Textos sobre Felicidade

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Fernando Medeiros - Canção do desamor

Vou fazer
Uma canção para curar as dores
E as feridas causadas por amores
Que um final feliz não puderam ter

Enquanto escrevo esse verso
Confesso, busco inspiração
Sucesso eu não busco não
Quero apenas que meu coração

Que meu coração
Com essa canção te esqueça
E que ele não
Por te amar demais padeça

E hoje vou cantar
Minha canção do desamor
Pra não mais te levar
No peito aonde eu for

Hoje vou cantar
Pode até não rimar
Pois essa não é pra você
Essa canção fiz foi pra te esquecer

Mas rimou

Inserida por fernandomblazar

Sobre Anseios da Alma:
BALADA DE UM TROVADOR

Pensei ouvir uma música suave aos ouvidos,

Revirei-me no meu leito sonolenta,

Meus olhos pareciam pesados,

Minhas pernas e braços pareciam cansados

E lembrei-me de tempos passados.

Era uma música suave de um trovador.

Canção que falava de saudade, esperança,

E amor,

No mesmo instante de bonança

Vinha um vendaval de ilusões, tristezas,

E dor,

Era uma música suave de um trovador.

Os versos subiam pelas paredes do meu quarto,

Esbarravam no meu porta retrato

Era uma música suave de um trovador.

Entravam pela janela afora,

Embalavam rosas no jarro num canto.

Era uma música suave de um trovador.

O instrumento: um violão, viola ou violino?

Ou, um instrumento dos anjos, tocando uma canção de amor!

Inserida por BenisseEvangelista

Tenho que me afastar de tudo que me faz lembrar voçê, não posso continuar nessa de ser dependente dessw qmor q ñ vai me levar a lugar algum...porisso vou abandonar esse mundo de fantasias ....vou apagar qualquer indício de sua existência, e tentar tirar vc da memória, tenho que admitir que vai ser difícil, e muito! ,mas eu acho que vou conseguir, não sei ,mas é o que devo fazer
O meu desejo era sempre poder lembrar de cada segundo que passamos juntos ,mas a cada dia q passa isso fica mais complicado....Pq pensar em vc está me fazendo mal...me faz ficar triste, estou ficando sem controle, e ñ posso deixar meu interior sa acabar assim .....Vc está feliz ,eu acho q está
E eu tenho que tentar atingir meu nível máximo de felicidade ,e isso só acontecerá se eu esquecer voçê ...eu ñ tenho certeza q conseguirei,mas o q custa tentar ...Eu SÓ quero esquecer voçê

Inserida por MayzaGabrielle

Volto pra ti, Por ti, e para ti.
Sou simples porém complicado!
Entendo, porem, quero entender.
Comunicar-se é tudo pois sem a
comunicação não existe relação.
Preciso da tua essência para obter
a minha. Preciso de paciência pois
preciso da tua.Te quero como nunca,
pois te desejo em dobro.
Me orgulho do teu zelo, carinho e fidelidade.
Não quebre as regras e tenhamos toda a felicidade.
Você tornou-se unica para mim,
e que de hoje em diante assim seja.

Inserida por FabioMorao

Meu chinelo

Acordei hoje e não achei o meu chinelo
Desci as escadas até a caixa do meu gatinho
E o bicho ainda estava dormindo
Dessa vez ele não roubou
Dei-lhe um cheiro e voltei
Voltei para o quarto
Sentindo nas solas os pelos do bichano
Procurei nas caixas de sapato
E na casa em todo canto
Achei moedas, remédios e pirulitos
Em sigilo dirigi ao quarto de mamãe
Forçando a porta para cima enquanto empurrava
Senão ela dava apito e minha mãe gritava
Caso perdido
Tropecei num tamanco e caí na cama
Mas ela acordou foi com o próprio espirro
Era pelo de gato aquilo!
Então bem rápido perguntei:
-“bom dia mãe, viu o meu chinelo?”
-“se cê num sabe eu que sei?”
Ok... Agora sei que está perdido
Se nem minha mãe viu, sumiu! rsrsrs’
Fui para a cozinha
Esquecendo que descalço estava
Um pão, tomate, mussarela e azeitona
Um café bem forte e fico à tona
Subo pulando para o terraço
Lá chego e piso numa poça d’agua
Que cocegas nos pés mais engraçada
Sinto o leve vapor subir
De uma geada que passou (de novo) de madrugada
E o Sol aquecendo me lembrou de espreguiçar
O vento leve batendo me fez assoviar
Os pombos juntando me fizeram migalhar
Alguma coisa de tudo me fez sorrir
Meu gato veio, espantando os pombos
Depois ficou bem no meu pé esquerdo
Achei que precisava de um calçado
Mas só fui acordar naquele terraço
Descalço

