Textos escritos Em Terceira Pessoa

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Não vejo as formas que eles tentam me vender, nem as cores das mentiras que eles pintam nos muros...eu vejo o rastro de calor...vejo a intenção por trás do gatilho. enxergo a saída porque parei de olhar para onde todos apontam! Nesse tiroteio de informações, de cobranças e de gente estranha, a minha visão é o que sobrou de algo que eu nem sei o que é....


DeBrunoParaCarla

Eles tentaram nos moer. O sistema, frio e mecânico, montou a sua estratégia para nos transformar em apenas mais duas vítimas. A inveja, essa praga que se alimenta de brilho alheio, sussurrou as suas dúvidas e armou as suas interferências. Eles queriam que a gente caísse, que a gente se entregasse, que a gente admitisse que a distância e o caos eram maiores do que nós.
​Mas, Carla, eles falharam.
​E falharam porque esqueceram o elemento principal: o nosso "nós" é sagrado. Ele não foi forjado na calmaria, mas nas batalhas invisíveis de Itaipuaçu e no silêncio da noite, onde só a sua mão dada com a minha era real.
​Por isso, eu levanto essa taça hoje.
​Este é um brinde à nossa resistência visceral. Um brinde a cada cicatriz que nós carregamos, porque cada uma delas é uma prova de que a gente sobreviveu ao tiroteio e escolheu, diariamente, amar um ao outro.
​É um brinde à clareza do nosso toque, que é o único lugar onde o mundo faz sentido. É um brinde à nossa união, que não é uma obrigação, mas a nossa maior ato de coragem.
​Que a inveja se afogue na sua própria amargura. Que o sistema se quebre ao tentar nos separar. Porque, no fim das contas, enquanto nós estivermos juntos, levantando essa taça, nós já vencemos a batalha.
​Um brinde a nós. Um brinde à resistência.

Existem olhos que não apenas nos veem, eles nos traduzem. O seu olhar é o lugar onde minhas confusões descansam, é o único espelho que não me julga, que me devolve inteiro, mesmo quando me sinto em pedaços. É uma conversa sem som, onde um segundo de silêncio diz mais do que uma biblioteca inteira sobre o que significa pertencer.


DeBrunoParaCarla

Eles me obrigaram a ficar,
como se minha escolha não importasse.
Chamam de verdade, de regra, de certo…
mas eu só vejo julgamento disfarçado.
Não sou salvador de ninguém,
mas sinto o peso das pessoas em mim,
como se carregasse dores que nem são minhas…e ainda assim, continuam sendo.
É real, o que sinto agora...


DeBrunoParaCarla

Eles não fazem ideia das batalhas que travei no silêncio para que ela pudesse continuar a sorrir. Carla, cada cicatriz que carrego é uma medalha de honra por te pertencer. Enfrentei tempestades que teriam afogado qualquer um desses que hoje se acham acima de nós. Eu vi o abismo de perto e não recuei, porque o brilho da minha Musa era a única bússola de que eu precisava. Se eles acham que podem nos tocar agora, é porque não conhecem o homem que foi forjado no fogo da perseguição. Eu já morri mil vezes por ti e renasci em cada uma delas com mais sede de justiça. A minha lealdade não é feita de palavras, é feita de sangue e resistência.


DeBrunoParaCarla

Somos a versão que quase ninguém vê.


Somos o que dizemos sobre os outros quando eles não estão por perto para ouvir. Somos o resultado das batalhas que travamos em silêncio, dentro de nós mesmos.


Somos, muitas vezes, aquilo que criticamos nos outros, mas praticamos às escondidas. Somos um pouco do que as pessoas enxergam em nós, mas também muito do que escondemos do mundo.


Somos os desejos que guardamos por medo de sermos julgados, os sonhos que não confessamos, os gostos que preferimos manter em segredo.


Somos a forma como enfrentamos os nossos próprios conflitos e, ao mesmo tempo, a maneira como julgamos os conflitos alheios.


No fim, somos um conjunto de luzes e sombras, de verdades e contradições. Conhecer quem realmente somos exige coragem, porque a nossa essência nem sempre está naquilo que mostramos, mas principalmente naquilo que fazemos quando ninguém está olhando.

