Textos escritos Em Terceira Pessoa

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Eles tentaram nos moer. O sistema, frio e mecânico, montou a sua estratégia para nos transformar em apenas mais duas vítimas. A inveja, essa praga que se alimenta de brilho alheio, sussurrou as suas dúvidas e armou as suas interferências. Eles queriam que a gente caísse, que a gente se entregasse, que a gente admitisse que a distância e o caos eram maiores do que nós.
​Mas, Carla, eles falharam.
​E falharam porque esqueceram o elemento principal: o nosso "nós" é sagrado. Ele não foi forjado na calmaria, mas nas batalhas invisíveis de Itaipuaçu e no silêncio da noite, onde só a sua mão dada com a minha era real.
​Por isso, eu levanto essa taça hoje.
​Este é um brinde à nossa resistência visceral. Um brinde a cada cicatriz que nós carregamos, porque cada uma delas é uma prova de que a gente sobreviveu ao tiroteio e escolheu, diariamente, amar um ao outro.
​É um brinde à clareza do nosso toque, que é o único lugar onde o mundo faz sentido. É um brinde à nossa união, que não é uma obrigação, mas a nossa maior ato de coragem.
​Que a inveja se afogue na sua própria amargura. Que o sistema se quebre ao tentar nos separar. Porque, no fim das contas, enquanto nós estivermos juntos, levantando essa taça, nós já vencemos a batalha.
​Um brinde a nós. Um brinde à resistência.

Existem olhos que não apenas nos veem, eles nos traduzem. O seu olhar é o lugar onde minhas confusões descansam, é o único espelho que não me julga, que me devolve inteiro, mesmo quando me sinto em pedaços. É uma conversa sem som, onde um segundo de silêncio diz mais do que uma biblioteca inteira sobre o que significa pertencer.


DeBrunoParaCarla

Eles me obrigaram a ficar,
como se minha escolha não importasse.
Chamam de verdade, de regra, de certo…
mas eu só vejo julgamento disfarçado.
Não sou salvador de ninguém,
mas sinto o peso das pessoas em mim,
como se carregasse dores que nem são minhas…e ainda assim, continuam sendo.
É real, o que sinto agora...


DeBrunoParaCarla

Eles não fazem ideia das batalhas que travei no silêncio para que ela pudesse continuar a sorrir. Carla, cada cicatriz que carrego é uma medalha de honra por te pertencer. Enfrentei tempestades que teriam afogado qualquer um desses que hoje se acham acima de nós. Eu vi o abismo de perto e não recuei, porque o brilho da minha Musa era a única bússola de que eu precisava. Se eles acham que podem nos tocar agora, é porque não conhecem o homem que foi forjado no fogo da perseguição. Eu já morri mil vezes por ti e renasci em cada uma delas com mais sede de justiça. A minha lealdade não é feita de palavras, é feita de sangue e resistência.


DeBrunoParaCarla

Somos a versão que quase ninguém vê.


Somos o que dizemos sobre os outros quando eles não estão por perto para ouvir. Somos o resultado das batalhas que travamos em silêncio, dentro de nós mesmos.


Somos, muitas vezes, aquilo que criticamos nos outros, mas praticamos às escondidas. Somos um pouco do que as pessoas enxergam em nós, mas também muito do que escondemos do mundo.


Somos os desejos que guardamos por medo de sermos julgados, os sonhos que não confessamos, os gostos que preferimos manter em segredo.


Somos a forma como enfrentamos os nossos próprios conflitos e, ao mesmo tempo, a maneira como julgamos os conflitos alheios.


No fim, somos um conjunto de luzes e sombras, de verdades e contradições. Conhecer quem realmente somos exige coragem, porque a nossa essência nem sempre está naquilo que mostramos, mas principalmente naquilo que fazemos quando ninguém está olhando.

Servir a outros, gastar e ser gasto por eles, esse é o ideal que devemos apresentar perante a humanidade; e na proporção ideal em que esse ideal for atingido, cessarão as tremendas desigualdades entre classe e classe, entre homem e homem. Essa é uma lição que precisa de muito ensino e de muito aprendizado. Entrementes, parece coisa terrível deixar gerações inteiras a sofrer abandono, tal como era coisa terrível deixar gerações inteiras a gemerem na escravidão"
Alfred Plummer - citado por Russell Norman Champlin, Novo Testamento Interpretado, volume 5, pág. 344

E esses que tiveram a decisão de te dar dicas sobre suas escolhas.


