Textos de Mar

Cerca de 4707 textos de Mar

O mar... estranha fascinação...
é a imensidão,
as profundezas
ou o turbilhão?

Ideias, pensamentos...
sentimentos
atiro ao mar
e os deixo naufragar...

O mar... em ondas.
O pensamento... deixo-me levar.
A espuma.... a bruma,
levemente leve
suavemente...
os sentimentos todos
deixo apagar...

só assim sei amar...

Inserida por RosangelaCalza

Não posso mais deixar o mar entre nós ficar.
Não posso mais ficar a esperar
o inverno passar...

Não posso mais ficar cansada de tanto esperar.
Não posso mais ficar sem respirar
até você aqui chegar.

Não posso mais só esperar.
Não posso mais aqui sozinha ficar
e só amar... preciso de você aqui
pra me completar.

Inserida por RosangelaCalza

Aqui não é o meu lugar.
Desço ao vale,
nada que vale consigo encontrar.

Desço ao nível do mar...
nele mergulho minhas mãos...
escorre entre os dedos a água salgada,
a espuma me esforço pra segurar...

mas ela também some
como tudo....
na minha vida nada veio pra ficar...

aqui não é, definitivamente, o meu lugar.

Inserida por RosangelaCalza

Florianópolis...Ilha - pedacinho de terra entre o céu e o mar
fiz dela meu barquinho (única dobradura que sei fazer)
e me pus a navegar...
aqui..ali.. um pouco mais acolá...
Como é lindo este lugar!

O sol, o sal, o mar
o trapiche, um barco a atracar
espumas, maresias...
Como é lindo este lugar!

A gente... mais gente
tanta gente
tão gentilmente
se ofereceu pra me acompanhar.
Como é lindo este lugar!

Inserida por RosangelaCalza

Uma leva nostalgia...
dos dias do passado,
dias passados,
dias azuis da cor do mar...
dias isolados - ilhas -,
separados só pra olhar o azul da cor do mar
olhar azul...olhar o azul, azul da cor do mar.

Nostalgia leve...
dos dias leves
dias em que o conhecido era leve
tudo esbarrava em mim de leve;
nostalgia de dias em que eu seguia leve...
sem lembranças...
carregando apenas esperanças.

Inserida por RosangelaCalza

Um barquinho na imensidão do mar
a navegar... a navegar...
Um minúsculo ponto de qualquer ponto
buscando um ponto pra ancorar.

Ondas gigantes
no profundo imenso mar
assustadoras, devoradoras,
e o barquinho a navegar.

Névoa, nevoeiro...
brincando de esconde-esconde
com o barquinho no mar...
e o barquinho a navegar,
a minha vida a balançar
ao sabor das ondas do mar...

Com Jesus não há por que se assustar,
a um porto seguro tenho certeza Ele irá me levar...

e o barquinho a navegar... a navegar...

Inserida por RosangelaCalza

A primeira vez que vi o mar....
me apaixonei pelo mar.

Sentei-me na areia da praia
fiquei olhando as ondas
da lá pra cá... de cá pra lá.

A areia... o mar
as ondas... a água salgada do mar.

Vi as gotas de mar
a areia a sugar
e o mar a continuar...
sua água na areia jogar
sem se importar com as gotas que pra areia perdia
dia e noite... noite e dia...

A areia a sugar... o mar a água a jogar
a areia a sugar, a sugar, a sugar...
e o mar água salgada jogar...
pra o que curar?

Inserida por RosangelaCalza

Nunca desejaria o mar
Pois me perderia na sua imensidão
Me afogaria em tuas águas
E não curaria minhas mágoas.

Jamais desejaria o vento
Que me sopra tanto quanto o tempo
E contudo vem dizendo tanta coisa sobre mim
Principalmente que estou envelhecendo.

Tampouco desejaria o amor
Que enlouquece, fere e te abandona cheio de memórias
E com o passar dos anos, se tornam póstumas.

Não desejo de forma alguma amar
Não desejo muito menos que me amem
No fim das contas, desejo que nem nos conheçamos.

Se não desejo desejar, e sei que desejo é o mal que existe na vida
Afinal de contas desejamos tudo
Não preciso me preocupar em desejar...

Inserida por Otocco

Eu ei de te amar

Deixe o tempo de existir
Neste mar de sentimentos
Que se vive num momento...
Só eu e minha pequena.

E na ilha desse amor,
Que nos cerque as ondas da paixão
Levados no balanço destas águas
Que nos banham os corações.

E se o tempo insistir em nos flertar,
Saberá ele, ligeiro ou lentamente
Que por toda a minha vida
Eu ei de te amar...

