Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo

TERCEIRA IDADE

Feliz de poder envelhecer
Com saúde e disposição
Que nunca para no tempo
Deixa o tempo acontecer.

Envelhecer é uma poesia
Escrita escrita com experiência
Já não existe pressa
Apenas calmaria.

Na doce terceira idade
Valorizamos o silêncio
Sem deixar que as cicatrizes
Se transformem em tempestade.

Envelhecer com sabedoria
Não significa ficar velho
Nunca desistir dos sonhos
Fazer da vida uma poesia.

A juventude não precisa ser esquecida
A idade traz mais segurança
Tudo que vier a acontecer
Precisa ser compreendido.

É preciso aplaudir o que se faz
Envelhecer é um presente
Viver novos mundos
Sem olhar para trás.

Queria que visse o céu,
Queria que visse as estrelas
E o pôr do Sol,
Através dos meus olhos.
Que enxergasse a beleza de hoje
E a delicadeza das coisas
Penso, que de onde vê as coisas
Possa ver do lado oposto de mim.
No sono dos deuses,.no sono de Hipnos,
Que estejas tu, nos braços de Morfeu.

⁠Traição





Traição não tem nada a ver com o relacionamento, tem tudo a ver com aquele que trai.



Em um passado não muito distante, os homens traíam mais, hoje em dia pesquisas apontam equivalência.



Com certeza a maior parte das pessoas que traem apontariam um motivo, que para eles são plausíveis, mas de fato não o são.



Traição não tem a ver de como anda o relacionamento, nem de como uma pessoa é tratada, quem trai, antes de tudo, trai a si mesmo.



Herdamos da sociedade patriarcal, extremamente machista, o conceito de aceitação, homens traiam, e mantiam suas famílias, as mulheres sofriam, mas aparentavam indiferença, hoje há uma libertação, não é aceito como se era antes, mas ainda existe uma certa tolerância.



Por outro lado, existe uma discrepância, mulheres traídas são vítimas, já os homens há uma certa cobrança, e entre eles até gozação com o traído.



São vários fatores que pode levar uma pessoa a traição, mas nenhum deles é justificável.



Homens, traem mais por impulso, e não usam a razão, podem ter uma BMW na garagem, mas arriscam tudo, por um passeio de fusquinha.



Dificilmente envolve sentimentos, é só hormônios e para elevar a sua autoestima, se sentir mais másculo, ou mostrar para outros que é homem.



Segundo dados estatísticos, o motivo mais frequente por que as mulheres traem, é vingança.



De certa forma, as mulheres que traem por vingança, se colocam em pior condições que o homem, enquanto ele faz para si, e por si mesmo, ela se mancha por causa do outro, se rebaixa e se iguala a ele.



É como tomar um copo de veneno e esperar que o outro se sinta mal, elas pensam em dá o troco, mas pagam um preço bem mais alto.



Quero abordar algo muito importante, uma revelação que pode ajudar muita gente, aqueles recorrentes, que vivem traindo, mas sempre se arrependem, pessoas que choram e querem mudar, mas não conseguem.



Há uma expressão que diz: "Está no sangue", mas na verdade está na mente.



Preste atenção no que você vai ler, muito de nossos comportamentos são aprendidos na infância, e alguns até rejeitamos, não queremos, mas quando damos conta, estamos fazendo.



Repetimos na vida adulta, o que aprendemos na infância, geralmente o que fica gravado são as lembranças mais dolorosas.



Tipo assim, fica arquivado na memória, como: "isso é algo que não quero fazer, nem quero que ninguém me faça, é algo intolerável”, e por isso fica fortemente registrado na memória, e com isso acaba se repetindo.



Nosso cérebro é seletivo, e faz isso sem interferência nossa, ele busca familiaridade no que já foi vivido e por isso podemos repetir, e buscar sempre o que vivemos na infância.



Há um padrão, e precisa ser quebrado, mesmo que não se repita o comportamento, procura-se o parceiro que reproduzirá o cenário.



Não subestime sua mente, ela te engana o tempo todo, sempre queremos o melhor e ela nos empurra para o mesmo de sempre.



Meninas que experenciaram isso na infância, em sua família de origem, são atraídas por parceiros propensos ao mesmo comportamento.



