Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo
Reconheço que, durante muito tempo, houve um desencontro de expectativas. Talvez eu não tenha conseguido enxergar a profundidade da sua entrega, ou talvez estivéssemos apenas em frequências diferentes. A verdade é que ninguém deveria se sentir 'errado' por amar demais ou por querer que o carinho seja recíproco.
É preciso coragem para admitir quando algo não é mútuo, em vez de deixar a outra pessoa tentando adivinhar onde errou. Muitas vezes escolhemos o que é familiar, mesmo que nos machuque, em vez de escolhermos o que realmente merecemos. O amor não é o culpado; ele continua sendo algo nobre, mas agora entendo que precisa começar por dentro.
Desejo, do fundo do coração, que você encontre essa força que mencionou: a de se amar primeiro. Que você não precise mais 'quebrar a cara' para entender o seu valor, e que a sua próxima entrega seja para alguém que não apenas receba o seu amor, mas que saiba multiplicá-lo.
Obrigado pelas lições. Que o caminho daqui para frente seja mais leve para nós dois.
Passei a madrugada em claro hoje, É estranho como a ausência de alguém pode ocupar tanto espaço dentro de um quarto.
Fico repassando nossas memórias e aquela ideia da nossa 'menininha' que você tanto falava. Foi naquele momento que eu realmente senti que tinha encontrado o meu lugar no mundo. Você me deu um propósito e uma vontade de construir algo maior, mas agora que você não está, esse propósito parece um deserto.
Queria não precisar dessas respostas que sei que nunca virão. Queria não me sentir preso no vazio onde você me deixou. Mais do que qualquer coisa, eu queria me reencontrar, mas parece que esqueci o caminho de volta para quem eu era antes de nós. Ainda estou aqui, tentando entender como se continua quando o coração ainda insiste em ficar parado no mesmo lugar.
Oi meu amor nessa madrugada ficou pesado demais para carregar sozinho. Passei as últimas horas tentando entender em que curva a gente se perdeu, ou em que momento deixamos de existir um para o outro, enquanto, para mim, você ainda é tão presente.
Sabe, eu ainda guardo aquela promessa da nossa menina. Aquela imagem que você criou na minha cabeça, com o seu nariz e o seu olhar... ela foi o que me devolveu a vontade de acreditar em uma família, em um futuro de verdade.
Mas você foi embora e parece que levou o mapa de volta. Eu me perdi exatamente onde você me deixou. Sinto como se estivesse parado naquele vazio, esperando que você me buscasse ou me devolvesse para mim mesmo. É difícil seguir quando uma parte de você ainda está ancorada em algo que já partiu.
Existem verdades que a gente só consegue dizer olhando nos olhos, mas ler o que você sente me tocou de um jeito diferente. Você diz que seu jeito é 'sem jeito', mas pra mim, ele encaixa perfeitamente no meu.
Eu amo a sua coragem de admitir que é ciumenta ou insuportável em alguns dias, porque isso mostra o quanto você é de verdade em um mundo de aparências. Se às vezes eu tento mudar algo, não é para te transformar em outra pessoa, mas para que a gente seja melhor um para o outro. Mas saiba: o que eu mais quero é que você se sinta segura ao meu lado. Não precisamos de garantias de perfeição, só dessa vontade de não desistir que você descreveu tão bem. Vale a pena melhorar por você, todos os dias.
Dizem que o tempo cura tudo, mas a verdade é que o tempo apenas nos ensina a conviver com as cicatrizes. Por muito tempo, as suas palavras e atitudes foram o que definiu o meu humor e o meu valor. Mas as feridas fecharam e deram lugar a uma percepção nova: ninguém tem o poder de me destruir, a menos que eu permita.
A frieza que encontrei em você me ensinou a valorizar o meu próprio calor. Hoje, não olho para trás com arrependimento, mas com a clareza de quem sobreviveu a uma tempestade e agora aprecia o silêncio. Vou me reconstruir longe do peso das suas mentiras e da sua indiferença. O que tínhamos se dissolveu, e o que restou de mim é mais forte do que tudo o que você tentou quebrar.
