Textos escritos Em Terceira Pessoa
Nossos planos não cabem no hoje.
Eles transbordam.
São sonhos que a gente planta agora
pra colher num amanhã que já começou
no brilho dos nossos olhos.
Que o nosso amanhã tenha café cedo,
mão dada no meio da rua,
e a certeza de que tudo que sonhamos
já está nascendo devagar.
Porque o futuro não é sorte.
É a gente. Todos os dias.
PERDOE, NÃO POR ELES, MAS POR TI.
Perdoar não significa concordar com a ofensa, justificar a injustiça ou esquecer a dor. Também não é declarar que nada aconteceu. O perdão é, antes de tudo, um ato de libertação interior.
Quando alguém nos fere, a agressão pode durar apenas alguns instantes. Entretanto, a mágoa alimentada em silêncio pode prolongar esse sofrimento por anos. O ofensor segue seu caminho, enquanto a vítima permanece acorrentada às recordações, revivendo inúmeras vezes aquilo que já passou.
Por isso, perdoa não porque o outro mereça, mas porque tua paz merece existir.
O ressentimento é uma prisão sem grades. Corrói a serenidade, obscurece os pensamentos e transforma o passado em uma presença constante. O perdão, ao contrário, não muda os fatos ocorridos, mas modifica a forma como eles habitam a alma.
Perdoar é escolher não carregar pesos desnecessários. É recusar que a maldade alheia continue governando os próprios sentimentos. É recuperar o direito de seguir adiante sem arrastar correntes invisíveis.
Sob a ótica espiritual, o perdão representa um dos mais elevados exercícios de crescimento moral. Não porque seja fácil, mas justamente porque exige grandeza íntima. Quem perdoa demonstra que não deseja permanecer ligado ao mal recebido, preferindo responder com consciência, maturidade e fé no futuro.
Há feridas que levam tempo para cicatrizar. Algumas exigem lágrimas, reflexão e paciência. O perdão verdadeiro raramente acontece por imposição; ele floresce gradualmente quando compreendemos que a paz interior vale mais do que a manutenção da revolta.
Perdoa, portanto, não para absolver erros humanos perante as leis da vida, mas para libertar teu coração das sombras que tentam habitá-lo.
Aquele que perdoa não apaga o passado; transforma-o em aprendizado.
E quando a alma finalmente solta o peso que carregava, descobre algo extraordinário: a liberdade sempre esteve do outro lado do perdão.
Mensagem Final
Não permitas que as feridas de ontem roubem a beleza dos teus amanhãs. O perdão pode não mudar quem te feriu, mas pode transformar profundamente quem tu és. Liberta-te, segue em frente e confia: toda alma que aprende a perdoar aproxima-se um pouco mais da verdadeira paz.
Autor: Marcelo caetano Monteiro.
O tempo é refém dos sentimentos, pois eles moram em qualquer época e acontecem a qualquer momento,
A uma ruptura entre o tempo e o espaço e nela os sentimentos sobrevoam livres e prontos para serem reconectados num piscar de olhos de acordo com a pressa e a necessidade do usuário,
Independentemente dos portais (sonhos, pensamentos, desejos surreais, o mundo subconsciente, etc.) que sejam usados é inevitável se teletransportar.
Fotografia em 3000
Ah, eu sei bem da história,
Eles cantam vitória,
E eu canto mais amar.
Ah, eu sei bem é da glória.
Eu fico para a história,
Eles ficam para ganhar.
Senta limpo na estrada,
Molha o pé na calçada,
Meio fio de Ninguém.
E na hora da Pedrada,
outra bruxa. Ah, Coitada.
Liberta e é refém.
Nessa minha geração
Que não conhece nada
Por inteiro
Nunca abre o livro, então,
Diz que ele é
Feiticeiro.
Viver na sombra lenta
Junto aos subestimados
Na verdade, acalenta
Todos os gênios cansados.
A cultura na fogueira,
Brutalmente assassinada
E na fulgura, berradeira,
O povo faz outra piada.
Prepotente, berra um.
Suicida, berram dois.
“Eu sei mais do que o comum”
E pediu feijão com arroz.