Relato abaixo dois casos contido no livro, o ciclo de autossabotagem, do autor Stanley Rosner, autossabotagem é um mecanismo de defesa, onde o tiro sai pela culatra.



O que não queremos é justamente o que nos atrai, e repetimos o que nos fez mal, nós temos de nossos pais muito mais que desejamos.



O primeiro caso é sobre um homem bem sucedido, bem casado e com uma família linda, quando atingiu certa idade, saiu de casa, se envolveu com uma mulher a qual relata que não sentia nada, em prantos procurou ajuda, depois de algumas sessões de terapia descobriu-se que seu pai saiu de casa quando ele tinha 12 anos, na percepção dele ainda criança, foi algo assim do nada, sem motivos nem razão aparente, ele só saiu de casa e desapareceu.



Este homem, amava sua família, esposa e filhos, e não entendia porque havia agindo assim, mas não tinha força para voltar.



O segundo caso é de uma mulher que terminou um relacionamento destrutivo, e agora está apaixonada por um homem com as mesmas característica do seu ex-namorado.



Há mulheres que se sente atraídas por homens comprometidos, mesmo com todos sinais evidentes, enganam-se a si mesmas e sofrem a cada novo romance.





O que quero trazer com este artigo é que o seu dedo podre tem cura, e se és uma pessoa, traidora compulsiva, mas arrependida, tem como mudar isso também.



O autoconhecimento é a chave para isso, um profissional de saúde mental, te ajudará muita nessa questão.



Todos precisamos de terapia, mas vou lhe dar uma ajudinha com umas dicas práticas para começar.



Antes das dicas, preciso deixar uma definição bem grosseira sobre o que é um trauma e como o processo funciona, na verdade o ciclo ocorre pela compulsão à repetição.



Um ponto crucial para nosso entendimento da compulsão a repetição, é o conceito do trauma, e de repressão de sentimentos associados ao trauma.



Trauma é tudo que provoca desordem emocional, que abala a estrutura de um indivíduo, pelo forte impacto provocado.



Não é o evento em si que determina o trauma, mas como ele é absorvido pelo indivíduo, portanto o mesmo evento traumático surte efeitos distintos, o mesmo fato traz choque e horror para um, e em outro instala-se um trauma.



É uma experiencia tão horrível que não conseguimos mantê-la na consciência, e enterramos na memória. Como lixo embaixo do tapete, com o tempo irá cheirar mal.



Resumindo, você não pensa nisso, mas é capaz de direcionar suas escolhas.



Em muitos casos, as pessoas de forma não consciente, embarcam em situações semelhantes as vivenciadas, com o engano que poderão modificar o que não puderam fazer na infância.



Filha de um pai alcoólatra e autoritário, de forma não consciente busca um parceiro com características semelhantes para tentar consertá-lo, é o que ela queria fazer quando criança, mas não podia, e hoje acha que pode, é um forte engano.



Um menino muito machucado com o sofrimento da mãe que era sempre traída por seu pai, indgnado promete a si mesmo que nunca faria isso, se casa e adota o mesmo comportamento.



As dicas são estas: Reconheça suas fraquezas, torne consciente o real motivo de suas falhas nesta questão.



Pergunte-se, o que você ganhou com isso?



Pergunte-se o que realmente te leva tal atitude.



Escreva as consequências sofridas de cada um desses seus atos falhos.



Escreva as respostas a essas indagações, e medite sobre isso:



1- Qual vazio que procuro preencher?



2- O que me falta em minha atual relação.



3- Em um relacionamento, qual medo me assola?



4- na relação eu me envolvo, me entrego 100%?





Além das reflexões acima, adote essas atitudes:



a) Afasta-se do ambiente favorável.



Livre-se das tentações, reflita: um alcoólatra consegue parar de beber indo todas as noites ao bar? muitas vezes um canal para traição são as redes sociais.



b) Evite más companhias



Amigas ou amigos que incentivam ou fortalecem tal comportamento, e também corte contato com quem for um potêncial causador de uma queda, corte contatos com os ex



c) Cuide de sua autoestima.



Muitos com autoestima baixa, precisam de autoafirmação, necessitam de muitos elogios e traem para se sentirem para cima, desejada.



As dicas são estas, seja uma pessoa honesta consigo mesma, e também seja honesta com quem você dividi sua vida.

