Textos de Mar
O mar é o coração de Deus
E no meio de tudo isso está o mar
Imenso, misterioso e sublime
Que nos convida a refletir
Sobre a grandeza do divino
O mar é um espelho da alma humana
Com suas marés que sobem e descem
E suas ondas que vêm e vão
Assim como nossas emoções
Mas o mar também é um mistério
Uma imensidão sem fim
Que nos faz sentir pequenos
Diante da grandiosidade do universo
E é nesse momento que entendemos
Que somos parte de algo maior
Que nossa existência é passageira
E que devemos buscar a evolução
Pois assim como o mar evolui
Com suas ondas que transformam a costa
Nós também podemos evoluir
Com nossas escolhas e nosso amor
E quando finalmente compreendemos
Que estamos conectados ao divino
Que somos um com o universo
Encontramos a paz interior
E o mar continua a pulsar
Como o coração de Deus
Nos lembrando que somos parte
De algo maior e mais profundo
Então mergulhe nas águas salgadas
E sinta a energia do mar
Deixe-se levar pelas ondas
E pelo amor que nos une ao criador.
De olhos negros que brilham como o mar,
E curvas que fazem o sol suspirar,
Ela caminha graciosa e serena,
Tão bela que até mesmo a aurora inveja.
Seus cabelos negros como a noite,
Refletem estrelas em seu rosto encantador,
E sua pele morena como o barro,
Traz à mente do poeta a pureza do amor.
Oh! Como ela é bela, inspira mais paixão,
Com lábios vermelhos como a rosa rubra,
E seu sorriso tão encantador como a canção.
Como um feitiço a envolver, ela conquista,
Acalentando o coração do homem
Que admira a beleza, que há quem resista.
A Ponte
O mar é um oceano vasto,
Que se estende além do horizonte,
E nele há uma ponte construída,
Que desafia a razão e a mente.
Uma ponte que vai para longe,
Tocando as nuvens com seus pilares,
Segurando-se entre o céu e o mar,
Unindo as terras e os mares.
Desafiando a tempestade,
Resistindo às ondas e ao vento,
Ela se mantém imponente,
Conquistando o espaço e o tempo.
Sua trajetória é uma busca,
Por um caminho sem fim,
E sua estrutura é a defesa,
De um sonho que não tem fim.
E enquanto a ponte se expande,
Ganhando cada vez mais espaço,
Seguimos confiantes em frente,
Caminhando em seu abraço.
Assim, a ponte nos ensina,
Que a vida é uma jornada sem fim,
E que, para chegarmos ao destino,
Precisamos vencer o tempo e o vento,
Conquistando, a cada dia, nosso caminho.
A busca é vã, por sentido e razão
no labirinto da existência, é fatal navegar sem rumo nesse mar de vileza
sem saber o destino, é a luz ou a treva?
Em meio ao caos, o desalento
não há esperança no coração
o que nos mantém em movimento
e nos faz acreditar na evolução.
Assim, seguimos em frente, na luta constante em busca da verdade,
do amor e da paz, rumo adiante.
A vida é um filme sem final feliz
uma viagem sem roteiro definido
O homem, esquecido navegante
O Peso do Mundo
A medida das coisas, o peso do mundo,
abismo profundo onde o mar se desfaz.
As costas do homem, forjado do barro,
o medo da morte, açoite voraz.
A busca insalubre nas ondas do vento,
sonhos abortados, perigos sangrentos.
A paz, utopia no vasto existir,
a sorte que foge, um monstro a engolir.
Davi e o gigante, um conto farsante
que não se refaz.
No campo terreno, a luta se perde,
o forte e o fraco bebem o mesmo veneno.
Seu amor é um mar revolto e profundo,
uma onda imensa que me puxa pra si,
um furacão que desarruma o meu mundo
e me faz rainha no caos onde eu vivi.
Ser amada por esse seu jeito avassalador
é perder o fôlego e, ainda assim, respirar.
