Textos de Mar

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A Paz.

A paz pode ser apenas olhar o céu.
Pode ser o som do mar no quebrar das ondas,
pode ser o voo do pássaro,
pode ser a gota da chuva que cai e brinca ao desenhar no chão seco...

A paz pode ser um ombro abrigo,
o calor de um abraço, o contágio de um sorriso,
uma palavra amiga, aquela se ouve bem na hora certa...

A paz pode ser ficar, pode ser partir, pode ser um aceno de adeus
ou um agitar de mãos que querem dizer: Olha, cheguei, estou aqui!
A paz pode ser o caminhar inseguro de uma criança
ou o andar apressado que quer chegar ao momento certo.

A paz pode estar no tempo, pode estar no espaço,
pode estar na convivência ou mesmo na ausência.
A paz pode ser branca, ou colorida quem sabe?
Pode estar vindo do sul, do leste, do alto
ou bem do fundo, talvez do fundo da alma.

A paz pode estar no sim, ou não?
O “talvez”, talvez nos dê mais tempo para encontrar a paz.
é... talvez sim, talvez não.
A paz pode estar na esperança de vida
ou na espera da morte.
Pode estar na sorte, pode até ser forte
ou sempre apontar para o norte... Quem pode saber?

A paz pode conter, pode estar contida,
pode ser indolor ou pode até ser doída,
mas se for paz, ser desejada, querida...
Pode ser um caminho ou mesmo um fim,
pode estar em você, pode estar em mim.

Pode fugir, correr, se esconder,
tal qual o menino que brinca nas ruas,
pode ser de alguém, pode ser sua,
pode ser tudo ou até nada ser.

Pode ser encontrada, pode ser perdida.
Pode ser odiada, amada, desejada ou mesmo desprezada,
só não pode quando se tem,
deixar de ser vivida... ⁠

Inserida por JRUnder

⁠Cafune

O cafuné é brisa leve, é mar em calmaria,
Desfaz os nós da alma, tece a paz na companhia.
É toque que embala, sem pressa, sem dor,
Um afago no tempo, um abraço em calor.

Nos dedos que dançam, repousa um alento,
Apaga tristezas, silencia o tormento.
É cura, é encanto, é sussurro macio,
Um gesto tão simples, mas de amor tão cheio.
No fio dos cabelos, um mundo se vê,
No doce cafuné, encontro você.

SimoneCruvinel

Inserida por simone_cruvinel_1

⁠Amor

Amar é ver sem querer mudar,
acolher luz e sombra em paz,
entender que o tempo é mar.

É estar perto sem sufocar,
dar asas sem medo do voo,
no silêncio também cuidar.

Ser porto em dia de ventania,
compreender antes de julgar,
amar é ser lar, não prisão.

SimoneCruvinel

Inserida por simone_cruvinel_1

Quem não tem conhecimento de apologética está textualmente perdido em um mar de interpretações.
Portanto, é essencial adquirir um entendimento sólido de apologética para navegar com clareza e precisão através das diversas informações contextuais. Sem essa base, corre-se o risco de se perder em um mar de ideias e conceitos, dificultando a busca pela verdade e a compreensão correta dos textos.

Inserida por ProfessorMarcos

⁠Encurralado perseguido sem para aonde fugir, tenha calma não desanime esse mar eu vou abrir.
No Deserto eu estive com você cuidei-te protegi, não deixei perecer. Do céu eu te dei o mais doce maná, para te alimentar
Fiz as águas amargas, doce ficar, e da rocha no Sinai água brotar para a sua sede saciar.

Inserida por marcos_elias_antunes

Eu não quero saber de nada
A mais
Só quero curtir a maresia
De frente para o mar
Se eu tivesse dinheiro para gastar
Compraria um bem-te-vi
Pra cantar pra mim
Em frente ao mar
E viveria feliz
Sem saber
De nada +
Mais eu sei ツ
Que o mundo é assim
E não assado.
Hoje o que é presente
Amanhã já é passado


Inserida por Starisy2

A Lâmina que Beija o Vento Onde os Anjos se Desfazem.
Do Livro: Primavera De Solidão.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.