⁠ A V C A

Só percebemos a fragilidade humana, quando a tragédia se avizinha, ou bate em nossa porta.
Pode ser que, os minutos gasto com este texto, sejam o suficiente para identificarmos o quão distante estamos de nós mesmos.

Não quero que você pense que sua vida está por um fio, mas preciso que tomes a consciência que a vida é uma incerteza constante, e o que temos para fazer, precisamos fazê-lo hoje!

Presenciei uma pessoa de meia idade com seus movimentos limitados em consequência de um acidente vascular cerebral, ahh! quanta vida pela frente, pensei, chorei por dentro, lamentei....

De fato, quando não dedicamos tempo para cuidar de nossa saúde, seremos obrigados a perder tempo com nossas doenças.

Não me prendo a junção dos fatores fisiológicos e emocionais que culminaram no ocorrido, mas reforço o sentimento de paz, por ter feito tudo o que se deveria, antes do mal que lhe sobreveio.

A importância de darmos nosso melhor, de priorizar aquilo que realmente importa, Criticar menos, abraçar mais, elogiar mais em vez de apontar falhas, e viver com capricho, faz toda diferença.

Capricho é fazer o melhor com as condições que se tem no momento.

Melhorar é uma meta vital, renovada a cada patamar alcançado, e viver com capricho torna o intangível uma realidade possível e agradável.

AVCA, a vida começa agora, sim estamos existindo, passamos a viver quando deixamos de agir no automático, quando decidimos o rumo que queremos, pois o futuro se torna muito agradável para aqueles que vivem extraordinariamente o presente.


Mudar é possível, e necessário


Embora comprovado que uma mudança radical na vida de Alguém, só seja possível através de um forte impacto emocional, podemos sim, alterar nosso modo de pensar, mesmo que com muito esforço.

É importante lembrar que diferente dos animais que são programados para serem o que são, o homem se não for ensinado a andar, não anda, se não for ensinado a falar não fala, se não for ensinado a ler, não ler.

Em resumo, o que hoje sabemos ou fazemos, é porque fomos ensinados em algum momento da vida.

Nesta afirmação está a boa notícia, se aprendemos agir errado, podemos aprender o certo.

O primeiríssimo passo é reconhecer, e o segundo tão importante quanto, é querer.

Uma expressão que foi muito usada em um passado recentemente era : Ter a mente aberta, remete a estar aberto ao novo, mesmo que o novo seja uma resignificação do antigo aprendido.

Ter a mente aberta, é olhar para as mesmas convicções de uma outra perspectiva, é admitir que existe outro modo de enxergar o mundo, é ser liberto dos paradigmas.

Posso ser normal aos meus olhos e estranho a todos.

Denominamos de comum, tudo aquilo que vemos com frequência, é algo culturalmente normal, Por isso aquilo que pode ser comum na Coreia, normal, no Brasil pode ser exótico.

Nunca se trata das atitudes praticadas, ou a aparência em si, pois a visão que temos do externo é um aspecto nosso.

Por isso é tão importante a palavra respeito, que etimologicamente significa: olhar outra vez; olhar para trás, reconsiderar. Vale dizer que aceitar é diferente de concordar,

Para mudar, é necessário saber que no mundo não há verdade absoluta, ela pode ser verdade apartir determinada perspectiva, cientes disse, vamos aos exercícios.

O conhecimento liberta, a leitura nos faz crescer, literalmente, ativa a neuroplasticidade do cérebro, ou seja ele se expande.

Mais importante que ler, é saber o que ler, leia de tudo que tiver interesse, mas não seja superficial, mergulhe em autores que pensem diferentes, pois isso ajuda nosso senso crítico, é libertador.

A maneira mais fácil de aprisionar uma pessoa, é recomendar que leia apenas autores de determinado viés de pensamento, isso faz parte daquilo que chamamos de doutrinação.

No dicionário da língua portuguesa, ensinar significa transmitir experiências, repassar ensinamentos, instruir alguém. Enquanto doutrinar expressa-se como quer dizer transmitir à a um indivíduo alguma crença ou atitude particular, com o objetivo de que não aceite uma opinião diferente.

Com doutrinados não há diálogo, pois não aceitam a possibilidade de estarem equivocados, a supremacia os impede de ouvir os diferentes.

Pergunte-se, tenho aspecto de doutrinação em alguma aérea da minha vida? e seja honesto.

