Textos sobre Tempo
Te deixar
Uma coisa que estou tentando fazer a bastante tempo
Mas lembro do teu sorriso, do teu abraço, da tua risada, da forma como me olha
Não tenho como fugir disso
Por favor me dê algo seu
Me dê sua ignorância, seu mal humor, seu egoísmo, sua raiva, seu ódio puro
Me trate mal, vamos... me trate
Tenho que te deixar, e não consigo fazer isso se continuar me tratando bem
Estou segurando meus sentimentos para não te assustar
Entende como isso é ruim?
Não sei o que fazer
Tente sentir o mesmo sentimento que eu, na mesma intensidade
Única coisa que te peço
Se não conseguir, eu vou entender
Nunca fui boa em achar recíprocidade nas pessoas
Com você não poderia ser diferente
Por um instante eu achei que seria
Mas você tá parada, seus sentimentos estão parados enquanto os meus evoluem
Eu quero fugir, estou me prendendo e não estou bem com isso
Quero alguém que sinta tudo e nada ao mesmo tempo, igual eu
E você não é assim
Me diga o que tenho que fazer para que você não prenda seus sentimentos
Se eu fizer, e não funcionar
Acho que não nascemos para ficarmos juntas
Então me dê tudo de você
Todas as coisas ruins que você possa me mostrar e que faça eu querer te deixar
Não porque quero fugir, mas porque preciso
Isso será melhor para mim e para você
“Durante um tempo eu procurei pela pessoa certa e apenas encontrei a pessoa errada, durante um tempo procurei pela batida perfeita, o beijo arrepiante, a boca com sabor de mel, e bocas por ai beijei e não encontrei a boca perfeita. Hoje me cansei de ser o que eu não só, e hoje sou reflexo de tudo que eu tentei ser, fugindo dos meus medos, das desilusões frequentes que me levaram hoje a recomeçar tudo de novo, com um caderno em branco uma caneta carregada de tinta, com coração cheio amor e a mala nas costas carrego toda minha sabedoria dos tombos que levei nessa longa estrada que continuou a seguir e vou escrevendo a minha própria história com vários personagens, esse sou eu, essa é minha sina”
Deilson Ferreira
O que faz o pedal não é a distância, o tempo ou a velocidade, mas sim a sensação de liberdade, de observar as pessoas, admirar as paisagens, seguir em frente sem olhar para trás, sentir na pele o suor do seu esforço em querer sempre avançar, liberar endorfina, não se importar com os obstáculos que te rodeiam. O que faz o pedal é o sentimento de paz, olhar para o céu e sentir o infinito, traçar um percurso, atingir o objetivo e poder dizer, graças a DEUS eu venci!
Por: H.A.A
DEUS seja Louvado!!!
Dor, dor, dor, dor... Porque sinto isso? Tento o tempo todo fugir disso, encarar isso, mas não para, é continuo, infinito, apenas dor... Não só fisica, emocional eu acho tambem, quando não as enxaquecas que me fazem querer a morte, o vazio de não sentir como as pessoas "normais" sentem.
Queria saber contemplar o mundo como vocês, queria motivos como vocês, eu tentei e tento todos os dias, mas, faz pouco mais de 22 anos que ainda não sei o que sinto, o que sou e para o qual propósito estou aqui... Não me encontro em nada, vivo a tanto tempo com essa dor que acabei gostando dela, aceitando-a, porém isso me machuca, e machuca os outros, sou como um poço maculado, e todos que se aproximam acabam se ferindo de certa forma...
Só queria voltar ao vazio da não existência, só queria que a ordem voltasse e minha essência se dissipa-se no finito infinito o qual vivemos, ou vivo...
Voltar ao sonho que vivia, voltar a energia caótica do caos criativo, voltar a ser pulso eletromagnético entre partículas, voltar ao corpo real, voltar a ordem minuciosa que rege a matéria, que rege a energia, que rege a gravidade, que criam e destroem tudo, que são direta e indiretamente as reais divindades do universo.
Não era pra ser assim, não era pra eu ter nascido, não era pra eu estar aqui agora, e agora que estou, tudo esta ruim.
Só me desculpa os momentos não passados
Os risos que não demos
O tempo que escolhi dar pra alguém
Alguém que não era você
Acredito que amor é carinho, cuidado e compreensão...