Ah, eu sei bem da história
De quem levanta seu cartaz
Faz a arte, ganha escória
Apenas por tentar demais.
“Não levante tanto a voz”,
“Não fale tanto de si”,
Ah, eu tiro bem os pós
E esfrego no que li.
Todos morrem sem flores
E florido é o caixão
Ah, querem mais é dos autores
Do: “calados vencerão”.
Ah, eu sei bem da história,
Eles cantam a vitória
Com meu sol escaldante.
Mas
Quando tudo for memória
Veremos a dedicatória
A quem morreu com
Seu berrante.
(Vanessa Brunt)
Os 4 cortes
Eles não apontam pra fora.
Não pedem aplauso,
não exigem sinal.
Os quatro cortes vivem dentro,
onde a decisão acontece antes do gesto.
Coragem
é ficar
quando o medo empurra
a porta de saída.
Não grita, não ameaça —
sustenta.
Compaixão
é resistir ao espelho do ódio,
recusar a forma do inimigo
mesmo tendo razão para odiar.
Altruísmo
é escolher o outro
quando o ego pede prioridade,
agir no escuro,
onde nenhuma plateia alcança.
Lealdade
é responder ao chamado
sem testemunhas, sem promessa de retorno, porque o compromisso não depende de olhos.
Quatro cortes.
Nenhum voltado ao mundo.
Todos mantendo inteiro
aquilo que decidiu permanecer.
O Arquivo Vivo do Tempo
Nos atos do espelho, repetem-se os ecos da moral e da ética, mas eles são validados pelo viés. Os escravagistas possuem a linha de dados lógicos e os algoritmos para toda a colonização do ecossistema. Pequenos lampejos de vidas anteriores são transmitidos pelas linhas sanguíneas; nem todas as respostas estão mastigadas dentro do lado espiritual. Fatos são fardos: fragmentos e lembranças de déjà-vus na linha cronológica do tempo.
No primeiro contato dos alienígenas, somos índios diante do espelho — o espelho e eu. Somos indígenas dentro de um mundo alienígena do qual também somos alienígenas. Com o foco distorcido de uma realidade ambígua, compreendemos as sombras como alegorias, mas ainda ouvimos, em sonhos, seus cânticos no mundo espiritual. O DNA traz cargas de lembranças para nos tornar médicos, engenheiros ou qualquer outra coisa; temos uma consciência transmutada e esquecida, pois começamos exatamente de onde eles terminaram — como os aviões na cabeça de Leonardo da Vinci.
A vida floresce, até que alienígenas queiram não só o núcleo da Terra, mas também os nossos corpos como moeda de troca: as flores do conhecimento. No DNA, como um arquivo vivo das almas vivas, somos células como a poeira do universo, somos sementes do espaço. Caminhamos pelos astros em seres animados por suas próprias ideias, partes da floresta que habitamos no subconsciente.
Quando sonhamos com luzes no céu, nossos neurônios são levados de volta ao instante em que os colonizadores chegaram a novas terras. As sombras implantadas são frutos de abdução. Mesmo assim, continuamos a buscar compreensão no espaço sideral. Vemos nossas almas pairar sobre nossos espíritos aventureiros; cada experiência faz parte do emaranhado da alma humana. Mesmo quando o transhumanismo for a realidade de todos no planeta, haverá o código genético: a linha eterna da experiência.
No instante em que a caverna digital e suas alegorias florescem na alienação intelectual, há algo no sangue que ainda sabe quem somos. Diante do feed, somos servos observando, maravilhados, os deepfakes existenciais. Mas, no mais profundo sentido do sangue, carregamos lembranças, mesmo dentro da horda coletiva. Vemos lapsos de tempo, o esquecimento como uma doença ou uma falha do sistema. Mas, quando o rádio quebra, nós o consertamos com outros transdutores, condutores e até capacitores. O termo infinito se torna breve com a percepção de tempo e espaço. Os olhos tremem, os lábios tremem, a insônia chega: num instante, avançamos os limites da consciência.