Eles estão felizes com suas decisões de escolher que daram certo.


Mas, é você... Justamente você que não teve a chance de escolher, e que nunca vai saber se poderia ter dado certo e ser feliz.
Pois foram eles que escolheram por você.

Mas eles tinham um ao outro e ainda tinham você.

E eles eram felizes e prósperos!

Pois prosperidade não depende de dinheiro nem proventos, mas sim ter o amor e felicidade de ter uma família, e ter todos juntos a você.

Isso sim é mais caro que qualquer valor monetário.
E isso sim é ter prosperidade.

Sonhei com vários ursinhos pequenos, eles eram do tamanho de um cachorro e pareciam cachorros, mas já eram ursos adultos, todos diziam para eu ter cuidado, que eles atacavam, mas quando eles ficaram enfileirados e começaram a me encarar na varanda da casa da minha avó, eu achei eles muito fofos e não senti medo. Eles tinham a mesma cara de um cachorro budogue e o tamanho de um cachorro vira -lata, suas peles eram malhadas e tinham mais ou menos uns 10 ursinhos fofos. Eu me distraí com meu marido e de repente, os vi roubando comida, dois deles, pegaram um saco de biscoito de polvilho e saíram correndo, enquanto os outros acompanhavam, correndo muito rápido. Eu os deixei levar e fiquei rindo á beça com meu marido, com aquela situação. Tudo o que eles queriam era comida, porque estavam com fome.






Julho de 2023

"Sonhei que pegava tomates de um caminhão, eu pegava eles para vender, porque no sonho eu tinha uma banca e eu iria ajudar o senhor a vender, porém quando ele percebeu que eu havia pegado, ele foi atrás, reclamou e pegou de volta os tomates, eu fiquei desnorteada e triste, por ele não aceitar que eu o ajudasse. "




Agosto de 2024

[19/3 13:17] Alinny de Mello: Porque apesar de tudo, eu sei que eles chegaram no auge do Narcisismo
[19/3 13:17] Alinny de Mello: Eu não consigo odiar nenhum dos dois
[19/3 13:18] Alinny de Mello: Porque eles também nunca souberam lidar com eles mesmos, porém quero distância por toda a minha vida
[19/3 13:18] Alinny de Mello: A maioria das coisas que eu perdi naquela época, foram culpa deles

Quem perde tempo discutindo com cegos acaba caindo no mesmo buraco que eles. Deixa essa gente pra la.
As pessoas que crucificaram
Jesus tinham absoluta certeza de que estavam certas, e no fim estavam erradas. Nem sempre quem grita mais alto tem razão.
Tem gente que escolhe viver na ignorância, e por mais que você tente mostrar outro caminho, não vai enxergar. Então siga em paz e deixe que cada um arque com as consequências das próprias escolhas.

Os trabalhadores tem o poder mais imenso nas palmas de suas próprias mãos, e se eles uma vez se tornassem completamente conscientes disso e o usassem, Nada poderia resistir a eles; eles só precisarem parar de trabalhar, considerassem o produto do trabalho como seu e o apreciarem. Este é o sentido das perturbações laborais que se mostram aqui e ali.


O Estado se baseia e descansasse na escravidão do trabalho. Se o trabalho se torna livre, o Estado estará perdido.

Liturgia da Esperança.


