Textos sobre Olhar
Quando faltar amor, sobra distância,
o toque esfria, morre a constância.
Quando o olhar já não busca o olhar,
é sinal que tudo vai desmoronar.
Se a cumplicidade sair pela porta,
a alma geme, a esperança aborta.
Do “nós” só resta um eco calado,
um corpo presente, mas desconectado.
Promessas viram cinza na lembrança,
e o coração já não dança, não balança.
A cama tão cheia, mas fria e vazia,
a voz já não canta, só grita agonia.
E quando o costume toma o lugar,
do que era paixão, do verbo amar,
a vida a dois, a três , a quatro ou mais vira mero teatro,
cenas sem alma, gestos de fato.
Então, que se acabe sem mais fingir,
melhor partir que ao pouco sumir.
Porque amor sem alicerce se desfaz,
e quem ama de verdade não ama pela metade jamais.
SOBRE RODAS: Um menino corria, atrás de uma bola
Atravessou a rua, sem olhar para o lado
Um caminhão veio, e o atropelou
Mas Deus tinha outros planos, e o menino sobreviveu
Ele se tornou um homem, com uma missão
Ensinar e ajudar, aqueles que precisam
Ele trabalha com amor, e com dedicação
E Deus o abençoa, em cada passo que ele dá
Sobre rodas, a vida é um desafio
Mas com fé e coragem, podemos superar
O menino cresceu, e se tornou um homem
Trabalhador, professor, e temente a Deus
Os dias foram felizes, e ele encontrou a paz
Com a família e amigos, ele compartilha a alegria
Ele agradece a Deus, por cada momento
E continua a trabalhar, com amor e dedicação.
Tem coisas que não é mansidão, é COVARDIA. Por mais que, se busque equilíbrio, tem que olhar,com olhar de justiça. Sabedoria claro, discernir a hora de agir, com certeza. Agora, se manter desprovido de ação a determinadas atitudes do próximo, é COVARDIA. Muitas vezes, beira a CONIVÊNCIA.
Por mais que as externas digam ao contrário certo é certo errado é errado.
Distração:
Indisciplina.
Depois eu faço.
Acordei,
vou dormir mais um pouco.
Lazer. Diversão.
Olhar, para os lados.
Fazer, o que não deve.
Desorganização.
Conversar.
Ficar, no mesmo lugar.
A hora, é uma tartaruga.
Sem objetivo.
Concentração:
Disciplina.
Vou fazer agora.
Fazer uma lista,
do que necessário;
e cumprir.
Olhar, para frente.
Fazer, o que deve.
Organização.
Trabalhar.
Prosseguir.
A hora, é um foguete.
Com propósito.
Sucesso
Sucesso é sorrir e gargalhar
E olhar o horizonte e suspirar.
É beber água na fonte
Sem se preocupar.
Sucesso é poder estudar
Ampliar as fronteiras do conhecer
Ter a noção do quanto
Infinito são a sabedoria e o saber.
Sucesso é ter aonde ir
Mesmo sentindo uma vontade
Imensa e incomensurável
De continuar, de ficar.
Sucesso é ter dinheiro sim
Mas não ser prisioneiro dos bens materiais
É ter relações reais com as pessoas
E não ter relações objetais.
Sucesso é andar descalço por aí
Comer frutas no pé sem receios
É poder partir ou se isolar
Quando se está de saco cheio.
Sucesso é poder
Beijar a boca da amada
Poder fazer amor
Sem ter horas marcadas.
Sucesso é desejar
Principalmente o que se tem
É continuar desejando
O que conquistou.
Sucesso é resistir às traições
Aos insultos e as inverdades
Sobreviver aos absurdos
E ter imunidade às maldades.
Sucesso é tanta coisa
E outras coisas para cada um
É ter fé em Deus
E poder simplesmente respirar.
Sucesso é poder viajar
Seja para o exterior
Ou poder voltar para casa
Ou embarcar na literatura e suas asas.
Sucesso é ter uma ideologia
É acreditar na democracia
Ou desacreditar do sistema
E hastear a bandeira da Anarquia.
Sucesso é abraçar gostoso
Abraçar demoradamente
É rever alguém
E ficar verdadeiramente feliz.
Sucesso é deixar
Um legado ou ensinamento
Para o mundo ou para uma pessoa
Ou ainda, para várias pessoas.
Sucesso é amar
É ajudar ao próximo
E não fazer questão de retribuição
É esperar pouco ou quase nada.
Sucesso é atingir o alvo
É viver de fato um sonho
É ser um ser grato e ter a certeza
De ter feito o possível.
Sucesso é indefinível
Sucesso é algo incrível
Sucesso é ter feito valido à pena
Sucesso é poder descansar em paz.
Seu olhar é sereno, firme, mas esconde tempestades e poesia.
Há força no seu silêncio, e graça em cada gesto do dia.
Pele dourada pelo sol da alma, voz que ecoa mesmo em quietude.
Ela é arte que caminha, beleza em sua plenitude.