Inserida por AZEVEDODouglas

PROSPERIDADE
Prosperidade é olhar pra trás e ver como valeu a pena dar um passo de cada vez, é ter alguém pra amar, é ter alguém que te ame enquanto muitos não têm ninguém.
Prosperidade é alcançar os objetivos pelos quais você lutou, é fazer rir quem um dia chorou, é cuidar de um coração que outro alguém despedaçou.
Prosperidade é se levantar depois de alguns tombos, é conhecer novos lugares ou encontrar algo novo no mesmo lugar de sempre.
Prosperidade é dar o melhor de si, é fazer pequenas gentilezas nunca feitas antes, é não se abater com as coisas tristes e tocar a vida avante por saber que alguém mais precisa de você.
Prosperidade é se arriscar às vezes, é fazer a diferença que você nunca fez, é surpreender, se superar.
Prosperidade é se desapegar de coisas que não te servem mais, é doar um pouco de si pra alguém que precisa da sua generosidade.
Prosperidade é não ver apenas o trabalho como prioridade, é tirar um tempo só pra família, tirar os sapatos e correr de pés no chão, se despir de toda pompa e se sujar com as crianças, deixar de lado por um momento os “bons modos” e comer pizza com as mãos.
Prosperidade é procurar qualidades onde os outros só vêem defeitos, é fazer hoje o bem que não foi feito ontem e, acima de tudo, é reconhecer que é Deus que te faz prosperar um pouquinho cada dia mais.
Prosperidade é inda de bolsos vazios reconhecer que sua vida vale ouro e quando o amanhã te trouxer novas oportunidades você será um pouco mais próspero que hoje e um pouco mais cada dia.

Inserida por PriscillaCavalcante

Opcional!

Encontrar velhos amigos ao acaso, achar dinheiro no bolso de uma calça que não usamos a séculos, pegar no sono enquanto a pessoa amada nos faz um cafuné, ser recebido depois de um dia intenso de trabalho com a alegria estampada e frenética do seu cachorro, ouvir as primeiras palavras do seu filho, enfim, coisas simples não é? Pois é, a felicidade tem dessas coisas mesmo, ela sempre se apega a simplicidade..., um otimista nato, valorizo o que tem e o que não tem, entende que é porque ainda não chegou a hora e isso lhe dá um sossego, uma tranquilidade e uma paz no coração..., por isso arrisco a dizer que a felicidade é "opcional"..., já para o pessimista, nada é tão simples, tudo que é seu não é bom e só o que é dos outros realmente é interessante, até a sorte não existe em seu universo particular, a conquista alheia vem sempre acompanhada de injustiça, tudo pra ele chega mais devagar ou às vezes, tem tanta certeza que não chegará, que nem tenta..., e nesse caso me arrisco a dizer também que para o pessimistas, a felicidade "não é opcional", sim, pois uma vez que não vê perspectiva, não vê outra opção senão lamentar e estacionar sua fé no conformismo é na infelicidade própria.

http://www.facebook.com/rascunhosescondidos

Inserida por rascunhosescondidos

Passarinho verde!

Sou fã do passarinho verde,
Acordar com ele cantando na janela,
Mas que cena mais bela.

Sinônimo de felicidade,
E não importa a idade,
Sempre será o alento da saudade.

