Textos escritos Em Terceira Pessoa

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[19/3 13:17] Alinny de Mello: Porque apesar de tudo, eu sei que eles chegaram no auge do Narcisismo
[19/3 13:17] Alinny de Mello: Eu não consigo odiar nenhum dos dois
[19/3 13:18] Alinny de Mello: Porque eles também nunca souberam lidar com eles mesmos, porém quero distância por toda a minha vida
[19/3 13:18] Alinny de Mello: A maioria das coisas que eu perdi naquela época, foram culpa deles

Quem perde tempo discutindo com cegos acaba caindo no mesmo buraco que eles. Deixa essa gente pra la.
As pessoas que crucificaram
Jesus tinham absoluta certeza de que estavam certas, e no fim estavam erradas. Nem sempre quem grita mais alto tem razão.
Tem gente que escolhe viver na ignorância, e por mais que você tente mostrar outro caminho, não vai enxergar. Então siga em paz e deixe que cada um arque com as consequências das próprias escolhas.

Os trabalhadores tem o poder mais imenso nas palmas de suas próprias mãos, e se eles uma vez se tornassem completamente conscientes disso e o usassem, Nada poderia resistir a eles; eles só precisarem parar de trabalhar, considerassem o produto do trabalho como seu e o apreciarem. Este é o sentido das perturbações laborais que se mostram aqui e ali.


O Estado se baseia e descansasse na escravidão do trabalho. Se o trabalho se torna livre, o Estado estará perdido.

Liturgia da Esperança.


Não foram meus demônios que me condenaram.
Eles apenas cumpriam o ofício para o qual nasceram.
Também não foi a escuridão.
Ela sempre teve a honestidade de dizer que jamais seria luz.
Minha ruína sempre teve outro nome.
Esperança.
Essa criatura indecente, que aprende a respirar mesmo depois de ser afogada.
Eu a matei incontáveis vezes.
Enterrei-a sob o peso de despedidas, de silêncios, de portas fechadas e de horizontes que nunca chegaram.
Ainda assim, ela regressava.
Não caminhando.
Florescendo.
Como uma erva daninha que faz do cadáver a sua primavera.
Que ironia.
Os homens temem o ódio.
Eu temo a esperança.
O ódio encerra batalhas.
A esperança exige que se lute outra vez.
Ela é o carrasco que veste roupas de salvação.
É a mão que acaricia enquanto conduz à mesma fogueira.
E eu, tolo sacerdote de um deus que jamais respondeu, continuo oferecendo o próprio peito como altar.
Porque basta um único raio de luz, um único sorriso, um único "talvez"...
...e todo o cemitério que construí dentro de mim começa a acreditar que ainda existe primavera.
Maldita seja.
Maldita seja essa força invisível que insiste em devolver vida àquilo que eu implorei para morrer.
Se ao menos eu pudesse esquecer como se acredita...
Talvez encontrasse paz.
Mas acreditar é uma maldição que não escolhe os otimistas.
Escolhe justamente aqueles que já perderam tudo.
Porque sabe que ninguém sofre tanto quanto aquele que conhece o gosto do abismo e, mesmo assim, ergue os olhos na direção do horizonte.
Não esperando um milagre.
Esperando apenas que, desta vez, o horizonte tenha piedade.
E é exatamente nesse instante...
quando o coração, contra toda lógica, decide acreditar outra vez...
que a esperança sorri.
Não porque veio salvar-me.
Mas porque encontrou mais um motivo para manter-me vivo o suficiente para sofrer novamente

