Textos sobre Livros
Com profunda atenção,
li diversos livros,
assisti vários filmes,
presenciei várias situações humanas,
ouvi variados relatos de vida...
mas, em nenhuma das histórias,
dramas e enredos
que tive conhecimento
pude detectar traços ou nuances
que se encaixassem totalmente
na minha história de vida...
à partir desse fato,
decidi eu mesma relatar,
com total veracidade,
sem olhares subjetivos externos
e interpretações ou traduções pessoais,
a minha auto biografia ...
um inédito relato de vida,
profundamente sentido e vivido,
com episódios difíceis e cruéis
que desde a tenra idade
marcaram o meu viver
e fizeram de mim o que sou
com essa força misteriosa
que me acompanha desde sempre...
para muitos ...
vai ser um choque,
uma surpresa,
um punho certeiro no estômago,
na face
ou no coração...
para tantos outros...
vai ser apenas
mais uma entre tantas...
mas...
um fato será certo:
o leitor atento e sensível...
e sobretudo,
sem pré visões, conceitos e juízos...
vai se emocionar.
Pode ser ...
que seja nessa peculiaridade
de me emocionar
desde a raíz das minhas veias
até o florescer do meu âmago
que reside o segredo
da minha força e luz...
Talvez...
quem sabe...
Nem eu sei ao certo
de nada do mundo,
das pessoas,
e de mim...
eu só sei escrever
ou penso que sei ...
✍©️@MiriamDaCosta
* Segundo as estatísticas, em geral, os livros mais vendidos no Brasil em 2025 foram os da série de colorir Bobbie Goods e Café com Deus-Pai. 📚📖 🇧🇷
Diga-me que livro lês
e vos direi quem és…
ou em que ponto do cansaço,
da inércia mental
e do fanatismo chegastes.
Quando os livros mais vendidos
dizem mais sobre alívio
do que sobre enfrentamento,
mais sobre anestesia do que sobre consciência...
é preciso ouvir o sintoma,
não para zombar e rir dele,
mas para compreendê-lo.
Colorem para silenciar o mundo.
Colorem para não pensar demais.
Colorem porque a realidade
tem exigido mais do que conseguem
suportar sentir e pensar.
E tomam café com Deus
não para dialogar com o divino em profundidade,
mas para buscar consolo rápido,
uma fé instantânea,
em doses diárias,
como quem precisa sobreviver
ao dia seguinte
sem desabar.
Nada disso é pecado.
É diagnóstico.
O que assusta
não é o sucesso dos livros de colorir
nem da espiritualidade de bolso,
mas o vazio de pensamento crítico
que eles revelam quando ocupam, sozinhos,
o topo das estantes e das consciências.
Ler, hoje, parece menos um ato de expansão
e mais um pedido de socorro.
O brasileiro médio não parou de ler
por falta de tempo ou de vontade.
Parou porque está exausto.
Exausto de ansiedade.
Exausto de tudo
e do nada.
Exausto de si.
Por isso escolhe livros que não confrontam,
que não arranham, que não ferem,
que não exigem atravessamento interno.
Diga-me que livro lês
e eu direi
se buscas conhecimento,
fuga, sentido
ou apenas descanso da dor
e de ti mesmo.
Talvez o desafio do nosso tempo
não seja vender mais livros literários,
críticos ou filosóficos,
mas reaprender a ler
e interpretar o mundo
sem precisar colorir suas bordas
para esquecer suas veias e entranhas...
e nem tomar café, almoçar,
lanchar, jantar ou beber chá
com Deus, com Zeus, com Alá,
com Buda, com Zâmbi,
com Krishna , com Jesus,
com Adonai ou seja lá o nome que tiver...
apenas para que o mundo doa menos
e faça pensar e raciocinar
ainda menos.
✍©️@MiriamDaCosta
Ela aprendeu a ler
não somente
as letras,
as frases,
os textos
e os livros ...
qualquer pessoa
alfabetizada
é capaz disso.
