouvir os discursos inflamados dos distintos candidatos.
Geralmente esses encontros eram realizados em carrocerias de caminhões posicionados em locais estratégicos, pelas ruas da cidade, distritos e fazendas.
Eu mesmo andei a discursar numa dessas ocasiões, na campanha do deputado José Freire, e outras lideranças políticas estaduais e locais.
Alguns candidatos passavam dos limites nas promessas que faziam. Não cumpriam o prometido. “Desde aquele tempo a ‘mentira’ no mundo da política comandava o espetáculo.”
Havia perseguições políticas por parte de alguns mandatários, principalmente quando o eleitor declarava publicamente outra opção do seu voto.
O ir e vir das pessoas nas ruas nos dias da votação eram intensos.
Alguns pais precavidos orientavam os seus filhos a não participarem daquela agitação toda, e muito menos das questões políticas. Opor-se ao governo (nos três níveis) não era recomendável. No dia da votação a minha mãe ficava a orar a Deus, para que tudo ocorresse em paz, naquela disputa; pedia a nós que não saíssemos de casa: era “perigoso!” Não dava para saber o que poderia acontecer.
Os candidatos a vereança e a prefeitos compareciam aos seus redutos eleitorais; a tirar fotos com o povo e ouvir as reclamações dos moradores. — Visitar escolas, comunidades, hospitais; inaugurar comitês, reuniões com apoiadores, fazer as suas últimas promessas…
Um dos candidatos a prefeito esbanjava carisma: o Adelino, filho da terra, já havia administrado a nossa cidade. O outro candidato não me lembro bem quem era, mas, a campanha ia num bom nível. Qualquer um dos ganhadores estávamos bem representados.
Ao aproximar-se o momento da prova dos nove. Em que as urnas iriam falar. Um dia à tarde próximo à votação o João (preferi assim o chamar) eleitor de um dos candidatos tomava uns aperitivos a mais e jogava conversa fora, no bar do Elias. O Lázaro eleitor dum outro andava armado sem uma autorização, e sem ser incomodado pelas autoridades competentes adentrou-se ao ambiente e logo começou a discussão política. Decisão que quase causaria uma tragédia maior: saltou para fora da venda, num respeito ao proprietário e convidou o João para resolver a questão na rua. — Na bala. O convidado não pensou duas vezes e mais que depressa atendeu o chamado. Como uma serpente a dar o bote na presa. O Lázaro negou o corpo e sacou da cinta um revólver de todo tamanho à vista dos nossos olhares atônitos, já pronto a cuspir fogo no ralar da espoleta.
O João ao ver a arma apontada na sua direção saltou no seu algoz como um atacante na hora de fazer o gol: perdeu o pulo e caiu.
Debruçado na terra fria e pedregosa, aos pés do inimigo só a misericórdia de Deus, e ela fez-se presente…
O Lázaro só teve o trabalho de mirar a arma na cabeça de João e apertar o gatilho. — Bam! — Ai!
O projétil do disparo cravou-se numa das suas mãos que, mesmo atingido levantou-se e atracou-se com o seu rival. O sangue esvaia-se…
João por cima de Lázaro quase toma uma facada de graça de terceiro…
Um sujeito miúdo, amarelo feita a goiaba madura, ao lado a observar tudo e com vontade de entrar na confusão tomou as dores de Lázaro: aproximou-se mais e puxou da cinta uma enorme peixeira, que parecia um punhal procurava o melhor lugar para sangrar o João. — Descia do alto da cabeça a sua mortífera lâmina fria na direção do vão da clavícula do pobre.
De repente o forte grito do meu pai ecoou pela Rua do Comércio afora: “Não faça uma coisa dessa com o rapaz!"
O homem voltou com a faca para a bainha imediatamente.
O João a lutar e relutar sozinho para tomar a arma do inimigo nem percebeu o tamanho do risco que correu. — Morreria sem saber do quê.
De tanto esforçar-se, com um joelho flexionado sobre Lázaro no chão, o João já o dominava.
A arma do seu inimigo político já estava na sua mão, quando o tio Elias entrou em ação e a tomou.
Salvou o Lázaro da morte e o João da prisão. — Por certo.

*Nemilson Vieira de Morais
Acadêmico Literário.