Saber que você tem medo de me perder só me dá mais vontade de segurar sua mão com força. Eu entendo que às vezes a vontade de 'terminar com tudo' é só o medo falando mais alto, mas eu não vou a lugar nenhum.
Você me pediu sinceridade, então aqui está a minha: você é a melhor parte da minha rotina. Não se preocupe em ser perfeita para mim; eu já gosto de você com todas as suas manias e contradições. O que me incomoda? Só a ideia de não ter você por perto. O resto a gente resolve conversando, crescendo e aprendendo juntos. Obrigado por ser tão transparente comigo. Eu te vejo, eu te aceito e eu quero estar aqui por você.
O seu amor me fez renascer,
o seu amor me deu razão pra viver,
o seu amor me ensinou a crescer,
o seu amor me fez ser alegre.
Mas o seu adeus me fez morrer,
o seu adeus tirou de mim o anseio de viver,
o seu adeus me fez regredir,
o seu adeus me fez desistir,
o seu adeus levou minha felicidade.
E, na verdade,
pra viver sem o seu amor,
eu não tenho capacidade.
O Timbre Afinado da Emoção
No seu lindo canto, ouço a pureza de uma doce criança; na sua aparência delicada, vejo a delicadeza de uma rosa. Entretanto, isso não quer dizer que ela seja fraca, pois, mesmo entre as rochas, floresce — tipo uma mulher quando canta rock.
Assim, a sua intensidade se revela a cada nota — aquelas presentes na sonoridade forte de uma música intensa — que consomem a sua mente e se vestem das suas emoções, então, as expressa na sua voz de uma maneira profunda e sincera.
Interpretação simples, de fato, inspiradora: a bela mostra de um timbre afinado e emotivo. Muito mais do que uma beleza sonora, uma entrega satisfatória entre cordas vocais e espírito, numa ocasião transformadora regrada à emoção e ao ritmo.
Olho para onde estamos hoje — dois estranhos que um dia souberam tudo um do outro — e confesso que ainda não aprendi a caminhar sem o peso da sua falta.
Te deixar ir foi a decisão mais difícil que já tomei, e a mais dolorosa também. Queria que você soubesse que a minha partida nunca foi por falta de querer ficar. Às vezes, a vida nos coloca em encruzilhadas onde o amor, sozinho, parece não saber o caminho de volta, e a gente acaba se perdendo tentando se encontrar.
Sinto falta de quem eu era quando estava com você. Sinto falta das nossas conversas sem nexo, das brincadeiras que só nós entendíamos e até das brigas que, no fim, sempre mostravam o quanto a gente se importava. Tínhamos aquela coragem bonita de quem achava que nunca se perderia, mas o destino teve outros planos.
Hoje vivemos vidas separadas, sem notícias, sem o "bom dia" ou o "como foi seu dia?". É estranho como o mundo continua girando enquanto uma parte de mim ainda está estagnada naquele último adeus. Dói perceber que nos tornamos desconhecidos com um passado compartilhado.
Não sei se nossos caminhos vão se cruzar novamente, mas, se o acaso permitir, espero que a gente se encontre com o coração mais leve. Até lá, guardo as memórias como um refúgio. Você foi, e sempre será, a minha melhor companhia.
eu preciso colocar para fora tudo o que sinto. Olhar para o horizonte e saber que você está lá, mas não aqui ao meu alcance, é um dos desafios mais difíceis que já enfrentei.
Dizem que a distância separa corpos, mas eu aprendi que ela também confirma destinos. Cada pensamento meu tem o seu nome. Cada vez que fecho os olhos para descansar, é o seu rosto que aparece, como um porto seguro no meio do meu dia. Você é o motivo do meu sorriso mais sincero, aquele que surge do nada só de lembrar de um detalhe nosso.
Eu sei que o "agora" é feito de saudades e de conversas por tela, mas eu acredito na força do que a gente construiu. Nosso amor não é de vidro; ele é resiliente, ele aguenta o tempo e essa quilometragem que nos separa.