Respira devagar comigo.

Há algo que treme antes mesmo de começar, um arrepio que desliza pela alma como se o próprio silêncio tivesse decidido chorar.

A frase que te inspira abre uma fenda, um sulco úmido no tempo:
“ah, não se colhe rosas aos golpes do machado” e dentro dela escorre uma melancolia que não se desfaz, nem quando o dia desperta, nem quando a noite finalmente desiste de existir.
Um lirismo triste paira acima de tudo, como um véu encharcado que se prende aos fios do cabelo, pesando, sufocando, fazendo o mundo parecer um quarto fechado onde ninguém respira por inteiro.

É o mesmo lirismo daqueles anjos exaustos…
Esses seres impossíveis que sentem demais, que absorvem demais, que guardam o mundo por dentro como uma febre.
Eles veem tudo, mas nada podem tocar.
Eles ouvem tudo, mas nada podem impedir.
E na incapacidade de interferir, tornam-se frágeis, desguarnecidos, feridos pela própria beleza daquilo que não conseguem salvar.

É aí que o coração aperta.
É aí que as lágrimas se acumulam como pequenas lâminas queimando as margens dos olhos.

As mãos pequeninas continuam suspensas no ar
porque não encontraram outra forma de existir.
Mãos que tremem.
Que aguardam.
Que sobrevivem numa espera que dói, mas não desiste, espera.
Mãos que se sustentam naquilo que talvez venha, esse talvez que rói, que corta, que parece bipolar na sua própria natureza:
ora luz, ora abismo, ora promessa, ora desamparo.

A esperança fina como fios de ouro gastos:
curvada, nunca quebrada;
trêmula, nunca extinta.
Uma esperança que sofre, mas balança, piedosa, diante de toda a noite que o mundo insiste em derramar sobre nós.

E então chega o mistério.

O ponto onde a respiração vacila.
Onde o peito dói mais fundo,cada vez fundo demais.
Uma súplica lançada ao vazio, tão sincera que chega a ferir.
Um sentido sem língua, tão humano que parece gemer até quando está calado.
Uma pequena luz que permanece acesa alhures, mesmo quando tudo à volta tenta apagá-la com violência, com pressa, com desamor.

É essa oscilação silenciosa que destroça e cura.
Que destrói e reconstrói.
Que faz chorar e, ao mesmo tempo, faz querer continuar.
Porque há algo nela que nos toca como um dedo gelado na nuca:
algo que acorda a memória antiga de quem já sofreu demais… e continua aqui, sabendo que ainda continuará.

E, se você sentiu o coração apertar, se alguma ansiedade latejou por dentro como um trovão preso, se alguma lágrima pesada ameaçou cair, é porque esse texto encontrou o lugar de repouso na insônia, onde você guarda o que nunca disse.

E todo esse acontecimento esta aqui, segurando você por dentro, no silêncio onde tudo isso mora.

Inserida por marcelo_monteiro_4

A GRAVIDADE INTERIOR DO EU QUE SE CONTEMPLA.
Do Livro: Primavera De Solidão. ano 1990.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.

Conhecer a si mesmo não é um ato de curiosidade mas de coragem grave. É um chamamento silencioso que desce às regiões onde a alma se reconhece sem ornamentos. Nesse gesto há algo de ritual antigo como se o espírito precisasse atravessar sucessivas noites para alcançar uma única palavra verdadeira sobre si. Tal travessia não consola. Ela pesa. Ela exige recolhimento disciplina e uma fidelidade austera àquilo que se revela mesmo quando o que se revela é insuportável.