Ouvir quem pensa diferente é um ato libertador e transformador.

Mudar exige autoconhecimento, entender porque agimos de tal maneira em determinadas situações, abre uma imensa porta para mudanças.

Sou convicto que posso mudar minhas convicções a qualquer tempo.
As "certezas" podem causar mais males que as dúvidas.

Enquanto duvido, sigo aprendendo

Esteja aberto a mudanças, e seja protagonista nessa história.

⁠A outra estória

Percebo, que o mundo seria bem melhor se não se preocupassemos tanto com a outra estória.

Grandes potenciais seriam desenvolvidos e o lado bondoso de muitas pessoas, seria exposto.

Não faz sentindo pensar nessa outra estória, a qual não está sobre nosso controle, não temos ingerência alguma, nada podemos fazer, além de supor.

A outra estória é algo que não tem nada a ver conosco.

- Não ajude essa instituição, o direitor desvirtua parte do dinheiro
- Mas essa é uma outra estória.

- Não sei porque você insiste neste trabalho, nada vai mudar.
- Mas essa é uma outra estória

- Não adianta você falar para essas pessoas, elas não te ouvem, não mudam.
- mas essa é uma outra estória

Portanto, faça a sua parte, dê o seu melhor e não se preocupe com a tal da outra estória.

⁠Uma prisão promovida pela liberdade

Em certas ocasiões, para determinadas pessoas, a pior prisão que existe é a liberdade.

A liberdade de fazer escolhas, fazem-nas prisioneiras da angústia, encarceradas pela ansiedade.

Reféns do medo, desejam não ter essa responsabilidade, que chamamos de liberdade.

A angústia da indecisão pode machucar mais que uma possível má escolha.

De fato, sofremos mais pelo que imaginamos, que pela realidade que vivemos.

Lembremos, que somos moldados por nossas escolhas, somos livres para escolher, e escravo das consequências.

Quanto mais opções de escolha tivermos, mais difícil será tomar decisão, e serão grandes as chances de não escolher nada, mas não decidir nada, também é uma escolha.

Pode parecer contraditório, mas muitas pessoas preferem abrir mão da liberdade de escolha, preferindo que escolham por ela.

Há também um fato relevante, quanto mais opções, menor satisfação teremos com opção escolhida.

Uma dica para tomar decisões, é tornar consciente de que tudo na vida é arriscado, ou seja, nada é garantido, tudo é imprevisível, por mais segurança que temos no momento presente.

Essa conscientização, faz com que tomemos a decisão, mesmo sabendo das probabilidades.

Saiba que, existe uma dor pior que a de se fazer uma má escolha , é a dor de não ter decidido nada.

Não tenha medo de errar, não digo para sermos inconsequentes, mas correr risco faz parte da vida, se a queremos “viver.”

Escolher é determinar o rumo da vida, e não deixá-la nos levar.

Como não existe escolha sem risco, nem opção com tudo que desejamos, o equilíbrio da razão com o coração pode ser a melhor ferramenta.

Só erra quem tenta, só acerta quem tenta, só vive quem faz suas próprias escolhas. É impossível agir sem algum grau de influência, somos altamente influenciados, pela cultura, ambiente, pessoas e vida pregressa; A chave é ter a percepção do que nos foi introjetado.

Por isso, o autoconhecimento é fundamental para uma boa escolha, quem pouco conhece de si mesmo, mas vulnerável é em suas escolhas.

Portanto, se queremos ser o cavaleiro, e não o cavalo de nossa história de vida, devemos investir em autoconhecimento, mas até isso é uma decisão pessoal.

A seletividade de nossos sentimentos

Zapeando canais de YouTube em uma noite qualquer, deparei-me com uma notícia que reportava um incêndio de grande proporção.

Imediatamente minha atenção foi sequestrada, fazendo parar o cursor por alguns segundos, suficientes para identificar que o fato ocorreu em outro estado, e então segui zapeando.

Subitamente retornei a consciência, e refletir sobre seletividade de meus sentimentos.

A dor é mais intensa a depender da proximidade, um familiar assaltado, nos abala bem mais, que a morte de um desconhecido. Assim é, mas não deveria ser.

Nossa seletividade, revela nossa frágil humanidade.

Onde foi que nos perdemos? talvez tenha sido o excesso de rotulagem, que só produz divisão, a cada grupo identitário, enfraquecemos a fraternidade universal.