É um fogo que arde sem dor, uma força gigante que me escolheu para habitar.
Em suas mãos fortes, encontro o cuidado,
na sua braveza, um refúgio de paz.
Sou sua, por inteiro e sem freio, num abraço apertado que me deseja como ninguém jamais.
E quando a sua intensidade me invade,
eu me sinto segura, inteira, sagrada.
Porque no seu amor que tudo sacode e chacoalha, eu sou a sua brisa... e a sua mais profunda morada.
Sua, Carolina.
Quase Nós
Éramos dois rios que queriam o mar,
mas corriam por margens opostas.
Dois tempos que nunca se encontram,
duas almas quase dispostas.
Nos olhos, havia promessa.
Nos gestos, carinho e abrigo.
Mas o mundo — cruel em seus mapas —
não traçou o mesmo caminho.
Faltou tempo, sobrou sentimento.
Faltou coragem, restou lembrança.
Vivemos no eterno “e se...?”,
no espaço entre o medo e a esperança.
Não foi falta de amor, eu juro.
Foi excesso de mundo, talvez.
Fomos poesia sem rima no fim,
história que o destino desfez.
E mesmo longe, ainda sinto
teu nome sussurrar no ar.
Fomos quase. Quase tudo.
Mas o quase não sabe ficar.
DIA DAS MÃES
Quanto mais o nosso mundo se agita neste mar de violências e de ódios,mais precisamos nos lembrar da figura da mãe, porque ela é a maior reserva de amor que Deus colocou neste mundo.
Quando tudo parece estar perdido, ainda resta o coração; é de lá que a vida começa a renascer. E tu, ó mãe, tens entre os homens o primado do coração. Nem os arranha-céus mais altos, nem os computadores mais possantes, nem os aviões mais velozes, podem ser comparados à beleza transcendente do teu olhar e o sentimento incomparável do teu coração.
Mãe, foste criada não só para dar a vida aos homens, muito mais do que isto, para defender a vida, para educar, para semear o amor entre eles.O mundo precisa aprender contigo mãe, antes que seja tarde, a lição do perdão sem limites, da compaixão que faz sofrer solidária, da bondade que supera toda inveja, da paciência que vence toda inquietação, do amor que vence todo ódio, e que é mais forte do que a morte.
Que você mãe, seja como a Mãe de Deus: disponível, discreta,silenciosa, delicada, amável, prestativa, fervorosa, toda entregue a Deus.
Somos gratos a Deus que te criou e te deu de presente a cada um de nós. Deves ser como a raiz da árvore, sempre escondida, mas sempre promovendo o crescimento dos ramos e dos frutos. Que olhando para ti aprendamos a dar graças a Deus todos os dias.
Mãe, mais do nunca, precisamos muito de ti! Alguém disse um dia que “ser mãe é sofrer no Paraíso”; e uma outra mulher disse que o filho depois que deixa o ventre da mãe, “passa para a sua cabeça, e dali não sai mais”. São palavras sábias do povo que bem expressam a grandeza da mãe.
Como filhos, aceitemos as nossas mães como elas são, com seus erros e acertos, suas qualidades e defeitos, suas inseguranças, limitações, exageros!
Obrigado mãe, porque me abrigaste e geraste em mim a vida. Obrigado pelas noites de sono, lágrimas derramadas, lutas do dia a dia. Obrigado pelo calor que me aquece nas horas frias, pelas suas mãos singelas que aliviam a minha dor. Obrigado pelo teu sorriso que acalma a minha angústia, ansiedade e inseguranças. Obrigado pelas muitas vezes que você renunciou sua vida, seus desejos, vontades e necessidades, para me servir. Obrigado pelo teu olhar profundo e sincero que me leva a Deus. Obrigado pela tua presença amiga que me faz acreditar no amor. Obrigado pelo teu abraço, pelo teu coração que sempre acolhe e perdoa.
