Textos sobre o ser Humano
O grande perigo da Inteligência Artificial em si é o fator humano, a princípio eu identifiquei esses fatores:
1 - A falta de bagagem cultural e a falta de senso de pesquisa de quem administra e de quem acessa.
2 - O uso para controle político por parte dos países que representam as grandes hegemonias globais.
3 - O uso de guerra de qualquer intensidade.
A maior vitória de qualquer sistema não acontece quando ele controla o comportamento humano, mas quando consegue colonizar a consciência humana. O controle mais eficiente não é aquele que impõe correntes; é aquele que convence o indivíduo de que suas correntes são escolhas.
Muitos acreditam que possuem pensamentos próprios, mas apenas possuem pensamentos recebidos. Defendem ideias que nunca investigaram, desejam coisas que nunca questionaram e perseguem padrões que nunca escolheram. Não são donos de suas convicções; muitas vezes são apenas herdeiros inconscientes de opiniões fabricadas.
A manipulação mais profunda não rouba a liberdade de pensar; ela rouba a percepção de que existe algo para ser questionado. A mente condicionada não percebe a prisão porque aprendeu a chamar de lar aquilo que a limita.
O ser humano não é controlado apenas pelo que lhe é proibido, mas principalmente pelo que lhe é oferecido como indispensável. Vendem produtos, mas antes vendem carências. Vendem tendências, mas antes vendem inseguranças. Vendem respostas prontas, mas antes enfraquecem a capacidade de formular perguntas.
Uma sociedade que abandona o discernimento transforma cidadãos em consumidores de ideias, repetidores de narrativas e defensores de pensamentos que nunca nasceram dentro deles. A maior pobreza intelectual não é não ter respostas; é nunca ter feito perguntas.
Porque uma mente que não examina aquilo que recebe deixa de ser consciência e se torna apenas um eco sofisticado.
A maior tragédia do ser humano não é ser manipulado; é ser manipulado e ainda defender o manipulador. O sistema descobriu que não precisa acorrentar pessoas quando pode entretê-las, distraí-las e convencê-las de que suas prisões são escolhas. Criou-se uma multidão de consumidores de ideias prontas, compradores de verdades embaladas e repetidores de pensamentos que nunca tiveram coragem de investigar.
Muitos não possuem opinião; possuem uma programação. Não formaram convicções; apenas absorveram condicionamentos. Não pensam sobre aquilo que acreditam; acreditam porque foram ensinados a não pensar.
A mente preguiçosa é o território mais fértil para qualquer manipulação. Quem não desenvolve consciência vira depósito de narrativas, vitrine de desejos fabricados e porta-voz de interesses que nem conhece.
O maior triunfo da manipulação não é calar uma voz; é criar uma voz que repete exatamente aquilo que deveria questionar.
Uma sociedade que abandona o pensamento crítico não precisa de censores: ela mesma se vigia, se limita e se condena a repetir. O ser humano que não conquista a própria mente passa a vida inteira defendendo ideias que invadiram sua cabeça sem pedir permissão.
Vamos repensar?
Albert Camus:
“O absurdo é a confrontação entre o desejo humano de encontrar sentido e o silêncio irracional do mundo.”
Carlos Eduardo Balcarse:
“O maior absurdo da existência humana não é o mundo não entregar todas as respostas; é o homem passar uma vida inteira fazendo perguntas erradas. Busca sentido em conquistas, status e aplausos, mas raramente olha para dentro de si. O ser humano tenta conquistar o universo antes de aprender a habitar a própria consciência.”
“Tempo é vida”
O maior equívoco do ser humano é administrar o dinheiro como se fosse escasso e desperdiçar o tempo como se fosse infinito.
Tempo não é relógio. Tempo é vida. E a vida possui uma característica implacável: ninguém sabe quanto ainda lhe resta.
Planejamos os próximos anos, os próximos negócios, as próximas férias e a próxima conquista, enquanto ignoramos a única pergunta que jamais conseguiremos responder: quantos “próximos” ainda existem para nós?
O tempo é o único patrimônio distribuído de forma desigual sem que ninguém conheça o próprio saldo. Há quem possua décadas e parta amanhã; há quem tenha apenas um dia e transforme uma geração. A diferença nunca esteve na quantidade de tempo, mas na consciência com que ele foi vivido.