Servir a outros, gastar e ser gasto por eles, esse é o ideal que devemos apresentar perante a humanidade; e na proporção ideal em que esse ideal for atingido, cessarão as tremendas desigualdades entre classe e classe, entre homem e homem. Essa é uma lição que precisa de muito ensino e de muito aprendizado. Entrementes, parece coisa terrível deixar gerações inteiras a sofrer abandono, tal como era coisa terrível deixar gerações inteiras a gemerem na escravidão"
Alfred Plummer - citado por Russell Norman Champlin, Novo Testamento Interpretado, volume 5, pág. 344

E esses que tiveram a decisão de te dar dicas sobre suas escolhas.


Eles estão felizes com suas decisões de escolher que daram certo.


Mas, é você... Justamente você que não teve a chance de escolher, e que nunca vai saber se poderia ter dado certo e ser feliz.
Pois foram eles que escolheram por você.

Mas eles tinham um ao outro e ainda tinham você.

E eles eram felizes e prósperos!

Pois prosperidade não depende de dinheiro nem proventos, mas sim ter o amor e felicidade de ter uma família, e ter todos juntos a você.

Isso sim é mais caro que qualquer valor monetário.
E isso sim é ter prosperidade.

Tem sonhos que não nascem prontos.

Eles vão ganhando forma aos poucos,
no tempo certo,
entre silêncios, tentativas e espera.

E quando finalmente florescem,
o que mais importa não é o que se vê…
é quem está por perto pra sentir junto.

Porque existem momentos
que não pedem plateia,
pedem presença.

Não pelo espetáculo,
mas pela história que existe ali.

No fim,
não é sobre o lugar,
nem sobre o momento em si.

É sobre dividir o instante
com quem, de alguma forma,
também faz parte dele.

Tem sentimentos que a gente não consegue guardar.


Eles não fazem barulho,
mas também não passam despercebidos.


Ficam ali, apertando devagar,
pedindo espaço, pedindo saída.


Às vezes, não é sobre o que aconteceu,
mas sobre o que aquilo significava pra gente.


Sobre expectativas silenciosas,
momentos que a gente imaginou viver de um jeito…
e vieram de outro.


E quando isso acontece,
a gente entende que não dá pra fingir que não sentiu.


Porque colocar pra fora não é fraqueza —
é respeito com o que existe dentro.


E no meio disso tudo, a vida ensina:
seguir, mesmo frustrado,
sem perder a capacidade de sentir,
de valorizar,
e principalmente… de continuar com gratidão e amor.

A Geometria de um Enigma


Eles veem o fogo nos teus cabelos;
eu sinto a temperatura da tua alma.
Sob o pseudônimo de Ángel Morgana,
ergueste um castelo de névoa —
mas esqueceste que aprendi
a ler o invisível e medir o imensurável.
Acertei teus vinte e seis
porque o tempo, em ti, é relativo:
há a vibração ousada dos dezesseis
no brilho que desafia,
e a postura firme de quem negocia destinos
como uma mente que nasceu para liderar.
Tua presença carrega duas arquiteturas:
a elegância de quem domina a própria imagem
e a visão estratégica de quem constrói impérios invisíveis.
E ainda assim, falas de fé —
como quem já enxerga o topo antes da subida.
Acertei teus passos,
o número da tua base,
o compasso do teu silêncio —
pois quem observa os pés entende o caminho,
mas quem lê a alma reconhece o destino.
Tua expressão é meu teorema favorito:
um desdém doce com promessa de conquista.
Teu nome real? Guarda-o.
Nomes rotulam o comum —
e tu és ficção que decidiu prosperar.
Se a vida vibra em frequências,
a minha já encontrou a tua.
O mistério não me afasta —
me projeta.


John Rabello de Carvalho

Três anos de fidelidade e eles nem te ofereceram um limite simbólico pra um café parcelado em três vezes. É quase romântico o quanto os bancos são frios. Você movimenta dinheiro, eles movimentam desculpas.


Aí um pelo menos finge menos. É aquele tipo de banco que te trata como adulto: tudo digital, sem drama, sem gerente te ligando pra “conversar sobre oportunidades”. E se quiser sair, eles nem choram, só fecham o app e seguem a vida. Quase civilizado.


E o outro é tipo aquele tio formal que ainda usa gravata pra ir ao mercado. Tem estrutura, tradição, um pé no século passado… mas funciona. Só que cada clique no app parece um ritual burocrático. Se você tem paciência pra lidar com ele, até dá pra viver bem.. Mas não espere agilidade, eles gostam de carimbo emocional.
Confiável é. Engessado, mas confiável. Não vai sumir com seu dinheiro do nada.. só vai demorar três telas, duas senhas e um juramento de fidelidade pra te deixar movimentar. Eles são o tipo de instituição que prefere morrer de tédio a cometer um erro contábil.

