Textos de Mar
O CÉU DE MACAPÁ
Ela era tão bela quanto o mar
E tinha os olhos tão azuis
Como o céu de Macapá
Solitária como Piripirí,
Pobre como o Piauí
E tinha o rosto de anjos
Como quando os anjos tinham rosto,
E falava manso
Como quando os anjos falavam com o Senhor
E fazia-nos pensar no amor
Como quando conseguíamos pensar
E era triste como a Aldeota
Como uma jangada sem rota
Na imensidão do mar,
Só tendo o norte como referência,
Como quando tínhamos norte...
Agora na imensidão do tempo
Ela não é mais bela,
Não temos mais céu como o de Macapá
Não temos mais janela pra Piripiri,
Não temos a nobreza do Piauí,
Não temos mais rosto...
Ela era tão bela...
ILUSÂO
O que além do azul se perde no verde
Entre o mar e as estrelas,
Entre as vagas e as marolas?
A ilusão é como bolas de sabão
Perdidas na abóboda,
Um arquipélago de ilhas misteriosas
Consome o Japão,
Um Samurai com sua adaga a punir a traição;
Se eu não sonhasse nunca mais ruiria o templo,
O que temos de espírito.
Se eu contemplo esse palácio
A tua vaidade profana os ritos,
O horizonte se abre uma imensidão,
Mas o que é o horizonte
A não ser algo relativo a sua posição
E além do verde e do azul,
Da negritude, do que eu tenho de mestiço;
Caravelas e navio negreiros contribuíram com isso,
Do índio com o negro nasce o mameluco,
O que é mais romântico que nascer em Pernambuco
E pensar que é francês
Ouvir Asa Branca e cantar Ne me quitte pás,
Ilusão me espera com seus arreios
Cravejado de brilhantes e suas ferraduras de ouro
Para um passeio por entre e além do azul e do verde...
BALDARACCI
Laila,
Lá fora tem um mar,
Tem um mar de estrelas,
Têm estrelas do mar
Têm arraias, pipas, peixes papagaios
Tem um polvo gigante,
Um povo importante,
Tem um povoado onde urubu voa rasante
Farejando o lixo
Mas, o que importa?
Dorme teu sono de felino
Sonhando com os camundongos,
Mas saiba que o deus dos gatos é um rato
O deus dos gatos é um camundongo...
O deus dos tigres é um antílope...
O deus dos leões é um gnu
O Deus dos homens
Não é mulher nem homem...
Potencial Submerso
Você é um mar de águas claras, cheio de peixinhos, pedras brilhantes, água fresca.
Mas está em uma caverna, escondida.
Quando o mundo se revolta, você se encontra com o sol — mas te encontram também.
E te sujam.
Não deixam você ser quem você é.
Não deixam sua beleza se exaltar, muito menos aproveitam sua água fresca.
Matam seus peixinhos.
Te enchem de lixo.
Você simplesmente não consegue ser o melhor de você.
Não consegue ser você mesma.
Você tem tanto potencial...
Mãe , simplesmente mãe, de coração valente,seu amor por Pedro é farol em mar de tempestade, cuidando do seu filho com todo o empenho, transformando desafios em pura bondade.
Atravessa dias de luta e cansaço, com a força que só uma mãe pode ter,
enfrentando o autismo severo com coragem, ensinando o que é amar sem medida, sem ceder.
A apraxia da fala, TDI, TDAH, Seletividade alimentar, são batalhas diárias que você enfrenta, com paciência e dedicação infinita,
cada pequena vitória é uma conquista imensa.
Seu abraço é refúgio, sua presença, um acalanto, nos momentos difíceis, você é luz e esperança, com um amor que transcende qualquer obstáculo, você é heroína na jornada da sua criança, do seu Pedro.
Mãe Cris, sua luta é poesia, seu amor é força que não se mede, e no seu coração, a certeza de que, cada desafio é superado com fé e uma alma repleta de sede em amar.