E mesmo nas tramas do espelho, há algo mais do que se vê. Ela é flor, é vento, é chama é o que faz o mundo crer.
OLHAR BENIGNO
Se queres ser mais feliz não te agarres à negatividade do mal que vês no outro.
Aquilo que nele se critica é, muitas vezes, o reflexo do que não se vê em nós!
Um olhar turvo torna escura a paisagem! Um olhar benigno leva o Sol mesmo aos recantos mais escuros. Confia em ti não te distraias nos outros.
António da Cunha Duarte Justo
In Pegadas do Tempo
Quase um paraíso, mais cálido que o sol
O seu olhar me contempla, sinto como se tivesse tudo no mundo
Você veio como uma luz de esperança no meio do meu cansaço, no meio do meu mundo quebrado, no meu espaço lotado de
quero somente preserva-lo para sempre em meu coração e te eternizar em minhas memórias
Com tudo o que eu tenho eu vou te amar
O seu coração é como um oceano com um azul cristalino, perfeito e claro
Se eu estiver com você vou para qualquer lugar que te faça bem, que te deixe feliz, que te faça sorrir, que seja seu refúgio, qualquer lugar que você quisesse está
Esqueça da dor e os dias de sofrimento que você tiver
Seu sorriso angelical preenche um jardim de flores que nasceram pra você
Eu vou preencher todo o céu das suas cores preferidas só pra te ver sorrir
Vou preencher a terra com flores só pra ver seus olhos brilhar
Meu paraíso caótico, meu azar constante
BABY
Guarde seu olhar de compaixão,
Cale suas palavras doces,
Já me acostumei com o silencio
E a escuridão...
A solidão me chama de baby...
Baby, baby baby baby...
A lua nos espera na varanda
Onde os fantasmas do passado
Dançam seus boleros,
Onde eu espero o momento que não veio,
Onde eu degolo aquele ser austero
Que da noite só esperava a lua...
Baby... baby..baby...
A solidão me chama de “meu bem,”
As taças tilintam irritantes,
Ao som de ébrias gargalhadas,
Daqueles que profanam a noite...
A lua se insinua na varanda,
Anda pros meus braços,
Pra insanidade inocente dos santos,
Pra ternura piegas e débil dos loucos...
Quem disse que eu não sou Deus?
Se a névoa púrpura e plasmática
Bafeja este deserto de assombrações...
Quem disse que eu não sou Deus?
Se tenho um punhado de estrelas na minha destra
E na minha esquerda
Um coração que pulsa
Ao ritmo de tuas lágrimas e sorrisos...
Quem disse que eu não sou Deus?
Se a emoção que enrubesce sua face
Agita o sangue em suas veias
me faz manter suspensos e brilhantes os astros...
Quem disse que eu não sou Deus???
AS MINHAS ASAS
Antes de olhares minhas cãs
Veja meu olhar de esmeraldas
Que rolavam nas correntezas de rios profundos
Com águas cristalinas onde garimpavam
O tesouro de uma vida
Ou a ilusão pelo prazer de uma paixão
Onde muitos se jogaram por pura desilusão
Ou se amaram clandestinamente em suas margens
Dando margem as mais belas
Histórias de paixões proibidas...
Os meus cabelos clarearam pelo êxtase
De nossos corpos que se fundiam
Com o pacto de uma única alma...
Olhes meus membros que vasculharão
Teu corpo como um mineiro
Em busca de diamantes...
A minha boca declamar-te-á
Os mais belos sonetos eróticos...
A minha língua sorverá a tua alma
Que correrá feito uma corsa
enlouquecida no cio pelas savanas
E voará sob minhas asas
Do céu ao inferno
E falas de algo eterno
Só pelo prazer que se esvai em alguns instantes
Então olhas com desdém as minhas cãs
E nem percebes as minhas asas...
Mal o meu olhar perdera a pureza
Tereza já se despia
a noite mal anoitecera
ainda ingênua,
uma lua tímida no céu de chumbo
parecia o fim do mundo
o que cairia,
a chuva alagaria a rua,
a tribo dos vagabundos
de todos os mendigos
de pontes e de marquises
o que seria da chusma,
minha madre Teresa de Calcutá,
calcula a minha agonia,
Tereza presa nos meus braços
o paço guardado por vigias
o chumbo alagando o Ganges
a rua parecia o rio...
