Textos sobre o ser Humano

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⁠Jesus Cristo

Jesus Cristo é o criador de todas as coisas e de todo ser não humano, criado antes do mundo. Segundo a bíblia diz, ele criou a terra, os mundos, o próprio universo. Criou os próprios anjos ainda antes de Adão. Jó. 38:1-7; Ele o criador e não criatura. Jesus ou o Verbo de Deus, Jamais foi criado, mas ele é a origem de tudo. Se antes de Adão existiam as potestades ou os "Filhos de Deus"! Jó. 1:6; 2:1! Estes foram criados por Jesus. Nem "Lúcifer" era irmão de Jesus Cristo, como os Mormons afirmam. Jesus Cristo foi criador de todo o anjo criado até de " Lúcifer'"! Hebreus 1:1-14. Portanto ele no "Princípio, com o Pai e o Espírito Santo, criou os céus e a terra. E a terra era sem forma e vazia; havia trevas sobre, a face do Abismo, e o Espírito de Deus pairava sobre a face das Águas"!

Em Jó. 38; podemos concluir que todos os poderes e Domínios ou potestades foram criadas antes de Adão; Em Isaías e Ezequiel, sabemos que muito antes de Adão, se deu a revolta de Satanás, aparecendo assim o diabo, que depois se vingou dos seres humanos. Génesis. 3: 1-15!

Em relação às várias doutrinas de os "Filhos de Deus"; e outras doutrinas de Jesus Cristo e Lúcifer e outras doutrinas várias, nunca poderemos chegar a dizer o que a bíblia não diz; não podemos afirmar, também coisas que Deus, não quis que nós soubéssemos. Agora uma certeza temos que a Biblia diz "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele no princípio estava com Deus. Todas as coisas foram feitas por meio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez"!

Ninguém deve "saber, mais do que convém saber..." Romanos. 12:3-8.

Não queiramos saber mais do que o próprio Deus permite que saibamos, nem por Kabala, nem por misticismos. Nem por meio de "Escrituras Apócrifas"! Nem por meio de escritos, sem base na verdade! Por isso é que têm surgido muitas heresias. A Biblia é a única fonte de verdade. Se alguém edificar, não deve pôr outro fundamento a não ser " Jesus Cristo". Nem mais que a Bíblia, nem menos do que ela, para orientar a nossa fé!

O mal real existe e é humano, não místico.
Ele nasce da ausência de consciência, do ego sem limite, da falta de responsabilidade.A melhor proteção espiritual hoje não é o medo, nem a crença cega, é o discernimento.Consciência não é acreditar em tudo.É saber onde parar.
Quem desperta não se perde em fantasias, não terceiriza o próprio juízoe não entrega a própria lucidez em nome de narrativas.
Evoluir é enxergar com clareza, agir com ética emanter os pés no chão, mesmo com o coração aberto.

Tenha fé nos seus sonhos.
Assim como Santos Dumont acreditou que o ser humano podia voar, mesmo quando muitos duvidavam, confie que Deus plantou em você capacidades únicas. Voar não é apenas sair do chão, é ter coragem, persistência e fé para ir além dos limites. Quando você acredita, se prepara e não desiste, seus objetivos ganham asas. Tenha fé: você pode voar rumo à realização dos seus sonhos e objetivos.

Algo terrível


Estou a pensar como ser humano que sou, que não sei o que aí vem! Sei que Jesus Cristo vem; mas até lá me preocupa o que aí vem, ou melhor o que já está no mundo, sem que nós humanos nos apercebemos. Os nossos pais primitivos foram criados a imagem e semelhança de Deus. Deus suprou o fôlego de vida neles e eles viveram. Foram feitos do pó da terra, seres viventes, com corpo, alma e espírito. Até hoje é o que somos neste mundo! Somos criaturas de Deus.


Mas há algo novo que o homem está criando. Algo terrível, em todos os sentidos da vida: A inteligência artificial, a robótica e cibernética. Seres híbridos, meio humanos, meio máquinas. Seres Robô, só máquinas. Seres humanos com implantes em si mesmo que os pode tornar, algo incrível, na cura de doenças, etc, etc. Mas que se algum modo os torna também um pouco electrónicos, novos seres. Então temos que ver aqui algo para refletir. Estes seres humanos, robóticos e híbridos, conforme o programa que fôr colocado neles! Por um lado podem ser calmos e não agressivos...! Mas podem também ser usados como armas de guerra, prontos a matar os seres humanos. Nós enquanto humanos que somos temos liberdade e uma vontade própria de agir, matar ou não matar. Já estes seres matam se misericórdia na guerra. A sua função não é ter compaixão, mas matar.


