Textos Sinto sua falta Amiga
Só existe uma forma irreversível de miséria humana,
a completa falta de humanidade é a ausência de afeto
seja este amoroso, romântico ou parental.
Apenas destes seres ocos de divindade devemos ter dó,
por estes devemos ter infinita compaixão e lastima.
Miserável, portanto, é todo homem que não conheceu o amor,são de fato necessitados, carentes ao extremo deste bem supremo, destes eu tenho muita pena, e ao mesmo tempo receio mórbido de sua companhia, pois, ao passo que são miseráveis, são também perigosos e extremistas radicias.
Queremos incendiar o mundo
quando nos falta o amor.
Nero fazia poesia, era culto e instruído
um espírito sedento de atenção
paternal e amor romântico.
Nero tocava lira
e componha canções de amor
mas pôs fogo em Roma
e matou milhares de cristãos.
Teve poder e fama,mas não conquistou
nem conheceu o amor.
Vácuo
No vácuo, na falta de som
De luz, de poesia,
No caos da antimatéria
No infinito querer, jaz a ilusão:
Um pensamento morto
Uma discussão, a retórica
A dialética socrático-aristotélica
A coisa em si Kantesca (Kant)
Metafísica antipoética de Pessoa
A natureza viva de Cabral de Melo
O discurso sistemático cartesiano
O enfado amoroso kierkegaardiano
A impossibilidade da “república”
A ineficácia da “política”
O fracasso didático de Foucault
O erro freudiano, o sonho de Jung
O desejo superado de Lacan.
No vácuo, onde outrora estava o saber
Nada habita, sumiu a consciência
Só a falta de ar como indulgência
O temor de perceber que tudo,
Tudo é vácuo, percepção niilista
Representação, angústia Sartreana
Depressão, abismo, Schopenhauer.
O anarquismo, desgoverno, Proudhon
Sem coerção mental, pensamento avulso.
Foge-me a organização de Marx
“As massas” não se unem
Não há revolução… Nem salvação.
Morte à metafísica, lógica sem ação.
FOLHA MORTA
Se a minha boca não te surpreende
se o meu corpo não te satisfaz,
o que te falta, para ir embora,
seguir teu rumo, me deixar em paz?
A vida a dois não é cláusula pétrea
se for por força de obrigação
o amor definha, vira folha morta
logo um se despede, outro fecha a porta
finda toda rota de contradição.
A dor persiste, como um abismo de saudade.
Parece até maldade o teu silêncio.
A falta dos teus braços
me sufoca, a falta do teu corpo
me revolta.
O mundo é triste, o tempo insiste em me dizer
que é tudo em vão.
Que o amor ideal
não existe, o que resiste,
e não desiste é a solidão.
No Meio do Não
É um poema que não,
um poema que falta,
que no meio se quebra,
e no meio, é.
É verso que não se encontra,
sombra que dança sem corpo,
e mesmo assim és lábio
que nunca toco.
Poema que nega e me afirma,
é o avesso que se revela,
nome que se cala e, no entanto,
arde no meio do peito.
Um poema que se escreve ao não,
que vive do entre, do meio,
onde és e não estás,
onde me consomes, ausência-presente.
Oh, não, de fogo e silêncio,
um eco sem som,
és o que me falta e me sobra,
és o meio de tudo que não.
Mas no meio, no meio, que não.
Vertigem do Nada
Há um buraco no centro do peito,
não é dor, não é falta, é vazio.
Um eco que grita sem nome, sem rosto,
um abismo que engole o que antes era rio.
As estrelas são olhos mortos no céu,
testemunhas frias daquilo que somos:
poeira sem rumo, sem forma ou destino,
fantasmas que ao nada vagando retornam.
O tempo, carrasco sem face ou clemência,
sussurra promessas que não pode cumprir.
Cada instante é um fardo, uma farsa,
um passo mais perto do eterno cair.
E quem sou eu neste vasto deserto,
senão sombra que sonha ser luz?
Um verbo calado, um silêncio sem versos,
um grão de areia que o vento conduz.
Procurei na matéria, no espírito, no verbo,
mas o Nada me encara, imóvel, voraz.
Sou apenas o medo vestindo a esperança,
um eterno adeus a tudo que jaz.
Se há sentido, ele dança no escuro,
esquivo, risonho, a zombar do querer.
Mas na borda do abismo, ainda respiro,
porque mesmo no Nada, há ser.