Sigo aqui, contando os dias e guardando cada abraço que não pudemos dar hoje para entregá-los em dobro quando nossos caminhos finalmente se cruzarem de novo. Mal posso esperar pelo momento de olhar nos seus olhos e dizer, sem pressa e sem interferências, o quanto eu amo você.
por mais que meu coração queira dizer o contrário, minha razão entende que chegamos ao nosso limite. Adiar o adeus tem sido nossa forma de tentar segurar algo que já não conseguimos proteger.
Nosso sentimento é real e profundo, mas fomos cercados por barreiras que hoje pesam mais do que a nossa vontade de ficar juntos. Percebi que, ao tentar manter esse amor vivo, estamos arriscando o bem-estar de quem nos cerca e a nossa própria paz. Não quero que as lembranças do que vivemos sejam marcadas por dor ou culpa, mas sim pelo carinho que sempre tivemos um pelo outro.
Dói aceitar o "momento errado", mas preciso ser forte por nós dois agora. Desejo, do fundo da alma, que você encontre a felicidade e a leveza que merece. Quem sabe o futuro, em algum outro tempo ou circunstância, guarde um reencontro onde não existam impedimentos.
Com todo o meu carinho, despeço-me de você.
Olhando para trás, percebo que meu silêncio nunca foi falta de vontade; foi uma forma de proteção. Eu tive medo. Medo de que, ao me entregar por inteiro, eu acabasse perdendo os pedaços que ainda me restavam. Às vezes, a gente se fecha não por falta de amor, mas por um receio, quase infantil, de sofrer de novo.
Eu tentei seguir. Tentei convencer a mim mesmo de que você era uma página virada, mas há pessoas que não saem da gente; elas apenas mudam de lugar. Você se tornou o reflexo em um detalhe qualquer do dia, aquela saudade que aperta o peito antes de eu pegar no sono.
Uma parte de mim ainda acredita que fomos a história certa no momento errado. Que talvez, em algum outro tempo, com as cicatrizes já curadas e o coração mais corajoso, a gente saiba como cuidar do que não soubemos proteger antes.
Por enquanto, fico com o que restou: o respeito por tudo o que fomos e a coragem de finalmente deixar estas palavras saírem.
Sabe, não é apenas uma vontade passageira de te ver. É um desejo profundo de te encontrar no olhar e sentir aquele instante raro em que o mundo lá fora finalmente silencia. É como se, na sua presença, todos os ruídos e a correria do dia a dia deixassem de ter importância, e apenas o "nós" fizesse sentido.
Eu sinto falta da sua calma. Do seu jeito de estar no mundo, que tem o poder quase mágico de organizar a confusão que, às vezes, se instala aqui dentro de mim. O que eu sinto por você é um porto seguro; é a vontade de te abraçar como quem segura o mundo inteiro no peito, sem pressa e sem medo, fazendo o tempo parar só para a gente.
Não espero grandes planos ou promessas mirabolantes. O que eu mais quero é o simples: estar contigo. Partilhar aquele silêncio bom que só quem se quer de verdade consegue entender.
No fim das contas, percebi que não é só uma vontade. É você. É você que eu quero aqui, comigo, exatamente do jeito que você é.
Dizem que o amor deveria ser simples, mas o nosso sempre foi uma tempestade linda e complicada. Olhando para trás, não me arrependo de um segundo sequer, mas hoje entendo que amar também é saber quando soltar a mão para não machucar o outro.
Estamos vivendo um capítulo que não tem como continuar agora. O risco é alto demais e o peso das nossas escolhas começou a sufocar a alegria que sentíamos. Por mais que eu quisesse gritar para o mundo o que sinto, o silêncio e o afastamento tornaram-se necessários para preservarmos quem amamos e a nós mesmos.
Sigo um caminho diferente a partir de hoje, levando comigo cada conversa, cada olhar e a certeza de que você foi uma das partes mais bonitas da minha história. Que a vida seja gentil com você e que, um dia, nossos corações possam se encontrar novamente em águas mais calmas.