No entanto existem outros como os híbridos, que poderão ter algo humano! Ou seja, podem independente da sua natureza de máquina, ter um lado bom, um lado humano! Mas que como máquinas que são. Por vezes, também podem matar, num acesso de colora. Então existem os mais bons e os menos bons! Pergunto até que ponto é que temos autoridade para os destruir? O que são estes híbridos? Homens ou máquinas? Têm alma ou não? Se têm alma, é justo destrui- los? Não vamos dizer que não têm, alma!


Não sei se me faço entender? Helen Musk , já começou com isto, assim como os implantes no cérebro. Ou seja a neuralink! Não sei se me compreendem! Mas a questão não é nada fácil. Eu confesso que me deixa, muito apreensivo estas realidades! O homem está a criar a máquina! O que vai fazer a máquina Depois de criada? Claro que Deus está no controlo, de todas as coisas! A máquina Depois de criada, o que vai fazer? E se a máquina não Parar, e fazer outras máquinas, com outras naturezas? Bem fico por aqui! Que Deus tenha misericórdia!

A realidade dos tutores que não sabem lidar com o comportamento humano reflete uma crise de autoridade que busca no imediatismo médico a terceirização da educação, utilizando o diagnóstico para mascarar falhas na dinâmica familiar na imposição de limites.
Aprendemos caminhar imitando movimentos. Assim justifica que, a base sólida de qualquer educação é o exemplo.

Ja parou para pensar no conceito de "humano"?
Nosso primeiro pensamento nos leva a ideias religiosos, normalmente cristãos.
"Ser humano é semelhante ao seu Criador"
Entretanto, ao mesmo tempo em que se faz sentido, nao faz.
Hitler era humano.
Nietzsche era humano.
Eisten era humano.
Eu sou humano.
Você é humano.
Todos erramos.
Todos acertamos.
Somos todos humanos, que em algum momento, pó será a nossa realidade, e até lá, apenas viveremos como humanos.

Olhar para o ser humano!
É enchergar o outro com a cosmovisão única.
Dentro de um único código de valores, crenças e preconceitos.
Tendo apenas uma única vida, e experiências como base.
É julgar o outro sem conhecê-lo
Sem experimentá-lo
Sem testá-lo.
Sem permitir que ele demonstre quem ele realmente é.
Uma única vida, não serve de base para conceituar uma outra vida.
Leva toda uma vida, para se tentar conhecer a outra vida.
E estas vidas, que se permitem conhecer e serem conhecidas,
Se surpreenderam conhecendo a vida um do outro.
Pois se envolver com o outro, é se relacionar com os vários outros, que esse outro se relacionou ou estar a se relacionar.
Envolve quem o formou, o traumatizou, o valorizou, o namorou, e muitos que estão ao seu lado na caminhada.
É olhar sobre várias óticas, o indivíduo que estar lutando para viver nesta Terra.
Por isso é importante amar o ser humano.
Da mesma maneira que Deus ama.
Pois só o amor tem o poder de transformar.
Pois Deus é "amor", e ele vai para sempre te amar.
Só se permita ser amado.
Se liga!!!(:

⁠O ser humano é como um inseto que perturba uma parte do corpo do Universo. Com Sua mão, desfere um tapa e o esmaga. A única coisa que sobra é o sangue espalhado por todos os lados; isto é, a maior evidência de sua gritante fragilidade. Suprimindo-se, com isso, sua INSIGNIFICANTE existência.