Felipe Aquino
Escritor e apresentador da Tv Canção Nova
Mar Tempestuoso
Mar revolto ,
mar tempestuoso
Ao homem o deixa medroso
às garças pacientes a esperar
que volte a calmaria
para que possam se alimentar
Sorumbáticas , encorujadas
Sabem por instinto próprio
que não adianta
o furor do mar enfrentar
Então , empoleiradas aguardam
a tempestade passar
Confiam no amanhã
Como o bom pescador,
sabem esperar a maré baixar
edite lima/2019
Me persegues no infinito, além do oceano pertinho do mar.
Não te prometerei mais nada, minha carne se tornou ingrata e não sei se tua doçura poderia curar.
Ando desse jeito, sozinho ou acompanhado, venha se quiser me acompanhar.
Saiba que a queda vai ser certa, mas se souber da medida certa, poderás também aproveitar.
A vida é feita disso, um pouco de infinito misturado a alguns anos e muitas reflexões.
No final, aqui não somos nada. Somente um continente de dúvidas e um mar de ilusões.
ENTRE O ENCANTO E O DESGOSTO
Por: Marco Arawak
No mar profundo, onde o mundo parece dançar sobre as águas, há mistérios que nenhuma palavra consegue alcançar. As ondas se desfazem e retornam, como pensamentos que insistem em voltar. Há dias em que tudo parece distante, fosco, sem cor; dias em que o desgosto chega sem pedir passagem e transforma até aquilo que era familiar em paisagem estranha.
As sombras machucam não porque tenham mãos, mas porque às vezes carregamos dentro de nós aquilo que ainda não conseguimos compreender. Há olhares que pesam, silêncios que dizem mais que palavras e lembranças que permanecem mesmo quando já não queremos recebê-las.
Então uma brisa atravessa a copa das árvores.
É quase nada.
Mas basta.
O vento movimenta as folhas, leva alguns segredos e devolve outros. Talvez a vida seja assim: uma sucessão de coisas que chegam, permanecem por algum tempo e depois seguem adiante, deixando em nós marcas que nem sempre sabemos nomear.
A alma também possui suas marés.
Há momentos em que transborda e outros em que recua para lugares silenciosos. Chora sem testemunhas, questiona antigas crenças, enfrenta censuras, medos e incêndios que ninguém vê. E, no fundo dessas inquietações, o coração continua procurando um caminho.
Porque há paixões que começam como promessa e terminam como ferida.
Há sonhos que se desfazem justamente quando acreditávamos tocá-los.
Há amores que deixam de ser abrigo e passam a doer.
Mas nem toda perda é o fim de alguma coisa.
Às vezes, é o espaço necessário para que outra forma de vida encontre lugar.
O amanhecer não pergunta o que aconteceu durante a noite. Simplesmente chega. A luz toca lentamente aquilo que estava escondido e devolve contorno às coisas. O que parecia perdido ganha outra perspectiva. O que parecia definitivo revela-se apenas uma passagem.
É nesse instante que a poesia começa a fazer aquilo que a memória nem sempre consegue.
Ela transforma.
Não apaga a dor, mas muda sua linguagem.
Não nega o desgosto, mas impede que ele seja a última palavra.
O amor pode ter sido ferido e ainda assim continuar sendo amor. A confiança pode ter sido abalada e ainda assim reconstruída. O coração pode carregar cicatrizes sem precisar transformá-las em morada.
A vida segue como um caminho que não revela toda a paisagem de uma vez. Caminhamos entre certezas e dúvidas, entre encontros e despedidas, entre aquilo que desejávamos e aquilo que aprendemos a aceitar.
Às vezes caminhamos sozinhos.
Mas estar sozinho não significa estar vazio.
Há dentro de nós um lugar onde alguma coisa permanece acesa, mesmo quando tudo parece silencioso. Não é certeza. Não é promessa. É apenas a possibilidade de continuar.
Um fio.
Um movimento.
Um passo depois do outro.
No céu vasto, o azul parece infinito. O sol atravessa as sombras e lembra que nenhuma noite possui o poder de apagar definitivamente a possibilidade de um novo dia.
