Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo
E porque quando se ama, ama-se
Independentemente daquilo que já sofremos,
Independentemente daquilo que sabemos qua ainda vamos sofrer.
Quando se ama tornamo-nos uma espécie de masoquista
Gostamos de sofrer, gostamos daquela dor, só porque nos garante que o outro existe.
Quando se ama não se perde tempo em pensar como esquecer,
Mas sim em como conquistar,
Independentemente da quantidade e dificuldade dos obstáculos que sabemos que iremos enfrentar.
Quando se ama tornamo-nos diferentes,
Temos mais esperança, mais confiança.
Contudo quando depois deste processo chegamos à conclusão de que,
não vale, não valeu, nem nunca valerá a pena
Desmorona-mos, sentimo-nos fracos, vazios e inúteis.
Processo
E passamos a desperdiçar o nosso tempo a pensar em como esquecer,
Esquecer aquele sentimento,
Esquecer aquele alguém que tanto nos fez feliz como nos fez sofrer.
Enfermo mundo
O sol escondido entre as nuvens
Demonstra a nostalgia da natureza
Pequenas pinceladas, fuligens
Sobre um céu negro, beleza.
O ar gélido toca a face
Dos leitores dessa grande anedota,
Construtores de prédios como disfarce
Para amenizar o sofrimento do planteta.
De lúpus sofre o corpo
O homem, patogênica célula
Destrói a natureza com tanta sutileza
E esquece o quanto depende dela.
(V.H.S.C.)
Cheio de você.
Estou cheio de você.
Estou cheio de suas palavras.
Estou cheio dos seus beijos e gestos.
Estou cheio de ti.
Estou cheio dos seus olhares e seus cheiros.
Estou cheio dos seus carinhos
Estou cheio do seu ar, da sua voz
Estou cheio de seu perfume.
Ainda bem.
Porque só você é capaz de me completar.
E me encher de você.
Como me sinto fraco, vulnerável e aberto por todos os lados ao espanto, quando me vejo diante de pessoas que não falam por falar e que estão sempre dispostas a confirmar pela acção o que dizem por palavras!... Mas existirão mesmo pessoas assim? Não me consideraram mesmo a mim como um homem firme?
A máscara é tudo. Tenho de confessar, no entanto, que os temo - e haverá algo de mais aviltante do que o medo? O homem mais forte por natureza torna-se um poltrão, se as suas ideias forem flutuantes - e o sangue-frio, a primeira das nossas defesas, deriva apenas do facto de uma alma já endurecida pela experiência não poder ser colhida de surpresa. Bem sei que esta minha determinação é ambiciosa, mas ir inisitindo nela apesar de tudo é já meio caminho andado.
Se ele suspende por momentos o trabalho que se impusera, ela torna-se de novo dominadora, invade-o, devora-o, destrói ou desfigura a sua obra; dir-se-ia que acolhe com impaciência as obras-primas da imaginação.
Que importam à ronda das estações, ao curso dos astros, dos rios e dos ventos, o Parténon, São Pedro de Roma e tantas outras maravilhas da arte? Um tremor de terra ou a lava de um vulcão reduzem-nos a nada; os pássaros farão os seus ninhos nas suas ruínas; os animais selvagens irão buscar os ossos dos construtores aos seus túmulos entreabertos. Mas o próprio homem, quando se entrega ao instinto selvagem que está no fundo da sua natureza, não se alia ele aos outros elementos para destruir as suas mais belas obras?
O que faz de um homem um homem de génio - ou melhor o que eles fazem - não são as ideias novas mas essa ideia, que nunca os larga, que o que já foi dito não o foi nunca suficientemente. Tu que sabes que o novo existe sempre, mostra-o aos outros - no que eles nunca souberam ver. E não faças da língua um empecilho, porque se cuidares da tua alma ela arranjará forma de se dar a entender. Essa febre que considera a força do engenho talvez não passe, afinal, da necessidade de imitar ?!
(...) O que tortura a minha alma é a sua solidão.
