Textos sobre a Morte
Pra cada dia uma noite
Uma morte a cada vida
E pra cada norte um rumo
Vários ventos sem direção
Em cada mar, muitos naufrágios
A saudade que se vê tão só
A pá de terra sobre o tempo
O erro que me acerta
A resposta certa eu nunca soube
A tarde que não me cabe
Antes que o Céu
Desabe por sobre essas nuvens
Há pra cada chuva, um Céu
Mas não sei dizer
de quantos Céus há sobre nós
Sob meus pés
Estrada e pó
Simplesmente mais nada
Pra cada vida
Uma morte apenas
Viver de espera
Termina
Na serena morte
De sorte que ela vence no final
Pra cada um
Há outro igual
Só não se sabe onde.
Edson Ricardo Paiva
Não tenho medo da morte
Nunca tive
Meu medo era viver
Esta vida
Na qual não se vive
Nunca tive medo de tempestade
Tenho medo deste Sol que arde
Não Existe apenas a chuva
O problema é a palavra
Que me vem e tanto machuca
São lembranças
Piores que a morte
Que fizeram estes cortes
Sem cura
Não tenho medo do escuro
Meu receio é a claridade
Ela invade a vida
E me impede de esconder
Ou de esquecer
A dor
de ver tanta vida
assim
Perdida
Eu vi a luz que se apagou
Eu vi a morte flutuar no espaço
Algo ali surpreendeu
E fez com que de repente
Eu pensasse não ser eu
Eu vi o homem que galgava
Cada degrau daquela escada
A caminhar pro cadafalso
E cada passo dado em falso
Era uma aproximação verdadeira
Do seu derradeiro laço
Eu ouvia todos os hinos
Louvando e glorificando
A condenação simples e pura
de todos os juízes
Traídos, em suas sentenças
Atrelados e atados
Às duras barras, onde amarraram
Lado a lado
No lodo dos tribunais
Com sua justiça de barro
Eu vi a cara da fome
e suas irmãs, felizes
Eu vi sete celeiros cheios
Para alimentar sete juízes
Eu vi caírem
Todos os governos deste Mundo
Num lapso de tempo
Que não durou
Mais que um segundo
O vento, a fome o medo
a pouca sorte
e a visita periódica
da morte
Não me importa
O importante
é corrigir a vida torta
As notícias que nos chegam de manhã
dizem que o Mundo amanheceu pior
Pior seria se não tivesse amanhecido
eu não veria
a flor pintada em teu vestido
Já não posso mais correr como eu corria
mas ainda passo caminhar no fim do dia
Perdoe minha falta de atitude
Eu não sabia
das vicissitudes da vida
eu não sou nada
Sem você por esta estrada
De quem será que foi a ideia
de inventar a morte
dividindo assim a vida em dois
Será que pensou antes no "antes"
Para que o suspense, chamado existência
lhe desse a grata satisfação
de fazer a gente aguardar tanto tempo
Pra saber o que existe depois
Será que vai causar decepção?
Então
Quem foi que inventou a vida
E jogou tanta gente no Mundo
Sem ao menos dar preparo
Quem criou o desamparo
o desespero
a espera
o inverno e a primavera
eu já sei
que quem inventou a distância
queria vender saudade
mas achei muita maldade
alguém ter criado a infância
e outro ter feito dela
uma coisa assim, tão curta
a criança inocente e absorta
não percebe que o tempo lhe foge
não vê que perde tanta coisa
enquanto brinca de querer crescer
sem saber que a discrepância
entre o ser e o querer
é uma linha muito tênue
e que ela a embaraça, ingênua
perdendo assim o lado bom
da parte que vale à pena
viver assim, sem perceber
é muita falta de sorte
Quem será que inventou a Morte?
Não há porque ter medo da morte, ela já se faz presente em nossas vidas. Estamos constantemente morrendo e nascendo de novo numa mesma vida.
Basta olhar para trás e reconhecer que nunca mais seremos os mesmos.