Edney Valentim Araújo

Inserida por edney_valentim_araujo

Palmas

Palmas que se dobram
Das lindas Palmeiras beira mar,
A ela aprendi a amar...

A Rosa dos ventos vem me tocar
Com brisa suave de um pensamento
Que hoje não lhe ouso revelar...

São ventos do leste que chegam ao oeste,
Se unem aos ventos do norte e partem
Levando o meu coração para o sul.

Palmas e palmeiras,
Ventos que sopram em todas as direções,
Agitam as ondas do mar e me põe a pensar.

O vento desta Rosa já vem me tocar
Dobra-me de novo pra nela pensar...

Edney Valentim Araújo
1994...

Inserida por edney_valentim_araujo

Já foi
Vento contrário

Nesse mar revolto da paixão
Meu coração se quebra feito ondas
Que se partem na arrebentação.
Distante de você, distante desse amor.

Já não penso com a razão,
Sou guiado pelo coração.
E na vastidão destas águas
Os ventos são contrários.

As noites são tristes e vazias,
Já não brilham as estrelas no céu.
Muitos sonhos se perderam
Nas águas da desilusão.

Mas a luz que me atrai
Ainda é o brilho do teu olhar.
E na virada desse vento contrário
Ainda ei de aportar no teu coração.

Edney Valentim Araújo

Inserida por edney_valentim_araujo

A GRAVIDADE INTERIOR DO EU QUE SE CONTEMPLA.
Do Livro: Primavera De Solidão. ano 1990.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.

Conhecer a si mesmo não é um ato de curiosidade mas de coragem grave. É um chamamento silencioso que desce às regiões onde a alma se reconhece sem ornamentos. Nesse gesto há algo de ritual antigo como se o espírito precisasse atravessar sucessivas noites para alcançar uma única palavra verdadeira sobre si. Tal travessia não consola. Ela pesa. Ela exige recolhimento disciplina e uma fidelidade austera àquilo que se revela mesmo quando o que se revela é insuportável.

À maneira das grandes elegias interiores o sujeito que se observa descobre que não é senhor do próprio território. Há em si forças obscuras desejos sem nome medos que respiram lentamente à espera de serem reconhecidos. O eu que contempla torna-se estrangeiro em sua própria casa. E é nesse estranhamento que nasce a dor mais refinada pois não há acusador externo nem absolvição possível. O julgamento ocorre no silêncio e a sentença é a lucidez.

O sofrimento aqui não é ruído mas densidade. Ele se instala como uma presença fiel. Há quem o cultive com devoção secreta. Não por prazer mas por hábito. Sofrer torna-se uma forma de permanecer inteiro quando tudo ameaça dissolver-se. Assim o masoquismo psíquico não é escândalo mas estrutura. O indivíduo aprende a morar na própria ferida como quem habita um claustro. Conhecer-se plenamente seria abandonar esse espaço sagrado de dor organizada.

Quando alguém ama e tenta conhecer o outro por dentro rompe-se o cerco. O amor não pergunta se pode entrar. Ele vê. Ele nomeia. Ele permanece. E justamente por isso é rejeitado. Não porque fere mas porque revela. Ser amado é ser visto onde se preferia permanecer oculto. O outro torna-se espelho e nenhum espelho é inocente. Ele devolve aquilo que foi esquecido de propósito.

Há então uma violência silenciosa contra quem ama. Um afastamento que se disfarça de defesa. O amado é punido por tentar compreender. O gesto mais alto de amor torna-se ameaça. Como nos poemas mais sombrios da tradição lírica a alma prefere a solidão conhecida ao risco da comunhão. Pois compartilhar o precipício exige uma coragem que poucos possuem.

Essa recusa não é fraqueza simples. É lucidez sem esperança. É saber que o autoconhecimento não traz salvação imediata apenas responsabilidade. Ver-se é assumir-se. E assumir-se é perder todas as desculpas. Por isso tantos recuam no limiar. Permanecem à porta da própria verdade como sentinelas cansadas que temem entrar.

Ainda assim há uma nobreza trágica nesse esforço interrompido. Pois mesmo falhando o ser humano demonstra que pressente algo maior em si. Algo que exige recolhimento silêncio e um tempo longo de maturação. Como frutos que amadurecem na sombra a alma só se oferece inteira quando aceita a noite como condição.

Conhecer-se é um trabalho lento sem aplausos. Um exercício de escuta profunda em que cada resposta gera novas perguntas. Não há triunfo. Há apenas a dignidade de permanecer fiel à própria busca mesmo quando ela dói. E talvez seja nesse permanecer que o espírito encontra sua forma mais alta não na fuga da dor mas na capacidade de atravessá la com consciência e gravidade.