Estava vivo, e agora encontra-se morto; falava-me, o seu espírito prestava atenção ao que eu lhe dizia, mas hoje já nada disso existe: resta apenas aquele túmulo - mas repousa ele nesse túmulo, tão frio como a própria sepultura? Erra a sua alma em redor desse monumento? Quando eu penso nele é a sua alma que vem assolar a minha memória? O hábito traz-nos de novo, contudo, ao nível do homem comum.
Quando o seu rasto se tiver apagado - não há dúvidas de que ele morreu! - então a coisa deixará de nos incomodar.
(...)
Eles passam metade da sua vida a analisar, uma a uma, as mais pequenas coisas, a verificar tudo o que já se sabe; e a outra metade, passam-na a colocar os fundamentos de um edifício que nunca chega a levantar-se...
É por ter Espírito que me AborreçoÉ preciso esconjurar, da forma que nos for possível, este diabo de vida que não sei porque é que nos foi dada e que se torna tão facilmente amarga se não opusermos ao tédio e aos aborrecimentos uma vontade de ferro. É preciso, numa palavra, agitar este corpo e este espírito que se delapidam um ao outro na estagnação e numa indolência que se confunde com um torpor. É preciso passar, necessariamente, do descanso ao trabalho - e reciprocamente: só assim estes parecerão, ao mesmo tempo, agradáveis e salutares. Um desgraçado que trabalhe sem cessar, sob o peso de tarefas inadiáveis, deve ser, sem dúvida, extremamente infeliz, mas um indivíduo que não faça mais do que divertir-se não encontrará nas suas distracções nem prazer nem tranquilidade; sente que luta contra o tédio e que este o prende pelos cabelos - como se fosse um fantasma que se colocasse sempre por detrás de cada distracção e espreitasse por cima do nosso ombro.
Não julgue, cara amiga, que eu só porque trabalho regularmente estou isento das investidas deste terrível inimigo; penso que, quando se tem uma certa disposição de espírito, é preciso termos uma imensa energia de forma a não nos deixarmos absorver e conseguir escapar, graças à nossa força de vontade, à melancolia em que caímos continuamente. O prazer que sinto, neste momento, em dialogar consigo acerca deste sentimento é mais uma prova de como eu me procuro agarrar, avidamente, sempre que tenho forças para isso, a todas as oportunidades para ocupar o espírito (ainda que seja referindo-me a este tédio, que procuro combater).
Sempre pensei que havia tempo a mais. Atribuo em grande parte este sentimento ao prazer que quase sempre encontrei no próprio trabalho: os verdadeiros ou pretensos prazeres que se lhe sucediam não contrastavam talvez muito com a fadiga que me comunicava o trabalho - fadiga que a maior parte dos homens sente duramente. Não tenho dificuldade em imaginar o prazer que deve sentir nas suas horas de repouso essa multidão de homens que vemos vergados sob trabalhos desencorajadores - e não me refiro apenas aos pobres, que têm de ganhar o seu pão quotidiano, mas também aos advogados, aos funcionários, submersos pela papelada e ocupados com encargos fastidiosos ou que não lhe dizem respeito.
No entanto, também é verdade que a maior parte desses indivíduos não têm problemas com a imaginação e vêem nas suas ocupações maquinais uma maneira como qualquer outra de ocupar o tempo. E serão tanto menos infelizes quanto mais medíocres forem. Para me consolar, termino com este último axioma: que é por ter espírito que me aborreço.
Hoje, cedinho, cedinho, sem quê nem pra quê, do nada – estava até assistindo TV –, tal qual Vinícius, me peguei pensando na vida! Meu íntimo estava perguntando a si próprio o que ele queria da vida:
- O que você quer da vida?
Assustei-me. Não porque me bateu a dúvida que por vezes bate nas cabeças de todas as pessoas – creio. Mas porque ela foi intrigantemente insistente. Para esta dúvida tinha que haver uma resposta!
E sem medo de me maltratar, continuei a me inquirir:
- O que você quer, procura, espera... Anseia da vida?
Dei um tempo na TV, peguei o notebook e comecei a tentar argumentar comigo mesmo que resposta daria a esta inusitada e inesperada sensação de estar faltando algo. Sabe Chico?... Faltando um pedaço!