É ouvir tudo o que você me diz sem nem mesmo abrir a boca
Escutar seu silêncio e resolver o problema
Te peço do fundo do meu coração
As desculpas de alguém que ama
Peço desculpas por amar
Mas não te dar aqueles momentos que falei
Não te dar 100% de mim
100% do meu amor
Pois queria te fazer feliz todos os dias
Queria não ter que me preocupar com os problemas
Ou o que as pessoas vão pensar
A intensidade do meu coração
É algo que me assusta
O amor a ser distribuído é de mais
O amor próprio alimenta o ego
E me transborda de uma forma impressionante
Desculpa compartilhar esse amor
Não sou capaz de equalizar e não dividir
Não posso te pedir muito, mas, espero que me entenda.
Espere. Tudo tem seu tempo certo para acontecer…
Via de regra, vivemos extremamente ansiosos na expectativa que as coisas que desejamos aconteçam. Esquecemos que tudo sobre a terra tem seu momento certo de chegar.
O nosso tempo não é o mesmo de Deus e nada obedece a nossa vontade e muito menos depende da urgência incontida que não conseguimos dominar.
Muitas vezes ficamos estressados, excessivamente impacientes e não compreendemos que a vontade de Deus, por ser soberana, prevalece sobre a nossa e que tudo nos será proporcionado conforme a vontade d’Ele e não ao nosso querer, as nossas exigências, reclamações e peditórios inconsistentes, que mais parecem uma intimação.
Somos imediatistas, teimosos, imprudentes, desejando sempre atropelar o tempo e, com isso, gerando toda sorte de desequilíbrios, os quais só nos acarretam dissabores de toda espécie.
Falta-nos bom senso, paciência e, sobretudo, fé para aguardar a vontade de Deus realizar-se em nossas vidas.
Teimamos em insistir que os fatos ocorram, segundo a nossa insensatez, não levando em conta que tudo obedece a uma programação previamente traçada pela Leis Cósmicas que regem nossos destinos.
Sabemos muito bem que o que nos é direcionado encontrará uma forma de chegar até nós, naturalmente, sem precisar que nada façamos ou forcemos para que se realizem.
Nada nem ninguém pode impedir a concretização do plano Divino em nossas vidas, a não ser nós mesmos pela nossa precipitação, imprudência e invigilância no sentido de desarmonizar o que nos foi reservado com muito amor.
No período atual de transição pelo qual nosso planeta está passando, o egoísmo, a rebeldia, a não aceitação da vida que temos, a arrogância exacerbada, arrasta multidões movidas pela ambição a abandonar princípios e desprezar valores morais e éticos que formam o caráter do homem de bem, obediente a Deus, cumpridor de seus deveres, conscientes da onipotência divina.
Necessitamos mais que nunca exercitar a virtude da paciência. Sem ela, nada se faz.
Devemos trabalhar melhor a nossa compreensão, procurando entender que não devemos e nem podemos ir contra os desígnios do “alto”, domando nosso orgulho, prepotência e vaidade desmedidas, conscientes de que não nos é permitido sabotar impunemente a vontade divina, precipitando o que Deus nos reservou, do alto de sua misericórdia e sabedoria infinitas.
Peça, mas não insista! Tudo a seu tempo! Deus sabe o que faz!
Muitas vezes pedimos a Deus insistentemente determinada coisa em nossa vida. Apesar das nossas súplicas o nosso pedido, por alguma razão que desconhecemos, nos é negado.
Quando isso acontecer, não nos revoltemos, não blasfememos, não fiquemos com raiva, é Deus nos livrando de um mal maior!
O que na nossa compreensão limitada seria um “bem”, na verdade, futuramente reverteria em algo muito “ruim” para nós. Ele enxerga muito mais longe e, como só deseja o nosso bem, não atende o nosso pedido. É preciso nos conformar e aceitar a vontade do Pai, só temos o que fazemos por merecer e o que tiver que ser nosso encontrará um jeito de chegar até nós.
Tenhamos fé, confiemos e aprendamos a esperar que as coisas aconteçam naturalmente! Não adianta querer atropelar a vontade d’Ele. Tudo a seu tempo!!
Acontece que somos muito rebeldes, teimosos e não paramos de insistir nos pedidos que não foram atendidos, de acordo com o velho adágio popular que diz: Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.
Algumas vezes insistimos tanto que Deus acaba atendendo, satisfazendo os nossos desejos. Mal sabemos nós que quando isso ocorre é Deus testando a nossa fé, e aquilo que para nós seria uma benção transforma-se em fracasso, dor e sofrimento.
