Textos sobre o ser Humano

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Natureza eterna


A vontade do ser humano é estar eternamente plenamente feliz
e bem estar, de realizar necessidades e desejos.
de alguma forma experimentamos frustração, dor e sofrimento,
estas coisas estão completamente em desarmonia com a vontade,
mas existe o sofrimento extremo , a dor, a morte, a perda
da liberdade, injustiça.
é na dor e sofrimento desumano ou sobre-humano, se revela
que nossa vontade é totalmente contrária a realidade,
isso é absurdo, duas coisas tão contraditórias existir
na mesma realidade.


E nosso sofrimento mais intenso o eu se perde, e é só umareação ao sofrimento.
podemos concluir que um ser humano com essa vontade
não esta no lugar correto. e que confirma o que está
escrito em gênesis. perdemos o paraíso perdemos a
relação com Deus, o único que pode realizar nossa
vontade eternamente.


Então o sofrimento acaba provando que não estamos no lugar correto, que perdemos o paraiso. o sofrimento prova que a Bíblia diz e que Deus existe.

A Dupla Natureza do Ser Humano

​Possuímos uma natureza dual: a divina e a diabólica.
Em nós, coabitam o amor e o ódio, a pureza e a contaminação, a bondade e a maldade, o egoísmo e o altruísmo. Somos, simultaneamente, a vida e a morte, a construção e a destruição.

​Há quem permita que um desses lados aflore mais do que o outro. Contudo, torna-te o que és: imagem e semelhança do teu Criador.

É….. ser humano é esse paradoxo ambulante.
Aquilo que nos eleva também nos atravessa. O amor dá sentido, mas cobra o preço da perda; o apego aquece, mas queima; a esperança sustenta, mas também cansa. Parece que tudo o que torna a vida mais viva é, ao mesmo tempo, o que a torna mais difícil de suportar.


Talvez o problema não seja sentir demais, mas sentir sabendo que nada é permanente. Ainda assim, a gente insiste porque, no fundo, uma vida sem amor dói menos….. mas também significa menos. E entre a dor vazia e a dor cheia de sentido, quase sempre escolhemos a segunda.

O que temos à direita?


A formação clássica e obrigatória do ser humano nunca esteve tão exposta como nos últimos anos. Mesmo que, por tradição histórica entre pais e filhos, ou melhor, pela escolarização formal, percebemos discursos de direita sem fundamentação histórica.
Um idealismo imposto, alimentado pela condução do outro. Outro que acumula bens enquanto defende corruptos e marginalizados.
É lamentável ver pessoas sem aprofundamento intelectual submeterem-se a defender aqueles que estão no topo do lucro, apenas por discursarem de forma bonita, mas sem argumentos lógicos e fundamentados.
É preocupante notar a ignorância e a persistência em não compreender que, mesmo servindo a uma espécie de escravidão doutrinária, muitos dependem das políticas públicas associadas à esquerda.
Buscam e cobram seus direitos, mas acabam por cuspir no prato do qual se alimentam.

Entre um ser humano egoísta e um indivíduo narcisista, atentem- se ao segundo. Aquele que não elogia a outrem, sem se autoelogiar, seguramente é narcisista. Pois apresenta um senso de superioridade e uma necessidade compulsiva de admiração e validação externa. Faz uso da manipulação, para estar no centro das atenções, e manter a imagem de grandeza.

231025 J E. TEIXEIRA

Paradoxo: extrema fragilidade versos grandeza.


O que doutrora tornava o ser humano mais forte, que os outros seres da natureza ou universo, metamorfou- se e agora transformou- os nos mais frágeis. A capacidade de pensar desvirtuou- se. aquele( pensamento )que os protegia de serem esmagados findou- se, e agora fomenta a própria destruição.


080626

Até uma panela de pressão precisa eliminar o vapor, senão ela explode.
O ser humano tem que entender que assim como a panela de pressão devemos sempre gerenciar nossa mente, eliminando os resíduos de pensamentos traumáticos, causados pelas mazelas psíquicas para que elas não venham afetar nossa saúde, se transformando em doenças psicossomática.