O homem moderno vende a própria vida em parcelas para comprar coisas que jamais conseguirão comprar de volta um único segundo daquilo que vendeu. Trabalha para ganhar dinheiro, perde tempo para ganhar dinheiro e, depois, gasta dinheiro tentando recuperar o tempo que perdeu. A conta nunca fecha, porque tempo não se negocia; apenas se consome.
A maior pobreza não é morrer sem dinheiro. É morrer sem ter vivido. É descobrir, tarde demais, que sobrevivemos aos dias, mas não habitamos nenhum deles.
Toda distração custa tempo. Todo tempo perdido custa vida. E toda vida desperdiçada cobra um preço que nem todo o dinheiro do mundo consegue pagar.
Talvez a pergunta mais importante da existência não seja “Quanto tempo eu tenho?”, porque essa resposta ninguém possui. A pergunta que realmente importa é: “O que estou fazendo com o tempo que ainda pode ser o último?”
No fim, a vida nunca será medida pelos anos que acumulamos, mas pela consciência com que ocupamos cada instante. Porque quem desperdiça tempo não está apenas perdendo horas; está gastando, sem perceber, a única riqueza que jamais poderá ser recuperada.
Carlos Eduardo Balcarse
O ser humano vive como se tivesse recebido da existência uma promessa que jamais lhe foi feita: a promessa do amanhã.
A maior ilusão da humanidade não é acreditar que possui tempo; é comportar-se como se soubesse quanto dele ainda lhe resta.
Tempo não é uma medida. Tempo é a matéria-prima da vida. Cada segundo que passa não leva apenas um instante; leva um pedaço irrepetível de quem somos. Não perdemos tempo. Perdemos vida.
Talvez por isso sejamos tão distraídos. Pensar na finitude exige coragem. É mais confortável adiar abraços, conversas, perdões, mudanças e sonhos do que admitir que qualquer despedida pode ter acontecido sem sabermos que era a última.
O homem aprendeu a calcular juros, investimentos, patrimônios e probabilidades, mas continua incapaz de calcular a única riqueza que realmente importa: quantos amanhãs ainda existem entre o hoje e a sua última respiração.
Vivemos negociando aquilo que tem preço para conquistar aquilo que não tem valor, enquanto entregamos, sem perceber, aquilo que não tem preço para comprar aquilo que jamais terá significado. Trocamos vida por sobrevivência e chamamos isso de sucesso.
O tempo é o único credor que nunca renegocia a dívida. Ele não aceita argumentos, não faz acordos, não devolve oportunidades e não demonstra preferência por ricos, pobres, sábios ou ignorantes. Diante dele, toda vaidade é ridícula, todo poder é provisório e toda arrogância termina em silêncio.
Há quem passe oitenta anos sem viver um único dia de verdade. Há quem viva poucos anos e deixe uma eternidade de significado. Porque a grandeza da existência nunca esteve na quantidade de tempo que recebemos, mas na consciência com que respondemos ao tempo que nos foi confiado.
No fim, a morte não interrompe a vida; ela apenas revela aquilo que fizemos com ela. E talvez o maior fracasso humano não seja morrer um dia, mas descobrir, no último instante, que passamos a existência inteira nos preparando para viver… justamente quando já não havia mais tempo.
Carlos Eduardo Balcarse
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: QUANDO A TECNOLOGIA PENSA E O SER HUMANO DEIXA DE PENSAR
A inteligência artificial evolui, os algoritmos aprendem, as redes sociais nos conhecem e a ansiedade aumenta. Talvez o maior perigo da tecnologia não seja a máquina aprender a pensar, mas o ser humano desaprender a pensar por si mesmo enquanto procura, no mundo digital, respostas para o vazio que existe no mundo real.
Nunca tivemos tanto acesso à informação, às redes sociais, à tecnologia e ao conhecimento. Paradoxalmente, nunca foi tão necessário perguntar: estamos realmente pensando ou apenas consumindo pensamentos prontos?
A inteligência artificial pode produzir respostas em segundos. Os algoritmos podem prever comportamentos, selecionar conteúdos e disputar nossa atenção. Mas nenhuma tecnologia deveria substituir aquilo que nos torna conscientes da própria existência: a capacidade de questionar, refletir, discernir e pensar sobre o próprio pensamento.