A expressão verbal da consciência estava nas árvores — o grito era a linguagem quando, ao redor da fogueira, estávamos alucinados pelos rituais. Aprendemos a ver a história da caçada como a verdade da realidade, a enxergar as adversidades morais e éticas como a resiliência da própria vida diante daquilo que verdadeiramente somos. Essa verdade viaja pelo tempo. E todo registro é resgatado. Como sabemos fazer algo, como sabemos falar outras línguas se nunca as estudamos? Está no sangue. Carregamos essas lembranças e recordações.
Quem são eles?
São parte do sistema?
São o governo que elegemos com voto de novo cabresto?
Somos alienados para apontar para eles e somente eles?
O que são eles?
No pensamento crítico há um monopólio ou um domínio politico e corrupto. Aonde caminhamos pelo astros do abuso e excesso de eles na expressão popular?
O raciocínio da razão racional temos que ver que as coisas tem nome dentro deste regime de política proposta se governaram sera obstáculo para democracia... ou será retrocesso da moralidade da existência social!
Temos eleições devemos fazer o eles querem... Porquê nós alienado somos dinossauros?
A cada camada da intelectual a inércia conectiva um erro da programação.
A transgênia racional se torna o terreno própriosio para se por novas ideias.
Realizar novas crônicas de intenções intelectual. E essa expressão vertente mensagem subminares. E abnegação torna navegante a ideia umplantada.
Como maiores mentes fazem isso?
Versão da visão da lavagem mental um vídeo explicando dando ausência de senso crítico abrindo caminho para doutrina. Caminho do sucesso embora verdade as decorrentes fakes news abram janelas na mente de forma que realidade ambígua se torna janelas diferentes para haja vista a descoberta e um sentido para viver sendo iludido.
O indivíduo com a ilusão conectiva intelectual. Se disser que ouro trás respostas diante das ignorância seria ato de misericórdia....?
O desenvolvimento de uma nova condição da consciência seria um novo conceito diante da alienação.
A inteligência artificial pensa por você?
A fake news e os bots fazem o trabalho sujo, acreditar um passo para vitória.
O aprisionamento por eles.
A natureza do homem político se perdeu na linha da prisão da manipulação.
O que esta acontecendo pois ignorar e parte da alienação.
Desconhecido prisioneiro olha no espelho não percebe as grades da prisão.
O chefe manda ?
Você obedece sem questionar?
Paga comida agradeceu?
Tudo para servir e servido?
Geoneopolica... sirva seja o servidor...
Eles tem o poder?
E você aonde esta dentro desta pirâmide social..?
Sempre há programa social e sistema sustentável social com parâmetros da saúde pública... mesmo no dito precária a evolução humana digitalizada persiste.
O desenvolvimento social e por eles e eles fazem comida chegar no seu prato?
Eles criam mundos paralelos na geopolítica atual.
Vamos destruir todo discursos falsos e notícias fakes news por trás destas realidade de absurdos...?
Ate quando seremos cegos, surdos e mudos?
Nas normais normas evoluímos com ética e moral.
Ate quando vamos ter um pássaro na gaiola de gêneros?
A Crônica da Andarilha
Você apenas passa pela vida como eles. Você segue sua jornada.
Mas tentam fechar o seu caminho.
Sua mão permanece no cabo da espada.
Evite derramar o sangue daquele que se diz seu inimigo.
Eles caçam os outros porque têm medo de olhar para a própria escuridão.
Eles não conseguem enfrentar a si mesmos.
Deixe-me com minha paz.
Minha caminhada continuará depois deste descanso.
Após a longa estrada e da batalha anterior, busquei abrigo nas muralhas deste castelo.
Depois seguirei viagem para longe daqui.
Siga seu rumo!
As trilhas até a montanha do descanso são hostis.
Foque nos verdadeiros monstros.
Consiga mais aliados.
Deixe-me!
Não vou puxar minha lâmina por pura loucura sua.
Seja meu aliado, não meu inimigo.
Mas, se insistir, saberei que escolhe a morte de bom grado.
Se concentre nos verdadeiros inimigos.
Tenha forças para lutar!
- Ramile Godon
“ELES”
“Eles” promovem quem?
“Eles” escolhem onde?
“Eles” decidem quando?
E quase nunca explicam
quem colocou “eles”
no lugar de decidir.