12.04.2021 às 05h56

⁠Já parou para pensar que tudo o que um humano faz, qualquer movimento, pensamento, gesto, fala, piscada, o ato de levantar e sentar, deitar e levantar, absolutamente tudo, é gasto de energia?
Uma das formas mais eficazes de reposição total, seria um repouso profundo, sem nenhum tipo de movimento. É estar paralisado(a), se possível, ao som de uma música leve, clássica, um fundo musical bem suave que te faça desligar-se de toda e qualquer preocupação ou pensamento. Se possível, não falar. É armazenar energia. Acumula-la!
Esse acúmulo de energia é quase uma visitação da Divindade. Experimente!!!
☁️🧘🏽‍♂️☁️

Até onde o ser humano vai…
Não na medida do que possui, nem na velocidade com que corre, mas na profundidade de suas escolhas — porque cada decisão, por menor que pareça, deixa marcas em sua vida e na sociedade inteira. Cada gesto ecoa; cada silêncio influencia. Cada olhar, cada omissão constrói ou corrói, muitas vezes sem que sequer percebamos.
Dentro de cada pessoa existe um universo silencioso: memórias que moldam reações, dores que ensinam resistência, silêncios que guardam verdades e sonhos que insistem em sobreviver. Nenhum comportamento nasce do nada. Nenhuma ação é isolada. E é nessa complexidade que repousa nossa responsabilidade — mesmo o mais discreto dos atos reverbera, tocando vidas que nunca conheceremos, influenciando caminhos que nunca veremos.
A história nos confronta com extremos que desafiam a compreensão. O Holocausto revela até onde a indiferença coletiva pode levar, transformando pessoas comuns em agentes da desumanização. Mas, ao mesmo tempo, trajetórias como a de Nelson Mandela mostram que dignidade, perdão e reconciliação podem florescer mesmo após as maiores feridas. Não há aqui juízo. Há alerta, há reflexão: cada escolha tem consequências.
A psicologia nos oferece lentes para compreender essas decisões. Viktor Frankl lembrava que, mesmo em meio à dor extrema, ainda existe a liberdade de escolher nossa própria atitude. Essa liberdade é silenciosa, íntima, quase imperceptível — mas suficiente para transformar vidas e, aos poucos, influenciar sociedades.
A psicanálise nos revela que dentro de cada pessoa há uma tensão constante: impulsos, desejos, medos, consciência. Sigmund Freud nos ensina que reconhecer essas forças não é fraqueza; é maturidade. Ignorá-las ou projetá-las no mundo gera sofrimento; integrá-las gera humanidade.
E a biologia nos lembra que não somos apenas decisões conscientes. Nossos neurônios, hormônios e circuitos cerebrais moldam emoções, empatia, medo e compaixão. Somos seres sociais desde a base, e nossa própria biologia nos conecta aos outros, mostrando que o cuidado pelo próximo é tanto instinto quanto escolha consciente.
O que nos torna humanos é justamente essa interseção entre corpo, mente e inconsciente: o corpo que sente, a mente que percebe, o inconsciente que lembra. Quando conseguimos perceber esses três aspectos, nossas escolhas de agir com empatia e responsabilidade deixam de ser apenas éticas — tornam-se inevitáveis, naturais, silenciosamente poderosas.
O ser humano se expande quando olha o outro com empatia.
Se retrai quando ignora o impacto de suas ações.
Avança quando enfrenta suas próprias sombras.
Transcende quando escolhe compreender em vez de endurecer.
Há grandeza em preservar a sensibilidade em meio à dureza do mundo.
Há força em escutar antes de reagir.
Há maturidade em admitir falhas sem perder a dignidade.
Refletir sobre até onde o ser humano vai é um chamado à lucidez, à empatia e à atenção plena. Cada decisão, cada gesto, cada silêncio constrói não apenas a vida de quem age, mas a sociedade que compartilhamos, invisível e tangível ao mesmo tempo.
E talvez seja nesse equilíbrio — entre consciência e instinto, sombra e luz, corpo e mente, individualidade e coletivo — que repousa o verdadeiro limite do ser humano.
Um limite silencioso, profundo e definitivo, que não muda nem se negocia: o ponto mais alto da humanidade não se mede pelo quanto domina, mas pelo quanto escolhe amar, compreender e respeitar. É nessa escolha constante que reside a grandeza que ninguém pode tirar, nem o tempo, nem o mundo, nem nós mesmos.

O ser dito "humano" não se julga ou não se entende capaz de algo sem a ajuda alheia. Raros são os que acreditam serem capazes de caminhar e de entender as forças que o cercam.
A vida tem estradas invisíveis de luz e de completa escuridão.
O livre-arbítrio é esse divisor. Vc não o enxerga, mas ele está ali para os que o percebem no sentir. Faz-se necessário comunhão com a vida e o bem-querer.