A mente também mente. A ansiedade antecipa. O medo distorce. As redes sociais comparam. Os algoritmos sugerem. A inteligência artificial responde.
Mas quem decide o que fazer com tudo isso ainda deve ser você.
Porque informação não é conhecimento. Conhecimento não é consciência. E ter milhares de respostas disponíveis não significa ter encontrado a pergunta certa.
Talvez a grande revolução tecnológica do nosso tempo não seja tornar as máquinas cada vez mais parecidas conosco.
Talvez seja impedir que nós nos tornemos cada vez mais parecidos com elas.
Não pense como eu penso. Pense no seu próprio pensamento.
Carlos Eduardo Balcarse
Escritor, pesquisador e autor.
Reflexões sobre consciência, discernimento, comportamento humano, educação, tecnologia e sociedade.
COMO CONTINUAR AUTÔNOMO QUANDO DEPENDEMOS DO CONHECIMENTO DOS OUTROS?
Nenhum ser humano moderno consegue verificar pessoalmente tudo aquilo em que precisa confiar.
Não fabricamos nossos próprios medicamentos. Não reproduzimos todos os experimentos científicos. Não examinamos toda infraestrutura que utilizamos. Não dominamos todas as áreas necessárias para tomar decisões.
Dependemos.
Isso significa que a autonomia absoluta é uma fantasia.
Mas dependência não precisa significar submissão.
Existe uma diferença entre reconhecer a competência de outra pessoa e entregar a ela a autoria da própria decisão.
Podemos dizer: “Essa pessoa sabe mais do que eu sobre isso.” Sem concluir: “Portanto, tudo o que ela disser sobre isso deve ser aceito sem exame.”
Autoridade epistêmica é contextual.
Alguém pode possuir enorme competência em determinado campo e nenhuma competência especial em outro.
Discernir não significa desconfiar compulsivamente dos especialistas.
Significa justamente saber quando confiar mais, quando procurar confirmação e quando reconhecer os limites da própria capacidade de avaliação.
Autonomia madura não diz: “Não preciso de ninguém.”
Diz: “Preciso saber de quem dependo, para quê dependo e até onde essa dependência deve alcançar.”
A independência intelectual não está em eliminar relações de confiança.
Está em impedir que confiança se transforme em abdicação.
Ser autor do próprio pensamento não significa escrever sozinho. Significa continuar responsável pelo texto mesmo depois de ouvir muitos autores.
Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Educador, Escritor e Pesquisador
Todo ser humano precisa de referências e exemplos.
É difícil você olhar para todos os lados e se deparar com pessoas tão medíocres, em todos os níveis: amizades falsas, relacionamentos cheios de traições, homens mentirosos, mulheres dissimuladas, isso acontece em todas as esferas e classes sociais, isso está arraigado em TODO ser humano, porém existem ambientes onde imperam a ociosidade e a mediocridade, sendo assim esses comportamentos são mais mais constantes, fazendo parte do convívio entre essas pessoas.
No fim você sente-se sozinha, isolada, sem nenhuma referência, não porque sou perfeita e cheia de virtudes e sim porque é difícil viver com tanta hipocrisia, além de ter muito estômago gigante para fazer parte de todo esse teatro das dissimulações.
O que me resta são cumprimentos educados, conversas completamente superficiais, sorrisos sociais e a plena sensação de: "Eu estou aqui, mas eu NÃO pertenço aqui".
Existe uma bandeira que o ser humano jamais deixará de reconhecer mesmo que seja na solitude. Ela caminha com uma velocidade incomparável aos olhos humanos .
Possue frequência , luz , força , beleza , fascínio , se distingui e o universo coopera com a verdade.
A bandeira da paz , da justiça , do bem , do amor , da lealdade , porque é a mesma bandeira levantada por Jesus Cristo um dia .
Simone Vercosa .
Se Deus é realmente Deus, ele não precisa de um ser humano para defendê-lo.
E uma fé que precisa constantemente humilhar outras pessoas para provar que está certa talvez esteja defendendo mais a própria identidade do que o próprio Deus.
No fim, você pode continuar sem religião e ainda assim fazer perguntas profundas sobre Deus, morte, consciência, existência e propósito.