O Amor que Mora em Si
Há um brilho que nasce no peito,
Um farol que guia, mesmo em mar estreito. É o amor-próprio, chama que arde, força que ergue, que nunca se tarde.
Mulher, tua essência é tua verdade,
Um universo pulsante de capacidade.
És fonte de amor que à família se doa,
Mas jamais esqueça: tua alma ecoa.
Lembra-te, és raiz e também flor,
Tens o direito de ser e sentir teu valor.
Nos sonhos que guardas, há vida a pulsar, nos passos que dás, um mundo a mudar.
Tua força é tua, teu tempo também,
Não te percas nas margens que a vida contém. Ser mulher é um voo de infinitas altitudes, éser pleno amor, mas com tuas virtudes.
Então, ama a quem amas, mas ama-te primeiro, és fonte e caminho, és teu paradeiro. Com o tempo ao lar e ao próprio querer, descobrirás que viver é também florescer.
Cocota
De manhã muito cedinho
Lá vou eu para o meu banho de mar
Visto o short, sai correndo
No caminho é só dizendo
Praia boa é Cocotá
Pulo pra lá e pra cá
Não me canso
Sou forte que nem Sansão
Tenho que ser véio macho
Dá pra caça, é muito baixo
Sou caboclo do sertão }bis
Chego na beira da praia
Com Helena meu amor
Dou mais de vinte mergulho, opa!
Véio macho! Sim senhor!
Reumatismo foi embora
Alergia se acabou
Para um banho medicina
Praia boa é Cocotá
Ilha do Governador } bis
FAROL
Do alto do morro do farol,
Vejo o mar, ah! belo mar,
E mais belo que o sol,
É poder te amar.
Do alto do morro do farol,
Vejo o dia findar,
Num belo pôr-do-sol,
E fico em ti a pensar
Desço até o cais lentamente,
Para o continente embarcar,
Entro no barco calmamente,
Contigo a sonhar.
No balanço do oceano,
Fito o infinito a imaginar,
Um te amo a murmurar,
Enquanto ano após ano,
No alto do morro o farol a iluminar
A rota dos marinheiros no mar.
E assim continuo,
De ti a lembrar,
Em sonhar,
Em te amar.
Autor: Agnaldo Borges
06/10/2017 – 17:54
Luiza tem o cheiro de poema e daquele mar azul em tarde ensolarada
Ao lado dela eu me sinto em um lugar feito de risos e sorrisos.
Ela é forte, decidida, sabe exatamente o que quer e o que não quer ! Ela é mulher de fé, mulher Deus como ela mesmo diz que é.
Ela é intensa, ama, sente, abraça e é verdadeira! Ela sabe se expressar e simplifica a vida.
Ela é prática. É livre de agradar aos outros. Diz aquele NÃO, puro, simples e sorrindo.
Ela tem raciocínio rápido. É inteligente. Criativa. Amável. Amorosa. Carinhosa e
Corajosa. Muito corajosa.
Ela é e sabe ser é graciosa, plena.
Me diz que quer ser bailarina, quer amar e se casar. Ela quer ser MÃE !
Eu a admiro.
SIM. Minha doce LUÍZA GARCIA SODRÉ.
A minha garota de faculdade que me foi apresentada pela Tia Grazy em pleno Maternal.
Há pessoas tão imersas em sua própria bolha, em seu mar de ignorância, que vendem os próprios olhos. Calam-se, negam a realidade e contradizem os fatos da vida.
Por outro lado, há pessoas sábias, que não se vendem, não se privam da realidade para além da própria vida, buscam por mais e não se limitam apenas ao que confirma suas próprias convicções. Mas, no fim, quem é de fato feliz? Aquele que tudo vê e tudo busca compreender, ou aquele que nada vê, mas a tudo julga como se soubesse?