No princípio do tempo humano,
quando a vida ainda aprendia a existir,
foi na mulher que o mundo encontrou
sua primeira filosofia:
a de gerar, cuidar e resistir.
Ela é a síntese silenciosa
entre força e sensibilidade,
o ponto onde a fragilidade aparente
se transforma em potência.
Enquanto a história escrevia guerras,
muitas vezes foi ela
quem escreveu a continuidade da vida.
Ser mulher é carregar um paradoxo:
ser abrigo e batalha,
ser origem e caminho,
ser pergunta e resposta do próprio tempo.
Talvez por isso o universo
tenha confiado a ela o mistério mais profundo:
o de transformar dor em criação
e esperança em futuro.
Porque onde uma mulher permanece de pé,
a humanidade inteira ainda tem
motivos para continuar.

"Um Ser Humano Eminente"

Desde cedo somos ensinados que a vida é feita de escolhas e consequência, onde o mal e o bem prevalecem, fomos ensinados a religião, os costumes de nossas famílias e o trabalho exaustivo que é viver obrigatoriamente em uma instituição ou emprego indesejado. No geral as propriedades existem no homem em estado latente, somos seres únicos e pensantes, mas desde o nascimento somos privados e limitados para o que naturalmente deveríamos ser ou fazer.

(Cavalo da paixão)
*
Muitas vezes o ser humano
não enxerga o dano
que está por vir,
deixando as porteiras
do jardim do coração aberto.
E depois num susto,
percebe que o cavalo da paixão
entrou e pisoteou sem dó as pobres flores,
os sentimentos mais nobres,
e que antes eram tão singelos!

O que mais adoece o ser humano é "a "comparação"...
Por isso é importante aprender a comparar-se consigo mesmo e não comparar-se aos outros.
Quem vive se comparando aos outros deixa de perceber se a si mesmo e usufruir do seu potencial e da sua capacidade de "vencer se a si mesmo e ser vencedor" mas também deixa de evoluir, crescer e prosperar!
Feche os olhos, abra o coração e e ao comparar o seu ser e o seu viver de ontem com o de hoje tente descobrir quem é realmente o melhor e , o mais importante: descubra "quem você quer ser para si mesmo"!...

O Direito é a ferramenta que o ser humano criou para que a convivência em grupo e as trocas comerciais não virem uma guerra de todos contra todos. Ele funciona como a estrutura invisível que segura a sociedade e a economia em pé, transformando o caos de vontades individuais em um sistema de regras que todo mundo é obrigado a seguir. A finalidade do Direito na organização da sociedade é garantir a paz social e a segurança jurídica, substituindo a violência física e a vingança privada por um conjunto de leis aplicadas pelo Estado. Sem isso, a vida social seria imprevisível e perigosa.


Já na organização da economia, o Direito serve para criar um ambiente de confiança mínima onde as pessoas aceitam trocar bens e serviços. Ele garante que a propriedade privada seja respeitada e que os contratos assinados tenham força de lei, obrigando as partes a cumprirem o que prometeram. Sem o Direito, o mercado travaria, pois ninguém investiria dinheiro ou produziria algo se não tivesse a garantia jurídica de que poderia manter seus ganhos ou cobrar suas dívidas. No fim das contas, a finalidade do Direito é dar ordem ao convívio e previsibilidade ao dinheiro.

A Ponte e o Abismo


Todo ser humano, em algum momento, encontra diante de si um abismo — não apenas de pedra e profundidade, mas de medo, limite, solidão e escolha.


Alguns recuam. Outros permanecem anos contemplando a distância entre onde estão e onde desejam chegar. Há também aqueles que, depois de muito preparo, concentram toda a coragem que possuem e saltam.


Quando conseguem alcançar o outro lado, o mundo os chama de vencedores. Celebram sua força, sua disciplina, sua coragem. Mas existe um silêncio que acompanha certas vitórias: o eco de olhar para trás e perceber que ninguém mais conseguiu passar.


Porque atravessar sozinho pode ser um triunfo, mas também pode ser apenas uma forma elegante de isolamento.


Foi assim que um homem, após vencer o abismo com o próprio salto, percebeu que sua conquista ainda carregava uma ausência. Do outro lado permaneciam os que também sonhavam atravessar, mas não tinham o mesmo impulso, a mesma força ou as mesmas condições.