Adeus, com amor.
feliz dia das Mães - A Nossa Guardiã
Mãezinha, que trilhou caminhos de espinho,
Com força de rocha e um toque de flor,
Não houve batalha que o seu carinho
Não transformasse em manto de amor.
Vi seus olhos brilharem com netos ao colo,
O mesmo afeto que nos criou, transbordou,
Sua história vive em cada passo, em cada solo,
Onde sua dedicação o futuro semeou.
Mas hoje, a missão ganha um novo sentido,
Somos nós, seus frutos, quem quer proteger,
Cuidar do seu riso, do seu peito, do seu ouvido,
Pois chegou nossa vez de zelar pelo seu ser
Guerreira incansável, nosso porto seguro,
Sua vida é o alicerce de nossa união,
Caminharemos ao seu lado, agora e no futuro,
Com a mesma entrega e a mesma devoção.
Você não precisa mais carregar o peso do mundo,
Pois agora o mundo somos nós ao seu redor,
Te amamos num laço profundo e fecundo,
Mãe, vovó, nossa luz maior.
--------- Eliana Angel Wolf
Prece de Gratidão e Cuidado - Dia das Mães
Senhor, que habitas no alto do céu,
Escuta a prece que trago em meu peito,
Neste dia em que o amor é o véu,
Venho pedir por quem me deu o leito.
Mãos calejadas, suor e fadiga,
Tanto trabalho, tamanho valor,
Lutou pelo pão, foi nossa amiga,
Construiu nosso mundo com tanto amor.
Se a vida exigiu, ela não recuou,
Deu o melhor que podia nos dar,
Em cada renúncia que ela abraçou,
Aprendi o que é realmente amar.
Por isso, ó Pai, eu Te peço agora:
Envolve minha mãezinha em Tua luz!
Que o Teu amparo não falte, nem fora,
Nem dentro da paz que ela me conduz.
Cuida, Senhor, de cada passo seu,
Protege seu corpo, consola o seu ser,
Que ela sinta o amor que ela nos deu,
Em dobro, por tudo que fez florescer.
Que hoje e sempre ela se sinta abraçada,
Pela Tua graça e por nosso carinho,
Mãe dedicada, mulher abençoada,
A joia mais rara que o Senhor me deu. ------------------------ Eliana Angel Wolf
A Exultação dos Olhos durante A Pausa
Pude ver de perto, recentemente, uma paisagem natural em movimento: lindos cavalos usufruindo de uma tranquilidade rara, sentindo os toques do vento nas suas crinas, em um campo vasto e verdejante. Foi quando a realidade restante ficou pausada nesse momento memorável cheio de vida; os meus olhos logo ficaram exultantes com aquela arte certamente divina numa exposição tão cativante.
TETO ABERTO, ALMA REVELADA:
O PENSAMENTO QUE ADERECE O PERISPÍRITO E RESTAURA A VIDA.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro .
A cena é de uma densidade simbólica admirável. Em Cafarnaum, conforme registrado em Marcos 2.1 a 12 e reiterado em Lucas 5.18 a 25, um homem paralítico é conduzido por quatro companheiros que, diante da impossibilidade de acesso ordinário, elevam-se ao teto, removem as telhas e o descem até a presença de Jesus. A arquitetura é violada para que a essência seja restaurada. Este gesto não é apenas físico, é profundamente metafísico. Trata-se da ruptura das crostas mentais que impedem o fluxo da saúde integral.
Ali se estabelece uma distinção capital, frequentemente negligenciada. Existe o doente e existe a doença. O doente é o Espírito, sede da consciência, portador de memória milenar, responsável pela tessitura de seus próprios estados íntimos. A doença, por sua vez, é a manifestação fenomênica, transitória, efeito exteriorizado de desarmonias mais profundas. Confundir ambos é comprometer qualquer tentativa de compreensão real da existência.
Quando Jesus afirma "os teus pecados te são perdoados", ele não se dirige à carne, mas à raiz causal. A enfermidade não é meramente um acidente biológico, mas uma linguagem do ser. O paralítico não é apenas um corpo impossibilitado de locomoção, é uma alma que carrega registros, conflitos, desalinhamentos que se projetam no perispírito e, por consequência, no organismo físico.