O ego do ignorante é insaciável. Sempre quer mais, sem nunca buscar ser mais. Afunda-se em sua própria escuridão, tendo como única superficialidade a própria vida, esmagando-se sob a pressão do próprio ego e morrendo espiritualmente de hipotermia, congelado pela própria incapacidade de sentir empatia e humildade.
Do outro lado do mundo, há mulheres cheias de potencial, silenciadas de todas as formas possíveis por extremistas que dizem estudar e defender uma verdade absoluta. Um pouco abaixo, mulheres e meninas são mutiladas contra a própria vontade, tendo sua intimidade arrancada sem jamais terem cometido qualquer erro.
Ao seu lado pode existir alguém de rosto fechado, que não quer conversar, e você a julga pela sua própria conveniência, enquanto ela sequer consegue sorrir porque está vivendo um luto. Mas você não sabe disso, não é?
Discernir é necessário. Julgar sem compreender é perigoso. Para que julgar? Você realmente entende aquilo que defende?
Tive o desprazer de estar do outro lado: o lado das pessoas ignorantes. Todas reunidas em um só ambiente. Inexoráveis. Olhares cansados, sombrios, disfarçando a própria intolerância através de um livro que nem sequer leram por inteiro. Sempre os mesmos, escondendo seus atos atrás de desculpas fúteis, suficientes apenas para aqueles que não suportam o esforço de abrir os próprios olhos, pois nasceram cegos pela criação de quem também escolheu se vendar.
Hoje eu lhe pergunto: quem realmente se importa?
É certo que somos protagonistas da nossa própria história, mas será que ela é apenas sobre nós mesmos? Ser protagonista não significa ser hipócrita.
Seu protagonismo só começa quando você olha para quem está ao seu lado e, também, para quem está do outro lado do mundo.
Seu protagonismo começa quando você é a voz de quem não tem voz. Começa quando encontra seu fulgor ao olhar pelos outros, compreende o que se passa, toma boas decisões e, acima de tudo, não julga, mas ajuda.
Nem sempre é bonito estar de olhos abertos, mas é necessário.
Há pessoas que jamais tiveram a oportunidade de abrir os próprios olhos, enquanto você escolhe mantê-los fechados, trancando o próprio potencial e escolhendo ser apenas mais um.
Há pessoas que sofrem imensamente de formas que talvez você jamais consiga imaginar em sua vida lúgubre, porque só dariam valor caso o problema fosse delas.
Você, homem ou mulher, se estivesse no lugar de uma afegã, sofrendo agressões legalmente toleradas, sem poder estudar, trabalhar, falar livremente, fugir ou sequer ser vista, sendo abusada independentemente da sua idade... o que faria?
Nada.
Porque, quando um problema dessa magnitude é seu, muitas vezes você já não tem voz.
É justamente aí que a empatia entra.
Quando você percebe que, por mais improvável que pareça, um desconhecido — desde um cão abandonado até uma mulher no Afeganistão — pode precisar de você, entende que sua ajuda pode ser a diferença. Você pode ser voz. Pode ser luz. Pode ser alguém de olhos abertos.
Não é bonito.
Mas é necessário.
E torna-se bonito quando você decide ser necessário.
Teu OLhar
Teu olhar no meu olhar
Encanta-me o teu olhar
Teu olhar é profundo
Como o fundo do mar
Querendo me seduzir
Busco descobrir
O que ele tem a dizer
Resolvo te provocar
Se provocante vou bem fundo
Não te deixando fugir
Com esse teu olhar
Não tem como escapar.
.Teu olhar é versejar
É farol na escuridão
É peixe livre no mar
É pássaro na amplidão
É meu desejo de amar
É tudo afinal então.
Teu olhar
Tem algo de misterioso
Faz-me crer no impossivel
Faz do momento paraiso
Do futuro um grande risco
.Os olhos são um mistério
E guardam muito segredos
Quando me olhas faceiro
Me derreto por inteiro.
Navegando nesse mar azul
Vou seguindo estrelas do Cruzeiro do Sul
Em busca do teu olhar
Que insiste em ficar
Na prisão da minha alma
Que não quer se libertar.