“Eles” levantam nomes,
“eles” derrubam vozes,
“eles” abrem portas
para alguns escolhidos
e deixam tantos outros
esperando no corredor.
Mas quem são “eles”?
Talvez sejam muitos,
talvez sejam poucos,
talvez sejam apenas sombras
que crescem quando
ninguém pergunta.
E enquanto perguntamos
“quem são eles?”,
a vida continua passando,
o povo continua trabalhando,
o talento continua esperando
uma oportunidade.
Porque existe uma força
que nenhum “eles” consegue controlar:
o tempo revela,
a história registra,
e a verdade, cedo ou tarde,
encontra seu próprio caminho.
Não quero saber somente
quem “eles” promovem.
Quero saber
quem merece ser promovido
pelo próprio mérito.
Porque quando a competência
precisa de padrinhos para subir,
talvez não seja o mérito
que esteja sendo premiado.
E quando “eles” fecham uma porta,
ainda resta ao poeta
uma janela aberta:
a liberdade de pensar.
— Romildo Portes Ferreira
O meu eu de 1975
Tenho vários “eus” dentro de mim.
Gosto de todos eles. Cada um viveu seu tempo, enfrentou suas dificuldades, teve seus sonhos, seus medos e suas escolhas.
Mas existe um que é especial.
Ele nasceu em 1975.
Foi assim.
Eu trabalhava como vendedor externo em uma empresa de materiais elétricos. Visitava empresas de grande porte na região de Guarulhos e, naquela manhã, estava na antessala do comprador da Philco, aguardando para ser atendido.
Havia outros vendedores esperando também.
Por curiosidade, comecei a mexer em um rádio que estava fixado em um painel de demonstração dos produtos Philco.
Não estava exatamente olhando para ele.
Estava tentando ligá-lo.
E não conseguia.
Foi quando um dos vendedores que estavam ali se aproximou, apertou alguma coisa e o rádio funcionou.
Ele olhou para mim e disse:
— Demorei para aprender. Outro dia fiquei um tempão tentando ligar. Fui mexendo nele até ele funcionar.
Rimos.
Como o comprador estava demorando para nos atender, começamos a conversar.
Foi uma conversa simples, dessas que normalmente começam e terminam ali mesmo.
Mas aquela conversa mudou a minha vida.
Ele trabalhava em uma empresa de Belo Horizonte, uma multinacional do setor energético, dividida em vários segmentos de produtos elétricos. Em um deles, estavam procurando uma pessoa para uma determinada função.
Ele perguntou se eu não gostaria de tentar.
Eu era jovem e solteiro, dois requisitos importantes para o trabalho, principalmente porque seria necessário viajar muito. Ele não poderia assumir a função porque era casado.
Fiquei interessado naquele “projeto”, mesmo sem saber exatamente do que se tratava.
Ele pediu que eu passasse no dia seguinte pela filial de São Paulo, onde me explicaria melhor.
Marcamos.
Foi então que descobri que aquela multinacional fabricava ferramentas especiais para trabalhos em redes elétricas de alta tensão.
Eram ferramentas fabricadas em fibra de vidro que permitiam ao eletricista trabalhar com a rede energizada, sem precisar desligar o sistema.
Para explicar melhor, ele fez uma comparação:
— É como se você estivesse tomando banho e precisasse trocar a resistência do chuveiro sem desligar a energia da casa.
Achei aquilo meio loucura.
Mas minha vontade era maior do que minhas dúvidas.
Talvez eu já fosse assim naquela época.
Tem pessoas que nascem como postes: ficam sempre no mesmo lugar.
Outras nascem como vento.
Eu nasci vento.
Não paro. Nunca.
Na semana seguinte, eu estava em Belo Horizonte para uma reunião com o presidente e o vice-presidente da empresa.
A entrevista foi objetiva.
Fiz o psicotécnico, acertamos a parte financeira e, quinze dias depois, lá estava eu mudando para Belo Horizonte.
Comecei estudando o material técnico.
Pela manhã, lia e estudava.
À tarde, tinha contato direto com as ferramentas.
Eram inúmeras.
A técnica de trabalho em linha viva, ou linha energizada, ainda estava começando no Brasil. Nos Estados Unidos e no Canadá também era uma tecnologia relativamente recente.