Se hoje eu vi esse passarinho?
Por Deus eu vi, ouvi e...,
E sei que na minha janela,
Ele fez o seu ninho!

http://www.facebook.com/rascunhosescondidos

Inserida por rascunhosescondidos

Tem poesia que vem assim

Tem poesia que vem assim
Do engano e da verdade
Do entendido não entendido.
De um descuido da realidade
Do instinto da felicidade

Vem montando substâncias
Articulando
Regendo
Cometendo suicídio

Vezes dinâmica e ininterrupta
Engolindo passado
Ejetando o presente
Danificando o futuro

São frequentes as mudanças
Elaborando degradações
Revelando histórias de dor
Incubando a sede do amor

Dom sem preço
Virtude órfã de decomposição
Ou será
Defeito
Mania
Pecado ou perversão?
Tem poesia que vem assim
Vem se apossa e fim.

Enide Santos 26/08/15

Inserida por EnideSantos

A água cai do chuveiro até atingir as minhas costas e percorrer as curvas do meu corpo. Olho até o líquido no chão que segue para o ralo. Ao entrar em contato com a minha pele, a água assume tons distintos. As cores diversificam-se conforme meu estado. O líquido é tingido pelas minhas emoções, ele sofre metamorfose ao tocar e correr pela minha pele que exala uma porção demasiada de sentimentos. A raiva faz a água contrair um tom vermelho sangue, a luz do banheiro adquire autonomia acendendo e apagando em intervalos incalculáveis. A felicidade gera um líquido verde, um aroma viciante, tranquilizante e sedutor ocupa o pequeno cômodo. O ódio gera uma lama escura, os músculos se contraem, as sobrancelhas tornam-se uma só linha, a locomoção é impossível, a escuridão domina o pequeno cubículo, os olho se tornam incapazes de ver. A água funde-se em tons marrons e cinzas ao deparar-se com a tristeza, o corpo se contrai, a respiração fica ofegante. As lágrimas são incontroláveis pelo consciente, jorram dos olhos como cachoeiras em meio a uma tempestade.
O amor transforma o transparente da água em azul reluzente, feito água do mar quando atingida pelo sol de fim de tarde, a água purifica o azulejo tirando a sua cor, focos de luz cintilante saem das paredes,do teto e do piso, o corpo assume uma postura leve, como se não existissem partes palpáveis. A respiração invade o interno, atinge todos os pontos e extremidades do corpo. Minha alma salta, gira freneticamente sem medo de obter lesões ao atravessar, com braços e pernas, as paredes. Um sorriso abrilhanta a minha face, a benevolência domina todos os cômodos da casa. Sou sentimento em carne e osso, meu corpo é um depósito formado para comportar minhas emoções colossais.

Inserida por dhiefersonlopes

Trair-se

"A pior traição é a de si próprio, lutar com todas as forças pelo que desejou por anos e por esquecer de seus próprios valores boicotar-se, perdendo tudo que conquistou, por não acreditar ser merecedor de sua plena felicidade"
Paulo Gonçalves Jaú

Inserida por dinamcorp

Arroz, feijão e ovo...

Um estudante universitário, chegando da universidade de uma cidade vizinha, já tarde, desce no mesmo ponto de ônibus de todas as noites no centro da região de São José dos Campos.

Um menino se aproxima, balançando as mãos, e diz:

- Tio, eu tô com fome.
- O que você está fazendo na rua nessa hora?
- Ah eu tenho que levar comida para meus irmãos.
- Quantos anos você tem?
- Nove anos.
- E irmãos, quantos são?
- Tenho mais cinco irmãos.
- Qual a idade deles?
- Eu sou o maior.
- Sabe que eu te vejo por aqui quase todas as noites?
- Eu também vejo o tio.
- Sua mãe sabe onde você anda?
- Sabe sim, ela pede pra eu só voltar quando tiver comida pra levar.
- Você tá com fome?
- Tô sim.
- O que você quer comer?
- Arroz, feijão e ovo.
- Olha, vai ser difícil achar um lugar aqui nessa hora que tenha o que você tá pedindo, pode ser um lanche? (mostrando-lhe um carrinho de cachorro-quente).
- Não, quero arroz, feijão e ovo.
- Tá bom, vamos procurar.
- Ali tio, ali...
- Onde?