Inserida por NemilsonVdeMoraes

⁠LARGA ESSE HOMEM

Por Nemilson Vieira (*)

O Galdino Caixa carregava a fama de ser preguiçoso, por não querer levantar uma palha. Estava difícil sobreviver na cidade daquela maneira…
Serviço havia, mas o homem não corria atrás do lucro.
Os filhos é a alegria da casa: primeiro veio Rita, Maria, José Caixinha como era conhecido.
Pelo jeito ia longe nessa procriação, mas havia de pisar no freio. Ainda moravam de favor numa casa velha arruinada, cedida por um conhecido, em Estrela do Indaiá.
A esposa Leonôra com dificuldades, segurava as despesas da casa como podia… Os meninos só ajudavam em alguns poucos serviços domésticos.
Até que Zé Sérgio, fazendeiro caridoso da Serra Boa, soube da vulnerabilidade social da família e se prontificou em ajudar. Convidou o Galdino a ser um caseiro seu, na fazenda.
Por lá poderiam criar os seus animais, plantar as suas lavouras… Tudo o que fizessem seriam da família.
Para Galdino o serviço de roça não lhe não dava ânimo…
Leonôra achou ser uma ótima proposta. De fome propriamente, não morreriam; disposição para o trabalho, não lhes faltava…
O Galdino para agradar à mulher e os filhos, não os ver em apertos, faria qualquer negócio… Aceitou a proposta.
Estabelecidos na propriedade, Leonôra logo deu de criar galinhas, porcos — coisa que não o fazia desde que fora morar na cidade.
Organizou um canteiro desativado que havia no quintal e começou a cultivar a sua hortinha caseira.
Logo já estava a morrer de saudade de Zé Caixinha, o seu único filho homem, que ficara a estudar em Estrela com a madrinha. Tempos depois, fora para a capital mineira; não havia mais estudos para ele no interior. A madrinha custeava os estudos e as despesas do garoto. — O tinha como um filho.
Galdino vivia num repouso quase
absoluto: a embalar-se numa cômoda rede armada na varanda da casa, o dia inteiro.
Leonôra não parava um só instante dos trabalhos domésticos. Cuidava das filhas, lavava as roupas, fazia o ‘mastigo’ do dia, num fogão velho de lenha. Ainda labutava na roça nas horas vagas.
Tudo dando certo conselheiros não faltavam à Leonora:
— Larga esse homem! Procure uma pessoa mais esforçada que lhe dê valor… Ainda tem homem bom no mundo…
Leonora só dizia:
— Sou feliz assim. Foi Deus que me deu ele; já temos três filhos maravilhosos. Às vezes ele arma umas arapucas, uns laços, e pega umas aves, umas caças, e nós comemos com os filhos e nos alegramos em volta da mesa. Serve para olhar a casa; vigiar a roça… Ainda me faz um carinho por vezes,…
Com as voltas que o mundo dá…
Galdino deu para fazer chapéus de cambaúba, uma taquara muito comum em mata de transição, abundante nos terrenos de Zé Sérgio. Aprendeu o ofício nem se sabe como!
Preguiçoso podia ser, mas, muito inteligente!
Fez o primeiro chapéu e o pendurou num prego na sala; aquilo era um sinal de respeito: havia um homem na casa.
Fez o segundo para o seu uso pessoal. Só o retirava da cabeça para dormir.
Outro para o dono da fazenda que o amou. Idealizou também versões femininas de chapéus, e as presenteou a esposa, as filhas, a patroa.
Gastava quatro dias para fazer um chapéu; que era vendido por dez cruzeiros na época.
Não parou mais com a sua fábrica de chapéus. A boa notícia espalhou-se por entorno da fazenda, distritos e cidades, estados. Além de uma beleza encantadora a durabilidade dos seus chapéus também eram algo extraordinário. Dizem que Galdino dava uma garantia de 40 anos ao freguês que lhe comprasse um chapéu. — Coisa nunca vista no mundo comercial.
Zé Sérgio dava-lhe toda a liberdade para que colhesse a matéria-prima necessária para a produção dos seus chapéus, nos seus terrenos. Os fregueses vinham de todos os lados para comprar e levar aquelas preciosidades.
Abriu pontos de vendas em algumas cidades e a demanda por seus produtos iam bem. Até dos outros Estados da Federação haviam encomendas.
O negócio crescia numa velocidade astronômica… O volume das vendas garantia-lhe uma boa receita.
A Rita filha mais velha do casal, não teve boa sorte: casou-se e foi-se para uma terra distante. Grávida do primeiro filho uma das paredes internas da sua residência, desabou sobre ela. — Numa briga do esposo com o sogro. Não resistiu os ferimentos e veio a falecer, com o seu bebê na barriga.
Maria aprendera a profissão com pai, e o ajudava na fabricação e vendas dos chapéus; no atacarejo na cidade.
José Caixinha graduou-se e passou a administrar os negócios da família.
Ao acompanhar o marido nos eventos que realizava Leonôra falava da garra, da determinação e da paciência que se deve ter com o esposo…
Se tivesse dado ouvidos aos conselhos de alguns, teria perdido um marido de ouro. — Dado com os burros, n’água.

*Nemilson Vieira
Acadêmico Literário
(15:06:17)
Fli e Lang
Texto baseado em fatos reais, com adendos do autor.

Inserida por NemilsonVdeMoraes