Talvez você nunca encontre uma resposta definitiva.
Quando o ser humano perceber que a bola, ainda que chutada, agarrada, liberada, agredida e até acolhida, tem mais voz que o “livro mais vendido” e 'menos vivido do mundo', não haverá mais brigas nem trapaças no futebol.
Há algo de profundamente humano no destino da bola.
Buscada e tocada de todas as formas, e ainda assim continua rodando, unindo pessoas que, fora do campo, talvez jamais se entenderiam.
A bola não julga quem a toca. Ela gira para todos, sem distinção de credo, cor ou fronteira.
E é justamente nesse movimento, tão simples e tão leve, que mora uma lição que o ser humano parece ter esquecido.
Enquanto o mundo se curva diante do livro mais vendido — e, ironicamente, menos vivido —, a bola segue pregando seu evangelho silencioso: o da partilha, da alegria e da verdade do instante.
No gramado, não há espaço para disfarces; o que se é, se mostra.
A bola não aceita trapaças por muito tempo.
Quem tenta enganá-la, mais cedo ou mais tarde, tropeça no próprio engano.
Talvez, quando o ser humano perceber que a bola fala muito mais alto que muitos púlpitos, que seu giro é mais honesto que muitos discursos e que seu jogo é mais limpo que muitas pregações, o futebol voltará a ser o que sempre foi: um espelho do que temos de melhor.
E então, quem sabe, já não haverá mais brigas nem trapaças — apenas o som puro da bola correndo livre, leve e solta, ensinando em silêncio aquilo que tantos livros gritam sem entender.
Com tanto humano latindo, muito em breve, dialogar será privilégio dos cães.
Há uma medonha cacofonia tomando conta do mundo.
Fala-se muito — mas ouve-se quase nada.
As palavras, outrora pontes entre consciências, hoje se erguem como muros de pura vaidade.
Infelizmente, o verbo já está perdendo o dom de unir.
Transformando-se em arma, em ruído, em reflexo de uma humanidade que insiste em confundir — por maldade, descuido ou capricho — tom e volume com a razão.
Cada um late a própria certeza, a própria verdade,
defendendo-a como quem protege um osso invisível.
Nos palcos digitais, nas praças e nas conversas de esquina,
o diálogo virou duelo,
a escuta, fraqueza,
e o silêncio — que quase sempre foi sabedoria —
agora é interpretado como rendição.
Latimos para provar que existimos,
mas quanto mais alto gritamos,
menos presença há em nossas vozes.
Perdemos o dom de conversar
porque deixamos de querer compreender.
Estamos quase sempre empenhados em ouvir só para responder.
Talvez, por ironia divina,
os cães — que nunca precisaram de palavras —
sejam hoje os últimos guardiões do diálogo.
Eles não falam, mas entendem.
Não argumentam, mas acolhem.
Escutam o tom, o gesto, o invisível…
Enquanto o homem se afoga em certezas,
o cão permanece fiel à simplicidade da escuta.
E quando o mundo estiver exausto de tanto barulho,
talvez apenas eles saibam o que significa realmente conversar:
olhar nos olhos, respirar junto,
e compreender o que o outro sente —
antes mesmo de dizer.
Porque, no fim das contas,
o diálogo nunca foi sobre ter razão,
mas sobre ter alma suficiente para ouvir.
E talvez, enquanto o humano retroalimenta o medo do cão chupar manga,
o maior — e único — medo do cão
seja tanto humano latindo.
Talvez, quando descobrirem a cura do câncer, o ser humano descubra que terminal é a falta de senso coletivo.
Doenças são permissão divina, falta de bom senso é escolha humana.
Enquanto há doenças que acometem o corpo, existem outras que adoecem a convivência.
Em hospitais, lugares onde a fragilidade humana se apresenta sem máscaras, espera-se no mínimo encontrar compaixão, respeito e compreensão.
No entanto, não é raro presenciar situações nas quais o individualismo ocupa mais espaço do que a empatia.
Compartilhar um ambiente hospitalar é um exercício bastante silencioso de humanidade.
Ali, cada pessoa carrega sua própria dor, sua ansiedade, seus medos e suas esperanças.
Ninguém está ali por lazer.
Ainda assim, muitos parecem incapazes de perceber que o espaço, o silêncio, o descanso e até a atenção dos profissionais precisam ser divididos de forma equilibrada e respeitosa.