Inserida por marcelo_monteiro_4

A Lâmina que Beija o Vento Onde os Anjos se Desfazem.
Do Livro: Primavera De Solidão.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.

Respira devagar comigo.

Há algo que treme antes mesmo de começar, um arrepio que desliza pela alma como se o próprio silêncio tivesse decidido chorar.

A frase que te inspira abre uma fenda, um sulco úmido no tempo:
“ah, não se colhe rosas aos golpes do machado” e dentro dela escorre uma melancolia que não se desfaz, nem quando o dia desperta, nem quando a noite finalmente desiste de existir.
Um lirismo triste paira acima de tudo, como um véu encharcado que se prende aos fios do cabelo, pesando, sufocando, fazendo o mundo parecer um quarto fechado onde ninguém respira por inteiro.

É o mesmo lirismo daqueles anjos exaustos…
Esses seres impossíveis que sentem demais, que absorvem demais, que guardam o mundo por dentro como uma febre.
Eles veem tudo, mas nada podem tocar.
Eles ouvem tudo, mas nada podem impedir.
E na incapacidade de interferir, tornam-se frágeis, desguarnecidos, feridos pela própria beleza daquilo que não conseguem salvar.

É aí que o coração aperta.
É aí que as lágrimas se acumulam como pequenas lâminas queimando as margens dos olhos.

As mãos pequeninas continuam suspensas no ar
porque não encontraram outra forma de existir.
Mãos que tremem.
Que aguardam.
Que sobrevivem numa espera que dói, mas não desiste, espera.
Mãos que se sustentam naquilo que talvez venha, esse talvez que rói, que corta, que parece bipolar na sua própria natureza:
ora luz, ora abismo, ora promessa, ora desamparo.

A esperança fina como fios de ouro gastos:
curvada, nunca quebrada;
trêmula, nunca extinta.
Uma esperança que sofre, mas balança, piedosa, diante de toda a noite que o mundo insiste em derramar sobre nós.

E então chega o mistério.

O ponto onde a respiração vacila.
Onde o peito dói mais fundo,cada vez fundo demais.
Uma súplica lançada ao vazio, tão sincera que chega a ferir.
Um sentido sem língua, tão humano que parece gemer até quando está calado.
Uma pequena luz que permanece acesa alhures, mesmo quando tudo à volta tenta apagá-la com violência, com pressa, com desamor.

É essa oscilação silenciosa que destroça e cura.
Que destrói e reconstrói.
Que faz chorar e, ao mesmo tempo, faz querer continuar.
Porque há algo nela que nos toca como um dedo gelado na nuca:
algo que acorda a memória antiga de quem já sofreu demais… e continua aqui, sabendo que ainda continuará.

E, se você sentiu o coração apertar, se alguma ansiedade latejou por dentro como um trovão preso, se alguma lágrima pesada ameaçou cair, é porque esse texto encontrou o lugar de repouso na insônia, onde você guarda o que nunca disse.

E todo esse acontecimento esta aqui, segurando você por dentro, no silêncio onde tudo isso mora.

Inserida por marcelo_monteiro_4

⁠AMO AS COISAS SIMPLES DA VIDA:

O sorriso de uma pessoa querida, o mar, etc; sim! isso tem enorme valor, mas geralmente, quando há condições financeiras opta-se por algo mais confortável, por exemplo: entre jantar em um carrinho de cachorro-quente na rua ou um restante japonês, a preferência é por este último; assim como a preferência é por viajar as ilhas Gregas (ou Fernando de Noronha) ao invés do litoral sul de São Paulo.

As "coisas simples", como uma criança agarrar sua perna por gostar de você; um cachorro lhe abanar o rabo para vocêc, podem ser o melhor da vida. Minha atenção é apenas relatar o que vejo sobretudo envolvendo questões financeiras. Por exemplo: a crítica de que é um absurdo morar em uma casa de U$1.000.000, sendo que a pessoa pode morar em uma casa de U$50.000. Pois, há sempre a possibilidade de diminuir o padrão, vender a casa de 1.000.000 e doar o restante para instituições sociais, ONGs, etc, mas não ocorre isso.