Culpar Deus? Não, não e não. Ele não nos atendeu, mas fomos insistentes demais, não tivemos olhos para ver e nem sequer refletimos porque não fomos atendidos, então Ele resolveu nos satisfazer, para que, dessa forma, nossa visão se amplie e pensemos melhor quando as nossas solicitações não forem concretizadas como tanto desejávamos.
Precisamos aprender a ter paciência, esquecendo a ansiedade e permitindo que a roda da vida faça o seu giro habitual.
Tudo a seu tempo, não queiramos precipitar os acontecimentos, forçando situações. Deixemos que o tempo cumpra seu papel. Ele trará o que a nós estiver destinado, isso é realidade não é utopia.
Tenhamos calma, nossa hora vai chegar, vamos ser felizes, sim! Cultivemos o otimismo e a fé, pensamento é força, bons ou maus retornarão para nós. Busquemos nos harmonizar, não quebrando a sintonia com a Leis Universais. Atraímos o que pensamos, cuidado!!
Conectemo-nos sempre positivamente e seremos mais felizes. Infelizmente, queremos que a vida funcione no compasso dos nossos desejos, por mais absurdos que sejam eles.
A vida é dinâmica e não para diante das nossas dores e angústias. Nem sempre querer é poder. Se você quer o que não pode, não vai chegar nunca a lugar nenhum.
Sejam quais forem as dificuldades é fundamental nunca perder a esperança. É necessário recomeçar sempre, não esquecendo as nossas origens, pois foi lá que tudo começou!
Aprendamos a aceitar que a vontade de Deus se realize em nossa vida, na certeza que como Pai amoroso que é só faz o melhor para seus filhos.
A vida é feita de momentos, bons ou ruins porém necessários ao nosso aprendizado. Desfrutemos com alegria as fases boas e saibamos retirar dos períodos difíceis as lições proveitosas para a nossa evolução, equilíbrio e reajuste físico – mental – espiritual.
Movimentemos nossas almas na energia da gratidão, umas das forças mais poderosas do Universo!!
Lembranças
Hoje eu lembrei do meu tempo de criança
Do tempo que se foi que era cheio de esperança
Mais tudo passa e muitas coisas eu vivi
Passear com meus amigos era bom e me fazia feliz
Eu fico triste mais eu vou falar
Teve uns amigos que se foram e não vão mais voltar
Essa é a vida difícil de explicar a saudade bate forte
Quando a gente começa a lembrar
Do tempo bom que brincava na escola
Os outros estudavam, enquanto eu jogava bola
Minha mãe falava todo dia sem parar
Para de correr menino e vai estudar
E desse jeito o tempo foi passando
E eu fui crescendo querendo buscar meus sonhos
Obrigado Deus pela infância que eu vivi
Sofri chorei mais também fui muito feliz
Sei que nessa vida nada é fácil um dia eu estou por cima
No outro eu estou por baixo
Mais eu lutei e persisti guerreiro lutando nunca desistir
Porque o sonho acaba, quando a vida terminar, a gente partir e os olhos se fechar
Reclamar da vida é para os fracos não desperdice tempo que ele passa rápido
Corra para a escola e vá estudar arrume um trabalho não deixe o tempo passar
Que seu futuro só deperde de você
Se cai levante não desista se você perder
Ouça sua mãe escute as palavras
Porque a vida é longa e é dura a caminhada
Preste atenção que é hora de mudar
Escrever uma nova história e recomeçar
Sem esquecer o tempo de criança tempo que você era a esperança
E todo dia brincava sem parar indo para a escola correndo para lá e para cá
E desse jeito o tempo foi passando eu fui correndo querendo buscar meus sonhos
Obrigado Deus pela infância que eu vivi sofri chorei e também fui muito feliz
Apenas um Soldado.
Ele costumava dizer que para todos nós era tempo de alegria, que estávamos em tempo de festejar mas não só pelo fato de estarmos vivos mas sim por nunca termos visto as guerras, ele dizia que mesmo sendo chamado de sonhador ainda tinha uma grande certeza de que depois de alguns anos, quem sabe muitos, as pessoas que têm a honra de não viverem na guerra, pelo menos essas, saberiam o quão perfeito é poder viver.
Pois ele dizia que de onde veio, nem mesmo do outro lado da rua, era um lugar seguro... - Lá não existe sorte pois a guerra nunca acaba!
Bom dia com verão bombando na vida da gente.