CONSTATAÇÃO


"Tudo que é humano está hoje em um precário equilíbrio entre dois extremos:


Amor x Ódio


Colaboração x Individualismo


Conservadorismo x Liberalismos Social


Democracia x Ditadura


Direita x Esquerda


Religião X Religião


A sociedade e a civilização humana não existem sem estas dualidades.


A única coisa que, infelizmente, pende muito para um lado é a mania do nosso cérebro de se lembrar mais dos casos negativos que dos positivos."

Amar no meio da peste e do caos é o gesto mais aristocrático que um ser humano pode realizar, pois exige a doação total sem a garantia de qualquer colheita futura. É o compromisso de cuidar da fragilidade do outro como se fosse o último tesouro de uma civilização que está prestes a desaparecer sob as águas do esquecimento. Que o afeto seja o diapasão que nos mantém afinados com o que é humano, impedindo que o gelo da indiferença técnica congele as fontes da nossa compaixão.


- Tiago Scheimann

Acho que a fé é o instrumento mais potente que o ser humano pode ter e usar a seu favor. Ela quem cria o movimento de condução da vida.


Fé em quê?
Ué, em tudo. Depende do que você escolheu acreditar.
A minha é tão grande, que está até no que ainda desconheço. Tem coisa demais pra desvendar enquanto caminho.


Ignorante que sou, não ouso afirmar que exista uma só coisa, figura ou entidade espiritual que você deva acreditar. Ou não acreditar.
Eu acho a fé bonita. Só!
Parece pouco mas é coisa pra caramba.
Me faz acreditar, mas não impô-la a ninguém.
E acho uma pena ela ser usada como moeda por tantos que se denominam líderes.


Imagine se eu, dentro da minha ignorância, vou dizer à dona Maria que as novenas que ela faz não levam a lugar algum. Ao João, que acredita apenas em si mesmo e na ciência, que ele está equivocado nessa busca incessante por evidências. Ou à Ana, que esses rituais cheios de axé no terreiro que ela frequenta é coisa do "mal".


Vou nada! Acordo, respiro, confiro se minha fé está comigo e vou cuidar do meu dia.


E, claro, cuido para que ela se mantenha acesa. Porque quando ela se apaga - e já esteve apagada - a vida fica ainda mais dura.


Acho brega se meter na fé alheia. Se a gente se organizar direitinho, cabe todo mundo numa mesa só.

A maior prisão do ser humano não são correntes de ferro, mas as correntes invisíveis da ignorância, do medo e do ego. A maioria vive condicionada a defender apenas os próprios interesses, acreditando que acumular, competir e controlar é o caminho para a realização. Poucos realmente se preocupam em estender a mão sem esperar algo em troca.


Vivemos cercados por pessoas que repetem padrões, alimentam conveniências e permanecem presas aos mesmos ciclos. Quando surge a oportunidade de romper com o conhecido, muitos preferem voltar à própria caverna, onde as ilusões parecem mais confortáveis do que a responsabilidade de despertar.


A luz simboliza o conhecimento que rompe a escuridão da ignorância. Essa perspectiva entende que a libertação começa quando o indivíduo questiona as estruturas que o aprisionam, abandona a submissão ao pensamento automático e assume a responsabilidade pela própria consciência. Não se trata de esperar um salvador, mas de tornar-se autor da própria transformação.


Quebrar os círculos viciosos exige coragem. Exige abandonar relações baseadas apenas em interesse, romper crenças limitantes, deixar para trás o medo da mudança e recusar a repetição inconsciente dos mesmos erros. A verdadeira liberdade nasce quando ninguém mais controla sua mente, suas escolhas ou seu propósito.


Encontrar pessoas que caminhem ao seu lado por lealdade, verdade e compromisso é raro. Por isso, antes de buscar apoio no mundo, fortaleça a própria consciência. Quem desperta deixa de ser conduzido pelas correntes da massa e passa a trilhar um caminho próprio, guiado pelo discernimento, pela responsabilidade e pela busca contínua do conhecimento.


