Textos sobre o ser Humano
SEMBRANTES...
Que estranho o ser humano! Às vezes acho eu os ser
Fico sempre observando quando os vejo ao passar
Vejo em muitos semblantes o que não eras para ver
Olhando dentro da alma muitas coisas chego achar...
Em alguns vejo belezas em outros o amargor
Vejo também como agora olhando dentro de ti
Que trazes dentro da alma! Uma imagem cheia de dor.
Mas quem não tem este dom! Chegas a duvidar de mim...
Outros trazem estampado o que se tem de ruim
Chega até dar-me um medo! Quando olha para mim
Pareces que percebeu que dentro vejo enfim
Toda maldade que existe em gente muito ruim...
Outros trazem em sua tez, toda brancura da alma
Parecem crianças grandes! sorrindo com muita calma,
De me dar um grande abraço. Fico mesmo a pensar
Se tivesses mais coragem, gostarias de ganhar...
Chega até dar vontade de pedir por caridade!
Que distribua o amor que vejo em suas faces
Ou que mesmo num relance, pudesse ter esta arte
De distribuir alegrias, esparramando as saudades...
Nada vejo em alguns que podem se controlar!
Parece grande rochedo que tento atravessar,
Fico pairando no ar e o pensamento a voar,
Olhando aqueles rostos, nada vejo em seu olhar...
Mas fica uma verdade que trago para lhe dar!
Do ser humano no hoje eu acho bom te lembrar.
Conforme observei e vi em muitos olhares...
Dos corações dos humanos! Alguns não se têm validades...
(ZILDO DE OLIVEIRA BARROS.22/12/11)
Até quando o ser humano vai permanecer no pedestal sem entender que, na verdade, não é nada?
Pode ter casas, carros, bens e fortunas, mas se continuar vestido de orgulho, vaidade e ambição, continuará sendo apenas um ser humano comum, vazio de essência.
Enquanto não crucificar a hipocrisia para se igualar ao seu irmão, continuará sendo um nada.
Já parou para pensar
que o ser humano não tem livre-arbítrio?
Que não tem escolha, nem opinião própria,
nem desejos que realmente lhe pertençam?
Até a opinião não vale a própria opinião.
O que o ser humano é,
é um acaso sem entender a própria reação.
Se o homem realmente tivesse escolha,
por que não tem a liberdade
de viver o que deseja.
Nenhum dia é maior, melhor ou mais singular que o outro — assim como cada ser humano carrega um DNA único, mas compartilha a mesma essência.
Mesmo diante das aparentes confusões, a mente humana ainda não foi capaz de decifrar os segredos que o universo sussurra diante de nossos olhos.
A vida permanece envolta em mistérios profundos, e nenhum de nós detém o poder de dominar os enigmas que habitam o coração do cosmos...
Mesmo diante de todas as sombras que cercam a vida do ser humano, anseio estar em teus braços.
Tu enfrentas a dor e superas os desafios só para estar comigo — e isso me comove profundamente.
Tenho por ti carinho, atenção e respeito, mulher rara que acalma minha angústia com tua alegria, emoção e brilho.
Estar ao teu lado é um privilégio: em cada toque há grandeza e paz, em cada gesto, leveza e encanto.
O homem sente amor, respeito e gratidão quando sua vida é guiada por uma mulher virtuosa como tu.
Seja parte de mim — venha habitar meu mundo.
Juntos, escreveremos a beleza única da nossa história...
O ser humano é criação do Criador,
mas quando a criação tenta se igualar ao Criador, perde-se.
Afinal, quem busca grandeza para dominar outros
acaba caindo sob o peso do próprio orgulho.
O verdadeiro poder não é arma, nem trono, nem glória —
é equilíbrio.
É compreender que força sem humildade destrói,
e que grandeza sem sabedoria desmorona.
O poder que nasce do Criador é luz;
o poder que nasce da vaidade é sombra.
E o ser humano só encontra paz
quando escolhe ser luz...
O ser humano que não tem audácia para ser honesto já anuncia sua própria derrota.
Porque a honestidade exige coragem — coragem de assumir erros, de falar a verdade, de encarar a vida sem máscaras.
Quem não faz o bem não representa ninguém.
Não representa família, não representa valores, não representa nem a si mesmo.
É apenas um vazio ambulante, um corpo caminhando sem propósito, sem raízes, sem honra.
Afinal, caráter não se herda, não se compra, não se finge.
Caráter se prova.
E só quem tem coragem de ser íntegro, mesmo quando ninguém está olhando, é que pode dizer que realmente vale alguma coisa.