.Teu olhar me fascina
Eu jamais esquecerei
Aquele olhar de menina
Que nos teus olhos achei.
Teu olhar é fascinante
De um brilho que alucina
Profundo e penetrante
Feixe de luz cristalina.
Poeta
Um mar estrelado, seus olhos olham abismado.
É tanta luz, é tanta beleza...
Quer colocar tudo em versos, com certeza.
Um murmúrio de águas cristalinas.
Perfeição da vida.
Caminhos que se cruzam.
Vida que encontra vida.
O poeta olha com seus olhos sensíveis...
Coração a tudo perscrutar.
Quantas maravilhas pra ele em versos colocar.
Um mar imenso de água tão salgada.
Um infinito que se perde... parece no nada.
As ondas que não param um instante sequer... a areia vem molhar... depois voltam pro infinito mar...
Vem e vão num bailado cuja música a brisa está sempre a tocar.
Poeta que tudo vê.
Toca com os olhos do coração.
A perfeita natureza a florescer,
O dia que morre na noite... que vê todo dia nascer,
Que se passa na alma do poeta?
Quanta sensibilidade nela há...
Em poucos versos toda a maravilha do mundo consegue ele poetar.
No seu âmago busca esperança.
Vê dias maus... vê sim...
Aceita a dor e cada uma do seu jeito.
Dentro do peito ajeita cada uma de um jeito.
Dessa dor
Um mar de sentimentos.
Um passado que não cansa de retornar...
E eu que só no presente queria ficar.
Minha vida se transformou num castelo intransitável.
Fantasmas descalços vêm ao meu encalço...
Fecho os olhos pra não os ver...
Mas o frio que com eles chega me faz estremecer.
Vivo como se espinhos tivesse cravados na alma.
Foi-se pra um lugar inatingível toda a minha calma.
Sofro... essa dor intrusa e hostil...
Fe em mim sua morada... fez-me presa do seu covil.
Coração amargurado
Coração solitário...
Um barquinho em alto mar
sem rumo a navegar.
Coração quebrado.
Em mil pedaços despedaçado.
Estilhaçado...
No fundo do mar mergulhado...
Quer vir à tona...
Precisa de ar.
Desesperadamente tenta se recompor.
Livre pra bater... viver um eterno e tranquilo respirar.
Coração reconstituído.
No vai e vem das ondas busca sentido.
Um vagalhão carrega-o pra bem longe.
No fundo... bem mais fundo...
Da borda continental às fossas abissais.
Volta refeito pro lugar para o qual foi feito.
Coração – bate no peito.
Constantemente por si próprio.
Esqueceu o que é ser amado.
Mas não esqueceu do coração cruel que transformou sua doce vida de mel...
No gosto mais amargo que o próprio fel.
Estrelas do mar
Não acredito mais.
Cansei de chorar... implorar.
Fecho os olhos pra não sentir mais nenhuma emoção.
Consigo assim anestesiar meu coração.
Cansei dos que dizem que preciso me redimir.
Redimir do quê?
Tentei andar na linha...
Tentei me esforçar a caminhar na luz.
Tentei me fazer perfeito o tempo todo.
Mas... o que ouço é: ‘pare de ser quem é!”
Sim, cometo erros.
Mas não são de propósito.
Tento acertar... juro que tento.
Mas... já percebi: a todos não consigo agradar.
Minhas emoções estão à flor da pele.
Algo, que nem sei explicar o que é, me fere por dentro... me aperta no peito...
Sou mesmo um marginal?
Sigo realmente caminhos opostos ao de todos?
O que eu tenho de tão errado?
Meu sonho: entrar em um barco de estrelas do mar...
E deixar o mar pra onde bem quiser me levar.
Livre... de tudo e de todos... só quero me livrar!
Você acorda e olha o mundo ao seu redor. Ouve o barulho do mar enquanto corre na orla... vê o horizonte se cobrindo de cores enquanto o sol nasce.