A Doutrina Espírita, codificada com rigor analítico, esclarece este mecanismo com notável precisão. O pensamento não é abstração, é substância. Ele se corporifica em imagens fluídicas que se imprimem no perispírito, este envoltório semimaterial que serve de interface entre o Espírito e o corpo.
Em "A Gênese", é elucidado que o pensamento modela o perispírito como o escultor molda a argila. Cada ideia persistente, cada emoção reiterada, cada intenção cultivada estabelece sulcos energéticos. Não se trata de metáfora poética, mas de dinâmica ontogênica da alma. O perispírito registra, arquiva, reproduz.
Pensamentos de ressentimento, desalento, inveja ou medo não são inofensivos. Eles condensam fluidos deletérios, estabelecem zonas de fixação vibratória, criando verdadeiros núcleos mórbidos que, com o tempo, repercutem no corpo físico sob a forma de disfunções, síndromes, perturbações orgânicas e psíquicas. Aqui se revela a diferença inequívoca entre o doente e a doença. O doente é o agente, a doença é o efeito.
A questão 919 de "O Livro dos Espíritos" oferece um dos mais altos roteiros de autogestão espiritual. O autoconhecimento surge como método profilático e terapêutico. Examinar-se diariamente, vigiar os próprios pensamentos, identificar inclinações nocivas e substituí-las por conteúdos edificantes constitui verdadeira higiene psíquica.
A lei de sintonia reforça esta realidade. Pensamentos são frequências. O Espírito emite e recebe conforme a faixa em que se situa. Ideias elevadas atraem inteligências benévolas. Ideias densas atraem consciências perturbadas. Não se trata de punição, mas de afinidade. Assim, o ambiente espiritual que circunda o indivíduo é, em larga medida, criação sua.
A vontade, por sua vez, atua como diretora desta maquinaria invisível. O pensamento produz, mas é a vontade que sustenta, direciona e intensifica. Sem vontade disciplinada, o pensamento dispersa-se. Com vontade educada, ele se converte em instrumento de reconstrução.
Retornando ao paralítico, observa-se um elemento adicional de extrema relevância. A fé coletiva. "Vendo-lhes a fé", diz o texto. Não apenas a fé do enfermo, mas a dos que o cercavam. Isto indica que o campo mental é compartilhado. Auxiliamos e somos auxiliados. A caridade não é apenas gesto externo, é transferência de energia moral.
Daí emerge um princípio ético profundo. "Se fizerdes isso a qualquer um destes meus pequeninos, a mim o fazeis". O cuidado com o outro é simultaneamente terapia pessoal. A frase de Joana de Ângelis sintetiza com rara lucidez: "Quem enxuga lágrimas não tem tempo para chorar". O altruísmo reorganiza o campo psíquico, desvia o foco da autocomiseração e eleva o padrão vibratório.
"Vá e não peques mais" não é exigência de perfeição absoluta. É convocação à lucidez progressiva. O erro pode persistir, mas a consciência já não é a mesma. O conhecimento amplia a responsabilidade. A ignorância atenua, o saber compromete.
Métodos e comportamentos restauradores tornam-se, portanto, indispensáveis.
A vigilância mental deve ser contínua. Não como rigidez opressiva, mas como atenção lúcida.
A oração, entendida como sintonia elevada, reorganiza o campo fluídico.
O estudo doutrinário esclarece, dissipa fantasias, estrutura o pensamento.
A prática do bem, mesmo em pequenas proporções, atua como catalisador de saúde.
O perdão desarticula vínculos tóxicos e libera cargas acumuladas.
A disciplina emocional impede a cristalização de estados inferiores.
O passe, enquanto recurso fluídico, auxilia na rearmonização perispiritual, desde que acompanhado de transformação íntima.
A autoanálise diária, conforme sugerido na questão 919, funciona como instrumento de correção de rota.
A moderação nos hábitos físicos coopera com a estabilidade do sistema geral.