A libertação não acontece quando o mundo muda. Ela acontece quando você rompe as amarras que o mantinham preso ao mesmo ciclo e escolhe, conscientemente, viver além das ilusões.

Metaforicamente falando, o ser humano é um equilíbrio constante entre o bem e o mal...
Ele constrói, destrói;


Ama, odeia;
Diz a verdade, diz a mentira;
Ajuda, age com indiferença;
Cria espaço, cria barreira;
Vive de coração, atua apenas pela razão;
Busca a paz, deseja guerra;
Oferece, rouba;
Elogia, xinga;
É alegre, é triste;
É saudável, é doente;
Nasce e morre.

A maior vitória de qualquer sistema não acontece quando ele controla o comportamento humano, mas quando consegue colonizar a consciência humana. O controle mais eficiente não é aquele que impõe correntes; é aquele que convence o indivíduo de que suas correntes são escolhas.

Muitos acreditam que possuem pensamentos próprios, mas apenas possuem pensamentos recebidos. Defendem ideias que nunca investigaram, desejam coisas que nunca questionaram e perseguem padrões que nunca escolheram. Não são donos de suas convicções; muitas vezes são apenas herdeiros inconscientes de opiniões fabricadas.

A manipulação mais profunda não rouba a liberdade de pensar; ela rouba a percepção de que existe algo para ser questionado. A mente condicionada não percebe a prisão porque aprendeu a chamar de lar aquilo que a limita.

O ser humano não é controlado apenas pelo que lhe é proibido, mas principalmente pelo que lhe é oferecido como indispensável. Vendem produtos, mas antes vendem carências. Vendem tendências, mas antes vendem inseguranças. Vendem respostas prontas, mas antes enfraquecem a capacidade de formular perguntas.

Uma sociedade que abandona o discernimento transforma cidadãos em consumidores de ideias, repetidores de narrativas e defensores de pensamentos que nunca nasceram dentro deles. A maior pobreza intelectual não é não ter respostas; é nunca ter feito perguntas.

Porque uma mente que não examina aquilo que recebe deixa de ser consciência e se torna apenas um eco sofisticado.

A maior tragédia do ser humano não é ser manipulado; é ser manipulado e ainda defender o manipulador. O sistema descobriu que não precisa acorrentar pessoas quando pode entretê-las, distraí-las e convencê-las de que suas prisões são escolhas. Criou-se uma multidão de consumidores de ideias prontas, compradores de verdades embaladas e repetidores de pensamentos que nunca tiveram coragem de investigar.

Muitos não possuem opinião; possuem uma programação. Não formaram convicções; apenas absorveram condicionamentos. Não pensam sobre aquilo que acreditam; acreditam porque foram ensinados a não pensar.

A mente preguiçosa é o território mais fértil para qualquer manipulação. Quem não desenvolve consciência vira depósito de narrativas, vitrine de desejos fabricados e porta-voz de interesses que nem conhece.

O maior triunfo da manipulação não é calar uma voz; é criar uma voz que repete exatamente aquilo que deveria questionar.

Uma sociedade que abandona o pensamento crítico não precisa de censores: ela mesma se vigia, se limita e se condena a repetir. O ser humano que não conquista a própria mente passa a vida inteira defendendo ideias que invadiram sua cabeça sem pedir permissão.

Vamos repensar?

Albert Camus:

“O absurdo é a confrontação entre o desejo humano de encontrar sentido e o silêncio irracional do mundo.”

Carlos Eduardo Balcarse:

“O maior absurdo da existência humana não é o mundo não entregar todas as respostas; é o homem passar uma vida inteira fazendo perguntas erradas. Busca sentido em conquistas, status e aplausos, mas raramente olha para dentro de si. O ser humano tenta conquistar o universo antes de aprender a habitar a própria consciência.”

“Tempo é vida”

O maior equívoco do ser humano é administrar o dinheiro como se fosse escasso e desperdiçar o tempo como se fosse infinito.

