Textos sobre como Curtir a Vida
✹◎்۫۫◦۪۪̥❥🌼𝆯𝅄·݊{como devo dizer "eu te amo?"} 𝐏𝐨𝐞𝐦𝐚 𝐗𝐋𝐈
Eu te amo até este mundo se condenar à escuridão
Eu te amo à cada grão de areia que se formar nas praias
Eu te amo à cada batida do meu coração
Eu te amo a cada sonho que fomos sonhar
Eu te amo a cada "errar" que vamos enfrentar
Eu te amo até o último pulsar das minhas veias e até a última batida do meu coração.
🏵༄₊်⸼̥꒰ ཻུ۪۪۪۫⁞.ຳ›{insônia} 𝐏𝐨𝐞𝐦𝐚 𝐗𝐋𝐕
Como eu odeio essa ansiedade
A intensidade do medo que eu tenho de te perder todos os dias
Sempre vivi sem esse medo
Mas agora se tornou um tormento constante
Você não entende?
Tudo o que eu desejo é um amor que dure até depois da morte
Que expanda os horizontes de minha vida
Por favor veja o que eu fiz por ti até agora
Se em algum momento for duvidar de meu amor
Lembre de todos os eventos que nos levaram ao dia em que nossas almas se cruzaram
Se algum momento for duvidar de meu amor
Lembre de todas as vezes em que desmoronei em sua presença sem temer nada
Pois foi nesses momentos que eu concluí que te amava.
agora de Manhã
Acordei pensando em você,
Aqui está tudo calmo como seu rosto,
Aqui está tudo tão bonito como seus olhos.
Eu vejo os verdes das matas e o coração se enxe de sua esperança.
É como uma criança que vem de manhã sorrindo a brincar,
Cheia de energia a sua inocência faz condolências para nossa alegria ser maior.
Aqui onde estou as manhãs são enfeitadas por corais de pássaros que anuncia a chegada e o brilho de uma novo caminhar.
A gente acorda e vem as preces mais infinitas,
Para pessoa bonita que a gente ama.
Só desejo que o seu dia seja coroado de realizações, e por mais que a gente conte a saudade, lembre-se que o tempo é só essa verdade atrás dos montes,
e as colinas silenciosamente ao toque do ventos,
Vai florindo nossas verdades mais modestas...
Bom dia Brotinho de felicidade, bom dia meu caminho BR 19.9.
Que os anjo possam fazer o meu trabalho de hoje... cuidar de você!
CRÔNICA, PAIXÃO PELA ESCRITA.
Escrever é um exercício de amor ou quase santidade. E, como os apaixonados nossas criações faz despertar o egocentrismo intrínseco ao ser.
Todos os textos que escrevo, sempre imagino que as pessoas assim como eu, também vão gostar e admirar. E no intuito de mensurar essa ideia, eu quase sempre peço a opinião dos meus próximos que na maioria das vezes, minimiza com a deprimente frase.
- Eh! Mais ou menos. [Com uma discreta torcida no nariz]. Claro, ninguém é obrigado a gosta do que eu gosto ou faço.
Mas não é de se negar que diante de tamanha afirmativa, não role certo desanimo. ai a gente coloca aquele textinho de molho em um “balde de água fria” Mas como toda mãe e todo pai nunca vai aceitar que seu filho seja feio ou imprestável. Logo o abraçamos oferecendo-lhe o calor do sentimento.
- E ai, fazemos novas leituras, colocamos a quarar no anil.
- E outras e outras leituras, para podermos expô-lo Como diria Graciliano Ramos.
- E só após, postamos para o veredito social.
- Transbordando-nos de curiosidade para saber qual vai ser a aceitação daquela obra.
- Nos tornando uma capsula de ansiedade e esperança.
E ante uma diversidade de opiniões, eis que surge uma alma que se reconhece ali naquele texto, e se declara admirador do autor, mesmo sem nunca tê-lo visto. Talvez fosse um gesto saudosista ou um instante de ínfima lucidez.
- Mas no cotidiano do autor é inexoravelmente o êxtase.