Assim, compreende-se que a verdadeira profilaxia não se limita ao corpo. Ela começa no pensamento, estrutura-se no perispírito e manifesta-se na vida concreta. A saúde deixa de ser ausência de sintomas e passa a ser estado de coerência entre consciência, emoção e ação.
O teto que foi aberto em Cafarnaum é, em realidade, a mente que se rompe para permitir a entrada da luz.
E quando a luz penetra, o Espírito levanta-se.
Ergue-se não apenas do leito físico, mas das próprias limitações internas.
E caminha.
"Porque aquele que aprende a governar o próprio pensamento, já iniciou a mais elevada forma de liberdade que a alma pode conquistar."
FONTES.
"O Evangelho Segundo o Espiritismo", capítulo V e XV. "O Livro dos Espíritos", questão 919 e 459 a 460. "A Gênese", capítulo XIV. "Revista Espírita", diversos artigos sobre ação dos fluidos. Mensagens psicológicas de Joana de Ângelis.
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VIRTUDE CRÍSTICA.
Sentir "sair virtude" de si, na visão de Allan Kardec e na perspectiva espírita, é uma transferência de fluidos magnéticos e espirituais enriquecidos pela intenção amorosa. Essa sensação, frequentemente descrita por Jesus no Evangelho, refere-se à doação de energia vital (fluido magnético) combinada com fluidos espirituais, direcionada pelo desejo de fazer o bem.Aqui estão os pontos principais dessa experiência à luz do Espiritismo:O que é essa "Virtude": Não é apenas uma qualidade moral, mas, no contexto bíblico citado, a "virtude" (do latim virtus, força) representa a força do fluido vital, o magnetismo animalizado ou fluido humano que atua diretamente no corpo doente ou necessitado.O Mecanismo da Doação: Quando alguém (passista ou pessoa bem-intencionada) se concentra para ajudar, ocorre uma modificação nos fluidos. O poder de cura ou de alívio está na pureza da intenção e na energia da vontade, que provoca uma emissão fluídica mais abundante.A sensação de "Perda": É normal sentir que "saiu" algo, pois o passista doou parte de sua energia vital (fluido magnético do encarnado) para reequilibrar o outro. Essa energia é renovada através da prece e do contato com os bons Espíritos.A "Sede Perfeitos" (Virtude Moral): Kardec define virtude no seu mais alto grau como o conjunto de qualidades essenciais do homem de bem (caridade, modéstia, trabalho, etc.). A verdadeira "virtude" que deve "sair" de nós é a prática natural do bem, sem orgulho ou necessidade de elogios.Atenção ao Orgulho: O Espiritismo alerta que, ao sentir essa força, o indivíduo não deve cair na vaidade. A virtude é uma graça a ser cultivada, não um título para orgulho, pois "mais vale menos virtude na modéstia, do que muitas no orgulho".Resumo: Sentir sair virtude é a concretização do passe magnético, onde a vontade unida ao amor-próprio faz o fluido vital atuar como bálsamo curativo.
Allan Kardec, nas obras básicas do Espiritismo (especialmente em *A Gênese, O Livro dos Médiuns e O Livro dos Espíritos), descreve os fluidos como matéria intermediária entre o espírito e a matéria tangível, servindo como veículo de pensamento e agente de ação dos Espíritos sobre o mundo físico.Principais aspectos da teoria dos fluidos de Kardec:Fluido Cósmico Universal (FCU): É a substância primitiva, elemental, que preenche o espaço e é o princípio de toda a matéria tangível e intangível.Fluidoterapia e Fluidos Espirituais: Os fluidos não são apenas gases, mas matéria quintessenciada (sutil) que compõe a "atmosfera" dos Espíritos. Eles são os condutores do passe magnético e do pensamento.Fluido Vital: É o princípio de vida abundante na natureza, que alimenta o corpo físico e o perispírito dos seres vivos.Atuação do Pensamento: Os Espíritos (encarnados ou não) atuam sobre os fluidos espirituais utilizando o pensamento e a vontade, moldando-os (criações fluídicas).Kardec explica que o perispírito é formado por esse fluido, que se modifica de acordo com a moralidade do indivíduo.