Viver é seguir avante, desfrutando de cada momento presente, porque tudo isso que vemos, pensamos, sentimos e tocamos agora, o tempo também irá levar.
Morremos todos os dias um pouco e nascemos de novo com novas perspectivas a cada amanhecer.
Início do Fim
A morte
não é um golpe final,
nem o apagar abrupto
de uma chama que ardeu em vão.
Ela começa
no primeiro sopro de vida,
como um murmúrio ancestral
gravado na espinha dorsal do tempo,
uma promessa silenciosa
de que tudo que nasce
traz em si
o prenúncio de partir.
Somos nós
quem tenta adiá-la
ou apressar sua chegada,
como se a permanência
fosse um direito herdado,
como se o fôlego
fosse posse
de quem o exala,
esquecendo que o ar
é só um empréstimo
da eternidade.
Entre o nascer
e o desfolhar da última pétala,
somos intérpretes falhos
de um roteiro
traçado pelas mãos do acaso,
dançando na corda bamba
do existir,
prolongando cada passo
como se a terra
não estivesse sempre
a um deslize
de nos tragar.
A morte
não é antítese da vida,
mas sua sombra inseparável,
um vulto paciente
que nos acompanha
até o instante
em que já não há mais corpo
para projetá-la,
quando o vazio,
enfim,
reivindica o espaço
que sempre lhe pertenceu,
e nós,
como poeira,
nos dissolvemos
no ventre do universo.
A morte espreitou, silenciosa, enquanto caminhávamos lado a lado por aquele jardim. As folhas sussurravam ao vento uma melodia antiga, e o sol se punha, pintando o céu de tons dourados e vermelhos. O mundo parecia segurar o fôlego, como se até mesmo o tempo estivesse com medo de interromper nossa conversa.
Ela olhou para mim com olhos que guardavam oceanos inteiros.
— Você acha que vai doer? — perguntou, sua voz suave como um segredo compartilhado entre as estrelas.
Eu segurei sua mão, sentindo a delicadeza de seus dedos, e respondi com a sinceridade que só o amor pode inspirar:
— Não mais do que a vida sem você.
As palavras saíram como uma promessa silenciosa, uma declaração de que não havia dor maior do que a ausência de sua presença em meu mundo. Pois o que é a dor, se não o preço que pagamos pelas lembranças que construímos? O que é o medo do fim, se não o reflexo de um amor tão vasto que transcende até mesmo as fronteiras da mortalidade?
Naquele instante, percebi que o amor é a única coisa que transforma o desconhecido em certeza, que faz com que cada instante valha a pena, mesmo diante do inevitável. Porque, ao seu lado, até a eternidade parece apenas um momento fugaz, uma breve pausa na dança cósmica da vida.
Ela sorriu, e o sol pareceu brilhar um pouco mais forte, como se os céus também reconhecessem a beleza daquele momento.
— Então vamos viver — disse ela, com uma confiança que acendeu meu coração como uma chama eterna.
E ali, de mãos dadas, continuamos nossa jornada, sabendo que a vida, com todas as suas dores e incertezas, nunca poderia nos separar. Pois em cada olhar, cada toque, e cada palavra sussurrada, encontrávamos um pedaço de eternidade ao nosso lado.
O amor, afinal, é o que nos mantém vivos. É o que nos faz enfrentar a morte com um sorriso e dizer: "A vida, sem você, seria o verdadeiro fim."
Ardem as Entranhas
Algo ou alguém morre em mim...
Talvez eu mesmo...
Sinto o gelo da morte de algo que pensei ter vivido...
Sensação de que tudo que fiz, foi em vão...
Nada pior que sentir a dor do arrependimento...
Nunca a havia sentido...
Dói...
Queima...
Ardem as entranhas...
Tolo, eu fui...
Somos todos iguais...
Previsíveis...
Tudo se repete...
Pessoas...
Tudo...
E ainda me surpreendo...