À maneira das grandes elegias interiores o sujeito que se observa descobre que não é senhor do próprio território. Há em si forças obscuras desejos sem nome medos que respiram lentamente à espera de serem reconhecidos. O eu que contempla torna-se estrangeiro em sua própria casa. E é nesse estranhamento que nasce a dor mais refinada pois não há acusador externo nem absolvição possível. O julgamento ocorre no silêncio e a sentença é a lucidez.

O sofrimento aqui não é ruído mas densidade. Ele se instala como uma presença fiel. Há quem o cultive com devoção secreta. Não por prazer mas por hábito. Sofrer torna-se uma forma de permanecer inteiro quando tudo ameaça dissolver-se. Assim o masoquismo psíquico não é escândalo mas estrutura. O indivíduo aprende a morar na própria ferida como quem habita um claustro. Conhecer-se plenamente seria abandonar esse espaço sagrado de dor organizada.

Quando alguém ama e tenta conhecer o outro por dentro rompe-se o cerco. O amor não pergunta se pode entrar. Ele vê. Ele nomeia. Ele permanece. E justamente por isso é rejeitado. Não porque fere mas porque revela. Ser amado é ser visto onde se preferia permanecer oculto. O outro torna-se espelho e nenhum espelho é inocente. Ele devolve aquilo que foi esquecido de propósito.

Há então uma violência silenciosa contra quem ama. Um afastamento que se disfarça de defesa. O amado é punido por tentar compreender. O gesto mais alto de amor torna-se ameaça. Como nos poemas mais sombrios da tradição lírica a alma prefere a solidão conhecida ao risco da comunhão. Pois compartilhar o precipício exige uma coragem que poucos possuem.

Essa recusa não é fraqueza simples. É lucidez sem esperança. É saber que o autoconhecimento não traz salvação imediata apenas responsabilidade. Ver-se é assumir-se. E assumir-se é perder todas as desculpas. Por isso tantos recuam no limiar. Permanecem à porta da própria verdade como sentinelas cansadas que temem entrar.

Ainda assim há uma nobreza trágica nesse esforço interrompido. Pois mesmo falhando o ser humano demonstra que pressente algo maior em si. Algo que exige recolhimento silêncio e um tempo longo de maturação. Como frutos que amadurecem na sombra a alma só se oferece inteira quando aceita a noite como condição.

Conhecer-se é um trabalho lento sem aplausos. Um exercício de escuta profunda em que cada resposta gera novas perguntas. Não há triunfo. Há apenas a dignidade de permanecer fiel à própria busca mesmo quando ela dói. E talvez seja nesse permanecer que o espírito encontra sua forma mais alta não na fuga da dor mas na capacidade de atravessá la com consciência e gravidade.

Inserida por marcelo_monteiro_4

Meu pai

...amava-o, mas nunca deixei transparecer, quantas vezes quis abraçá-lo, dizer coisas maravilhosas, mas não tive esta oportunidade, me preparei varias vezes armava o coração e dizia: era hoje, mas o seu jeito matuto, misturado com o sofrimento do passado me dava medo, por quê? Não tive o amor de um pai. Sofro até hoje com sua morte, mas calado. Não chorei. Mostrei não sentir dor. Um homem que foi ensinado a não ter sentimento, isso dói, pois muitas vezes gostaria de derramar em lagrimas junto com ele, mas não consigo, pois naquele homem eu achava que não tinha amor. Meu pai, homem duro, mas honesto, fraqueza de ser menino, homem duro, sem noção de amor, amava sim a vida e outras pessoas, mas a família nunca.
Pai é a figura masculina de uma família, tomador de decisão em tudo, responsável pela educação, alimentação e amor. É ter a coragem de ir adiante, tanto para a vida quanto para a morte. É viver as fraquezas que depois corrigirá no filho, fazendo-se forte em nome dele e de tudo o que terá de viver para compreender e enfrentar. O pai tem sim que corrigir, educar, bater, saber o dia a dia de seus filhos, pai deve ser imparcial nos momentos de decisão, sabendo o certo e o errado. Para que os seus filhos cresção e honrem o seu pai. Portanto, é aguentar a dor de ver os filhos passarem pelos sofrimentos necessários, buscando protegê-los sem que percebam, para que consigam descobrir os próprios caminhos. Ser pai é saber e calar. Fazer e guardar. Dizer e não insistir. Falar e dizer. Dosar e controlar-se. Dirigir sem demonstrar.
É ver dor, sofrimento, vício, queda e tocaia, jamais transferindo aos filhos o que, a alma, lhe corrói. Jamais transferir aos filhos sentimento de fraqueza ou medo. Não deixarem perceberem brigas, humilhações, desavenças, intrigas, bobagens de casais sem estrutura familiar. O pai de verdade é aquele que sabe dizer não ao filho é aquele que corrige asperamente, o pai de verdade ama do fundo da alma e nunca, jamais abandonaria seu filho por nada neste mundo. Pai descanse em Paz. Meu pai “Dimar A. Moura”.