Pega o meu olhar caindo na diagonal das suas ancas
meu pensamento lhe chamando de potranca
sabe que eu sou criança
e canso fácil de um brinquedo
ou tenho medo de escuro
descobre o meu delírio no seu decote
os sutiãs da côte d’azur sentem falta dos seus seios
suas águas azuis cristalinas
banhariam a menina que tem nesse corpo
e se eu não fosse poeta seria prostituto
um puto qualquer escravo de todos estes instintos
que me escravizam a paixão
mas
Mas se o meu olhar e o teu olhar
não se encontrar na imensidão da vida
saiba que o destino as vezes se engana
mas o amor... o amor essa brisa que areja a alma...
traz uma sobrevida
e sempre que eu pensar no amor,
teu rosto vai estar sorrindo em cada rosto feminino
e nesse labirinto que é a vida,
como um milagre o amor vai se encontrar
mas se o meu olhar e o teu olhar
não se encontrar na imensidão da vida,
Ávida de prazer e de paixão
esse ciclone a clonar o amor
o que vai ser de mim,
da minha imensidão,
da imensidão do meu amor..
se o meu olhar e o teu olhar não se encontrar...
povoa, povoa o meu olhar
a índia na lagoa
o menino na canoa
um barco nos conduz
a luz vermelha cor de telha nos cabelos ,
laranja nas unhas,
quantas testemunhas,
parece uma coisa à toa
mas há paz,
há paz...
a paz na turbulência
comportada do meu peito,
é um semi-leito,
é uma canoa,
eu não sei...não sei o que é isso
amo Messejana com suas mangueiras
e viadutos, José de Alencar e todos os seus índios
amo Messejana....
deixa eu te olhar só mais um pouco,
ainda sei sonhar e amanhã é sexta-feira
e a minha semana não tem sábado nem domingo
a vida não pode diluir-se assim
como se fossemos abstratos,
e essa paz, essa paz que abriga agora a tua alma,
essa paz tem que ser dividida
deixa eu te olhar e assimilar esse vermelho
porque a minha paz tinha a palidez dos dias invernosos
e a frieza glacial dos polos
deixa eu te olhar, e essa manhã nos teus olhos
clarear os meus caminhos
AS ILUSÕES NÃO RESISTEM ÀS NEBLINAS
mais tarde o meu olhar fica novinho
depois de passar este rio,
depois de derramar este lago
fica tudo lavado,
todo lixo vai no pranto,
todo encanto desbota na luz do luar,
As ilusões não resistem às neblinas...
já chovi tanto este passado,
já alaguei capital e municípios,
e eu que sou um cara de princípios...
fico filosofando...
conjecturando... sem querer acreditar
as ilusões não resistem às neblinas,
as ilusões não resistem às neblinas
e eu não tenho arcas nem barcas....
nem sei nadar...
Amanha bem cedo com um novo olhar,
Sem esquecer as cerejeiras, que eu imagino
Matizando a relva que acolhe as pétalas
E ondulam com a brisa primaveril ...
Amanhã bem cedo quando a roseira enrubescer
Com a cambaxirra e o beija-flor
Num triângulo amoroso lógico e inexequível
E o rio lavar as margens, de rastros de paixões
De amantes clandestinos, de amores impossíveis
Amanhã bem cedo quando o hálito da matina
Ainda orvalhar o frescor da neblina matinal
E a vida vicejar no verde das folhas e das águas
Acariciando a sensibilidade dos poetas,
Ensejando às paixões e as ilusões frágeis e levianas
Ainda terei essa certeza infactível
Bocejando a tua ausência
E adiando a vida e suas perspectivas
Para amanhã bem cedo...
Nada se complica,
A vida explicará,
A ansiedade se acalma com beijos,
Se aquieta com um olhar
Não esquece: esquece os problemas,
Leia os meus poemas,
Esquece que a vida é pequena
Mas tua alma é do tamanho da tua consciência,
A dívida algema a paixão...
Eu tenho a noite e a noite me tem
O resto é poesia, é um trem na via
Entre satélites, meteoros e planetas
Procurando a emoção
Nada se complicará, a vida explica
Acontece porque tem que acontecer
A noite tece um fascínio,
Abriga os facínoras
E tudo de mal que se premedita,
Mas pela manhã brilha a aurora
REFLUXO
tinha a solidão da lua no olhar,
o azul do que não discernia a clarear
o dia e o que não entendia
tinha o perfil suave de uma ave
a planar sozinha e soberana,
era a beleza simples, absoluta e singular
esquece os meus desejos,
os versos, o universo dessas emoções,
a vida é muito mais que uma cachoeira
o fluxo e o refluxo de um rio...
a vida continua depois do fim do mundo
depois dessa represa a vida continua
continua pra quem percebe
que esteve bem perto
do que é perto de felicidade
ficou essa ilusão que nem é ilusão
mas é o suficiente pra romper a névoa
que embaça o pensamento,
sigo firme nessa incerteza
que sustenta o insustentável:
é só desejo que eu vejo, é só desejo...
vem o alvorecer mas a solidão da lua
continua na luz do olhar
EU VI
eu vi um homem que não era mais homem
e tinha um olhar que não era mais seu
e tinha a ausência de todos os fantasmas
e tinha a asma de todos os gatos
e tinha os mistérios dos cemitérios
a pele morta, sem vida,
dentes sem precedentes
um odor inconcebível;
não era mais um ser vivente,
por mais que parecesse gente,
não era um cachorro,
os cachorros são felizes e são gratos,
os gatos têm orgulho,
era maior que um rato em tamanho,
mas revirava o lixo
com a ânsia desse bicho
eu vi um homem que não era mais homem
ou vi um bicho que não era mais bicho
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