Devemos unir lados, generos, cor e classes sociais.

Devemos quebrar as barreiras da religião, e considerarmos todos como irmãos.

⁠Garagem vazia


Retorno de um de um destino planejado e encontro a garagem que antes repleta de carros, agora em um abundante vazio.


O esvaziamento provocado pela data que marca o dia do presente evento, sugere que aqui órfãos não moram.


Memorável dia das mães, que faz unir em um demográfico espaço, gerações, que por quadras, bairros, cidade, estados vivem distanciados.


É dia de celebrar, de relembrar o passado e homenagiar aquelas que com todo cuidado, amaram a missão por Deus ourtogada de amar, criar e educar cada semente inocente.


Valorizar é dever diário, expressar gratidão é obrigação, mas o que marca o dia aqui mencionado, é a celebração que trás alegria e união.


Mãe, não há uma melhor que a sua, por isso filhos, o óbvio também precisa ser dito.


Imensurável papel exerceram e ainda exercem para aqueles ainda gozam de sua presença, hà aquelas que souberam expressar, hà aquelas exageraram, e as que limitadas por suas feridas emocionais só puderam dar o que tinham, mas todas sem exceção, são as mais dignas de profunda gratidão, merecem ser lembradas , presenteadas, cuidadas e homenageadas.


Por isso, digo a todos que ainda podem, esforça-te para demonstrar, dizer que se importa é honrar e cuidar, seja presente, diga obrigado, e o eu te amo, demonstrado e falado.


E para turma dos órfãos, a qual me incluo, resta a lembrança, e o profundo respeito e muito carinho por todas que vivem, mesmo não sendo nossa.


Feliz dias das mães, que os carros das vagas vazias, encontrem seu espaço, e filhas e filhos com suas mães estreitem laços.


Júnior Oliveira.

ENSAIO MÚSICAL:
Letra infantil. Félix di Láscio.


O TATU E O BURACO.


O Tatu,
Tátu, Tatu...
Roeu o buraco no
Chão,
Ele cavou, cavou
Usando suas patinhas,
Para depois esconder
O seu pinhão.


REFRÃO


{Cava, cava,
Tatu!
Faz uma toca pro Sul,
Esconde o seu focinho Azul.}


O Tatu,
É muito encabulado,
Faz gesto que está
Apressado.
Não para de trabalhar,
Faz túnel pra todo lado
Pra depois descansar.


Corre pra lá
Corre pra cá.


Passa o bicho
Passa a mão,
O tatu sumiu no
Buraco do chão - Bis


Onde está,
Onde está?
Daqui a pouco
Ele volta,
Querendo brincar.


Repetir

*VISÃO OBLIQUA*
A quantidade de gente energúmena; estúpida, burra, arrogante, imbecil, marrenta e babaca, inclusive ocupando posições estratégicas no mundo, é realmente gigantesca. E o comportamento tosco, da grande maioria, não representa, e nem é, a face da minoria humana esclarecida. De fato, poucos são os esclarecidos; os que "cogito ergo sum". Certamente que essa quantidade de beócios infelizes desgraçados e miseráveis estão com os dias contados. A luz virá...
Certamente pelo fato conclusivo de que a natureza tem em seu âmago evoluir cada forma de vida, mesmo "entre trancos e barrrancos"; corolário senso do comportamental da sociedade humana nestes nossos dias.
Creio mesmo que algo está pra acontecer; uma certa revelação disruptiva; um refundamento do pensamento e credo humano.
O limiar parece perto; luzes nos céus do planeta; os Ovnis diuturnamente vistos. Decerto que vem coisa por aí; e dá pra sentir.
A certo tempo, toda maldade, de toda essa canalha, será seifada.
(Victor Antunes)

Por que as Lágrimas rolam?
Um cisco que caiu no olho,
O bocejo insistente,
A lembrança boa ou ruim,
A emoção que se faz presente,
A dor que não tem hora,
Elas incham os olhos.
Rolam primeiro por dentro, depois transbordam pra fora.
Cada uma delas carrega um sentimento, que só quem as têm por dentro, entende seu significado, seu peso e seu momento.