A dificuldade em compartilhar esses espaços revela algo bastante preocupante sobre nossa vida em sociedade.
Estamos cada vez mais acostumados a enxergar nossas necessidades como prioridade absoluta, esquecendo que ao nosso lado há alguém enfrentando uma batalha tão difícil quanto a nossa — ou talvez ainda mais dura.
Um quarto hospitalar, uma sala de espera ou um corredor não são apenas locais físicos; são territórios onde a solidariedade deveria ser tão presente quanto os medicamentos.
O senso coletivo não significa abrir mão da própria dor, mas reconhecer a dor do outro.
Significa compreender que pequenas atitudes — falar mais baixo, respeitar horários, preservar a privacidade alheia e a limpeza do ambiente, colaborar com as regras comuns — podem aliviar o peso de quem já está sobrecarregado pelo sofrimento.
Talvez a verdadeira evolução da humanidade não esteja apenas nos avanços da ciência, mas na capacidade de desenvolver uma consciência coletiva mais madura.
Afinal, de pouco adianta prolongar a vida, se continuarmos incapazes de conviver com respeito, consideração e empatia.
Porque, no fim, um hospital nos lembra daquilo que passamos a vida tentando esquecer: somos todos vulneráveis.
E justamente por isso, deveríamos ser também mais humanos uns com os outros.
Quase na mesma proporção que o ser humano domou e domesticou os animais, ele se deseducou.
Aprendeu a controlar a natureza, mas perdeu o controle sobre si mesmo.
Construiu máquinas capazes de atravessar continentes em horas, mas já não encontra tempo para atravessar o silêncio de uma conversa verdadeira.
Acumulou informações, mas nem sempre sabedoria.
Multiplicou conexões, enquanto enfraqueceu vínculos.
Na tentativa de dominar tudo o que estava ao redor, acostumou-se a acreditar que também podia submeter o tempo, as pessoas, os sentimentos e até os limites da própria existência.
Confundiu progresso com pressa, liberdade com individualismo e inteligência com acúmulo de dados.
A educação que antes acontecia no exemplo, na convivência e na contemplação foi sendo substituída pelo imediatismo, pelo consumo e pela necessidade constante de ter razão.
Pouco a pouco, desaprendemos a ouvir, a esperar, a pedir perdão, a reconhecer nossa ignorância e a aprender com aquilo que é diferente de nós.
Talvez a maior ironia seja que os animais, tantas vezes considerados inferiores, continuam obedecendo ao equilíbrio da natureza, enquanto o homem, que se considera racional, frequentemente age contra ela e contra si mesmo.
E agora, quem irá reeducá-lo?
Não será uma tecnologia, uma ideologia ou um algoritmo.
A reeducação começa quando cada pessoa aceita voltar a ser aprendiz.
Quando reconhece que caráter vale mais que aparência, que consciência vale mais que conveniência e que nenhuma transformação coletiva acontece sem uma profunda transformação individual.
O ser humano só reencontrará seu caminho quando compreender que educar não é apenas ensinar a fazer, mas, sobretudo, aprender a ser.
Porque o verdadeiro progresso não está em dominar o mundo, e sim em governar a si mesmo.
Eu, um estudioso nato do comportamento humano, não posso nem quero ajudar ninguém a relativizar a reação de alguém.
Toda ação ou reação tem uma história…
Antes de ser julgada como exagerada, desproporcional ou irracional, ela foi construída por experiências, memórias, dores, expectativas e limites que, muitas vezes, são invisíveis para quem observa das arquibancadas.
Vivemos em uma cultura que insiste em ensinar as pessoas a suportarem mais, sentirem menos e questionarem até a própria percepção.
Quantas vezes alguém procura ajuda e, em vez de acolhimento, recebe argumentos para convencer-se de que “não foi bem assim”, “você está levando para o lado pessoal” ou “a outra pessoa não teve essa intenção”?
Embora a intenção tenha seu lugar, ela nunca apaga o impacto.
E de bem-intencionados, convenhamos, o inferno está abarrotado.
Estudar o comportamento humano, mais de perto, me ensinou que compreender não é o mesmo que justificar.