O resto… é só aparência tentando se passar por gente.
A hora do despertar
É natural ao ser humano relutar diante da experiência do luto, ainda que saiba, em sua consciência mais íntima, que tudo aqui é passageiro e nada é permanente. Há, porém, uma audácia silenciosa: a crença de que jamais irá partir, mesmo sabendo que cada um chega ao mundo com os dias contados.
A vida, sendo viagem de experiências (maduras ou infantis), passa sempre.
Ao desembarcar na estação da existência, o homem deixa para trás entes que sofrem com sua partida e, antes mesmo de chegar, muitos já anseiam pelo seu retorno à casa primeira.
Ao despertar do sono letárgico do período gestacional, o homem chora ao nascer: choro de socorro diante do novo. Contou cada fase para essa oportunidade, mas, ainda assim, sofre o medo de enfrentar o desconhecido: outra vida, outro tempo, outra história.
Assim como o nascimento, a morte pode ser dolorosa, sobretudo para aquele que se acostumou ao corpo material que lhe foi emprestado. Esqueceu-se das responsabilidades assumidas outrora, por livre escolha, ciente do livre-arbítrio de que desfrutaria nesta passagem.
Muitas vezes, o homem se permite a ilusão de ser seu próprio deus, entregando-se às coisas efêmeras e acreditando que detém o controle, sobretudo do seu próprio corpo e mente, jogando- se integralmente às trivialidades materiais. Porém, na hora do retorno à estação primeira, perde-se em descontentamento, arrependendo-se de ter lançado fatias da própria existência ao vento. E, como criança, o velho chora ao perceber que a única coisa que já não possui é tempo para recomeçar, reconstruir, reviver ou corrigir a rota.
Para que a vida não lhe soe como um fardo pesado, é necessário reconhecer, antes de tudo, seu próprio eu e as atribuições assumidas em tempos pretéritos. Pois todo aquele que escolhe retornar à vida jamais estará isento de, um dia, experimentar a morte.
Mari Machado
A conduta e o caráter moral são o alicerce de qualquer ser humano. Sem eles, não há respeito, não há confiança, não há liderança verdadeira. O homem se define não pelo discurso, mas pela prática diária, pela coerência entre o que fala e o que faz.
Infelizmente, no Brasil, a política se transformou em um palco de vaidades e interesses pessoais. A esmagadora maioria dos políticos não carrega consigo a essência da honra nem da responsabilidade. São figuras que se escondem atrás de promessas vazias, que usam o poder como ferramenta de enriquecimento e manipulação, e não como instrumento de transformação social.
O povo brasileiro não precisa de atores, precisa de homens e mulheres de caráter. Precisa de líderes que entendam que servir à nação é um dever, não um privilégio. Enquanto a política for dominada por aqueles que não têm conduta nem moral, o país seguirá refém da corrupção, da mentira e da traição.
A verdade é dura: confiança não se compra, se conquista. E quem não tem caráter jamais será digno dela.
Quer que eu dê uma versão ainda mais curta e impactante, como um manifesto de poucas linhas, para ser usado em redes sociais?
✍️O Momento mais difícil e crucial na vida de qualquer ser humano é o encontro de seu eu pequeno com a luminosidade do EU Maior. E nem adianta se esconder nos porões do destino, esse encontro é Inevitável! Só então você entende a sua pequenez e a sua maldade. Tudo fica clarificado, nunca mais o eu será o mesmo.
A conexão, o grande encontro da tua consciência com a Consciência Divina.
🕉️🕉️🕉️🕉️☮️☮️☮️♾️♾️💞
Ser , humano .
Tentando entender, e não me arrepender,
Pois vejo crueldade, tanta falsidade.
Se dizem “humanos” — não me engano —
São seres terríveis, incompreensíveis.
Venha você conferir: um jovem ali,
Sem tolerância, só arrogância.
Agride o irmão, não tem compaixão.
Vamos tentar melhorar?
Para aqui poder ficar...
Cansado de ver tanta maldade,
Maltratam animais — os “irracionais”.
Mas e os humanos, de onde vêm?
Olho pela janela: é tanta guerra!
Observa aqui, nem sei por que rir...
Levam tudo na brincadeira, tudo é zoeira.
Sejamos seres para evoluir — e não ferir.
“Ser humano”...
Algumas palavras precisam morar em você:
Respeito, amor, compaixão, fé...
Só assim poderemos vencer
Todo o mal — e ser racional.
Não quero seguir, longe daqui.
Venha me compreender —
E não mais fazer o povo sofrer.
Esse poema eu fiz, tentando entender
Por que o ser humano é tão cruel,
E mesmo sabendo que pode ir pro céu,
Não vive fiel...