Verão é bom quando proporciona a química do tempo:
calor + umidade= chuvas constantes/abundantes
para encher nossos reservatórios tão carentes e judiados pela falta do precioso liquido dos céus.
O tempo é bom quando provoca chuvas de carinhos e afagos sobre corações:
desejosos desta preciosa energia,
que explode na forma de luz e amor.
O tempo é sempre bom quando vem com rótulo de química,
que nos sugere:
renovação, aproximação, união.
Leve para o novo dia, todos os ingredientes para uma boa quimica
Quem sabe? ... rolou a quimica, tudo pode acontecer.
19/01/2018
Na estrada da Vida Leve consigo apenas Valores: condições que o tempo te fizeram aprender e valorizar. Não há continuação e nem conclusão se você não Aprender com os erros e nem ter deixado a beira do caminho sentimentos de raiva, ódio, rancor, incompreensões e humilhações tudo isso te faz mais pesados e torna o nosso Fardo mais Difícil.
Sobretudo nosso Ser e antes de tudo um Espírito, Espírito esse que somente o tempo nos Faz entender que devemos Ser Leves, Puros, Humildes e Simples e sobretudo nosso Olhar deve Ser para o Autor: nosso Melhor exemplo de Vitórias - Cristo Jesus.
A VOLTA À TI...
Volto enfim aos teus braços amada
Tantos ventos varreram meu tempo
Mas sempre torno à ti, querida fada
Numa tarde gentil, no bramir do vento...
Sento mais uma vez no teu colo moreno
Fecho meus olhos em sublime ternura
Trago comigo flores e poemas amenos
És a doçura que em mim vive e perdura!
Um homem igual à mim, simples assim
Move-se, comove-se. Meu coração sorri
Faço versos nos teus lábios de carmim!
Portanto serás meu porto ao entardecer
És meu nirvana. Meu mantra. Minha cor...
Volto para ti... Sublime amor do meu viver!
A quanto tempo não somos família?
A quanto tempo não sentamos no sofá e conversamos sobre o nosso dia. Já faz muito tempo que não sentamos em uma mesa e jantamos reunidos ...
Quando foi, que deixamos de ser família? Foi quando a ganância falou mais alto que o amor? Foi quando o orgulho foi mais forte que a humildade?
Não sei quando, mas sei que deixamos de ser família, o mais triste nisso tudo é que eu sinto falta.
Sinto falta das manhãs de domingo em que a casa ficava cheia, sinto saudades de sair aos sábados anoite para tomar um caldo ou um simples sorvete, sinto saudades de compartilharmos as alegrias e não somente as derrotas, sinto saudades de ter um colo, e de ouvir histórias antigas contadas por vocês..
Sinto saudades da essência que perdemos, saudades de sermos família.
Para o algo que não sei...
a dor que fulgura é o que não se sente,
com o tempo, que o tempo mofa
as tenras carnes que me suportam
e se esvaindo os espasmos que a mocidade
trazia, e se acalmando a euforia,
e tudo correndo tão calmo
como rios secando.
a dor que fulgura é o que não sente
minha besta juventude desejar asas
das quais nunca terá , e assim gastar
sangue e suor, e não perceber que se as tens
voarás bens , mas até quando?
a dor que fulgura é entender que o cansaço
se faz mais que a morte,
que o corpo se distende sobre a alma
e a alma sobre o corpo,
e o teatro da tragédia se completa
duas coisas abraçadas,
no palco da existência, afagando
cada qual inclinado
no cansar à luta sem fim
ai de mim não sentir essa dor que não sinto,
tanto dói quanto mata esse absinto
de angustia sem fim .
cavo fundo
cavo
cavo
como a filosofia, como a vida
amo-te e tu parte algum dia ,
seja mãe , avó , pai madrinha
seja a amada minha
que nunca foi.
dói tanto essa dor que não se sente,
como repelente aos mosquitos que vivem,
e se matam de vida, com tanto sangue
tanta fartura existida.
não estou vivo como amante no sabor do calor desejado
nem morto como as insólitas criaturas do trem
ainda resta em mim um capim
em tempestade de areia
um abismo
molhando tudo ,
mas tudo em sua estranheza.
vivo , é o que importa
mas não basta , ainda viço a imaturidade,
ainda não desfalecei-me na ignorância de me preocupar
com as coisas que fazem as Desimportâncias
as sublimes coisas inúteis,
a beleza de Wilde.
ai dói-me esse espanto ,
mas o que me sara é ir contra
o não sentir , pois quero sangrar ,
quero ver-me vivo , e dizer a cristo
que sangro contigo por amar essa criação que sou
um absurdo contraditório
um demônio na pele de anjo
um anjo em pele de demônio
o filho que berra quando o pai determina o futuro
a escultura que medra o pavor no artista
de não saber por ande anda a forma.
aquilo que vive
a dor que fulgura em mim é a dor de não sentir.
mas ainda é dor ,
a velar para que a noite não venha.