Ela
já cursava a leitura
e a interpretação
dos sinais,
das entrelinhas
e dos mistérios da natureza,
do tempo e das pessoas,
antes mesmo de ser alfabetizada.
✍@MiriamDaCosta
Quem é ele?
Diziam que Víctor tinha hábitos estranhos, que colecionava livros de ocultismo, artefatos antigos e totens indígenas. Uns falavam que ele era um bruxo; outros, um sádico terrorista. Havia até quem afirmasse ser ele um alienígena. Tinha noites em que se podia ouvi-lo murmurar palavras indecifráveis que mais pareciam grunhidos a evocar entidades. Um amigo meu me disse certa vez que um terceiro lhe havia dito que alguém teria visto Víctor conversar com estatuetas de cobre enquanto fazia gestos esquisitos com um punhal de prata. Segundo ele, esse alguém teria sido vizinho de Victor. Relatou-me que esse tal vizinho teria visto a cena por meio de um binóculo, espionando através da janela da casa onde Victor morava. Nunca acreditei integralmente em tudo isso. Mas a presença dele realmente incomodava. Talvez por conta das histórias, não sei. De fato, ele era muito obscuro. Victor parecia não ter sentimentos, falava só o necessário, apenas respondia pausadamente, com voz baixa e grave, a quem ousava dirigir-lhe a palavra. Não sei por que nem para que tinha vindo a nossa cidade. Ele pouco saia. Na verdade, Víctor só podia ser visto em público depois que o sol se punha; ou melhor, quando o sol não se fazia presente. Aliás, isso o tornava ainda mais misterioso. Seria ele um vampiro? Se eu acreditasse que vampiros existissem, ele seria a pessoa mais suspeita do mundo. Confesso que o vi pouquíssimas vezes. Talvez umas quatro ou cinco. Ainda assim, não o vi direito... quero dizer: não vi detalhes de sua aparência, por causa do capuz. Só dava para perceber que ele tinha uma pele muito branca, rosto alongado, nariz comprido e fino. Mesmo seus olhos sempre pareciam fechados, na penumbra do capuz, voltados para baixo. Figura sinistra, sem dúvidas. Era bem alto, um tanto quanto corcunda, não se misturava. Dentre outras coisas bizarras, criou-se uma espécie de lenda em que se dizia que Victor não olhava para as pessoas porque, ao olhar, poderia capturar os pensamentos e até mesmo a alma delas. E isso seria um fardo para ele. Por conta dessas histórias, todos desviavam os olhares de Víctor, embora se sentissem misteriosamente atraídos por aquela pobre criatura. Quando o vi pela primeira vez, senti como que se ele pudesse me observar mesmo sem olhar para mim. Sentia também que ele podia ver a tudo e a todos mesmo sem usar os seus olhos. Sempre que um fato inusitado ocorria na cidade, desconfiava-se dele, como que se ele pudesse interferir inclusive na natureza do mundo. Sinceramente, eu tinha muita pena daquele homem, tanto que por não poucas vezes expulsei meninos que atiravam pedras na casa dele para depois darem no pé sem olhar para trás, com medo de se transformar em estatuetas de cobre.
O cannon
Por alguma razão Deus permitiu que os livros Apócrifos, existam! No entanto a bíblia tem uma verdade única ! A verdade de Deus! A Bíblia é o cannon. Mas há verdades na bíblia que poderão ter algum apoio em alguns Apócrifos. Nessa medida é que devemos consultar os livros Apócrifos! Mas nunca os colocar acima das escrituras! Torah e Novo testamento são as escrituras! Salmos e provérbios, profetas, livros históricos e outros fazem, parte das escrituras ainda. Ler para aprender e saber. Mas saber com moderação. Isto diz o Apóstolo Paulo!