Quase
eu quase morri.
não foi por falta de dor,
mas por excesso de espera.
quase fim,
quase meio,
quase gesto inteiro que se perde no intervalo.
quase vida —
essa sombra acesa que não ilumina.
quase amor —
esse sopro que não toca,
mas levanta poeira no peito.
quase ida,
porque eu ainda volto em sonhos.
quase vinda,
porque nunca cheguei por completo.
quase morte,
como um adeus sussurrado sem convicção.
quase destino,
feito linha torta que não ousa ser traço.
quase eu,
quase tudo,
quase nunca.
O que nos falta é sangue nas veias. Aquela coisa, sabe, que faz a gente se sentir vivo e atuante. Estamos cada vez mais apáticos. Cada vez mais mornos. Lembro de como reagia se alguém se metesse com um de meus irmãos. Como ficava se alguém se atrevesse a insultar qualquer um dos meus amigos. Como era atrevida e ousada ao defender um estranho que sofresse uma injustiça.
Hoje tudo pode. As pessoas tornaram-se anestesiadas.
Pois é...Se o desaforo não bater a nossa porta, está tudo bem.
Não temos mais garras e dentes. Nos tornamos moralmente gelatinosos. A nossa honra e integridade são de uma plasticidade assustadora. Fazemos vista grossa com a injustiça sofrida pelos outros. Economizamos nas defesas. Somos seletivos ao tomar partido. A maldade alheia não incomoda. A voz alta. A falta de educação e tato ao lidar com crianças ou animais. A crueldade.
Que espécie de seres nos tornamos, por Deus?
Pergunto mil vezes. Mil vezes sem resposta.
O Jovem Rico e o Calvinismo
"E Jesus, olhando para ele, o AMOU e lhe disse: Falta-te uma coisa: vai, vende tudo quanto tens, e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, toma a cruz, e segue-me. Mas ele, pesaroso desta palavra, retirou-se triste; porque possuía muitas propriedades." (Mc 10:21-22).
Se existe a graça irresistível, então o jovem rico não deveria resistir ao AMOR de Cristo (ηγαπησεν = amou de ἀγαπάν = amor ativo e sem interesse)! A graça irresistível cai por terra aqui; logo, a eleição incondicional e a expiação limitada também!
Segundo o calvinismo a graça é irresistível, o homem não pode contrapor a graça ofertada, desse modo asseveram que o homem não pode resistir a Deus, mas como podemos verificar no texto, fica claro a rejeição do jovem rico a oferta de Jesus; então só podemos chegar a uma conclusão:
A) Ou Cristo fez uma oferta falsa;
B) Ou Cristo não quis usar a graça irresistível;
C) Ou nesse confronto o jovem se tornou soberano;
D) Ou o evangelista Marcos errou na narrativa;
D) Ou a graça pode ser resistida e Deus não deixa de ser soberano!
Pense nisso e ótima semana!
No Amor do Abba Pater, Marcelo Rissma.
A falta que mais prevalece entre os Metodistas é o serem eles muitos exteriorizados em religião. Nós nos esquecemos continuamente de que o Reino de Deus está dentro de nós, e de que o nosso princípio fundamental é que somos salvos pela fé, alcançando toda a santidade interior, não pelas obras nem por qualquer coisa externa.
Cartas "A John Valton", (V, 289).
DEUS NÃO SALVE O REI!
Assim como na ficção.
O reino tupiniquim é permeado por falta d’água, submissões e achaques!
Por conseguinte, nesse reino aonde "rola a bola e a bola rola", o vaidoso potentado assim como nas fantasias globais, também rega sua vida real ou fictícia, com suas “Helenas”... A vinhos em suas cartagenas.
Que Deus não salve o rei, eu guardo a Esperança.
Começamos a morrer quando já poucos sentem a nossa falta, porque os que nos amavam já partiram, levando com eles um pedaço de nós.
Começamos a morrer quando nos olhamos no espelho e já não nos reconhecemos mais, mas sobretudo quando deixamos de nos sentir amados, quando se riem dos nossos sonhos mais básicos, inclusive banais, e tudo à nossa volta se torna imenso, vazio, denso e insignificante.
Tenho vícios de linguagem...
As trago na escrita talvez pela falta do som, da aspereza na voz, de severidades no olhar.
Na falta de aspectos sisudos, prudentes, dou gritos entre reticências.
E nas minhas figuras de linguagens, metáforas, paralelismos, anáforas, enfim, encontro nomes sem pronomes, sujeitos sem predicados, damas sem honras, homens de papel....
TESPERO
A noite é tão longa...
E as estrelas, apesar de serem tantas
Nem brilham tanto...
Falta a tua luz...
E apesar de serem de diamantes,
Esmeraldas safiras e ametistas...
Nem são preciosas...
Falta a tua presença...
A noite é tão longa...