O menino aponta para um restaurante famoso, na Av. Dr. João Guilhermino, ao lado da então Faculdade de Direito, posteriormente UNIVAP.

- Tá bom, vamos ver se eles ainda atendem.
- Eu também quero guaraná.
- Por favor, o menino está comigo, é possível vocês prepararem um prato com arroz, feijão e dois ovos fritos?

Entreolhares, garçons, quase meia-noite de um dia de semana, o gerente faz um discreto movimento, autorizando o pedido.

Escolhida a mesa, toalha e guardanapos branquinhos e lá estava o menino, pés no chão, camiseta e calção surrados, atento a tudo.

Logo chega o prato, arroz, feijão e dois ovos estrelados, acompanhado de guaraná.

- Tio eu quero comer de colher.
- Prontamente o garçom providencia a troca de talheres.

O menino comeu gostoso e rápido, mostrando bons modos à mesa, conversava bem, logo terminou também o guaraná.

Não havia mais clientes no restaurante, toalhas recolhidas, cadeiras de pernas pro ar e já sobre as mesas, garçons varrendo e limpando o salão, portas semi-fechadas.

Conta paga, o cliente mais especial da noite, pelas circunstâncias talvez da história, com um inesquecível sorriso de felicidade no rosto, deixa o restaurante que ainda hoje mantém a aura de seus tempos de referência na região.

Já se passaram cerca de 32 anos, onde andará aquele menino?

Inserida por pauloafonsobarros57

Amei-te?

Inda que não te amasse
Coração aceleraria quando te visse
Peito apertaria quando não falasse
E lágrimas escapariam
Por coisas não ditas.

Meu coração já não é o mesmo
Agora amadurecido e quem sabe
Se não tivesse amado
Endurecido tivesse ficado
Mas ainda assim
O amor viveria
Quieto lá no fundo
Só esperando teu rosto ver
Para na hora desabrochar
E poder finalmente,
Te amar.

Inserida por biapresentacao

Você me irrita. Me irrita quando abre a porta, entra, joga as chaves em cima da mesa e entra no banho sem nem se quer me dar um "oi". Me irrita quando você desaparece nos momentos em que só você pode me ajudar. Me irrita quanto protege suas "amigas" do trabalho. Me irrita quando eu digo: "Amor, vamos sair?" E você me responde de forma rude: "Não to afim.". Me irrita quando você mente olhando em meus olhos. Me irrita quando você sobe as escadas recém limpas com os pés sujos. Me irrita quando esquece nossa data. Porém me ganha. Me ganha quando chega animado e me beijando. Me ganha quando usa aquele perfume. Me ganha quando me elogia ao me ver com uma roupa que você me presenteou. Me ganha quando me traz chocolates. Me ganha quando divide comigo os problemas e me pede conselhos. Me ganha quando cuida de mim durante os ataques da minha alergia. Me ganha quando surge do nada com flores.
E isso me intriga. Como pode? Como é possível? Alguém e irritar ao ponto de me fazer querer desistir de tudo, jogar tudo aos ares e dizer: "Chega! Eu desisto." E ao mesmo tempo, me fazer querer mais e mais estar ao seu lado até o fim da vida? Me explica.
Eu juro que queria compreender. Vivo nessa indecisão. Entre acabar tudo e continuar te amando. Por tanto, para felicidade geral da nação, decida se quer ser meu anjo ou meu tormento.

Inserida por EEloisa

Minha condição humana me fascina. Conheço o limite de minha existência e ignoro por que estou nesta terra, mas às vezes o pressinto. Pela experiência cotidiana, concreta e intuitiva, eu me descubro vivo para alguns homens, porque o sorriso e a felicidade deles me condicionam inteiramente, mas ainda para outros que, por acaso, descobri terem emoções semelhantes às minhas.
(Como Vejo o Mundo)

Inserida por EmOutrasPalavras

Apesar de...