Ampulheta Entupida
Sobre o Abraço que não dei
Sobre a oportunidade que deixei passar
Sobre a conjugação do verbo ter
A vontade de abraçar
Tive todo o tempo do mundo
De abraçar quem quero bem
Hoje me sobra o tempo
Mas não posso abraçar ninguém
Tenho uma ampulheta entupida, na qual o tempo ali não passa
Assim agora é a vida, de alguém que não abraça
Preto e branco, gelada
Vida vazia e sem graça
Não é sobre nao saber abraçar
É sobre não ter dado valor ao tempo
Que se deixou escapar
Hoje tenho todo tempo do mundo
Mas dele nao posso desfrutar
O desfrute de um abraço, em que eu abraço, tu abraças
É. Hoje só posso conjugar
Se hoje eu pudesse dar um abraço, o
descreveria sem hesitar
Sobre o sentido de um abraço
Capaz de fazer o tempo parar
Um tempo que não se quer que acabe
Quando dentro de um abraço está...
Como é bom quando a gente sente
Um abraço de um abraço quente
O cansaço se torna ausente
A tristeza menos presente
O querer bem não se torna indiferente
Aquele abraço que abraça
Que pede um pouco mais de demora
Se torna tão importante
Que a gente quer que aquele instante Permaneça, fique e não vá embora
Quem o sente guarda na memória
Num cantinho ali da mente
Aquele abraço que abraça
Tornando feliz a vida da gente

A Magia dos Miudinhos
No cantinho do tapete, com mãos pequeninas, brinquedos miúdos viram grandes aventuras infinitas.
A criança inventa com pura intenção,
histórias que pulam da imaginação.
Com sorrisos e afeto, tudo ganha cor,
cada peça encaixa com muito amor.
A motricidade fina dança sem parar,
enquanto a fantasia começa a brilhar.
Há diálogo entre bonecos e bichinhos,
socialização nos seus próprios caminhos.
Livros inspiram castelos e dragões,
literatura pulsa em mil invenções.
A magia mora ali, no brincar sem pressa,
onde tudo é possível, tudo começa.
E o mundo se abre em mil direções.

As escolhas que fazemos têm seu tempo.Têm seu preço.Sem promessas, por mais que tenhamos pressa.


Escolhas que, às vezes, causam danos,por mais que não estejam em nossos planos.


Eu escolho cuidar de mim,mesmo tendo que dar um fima algo que já não faz mais sentido.


Podemos nos arrepender de tudo,menos de termos nos escolhido.

O dia em que Vênus encontrou a Lua,
ambos incandescentes.
Não era uma Lua minguante,
e sim uma Lua crescente.
Apareceram quando o Sol se escondia,
no poente.
Conjunção inconfundível,
atraente.
Nunca tinha visto um planeta,
nem mesmo numa luneta.
Mas agora, vejas tu,
eu posso ver Vênus,
não pela luneta,
mas sim a olho nu.
Registrei no meu olhar
e, depois, na fotografia,
uma imagem rara.
Eu nem sabia que existia.
E ali, logo abaixo, Júpiter,
tímido diante da luz reluzente da dupla que brilhava e reluzia.

"Título: Doce Pelotas


Olho para o letreiro ali do Laranjal,
Composto por seus lindos ladrilhos, com o seu colorido especial.
Pelotas, doce Pelotas, da praia linda. Da Igreja da Luz e da Catedral.
Mas que não mostra nas redes o seu contraste social.


Pelotas do quindim e da boa cocada,
Mas tem seu lado amargo, pois ainda existe muito colchão na calçada.
Em fevereiro insistem com a doce folia,
Esquecendo o lado amargo: Quem come ali do lixo e a hipotermia.


Na minha doce Pelotas não existe morro,
Mas tem seu lado amargo com a fila do pronto-socorro.
Doce Pelotas do chimas ali no Una e na Dom Joaquim.
Mas e o lado amargo da fila que nunca tem fim?
Mas e o lado amargo da fila que nunca tem fim?


Capital do doce feito com carinho, bem artesanal,
Assim como o doce de Ninho e o Camafeu.
E o catador de lixo? Ainda sobrevive. Não desapareceu.
Pelotas do doce mais doce,
Do pastel de Santa Clara e do olho de sogra.
E o catador de lixo se contenta com as sobras.