"Não sei quantos leitores terei. Não sei quantos livros venderei. Não sei se algum dia entrarei para academias ou premiações. Mas enquanto houver uma pessoa esquecida para ouvir, uma história para registrar e uma página em branco à minha frente, continuarei cumprindo meu propósito."
(Osman Matos, séc. XXI)
Entre portais e livros proibidos,
anda-se em corredores de vidro,
onde a realidade treme,
e a fantasia morde.
O coração dos magos é um labirinto,
desejo e dor entrelaçados,
e a pergunta arde, sempre:
o que vale mais... O poder ou a alma?
E no fim, quando as cartas caem,
resta a vertigem de saber:
a magia nunca foi sobre vencer,
mas sobre perder... E ainda escolher.
#themagicians
Nós, os livros e a vida.
A vida é assim: somos como livros.
Lemos, e somos lidos.
Vamos escrevendo nossa história, e somos escritos por Deus também;
Lá um dia, seremos fechados e depositados numa grande estante, onde já se encontram outros livros.
Mas por ali sempre vai passar alguém que irá tomar um livro daqueles e o lerá.
E o que aprender daquela história lhe ajudará na escrita e compreensão do próprio ser.
Somos letras, e escrita. Somos como livros.
Assim é a vida.
(Fabi Braga, 15 e 16/11/2025)
Por mais livros, mais respeito e, quem sabe, o hexa!
Por mais bibliotecas e por mais bibliotecários fazendo a diferença
Por mais leitores apaixonados por histórias e descobertas.
Por mais respeito, mais empatia e mais diversidade, porque o mundo fica muito melhor quando há espaço para todos.
E, claro, se vier o hexa, melhor ainda!
Afinal, dá para torcer pela seleção, pelos livros e por um país mais leitor ao mesmo tempo.
Tercetos de férias
Para as férias, o que planejar?
Ler muitos livros, escrever
Listar lugares ‘pra’ conhecer
Filmes e séries, assistir
Parques e museus, visitar
A beleza das praias, contemplar
Um novo instrumento, aprender
Com atenção, da saúde cuidar
Atividade física, praticar
Criar memórias, se divertir
Refletir, luzir, devanear
Juntar a família e conversar
Tudo é essencial para a existência
Com momentos de descontração
É a vida com mais emoção
17/12/25
Por mais que os livros de auto ajuda, os terapeutas e os amigos mais sábios digam que eu devo seguir em frente sem você, a verdade é que, lá no fundo, minha alma não se cala. Mesmo quando estou feliz, parece que sempre falta um pedaço da festa. Você me procurou nas minhas risadas, na minha vontade de comemorar, na minha solidão que já está cansada de fingir que está tudo bem.
Alexandre Sefardi
Queria ter tempo para ler todos os meus livros, queria ter tempo para te ver envelhecer após suas conquistas e antes de outras muitas que virão.
Queria ter tempo de te ver brilhar nos palcos de mundo , de ver sua arte ser reverenciada e sua performance elogiada em cada obra que atuar.
Queria ter tempo de ver o mundo mudar para melhor.
Queria ter tempo de ver racismo ser um fato passado, homofobia e qualquer tipo de preconceito e violência serem apenas crimes que nunca mais se repetirão.
Queria que o amanhã fosse o agora...
É engraçado como as pessoas funcionam. Hoje vi que jogaram vários livros no lixo. Para quem jogou fora, deve ter sido uma alegria limpar a casa e tirar o que achava que não servia mais. Mas para mim, que encontrei aqueles livros ali jogados, deu uma tristeza danada.
Livro não é lixo, é história. É o sonho de alguém que escreveu e o aprendizado de quem leu. Recoli cada um com cuidado, porque enquanto eu tiver um espaço na minha estante, nenhuma dessas palavras vai ser tratada como sobra. O que era resto para os outros, agora é companhia para mim
DeBrunoParaCarla
Quando se é novo é sempre a somar. Somam-se amigos, emoções, experiências, livros, canudos, lugares, responsabilidades, preocupações e ambições, vícios e prazeres que não viciam.