Não foram meus demônios que me condenaram.
Eles apenas cumpriam o ofício para o qual nasceram.
Também não foi a escuridão.
Ela sempre teve a honestidade de dizer que jamais seria luz.
Minha ruína sempre teve outro nome.
Esperança.
Essa criatura indecente, que aprende a respirar mesmo depois de ser afogada.
Eu a matei incontáveis vezes.
Enterrei-a sob o peso de despedidas, de silêncios, de portas fechadas e de horizontes que nunca chegaram.
Ainda assim, ela regressava.
Não caminhando.
Florescendo.
Como uma erva daninha que faz do cadáver a sua primavera.
Que ironia.
Os homens temem o ódio.
Eu temo a esperança.
O ódio encerra batalhas.
A esperança exige que se lute outra vez.
Ela é o carrasco que veste roupas de salvação.
É a mão que acaricia enquanto conduz à mesma fogueira.
E eu, tolo sacerdote de um deus que jamais respondeu, continuo oferecendo o próprio peito como altar.
Porque basta um único raio de luz, um único sorriso, um único "talvez"...
...e todo o cemitério que construí dentro de mim começa a acreditar que ainda existe primavera.
Maldita seja.
Maldita seja essa força invisível que insiste em devolver vida àquilo que eu implorei para morrer.
Se ao menos eu pudesse esquecer como se acredita...
Talvez encontrasse paz.
Mas acreditar é uma maldição que não escolhe os otimistas.
Escolhe justamente aqueles que já perderam tudo.
Porque sabe que ninguém sofre tanto quanto aquele que conhece o gosto do abismo e, mesmo assim, ergue os olhos na direção do horizonte.
Não esperando um milagre.
Esperando apenas que, desta vez, o horizonte tenha piedade.
E é exatamente nesse instante...
quando o coração, contra toda lógica, decide acreditar outra vez...
que a esperança sorri.
Não porque veio salvar-me.
Mas porque encontrou mais um motivo para manter-me vivo o suficiente para sofrer novamente

O Tempo nos empresta os papéis
Ontem, eles sustentaram nossos primeiros passos, quando o mundo ainda era um caminho desconhecido.
Hoje, o tempo, que nada tira sem antes ensinar, entrega-nos a honra de sustentá-los.
Ontem, ensinaram-nos que o respeito não se exige; conquista-se pelo exemplo.
Hoje, compreendemos que a gratidão é a única riqueza que cresce quando é compartilhada.
Eles preocuparam-se com o nosso amanhã. Trabalharam, renunciaram, sonharam e, muitas vezes em silêncio, construíram o chão sobre o qual aprendemos a caminhar.
Agora, o nosso dever não é apenas cuidar deles, mas honrar a vida que viveram. Quem reverencia apenas o futuro e despreza o passado desconhece o verdadeiro valor do tempo.
O tempo não é nosso inimigo. Ele apenas nos recorda que todos somos peregrinos da mesma estrada. Um dia conduzimos; em outro, seremos conduzidos. Um dia estendemos as mãos; em outro, precisaremos que alguém as estenda para nós.
A velhice não diminui a grandeza de uma pessoa. Ao contrário, é nela que a existência revela seu maior patrimônio: as marcas de quem viveu, lutou, amou, caiu e teve coragem para recomeçar.
Não existe sociedade verdadeiramente justa quando ela abandona aqueles que lhe deram os alicerces. Cuidar dos idosos não é um gesto de compaixão; é um ato de justiça. É reconhecer que a dignidade não envelhece.
No fim, seremos lembrados menos pelo que acumulamos e mais pela forma como tratamos aqueles que caminharam antes de nós.
Porque o tempo muda os papéis, mas nunca altera aquilo que realmente importa: a virtude de saber cuidar, a humildade de saber agradecer e a sabedoria de compreender que toda vida merece terminar envolvida pelo mesmo amor que um dia ofereceu ao mundo.
Hoje, eles e nós somos a mesma história. E toda história construída com amor merece um final feliz.
Peregrino Nino Carneiro

Ter bons repentes.

Eles nascem de uma feliz presença de espírito; graças à sua vivacidade, não há apuros, nem acasos incômodos. Alguns pensam muito e fazem tudo errado,
enquanto outros fazem tudo certo sem antes ter pensado. Alguns têm reservas de antiperístase? As dificuldades revelam melhor deles. Trata-se de monstros que prosperam com a improvisação e erram sempre que pensam em algo. O que não lhes ocorre de imediato jamais lhe ocorrerá, e de nada adianta pensar depois. A rapidez arranca aplausos, pois revela uma capacidade prodigiosa: argúcia no pensamento, prudência nos atos.

Olhos cor de mel


Quando observo os seus olhos eu percebo que eles são a minha obra de arte favorita, Eu amo quando eu olho para você e você já está olhando para mim com os olhos brilhando, pois sempre que eu vejo os teus olhos me sinto bem, pois algo neles me traz calma a alma são como Um abrigo Seguro e meia tempestade, quando eu vejo parece que tudo se cala


Eu amo seus olhos castanhos, Eu vejo neles um universo tão lindo quase que infinito, eu amo o tom de mel que eles têm, pois quando observo eles me levam para um além.