Na boa, pensei, repensei, cheguei ao lugar comum do “quero ser feliz, quero ter saúde, quero ter paz”, e ultrapassei... E não parei. Não estacionei em nenhuma dessas obviedades, nisto que todos querem – ora, tudo que é obvio demais não traz em si a força suficiente do convencimento, do “Eureka”, do bater do martelo de que, finalmente, descobrira a resposta para o motivo da inquietude. No caso, sobre o que eu quero da vida.
Insisti um pouco mais nas minhas elucubrações e cheguei a uma resposta um pouco mais convincente, pelo menos por agora:
- O que quero da vida é vivê-la! Disse em voz alta, quase em sobressalto.
- Quero viver a vida! Repeti em pensamento, quase tranquilo.
Vivê-la não apenas enquanto ser biológico. Aquilo de nascer, crescer, multiplicar e morrer. Não apenas respirar, comer, beber, etc. etc. etc. Eu quero, apenas, viver a vida – ingenuamente assim.
Viver a vida em todas as suas dicotomias – em cada uma delas. Vida e Morte. Alegria e Tristeza. Riso e Choro. Paz e Guerra. Saúde e Doença. Riqueza e Pobreza. Amor e Desamor. Amar e Ser Amado. Vício e Virtude. Crença e Descrença. Ouvir e Falar, e por aí vai.
Quero manter uma relação dialética com cada uma delas – também não quero conflitar com elas. Fugir de qualquer tipo de maniqueísmos. Dá as costas aos instintos passionais e viver os dois lados da moeda com serenidade. Sim, com serenidade pura e simplesmente por que ela – a vida – é simples assim. Ela simplesmente é!
O dia da esperança
É o dia após você saber que não tem mais jeito, que está tudo acabado, que a pessoa que você gosta não gosta de você, que você espera que as coisas mudem, que as palavras ditas sejam refeitas, que a pessoa te procure e diga que também te ama e que não conseguiu ficar longe de você e que te quer ao seu lado, e é ai que criamos essa esperança na tentativa de diminuir a dor, pena que só fato de você estar esperançoso não quer dizer que o que você quer vai acontecer, essa não passa de uma esperança falsa, pois no fundo já sabemos que a pessoa que você gosta jamais retornará.
Como uma pedrinha igual a todas as outras pedrinhas,
mas com uma identidade que é só minha.
Sou feita do que você é feito,
não de qualquer jeito,
de material perfeito,
mas com alguns defeitos...
esse é o meu jeito,
desculpe-me o mau jeito...
sempre me ajeito
e me adapto ao seu jeito...
Perfeito!
Fico olhando pro mundo,
o mundo olhando pra mim,
analisando, reparando, consertando
e o tempo só passando.
Chove, faz sol,
amanhece, anoitece,
e tudo de novo acontece...
parece que nada de novo acontece.
Desde que o mundo é mundo,
há quem admire,
quem flechas mire...
quem tudo aceita,
quem tudo rejeita...
e vice-versa...
e chega de conversa!
Vida!
Sou jogada de lá pra cá
e cá pra lá...
ao sabor do vento, ou do destino...
Vida:
total desatino,
faz de mim o que quer,
me quer preparada pro que der e vier...
Vida... vive a repetir: amadurece, amadurece, amadurece...
É como dizem por aí: "água mole em pedra dura tanto bate até que fura"...
Vida... bate, e fura, e fura, e fura...
de tanto furar me apodrece...
Agora... tô toda furada,
tô preparada,
mas não tenho mais cura.
Impressionante...
mesmo que tudo tenha dado errado ontem
hoje você acorda e espera que dê tudo certo.
Impressionada, você me deixa impressionada...
você não se abala com nada.
Mesmo que hoje dê tudo errado,
você espera que amanhã, ou depois de amanhã, ou logo aí adiante, ou num futuro um pouco mais distante,
dê tudo certo...ou algo dê certo.
Impressionante, pra você, um dia dar certo é tão certo!
Impressionada... você me deixa impressionada!
Você pode negar, se esquivar e passar a sua vida toda correndo na direção contrária;
Uma hora sua vida encontra o motivo dela;
Mais cedo ou mais tarde...