Farei descer a chuva a seu tempo, serão chuvas de bênçãos.” Ez 34.26.
Quem envia a chuva para a terra e espalha o verde sobre os campos é o Senhor; De modo semelhante, a graça é um dom de Deus, ela é também uma benção necessária. Semelhantemente assim como o solo sem a chuva nada prospera; até que Deus, o abundante criador de chuvas, age e nos envia a salvação.
As graças de Deus são tão grandiosas que Ele nos prometeu chuva delas, o autor do Hino referencia no “caput” desta MSN, fala com tanta convicção e isso deveria ser uma das bases de nossa fé. Pela graça sois salvo, já dizia Paulo aos Efésios “Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus;” Efésios 2:8. Pela graça fomos alcançados, pela eterna misericórdia e sem razão somos atingidos por bênçãos sem par.
Assim sendo como uma planta dependente das “chuvas de bênçãos”. Levante os olhos hoje, abra suas folhas e suas flores para uma chuva celestial.
É CEDO OU TARDE DEMAIS?
"Tudo tem seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu." Eclesiastes 3.1
Acordou naquela manhã e olhou no relógio. Os ponteiros começavam a marcar as primeiras horas do dia. Ainda com aquela preguiça matinal, puxou o cobertor sobre si e ficou ali encolhido sem saber o que haveria de fazer. Mas ainda era cedo demais, não sabia muito bem o que fazer e nem como fazer alguma coisa. De repente o Grande Relógio da copa, daqueles antigos de pêndulo, badala num alarido forte que lhe causa calafrios. Era alto o ressoar do seu gongo anunciando 06h da manhã. Ainda deitado, com um pouco de medo e muita ansiedade esperou ser chamado. Com os olhos abertos o tempo parecia ter parado, ou quem sabe estivesse extremamente lento e entre um badalar e outro, do Grande Relógio, se ouviu soar oito vezes o gongo marcando 08h da manhã. Ainda era cedo demais.
Mesmo sendo cedo, se levantou, foi até a cozinha à procura de algo para comer. Esticou a mão e sem conseguir alcançar levantou o pé para pegar um pacote de bolacha que estava pelo meio de cima da mesa. Frouxou a ponta do pacote que estava torcida, pegou uma bolacha e comeu ali mesmo em pé, pegou mais duas, torceu a ponta do pacote novamente e foi até a sala para comer e ver televisão, pois ainda era muito cedo.
Ainda sonolento, o pouco de atenção que ainda restava foi arrebatada pela programação daquele canal, mais logo adormeceu mergulhado nas muitas almofadas do sofá. De repente é acordado com forte barulho do Grande Relógio e ao contar os badalos somavam 14h. Não mais tinha medo daqueles gongos, naquele momento ele nem parecia tão alto mais, não lhe causava mais calafrios. O sol já entrava pelas janelas de vidro e penetrava o fino tecido das cortinas e seus raios terminavam bem em cima dele. Com muito calor se levanta e para aliviar aquela sensação térmica vai até o armário, passando pelo Grande Relógio, que já nem era tão Grande mais, e sem se importar com ele pega um copo enche de água, vai até a geladeira tipo duplex e abre o frízer para lançar mão de alguns cubos de gelo. Apesar do Grande Relógio marcar 14h, não tinha nada importante para fazer, preferiu se preocupar mais tarde, quem sabe à noite. O dia estava apenas começando para ele.