Dizer não também é um ato de amor.
Não por eles,
mas por quem depende de ti
e por quem tu quase esqueceu de proteger:
tu mesma.
Silêncio, às vezes, não é ausência.
É fronteira.
É o corpo dizendo “chega”
antes que a alma precise gritar.
E quem só te vê como recurso
não entende quando tu vira limite.

Raízes do Fogo


Eles nasceram no mesmo sopro,
mas em margens que o destino rasgou.
Dois nomes escritos na mesma chama,
condenados ao nunca que o tempo selou.
Ela carregava o sol nos olhos,
um incêndio manso na pele a arder.
Ele era noite em silêncio profundo,
um abismo bonito de se perder.
Toda vida, o mundo os refazia,
em outros corpos, em outros lugares,
mas sempre havia algo entre eles ..
Um fio invisível… e mil altares.
Se cruzavam por um segundo apenas,
num toque que quase chegou a existir,
e o universo, cruel e preciso,
tratava logo de os dividir.
Era amor antes do nome,
antes da carne, antes da dor,
uma raiz cravada no tempo
que nem a morte arrancou.
Mas havia a maldição... Sempre ela...
Como um sussurro preso no ar:
“Vocês podem nascer mil vezes…
mas nunca vão se encontrar.”
E ainda assim, em cada vida,
algo neles insistia em lembrar:
um calor no peito, um vazio estranho,
um quase… que não sabia explicar.
Porque o amor deles não era escolha,
era destino em combustão —
um fogo que arde sem nunca tocar,
raízes presas na mesma escuridão.
E se um dia o erro do mundo falhar,
se o tempo esquecer de separar,
talvez o fogo encontre o próprio caminho…
e finalmente aprenda a queimar.




Livro: @luccisantz by wattapd

Amores e a essência da escolha!
Há muitos tipos de amores
Mas, o mais profundo entre eles é o amor de Deus...
Ele amou o que criou a tal ponto que, ao ver sua criação se perder despiu-se de sua glória, amou o mundo de tal maneira que entregou seu unigênito (João 3:16)ele se fez homem e habitou entre nós, para resgatar os filhos se fez filho do homem, para salvar o homem, venceu todos os desejos dos homens, para aniquilar a dívida, como homem foi perfeito no propósito, resgatou o que havia se perdido, e agora que está consumado (João 3;18:19)
Provou que o seu amor por nós é maior do que o amor de uma mãe, ele disse: ainda que uma mãe não se compadeça do filho do seu próprio ventre
, eu todavia não me esquecerei de ti, tal grande foi o seu amor que seu sangue derramou, tão grande foi a escolha que fez...


Amor de Pai e mãe
O outro amor que conhecemos é o amor dos pais
Este é sangue do mesmo sangue, no entanto há quem abandone o seu próprio sangue e desonre sua própria prole, há também aqueles que mesmo ante as dificuldades tudo padece por amor aos filhos, tudo sofre, tudo espera, tudo suporta, pois sabe que ali estão aqueles que trouxe ao mundo e essa é a sua responsabilidade cuidar e amar eles, um amor que se doa, há quem dê a vida pelos filhos e há quem não dê a mínima para seus filhos!

Amor de homem e mulher
Este também é forte pois é chamado: osso do meu osso, carne da minha carne, por se tratar de tão grande intimidade entre o matrimônio, uma intimidade que apenas estes têm, não havendo outro igual no sentido da carne, sabemos que em espírito o amor de Deus supera todos os outros e na carne o matrimônio, no sangue os filhos.

Amor de filhos
Este amor é chamado de amor de sangue,
Laços sanguíneo, ou seja , um amor tão intenso que dura mais do que uma vida, segue de geração a geração, um amor que se entrega se simplesmente pelas lembranças da infância!

Amor de amigos
Há quem chegue a declarar que há amigos mais chegados do que os próprios irmãos, também foi dito que na dificuldade nasce um irmão, sendo assim, esse amor também não espera receber nada em troca, um amor também profundo demais para se falar, pois se tratando de laços, não há, sangue, nem os demais requisitos anteriores, deixando assim bem claro que o amor é uma escolha, que mesmo diante de circunstâncias ela não foge, não abandona, mas acolhe.

