Textos que Descreva a Si Própria
A calma é, em si mesma, um sentido que nos concede a chance de tomar as mais coerentes decisões. Ela também nos purifica, nos afasta no momento certo, organiza nossos pensanentos e molda nossas escolhas. A candura, com a qual olhamos as diferentes realidades, nos mostra as possibilidades de erros, e impede que os impulsos se apossem das racionalidades, para evitar erros tolos e desnecessários. Vida feliz deve buscar tranquilidade, posto que apenas ambientes livres de desarmonias proporcionam bem estar e felicidades. No interior das adversidades existem calmarias que precisam ser descobertas, refletidas e vividas para que possamos buscar repouso e paz para nossas mentes e espírito. E nesses instantes caridoosos corações se revelam, boas índoles nos amparam, sinceridades nos abraçam e assim os árduos caminhos se abrandam, pois dolorosas necessidades mostram surpreendentes virtudes. Portanto devemos dedicar paciência ao que verdadeiramente importa, o restante não se pode perder tempo. Paciência para ouvir das pessoas suas angústias e aflições, para respirar e ir em frente, para, às vezes, ouvir e silenciar... Paciência para ter tempo e procurar simples e boas razões em busca da felicidade, pois pessoas felizes não têm tempo para perturbar a vida de ninguém.
John Pablo de La Mancha.
Atos ou atitudes que não se deve cometer por imaginar agradar ao outro se não a si mesmo são:
Tocar incansavelmente no outro enquanto conversa, espremer cravos e espinhas em público, abraçar e da tapinhas nas costas, rir enquanto conversa com descontrole, dizer algo que julgue como verdadeiro, fazer deduções irrelevantes de atitudes que envolva alguém, chantagens e vitimizações, tentar convencer com bases dúbias pessoais, acreditar em tudo que vê ou ouve.
Mais deduções...
Pobre menina,
Convenceu a si mesma de que escrever era o "despertar da alma"
Mal sabia ela que era doce em seu mundo de fantasia,
mas um monstro na realidade.
Por vaidade acredita no ilusório e dentro de ti falta verdade
É intangível toda essa personagem calma
Onde amor é luxo
Artigo este que não pode ser cedido à coisas vazias
Não é fácil aceitar a sua pobre alma
A capacidade de compreender a lei e gerir bem a reputação da empresa, portanto, por si só não basta para que um advogado ocupe o cargo de gestor, por exemplo. As empresas buscam também outras habilidades nos profissionais jurídicos, entre elas está a de entender as pessoas e saber como se comunicar com elas. Essa habilidade é tão preponderante para quem tem pretensões a um cargo de CEO quanto o pensamento analítico-jurídico.
Outra questão é que, como advogados, somos treinados para o embate. Mas, no mundo dos negócios, o jogo do ganha-ganha é condição necessária, mesmo em situações mais desagradáveis é preciso produzir resultados amigáveis. Portanto, desenvolver as habilidades de negociação é também essencial.
A formação e a experiência não podem se tornar uma âncora na carreira, mas um interruptor. A jornada é contínua.
a autoestima é a apreciação que uma pessoa faz a si mesmo, em relação a autoconhecimento, autoconfiança ou até mesmo autorrespeito.
através dela podemos enfrentar medos, inseguranças, e defender nossas vontades e interesses.
lembre-se sempre de quem você é, e que você mesmo é o melhor secretário de suas tarefas, e o mais eficiente.
a mais clara demonstração de seus conhecimentos, prioridades e princípios. quando me conheci, e me amei de verdade, entendi que em qualquer ocasião eu estava no local certo, na hora certa, e no momento exato.
Um coração quando está sendo 'abraçado', sente o poder do mundo dentro de si, a cada batida é uma explosão de sentimento e sensação...
O coração é grato sim.. Com um grão de área que se transforma em uma montanha, quando se é coletado dia após dia..
Quando esse coração pede mais do que ele tem é porque o que ele tem já o faz tão bem, que o querer mais é um sonho que pode ser alcançado....