O Tempo nos empresta os papéis
Ontem, eles sustentaram nossos primeiros passos, quando o mundo ainda era um caminho desconhecido.
Hoje, o tempo, que nada tira sem antes ensinar, entrega-nos a honra de sustentá-los.
Ontem, ensinaram-nos que o respeito não se exige; conquista-se pelo exemplo.
Hoje, compreendemos que a gratidão é a única riqueza que cresce quando é compartilhada.
Eles preocuparam-se com o nosso amanhã. Trabalharam, renunciaram, sonharam e, muitas vezes em silêncio, construíram o chão sobre o qual aprendemos a caminhar.
Agora, o nosso dever não é apenas cuidar deles, mas honrar a vida que viveram. Quem reverencia apenas o futuro e despreza o passado desconhece o verdadeiro valor do tempo.
O tempo não é nosso inimigo. Ele apenas nos recorda que todos somos peregrinos da mesma estrada. Um dia conduzimos; em outro, seremos conduzidos. Um dia estendemos as mãos; em outro, precisaremos que alguém as estenda para nós.
A velhice não diminui a grandeza de uma pessoa. Ao contrário, é nela que a existência revela seu maior patrimônio: as marcas de quem viveu, lutou, amou, caiu e teve coragem para recomeçar.
Não existe sociedade verdadeiramente justa quando ela abandona aqueles que lhe deram os alicerces. Cuidar dos idosos não é um gesto de compaixão; é um ato de justiça. É reconhecer que a dignidade não envelhece.
No fim, seremos lembrados menos pelo que acumulamos e mais pela forma como tratamos aqueles que caminharam antes de nós.
Porque o tempo muda os papéis, mas nunca altera aquilo que realmente importa: a virtude de saber cuidar, a humildade de saber agradecer e a sabedoria de compreender que toda vida merece terminar envolvida pelo mesmo amor que um dia ofereceu ao mundo.
Hoje, eles e nós somos a mesma história. E toda história construída com amor merece um final feliz.
Peregrino Nino Carneiro

Ter bons repentes.

Eles nascem de uma feliz presença de espírito; graças à sua vivacidade, não há apuros, nem acasos incômodos. Alguns pensam muito e fazem tudo errado,
enquanto outros fazem tudo certo sem antes ter pensado. Alguns têm reservas de antiperístase? As dificuldades revelam melhor deles. Trata-se de monstros que prosperam com a improvisação e erram sempre que pensam em algo. O que não lhes ocorre de imediato jamais lhe ocorrerá, e de nada adianta pensar depois. A rapidez arranca aplausos, pois revela uma capacidade prodigiosa: argúcia no pensamento, prudência nos atos.

Olhos cor de mel


Quando observo os seus olhos eu percebo que eles são a minha obra de arte favorita, Eu amo quando eu olho para você e você já está olhando para mim com os olhos brilhando, pois sempre que eu vejo os teus olhos me sinto bem, pois algo neles me traz calma a alma são como Um abrigo Seguro e meia tempestade, quando eu vejo parece que tudo se cala


Eu amo seus olhos castanhos, Eu vejo neles um universo tão lindo quase que infinito, eu amo o tom de mel que eles têm, pois quando observo eles me levam para um além.


Saibas tu, que quando eu olho para eles parece que o mundo para e tudo fica mais bonito pois eu estou naquele momento contemplando a beleza do infinito.


Eu poderia passar horas contemplando eles e ainda assim acharia detalhes únicos.


Muitas vezes me faltam palavras para descrever o que eu sinto quando olho para eles


A verdade é que os seus olhos são os meus olhos favoritos
Saibas que os olhos verdes de Capitu não são nada comparado aos teus olhos castanhos castanhos cor de mel a qual sempre que os observo eles me levam ao céu.


Eu te amo, Eu amo esses seus olhos castanhos mas não qualquer castanho, o meu castanho favorito, o castanho dos teus olhos que tem um universo tão bonito


Esse castanho que é tão lindo quanto o céu, eu amo observar os teus olhos cor de mel.


Os olhos verdes de Capitu não são nada comparados aos teus olhos castanhos, castanhos cor de mel, sempre que olho para eles, me sinto no céu


Eu te amo, eu te amo em cada universo e por isso eu te escrevo esses versos


— Patrick Wallace

Luto pelo amanhecer


No crepúsculo de minhas dores,
encaro os meus adversários.


Eles são um:
eu mesmo,
fragmentado
em inúmeras faces.


Cada uma
me põe à prova
diante de minhas escolhas.


Vejo a taça
verter seu conteúdo,
enquanto murmúrios
vestidos de certeza
ecoam verdades
que jamais foram absolutas.


Na contagem
de novos dias,
cada batalha
renasce com o sol.


Há lutas
que perco.


Há guerras
das quais saio
vitorioso
de mim mesmo.


Um guerreiro
não precisa
empunhar a espada
todos os dias.