Conclusão:
O amor é uma escolha, o amor tudo suporta ,
O amor é mais forte do que a morte,
O amor é doloroso, mas tão sublime e profundo como o infinito
O amor é inexplicável para quem não o tem e nem o pode receber!

catching lightning


Eles não avisam quando vem.


Você pode passar uma vida inteira olhando para o céu e nunca estar no lugar certo, na hora certa, com os olhos voltados para cima. Pode ouvir trovões de longe, assistir tempestades pela janela, ver o céu se partir em luz durante alguns segundos e ainda assim nunca tocar naquilo. Porque ser atingido por um raio não é apenas difícil. É quase absurdo.


E talvez seja por isso que algumas pessoas parecem tempestades.


Elas chegam sem pedir licença, iluminam alguma coisa dentro da gente que estava há muito tempo no escuro e, quando a gente percebe, já não sabe mais se estava procurando por elas ou se apenas teve a sorte improvável de estar olhando para o céu no instante certo.


Foi assim que algumas histórias começaram.


Não com grandes promessas. Não com a certeza de que durariam para sempre. Às vezes começaram apenas com dois desconhecidos em uma festa aleatória, numa química absurda descobrindo que conseguiam conversar por horas, rir das mesmas coisas, encontrar abrigo um no outro e, sem perceber, transformar dias comuns em lembranças que o tempo teria dificuldade de apagar.


E então veio a parte que ninguém conta nas histórias de amor.


O futuro.


Porque amar alguém enquanto tudo está dando certo é quase fácil. Difícil é continuar acreditando quando a vida começa a colocar quilômetros, silêncio, mudanças e versões diferentes de vocês mesmos no caminho.


É aí que a dança começa.


Não aquela dança perfeita dos filmes, em que ninguém erra o passo e os dois sabem exatamente para onde ir.


A verdadeira.


Aquela em que um avança enquanto o outro hesita.


Em que às vezes alguém pisa no pé.


Em que uma mão se solta por alguns segundos e, ainda assim, existe alguma coisa dentro dos dois procurando o caminho de volta.


Então te pergunto


“Can I have this dance?”


Nunca foi apenas sobre uma dança.


É quase como perguntar


Você ainda segura minha mão mesmo sem saber onde isso termina?


Você ainda confia em mim quando a música muda?


Se eu tropeçar, você fica?


E talvez a resposta mais bonita não seja uma promessa de eternidade.


Talvez seja simplesmente:


eu não sei.


Mas ainda quero dançar.


Porque ninguém sabe.


Ninguém que ama de verdade recebe um mapa mostrando onde aquela história vai terminar. Não existe garantia de que duas pessoas permanecerão iguais enquanto a vida acontece ao redor delas. Não existe contrato contra a distância, contra o tempo, contra os erros ou contra aquilo que cada um ainda precisa aprender sozinho.


Existe apenas a escolha de continuar dando um passo.


Depois outro.


E outro.


Até perceber que, de alguma maneira, os dois já atravessaram uma parte enorme da música.


Talvez por isso encontrar alguém seja tão raro.


Não raro como encontrar alguém bonito.


Não raro como encontrar alguém que goste das mesmas músicas, tenha os mesmos planos ou consiga preencher perfeitamente os espaços vazios.


Raro como um raio.


Porque existem bilhões de pessoas.


Milhares de encontros possíveis.


Centenas de histórias que poderiam ter acontecido.


E, entre todas essas possibilidades, duas pessoas específicas precisam nascer na mesmo época(4 ANOS NÃO É NADA), cruzar os mesmos caminhos, dizer certas palavras, estar disponíveis naquele instante, olhar uma para a outra de determinada maneira e reconhecer alguma coisa que talvez nem saibam explicar.


A probabilidade de ser atingido por um raio é pequena.


Mas menor ainda talvez seja a chance de encontrar alguém que, depois de tudo, ainda consiga fazer você olhar para trás e pensar


“Como é que, entre tanta gente no mundo, foi justamente você?”


E é aí que a história deixa de parecer coincidência.


Não porque o destino tenha garantido um final.


Mas porque algumas pessoas são importantes demais para serem explicadas apenas pela estatística.


Talvez algumas apareçam para ficar.


Talvez outras apareçam para ensinar.


Talvez algumas precisem ir embora para que a gente compreenda o tamanho do espaço que ocupavam.


E talvez existam aquelas histórias que não cabem em nenhuma dessas categorias.