Algo ou alguém, morre em mim...
Morre na carne...
Morre no espírito...
Morre a esperança
De que tudo poderia ter sido diferente...
Não há mais luto, nem grito, nem morte,
a dor não tem voz onde habita o Forte.
O que estava ferido, agora é curado,
e o choro que foi, será recompensado.
• Apocalipse 21:4 — “E Deus limpará de seus olhos toda lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor…”
"Ainda que eu ANDE pelo vale da sombra da morte não temerei. Salmos 91:1(Isso é Andar pela fé protegido.) Mas chegará um momento da minha maturidade espiritual que Ele me levará a VOAR em lugares altos e ai estarei debaixo de Suas asas. (Isso é Voar protegido, aonde o que vier contra mim não me encontrará.). Lugares de intimidade...Só Ele e eu."
—By Coelhinha
MORTE PARA A VIDA
"Evangelho é puro e simples, poderoso e transformador. O maior sinal presente no Evangelho é o do novo homem, esse que pela graça divina e poder do Espírito Santo, é transformado. Não façamos como os FARISEUS, que buscavam sinais e os GREGOS a sabedoria. Mas busquemos a JESUS CRISTO e Ele nos dará a sabedoria e os sinais. Decretemos “a morte do grão de trigo” e o novo nascimento se fará realidade em nós."
—By Coelhinha
Dor no peito
(visão da morte e seus prenúncios)
Dor literal, não literária!
É no coração mesmo, no real.
Começou do nada,
quase sem sentir...
Foi aumentando devagarinho,
mas sem parar um segundo.
Tomou a parte superior do peito.
Adentrou as costas.
Respiração parecia até normal...
Um incômodo.
Uma tristeza.
Um ai...
Como se fosse partir
sem ter, ainda, onde chegar.
2021
O QUE HÁ DE ESPECIAL APÓS A MORTE?
O que Há de Especial após a Morte Real?
Nada Há, a não ser a oportunidade de ser nascido de novo da carne ou num novo Corpo com outra Mãe neste Planeta ou noutro conforme a situação da Alma, pois, se houvesse, o ressuscitado Lázaro contaria, mas, o Lázaro continuou sendo o mesmo Lázaro como se tivesse simplesmente acordado de um sono profundo sem sonhos!
Obviamente que, a Alma que acorda de um sono profundo consegue lembrar tanto a família com quem vive como a língua falada e o ambiente natural e social em que vive, porque, ainda está no mesmo Corpo com mesma Memória ou Informação Cerebral!
Todavia, a Alma que é nascida num novo Corpo com nova Mãe não consegue lembrar o lugar, a família e a vivência de onde ela vem, porque, está num novo Corpo que vai adquirir nova Informação Cerebral!
Cada Alma Humana que é nascida no Planeta Terra já viveu anteriormente numa outra família seja neste Planeta ou num outro Planeta, por essa razão, cada Pessoa já é nascida com um certo Perfil de Alma como no caso de Perfil de Maturidade ou de Imaturidade e Tendência Benéfica ou Maléfica!
A Alma Humana é nascida no Planeta Terra como um passo de oportunidade para se Aperfeiçoar, o que pode se Concretizar Perfeitamente com Total Arrependimento seguido da Decisão de 'ser Correcto em Tudo'!
O que Há de Especial após a Morte Verdadeira?
Há Transfiguração, caracterizada pela Sutileza, Esplendor e Sublimação do Organismo Humano, tal como foi demonstrado por Jesus Cristo aos seus Apóstolos Andando sobre Águas, Tornando-se Luz e Ascendendo ao Céu!
Só pode adquirir a Propriedade de Transfiguração o Organismo Humano cuja Alma Nasceu de Novo do Espírito ainda num Corpo Terrestre Vivo pelo Total Arrependimento e se Tornou Pura pela Prática Contínua do 'ser Correcto em Tudo'!