Pode chamar da maneira que quiser: missão, destino, vai acontecer!
O meu foi escrever!
engraçado, eu sabia que assim seria!
Adiei por vergonha... receio... que tolice!
Agora linhas e caneta são minha alegria!
Amigo verdadeiro
é aquele que está
com você o tempo inteiro
Aquele em quem confia
com quem pode contar
que te transmite alegria
Aquele que se passa de bobão
mas independente de sua escolha
fica do seu lado, não te deixa na mão
O tempo passa com rapidez enorme
mas ele não se vai nunca
porque a amizade verdadeira nunca morre
Fico profundamente angustiada quando vejo os povos indígenas serem expulsos de suas terras tradicionais. Gostaria de ver essa "ditadura velada" que se tornou o nosso país fazer justiça a esses povos tão valorosos e essenciais para a vida de todos, pois eles nos ensinam o que é uma verdadeira nação. Eles, sim, sabem reconhecer a importância da terra onde nasceram; sabem valorizar os recursos de que dispõem sem desperdiçá-los; sabem valorizar a convivência em grupo; sabem contemplar a beleza natural de todas as coisas; sabem respeitar as tradições coletivas e preservar o legado de seus antepassados; sabem viver em unidade e em comunhão com Deus. Eles têm muito a nos ensinar, uma vez que mal valorizamos o chão onde pisamos, mal contemplamos as belezas naturais que ainda nos cercam.
Será que meus irmãos indígenas só conseguirão um pouco de terra quando forem sepultados?
E eu
Indiferente à sonolência da língua
Ouço o eco do amor há muito soterrado
Encosto a cabeça na luz e tudo esqueço
No interior desta ânfora alucinada
Desço com a lentidão ruiva das feras
Ao nervo onde a boca procura o sul
E os lugares dantes povoados
Ah meu amigo
Demoraste tanto a voltar dessa viagem
O mar subiu ao degrau das manhãs idosas
Inundou o corpo quebrado pela serena desilusão
Assim me habituei a morrer sem ti
Com uma esferográfica cravada no coração
É fácil amar o outro quando tudo começa lá no comecinho ,onde os problemas ainda não surgiram...É fácil amar o outro quando está tudo bem e a vida segue como em acordes musicais..É fácil viver em felicidade absoluta na primeira semana,no primeiro mês até no primeiro ano ..É fácil entender ,ceder,e se doar quando tudo é naquela vida cor-de-rosa ,quando tudo é novidade,quando tudo é aquela fase boa ,de ver filme agarradinho ,debaixo do edredom comendo pipoca com guaraná...Acordar domingo de manhã sem ter nada pra fazer e ver que esse nada é tão bom com vc ♥'
É tão fácil amar o outro que te sorri e te arranca os sorrisos mais incríveis da sua boca = )
É fácil viver coisas gostosas escolhidas pra pintar seu dia ,e saber que você está ali fazendo sua felicidade transbordar e contagiar aquele que você não queria ver triste por nada nessa vida ...
Difícil é amar o outro quando nem ele mesmo se ama...difícil é ficar ali dias a fio vendo a pessoa se definhar ,e você que só quis a felicidade dessa pessoa,acaba não sabendo meio o que fazer com as coisas tristes que vão surgindo e deixando tudo tão cinza ,como grafite no papel ...
Difícil é saber dosar o desespero e não deixar a pessoa ver que você se perdeu num medo absurdo de não saber fazer as coisas,mas que mesmo assim voce permanece ali ,do ladinho ,não vendo um filme como lá no comecinho por que isso foi ficando sem graça,mas sim ali do lado pra que o outro saiba que seja como for você sempre irá estar ali ,segurando sua mão ou te contando como foi o seu dia,te fazendo cafuné pra voce dormir ♥'
O certo
É que por vezes morremos magros até ao osso
Sem amparo e sem deus
Apenas um rosto muito belo surge etéreo
Na vasta insónia que nos isolou do mundo
E sorri
Dizendo que nos amou algumas vezes
Mas não é o rosto de deus
Nem o teu nem aquele outro
Que durante anos permaneceu ausente
E o tempo revelou não ser o meu