A empresa possuía um campo de treinamento onde os trabalhos eram simulados.
Ali eu treinava todos os dias.
Montava as ferramentas.
Desmontava.
Subia nos postes.
Descia.
Montava novamente.
E começava tudo outra vez.
Durante aproximadamente noventa dias fiquei naquele ritual.
Até que chegou o momento de sair do treinamento e enfrentar a realidade.
A empresa possuía um técnico que havia sido treinado pelos americanos. Ele seria responsável pela entrega das primeiras ferramentas vendidas no Brasil e também ministraria o treinamento aos eletricistas.
Agora seria de verdade.
Era junho de 1975.
A primeira operação aconteceu na Celpe — Centrais Elétricas de Pernambuco.
As ferramentas haviam sido adquiridas para trabalhos em uma linha de 69.000 volts.
Durante aproximadamente um mês, quase todos os dias, subíamos e descíamos das estruturas, trabalhando com a rede energizada.
Depois fomos para Curitiba, para a Copel.
Agora a tensão era de 230.000 volts.
Mais um mês de treinamento.
Na sequência, fomos para Paulo Afonso.
Ali o desafio era ainda maior.
A tensão da rede chegava a 500.000 volts.
Nessa operação, a empresa americana enviou um técnico para ministrar um treinamento chamado bare hand — trabalho com contato direto do eletricista com a rede energizada.
Quanto maior a tensão, maiores são as distâncias necessárias entre os componentes que isolam os cabos da torre.
Chega um momento em que o eletricista precisa ser conectado ao próprio potencial da rede, no ponto energizado, para realizar determinados serviços.
Para isso, utilizava-se uma roupa especial, extremamente condutiva, além de uma plataforma isolante que permitia levar o eletricista até o ponto de trabalho.
Era uma tecnologia que, para mim, parecia quase inacreditável.
Hoje, trabalhos desse tipo também podem ser realizados com o auxílio de helicópteros.
Depois de todo aquele período de treinamento, começamos a ministrar cursos para outras empresas.
Passei a atender São Paulo, trabalhando principalmente com a Cesp, a Eletropaulo e a CPFL.
Meu amigo ficou responsável pelo Norte e Nordeste.
Como aquela tecnologia era uma novidade no Brasil, algumas escolas de engenharia nos convidavam para fazer apresentações aos alunos e explicar aquela nova maneira de trabalhar com redes energizadas.
Aquela atividade acabou se tornando muito mais do que um emprego.
Era uma profissão.
Era uma especialidade.
E, de certa maneira, era uma parte da minha identidade.
Depois de alguns anos, meu instrutor abriu sua própria empresa e eu passei a atender também os clientes do Norte e Nordeste.
Foi quando comecei a perceber que estava sobrecarregado.
Eu já era casado.
E quase não parava em casa.
Vivia dentro de aviões.
Às vezes ficava quinze, vinte dias fora.
Até que surgiu um convite irrecusável.
Uma empresa de São Paulo havia se associado a uma empresa americana, concorrente daquela onde eu trabalhava, e me fez uma proposta.
O salário e a possibilidade de voltar a morar em São Paulo pesaram muito na minha decisão.
Aceitei.
Não foi fácil deixar a empresa que havia mudado a minha vida.
Foi ali que eu havia aprendido uma profissão que jamais imaginara existir. Foi ali que conheci a linha viva e descobri um caminho profissional que me levaria a lugares que eu nunca tinha imaginado.
Mas não havia outro jeito.
Fui admitido na nova empresa.
Comecei fazendo aquilo que sabia fazer: divulgando a tecnologia, visitando clientes e trabalhando com as empresas que já conhecia.
Parecia que começava uma nova etapa.
Mas seis meses depois aconteceu algo que eu não esperava.
A empresa americana que era sócia da empresa onde eu havia acabado de ingressar comprou a parte brasileira.
Mais uma vez, minha vida profissional mudou de direção.
Pedi demissão.
E recomecei.
Hoje, quando olho para trás, percebo que aquele rapaz que, numa manhã qualquer, estava tentando ligar um rádio na antessala de um comprador da Philco não fazia ideia do que aquela conversa iria provocar.