O conhecimento, a arte, a beleza que se guarda só para si, não possui valor algum. Por isso, eu acredito que a vida só faz sentido se for dividida, compartilhada, se trocarmos experiências. É dessa forma que crescemos e alcançamos a plenitude.
A esperança que habita em mim respalda o meu sonho de viver em mundo onde a lei respeitada seja o respeito e não o medo de ser punido. É o respeito que deve nortear as nossas ações, caso contrário, corremos o risco de nos perdermos de nós mesmos.
Se leva a minha assinatura está devidamente protegido pela lei dos direitos autorais.
Seja sempre muitíssimo bem-vindo ao meu mundo poético. É um prazer dividir contigo a minha inspiração e as minhas emoções. Leve tudo que desejar, só não esqueça de levar junto a autoria. A você o meu carinho.
Hoje acordei e pensei em nos, foi lindo aquela praia com as luzes dos faróis, eu e você na mesma sintonia, juntava tamanha alegria. Com o sorriso contagiante olhei em seus olhos reparei no seu semblante, expressava harmonia, seu sorriso me chamava, minha vontade crescia, juntos tudo combina.
Em alguns instantes pensei em acordar, mas já era real, estávamos ali como um sobrenatural, um amor puro, sentimento verdadeiro, foi tudo normal.
Do abraço apertado em sequencia o beijo molhado, o calor dos corpos ( no carro...) estava tudo encaixado, como é bom te ter e sentir, super natural nada combinado.
E assim vamos levando, na pureza e na verdadeira combinação, uma história linda que surgiu sem a intenção. É algo novo e lindo de se viver, daqui para frente no futuro é viver sem saber o que irá acontecer, mas já penso eu e você....
Grande beijo no cantinho do seu sorrido, para sempre grato com enorme carinho...
15:10hr
08/07/22
A ARTE É ASSIM
Mostra a alma
Quando falam de si
Transmitem o que sente
Letra por letra
Rima por rima
Em cada frase um espanto
Os sentimentos não mentem
Ou vem o riso
Ou se cai no pranto...
A arte é pura comunhão
Nunca se está só
O poema é feito para unir
Protestar
Seduzir
Embriagar de desejos
Deixar fluir...
Na arte se lê
Garimpam palavras
Pesquisa o certo
A frase perfeita...
A arte nem sempre é bondosa
Um dia está inspirada
E ela te pega no colo
No outro te deixa cair
A arte é assim.
Irá Rodrigues
https://ira-poesias.blogspot.com.br/
Você quer se sentir bem? Dê o melhor de si!
Você quer se sentir amado? Ame-se e ame o próximo como a si mesmo!
Você quer se sentir alegre? Faça uma ação boa! Atravesse um cego, ajude uma senhora, salve um passarinho que caiu do ninho! Faça algo bom!
Você quer ver um sorriso? Espalhe sorrisos!
Você quer ter saúde? Cuide-se!
Você quer ver a justiça aparecer? Seja justo!
Você quer que o outro seja cauteloso? Seja prudente por primeiro, dê exemplo!
Você quer que o outro seja honesto? Não fure fila do banco, não cole na prova, não desvie energia, não fique com trocadinhos do povo, não minta!
Você quer o que mais? Tudo? Faça por merecer! Lute! Conquiste!
Você quer realizar um sonho? Primeiro sonhe!
Você quer ser feliz? Ame a Deus sobre todas as coisas!
Massas de Manobras
Por enquanto nada fazem!
Estão em si, por enquanto.
Quando os fingidores voltarem
sorrindo e com suas faces volúveis,
elas seguirão aplaudindo sem nada e nem porquê.
Ainda assim não tomam decisão,
até hoje jamais souberam o que fazer na pista, por enquanto.
Mas não se sabe para onde vão,
só que haverá delírios no meio da multidão, e dançarão a canção hipócrita outra vez...
.
Senhora de si
Ela é autônoma e independente,
comprometida com seus próprios ideais,
e com a realização dos seus sonhos.
Empreende as suas próprias ideias,
vive um cotidiano repleto de propósitos,
impulsionada por sonhos e projetos viáveis.