Quando o brilho
do sol nascente
não alcança meus olhos,


resta-me enfrentar
o único inimigo
que verdadeiramente persiste:


a falta de clareza
que meu coração
teima em revelar.

Algumas pessoas preferem dias chuvosos.
Eles são reconfortantes como o colo de uma mãe.
Chuvosos como as lágrimas que caem.
Ventosos, com a sensação de colocar a cabeça para fora do carro.


Mas outras pessoas preferem dias ensolarados.
Pois são coloridos como um desenho de uma criança.
Claros como a luz do sorriso de uma pessoa especial.
E quentes como o coração que bate em mim.


Mas não há bondade sem seus malefícios.
Os dias chuvosos podem conter trovões.
Os dias ensolarados podem ser quentes demais.
Mas eu prefiro aquele que corresponde ao meu sentimento no momento.

🌬️ Ouçam o sussurro que vem de onde o mar toca o vazio.
🐚 Eles dizem que o caminho para a casa de nossos pais foram cobertos pela areia do tempo, e que as pontes de pedra caíram. Mas eu lhes digo: as almas não precisam de estradas. Elas se movem pela margem, pelo instinto do que um dia foi seu.
🌪️ O tempo do aprendizado confortável acabou. Agora, o conhecimento não será mais entregue em taças de cristal, mas derramado como fumaça densa sobre suas cabeças. Ele entrará pelos poros, torcendo as certezas da mente até que o ’eu‘ que vocês conhecem se dissolva no ar.
〰️ Não temam a perda do rosto. No lugar onde as sombras se reúnem, a individualidade é a única barreira para o verdadeiro poder. Quando você não souber mais onde termina o seu fôlego e onde começa o comando do invisível, aí sim você terá chegado em casa.
🌬️ O ar engolirá os fracos que tentarem se segurar nas margens por medo. Mas aos que ousaram permanecer na costa e aceitaram ser o canal do invisível, a estes não resta o vazio... resta-lhes apenas o peso e a glória do Comando.
🔱 Pois o rastro das sombras termina onde o infinito começa. Que cada alma reconheça o curso do seu próprio rio e não tema a força da correnteza. O intuito é, e sempre foi, o deságue final: o instante em que a jornada cansa e o espírito se rende ao oceano que o gerou. Que toda criatura retorne ao Criador, pois no abraço da origem, o caminho apagado se torna, enfim, presença.
👑 Que as águas conduzam o que o comando ordenou!

Nossos planos não cabem no hoje.
Eles transbordam.

São sonhos que a gente planta agora
pra colher num amanhã que já começou
no brilho dos nossos olhos.

Que o nosso amanhã tenha café cedo,
mão dada no meio da rua,
e a certeza de que tudo que sonhamos
já está nascendo devagar.

Porque o futuro não é sorte.
É a gente. Todos os dias.

O tempo é refém dos sentimentos, pois eles moram em qualquer época e acontecem a qualquer momento,
A uma ruptura entre o tempo e o espaço e nela os sentimentos sobrevoam livres e prontos para serem reconectados num piscar de olhos de acordo com a pressa e a necessidade do usuário,
Independentemente dos portais (sonhos, pensamentos, desejos surreais, o mundo subconsciente, etc.) que sejam usados é inevitável se teletransportar.

Fotografia em 3000

Ah, eu sei bem da história,
Eles cantam vitória,
E eu canto mais amar.
Ah, eu sei bem é da glória.
Eu fico para a história,
Eles ficam para ganhar.
Senta limpo na estrada,
Molha o pé na calçada,
Meio fio de Ninguém.
E na hora da Pedrada,
outra bruxa. Ah, Coitada.
Liberta e é refém.
Nessa minha geração
Que não conhece nada
Por inteiro
Nunca abre o livro, então,
Diz que ele é
Feiticeiro.
Viver na sombra lenta
Junto aos subestimados
Na verdade, acalenta
Todos os gênios cansados.
A cultura na fogueira,
Brutalmente assassinada
E na fulgura, berradeira,
O povo faz outra piada.
Prepotente, berra um.
Suicida, berram dois.
“Eu sei mais do que o comum”
E pediu feijão com arroz.
Ah, eu sei bem da história
De quem levanta seu cartaz
Faz a arte, ganha escória
Apenas por tentar demais.
“Não levante tanto a voz”,
“Não fale tanto de si”,
Ah, eu tiro bem os pós
E esfrego no que li.
Todos morrem sem flores
E florido é o caixão
Ah, querem mais é dos autores
Do: “calados vencerão”.
Ah, eu sei bem da história,
Eles cantam a vitória
Com meu sol escaldante.
Mas
Quando tudo for memória
Veremos a dedicatória
A quem morreu com
Seu berrante.