O ser humano precisa de paz e amor.
Então, por favor: não me causa dor.
O ser humano se ergue como um sol imaginário, desejando irradiar sua presença e ser contemplado por todos.
Busca incessantemente o olhar alheio, como se a própria existência dependesse da aprovação que recebe.
Não satisfeito em brilhar, transforma-se em espelho: reflete aparências, imita gestos, veste máscaras.
Na ânsia de ser visto, confunde brilho com reflexo, essência com superfície.
E, paradoxalmente, mesmo vivendo cercado pela luz, não encontra tempo para ser luz.
Prefere o espetáculo da aparência à profundidade da verdade.
Prefere o clarão efêmero ao fogo silencioso que ilumina de dentro.
Assim, o ser humano se perde na ilusão de ser estrela, quando poderia ser chama.
Se perde em querer ser visto, quando poderia simplesmente ser.
Que a força da vida seja bênção constante sobre cada ser humano.
Que cada amanhecer traga edificação, crescimento e luz, moldando a essência para dias melhores.
Que a rotina não seja peso, mas caminho de vitória, onde a esperança floresce e a paz se estabelece.
Que o coração se fortaleça em bondade, e que a vida vivida seja testemunho de amor, fé e superação.
Que cada passo seja guiado pela sabedoria, e cada escolha seja semente de prosperidade.
Que dias melhores não sejam promessa distante, mas realidade diária, presente em cada gesto e em cada respiração.
SER HUMANO
É possível ser sincero e cordato;
a franqueza não tem que ser grosseira;
ser honesto não é hipocrisia
nem o riso foi feito pra enganar...
Há quem finja e no entanto é truculento;
muitos mentem olhando em nossos olhos,
têm o pranto gosmento e venenoso;
são ladrões que a si próprios crucificam...
Guarde a raiva e desarme o coração,
creia em Deus ou não creia, mas respeite
a razão de quem seja o seu oposto...
Ame os falsos até que a farsa caia,
deixe a laia curtir o seu melhor
e torná-lo melhor do que já é...
O ser humano é o único ser vivo que tem vergonha de ser quem é
Nenhum lobo tenta esconder seus dentes.
Nenhuma árvore pede desculpas por crescer torta.
Nenhum pássaro questiona o motivo de cantar.
Mas o ser humano — este estranho animal consciente —
aprende desde cedo a esconder.
A calar o choro.
A maquiar o desejo.
A travestir a verdade com máscaras sociais.
É ensinado que é feio ser frágil.
É pecado ser instinto.
É fracasso ser autêntico.
E assim, nos tornamos experts em sermos qualquer coisa,
menos nós mesmos.
A vergonha de ser nasce com o olhar do outro.
E morre, talvez, quando o silêncio interno finalmente grita mais alto que o mundo.
Talvez a verdadeira revolução seja essa:
aceitar-se sem pedir desculpas.
Eu não sei por que me permito ser tão usada por você.
Dói, e não dói de um jeito humano, doi como se ferisse minha alma
Eu queria muito que você fosse diferente, sinceramente nem eu me reconheço mais do seu lado
Eu te amo ao ponto de não querer ir embora, mas ainda sim sentindo uma dor absurda toda vez que eu fico.
É absurdo, sinceramente... Foi a última vez.
Dois amores...
Na vida, existem dois amores que não podem faltar dentro de um ser humano. O primeiro é o amor em Deus ou por Deus... Porque é Ele que te sustenta quando ninguém mais sustenta, é Ele que te levanta quando o mundo tenta te quebrar, é Ele que te dá força quando o teu mundo desmorona, é Ele que fortalece o teu espírito quando a fé parece pequena.
O segundo é o amor-próprio. Porque quem não se ama aceita pouco, aceita menos do que merece, aceita viver abaixo do que nasceu pra viver, aceita desrespeito, ou seja, vive de migalhas. Afinal quem não ama a si mesmo não merece nem piedade...
Você precisa entender que sem Deus você se perde. Sem amor-próprio você se anula. Agora, quando você junta os dois... você não implora, você não se quebra, você não para.
Você supera, você cresce e você vence. Sempre."
Então presta atenção, se ame e ame a Deus acima de todas as coisas.
Errar é humano, um desvio no mapa da existência. A falha, em si, não define a jornada. A loucura genuína, porém, nasce quando erguemos um altar ao equívoco, quando insistimos em caminhar contra o próprio rio.
É a teimosia de quem, vendo a porta fechada, insiste em arrombar a parede. A sabedoria não está na infalibilidade, mas na coragem de desfazer o nó e tecer um novo fio no tecido da vida.