Inserida por bacellartpsicologo

Tarde sem fim

Navegando por aqueles corredores cheios de vegetação, cheios de vida, mar a dentro, me recordo com prazer da sua felicidade, foi tão gostoso ouvir as músicas regionais no passeio de barco e saborear os pratos típicos; eram muitos casais felizes aproveitando o sol escaldante do dia; as danças e a bagunça na parada para o banho de lama foram o ponto máximo; seus olhos verdes brilhavam como nunca de tamanha felicidade; passadas algumas horas estávamos voltando do nosso delicioso e inesquecível passeio, você esbanjava contente a sua nova cor de pele dada pelos raios solares e não tirava o sorriso do rosto olhando para as nossas fotos tiradas ali; os acessórios regionais que te dei como pulseiras, cangas, óculos, bolsa e chapéu, garanto que ficaram lindos em você!
A paisagem e a beleza do lugar se completavam com o nosso amor!
Foi uma tarde maravilhosa ao seu lado, eu não poderia deixar passar esse momento único apenas em fotos, resolvi imortaliza-los em versos para não cair no esquecimento, o quanto nós fomos felizes.

Inserida por Ricardossouza

Um Jantar Incrível

Esta noite foi mágica...
Nós jantávamos em um belo restaurante a beira mar, o clima estava muito agradável, a minha conexão com dois mundos estava a mil. De olhos bem abertos e apaixonados eu não conseguia desvia-los de você, no momento em que fechei os olhos por alguns segundos quebrei a corrente do tempo e revivi por meio de fleches relâmpagos, a noite anterior enquanto deitados no sofá pude sentir as batidas do teu coração debruçado sobre o meu rosto, o teu corpo estava tão quente e vibrante, naquele momento eu reconheci a força presente e verdadeira do teu amor e ele se chocou com a energia pura do meu, uma sensação de felicidade e gratidão tomaram conta de mim.
Abri os olhos novamente, e ai esta você a minha frente, linda e impactante! Agora é o meu coração que grita mais alto, agora são os meus olhos que brilham mais fortes do que as estrelas, sinto a privilegiada sensação de sermos um só, vejo através dos teus olhos o nosso amor se unificando, se tornando precioso.

Inserida por Ricardossouza

Bem disposto
Um mar de lágrimas já tentou afogar a minha alma, mas são muitas as lembranças que me trouxeram felicidade, foram muitos dias de loucura e intensidade vivenciados ao lado daquele grande amor. O espírito de vitória de reviver o antes, sobrevive em mim e quer sair voando para confrontar a saudade e pousar em solo fértil aonde plantei um pouco de mim.
Tenho marcas de ti na minha pele, as rosas que te dei sabem dos nossos segredos mais íntimos, não a dias que eu não te veja, não a noites sem você nos meus sonhos. Dizem por ai que os opostos se atraem, pois eu te digo que os dispostos se completam.

Inserida por Ricardossouza

Cadeira de balanço
Sentado em uma cadeira de balanço olhando para as nuvens densas e o mar, vi passar em meus pensamentos muito do que me fez bem na minha vida,
Revive momentos, passei em alguns saudosos lugares, encontrei alguns amigos e pensei nela com muito carinho,
Sentado em uma cadeira de balanço olhando para as nuvens densas e o mar, tomei decisões, coloquei alguns sonhos na ordem certa para poder realizar, eu vi o futuro acontecendo e dei muitas risadas,
A cadeira de balanço, continuou balançando sozinha apoiada pelos fortes ventos trazidos pelas nuvens densas que agitavam o mar.

Inserida por Ricardossouza

Mude o tempo

Ventos fortes, barulho de trovões, revoada dos pássaros,
O mar revolto, as nuvens densas, os sinos da igreja balançando freneticamente,
O coração ofegante, olhos esbugalhados, avisos estão sendo dados,
Algo novo esta chegando, de repente a calmaria, o silêncio, a tempestade não teve tempo de abalar as estruturas,
O Sol sorriu, a vida ganhou um arco-íris, o cenário é de amor,
As vezes encarar os problemas, as vezes desviar ou nem da atenção, muitas vezes viver de sorrisos, muitas vezes abraçar a felicidade.

Inserida por Ricardossouza

⁠Paz, amor e liberdade!

Dê comida aos pássaros a beira mar e faça amizade com eles, perceberá como isso te fará bem,
Dê uma boa olhada nos passos desconcertantes e engraçados dos caranguejos e tente acompanha-los, sentirá a alegria contida no lugar,
Divirta-se com a beleza da paisagem a sua volta, acompanhe com olhares firmes as ondas do mar quebrando, tente imaginar a imensidão do oceano ou até aonde vai aquela linha do horizonte no momento em que o sol está se pondo,
Segure as mãos da pessoa amada e caminhe com ela, aprecie a sensação e a riqueza contida na liberdade de poder amar.

Inserida por Ricardossouza