Esta disposta a sair da zona de conforto,
e batalhar para sobreviver,
sem depender de ninguém.
Ela enfrente a dura realidade
com consciência das suas dificuldades,
sem se lamentar ou sucumbir ao fracasso.
Ela não discute por coisas banais,
não se ilude como os elogios vazios
e não se deixa abater pelo assédio.
Em síntese, ela é empreendedora
ou apenas protagonista da sua história e
será reconhecida por seu próprio nome.
O trabalho dignifica a quem se dispõe a dar o melhor de si,
é a ferramenta de crescimento para uma trajetória de sucesso.
Por meio de um trabalho justo o tempo se encarrega de trazer à tona o reconhecimento merecido na vida de quem se empenha pela excelência de seu profissionalismo. TRABALHE!!!
ANDRÉA...
Do feminino de André.
Carrega em si a força física do homem,
A delicadeza da mulher,
Luta por seus ideais, ela cansa, chora,
Dorme... Dorme....Dorme......
Mas se prepara, porque quando acorda é como um vulcão! Sai da frente! Seu tempo acabou! Ela te deu todas as chances. Você riu enquanto ela dormia, não acreditou que um dia ela fosse acordar.. Você perdeu! Ela se ganhou! Agora o amor da vida dela, é ela. No fundo, ela queria que vc a acordasse com um beijo, vc não o deu..... Parou de rir por quê? Dá licença pra Andréa passar, porque aqui, ela não volta mais.... Ela acordou!
Andrea Dayse Ferreira
Quero o melhor "
1 - Não desanime jamais.
2 - Tenha confiança em si mesmo.
3 - Tenha amor próprio.
4 - Admite o erro que cometeu.
5 - Tenta mesmo que fracasse,e é das tentativas que encontra o acerto.
6 - Não tenha medo de expor o sentimento.
7 - Defenda o teu sonho , logo, persista e insista.
8 - Viver é correr risco, então, arrisque.
9 - Faça acontecer, promova o bem e tenha qualidade de vida.
10 - Auto - imagem, visualize o que deseja, espelhando no que é.
11 - Não tenha a mentalidade de fracassado, pobre, perdedor ou azarado. Você é muito mais que isto, você vai além do imagina, creia no teu potencial.
12 - Tira a ideia de sua mente de ganhador e vencedor, você não está competindo com ninguém, há não ser consigo mesmo.
13 - Nunca perca a oportunidade de ser quem você é com equilíbrio e sensatez.
14 - Não faça promessa, trabalhe e cumpre tua meta.
15 - Não se limite seja qual for a situação.
16 - Dificuldade faz você crescer e melhorar.
17 - Otimismo , positividade , e o belo sorriso faz de você melhor.
18 - Não deixe a rotina acabar com você, renove e remove as coisas ruins .
19 - O pretérito não pode fazer parte do presente, principalmente se lhe traz aborrecimentos.
20 - Harmonia, hábitos bons, compreensão, calmaria, são valores de viver a felicidade e de realizações.
21 - Amor, sabedoria, prosperidade são valores que define a vitória.
VIAJAR PARA QUÊ? ("O homem não precisa de viajar para engrandecer; ele traz em si a imensidade." — François Chateaubriand)
As pessoas que me julgam incapaz de ser feliz, que não sei viver; comparam-se comigo, medem nossas ações, pois querem se sentir bem às minhas custas, sem outro motivo nobre para viverem: viajam muito ou, pelo menos, dizem que viajam. Assim, anestesiam a dor do excesso de ócio. Viajam para ver coisas novas. Os ricos viajam a negócios e postam suas imagens na internet. O pobre gasta as suas economias na viagem, o rico ganha... Vejo pessoas mais pobres do que eu, sugerindo-me a viajar, pois é seu método de ser feliz. Que felicidade é essa que me deixa mais pobre ainda. Detesto viajar, sou um pobre valorizador do que possuo. Os que se fazem superiores, dizem que viajam muito. "Para viajar basta existir" — desse Fernando Pessoa. Então, contento-me vendo os vídeos dos que viajam a trabalho. Pelo menos, não me empobrecerei mais ainda. (Cifa.