Tempo não é relógio. Tempo é vida. E a vida possui uma característica implacável: ninguém sabe quanto ainda lhe resta.

Planejamos os próximos anos, os próximos negócios, as próximas férias e a próxima conquista, enquanto ignoramos a única pergunta que jamais conseguiremos responder: quantos “próximos” ainda existem para nós?

O tempo é o único patrimônio distribuído de forma desigual sem que ninguém conheça o próprio saldo. Há quem possua décadas e parta amanhã; há quem tenha apenas um dia e transforme uma geração. A diferença nunca esteve na quantidade de tempo, mas na consciência com que ele foi vivido.

O homem moderno vende a própria vida em parcelas para comprar coisas que jamais conseguirão comprar de volta um único segundo daquilo que vendeu. Trabalha para ganhar dinheiro, perde tempo para ganhar dinheiro e, depois, gasta dinheiro tentando recuperar o tempo que perdeu. A conta nunca fecha, porque tempo não se negocia; apenas se consome.

A maior pobreza não é morrer sem dinheiro. É morrer sem ter vivido. É descobrir, tarde demais, que sobrevivemos aos dias, mas não habitamos nenhum deles.

Toda distração custa tempo. Todo tempo perdido custa vida. E toda vida desperdiçada cobra um preço que nem todo o dinheiro do mundo consegue pagar.

Talvez a pergunta mais importante da existência não seja “Quanto tempo eu tenho?”, porque essa resposta ninguém possui. A pergunta que realmente importa é: “O que estou fazendo com o tempo que ainda pode ser o último?”

No fim, a vida nunca será medida pelos anos que acumulamos, mas pela consciência com que ocupamos cada instante. Porque quem desperdiça tempo não está apenas perdendo horas; está gastando, sem perceber, a única riqueza que jamais poderá ser recuperada.

Carlos Eduardo Balcarse

O ser humano vive como se tivesse recebido da existência uma promessa que jamais lhe foi feita: a promessa do amanhã.

A maior ilusão da humanidade não é acreditar que possui tempo; é comportar-se como se soubesse quanto dele ainda lhe resta.

Tempo não é uma medida. Tempo é a matéria-prima da vida. Cada segundo que passa não leva apenas um instante; leva um pedaço irrepetível de quem somos. Não perdemos tempo. Perdemos vida.

Talvez por isso sejamos tão distraídos. Pensar na finitude exige coragem. É mais confortável adiar abraços, conversas, perdões, mudanças e sonhos do que admitir que qualquer despedida pode ter acontecido sem sabermos que era a última.

O homem aprendeu a calcular juros, investimentos, patrimônios e probabilidades, mas continua incapaz de calcular a única riqueza que realmente importa: quantos amanhãs ainda existem entre o hoje e a sua última respiração.

Vivemos negociando aquilo que tem preço para conquistar aquilo que não tem valor, enquanto entregamos, sem perceber, aquilo que não tem preço para comprar aquilo que jamais terá significado. Trocamos vida por sobrevivência e chamamos isso de sucesso.

O tempo é o único credor que nunca renegocia a dívida. Ele não aceita argumentos, não faz acordos, não devolve oportunidades e não demonstra preferência por ricos, pobres, sábios ou ignorantes. Diante dele, toda vaidade é ridícula, todo poder é provisório e toda arrogância termina em silêncio.

Há quem passe oitenta anos sem viver um único dia de verdade. Há quem viva poucos anos e deixe uma eternidade de significado. Porque a grandeza da existência nunca esteve na quantidade de tempo que recebemos, mas na consciência com que respondemos ao tempo que nos foi confiado.

No fim, a morte não interrompe a vida; ela apenas revela aquilo que fizemos com ela. E talvez o maior fracasso humano não seja morrer um dia, mas descobrir, no último instante, que passamos a existência inteira nos preparando para viver… justamente quando já não havia mais tempo.