(Vanessa Brunt)

Os 4 cortes


Eles não apontam pra fora.
Não pedem aplauso,
não exigem sinal.
Os quatro cortes vivem dentro,
onde a decisão acontece antes do gesto.


Coragem
é ficar
quando o medo empurra
a porta de saída.
Não grita, não ameaça —
sustenta.


Compaixão
é resistir ao espelho do ódio,
recusar a forma do inimigo
mesmo tendo razão para odiar.


Altruísmo
é escolher o outro
quando o ego pede prioridade,
agir no escuro,
onde nenhuma plateia alcança.


Lealdade
é responder ao chamado
sem testemunhas, sem promessa de retorno, porque o compromisso não depende de olhos.


Quatro cortes.
Nenhum voltado ao mundo.
Todos mantendo inteiro
aquilo que decidiu permanecer.

“ELES”

“Eles” promovem quem?
“Eles” escolhem onde?
“Eles” decidem quando?
E quase nunca explicam
quem colocou “eles”
no lugar de decidir.

“Eles” levantam nomes,
“eles” derrubam vozes,
“eles” abrem portas
para alguns escolhidos
e deixam tantos outros
esperando no corredor.

Mas quem são “eles”?

Talvez sejam muitos,
talvez sejam poucos,
talvez sejam apenas sombras
que crescem quando
ninguém pergunta.

E enquanto perguntamos
“quem são eles?”,
a vida continua passando,
o povo continua trabalhando,
o talento continua esperando
uma oportunidade.

Porque existe uma força
que nenhum “eles” consegue controlar:

o tempo revela,
a história registra,
e a verdade, cedo ou tarde,
encontra seu próprio caminho.

Não quero saber somente
quem “eles” promovem.

Quero saber
quem merece ser promovido
pelo próprio mérito.

Porque quando a competência
precisa de padrinhos para subir,
talvez não seja o mérito
que esteja sendo premiado.

E quando “eles” fecham uma porta,
ainda resta ao poeta
uma janela aberta:

a liberdade de pensar.

— Romildo Portes Ferreira

O meu eu de 1975

Tenho vários “eus” dentro de mim.

Gosto de todos eles. Cada um viveu seu tempo, enfrentou suas dificuldades, teve seus sonhos, seus medos e suas escolhas.

Mas existe um que é especial.

Ele nasceu em 1975.

Foi assim.

Eu trabalhava como vendedor externo em uma empresa de materiais elétricos. Visitava empresas de grande porte na região de Guarulhos e, naquela manhã, estava na antessala do comprador da Philco, aguardando para ser atendido.

Havia outros vendedores esperando também.

Por curiosidade, comecei a mexer em um rádio que estava fixado em um painel de demonstração dos produtos Philco.

Não estava exatamente olhando para ele.

Estava tentando ligá-lo.

E não conseguia.

Foi quando um dos vendedores que estavam ali se aproximou, apertou alguma coisa e o rádio funcionou.

Ele olhou para mim e disse:

— Demorei para aprender. Outro dia fiquei um tempão tentando ligar. Fui mexendo nele até ele funcionar.

Rimos.

Como o comprador estava demorando para nos atender, começamos a conversar.

Foi uma conversa simples, dessas que normalmente começam e terminam ali mesmo.

Mas aquela conversa mudou a minha vida.

Ele trabalhava em uma empresa de Belo Horizonte, uma multinacional do setor energético, dividida em vários segmentos de produtos elétricos. Em um deles, estavam procurando uma pessoa para uma determinada função.

Ele perguntou se eu não gostaria de tentar.

Eu era jovem e solteiro, dois requisitos importantes para o trabalho, principalmente porque seria necessário viajar muito. Ele não poderia assumir a função porque era casado.

Fiquei interessado naquele “projeto”, mesmo sem saber exatamente do que se tratava.