O achismo tem dois lados e os dois podem não carregar em si a verdade.
O da parte de quem possa estar do lado correto como da parte de quem possa estar do lado errado, correm o risco de estarem com a suas visões no imaginário de seus pensamentos e equivocado em suas conclusões distorcidas e de ambos os lados , sem nenhuma verdade em suas afirmações .
OS TEMPOS SÃO OUTROS ("O mal dos tempos de hoje é que os estúpidos vivem cheios de si e os inteligentes cheios de dúvidas." — Bertrand Russell)
Os professores não dizem mais, "Isto é verdade." Ou "Isto está correto" ou "Hoje eu quero lhes ensinar algo do meu tempo." Eles perguntam, "Joãozinho, o que você acha...?" e "Mariazinha, o que você faria...?" Isto não é educação, isto não é instrução ou treinamento. Isto é alimentar com o fertilizante do rápido "crescimento" a mais perigosa erva daninha no universo - o coração humano. Seria mais inteligente adorar a lua, pois o adorador lunar pelo menos está buscando o que é mais alto do que ele próprio e do resto da sua raça ignorante! A modinha toma conta e faz o efeito manada poderoso. Assim, o cachorro se torna mais importante do que crianças e idosos; colocam as crianças na creche, os idosos no asilo e vão passear com o cachorro; a sodomia é um estilo de vida aceitável e respeitável, porque não procria e não nega o prazer; salvar árvores é mais importante do que evitar um acidente; odiar pode, se o pecado for o alvo odiado, podendo amar o pecador; a música imoral e a pornografia são arte; o islamismo é uma religião de paz e amor. CiFA
Esboço de epistemologia _ 1
Os sentimentos são entes, pois não se faz ser em em si, ou dado pela natureza; ele é produto da interpretação que damos às nossas sensações, sendo assim, são produto da percepção de algo externo a nós que nos "abala", um choque de informações derivadas do orgânico e suas funções, pertence, portanto, ao reino mental, uma contiguidade entre sensação e causa é o que gera ideias, ideia da sensação, que é sentimento; a tal contiguidade entre sensação e causa é produto quase que efeito colateral de um encéfalo demasiadamente grande (em proporção com o corpo) e denso (em n de neurônios), produto, também, da evolução, daí a semelhança entre a relação cérebro × mente e hardware × software. O que chamamos de percepção já está implícito na semântica o mental, o cérebro como função interpretar (mundo externo) o que está em contato com nosso corpo (diretamente ou indiretamente); faz-se a imagem do objeto que nos abala com o eu envolto nele, ou seja, no reino mental. Assim sendo, quando falamos que sentimos algo, falamos que intuímos um objeto dado pela percepção através da sensação ou intuímos um objeto como coisa-em-si que nos abala através da imagem dele nos entregue pela percepção, que deriva-se da sensação (do ser senciente). A impressão do objeto não é ordenado à compreensão de nosso aparato cognitivo, o ordenamento é definido por determinadas regiões do encéfalo. O ser percipiente de dar através da faculdade da receptibilidade, que provêm da 'consciência no impresso'. O invólucro entre eu e objeto é doxamente sabido ao pensarmos no objeto, quanto mais intenso for o pensar nos parece que mais distante fica de nossa compreensão; podemos inferir indiretamente pela interpretação dos ditos populares, como discursos, "O importante é viver a vida", "Não pensa de mais se não você fica doido", que o pensar nos é inútil e isto nos dar uma plausibilidade para supormos que a explicação é que 'quanto mais vou mais vai', ou seja, a busca