- O condimento para seguir sua caminhada com esmero e carinho.
E então se conclui que o ato da escrita é quase um sentimento de santidade. É como fazer Hamlet lá 1956, com câmeras pesadíssimas sem VT, sem cores, sem nada. Só paixão e raça.
E somente por amor verdadeiro nos propomos a escrever em uma nação em que não se prima pela leitura crítica e pensante.
O ódio aparecia do nada, insano.. Como uma pessoa saudável poderia ter tanta angústia dentro de si?
O grito preso o estômago suplicando para que descesse algo que comprimia a sua garganta.
O esforço é inútil sua cabeça é nefanda e estúpida.
Não se compara aos moradores de ruas, eles perderam o sentido, não me compare aos doentes acamados... A alma suplica a vida, mas qual vida?
Um corpo vivo e sem nenhum espirito.
Sonhos... grandes sonhos, todos padecendo.
O ódio me persegue, a frustração se fez uma amiga que não me deixa em paz.
Quisera eu ter minha mente sã, livres dos mais execrado pensamentos. Não há riqueza que os compre ou proposta de felicidades que sejam realista.
Vestir de livros
Eu era menina inquieta
Travessa como uma pipa no ar
Eu era bola de ping-pong
A mercê de um rumo a tomar
Eu fui adolescente irreverente
Sem travas a me parar
Eu fui adolescente angustiante
Sem um caminho a focar
Eu fui adulto intrigante
Com vários caminhos a percorrer
Eu queria tudo ao mesmo tempo
Com o tempo a me perder
Eu fui adulto interessado
Com muita façanha a fazer
Me interessava por tudo
Depois que
Me dediquei a ler
Hoje sou madura tranquila
Aquela que sabe o que querer
Porque me vesti de bons livros
E viajo pra longe ao ler.
Lupaganini
O HERÓI QUE CAIU DA TARDE
.
.
Morreu o herói,
Como morria a tarde.
Para ele, o silêncio estendeu seu manto
Sem o feroz fulgor das festas; sem fazer alarde
.
Ah, tu,
Que tantas lutas vingaste
Contra as tiranias que derrubaste.
Agora já não há glória; já não queimam fogos.
Somente o último calor suave: apenas o calar dos pássaros
.
Como é possível, a um herói,
Morrer sem fogos, sem a luz que arde?
Como é possível este pôr dos olhos, como um cair da tarde?
.
Os pássaros, à sombra, não respondem,
O riacho murmura e cala:
Morreu o Herói
Ao cair
da
Tarde
Real por Saik
Eu te amei com tudo ou nada
Voce me amou como sou
Quem foi que disse que amor não acaba?
Parece que o nosso acabou
Foi real e intenso
Do primeiro oi até a última despedida
Quero esquecer mas ainda penso
Que te quero por perto o resto da minha vida
Se amor fosse escolha, decisão
Iríamos escolher um ao outro
Mas não
Amor é a sorte do encontro
É se permitir queimar de paixão
E talvez, eu não esteja pronto
Eu olhava e via o mar paralisado…
Me desesperava aquela cena, era como se toda a natureza estivesse congelada, como se o tempo parasse e simplesmente tudo se tornasse um retrato, sem vida, sem movimento,
Sem perder a grandeza da imensidão de sua beleza mas estático; era desesperador,
Eu apaguei, não sei se morri ou dormi, nem por quanto tempo…
Mas quando abri meus olhos, era você que estava lá, sorrindo pra mim.
Eu estava em meio ao vazio, não havia cores e nem formas, apenas o nada, aguardando as novas possibilidades que poderiam existir através de cada escolha, desejo e pensamento.
Eu não sei quanto tempo passei ali, nem que formas foram criadas, eu acordei e estava em minha cama, me sentindo uma estranha, perdida em um lugar onde não sei quem sou, e ainda não descobri o que vim fazer…
Como dizer para alguém que mesmo o amando de toda a alma você tomou a decisão de ir embora?