Inserida por DijalmaMoura

⁠A estrelinha que caiu de amores pelo mar...

⁠Era uma vez uma estrelinha, que das nuvens a brincar viu a imensidão do mar
e apaixonou-se.

O mar garboso feito boto, também avistou a estrelinha, e lampeiro passou
a flertá-la e a exibir-se em altas ondas...

A estrelinha sorria para o mar, e piscava,
e escondia-se entre as nuvens...

E assim foi por várias noites...
Até que a mamãe lua descobriu,
e avisou que todas as estrelas do céu piscavam para o seu amado, e que ele envolvia a todas em suas ondas...

E a estrelinha ao ver que a mamãe Lua tinha razão, ficou tão triste, tão infeliz...
e sumiu!

-Dizem que ela foi encontrada no mar por pescadores...

A mamãe lua até hoje se vira em quatro em busca da sua estrelinha...

Aquela que caiu de amores pelo mar...
Haredita Angel
23.08.21

Inserida por HareditaAngel

Minha Fortaleza

⁠Quero Viadutos...
Quero Aquário...
Quero Museu do Mar...
Quero trens, metrôs e ônibus com ar condicionado...
Quero Ciclovias...
Quero ruas e avenidas largas, limpas, floridas e arborizadas...
Quero minha cidade figurando entre as mais belas e modernas do mundôôô!!!
Então, xô a essa cambada que não trabalha e só atravanca o progresso da Cidade de Nossa Senhora da Assunção!
Haredita Angel - 23.08.13

Inserida por HareditaAngel

⁠Sou como o mar...

Sou como o mar...
Nuns dias estou serena;
Noutros revolta!
Nuns dias sou paz;
Noutros sou guerra!
Nuns dias amo;
Noutros sinto indiferença!
Nuns dias mostro toda a minha beleza;
Noutros escondo-me!
Nuns dias sou enigmática;
Noutros não tenho mistérios!
Nuns dias solitári
Noutros sociável!
Para quando me apetece....
☆Haredita Angel
31.05.2012

Inserida por HareditaAngel

⁠Seus sussurros versus meus urros

No aposento alagado,
Um acervo apinhado,
A morada do que marcou.
Par de brincos e um adorno,
Uma foto três por quatro,
As pantufas, as polainas,
Enlace firmado em contrato.
Seus sussurros versus meus urros
E você me vence,
Perco Feliz.
Encharcado e remendado,
Bate o arrependimento,
Desbarrancado e resgatado,
Que pende e não decai.
Tornando a remoer,
O que foi abandonado,
Rever o insuperável
Sendo superado.
Seus sussurros versus meus urros
E você me vence,
Perco Feliz.