Ele só estava esperando ser atendido.
E, enquanto esperava, a vida apareceu.
Foi assim que nasceu o meu eu de 1975.
Um garoto e uma garota,
Não destinados a juntos ficar,
Mas mesmo disso sabendo,
Eles resolveram tentar,
Pobre história que não daria certo,
Mas seus corações lhe diziam corretos,
No início tudo era só amor,
Mas todos sabemos que o fim,
Será apenas de dor,
Pelo menos felizes estavam,
Por enquanto em perfeita harmonia,
Até que um dia acabou a alegria,
É o destino que lhes veio cobrar,
E então os jovens começaram a brigar,
Eles queriam achar um culpado,
Da relação ter dado errado,
E foi assim que o predestinado fim se instalou,
Foi com eles brigados que esta história acabou.
Cometi erros, mas não deixo que me detenham. Em vez disso, eu aprendo com eles. Eu me recupero dos meus fracassos e me esforço para me tornar melhor. Estou determinada a seguir em frente, mesmo que encontre mais desafios ao longo do caminho.
Aquilo que não me mata me fortalece
E é errando que eu estou aprendendo a acertar.... Força 💪 Foco 👀 e muita Fé 🙏
Gratidão senhor por mais uma semana.
Vamos que vamos
Ensinamentos do livro de Habacuque:
Eles não adoram outro deus, senão a sua própria força. 1:11
Senhor, como podes tolerar esses traidores, essa gente má? Esses malvados matam pessoas que são MELHORES que eles?
Ainda não chegou o tempo certo, porém ela se cumprirá sem falta, espere, ainda que demore, pois a visão virá no momento exato. 1:11,13.
Eles vinham orgulhosos, querendo nos destruir como quem mata um pobre em segredo. Vou esperar tranquilo, o dia em que Deus castigará aqueles que nos atacam. 2:3.
Contra atitudes MALDOSAS OCULTAS,.Deus vê.
Pois dá ao seu companheiro vinho misturado com Drogas, ele fica bêbado, tira a roupa e todos o vêem nu. É você que vai perder a sua honra e ficar coberto de vergonha. Pois o senhor vai fazer você beber do copo de sua IRA e você também ficará bêbado. Em vez de receber homenagens, você será HUMILHADO *bêbado=enganado
2:15,16.
Aí de vocês que ficam ricos pegando coisas que não lhes pertencem. Aí de você que encheu a sua casa com o que roubou dos outros. Construiu sobre um alicerce de crimes e injustiças. Todo o trabalho forçado que você conquistou não adiantará nada, tudo será destruído pelo fogo. Foi o Senhor todo-poderoso quem fez isso. 2:6,9,12,13.
Você destruiu as árvores e agora será destruído; você matou os animais e agora vai ficar com medo deles. Isso acontecerá por causa dos crimes, violências que você cometeu. 2:17.
Entre Livros e Sombras
Há livros que não apenas ocupam as mãos; eles transformam a alma.
Foi entre páginas silenciosas que compreendi que as sombras não são moradas, mas caminhos. Elas atravessam nossa existência como a noite atravessa o céu, sem jamais conseguir apagar a promessa do amanhecer.
Cada leitura me ensinou que a verdadeira sabedoria não está em possuir todas as respostas, mas em cultivar perguntas que aproximam o coração do eterno. Quanto mais conheço a vida, mais percebo o quanto ela permanece envolta em mistério.
Os livros me apresentaram autores que se tornaram mestres, pensamentos que desafiaram minhas certezas e palavras que enxugaram lágrimas invisíveis. E, entre tantas páginas, encontrei a presença silenciosa de Deus, conduzindo meu espírito com delicadeza e esperança.
Hoje caminho entre livros e sombras sem temor. Sei que as sombras passam, a verdade permanece e a esperança continua iluminando o coração de quem nunca deixa de aprender.
Porque, no fim, cada livro verdadeiro acende uma luz que continua brilhando muito depois que a última página é virada.
Enquanto
a FIFA pensa com os pés, os Futebolistas
não usam nem eles
nem as cabeças.
Quando o jogo passa a ser administrado mais como produto do que como arte, algo essencial começa a se perder.