Penso e repenso em todos os motivos para ficar, pois esse é o desejo mais intenso de meu coração. Mas sei que o melhor é ir embora enquanto existe esse amor que me da o ar, eu não sei como te dizer isso, mas peço aos céus que um dia volte a nos unir, pois sei que hoje você não pode me dar o que preciso e eu não posso ser quem você quer que eu seja. Ao pensar em todos os motivos que me fazem ficar e não sair percebo que sou quem mais engana nessa relação, pois engano a mim mesma ao ter a gota de esperança de que existira a mudança.
Se falar fosse suficiente, você já teria mudado essas atitudes que eu cansei de pontuar que me deixam mal. Sumiços, descasos, mentiras e comportamento de quem está solteiro e não em um relacionamento, sua indiferença a eu ter me cansado de falar o quanto isso me afeta e me faz perder a confiança em você pouco a pouco.
É sempre o mesmo ciclo vicioso: você vacilando, me pedindo perdão, prometendo mudanças e o ciclo se repetindo.
Eu lutei por nós durante muitos anos e quando chegou a sua vez você não conseguiu fazer o mesmo. Então mesmo te amando eu terei que ir embora e isso faz meu coração sangrar e lagrimas caírem de meus olhos. Espero que um dia o destino nos junte novamente.
Te amo para o todo o sempre.
O que se compreende como arte?
Tudo o que produz emoção, espanto, reverência, beleza, complexidade capaz de se fundir com a simplicidade , elementos que geram a força motriz que nasce dos gênios.
A tela cujas cores vivas, produzem fascinação, sentimentos indizíveis, tudo o que produz estupefação , os arpejos cuja melodia, extrai dos mais recônditos lugares do homem, tudo aquilo que o comove, que o faz o mais privilegiado dos seres, sob o encanto daquilo que o impele para a vida, pois é a vida tantas vezes reproduzida pela arte.
A Lágrima que nasce da cena de um filme dramático reproduzindo um tema tantas vezes reincidente que é o amor e as suas alegrias, os seus silêncios, os seus medos , os seus dramas. Tudo isso remete a arte.
Em contrapartida , em nada disso do que hoje chamam "Arte" o que foi falado acima se encaixa.
E.T. D
O universo está em festa, pois uma parte dele esta fazendo aniversário, como resultado de uma Supernova e dotado de alma e espírito o ser humano é único , que este ser telúrico hoje
chamado Arthur, mas que já teve outros nomes, seja o resultado de uma evolução espiritual a caminho do maior e do melhor, para atingir o todo e o tudo. Feliz Aniversário Sir Arthur, meu netinho e que a força esteja sempre com você.
2020
Vou contar-te como faz me sentir, seja com um toque de mãos,
Dos lábios que de tão íntimos, pareciam se conhecer há décadas
Das conversas que me levam a outra dimensão,
Os castanhos dos teus olhos que quando os vejam tão perto
É mel de nova colmeia, margem do Rio Negro ao meio dia, barezinho gelado.
Quero noites contigo como as estreladas para
Te beijar escorado no parapeito do teatro,
Sob olhar tímido celestial de júpiter e ao fundo evidências
Como uma grande orquestra, perfeitamente ensaiado.
Escrevo poesia como alguém que pede a morte
Que espreita se esconde na sombra tornando meus dias de dor imortais
Sete vezes me definho esfolio minha alma a quem por ti destruo
Minha pele como escama cai no vazio sobre o som do relógio
Lanço minha carne e arranco meu membros aprisionado neste ser rejeitado
A dor escorre a seiva que melindra pelas fendas da minha alma
Entre as veias o magma em fel que ressurge com a eterna fênix
E no siclo vicioso morro todos os dias
Meus pensamentos labutam e sobre faces distintas cada um morde por dentro os sentidos na gastura desta luta sem fim
Saudade do seu amor é como uma baba viscosa dentro da cabeça que não se escapa
Um silencio ensurdecedor preso no vaco lanço me no vazio e sobre melodias sou apunhalado
Minhas chagas são abertas pelas lagrimas acido inesgotável.