Apesar de não termos certeza
Aqui estamos em busca de destreza.
Destreza para lidar com problemas
Destreza para resolver teoremas
Destreza para superar qualquer dificuldade
Destreza para lidar com a felicidade.

Apesar da saudade
O ontem se foi pela imensidade
O hoje se faz onipotente
E o amanhã vem paciente.

Apesar de tanta verdade
Encaramos muita mentira
Buscamos a realidade
E fugimos da ira.

Apesar de não termos certeza
Aqui estamos em busca da fortaleza
E nos deparamos com nossa fraqueza.
Encontramos sinônimos e antônimos
De todos nossos pseudônimos.

Inserida por AdriaRiedo

Nasci em 1990, na cidade de Salvador, no bairro de Nazaré, fui uma criança esperada e muito amada. Meu pai tinha adoração por mim, mas me foi arrancado muito depressa, não deixando em memória mais que duas lembranças de minha infância. Aprendi a ler com 2 anos de idade, através da minha mãe, que com toda paciência fazia colagens de letras em papel branco, recortadas de revistas no chão da sala. Enquanto isso, meu pai, motorista de carretas, passava o dia fora trabalhando, para levar o sustento da família.
Aos 4 anos, fui surpreendida com um fato que mudaria toda a minha existência. Meu pai almejando melhores condições de vida viajou conosco para o Mato Grosso com uma promessa de trabalho, que não se concretizou, e então na volta para a Bahia, em 1995, na cidade de Luz, em Minas Gerais, aconteceu um grave acidente: o ônibus em que estavamos retornando se chocou de frente com uma carreta desgovernada. Meu pai dormia em sua poltrona, sem o cinto de segurança, e foi arremessado, ficando preso entre as ferragens. Ficou em coma por 3 meses e voltou para casa sem andar e sem falar. A expectativa de cura dos médicos era 5 anos. Com o passar dos anos ele voltou a andar e falar, porém com graves seqüelas, perdeu a capacidade de raciocinar e memorizar os fatos, se tornou agressivo e inapto para trabalhar ou tomar decisões.
Cresci ouvindo de todos, as qualidades de meu pai, embora ele estivesse na mesma casa que eu aos cuidados de minha mãe, eu sentia falta de afeto. Principalmente nas fases de adolescência e pré adolescência. Eu era quieta, magra, desengonçada, dentuça, ingênua e uma das melhores alunas da classe. Fui vítima de bulling em três escolas.
Na vida da minha mãe se instalou um quadro de depressão, que se intensificou na minha passagem da adolescência para a vida adulta, surgindo uma competição e difícil convivência entre nós. A carência e a falta de estrutura contribuíram para que eu fosse mal sucedida em meu primeiro namoro sério, aos 17 anos, me tornei uma pessoa insegura, infeliz, adquiri um bloqueio, que me prejudicou nos anos seguintes, mesmo depois do término.
Garanto a você, que apesar de ter enfrentado muitos problemas, tirei lições que foram primordiais para alcançar a maturidade.

Inserida por AnneBellan

Se ligue na dica!

As coisas mais lindas encontramos, às vezes, distantes do coração. Isso porque não as vemos como queremos, ou não queremos enxergar o óbvio. Mas muito perto dos olhos pode morar a aquela tal felicidade que você tanto quer. Cabe a você não só saber mais querer enxergar.

Lenilson Xavier

Inserida por lexgrafia

►Professor, Soldado & Mentor

O tanto que me mostrou
O tanto que já sacrificou
Me educou para ser, um dia, um homem feito
Tudo bem que ele tinha seu próprio jeito
Um pouco mal humorado, zangado e estressado
Mas sempre esteve do meu lado
Até mesmo quando me encontrava em péssimo estado
Estava comigo quando fiquei internado
Quando fui hospitalizado, ele ficou preocupado
Ele é uma das figuras que tento me espelhar
E, mesmo analfabeto, soube me ensinar
E, mesmo não muito ágil, nunca se mostrou frágil
Agora se encontra naquele tal estágio
Onde sua coluna doí a cada passo
Refletindo os anos acumulados
Torno-me então um tanto quanto alarmado
Ainda não estou preparado para dar-lhe adeus
Por isso aproveito enquanto possuo esses momentos meus.