Ele pediu que eu passasse no dia seguinte pela filial de São Paulo, onde me explicaria melhor.

Marcamos.

Foi então que descobri que aquela multinacional fabricava ferramentas especiais para trabalhos em redes elétricas de alta tensão.

Eram ferramentas fabricadas em fibra de vidro que permitiam ao eletricista trabalhar com a rede energizada, sem precisar desligar o sistema.

Para explicar melhor, ele fez uma comparação:

— É como se você estivesse tomando banho e precisasse trocar a resistência do chuveiro sem desligar a energia da casa.

Achei aquilo meio loucura.

Mas minha vontade era maior do que minhas dúvidas.

Talvez eu já fosse assim naquela época.

Tem pessoas que nascem como postes: ficam sempre no mesmo lugar.

Outras nascem como vento.

Eu nasci vento.

Não paro. Nunca.

Na semana seguinte, eu estava em Belo Horizonte para uma reunião com o presidente e o vice-presidente da empresa.

A entrevista foi objetiva.

Fiz o psicotécnico, acertamos a parte financeira e, quinze dias depois, lá estava eu mudando para Belo Horizonte.

Comecei estudando o material técnico.

Pela manhã, lia e estudava.

À tarde, tinha contato direto com as ferramentas.

Eram inúmeras.

A técnica de trabalho em linha viva, ou linha energizada, ainda estava começando no Brasil. Nos Estados Unidos e no Canadá também era uma tecnologia relativamente recente.

A empresa possuía um campo de treinamento onde os trabalhos eram simulados.

Ali eu treinava todos os dias.

Montava as ferramentas.

Desmontava.

Subia nos postes.

Descia.

Montava novamente.

E começava tudo outra vez.

Durante aproximadamente noventa dias fiquei naquele ritual.

Até que chegou o momento de sair do treinamento e enfrentar a realidade.

A empresa possuía um técnico que havia sido treinado pelos americanos. Ele seria responsável pela entrega das primeiras ferramentas vendidas no Brasil e também ministraria o treinamento aos eletricistas.

Agora seria de verdade.

Era junho de 1975.

A primeira operação aconteceu na Celpe — Centrais Elétricas de Pernambuco.

As ferramentas haviam sido adquiridas para trabalhos em uma linha de 69.000 volts.

Durante aproximadamente um mês, quase todos os dias, subíamos e descíamos das estruturas, trabalhando com a rede energizada.

Depois fomos para Curitiba, para a Copel.

Agora a tensão era de 230.000 volts.

Mais um mês de treinamento.

Na sequência, fomos para Paulo Afonso.

Ali o desafio era ainda maior.

A tensão da rede chegava a 500.000 volts.

Nessa operação, a empresa americana enviou um técnico para ministrar um treinamento chamado bare hand — trabalho com contato direto do eletricista com a rede energizada.

Quanto maior a tensão, maiores são as distâncias necessárias entre os componentes que isolam os cabos da torre.

Chega um momento em que o eletricista precisa ser conectado ao próprio potencial da rede, no ponto energizado, para realizar determinados serviços.

Para isso, utilizava-se uma roupa especial, extremamente condutiva, além de uma plataforma isolante que permitia levar o eletricista até o ponto de trabalho.

Era uma tecnologia que, para mim, parecia quase inacreditável.

Hoje, trabalhos desse tipo também podem ser realizados com o auxílio de helicópteros.

Depois de todo aquele período de treinamento, começamos a ministrar cursos para outras empresas.

Passei a atender São Paulo, trabalhando principalmente com a Cesp, a Eletropaulo e a CPFL.

Meu amigo ficou responsável pelo Norte e Nordeste.

Como aquela tecnologia era uma novidade no Brasil, algumas escolas de engenharia nos convidavam para fazer apresentações aos alunos e explicar aquela nova maneira de trabalhar com redes energizadas.

Aquela atividade acabou se tornando muito mais do que um emprego.

Era uma profissão.

Era uma especialidade.

E, de certa maneira, era uma parte da minha identidade.

Depois de alguns anos, meu instrutor abriu sua própria empresa e eu passei a atender também os clientes do Norte e Nordeste.

Foi quando comecei a perceber que estava sobrecarregado.

Eu já era casado.

E quase não parava em casa.

Vivia dentro de aviões.