O futebol, que nasceu da improvisação, da inteligência do corpo e da astúcia da mente, lentamente vai sendo comprimido em protocolos, métricas e decisões tomadas aos pontapés longe do gramado.
Quanto mais a engrenagem institucional tenta controlar o jogo, menos espaço sobra para os jogadores pensarem dentro dele.
Há uma ironia quase perfeita nisso: quando quem governa o futebol passa a “pensar com os pés”, transformando tudo em espetáculo coreografado, calendário saturado e regra calculada para o consumo, os protagonistas do campo acabam sendo treinados para obedecer mais do que para interpretar.
A criatividade cede lugar à execução mecânica; o gesto genial vira exceção, quando antes era linguagem.
O futebol sempre foi uma conversa entre pés e cabeça — entre instinto e inteligência.
Quando uma dessas partes é silenciada, o jogo continua existindo, mas algo de sua alma se dissipa.
A bola ainda rola — e até grita —, os estádios ainda vibram, os números ainda crescem.
Mas, pouco a pouco, o jogo deixa de ser pensado por quem joga e passa a ser apenas executado por quem mal assiste.
E talvez o sinal mais evidente disso seja quando os jogadores correm cada vez mais… enquanto o futebol parece pensar cada vez menos.
Somente os que Pensam com a própria cabeça gozam do privilégio de poder Errar. Só eles podem rever seus Pensamentos.
Errar, nesse caso, não é sinal de fraqueza — é prova de autonomia.
Quem pensa por conta própria aceita o risco de se enganar, porque sabe que a verdade raramente se entrega pronta e definitiva.
Ela costuma surgir aos poucos, no atrito entre convicções, dúvidas e revisões.
Já os que apenas repetem ideias herdadas, emprestadas ou impostas, quase nunca se permitem errar.
Não porque estejam mais certos, mas porque não foram eles que pensaram.
A convicção, quando terceirizada, vira armadura: protege da vergonha de mudar, mas também aprisiona na incapacidade de evoluir.
Pensar com a própria cabeça exige coragem — a coragem de sustentar uma opinião sem aplauso imediato e, principalmente, a coragem de abandoná-la quando ela se mostra frágil demais.
É um exercício permanente de humildade intelectual, onde o orgulho não está em nunca falhar, mas em nunca se recusar a aprender.
No fundo, revisar um pensamento é um gesto muito raro de liberdade, enquanto os que tropeçam na ilusão da convicção, alugando suas cabeças, não podem sequer repensar.
Porque só quem constrói as próprias ideias possui também as chaves para reconstruí-las.
A Mídia dá tanto palco aos Mitomaníacos que eles acabam virando mito na Política do Espetáculo.
E não porque suas histórias sejam grandiosas, mas porque a repetição lhes concede uma aparência de verdade.
O eco constante transforma delírio em narrativa, narrativa em crença, e crença em identidade coletiva.
O palco não exige compromisso com a realidade — apenas presença, intensidade e capacidade de prender a atenção de uma plateia já cansada de distinguir o que é fato do que é versão.
Nesse teatro, a mentira não precisa ser perfeita, basta ser conveniente.
E quanto mais escandalosa, mais ela se sustenta, pois encontra abrigo no desejo íntimo de muitos: o de acreditar no que conforta, mesmo que custe a lucidez.
O mitomaníaco, então, deixa de ser apenas um contador de histórias e passa a ser um fornecedor de sentido — ainda que distorcido — para uma audiência que já não suporta o vazio.
O problema não é apenas quem fala, mas quem aplaude.
Há uma cumplicidade silenciosa entre o palco e a plateia, onde a crítica é vista como ameaça e a dúvida como traição.
Nesse ambiente, a verdade se torna inconveniente, quase indesejada, porque ela exige esforço, revisão e, sobretudo, humildade.
E assim, a política se afasta da responsabilidade e se aproxima do entretenimento.
O debate vira espetáculo, a divergência vira torcida, e o compromisso com o real se dissolve na conveniência do aplauso fácil.
No fim, não são apenas os mitomaníacos que se perdem em suas próprias narrativas — é toda uma sociedade que passa a viver delas, nelas e por elas.