O mundo pode ser um lugar maravilhoso. O gosto do café forte, o crocante do pão, a manteiga que desliza por sua garganta sem esforço algum...
O suco da fruta... supersuco... as frutas, coloridas, perfumadas e saborosas... como as lindas flores que você ganhou ontem.... e agora estão naquele vaso maravilhoso sobre a mesa da sala.... colorindo, alegrando, perfumando sua casa... sua vida.
Da sua varanda você vê o mundo...
Um mundo perfeito... quando você está de olhos bem fechados. Tudo é tão perfeito!! Você até pensa que nem merece tanto.
Mas... a realidade é outra coisa. É dura, cinza, malcheirosa, duvidosa... Aí sim... esta é a sua vida de verdade: crueldade.
E você só queria que houvesse um mundo do qual pudesse fazer parte... um mundo igualzinho com o que você sonha, um mundo mais simples... um mundo no qual sua felicidade não precisasse acontecer à custa da felicidade de ninguém... de outrem.
Um barquinho de esperança...
num mar de incertezas...
a vida ao sabor das ondas...
pra lá... pra cá... pra lá... pra cá...
Dia e noite, noite e dia...
tenta preencher sua vida de alegrias vazia...
pra lá... pra cá... pra lá... pra cá...
monotonia, monotonia, monotonia...
a única certeza: a morte
Encontrar Jesus seria sua maior sorte...
pra lá... pra cá... pra lá... pra cá... pra lá...
se não encontrar... vai lhe tragar a morte.
E fim.
Triste fim
Um dia vou jogar no mar minha vida.
É o mar minha única saída...
Tentei viver uma vida normal...
Mas estou tão imersa em minha dor
Que mato todo sinal de amor...
que de mim se aproxima.
Triste mesmo esta minha sina.
Tenho meus segredos.
Tenho meus planos.
Tento viver meu lado mais humano...
mas meus atos são sempre tão desumanos.
Hoje não está nada bem.
Trovões e solidão povoam meu coração.
Um dia eu mato essa dor.
quem não me conhece, talvez vá chorar...
vai pensar: 'por que será que ninguém fez nada pra ajudar?'
É... ninguém fez...
ou... fez sim...
quem podia ajudar me empurrou ainda mais para esse triste fim.
E fim!
Saudades do meu Açores
Atravessei o mar...
Nem sabia aonde ia dar.
Aqui cheguei.
Mas meu coração lá deixei.
Quanto tempo faz?
Nem lembro mais...
Da memória apaguei o que por aqui passei.
Diante de mim um mar de azul sem fim...
Passa um veleiro.
Um lenço branco a acenar.
Saudade como veneno em minhas veia a entrar.
Lembranças do meu Açores:
Vila do Corvo onde nasci.
Toda a minha infância lá vivi.
Vila pequenina.
Casas branquinhas baixinhas.
Sobem encostas ruas sinuosas.
Ruas de uma limpeza intensa onde respiro amplidão.
Açor – arquipélago que abriga todo o meu amor.
Há lá um brilho de névoa no ar trazido pelo mar...
que todas as Ilhas está a circundar.
Hoje cá estou – neste Brasil varonil.
Meu coração, porém, lá está onde o mar carrega meu Açores nas mãos.
Não vivo
Tu e eu.
O mar.
O sol e o ar...
Entre nós dois uma espessa neblina.
Queria que fosses minha, linda menina.
Do amor não esqueço a magia...
Queria poder te dizer tudo o que sinto, um dia.
Da cumplicidade de sentimentos.
Da paz de nossos momentos.
Do meu amor que explode por dentro.
Menina, dos cabelos de caracóis...
Por ti esperarei milhares de sóis.
Loucuras que não vivi.
Dor que sozinho sofri.
Do presente – que não posso te ter bem aqui.
Do futuro – que não posso pensar sem ti.
Não vivo.
Bem lá na frente: não quero repetir que não vivi.