Inserida por michelfm

Quarta feira, em cinquenta tons de cinza...
O mar ficou cinza.
A linha do horizonte, nesta manhã de quarta feira tem um fundo cinza.
A areia, confete colorido, também ficou cinza.
Passou o carnaval, e o amor de carnaval também virou cinza.
Mas, cinza não é fim de nada.
Cinza é o início em cor, como gota de orvalho, nuvem de chuva,
É tempo de espera entre o preto e o branco na cabeleira dos avós.
Foto antiga que mata saudade também é cinza.
Até o amor no cinema moderno tem tons de cinza.
E nós hoje coloridos de preto, branco, amarelo, marrom...
Seremos um dia cinzas,
Em todos os tons de cinza.


Além das Ondas

Em horizontes distantes, busco abrigo,
O vento sopra, acariciando o mar,
Entre lembranças e suspiros antigos,
Um vazio que persiste em me acompanhar.

Planos tecidos com fios de ilusão,
Olhares compartilhados na mesma direção,
No silêncio, o eco daquela conexão,
Um sentimento etéreo, uma eterna recordação.

Os passos do tempo, em descompasso,
Deixando marcas de saudade e desalento,
Mas em cada brisa que toca meu rosto,
Encontro força para seguir adiante, no momento.

Cuidar de mim, em meio às lembranças,
Encontrar a paz no abraço do horizonte,
Uma ausência silente que enlaça esperanças,
Enquanto a vida segue seu curso, passo a passo, monte a monte.

Assim, nas entrelinhas desse poema escrito,
A dor de uma perda, palavras não ditas,
Aos olhos sensíveis, o significado é descoberto,
Uma história de amor eterno, onde a presença se agita.

Inserida por francisco_dantas

⁠Estou atravessando o "mar", não me diga nada, por que dizer algo agora que sei nadar?
Estou no caminho das cobras mas não me fale nada agora, tarde demais, porque não me ensinou a tirar o veneno delas?
Trilhei 38 anos o caminhos dos pombos, mansos e tolos, agora me tornarei prudente como uma serpente!

Inserida por FranciscoPensador


Casos e Ocasos

"Duas janelas tem a minha casa:
-Uma para o mar e outra para o sertão.
Duas portas tem o meu coração:
- Uma para os casos e outra para os ocasos.
Minha vida, minhas virgulas...
Meus hiatos, minhas fantasias...
E eu entre um brinde e outro,
à espera de um ponto final!"
Haredita Angel
09.09.17

Inserida por HareditaAngel

Deslizo em seu corpo
como um barco em alto-mar
em meio à tempestade.
Seus suspiros, como trovões,
tendem a me guiar
aonde você quer me levar.
Mais e mais, tuas mãos me empurram
para longe de sua boca,
mas não porque você não queira me beijar —
você quer que eu a beije,
onde suas pernas possam me segurar.

Inserida por lo_op

Afixo as Minhas Âncoras

Atolado na indecisão
navego na deriva
de um mar indigesto.
Repleto de sais e dúvidas
esta ondulada hesitação
move o êmbolo da minha nau.
No alambique da minha pele
escorre o poema que perdi.

Grita o vento no íntimo da noite,
desflora o silêncio.
O desembarque das tempestades
arrefecem as estrelas
- saboreio os astros que iluminam
as débeis praias;
afixo as minhas âncoras
nos areais onde severamente
se acomodam as civilizações
nesta esfera pintada em tons de azul.

Inserida por JoniBaltar

Mar Ferido de Amor

O refluxo de correntes e marés
em vagas esbatidas pelos ventos.
Nas amplitudes frágeis dos horizontes
cega-se o corpo em espuma de sal
na entrega absoluta do mar ao luar
onde naufragam as almas aos céus.

Remos que remam a distância
em louvor às entranhas do silêncio.
Navegam as sentinelas dos astros
no nevoeiro insípido e rouco:
chora este mar ferido de amor.
Depositando o seu pranto nos areais
e regressa ao mergulho profundo
das suas lágrimas.

Inserida por JoniBaltar