COMO É A FORÇA DA MULHER
Marcial Salaverry
Uma verdade que precisa ser dita, é que a mulher esconde sua real força sob uma capa de fragilidade, mas é na realidade a verdadeira força do lar, fazendo o homem pensar que é ele quem comanda, mas na verdade é ela que cuida da organização de tudo, e o faz com sabedoria.
Com seu jeito especial de amar, ela sabe no amor vibrar, e sabe o que quer, e assim sendo, tem o direito de exigir respeito e consideração por parte da familia, que precisa reconhecer sua força de dona do lar, onde exerce múltiplas tarefas, sabendo bem executá-las.
Essa mulher, que sabe ser alegre na alegria, como tambem sabe ser triste na tristeza, é uma mulher de verdade, que faz do amor a felicidade, e quer amar e ser amada. Essa mulher sabe como amar o lar e a familia, e sabe viver esse amor, que espera ver retribuido. Chamam-na sexo frágil, mas é simples fantasia, aliás, é na verdade mera utopia, apenas criada por quem não sabe dar à mulher seu devido valor...
Mulher, é quem na realidade, faz a felicidade de seu lar, tanto é que se diz com propriedade, uma verdade bem verdadeira, que "por trás de um grande homem, sempre existe uma grande mulher", que o ampara e o empurra pra frente, e que o sustenta quando ele começa a fraquejar.
É preciso reconhecer e dar o devido e real valor para quem é sustentáculo do lar.
Marcial Salaverry
FRASES DE MIM PARA TI AMOR*
Só o teu beijo
sabe como incendiar
a minha alma
Escolho viver contigo
em amor
até ao meu juízo final
Se a minha boca falasse
diria que o teu beijo
é um sentido doce mel.
Mergulho em ti
no silêncio
dos teus olhos.
Perco-me no teu corpo
nas palavras que não dizemos.
Lençóis de rosas
limbo perfumado
num beijo dado
em ti por mim.
Deixa-me adormecer
nas sombras dos teus olhos
em vestígios fogosos
tão dóceis de nós.
São as palavras cuspidas
que me fazem voar
para os teus braços.
Acolhe-me no teu corpo
num gesto único
como se fosse eterno.
Obriga-me a amar-te
como se o mundo fosse acabar
obriga-me a amar-te
até ao último fôlego de ar.
Quando um dia eu partir…
Tu sabes que te amei para além do corpo
E que foi na tua alma e no teu coração
que eu encontrei o verdadeiro amor
O teu amor é um livro
Que eu amo ler cada página
Todos os dias
Só o teu beijo
sabe como incendiar
a minha alma
sem falar o meu coração
Na tua alma, a minha paz
No teu coração, o meu amor.
É no teu olhar que me cega
que nasceu o amanhecer
Gosto quando me roubas um beijo
Esse beijo que me roubaste
inebria-me os sentimentos.
[AS ESCRITAS DO TEXTO URBANO - a Cidade como texto]
A aplicabilidade da metáfora da “escrita” à cidade pode incorporar, certamente, diversos sentidos. Existe por exemplo a escrita produzida pelo desenho das ruas, monumentos e habitações - em duas palavras: a escrita arquitetônica de uma cidade. Trata-se de uma escrita sincrônica, que nos fala daqueles que a habitam, e também de uma escrita diacrônica, que nos permite decifrar a “história” da cidade que é lida através dos seus ambientes e da sua materialidade. A cidade em permanente transformação, em muitos casos, vai dispondo e superpondo temporalidades, ao permitir que habitações mais antigas convivam com as mais modernas . Em outros casos, a cidade parece promover um desfile de sucessivas temporalidades, quando deslocamos nossa leitura através de bairros que vão passando de uma materialidade herdada de tempos antigos a uma materialidade mais moderna, nos bairros onde predominam as construções recentes.