Até cada ano de vida que se viveu é celebrado como se fosse uma proeza. É triunfalmente que se chega aos 6, 10, 14, 18 ou 22 anos. E com razão. Ainda consigo lembrar-me que eram obra.
Depois, não sei a que idade (é aquela em que nos deixamos de importar tanto com as coisas, daí nunca darmos por ela), começamos a compreender a alegria e a liberdade de subtrair coisas e pessoas que só nos pesam, roubando-nos tempo, paciência e a calma necessária para sobrevivermos e que se vão tornando, monstruosa e deliciosamente, cada vez maiores.
O tempo de subtrair é cruel e frio e imensamente libertador. Dá vida aos últimos anos de vida que temos. Sim, porque a vida acaba. A morte acontece e, irritantemente, dura para sempre. Há quem diga que é como o tempo antes de nascermos (até um gênio como Samuel Beckett caiu neste pensamento impreciso) mas não é. O tempo depois de morrermos é sempre pior do que o tempo antes de nascermos.
Ninguém sobrevive. Nascemos, vivemos e morremos. Sobreviver é tão estúpido como anteviver. A grande diferença entre estar perto da nascença e estar perto da morte é que a proximidade da morte é necessária e suficientemente melhor conselheira.
Antes de morrermos convém nos despirmos até estarmos nus; só com os nossos verdadeiros amores.
Miguel Esteves Cardoso
Procuro sentido nas palavras,
Dos livros, da fala e da vida.
Mas a vida não as dar.
Pouco ricos muitos pobres.
Miseráveis, famintos e doentes.
Procuro sentido na morte e na dor.
Sentido do nascer, viver e morrer.
A morte, um descanso.
No silencio uma tristeza.
De quem não fez grande e nem tão poucas obras.
Há um homem a quem não nos reverenciamos.
Por sua grandeza, seu amor e suas obras.
Obras que sois vós.
Homem perfeito aos olhos do criador,
e imperfeita a própria criatura.
Interesseiro entendimento
(Mauro A Evaristo)
Sejam os Livros Sagrados
Ou (deveria ser também) a Constituição
Há quem passe pano com agrado
Só para proteger o seu ladrão.
No fim cabe-se perguntar
O que poucos se atrevem falar
Se o que se busca defender
Seria apenas seletivo entender.
Na realidade o que a história registrará
É que um grande número optou se calar
Em defesa do próprio conforto no tempo
Pois, muitos omitem a verdade revelar
Enganando em si o real sentimento
Pela opção de interesseiro entendimento.
feradapoesia.blogspot.com
LIVROS DE INFÂNCIA
Eia em marcha meu Rocinante,
Vamos em busca de sonhos, vamos avante,
Não tenho tempo para bobagens ou inimigos,
Apenas quero viver e cuidar dos amigos,
Daqueles que me cativaram,
Isto o príncipe me ensinou,
Em nossas viagens,
Ou navegando rios com perigos,
Com Huckleberry Finn,
Ou em visitas as princesas de nossos sonhos,
São muitas aventuras e estórias sem fim,
Tempos felizes e risonhos.
Ah! Branca, Cinderela e Rapunzel,
Cachinhos e minha pequena Sereia,
Brincávamos debaixo do sol com nuvens por véu,
Construindo castelos de areia,
Sonhando acordados,
Dormindo felizes e inocentes,
Sem especiais cuidados.
Aventuras mil com Simbad, João e Maria e o Gato de Botas,
Protegidos pelo Soldadinho de chumbo, em todas as rotas,
Abrigados na casa de tijolos e fazendo guerra de travesseiros,
Fomos na meninice grandes felizes e arteiros.¹
As vezes enfrentando vilões,
Como em Ali Babá e os quarenta ladrões
Em outras ficamos no meio,
Da vida do patinho feio,
Ouvimos a resposta do espelho,
Corremos com Chapeuzinho Vermelho,
E o medo do Saci, da Mula e do Caipora,
Do Curupira, da Cuca e outros bichos,
Que enfrentamos em duelos,
Dentro e fora do Sítio do Pica-pau Amarelo,
Ah! Seu Bento,
Por sua causa e de outros,
Tive muito passatempo.
