Textos sobre Livros

Cerca de 1129 textos sobre Livros

⁠Quem lê enxerga mais longe e por vários ângulos, porque a leitura amplia os sentidos, desenvolve o discernimento e a nossa percepção do mundo; ler nos liberta da cegueira de ver o mundo com os olhos dos outros e cria um mundo a partir da nossa própria visão e realidade, desenvolvendo com base no conhecimento, o senso crítico e uma das maiores liberdades que o ser humano pode experimentar: a liberdade de escolha.

Inserida por ednafrigato

⁠Quando o amor acontece, desperta o mais perfeito de cada ser, sublima o que estava encerrado a sete chaves, escancaram janelas, areja todos os cantos da alma de uma forma que você não consegue mais controlar, sacode os fragmentos de poeiras e dá sentido a todas as coisas. Por acaso, não se sente desse jeito?

Inserida por LaiceReis

⁠O amor é uma forma de argumentação, onde defendemos nossos pontos de vista e consideramos as objeções e perspectivas alternativas. O amor é uma forma de reflexão, onde tomamos nossas próprias concepções sobre o outro e sobre nós mesmos como objetos de pensamento. O amor é uma forma de negociação, onde buscamos aumentar a aceitabilidade dos nossos sentimentos e reduzir as divergências entre as nossas concepções.

Inserida por usually

Sonhei três vezes o mesmo sonho… Numa biblioteca com seções infinitas do saber. Um silêncio ensurdecedor foi interrompido por um alarme a bater. Eu tentei pegar todos os livros que podia ver, Mas a minha presença era ignorada, como se eu fosse desaparecer. Quando saí vi uma praça bonita que era redonda, pessoas de ternos brancos seguravam outras na ronda, tentando convencê-las a ficar. Um medo me invadiu, eu corri sem parar com os livros que furtei sem pestanejar. E então despertei do sonhar

Inserida por NyckMaftum

⁠"O amor me veio como uma flecha, um feitiço, um animal interior louco e indomável que insistia em querer sair, um aroma doce e persistente de perfume. Ele me levou a lugares inimagináveis; me fez escalar montanhas e dançar por entre campos de dentes-de-leão, e me jogou do prédio mais alto possível. As vezes penso que ainda estou caindo; lutando para me segurar em alguma janela aberta."

Inserida por Ttttttt

Emigrou da Itália, novo ainda, acompanhado de duas irmãs. Ficou em Niterói. Filho de um oficial reformado da Marinha, tinha, certamente, forte inclinação para a carreira Naval. No Brasil, porém, circunstâncias adversas não lhe permitiam satisfazer esse desejo, ser oficial da Marinha. Optou, então, pelo magistério, matriculando-se na Escola Normal de Niterói, onde os três obtiveram o diploma de professor primário. Tão grande já era seu amor pelo Brasil que, ao preencher o formulário para matricular-se na Escola Normal, mentiu e declarou-se natural de Campos. Falava à brasileira. Por falar assim, muitos dos que com ele conviveram, ainda hoje, desconhecem sua origem.Depois de lecionar durante muitos anos dedicou-se, após a jubilação, ao comércio de livros usados, os sebos. Jornalista, iniciou suas atividades no periódico manuscrito e composto em papel almaço pelos próprios redatores, valia, por isso, como prova de caligrafia dos "responsáveis", contou. Deixando de circular O Normalista, passou a colaborar em alguns jornais, evidenciando profundos conhecimentos sobres problemas educacionais apontando falhas e soluções. Prevendo a pouca rentabilidade da profissão de jornalista e, quem sabe, desiludido pela inoperância dos artigos que escrevia, frente à pouca sensibilidade das autoridades da época, passou a escrever apostilas de aritmética e geografia para o curso primário chegando a editar uma Taboada Elementar adotada nas escolas de Niterói. Era também de sua autoria um abecedário na qual as letras eram memorizadas já compondo palavras como ave, banco, casa, dado, etc. Livreiro, instalou-se na Rua Marechal Deodoro quase chegando à Rua da Praia, pelo lado direito de quem desce a rua, em frente ao antigo Tesouro do Estado, junto a antiga loja Rosa de Ouro. Não tinha auxiliares, ele mesmo abria a loja e invariavelmente encerrava bem antes do horário normal, segundo dizia, para evitar despesa com a eletricidade. Mentia para sair mais cedo e encontrar os amigos no Clube de Literatura da cidade, onde recitavam concursos de trovas. Foi dele a autoria da primeira cartilha que li. Circulava lentamente entre rumas de livros, com um indefectível boné de seda preta na cabeça, marcando preços, separando livros por assuntos, colando folhas soltas ou rasgadas. Aos nossos olhos de criança, seu rosto parecia com os dos reis coloridos dos baralhos antigos. Após o almoço, dormia na cadeira, no fundo da livraria, por trás do balcão, com o abafado som de Nelson Gonçalves na vitrola. Não era raro, por isso, nessas ocasiões, o freguês bater palmas para acordá-lo. E, invariavelmente, restava a mim essa função. Bons tempos.

Inserida por AlessandroLoBianco

Quando escrevemos, não necessariamente estamos nos referindo a nós mesmos ou mandando alguma indireta, o escritor tem esta mania: "escrever, expor uma ideia, um fato, um incomodo", enfim. Nós escrevemos para um todo, algo que muitos talvez não entendam, outros nem gostam, pois certamente os atingem de alguma forma, positivamente ou não, mas o fato é: nossos devaneios os fazem pensar, refletir, idealizar... Se aconteceu, o escritor conseguiu atingir o seu objetivo!

Inserida por JeanCarlosdeAndrade

⁠Proust afirma que os objetos têm a capacidade de preservar nossas lembranças. Quando nos conectamos com esses objetos em um certo momento, o passado se torna predominante no presente, integrando-se à nossa realidade de forma mais intensa do que o momento atual. O autor francês acredita que o passado é uma entidade viva que se modifica, se reconfigura e adquire novos elementos, lembranças e significados. Essa dinâmica também se aplica aos livros.

Inserida por jottaandrade11

⁠E quando nos ataca a melancolia e a tristeza se apossa do nosso coração, quando aos sentimos lacerados e tristes, as recordações servem-nos de lenitivo e vivificam-nos, tal como o fresco orvalho que, após um dia de canícula, refrigera, na tarde húmida, as pobres flores murchas pelo ardor do sol, e lhes dá nova vida.

Inserida por kimberly_bianca