Até a tristeza, quando atravessada com consciência, pode perder sua força.
Ela pode continuar existindo, mas já não governa.
O desgosto deixa de ser destino e transforma-se em passagem. O que antes parecia apenas ferida pode tornar-se consciência. O que doeu pode ensinar sem precisar permanecer doendo para sempre.
É assim que sigo.
Não porque tenha deixado de sentir medo, mas porque aprendi que coragem não é caminhar sem medo. É continuar mesmo quando o caminho ainda não está completamente iluminado.
Verso após verso, reúno aquilo que a vida espalhou.
Memórias.
Desejos.
Perdas.
Afetos.
Silêncios.
E, com tudo isso, construo não um universo perfeito, mas um universo possível: aquele em que a tristeza pode existir sem destruir a alegria, em que o pranto pode dividir espaço com o sorriso e em que a dor não precisa apagar o encanto.
Talvez seja esse o segredo da poesia.
Ela não promete que a vida será leve.
Promete apenas que podemos olhar novamente para aquilo que nos feriu e encontrar outro significado.
O que ontem parecia fim pode amanhã revelar uma passagem.
O que parecia vazio pode guardar sementes.
O que parecia desgosto pode, com o tempo, ensinar novamente o gosto da vida.
E a alma, depois de atravessar suas próprias tempestades, talvez não volte a ser a mesma.
Talvez volte mais consciente.
Mais silenciosa.
Mais inteira.
Porque a primavera não nasce negando o inverno.
Ela nasce depois dele.
E quando finalmente chega, não precisa explicar por que demorou.
Apenas floresce.
Como o mar só é mar porque tem água, como o infinito só é infinito porque não tem fim...Eu só sou eu porque tenho você na minha vida!
E minha intensidade de amar é a maior que alguém poderia ter...tenho sede do seu amor, tenho necessidade da sua presença, meu ar, meu suspiro de vida, você é o meu ponto vital!
E pode ter certeza que esse amor eterno, é mais eterno que a eternidade, esse amor infinito, é mais infinito que o infinito...pois o infinito e a eternidade só existem porque conhecem nosso amor...
E eu Te Amo Além do Amor e além de Tudo que seja Infinito e eterno...Meu Amor é muito mais que Tudo isso!
Te Amo Muito!
Asas da Imaginação
Como é lindo ver no mar as ondas a levantar,
Apreciar o balanço das embarcações a navegar,
Sentir o frescor que vem de seu interior,
Nas tardes de verão quando estou com meu amor,
Olhar o mar é poder aguçar a minha imaginação,
É conviver com a natureza e ter a sensação,
De estar flutuando pelo meu pensamento,
Sem a responsabilidade naquele momento,
De me prender a qualquer sentimento,
Apenas me concentro na beleza e na emoção,
Podendo dali obter uma boa inspiração,
Viajar por um inimaginável labirinto,
Onde só eu posso extrair do subconsciente,
Recordações lindas em que vi ou vivenciei,
Como protagonista ou meramente como coadjuvante,
Sendo uns menos e outros bem mais importantes,
Pois a vida é uma arte então vamos ser artistas,
E jamais aceitar a ser um simples figurante.
Du’Art 23 /08 /2014
Procura-se
Pelo universo equivocado da paixão,
Quilômetros viajei por terra, ar e mar,
Encontrei simpatia beleza e sedução,
Mas faltou alguém a me encantar.
Decididamente comecei a escrever,
Com letra desenhada numa brochura,
Para que de longe pudessem ver,
Que ali existe alguém que se procura.
A quem regras me faça esquecer alguns momentos,
A grande crise do medo que me leva a loucura,
Pondo em ordem os meus perdidos sentimentos,
Ou que desordene de uma vez e me leve à tortura.
Mas que seja alguém que me dê carinho e amor,
Nunca aquela que se aproxima para confundir,
Fazendo de minha felicidade um tremendo pavor,
Utilizando das artimanhas femininas para iludir.
