Coleção pessoal de antoniojusto

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HIPOCRISIA ECOLÓGICA


Todos falam da poluição e dos crimes contra o ambiente, mas quando esses crimes caem do céu em forma de bomba calam-se. A hipocrisia ecológica é chorar pelo plástico no mar e ignorar o fumo das cidades bombardeadas.
António da Cunha Duarte Justo

MORAL


A moral da política é o interesse! Quando o interesseiro fala de moral, a moral fica mal.
António da Cunha Duarte Justo

IRRESPONSABILIDADE


O político poderoso não comete crimes porque se sente redimido e de facto, continua a ser redimido pelo voto avulso do povo! O povo é anónimo e não possui personalidade política!
António da Cunha Duarte Justo

INOCÊNCIA


Não precisa de inocência quem tem eleitores anónimos.
António da Cunha Duarte Justo

ESTADISTAS


A União Europeia e sua Globalização acabou com personalidades de estado, ou seja, com estadistas nos países europeus. Interesses anónimos em Bruxelas representados por uma elite tecnocrática descarada são quem mais ordena relegando os governantes para administradores dependentes dos subsídios de Bruxelas.
António da Cunha Duarte Justo

RESUMO DA REALIDADE

A Ideia (Deus) gera, a Palavra revela, o Gesto realiza e a Virtude dignifica.
António da Cunha Duarte Justo

FRENTE A FRENTE

Quando dois corpos se põem frente a frente tornam-se uma fisga e a paz de todos fica no elástico.
ORCID: https://orcid.org/0009-0003-6251-1578
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O BUSILIS DO ESTADO DA DEMOCRACIA

Pelo que se tem observado especialmente a partir da adoção do globalismo liberal a sobrevivência da democracia não reside na virtude das suas instituições, mas sim na bizarra providência de ser o único sistema capaz de converter a incompetência coletiva numa ilusão de soberania.
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DA PERCEPÇÃO PESSOAL

Para que o relógio ande acertado, não chegam os meus olhos; é preciso acertá-lo com os paralelos e os meridianos.
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ORCID: https://orcid.org/0009-0003-6251-1578

⁠LINGUAGEM EMBRULHADA COM HUMOR
Para que as palavras não se tornem trincheiras, importa acolher a ideia do outro sob várias perspetivas. Só o humor nos salva de travar batalhas em vão, onde o ego se tenta definir contra o outro a partir de meras sombras interpretativas.
António da Cunha Duarte Justo
Pegadas do Tempo
ORCID: https://orcid.org/0009-0003-6251-1578

CLARIVIDÊNCIA

Só o recuo do tempo transforma o ruído do presente na música que não soubemos ouvir.

MIOPIA DO QUOTIDIANO


Vivemos a epopeia com olhos de rotina, porque o quotidiano é a cortina que esconde o palco da história.




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HUMOR


Vivemos de reflexos, de ecos de nós mesmos e do eco ampliado na sociedade num jogo de câmaras onde a imagem original se perde na repetição. Mas nesse salão de espelhos, resta sempre uma porta aberta: o humor, que não desfaz o engano, mas o tempera com a luz dourada do crepúsculo, lembrando-nos que, mesmo na mais sombria paisagem, o sol se põe para que possamos, ao menos, rir da nossa própria sombra.
António da Cunha Duarte Justo

POESIA




Poesia é a harpa dos poetas a tanger o visível e o invisível
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GLOBALISMO

Globalismo é o poder que, dissolvendo o orgânico, desconstrói a pessoa e as sociedades na exacta medida da sua inversão.
António da Cunha Duarte Justo

GEOGRAFIA


A geografia é uma consciência silenciosa.


A Europa desorientou-se das suas raízes eurasiáticas,


esquecendo que a ortodoxia russa é sua gémea civilizacional.


E o discurso do ódio, selectivo,


revela apenas a hipocrisia de quem escolhe o que recordar.


António da Cunha Duarte Justo




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UCRÂNIA
Há nações que morrem duas vezes: uma ao lado dos seus inimigos, outra ao lado dos seus amigos. Havia um terceiro caminho, chamava-se neutralidade, mas ninguém lhes disse.
António da Cunha Duarte Justo

NEUTRALIDADE
Neutralidade não é fraqueza, é a única arte de não herdar as guerras dos outros. Sim, porque o neutro não turba os ventos. Quem escolhe a tempestade alheia, esquece que a sua própria casa não tem tecto.
António da Cunha Duarte Justo

AMBIÇÃO
A ambição de pertencer a quem nos corteja custa, por vezes, o preço de deixar de existir.