do conhecimento inversamente proporcional ao conhecido do objeto, porém, isto se dar como fenômeno e não fato em si, vejamos, o eu não pode ser o discurso, o subproduto da linguagem, pois o eu não é acabado em sua compreensão, como bem descreveu através do conceito de identificação o psicanalista francês J.Lacan, sendo assim, o eu é antecessor ao discurso ou se estrutura nele, ou é a ele verossímil em natureza (no sentido aristotélico de essência no objeto). Primeiramente devemos pensar se a linguagem, que é a antecessora, é uma substância, se está contida em algo além do que nela está contido. Ao iniciarmos esta análise, em não muito tempo, veremos que estamos pensando sobre a natureza do próprio pensar, digo, como ato e isto é um meta-pensar que irrevogavelmente nos leva a filosofia de Descartes, ao cogito, onde a contiguidade é entre ideia e objeto, que se dar pelo método analógico, eis a crítica de Reid; para Descartes a percepção do objeto se dar através da imagem que se faz consciente no pensamento (ideia do objeto), porém, para Reid as sensações nos dão o objeto em si, não precisamos pensar na sensação de dureza da mesa ao pôr a mão sobre ela, a informação transmitida vai direto a consciência através do sentido primário; é por intermédio das funções dos sentidos na epistemologia reidiana que formamos para nós as concepções de extensão, solidez, espaço, ou seja, das qualidades primárias e secundárias também. Em síntese, os sentidos nos dá a sensação com o objeto já dado em nossa mente através da percepção dele pelo aparato cognitivo naturalmente capaz disto, então, concebemos o objeto. A problemática está justamente nas próprias correntes filosóficas defendidas, onde para ele (Descartes) o objeto é a ideia na mente, onde o próprio objeto percebido é a percepção daquele objeto e que inevitavelmente recai no ceticismo, eis a crítica de Reid a teoria das ideias; o Reid adota o realismo direto, haja visto, a adoção do senso comum, onde as crenças têm um papel fundamental na percepção e concepção, daí o fato de o chamarem de falibilista. Poderíamos traduzir estes extremos da seguinte forma, não é o encéfalo, mas a mente que interpreta os objetos (Descartes), o objeto já nos é dado (Reid), porém, não só não há evidência positiva (na neurociência) a favor ou contra a ideia de Descartes, como não há evidências fortes e o suficiente para a afirmação extraordinária que sua filosofia nos leva, é questão de proporção, peso e contrapeso, e no caso de Reid há sistemas de sobra contra a simplicidade da sua epistemologia. Ambos recaem na relação eu-objeto e adotam inconscientemente tais premissas, respectivamente, eu>objeto, objeto>eu; faremos uma breve investigação lógica a respeito disto. Sou se o mundo existe, não sou se o mundo não existe, porém, o mundo continua a ser se não existo, então, a relação não é bicondicional. Tentemos portanto o princípio da contraposição logo no universal, somos se o mundo existe (S), se o mundo não existe, então, não somos (T) ou para todo sou ( ∀S→T ⇔ ∀¬T→¬S); o mundo existe por pensarmos nele (U), porém, ficaria a par da semântica, então, a sentença é problemática em si, mas podemos utilizar o silogismo hipotético S→T, T→U ⊢ S→U, podemos interpretar, respectivamente, que sou (como universal homem) se existo é equivalente a não existo se não sou e sou (como universal homem) implica a existência do mundo, a existência do mundo implica o pensar sobre ele, então, o sou implica o pensar de acordo com a propriedade da transitividade da implicação.