Pelotas, doce Pelotas,
Onde tu vês turista encantado a sorrir,
Tirando foto em frente ao Teatro Guarany.
E o cara na calçada pedindo um pedaço de pão,
E tu fingindo não ouvir, inventando língua morta, tipo tupi-guarani.
Tipo tupi-guarani.
Ah, minha doce princesa!
Com arquitetura digna de realeza,
Com sua beleza exposta, como aquela da esquina ali da Lobo da Costa.
Logo à sua frente, a Praça Coronel Pedro Osório,
Onde Betinho é Mafalda veem o Barão com a caneta em punho no seu escritório.
E realmente tu és singular com teus imponentes casarões.
Única. Com sua grande biblioteca pública.
E o cara catando lixo que ainda sobrevive de súplica?


Ah, Pelotas, doce Pelotas.
Jamais me esqueceria do teatro que por anos ficou fechado.
O quarto mais antigo do Brasil . claro que estou falando do Sete de Abril.
Marca aí no calendário: aberto ao público no dia sete de julho,
Dia do seu aniversário.


Pelotas, doce Pelotas, aqui cidade do doce mais doce,
Da Baronesa e de barões,
De lindos teatros e de casarões.
Onde o asfalto passa bem longe de mim,
Ali no Parque Una e na Dom Joaquim.


Cidade glamourosa com seu chafariz,
Do bairro Areal onde me criei e um dia fui feliz.
Também do bairro Quartier,
Planejado por Lerner, quase um bairro privê.
Mas a elite esconde o que não quer ver:
O lado feio de Pelotas, que fingem não ter.


E o cara ali comendo lixo?
Ah, desse ninguém quer saber.
É. Ninguém quer saber.


O contraste é nítido na mesma calçada:
Riqueza maquiada, miséria escancarada.
Cenário europeu para quem tem dinheiro,
Enquanto o irmão sobrevive do lixo do bueiro.
Doce Pelotas, lado wue eu não me encaixo
Quem está no topo não olha para quem tá lá embaixo.


E o lado feio de Pelotas, que fingem não ter?
O cara ali comendo lixo?
Ah, desse lado ninguém quer saber.
É... Ninguém quer saber.
Ninguém quer saber.
Fecha a janela. Passa o vidro fumê
O Una tem arranha-céu, mas o bairro atrás dele?
Ah! Desse ninguém quer saber.


Pelotas tem seu charme, sua beleza e seus encantos, difíceis de esquecer.
Mas e o mano ali no lixo?
Ah, desse ninguém quer saber.
Ninguém quer saber.


E o estilo vai ser um Hip Hop com vocal masculino, bem na veia do que você pediu.


O que você acha? Tá do jeito que você queria?
Pronto para sua música?

*REVENDO CONCEITOS*

Nós, homens, hoje, perdemos a visão do que significa a mulher; e a mulher de hoje, perdeu a visão do seu signo; do que ela própria representa.
Talvez, revisitando os enlaces do passado longínquo consigamos rever e refundar o sentido de tão forte relevãncia da mulher; e daí, ressuscitar a inconfessa intenção do terno buquê das rosas vermelhas, que encerravam desejo e afeição.
Quiçá então ela se reinvente; e possamos redescobrir de fato, juntos, homem e mulher, o que outrora sempre nos uniu; e ressurgindo na graça volte vivo o mistério do que está por trás dos véus.
Por conseguinte nos permitamos, mais que nunca, respeitá-las e amá-las como merecem; revivendo como dantes, sem medo, e sem pacto antenupcial, tudo o que de fato repreende o homem: a beleza e o poder da mulher. (Victor Antunes)

... Ave, Nosso Santo Popular! ...
Seus Ossos não são para imitar ... enganar ...
Estão para Contemplar ... Despertar ...
Conscientizar ... Amar ... Servir ... Curar ...
Estratégia não é moléstia!
Relicário não é inventário!
Fora da Caridade não há Salvação
Fora da sepultura há União ...Transformação ... S Agostinho ...

Acordar


Sinto-me a boiar
No mar do esquecimento.
Todos os dias passam
Como ponteiros apressados,
Relógios antecipando
O dia em que entrarei
Na morada do silêncio.
O sentido se esvaiu
Como purpurina ao vento.
Minha vontade
Foi tragada
Pelo espírito da dúvida.
Caminho em busca
De algo abstrato,
Para que meus anseios,
Lançados sobre a terra,
Não pereçam sem significado.