Explicar por que alguém agiu de determinada forma pode ampliar a consciência, mas jamais deve servir para invalidar a experiência emocional de quem foi afetado.
Quando transformamos toda uma dor em um exercício de relativização, corremos o risco de silenciar quem mais precisava ser ouvido.
Não quero nem posso ensinar pessoas a duvidarem daquilo que sentiram.
Quero ajudá-las a reconhecerem suas emoções, entenderem seus gatilhos, ampliarem seus recursos internos e responderem à vida com mais consciência — não com menos verdade.
A maturidade emocional não consiste em deixar de sentir ou em minimizar o que aconteceu.
Ela nasce quando somos capazes de validar a própria experiência, compreender o contexto e, a partir daí, escolher como agir.
Isso é muito diferente de fingir que nada aconteceu só para preservar o conforto de quem nos causou desconforto.
Se existe uma responsabilidade em quem estuda o comportamento humano, ela não é a de anestesiar emoções, mas a de promover discernimento.
Acolher antes de interpretar.
Escutar antes de explicar.
E lembrar que, por trás de cada reação, existe uma necessidade, um valor ou um limite tentando ser comunicado.
Porque ninguém cresce sendo convencido de que sente de menos ou demais.
As pessoas crescem quando descobrem que podem sentir com honestidade e, ainda assim, agir com maturidade.
Com
tanto Humano latindo, muito em breve, dialogar será
privilégio dos Cães.
Vivemos tempos muito curiosos, em que muitos confundem ato de falar de qualquer jeito com a capacidade de se comunicar, o grito com o argumento e a agressividade com a razão.
Nunca tivemos tantos meios de nos conectar e, paradoxalmente, parece que desaprendemos a arte de nos compreender.
As pessoas já não escutam para entender; escutam para responder, rebater, diminuir ou vencer.
Cada opinião divergente se transforma em afronta, cada discordância em uma guerra de egos e cada conversa em uma disputa na qual o mais importante não é encontrar a verdade, mas impor a própria versão dela.
Há quem rosne diante de uma ideia, ladre contra uma opinião e mostre os dentes sempre que confrontado com algo que desafia suas certezas.
Gente que faz do volume da voz um substituto para a profundidade do pensamento e da intolerância, uma espécie de armadura para esconder a fragilidade das próprias convicções.
E o mais irônico é que os cães, frequentemente associados ao latido, talvez nos ensinem algo que muitos humanos esqueceram: a lealdade não exige humilhação, a presença não precisa de discursos e o afeto não depende de vencer uma discussão.
Eles sabem reconhecer o silêncio, perceber a tristeza e oferecer companhia sem exigir que o outro pense exatamente como eles.
Talvez o problema da humanidade não seja a falta de palavras, mas o excesso de vaidade.
Falamos demais sobre nós mesmos e de menos sobre aquilo que realmente importa.
Queremos ser ouvidos, mas muito raramente estamos dispostos a ouvir.
Exigimos respeito às nossas opiniões, mas tratamos as opiniões alheias como se fossem uma ameaça à nossa existência.
Dialogar exige algo que nem todos estão dispostos a oferecer: humildade para admitir que podemos estar errados, maturidade para conviver com as diferenças e coragem para rever aquilo que sempre julgamos incontestável.
Afinal, mudar de ideia diante de um bom argumento não é sinal de fraqueza; é prova de que a inteligência continua viva.
Uma sociedade que perde a capacidade de dialogar começa a trocar argumentos por ofensas, ideias por rótulos e pontes por muros.
Quando isso acontece, o barulho cresce, mas a compreensão diminui.
Todos querem ter a última palavra, enquanto quase ninguém se preocupa em construir uma palavra que faça sentido.
No fim, talvez não precisemos ensinar os cães a dialogar, mas reaprender, entre humanos, a diferença entre emitir sons e compartilhar pensamentos.
Porque a verdadeira evolução não está apenas na capacidade de falar, escrever ou dominar tecnologias, mas na disposição de reconhecer humanidade até mesmo naqueles de quem discordamos.
E, se um dia dialogar se tornar privilégio dos cães, não será porque eles aprenderam a falar como gente, mas porque nós teremos desaprendido a conversar como seres humanos.
Como uma folha em branco
O ser humano é como uma folha em branco.
Nasce limpo, Destituido de qualquer complemento.