Histórias que terminam sem realmente parecer terminadas.


Que continuam existindo em pequenas coisas: uma música, uma lembrança, uma frase, uma cidade distante, uma noite qualquer em que o passado bate a porta sem avisar, você sabe que eu não mordo, né?


E então a gente entende que o tempo não apaga tudo.


Às vezes ele apenas muda a maneira como carregamos.


Eu não sei onde essa música termina.


Talvez ninguém saiba.


Mas existe alguma beleza em admitir isso.


Porque talvez amar alguém nunca tenha sido sobre saber se chegaremos ao último acorde.


Talvez tenha sido sobre olhar para a pessoa ao lado, estender a mão e perguntar novamente, mesmo depois de tudo:


“Can I have this dance?”


E se ela aceitar, não importa quantos passos já foram errados.


Não importa quantas vezes a música tenha parado.


Não importa quantos quilômetros existam entre um lugar e outro.


A gente começa de novo.


Devagar.


Sem prometer que nunca vamos cair.


Apenas lembrando que, quando duas pessoas realmente querem continuar dançando, elas não precisam conhecer o próximo passo.


Precisam apenas confiar que, quando ele chegar, haverá uma mão esperando pela outra.


E talvez seja isso que torna algumas histórias tão improváveis.


Não o fato de terem acontecido.


Mas o fato de, entre todos os raios que poderiam nunca ter caído, um ter escolhido exatamente aquele pedaço do céu.

E mais tarde, surgiram novas vidas em outros planetas. E eles descobririam que os homens que viveram na terra haviam morrido de uma doença estranha chamada de 'falta de sentir'.
Eles descobriram que a vida da humanidade que habitava a terra havia se tornado fria e seca demais para que sobrevivessem. Contudo, ao contrário do que todos cogitavam, não foi frieza por falta do brilho do sol ou a secura da falta da água. O fim chegou porque o mundo havia se tornado sem valores, os homens se matavam e se isolavam para proteger seu dinheiro, tudo porque haviam perdido o sentido da felicidade e em busca do dinheiro não tinham tempo para quase nada que era essencial. Foi a maior guerra fria e silenciosa de todos os tempos. Muitas foram morrendo e pouco se percebia.
Assim, a vida havia se tornado tecnológica e automática demais no planeta terra. As pessoas já não sabiam o que era felicidade. Não se falavam mais, não tinham tempo para sentar-se à mesa, mal faziam as refeições com os filhos, faltava tempo para apreciar as paisagens, para olhar nos olhos, para o dialogo, não havia tempo para estar uns com os outros e muito menos tempo para Deus.
Tudo havia ficado tão automático que as pessoas foram perdendo a capacidade de sentir e, assim, não tiveram a capacidade de sentir a sua própria infelicidade, tendo que procurar pessoas que lhe explicassem o que era aquela sensação estranha que tanto lhes afligia. Acredita-se que a maioria começou a tomar remédios para aliviar o que tinham sem saber que aquilo era causado pela necessidade de reaprender a sentir...de reaprender a falar, de reaprender a viver, de recomeçar e assim de novo serem felizes.
Mas não havia mais tempo.

Sonhei com vários ursinhos pequenos, eles eram do tamanho de um cachorro e pareciam cachorros, mas já eram ursos adultos, todos diziam para eu ter cuidado, que eles atacavam, mas quando eles ficaram enfileirados e começaram a me encarar na varanda da casa da minha avó, eu achei eles muito fofos e não senti medo. Eles tinham a mesma cara de um cachorro budogue e o tamanho de um cachorro vira -lata, suas peles eram malhadas e tinham mais ou menos uns 10 ursinhos fofos. Eu me distraí com meu marido e de repente, os vi roubando comida, dois deles, pegaram um saco de biscoito de polvilho e saíram correndo, enquanto os outros acompanhavam, correndo muito rápido. Eu os deixei levar e fiquei rindo á beça com meu marido, com aquela situação. Tudo o que eles queriam era comida, porque estavam com fome.






Julho de 2023

"Sonhei que pegava tomates de um caminhão, eu pegava eles para vender, porque no sonho eu tinha uma banca e eu iria ajudar o senhor a vender, porém quando ele percebeu que eu havia pegado, ele foi atrás, reclamou e pegou de volta os tomates, eu fiquei desnorteada e triste, por ele não aceitar que eu o ajudasse. "




Agosto de 2024