Saibas tu, que quando eu olho para eles parece que o mundo para e tudo fica mais bonito pois eu estou naquele momento contemplando a beleza do infinito.


Eu poderia passar horas contemplando eles e ainda assim acharia detalhes únicos.


Muitas vezes me faltam palavras para descrever o que eu sinto quando olho para eles


A verdade é que os seus olhos são os meus olhos favoritos
Saibas que os olhos verdes de Capitu não são nada comparado aos teus olhos castanhos castanhos cor de mel a qual sempre que os observo eles me levam ao céu.


Eu te amo, Eu amo esses seus olhos castanhos mas não qualquer castanho, o meu castanho favorito, o castanho dos teus olhos que tem um universo tão bonito


Esse castanho que é tão lindo quanto o céu, eu amo observar os teus olhos cor de mel.


Os olhos verdes de Capitu não são nada comparados aos teus olhos castanhos, castanhos cor de mel, sempre que olho para eles, me sinto no céu


Eu te amo, eu te amo em cada universo e por isso eu te escrevo esses versos


— Patrick Wallace

Luto pelo amanhecer


No crepúsculo de minhas dores,
encaro os meus adversários.


Eles são um:
eu mesmo,
fragmentado
em inúmeras faces.


Cada uma
me põe à prova
diante de minhas escolhas.


Vejo a taça
verter seu conteúdo,
enquanto murmúrios
vestidos de certeza
ecoam verdades
que jamais foram absolutas.


Na contagem
de novos dias,
cada batalha
renasce com o sol.


Há lutas
que perco.


Há guerras
das quais saio
vitorioso
de mim mesmo.


Um guerreiro
não precisa
empunhar a espada
todos os dias.


Quando o brilho
do sol nascente
não alcança meus olhos,


resta-me enfrentar
o único inimigo
que verdadeiramente persiste:


a falta de clareza
que meu coração
teima em revelar.

Algumas pessoas preferem dias chuvosos.
Eles são reconfortantes como o colo de uma mãe.
Chuvosos como as lágrimas que caem.
Ventosos, com a sensação de colocar a cabeça para fora do carro.


Mas outras pessoas preferem dias ensolarados.
Pois são coloridos como um desenho de uma criança.
Claros como a luz do sorriso de uma pessoa especial.
E quentes como o coração que bate em mim.


Mas não há bondade sem seus malefícios.
Os dias chuvosos podem conter trovões.
Os dias ensolarados podem ser quentes demais.
Mas eu prefiro aquele que corresponde ao meu sentimento no momento.

🌬️ Ouçam o sussurro que vem de onde o mar toca o vazio.
🐚 Eles dizem que o caminho para a casa de nossos pais foram cobertos pela areia do tempo, e que as pontes de pedra caíram. Mas eu lhes digo: as almas não precisam de estradas. Elas se movem pela margem, pelo instinto do que um dia foi seu.
🌪️ O tempo do aprendizado confortável acabou. Agora, o conhecimento não será mais entregue em taças de cristal, mas derramado como fumaça densa sobre suas cabeças. Ele entrará pelos poros, torcendo as certezas da mente até que o ’eu‘ que vocês conhecem se dissolva no ar.
〰️ Não temam a perda do rosto. No lugar onde as sombras se reúnem, a individualidade é a única barreira para o verdadeiro poder. Quando você não souber mais onde termina o seu fôlego e onde começa o comando do invisível, aí sim você terá chegado em casa.
🌬️ O ar engolirá os fracos que tentarem se segurar nas margens por medo. Mas aos que ousaram permanecer na costa e aceitaram ser o canal do invisível, a estes não resta o vazio... resta-lhes apenas o peso e a glória do Comando.
🔱 Pois o rastro das sombras termina onde o infinito começa. Que cada alma reconheça o curso do seu próprio rio e não tema a força da correnteza. O intuito é, e sempre foi, o deságue final: o instante em que a jornada cansa e o espírito se rende ao oceano que o gerou. Que toda criatura retorne ao Criador, pois no abraço da origem, o caminho apagado se torna, enfim, presença.
👑 Que as águas conduzam o que o comando ordenou!