Os Organismos Humanos com alto nível de Pureza ou Consciência ou Sabedoria das suas Almas habitam em outros Mundos ou Planetas com condições Naturais e Sociais correspondentes ao nível de Pureza das suas Almas!
Por isso, Jesus Cristo disse que não é deste Planeta e o seu nível de Sabedoria lhe possibilita acalmar tempestades e até ressuscitar mortos, ele só veio para ajudar a elevar o nível de Consciência das pessoas deste Planeta!
Consequentemente, após a Morte de uma Alma que nasceu da carne, não há nada de Especial, a não ser ter que nascer de novo da carne como chance para nascer do Espírito e da Água ou Correctude!
DIFERENÇA ENTRE A CONCEPÇÃO E A MORTE DO ORGANISMO HUMANO
A Concepção do Organismo Humano é um fenômeno no qual o Espírito contendo Alma entra no Ovócito secundário e une o Núcleo do Ovócito com o Núcleo do Espermatozóide iniciando o processo de Construção do Corpo.
Enquanto, a Morte do Organismo Humano é um fenômeno no qual o Espírito contendo Alma sai do Corpo iniciando-se o processo de perecimento do Corpo.
O QUE PODE SER A MORTE NO ORGANISMO HUMANO?
A Morte pode ser:
1. O fim do estado de união da Alma com seu Espírito.
2. O fim temporário do funcionamento da Alma no Corpo.
3. O fim do Corpo ou o fim definitivo do funcionamento da Alma no Corpo.
4. O fim do estado de desunião da Alma com seu Espírito.
Morte te faço um pedido
Peço pra morrer em serviço
Desprezo o dia e a hora
Suplico apenas pela forma.
Que seja heroicamente!
Afogado numa enchente
Socorrendo minha gente
Asfixiado por fumaça
Doando oxigênio de meu recipiente
Soterrado nos escombros
Buscando sobreviventes
Queimado num incêndio
Protegendo inocentes
Sou Bombeiro
Pelo destino forjado
O pedido já foi feito
Esperando apenas o chamado.
O Brasil é um paciente febricitante, sua miserável existência é a morte antes da morte, a morte acachapante, a morte total, a morte em vida, a morte na morte, a morte irreversível!
A pior e mais desprezível das mortes, acontece de modo preternatural no Brasil. O brasileiro é, porquanto e desgraçadamente, um ente aziago!
Às vezes penso que
o meu continente
está mergulhando
lentamente no lago
parado da morte.
Na América Latina
não tem sido nenhum
pouco diferente,
E imparável só penso
a cada dia mais
em resistir porque
junto eu não
vou e não quero ir.
O atraso processual
anda castigando
os presos e as paredes
das prisões e existe
um oceano de gente
que finge não ver.
O velho tupamaro
originário segue
em martírio há
mais de vinte dias,
E a Comandante n°2
em situação infernal:
(países diferentes
num pesadelo igual
com ideologias
e tragédias coincidentes).
Não é segredo que
corações maus levam
qualquer ideologia
à total deriva e tudo
o quê leva na vida
tempo para conquistar.
Em Fuerte Tiuna
estou entre aquilo
que muito machuca
e tudo aquilo que
é muito impossível
de compreender.
No meio desta
gente que precisa
de paz para se entender,
todo o santo dia
quero saber da tropa,
do General e do mapa.
No Guadacapiapu-tepui
do Esequibo Venezuelano
por todos e tudo isso
insisto nos meus versos
latino-americanos com a intimidade
que todos ali transitam
(contando tudo isso e mais um pouco)
e nos outros onze tepuis habitam.
Flores para Vicente
Neste mundo onde
viver comemorando
o quê nos traz a morte
tornou-se costume,
Eu apenas procuro tudo
o quê nos torna eternos,
Eu celebro a vida
e toda a resistência
contra tudo isso
que nos coloca em perigo,
Com meu buquê
poético e colorido
tornando-o um
ofertório a Vicente,
e meus versos rebeldes
para todos os povos.