Ele nunca teve condições de me presentear com objetos caros
Mas humildes ele me deu vários
Porém quando nos tornamos adultos, queremos é companhia
Pois de repente vivemos uma vida sozinha
Mas essa minha família é o presente que eu queria
Certo que ele perdeu sua filha, mas faz parte da vida
Não procurou uma saída alternativa
Sua cria mais nova ainda respira
E aqui hoje dedica, agradecendo essa grande dívida
E tornar-se um alguém exemplar transforma-se em uma sina
Objetivo é ser um pai presente, assim como ele foi comigo.

"Agradeço tanto
E falarei do senhor para o meu filho".

Ah, e aquela tal dívida citada acima
Que se iniciou no surgimento da semente pequenina
Foi ele quem me apontou a direção
Foi ele quem sempre segurou a minha mão
Também teve momentos que me levantou do chão
Preste bem atenção, poema feito pelo coração
E meu único desejo para com o senhor
É que eu não seja uma decepção
Que não valorize suas lições e sermões.

O "querer que sinta orgulho" eu possuo
Quem sabe vir me dizer que estou pronto para o mundo
Que eu conseguirei ultrapassar os espinhos
Que me olhe e diga, "-Este é meu filho"
E, quando este texto for lido, que seja compreendido
Infelizmente não sou tão bom para deixá-lo lindo
Mas isso tudo não imagino, eu sinto
E, à meia-noite estou escrevendo neste livro
Estou escrevendo este poeminha com apenas um pensamento
Separando este momento, aproveitando o tempo
Para dizer como sou grato
Ele está marcado, presente em várias fotos e retratos
Não sabes como que por mim és admirado
Idolatrado, não como herói, e sim como um soldado
Aqui deixo algumas palavras, obrigado por ter me ensinado
O que é certo e o que é errado
Pai dedicado, pai amado.