Errar é humano.
Mas errar sem concluir o ato… tem perdão?
Hoje sou responsável pela angústia que carrego no peito.
É uma dor que nasce da culpa — culpa de um erro cometido no impulso, capaz de colocar tudo a perder.
Deus não tem nada a ver com isso.
O erro foi único e exclusivamente meu.
Tento, às vezes, criar desculpas para um erro idiota que cometi.
Digo a mim mesmo que não cheguei a concluir, que fui vigiado, que nada aconteceu de fato.
Mas e daí?
Nada disso diminui a minha culpa, nem alivia a minha dor.
Hoje vivo no calabouço que eu mesmo construí.
Uma prisão feita de culpa, aperto no peito e solidão.
Carrego o medo do amanhã, o medo da espera, o medo do silêncio.
Já pedi perdão.
Já me desculpei.
Já prometi que não voltaria a errar.
Nada adiantou.
Chega um momento em que insistir deixa de ser amor e passa a ser negação.
E eu entendo: há coisas que não têm mais volta.
Sinto-me prisioneiro do que fiz.
Talvez, se o fim tivesse vindo apenas pelas incompatibilidades —
pela parte financeira,
pelo passado,
pela idade,
pela negativa de filhos —
a superação fosse mais fácil.
Mas não foi assim.
O que me resta agora é seguir a vida.
Mudar os hábitos que me levaram a esse erro.
Aprender com a dor.
Assumir o que fiz sem me definir por isso.
E, com humildade,
esperar que o futuro me encontre melhor do que fui.
Desde as mais antigas tradições espirituais, o ser humano interroga-se acerca do sentido último da existência, da natureza da vida e do mistério da morte. Em diferentes épocas e civilizações, essa inquietação assumiu formas variadas, mas sempre convergiu para um mesmo ponto: a tensão permanente entre o apego ao transitório e a busca pelo eterno.
Nos Vedas, encontra-se a emblemática narrativa de Nachiketa, que se dirige a Yama, o senhor da morte, para solicitar-lhe a imortalidade. Diante do pedido, Yama recusa-se a concedê-la, explicando-lhe que a mortalidade constitui parte essencial do ciclo da existência. A verdadeira imortalidade, ensina-lhe, não se alcança pelo prazer sensível, mas pela compreensão do verdadeiro ser. A libertação, nesse horizonte, nasce do autoconhecimento e da superação das ilusões do mundo fenomênico.
Em perspectiva análoga, o budismo apresenta, no Tripitaka, a parábola da jovem tecelã que pede a Sidarta, já iluminado como Buda, que distribua sabedoria a todos. Em resposta, ele ordena que vá à aldeia e interrogue os habitantes acerca de seus desejos. Ao retornar, ela relata pedidos de riqueza, saúde e poder, mas nenhum pedido por sabedoria. “Como posso oferecer aquilo que não desejam?”, indaga o Buda. A lição é clara: o homem, cativo de suas inclinações imediatas, ignora frequentemente aquilo que lhe é essencial.
No cristianismo, os evangelhos narram o encontro de Jesus com o jovem rico, que lhe pergunta sobre o caminho para a vida eterna. Após afirmar cumprir os mandamentos, o jovem ouve a exigência decisiva: vender seus bens e distribuí-los aos pobres. Incapaz de desapegar-se de suas posses, afasta-se entristecido. A salvação, aqui, não é negada, mas condicionada à renúncia e à liberdade interior.
Essas três narrativas, oriundas de contextos culturais e históricos distintos, convergem para uma mesma verdade antropológica: o ser humano deseja aquilo que não compreende plenamente e apega-se àquilo que o impede de transcender. Busca o conforto do imediato e teme o risco da transformação interior. Prefere o perecível ao eterno, o seguro ao verdadeiro, o visível ao essencial.
Desejamos, assim, o que não entendemos. Esquecemos o que precisamos abandonar. Lutamos pelo transitório, mesmo sabendo de sua fragilidade. Sustentamos o insustentável, por receio de perder aquilo que julgamos ser nosso. E, quando o sacrifício se impõe como condição para a plenitude, ainda assim hesitamos, adiamos e recuamos.
Talvez resida aí o drama fundamental da existência humana: saber, em algum nível, que a vida autêntica exige renúncia, mas não possuir, muitas vezes, a coragem de realizá-la. Entre o chamado da transcendência e o peso do apego, movemo-nos em permanente ambiguidade. E é nesse espaço de tensão que se decide, silenciosamente, o destino espiritual de cada indivíduo.