Agora saímos desse cenário,
Pra trás ficam sonhos, feiticeiras e leões
Ficam também armários,
Assim como imaginações.
Ai que saudades eu tenho...²
Meus livros são proibido em vários paises.
Minha poesia sem carrega metáforas.
Alienação intelectual morre minhas críticas.
Não aceito a repressão e impunidade...
Sofro racismo pela cor da pele e por ser o que sou...
Meu eu sofre com a hipocrisia e a intolerância religiosa e social..
Ser por ser o que sou...
Recebo a indicação de conteudo de IA somente para maiores de 21 anos...
Porque penso logo existo diante indignação... repressão da censura ainda existe... tudo que pensa guarde para si .. pois a fogueira te espera..
Tudo medido para não se comprometer...
📖 Um convite para ler...
Há livros que contam histórias. Outros despertam novos olhares para a vida.
"Fábulas para se ler além da escola" nasceu do desejo de mostrar que a literatura não pertence apenas à sala de aula. Ela mora nas conversas em família, nas descobertas das crianças, nos momentos de imaginação e nas reflexões que levamos para toda a vida.
Embarque nessa leitura, compartilhar essas fábulas com quem ama e permitir que cada página desperte valores, sensibilidade e o encantamento pelas palavras.
O livro está disponível gratuitamente para download em:
📚 https://janimedeiroseducacao.com.br/
Que esta leitura ultrapasse os muros da escola e encontre lugar no coração de cada leitor.
O Menino que Engoliu um Pôr do Sol
Lucas não lia livros. Para ele, eram apenas pilhas de papel com cheiro de poeira. Prefiria o videogame, onde as cores piscavam e tudo acontecia rápido. Um dia, sua avó, uma senhora que parecia feita de algodão-doce e mistérios, lhe entregou um livro pequeno, de capa azul-marinho.
— Este não é um livro comum, Lucas — disse ela, com um brilho maroto nos olhos. — É um mapa. Mas não de lugares que existem no globo terrestre.
Lucas abriu o livro com má vontade. Não tinha desenhos. Só letras pretas, enfileiradas como formigas cansadas. Começou a ler a primeira frase, resmungando: “No castelo feito de nuvens, o guardião dos ventos guardava o último pôr do sol em uma garrafa de cristal…”
Ele bocejou. Mas continuou. Na terceira página, algo estranho aconteceu. O cheiro de poeira sumiu. No lugar, surgiu um aroma fresco de chuva e… baunilha? Lucas olhou para a janela. O céu estava nublado. Mas no livro, a descrição do pôr do sol era tão intensa que ele sentiu o calor alaranjado bater no rosto.
As letras pararam de parecer formigas. Elas começaram a dançar, a formar formas, a virar sons. Ele ouviu o uivo do guardião dos ventos, sentiu o frio das nuvens sob os pés e, sem perceber, mergulhou de cabeça na história. Quando fechou o livro, horas depois, a sala estava escura, mas seu coração brilhava como se tivesse engolido o tal pôr do sol do guardião.
Uma metáfora poética e extremamente sensorial sobre o poder do despertar da leitura. A transformação na percepção do Lucas — de ver as letras como "formigas cansadas" para sentir o "calor alaranjado" no rosto — constrói um contraste lindo entre a rapidez imediata das telas e a profundidade imersiva da imaginação.
A riqueza sinestésica do texto é o grande destaque. A transição dos aromas, saindo do cheiro de poeira para o cheiro fresco de chuva e baunilha, junto com a caracterização da avó "feita de algodão-doce e mistérios", cria uma atmosfera acolhedora e verdadeiramente mágica.