Inserida por AteopPensador

Meu pai nasceu nessa casinha da pintura. Ela era exatamente igual esta retratada aí. Esse quadro foi pintado antes da casa virar ruínas e sempre que o olho, navego a um passado que me trás recordações quase vivas em minhas memórias.
Casa de tijolos de barro, piso de terra batida quase cinza, janelas e portas de madeira rústica entalhadas pelo formão e pelo machado, tranquilamente trancadas por tramelas. As madeiras do telhado eram feitas artesanalmente de majestosos troncos de árvores nativas da região e nas suas telhas de barro ainda podia se ver os rastros das mãos habilidosas de quem às fez.
Era linda. Arrumadinha. Fresquinha e cheirosa. Cheirava a rosas durante o dia e o perfume de jasmim invadia os cômodos à noite, com a sutileza que beirava a perfeição. Escondidos sobre a beleza da simplicidade os móveis pesados e robustos, arranjados com matéria prima que trazia mais vida ao lugar. As camas bem simples forradas com esteiras de talinhos dourados e pesados colchões de algodão cru, recheados ricamente com capim seco. Jarrinhos de flores, o pote, a moringa com água, o candeeiro com sua mancha de fumaça preta na parede e as imagens de Santos e Santas, faziam a decoração típica do interior da Bahia.
Nas recordações que meus sentidos me trazem, consigo sentir o cheirinho de café moendo, da panela de ferro cozinhando feijão catador, da lenha do fogão a lenha queimando, até o estalinhos eu consigo escutar. Ficava ali encostadinho observando aquelas cores vivas que o fogo improvisava, a dança louca das labaredas e imaginando que a fumaça que saia bailava ao comando de minhas pequenas mãos.
A visão pelas janelas me parecia quadros. As plantas, as árvores maiores, a vegetação nativa, tudo era encantador. O abacateiro grande e frondoso na lateral fazia sombra para o engenho de cana e o forno de farinha. Abacate, rapadura e farinha é a combinação perfeita. O pé de cereja com suas texturas, cheiros e cores era algo que se sobressaia no quintal, perto do rego de água, fazia sombra para as galinhas e aninhava passarinhos de todas as espécies que procuravam por seus deliciosos frutos. Eu era um desses passarinhos, com a habilidade de criança magricela escalava o mais alto que podia e ficava ali, vendo o tempo passar e comendo cerejas. A cerca que rodeava a casa era também por onde passavam várias pessoas a caminho de outros lugares e um cumprimento alegre era praxe. Toda criança que passava gritava um “Bença!” e ganhava um “Deus te abençoe” de cortesia e de coração.
Os sons ao redor da casa compuseram as melodias mais harmoniosas que já escutei. O radinho de pilha ligado em alguma estação, os pássaros livres e cantadores, as aves no quintal piando descompassadamente pra lá e pra cá, o barulhinho bom do rego de água que cortava fora a fora a linha do quintal, os berros do gado e dos bezerros, o relinchar dos cavalos acordando, os latidos dos cachorros mateiros, faziam daquilo tudo uma composição ímpar, transformavam a algazarra matinal em música pra mim.
Mas havia ainda o maestro. Calmo, porém opulente. Forte, todavia tranquilo. Imortal. O Arrojado! Aquele rio de águas doces, límpidas e frescas, era o que permitia se viver ali e o seu ronco, meio canto, meio barulho era ouvido de longe, de qualquer lugar. O arrojado como o próprio nome diz era destemido, cortava as terras desde o Gerais e levava vida a tudo e a todos. Era ele quem mandava.
Banhar nas águas daquele rio era um capítulo a parte, era a aventura maior de todas e ir além de onde se conseguia colocar o pé no chão, me exigia uma coragem sem tamanho. Com os pés flutuando meu coração ia à boca, de medo e de respeito pelo rio. “Rio não tem cabelo menino”, eu escutava dos mais velhos a advertência e assim procurava sempre respeitá-lo como se respeita um Mestre.
Várias lendas e histórias eram contadas a respeito das águas do Arrojado. Algumas pra rir, outras pra meter medo. Quem nunca ouviu falar do Nêgo D’àgua? Aquela criatura imaginária, folclórica e bagunceira deixava minha imaginação fértil. Sempre fui doido para vê-lo, ainda não tive a sorte.
A noite, sentado nas cadeiras no quintal da casa, podíamos ver o maior espetáculo do mundo: O céu!!! Que lua imponente e gigante, dava pra ver a luta de São Jorge com o Dragão todas as noites. Quantas estrelas vinham exibir seu suntuoso brilho. O céu era magnífico e eu ficava por horas, paralisado, olhando pra cima, desenhando coisas, ligando pontos, viajando pelo espaço daquela imensidão de pontinhos de diamantes. Somente os vagalumes, aquelas estrelinhas que voam perto de nós, quebrava o hipnotismo. As candeias disputavam a atenção com sua pequena chama laranjada e seu cheiro gostoso de querosene queimando. A luz mesmo estava era dentro daquelas pessoas: Luz Divina, era a luz de Deus que nos protegia, iluminava e acalentava a noite de sono.
Naquela casinha onde meu pai nasceu, passei bons momentos de minha vida, talvez por conta da dureza da vida e do aprendizado recebido, forjei um pouco do meu caráter, aliás, forjamos, pois somos uma família unida e numerosa e todos que beberam da água do Arrojado se tornaram homens e mulheres virtuosos e agradecidos por ter naquelas casinhas simples da região, um berço de sabedoria, humildade, simplicidade e amor pela vida.
A memória dentro de nós é um tesouro que estará sempre conosco, não pode ser roubado, não deve ser vendido e jamais deve ser esquecido.
À casinha e tudo que ela representa, meu muito obrigado!
Aos bichos e a natureza que vi e me viram crescer, muito obrigado!
Ao Arrojado, meu rio, meu muito obrigado!
Aos meus avós, pais, tios, primos e irmãos, muito obrigado mesmo, família é tudo!
Obrigado Deus, serei eternamente agradecido por viver isso tudo!

Inserida por CleonioDourado