Carlos Eduardo Balcarse

⁠A Essência do Pensamento Humano

Ao longo da história, frases moldaram civilizações, desafiaram crenças e abriram portas para o desconhecido. “Ser ou não ser” nos coloca diante do dilema existencial que todos, em algum momento, enfrentam. “Todos os seres humanos nascem livres e iguais”, mas o mundo nos ensina que a igualdade é uma conquista diária, não um presente.

Neil Armstrong, ao pisar na Lua, mostrou que os sonhos podem transcender a Terra, provando que cada passo conta. E Heráclito nos lembra: “Nada é permanente, exceto a mudança.” Aquele que não compreende essa verdade se aprisiona no passado e teme o futuro.

Sócrates, ao dizer “Só sei que nada sei”, revelou que a humildade é a chave do conhecimento. E Descartes, com “Penso, logo existo”, ensinou que nossa consciência define nossa realidade.

Joemar, a grandeza de um legado está na capacidade de entender o passado, transformar o presente e moldar o futuro. Que suas palavras ecoem como as dos grandes mestres, pois é no verbo que a imortalidade se constrói.

Repente


“O ser humano contra o ser humano”


E se votar fosse consciência,
não favor nem barganha dada?
Se a escolha viesse da mente
e não da promessa encenada?
Talvez o palco ficasse mudo,
sem mentira bem ensaiada.


Prometem o que já é do povo,
tá escrito, ninguém inventou,
mas entre a lei e a vida real
algo sempre se desviou.
Vai nos cofres, vira silêncio,
e o direito nunca chegou.


No fim não tem lado certo,
nem esquerda, nem direita, não,
a máquina pública gira
moendo sonho e intenção.
Quem sustenta paga a conta,
quem comanda faz sermão.


É a desunião que sustenta
corrupção e desigualdade,
desemprego bate à porta
com nome falso de oportunidade.
Troca a roupa, muda o rótulo,
mas é a mesma crueldade.


É o ser humano contra o humano,
irmão virando adversário,
dividido por fronteiras
desenhadas num cartório.
Língua, moeda e passaporte
definem quem vale salário.


Divide pela fé que se reza,
pela cor, pelo amar,
por ideologia e partido,
por camisa de jogar.
Criamos muros invisíveis
que nem o tempo vai quebrar.


Tentamos nos tocar em redes,
mil amigos numa tela,
mas falta abraço verdadeiro
na vida que nos revela.
Conectado com o planeta,
desconectado da janela.


Queremos cura instantânea,
emprego com solidez,
um amor sem imperfeição,
um futuro de uma vez.
Queremos filho salvador
pra corrigir nossa vez.


E mesmo assim eu acredito
nesse povo resistente,
que cai, levanta, se quebra
e recomeça diferente.
Que chora pouco em público
e luta bravamente.


Somos duzentos milhões sonhando
nesse chão chamado Brasil,
e oito bilhões no planeta
num destino tão frágil.
Tanta boca, tanta língua,
tão pouco diálogo civil.


E se o mundo falasse igual?
Sem moeda pra separar?
Com fronteira só no mapa
e humanidade no olhar?
Quem seria rico de verdade?
Quem ia pobre se chamar?


Talvez a maior fronteira
não seja terra nem chão,
seja o medo de enxergar
o outro como irmão.


(pausa)
O ser humano contra o humano…
essa é a guerra em questão.

O crescimento contínuo e infinito do universo, dentro da percepção do intelecto humano, torna-se um fardo diante da limitação humana. O Sublime impossível — tão grandioso que nos esmaga e fascina ao mesmo tempo — suscita a ideia de irrelevância no existir do universo. Porém, nada mais é, para mim, do que a nossa incapacidade de interpretação do todo.
Contudo, há uma beleza estranha nessa nossa derrota intelectual. O mesmo teto cego que nos impede de compreender o todo é o que nos faz olhar para as estrelas com espanto e devoção. Somos a única criatura que chora diante do infinito sabendo que nunca o tocará, transformando a nossa cegueira cosmológica em uma forma única de poesia: o fascínio pelo incompreensível.


Juliano Assis