É também importante notar que os próprios habitantes reelaboram a escrita de sua cidade permanentemente. Por vezes imperceptível na passagem de um dia a outro, este deslocamento da escrita urbana deixa-se registrar e entrever na longa duração. Os prédios que em uma época eram continentes da riqueza e símbolos do poder, podem passar nesta longa duração a continentes da pobreza e a símbolos da marginalidade. Os casarões do século XIX, que eram habitações de ricos, degeneram-se ou deterioram-se em cortiços, passando a abrigar dezenas de famílias mal acomodadas e a configurar espaço habitacionais marginalizados. Nesta passagem marcada pela deterioração do rico palacete em cortiço miserável, deprecia-se também a imagem externa do bairro e o seu valor imobiliário, de modo que o espaço que um dia configurou uma “área nobre” passa em tempos posteriores a configurar uma zona marginalizada do ponto de vista imobiliário.
Este ‘deslocamento social do espaço’ também acaba por se constituir em uma forma de escrita que pode ser decifrada. As motivações para este deslocamento podem ser lidas pelo historiador: a história da deterioração de um bairro pode revelar a mudança de um eixo econômico ou cultural, uma reorientação no tecido urbano que tornou periférico o que foi um dia central ou um ponto de passagem importante. Ou, ao contrário, pode ocorrer o inverso: um bairro antes periférico ou secundarizado no tecido funcional urbano torna-se, subitamente, valorizado pela construção de um centro cultural, pela instalação de uma fábrica, por uma mudança propícia no eixo viário, pela abertura de uma estação de metrô, ou por diversos fatos de redefinição urbana. .Enfim, de múltiplas maneiras o próprio espaço e a materialidade de uma cidade se convertem em narradores da sua história.
[trecho extraído de BARROS, José D'Assunção. Cidade e História. Petrópolis: Editora Vozes, 2007, p.42-43]
[A CIDADE COMO TEXTO]
Entre as diversas metáforas operacionais que favorecem a compreensão da cidade a partir de novos ângulos, uma imagem que permitiu uma renovação radical nos estudos dos fenômenos urbanos foi a da “cidade como texto”. Esta imagem ergue-se sobre a contribuição dos estudos semióticos para a compreensão do fenômeno urbano, sobretudo a partir do século XX. Segundo esta perspectiva, a cidade pode ser também encarada como um ‘texto’, e o seu leitor privilegiado seria o habitante (ou o visitante) que se desloca através da cidade - seja nas suas atividades cotidianas para o caso do habitante já estabelecido, seja nas atividades excepcionais, para o caso dos turistas e também do habitante que se desloca para um espaço que lhe é pouco habitual no interior de sua própria cidade. Em seu deslocamento, e em sua assimilação da paisagem urbana através de um olhar específico, este citadino estaria permanentemente sintonizado com um gesto de decifrar a cidade, como um leitor que decifra um texto ou uma escrita.
[trecho extraído de BARROS, José D'Assunção. Cidade e História. Petrópolis: Editora Vozes, 2007, p.40].
sirvo a poesia como oração fria,
de joelho dobrado como se meditasse no altar.
olho o passado. rememoro-o
pela dureza do que nesse tempo fui;
profundo foi sempre o meu verso
na minha voz exaltada;
a minha canção errante teve voos de silêncio
e solidão dentro de mim.
teve uma morte vivida em vida sem brancos
lenços de adeus – por isso, assim me amo:
amo-me neste corpo velho, substância
do que sou e sempre fui.
não sou de equívocos e como Gamoneda,
digo:
«hei-de amar a minha própria morte» como quem
se ama em vida, na certeza de que
não sabe morrer, quem não reclamar a sua dignidade.
busco na pele (inconfessável) do poema,
a minha pele ungida à boca da palavra,
fruto desta eterna injustiça. lambe a minha boca
a língua inquietante de todas as sombras
que à luz devem a existência.
____________
AG (Metamorfoses)
o ‘silêncio’ das palavras
aquele silêncio
que ao indizível nos conduz como se
descêssemos ao vazio e dele
refulgíssemos em êxtase
ao encontro do místico puro e belo
“o puro e belo”
o que provém do longínquo tumulto
das sonoridades que afligiam mallarmé
(quão estranho e belo é esse mistério
do silêncio)
sem gritos sofridos conversamos com ele
no tumulto dos caminhos onde não há
sonhos perdidos nem desfeitos
somente a voz do silêncio
vinda da solidão das pradarias
_____________
AG (p/) TURFA
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