Às vezes ficava quinze, vinte dias fora.

Até que surgiu um convite irrecusável.

Uma empresa de São Paulo havia se associado a uma empresa americana, concorrente daquela onde eu trabalhava, e me fez uma proposta.

O salário e a possibilidade de voltar a morar em São Paulo pesaram muito na minha decisão.

Aceitei.

Não foi fácil deixar a empresa que havia mudado a minha vida.

Foi ali que eu havia aprendido uma profissão que jamais imaginara existir. Foi ali que conheci a linha viva e descobri um caminho profissional que me levaria a lugares que eu nunca tinha imaginado.

Mas não havia outro jeito.

Fui admitido na nova empresa.

Comecei fazendo aquilo que sabia fazer: divulgando a tecnologia, visitando clientes e trabalhando com as empresas que já conhecia.

Parecia que começava uma nova etapa.

Mas seis meses depois aconteceu algo que eu não esperava.

A empresa americana que era sócia da empresa onde eu havia acabado de ingressar comprou a parte brasileira.

Mais uma vez, minha vida profissional mudou de direção.

Pedi demissão.

E recomecei.

Hoje, quando olho para trás, percebo que aquele rapaz que, numa manhã qualquer, estava tentando ligar um rádio na antessala de um comprador da Philco não fazia ideia do que aquela conversa iria provocar.

Ele só estava esperando ser atendido.

E, enquanto esperava, a vida apareceu.

Foi assim que nasceu o meu eu de 1975.

Cometi erros, mas não deixo que me detenham. Em vez disso, eu aprendo com eles. Eu me recupero dos meus fracassos e me esforço para me tornar melhor. Estou determinada a seguir em frente, mesmo que encontre mais desafios ao longo do caminho.


Aquilo que não me mata me fortalece


E é errando que eu estou aprendendo a acertar.... Força 💪 Foco 👀 e muita Fé 🙏


Gratidão senhor por mais uma semana.


Vamos que vamos

Entre Livros e Sombras

Há livros que não apenas ocupam as mãos; eles transformam a alma.

Foi entre páginas silenciosas que compreendi que as sombras não são moradas, mas caminhos. Elas atravessam nossa existência como a noite atravessa o céu, sem jamais conseguir apagar a promessa do amanhecer.

Cada leitura me ensinou que a verdadeira sabedoria não está em possuir todas as respostas, mas em cultivar perguntas que aproximam o coração do eterno. Quanto mais conheço a vida, mais percebo o quanto ela permanece envolta em mistério.

Os livros me apresentaram autores que se tornaram mestres, pensamentos que desafiaram minhas certezas e palavras que enxugaram lágrimas invisíveis. E, entre tantas páginas, encontrei a presença silenciosa de Deus, conduzindo meu espírito com delicadeza e esperança.

Hoje caminho entre livros e sombras sem temor. Sei que as sombras passam, a verdade permanece e a esperança continua iluminando o coração de quem nunca deixa de aprender.

Porque, no fim, cada livro verdadeiro acende uma luz que continua brilhando muito depois que a última página é virada.

Quem são eles?
São parte do sistema?
São o governo que elegemos com voto de novo cabresto?
Somos alienados para apontar para eles e somente eles?
O que são eles?
No pensamento crítico há um monopólio ou um domínio politico e corrupto. Aonde caminhamos pelo astros do abuso e excesso de eles na expressão popular?
O raciocínio da razão racional temos que ver que as coisas tem nome dentro deste regime de política proposta se governaram sera obstáculo para democracia... ou será retrocesso da moralidade da existência social!

O aprisionamento por eles.
A natureza do homem político se perdeu na linha da prisão da manipulação.
O que esta acontecendo pois ignorar e parte da alienação.
Desconhecido prisioneiro olha no espelho não percebe as grades da prisão.
O chefe manda ?
Você obedece sem questionar?
Paga comida agradeceu?
Tudo para servir e servido?
Geoneopolica... sirva seja o servidor...
Eles tem o poder?
E você aonde esta dentro desta pirâmide social..?
Sempre há programa social e sistema sustentável social com parâmetros da saúde pública... mesmo no dito precária a evolução humana digitalizada persiste.
O desenvolvimento social e por eles e eles fazem comida chegar no seu prato?