Pegou sua bicicleta foi até a “prainha”, uma curva do riacho que mantinha uma margem de areia, à 3km de sua casa e ali gastou todo o resto da tarde. Mesmo longe e sem ouvir os gongos do Grande Relógio, as horas continuavam a passar, mas não estava lenta como antes, o dia foi acabando rapidamente. Saiu do riacho pegou a bicicleta e correndo voltou para casa. Ofegante toma um banho e sai para uma festa de um amigo e não percebe que o Grande Relógio não parou e que já não era mais cedo, estava ficando tarde. Fim de festa, começou a ficar cansado como até então não tinha sentido. Suas pernas começaram a perder a firmeza, seus olhos se tornaram sensíveis à luz e a fala tornou baixinha. Saiu da festa, pegou o carro e completamente sem forças e exausto voltou para a casa. Antes de abrir a porta ouviu soar forte e aterrorizantemente, como nunca ouvira antes o Grande Relógio soar 00h. Entrou portas a dentro se apoiando na parede pois o dia lhe pesava nas costas como o peso de 100 anos. Caiu de joelhos frente aquele Grande Relógio e viu que o tempo passou e era tarde demais para fazer o que era importante, ainda que soubesse o que tinha que fazer e com fazê-lo. Agora não dava mais tempo o tempo passou, a vida acabou e descobriu no fim da vida que nunca foi cedo e sim tarde demais.
No Tempo dos Trens...
Era ali uma antiga e desativada estação
Bancos em madeira desgastadas, pés de ferro
Placas indicando setores, alertando cuidados
Pisos cimentados, cinza, mal conservados
Recordo dos dias em que muitos ali iam
Se postavam em espera sob a coberta plataforma
Uns, com bagagens, outros, à espera do apito
Que, soava em meio à fumaça da locomotiva
Havia ali a presença de ambulantes e passageiros
De anfitriões, de amigos saudosos, gente simples
Olhares sendo trocados... ansiosos por abraços
Meninos curiosos, pais saudosos, férreos trilhos
Namoradas vestidas de “para ver Deus”
Sem maquilagem, inquietas, prendadas
Acompanhadas, como manda o bom alvitre
Desejosas do beijo que teria de esperar
O tempo, discretamente, levou a estação
Desativou a alegria de chegada e partida
O progresso fez da ferrovia vaga lembrança
Onde parava o trem, hoje, passa vento e boiada
BRAÇOS DO ALENTO
Hoje, eu me peguei olhando a janela
do tempo. E nesse pega, pega eu me vi,
menino, sorrindo, pequeno. Vi o meu
sorriso, simples atirado aos ventos, me vi
escorregando pela lama alegre da infância
meu esboço sob poças d'águas, e eu...
Jorrava deslizando pela felicidade da juventude.
Olhando a janela do meu tempo... Eu pulava
amarelinho sobre a minha calçada, enquanto
atirava flechas de sonhos sob o arco
multicolorido do meu arco-íres. Eu corria
pelas chuvas do terreiro e assistia a minha
felicidade voando através das nuvens brancas
como paina algodão. Quando menino...
Eu observava os relâmpagos e corria pelas
chuvas molhando o meu ser inocente.
Hoje aqui, olhando a janela, do meu tempo
me vejo criança, cheio de esperanças e
sonhos, me pego rodopiando ciranda... E me
vejo sentado sobre as margens do meu rio,
flutuando cisma nas águas da saudade.
Olhando a janela do meu tempo...
Eu me pego, admirando os chilrear dos
pássaros e todo abestalhado com o revoar
das borboletas, as quais giram como se
estivessem desenhado os anéis de saturno
sob o ar. Aqui, quando me vejo menino, me
pego andando descalço sobre as areias
observando os reflexos do sol, os quais se
projetam desenhando as arvores sobre as
sombras e o frescor da velha estrada.
Da janela da minha vida, eu me perco sob o
labirinto do meu tempo, para logo me pegar
absolto nos braços dom meu alento.
Antonio Montes
Não quero as folhas tristes,
Aquelas que o tempo encardiu
E chegaram à estação sem destino
Abatidas e despedaçadas
Pelo vento...
Eu quero é o frescor do verde
Em caules floridos,
A suavidade Das pétalas em viço pleno.
Eu Quero as manhãs Aromadas pela
Ternura das rosas amarelas...
*
(Cida Luz)
Por que o tempo está passando tão rápido?
Na verdade, o tempo não está passando rápido, mas às 24 horas diárias, os 7 dias semanais e os 12 meses do ano estão percorrendo na mesma velocidade de sempre. Entretanto, nós - com nossa vidinha urbana - é que estamos passando em alta velocidade. Isto é, a correria cotidiana : trabalho, busca por emprego; escola, estudo para o vestibular; medos, perspectivas, turbulências e tribulações fazem o nosso cérebro pensar que o tempo está acelerado, contudo isso é apenas um estado psicológico.
Portanto, é notória a seguinte experiência: quando deixamos à vida urbana para passarmos alguns dias na roça (zona rural) vemos que o dia demora muito mais para passar.
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