Com a oportunidade de uma vida plena, isto é, se tiver alguem em sua vida que saiba escrever uma boa historia, é claro.
Quando chega na adolescencia, as paginas de sua vida vão se preenchendo mais rapidamente.
Isso porque nessa faze, meu amigo... a vida corre intençamente. Vive-se muitas emoções de uma só vez, e se preenche o dobro da quantidade paginas em branco que escreveu na infancia.
Existem capitulos que se tem vontade de arrancar, mais este possui muitos anexos bons, então o que podemos fazer é passar um corretivo, ele apaga o que se escreveu, porêm deixa a sua marca para sempre.
Quando crescemos decidimos juntar dois livros diferentes,duas historias que tiveram dois rumos diferentes e passamos a escrever uma unica historia só que juntos.
E assim se prossegue ate a velhice quando uma das duas historias chega ao fim, seu papel acaba, mais deixa seu livro para a pessoa que o escreveu junto com você sempre leia e se lembre como foi bom a historia que escreveram juntos naquelas folhas em branco...
Você está vivo?
Se eu fizer essa pergunta pra qualquer ser humano, ele logo se ofenderia e sairia em defesa pessoal afirmando que sim. Mas Será? Você tem certeza? Bem estar vivo, quer dizer que se estar perceptível a tudo e a todos, Estar vivo não é só caminhar pelas ruas, falar com o outrem, fazer negócios, trabalhar...enfim fazer diversos serviços e ter diversas atitudes. Estar vivo, é está atento, promover e interagir com coisas e pessoas porque muitas vezes temos certas atitudes e só nos damos conta depois de executamos. Pois andamos no automático, e saímos por ai sem muitas vezes até olhar direito quando atravessamos a rua, e é comum acordar com a buzinada de um veículo ou até o grito de uma pessoa dizendo ``Acorda pô´´. Estar vivo é muito mais que agir no dia, a dia em afazeres comuns. Estar vivo é inovar toda hora e se perceber dizendo como sou bom(a) no que a vida me propicia.
Encontro todo dia com gente, convivo, converso, e elas estão sempre com os mesmos assuntos; trabalho, casa, modo de agir dos filhos ou cônjuge, do lado pessoal; sobre seus sacrifícios, dores e pequenos sofrimentos diários. Não há conversa nova, me parece que ao deitar e dormir todos estão gravando em suas mentes as mesmas queixas e falando das mesmas mazelas, achando que desabar pro outro sem deletar em suas mentes o ocorrido, Achará a solução final onde cada dia que morre não se vai com ele todos aqueles dramas. Agora repito a mesma pergunta e você estar vivo? Ou se enquadra nos mesmos padrões dessa massa toda que caminha por ai sem saber, e zumbisados pelas ruas, onde seus robes preferido é a fofoca e difamação.
Estar vivo é muito mais que se prender a uma só coisa ou pessoa. Estar vivo é se arremeter no novo, sair da rotina, dá um ctrl5 pra atualizar sua própria pagina. Estar Vivo é cancelar os downloads infectados por gente mesquinha, que só ousam debochar das outras. Estar vivo é se sentir vivo com força, e fé pra enfrentar com determinação tudo que vier pra lhe derrubar, e sair mais renascido sem culpa, mas vitorioso pra dizer ``vida estou vivo e não tenho medo de desafios´´. Portanto Acorde, a vida te chama e se ela grita é pra que você exerça o que veio fazer na terra; ou seja, VIVER. Que a paz seja sempre meta em sua vida.
Acredite, o ser humano é capaz de se acostumar com tudo. Então comece a acostumar com as mudanças, comece a aceitar que nem sempre as coisas vão ser do jeito que você imagina, mas nem por isso serão ruins. Aceite o tempo frio, aceite o calor, aceite a linha do tempo, aceite que as pessoas fazem 'ASK' para não responderem nada¬¬, aceite que vão continuar compartilhando besteiras por aqui. Aceite que reclamar não muda nada, só desgasta.
E por fim, AGRADEÇA A DEUS PELAS OPORTUNIDADES OU DIFICULDADES QUE VOCÊ TEM ENFRENTADO, as coisas que ele faz tem o poder de definir PERFEITAMENTE o seu futuro, agora as suas vontades são sempre INCERTAS.