O sou é sinônimo de existo, por isso quando exclamo, Sou! Automaticamente estou dizendo, Sou no mundo! Da mesma forma a força da expressão indica um reconhecimento de si em pensar através da linguagem e como existente. O sou é ato de linguagem, por sua vez, do pensar; assim como o pensar é ato sempre, também penso no pensar estando nele, ou seja, pensando. Por isso a ação intelectiva é ininterrupta, sempre está apontando para várias 'direções qualitativas', memória e imaginação. Como demonstrado no meu artigo psicanálise e lógica matemática a linguagem tem uma relação de interdependência com a razão, logo, com o pensar. Sendo o pensar no ato da razão (significante), o significado pensar está submetido ao significado do significante, ou seja, seu sentido, sendo ele desprovido de substância o pensar o seria de sentido e todo o ato filosófico seria inútil. O próprio reconhecimento de estarmos pensando pressupõe um observador, mas é aí onde mora o erro fatal de Descartes, esse salto lógico se dar a partir da analogia (método analógico) entre o ato como causal ou produto de um Eu, a causa (que deveria causar uma variação do movimento natural no eu); perceba que Descartes ao afirmar que só não posso duvidar que 'estou pensando', ele já pressupõe um eu pensante no ato de pensar como causa disto e não se direciona a este eu (cogito) e o questiona (como objeto do pensar), pois sabia ele que entraria em um ciclo infindo de dúvida, por isso o ceticismo de Descartes não o é de fato, ao certo é um método cético. Em Reid a concepção naturalmente dá uma visão da imagem real, é uma imagem metafórica, pois na mente só há pensamentos. Para Reid a imagem não é o objeto do mundo externo na concepção, entretanto, o próprio ato de conceber pressupõe isto, digo, em termos conceber é representar e por mais verossímil que fosse, nunca seria o objeto em si, daí a aproximação com as metáforas úteis de Nietzsche e com o incognoscível da coisa-em-si de Kant. O ser percipiente que se dá através da faculdade da receptibilidade, que por sua vez provém da consciência no sentido, é em outros termos o eu de Reid, o eu que concebe, enquanto que o eu de Descartes é o eu que concebe-se no ato de conceber ou identifica-se com o ato de pensar constante, o pensando ininterrupto que remete ao Ser Pensante (cogito), que deve ser uma substância no sentido dado pelo Agostinho de Hipona, T. de Aquino, ou B.Spinoza. Se fosse a essência deste ser que estivéssemos identificando, dever-se-ia haver nele categorias para além do axioma que inferimos, ou seja, haveria nele categorias além do que nos é necessário, em outros termos, haveria em nós como ser necessário a nós um ser autônomo e desconhecido para além do seu predicado essencial, ou seria todo ele o predicado em si, como o significante universal em todos, Razão e a nós desconhecido por questão de quantidade e limpidez; a sua concepção se dar apenas no ato do pensar, a autoconsciência é o pensar sobre o ato de o estar ou sobre o ato do pensando, este é pois o eu de Descartes, a substância contida em nós do todo, o campo que estamos inseridos.
Rematando, o problema de ambos também recai nas associações equivocadas, dado a causalidade como premissa implícita e não como objeto de estudo e teorização, além de ambos assumirem que o cérebro e a mente são coisas completamente distintas, onde a relação mais próxima entre elas é de bicondicionalidade. A contiguidade entre sensação e causa se dá através do ser percipiente, por conseguinte, da substância pensante (determinante na significação do ser senciente como função) e o princípio que regula está relação é a mesma que faz a lei de causa-efeito existir; semelhante ao princípio de uniformidade da natureza, e aos primeiros princípios constitutivos do ser humano, que por sua vez é semelhante ao a priori de Kant e a res extensa de Descartes. Tal princípio primevo nos diz que a existência de corpos extensos está submetida a sua forma primária, ou seja, áreas infinitesimais em progressão em série, isto é, a primeira unidade de área que trás inclusive a existência da reta e com ela qualquer área, este é pois o postulado soberano, absoluto da geometria euclidiana, o ponto, que por sua vez está associado ao número 1, também irredutível e soberano na aritmética. Os números naturais são fechados sob a função unária do sucessor, o um, depois o sucessor do 1, depois o sucessor do sucessor do um e assim sucessivamente, acontece de forma análoga com a linearidade dos acontecimentos, o erro do paradoxo de Zenão está em supor divisões infinitas, e mesmo assim é possível somar o infinito, mas em termos geométricos, como posto, forma, o um é o único que não é sucessor de algum outro, assim como o ponto.
DESPEDIDA
Despedir-se é dar adeus a uma parte de si.
É amando ainda a presença,deixar partir.
É alimentar-se da constância da ausência.
Emoldurar cacos de vivências,
irrelevantes, na memória.
Mantendo, em desespero,
a força contínua de uma história.
É aquecer-se solitário no frio.
É deixar voar,entulhando com retalhos de afetos
o ninho vazio.
É disparar-se numa via em sentido contrário.
Despedida é a nobreza calada do amor libertário.