Mas não tenho medo de divididas,
Não tenho medo de goleadas homéricas,
Não tenho medo de rebaixamento...
Tespero...
Natal!
Significa muito e falta tanto.
Significa paz e só tem guerra
Significa união e a desunião impera
Significa amor e o desamor é presente
Natal!
Fico triste, a comoção me atinge.
Homens mentem e mulheres consentem
Crianças pulam e os seus anjos ajudam
O tempo passa e o mundo gira
Natal!
Natal de mundo que gira
Por favor, não para de girar.
Tempo doente leva os desamores e traz os amores
Que a paz reine entre os homens
Que possamos sorrir como crianças
Que possamos unir a nação
Que o amor entre no coração
Que cada um de nós, pontos iluminados da vida, sejamos vida!
É difícil aceitar, mas o mundo continua doente.
Precisamos mais de amor, mais sorrisos, mais abraços...
Mais pontos iluminados!
Não só nesse momento, não só agora que é natal.
Mas no sempre
Natal de faces linda!
Queria tanto não chorar
Às lágrimas ferem minha face
Que nesse dia tão lindo minhas lágrimas sejam de alegrias!
Que a humanidade se una
Que o mundo encha de amor
Que a solidão seja passado
E a felicidade presente
No coração da gente
Feliz mais um Natal a todos nós!
Às vezes só falta um incentivo
Quando existe tantos não
O apoio de um ombro amigo
Alguém que em você acredite,
independente da situação
Que apoie seus sonhos
Mesmo se tudo começar a desandar
que se importa de verdade
E nos dias alegres e difíceis sempre estar
Às vezes é preciso
No mundo de tanta negatividade
Um abraço de um verdadeiro amigo
Que te desliga um pouco da dura realidade
Aquele que te tira o choro com um sorriso
Sem precisar dizer uma palavra
Amizade firmada no companheirismo
Que te faz sentir como a pessoa mais amada✨
Onde está voce?
É um sentimento bom quando você sabe que alguém te ama
sente falta de você, precisa de você !
Mas é melhor quando você sabe que esse é alguém que
nunca se esquece de você...Esta sou eu!
Eu chorei por você por tanto tempo que eu me ofusquei!
Ai de mim! Você bem poderia voltar!
A vida sem amor é como uma árvore sem flor e frutas...
Eu sinto falta dos desejos que você fez para mim.
Eu sinto falta dos presentes que você me deu!
Eu sinto falta da bondade que ninguém mais pode mostrar!
Eu sinto falta da felicidade que você pode trazer e do teu
coração que era tão grande que ele pode amar o mundo todo...
Eu sinto falta da risada que me alegrava...
das lágrimas que me chamavas para enxugar...
Tenho saudades do lugar onde nos sentamos e
conversamos até de madrugada...
Sinto falta de seu nome.... tanto...mas tanto!
Repito para mim todos os dias!
Tenho saudades dos sonhos que nós sonhamos. ...
Onde está você?
E não foi por falta de aviso.
Sempre me diziam para "fazer desse modo" ou "agir de outro" porque já haviam passado alguma vez por isso.
Mas o que me era dito nunca entrava na minha cabeça.
Não fazia sentido que a solução era tão simples mas não se enquadrava com a realidade à minha volta.
Ou melhor, não se encaixava com meu estado atual de ser, ver e sentir.
E passado o tempo, vi que realmente o que me incomodava chegava a uma solução, independente se era ou não encaminhada para o mesmo caminho antes orientado.
Então, para quê se frustar se o conselho não dá certo contigo?
Seres humanos, sentimentos, vivências, não são feitos de fórmulas.
Assim como não podemos esperar que aquela roupa que nos sirva de forma justa caiba do mesmo modo no corpo de outro, muito menos caberá ao outro uma ideia ou uma experiência tabelada para que não soframos.
Mas é isso mesmo que precisamos: sofrer, vivenciar, ver com nossos próprios olhos, sentir na pele o que é viver, sem manuais de instrução, sem dicas padrões.
Quem sabe assim, extraímos o melhor que a situação há para nos oferecer, sem buscar atalhos falsos que só se resultará em um beco sem saída.
E após toda essa minha reflexão, compreendi e decidi: PAREI DE OUVIR CONSELHOS ALHEIOS.
E juro-lhes, que esse é o último conselho meu que espero que vocês também adotem em suas vidas, pois de resto, só estará servindo para o próprio escritor.
Como é que se esquece alguém que se ama? Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa – como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está?
As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar.
Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência.
O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguém antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar.
É preciso aceitar esta mágoa, esta moinha que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si, isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução.
Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha.
Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas, quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado.
O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar.
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