Então ele compreendeu algo que poucos entendem: há vitórias que pertencem apenas ao ego, e há obras que pertencem ao tempo.


Voltou ao abismo.


Com as próprias mãos, feridas pela pedra e pelo peso, começou a construir uma passagem. Cada pedaço de madeira colocado era mais difícil do que o salto havia sido. Porque saltar exigira coragem por um instante; construir exigia renúncia por muitos dias.


Quando a ponte ficou pronta, outros passaram: os cansados, os inseguros, os lentos, os que jamais conseguiriam saltar.


E naquele momento sua vitória deixou de ser apenas um feito pessoal para tornar-se transformação histórica.


Porque quem apenas vence prova a própria força.
Mas quem constrói caminhos altera o destino de muitos.


No fim, o abismo continua existindo — porém já não decide quem fica para trás.


Autoria: Gildo Ferro Barbosa ✍️

Já fui tempestade em corpo humano.
Corria, entregava, me doava tudo em excesso, tudo por quem não merecia.
O descanso era luxo, o sono um privilégio raro.
E mesmo assim, eu seguia, quebrado por dentro, inteiro por fora.
Fui chão para muitos que nunca se abaixaram para me levantar.


Hoje, minha vida mudou.
Não porque ficou mais fácil, mas porque aprendi a escolher.
O que antes era urgência virou direção.
O que era excesso virou equilíbrio.
O que era entrega virou cautela.


E agora, quando me permito parar, respirar, dormir… incomoda.
Incomoda quem nunca viu o quanto já fui além dos meus limites.
Mas não me julgue por descansar.
Não me chame de preguiçoso.
Veja em mim alguém que aprendeu a se respeitar.


Porque meu descanso não é fuga.
É cura.
É reencontro.
É o silêncio que me devolve a paz que o mundo tentou roubar.

Há em nós um desejo profundo de sermos vistos, reconhecidos, aceitos. Esse desejo é humano, legítimo, mas quando se transforma em necessidade constante de aprovação, ele nos aprisiona. Passamos a medir cada palavra, cada gesto, como se estivéssemos diante de um tribunal invisível que decide se somos dignos ou não.
E nesse palco, a insegurança veste máscaras. Negamos a fragilidade, fingimos confiança, mas por dentro trememos diante da possibilidade de rejeição. O elogio se torna alimento, a crítica uma ferida aberta. Vivemos como se o valor pessoal fosse um reflexo nos olhos dos outros, esquecendo que o espelho mais verdadeiro está dentro de nós.
A vida, porém, não foi feita para ser vivida em função da plateia. A autenticidade é um ato de coragem: dizer o que pensamos, sentir o que sentimos, mesmo que não agrade a todos. É nesse espaço de verdade que nasce a liberdade.
Quando aprendemos a nos aprovar, a nos acolher com compaixão, descobrimos que não precisamos da permissão alheia para existir. A crítica deixa de ser sentença, o silêncio deixa de ser ameaça, e o elogio passa a ser apenas um presente — não uma necessidade vital.
A maior vitória é perceber que o valor não está em agradar, mas em ser. Ser inteiro, ser imperfeito, ser humano. E nesse reconhecimento, a aprovação externa perde o poder de nos definir.


Tatianne Ernesto S. Passaes

Poesia Cantada — Corrupção do Gênero Humano


Desde o nomadismo até o sedentarismo //
O homem foi escravo do seu próprio fetichismo //
Mudou de paisagem, mas não de abismo //
Saiu da caverna, mas levou consigo o cinismo //
Criou o pauperismo, progressismo, vários ismos //
Cada nova doutrina só mudou o mecanismo //
Mudaram os nomes, não mudou o organismo //
Toda civilização foi só cadáver com verniz fino //
Mais tarde as “cracias” dominaram o expansionismo //
E cada império chamou saque de heroísmo //
Cada rei chamou massacre de patriotismo //
Cada Estado chamou medo de civismo //
Ergueu governos frágeis sob despotismo //
Povos ajoelhados sob autoritarismo //
Veio a monarquia, pariu o imperialismo //
E o trono foi apenas a cadeira do egoísmo //
Surgiram preconceitos, conceberam tribalismo //
Estereótipos raciais deram forma ao racismo //
O Holocausto só mostrou com requinte e formalismo //
Que o homem é laboratório do próprio sadismo //


— Miguel Chiyo Tomás