Com muito carinho usarei seus lábios como açoite,
A tratarei com a alegria e a sabedoria de um varão,
Na sua mente poder confundir o dia com a noite,
E com o calor do meu corpo o inverno com o verão.
Du'Art 23/ 06 / 2015
Incerteza
A vida, é como um pesqueiro no aberto mar,
Sua rotina é marcada por surpresas,
Do vai e vem nas ondas a flutuar,
Nos causando oscilações no emocional,
Que precisamos realmente repensar,
São transformadas em sentimentos,
Onde as emoções fogem do controle,
Ultrapassando limites de velocidades,
Jamais alcançadas pelo pensamento,
Acelerando o preciosíssimo tempo,
Nos tirando a condição de acompanhar,
Onde as vezes nos preparamos para a partida,
Sem a esperança de conseguirmos retornar,
Criamos saídas arrojadas para condições,
Que na verdade não podemos suportar,
Nos causando sofrimento e dor,
Por transformar expectativas em amor,
Guiadas por rotas mau projetadas,
Imaginando romances que não tem,
Construindo pontes para quem não vem,
Alimentando sonhos acordados,
Que estão ausentes e bem distantes,
Demonstrando apenas vagos sinais,
Nos mais incertos semblantes,
De quem nunca nos deu certeza,
Nem tampouco nos fez confiante,
Tentando assimilar agora,
Mas peço que não se ofenda pela demora,
Diante da inexpressiva vontade,
De um dia estar por perto.
José Romildo Duarte 13 / 05 / 2018
Numa singular ocasião,
senti a emoção de presenciar
as ondas do mar em sincronia
com as ondas sonoras
de um piano, na praia, sendo tocado
emanando uma aprazível melodia
com amor em cada nota,
foi um momento ritmado de alegria
daqueles que a alma confortam
com uma dose de calmaria
Pra se guardar bem na memória.
O mar é nitidamente enigmático,
abriga uma grande beleza no seu íntimo,
passa uma sensação de equilíbrio
apenas com a sua superfície,
mas muitas vezes fica agitado
semelhante a um coração que acelera seus batimentos
quando está bastante emocionado,
fica impaciente com o vaivém de suas ondas
como se de alguma forma quisesse ser notado
ou seja a maneira que ele encontrou pra desabafar,
e, talvez, seja justamente por ser assim tão expressivo
que muitos com ele identificam-se e o apreciam.
É evidente que este enigma faz parte de algo divino
e inexplicável, assim, mesmo que não faça sentido,
merece ser contemplado.
Quem me dera poder conquistar uma bela sereia, o meu coração seria o seu segundo mar, claro que eu também desbravaria as águas do seu mundo, nas profundezas da sua natureza, à noite, da superfície, trocaríamos afetos, admiraríamos as estrelas como se estivéssemos num universo paralelo, tendo um momento mágico ou presos num oportuno lapso do tempo, todavia, explicações não seriam algo necessário, já que o foco estaria nas nossas emoções e instantes partilhados.
Ah! Pensar neste fato tão aprazível e improvável causa ricas sensações que fazem eu sonhar acordado.
A firmeza de pequenas rochas,
o mar e a sua imensidão
no seu momento de calmaria
e a liberdade de alguns pássaros
expressada em sincronia,
tudo isso durante um dia nublado
e mesmo assim, um cenário sublime
que deve ser apreciado com muita atenção,
pois talvez seja uma forma de Deus
nos mostrar que mesmo quando o tempo estiver fechado,
é possível continuar firme,
mantendo a calma e sendo livre
do desânimo e suas amarras.
Num dia nublado, sozinho na praia,
parado, observando e pensando
diante do mar que desta vez
não está calmo, parece impaciente
como se fosse o reflexo
da inquietação da minha mente,
se assim o for, neste nexo de instabilidades,
que ambos possam alcançar
a calmaria com o refrigério
de uma brisa suave.