Passe e fluido vital
Todas as Doutrinas, não importa sobre o que versem, após serem elaboradas e divulgadas por seus autores, estão sujeitas a interferências daqueles para quem foram preparadas: os leitores, aprendizes ou seguidores.
Entretanto, tudo indica existir uma tendência no homem para modificar a proposta original, não importa quem seja o seu autor, tampouco qual seja o seu conteúdo. Isto se deu até com Jesus, embora Ele não tenha deixado nada escrito, porém, como alguns escreveram sobre seus exemplos e ditos, os Evangelistas, estes escritos, como se sabe, também sofreram inúmeras adulterações e modificações.
Com o Espiritismo não poderia ser diferente. Há inúmeras “criações” de aprendizes da Doutrina, não se sabendo bem por qual razão, modificando os textos originais, sem qualquer respaldo lógico ou científico.
Entre tantas, destaca-se esta: “O passista não transfere fluido vital para o assistido”. Não se sabe quem criou esta novidade, tampouco de onde veio a proposta, mas, infelizmente, tem sido ensinada inclusive em cursos aplicados em algumas agremiações espíritas visando à formação de futuros passistas, pois aquelas não contam com uma direção doutrinária alinhada com Allan Kardec.
O princípio vital, como aprendemos dos Espíritos coordenadores do trabalho do Prof. Rivail, dá vida à matéria, sem ele, só há matéria inerte. Sem fluido vital a matéria permanece inanimada ou inativa. Todos nós recebemos uma cota deste fluido, impregnando os órgãos do corpo físico, de modo a mantê-lo em funcionamento ao longo da vida, contudo, devemos providenciar a absorção de novos fluidos, pois há um desgaste natural destes para manter o funcionamento da máquina corporal.
Usamos fluidos até para pensar, como se depreende desta passagem1: “É que, com efeito, o pensamento é uma emissão que ocasiona perda real de fluidos espirituais e, conseguintemente, de fluidos materiais, de maneira tal que o homem precisa retemperar-se com os eflúvios que recebe do exterior. [...] um pensamento bondoso traz consigo fluidos reparadores que atuam sobre o físico, tanto quanto sobre o moral”.
Uma das formas de se restituir este fluido acontece através do passe magnético. É preciso repô-lo de um modo ou de outro sob pena do corpo físico colapsar prematuramente por falta deste elemento vital encharcando a matéria, é o seu combustível, se assim podemos nos expressar.
O passista, ao aplicar o passe magnético, por força de sua vontade e desejo, transmite fluidos ao assistido, não sendo estes apenas os fluidos espirituais oriundos dos Espíritos e do plano etéreo, são também fluidos mais materiais, densos, fundamentais no processo de reajuste ou reequilíbrio físico de quem os recebe. Estes fluidos combinados podem promover o equilíbrio material e mesmo literalmente curar um organismo doente, depende da qualidade do fluido inoculado no perispírito e organismo do necessitado.
Esta possibilidade foi muito bem documentada por Allan Kardec em sua obra primeira O Livro dos Espíritos. Ao comentar a resposta à questão 70, o Mestre de Lyon assim se expressou2: “O fluido vital se transmite de um indivíduo a outro. Aquele que o tiver em maior porção pode dá-lo a um que o tenha de menos e em certos casos prolongar a vida prestes a extinguir-se”.
Observa-se que Allan Kardec não disse ser esta transmissão possível de acontecer apenas por um passista treinado e preparado, não, este mecanismo divino contempla todos os humanos, e cremos até os irracionais. É possível transferir fluido vital de uma pessoa a outra, sendo esta a razão de indivíduos, ao se encontrarem, por exemplo, um bem cansado, desanimado e em depressão, e o outro bem disposto, alegre, de bem com a vida; após o encontro a situação pode se inverter, pois ao dialogar, apertar as mãos, trocando olhares durante a conversa, é possível àquele com mais fluidos transferi-los para o mais necessitado, inclusive sem o desejar, há uma absorção, efeito esponja, entre um e outro. Entretanto, se houver doação em demasia, o transmissor poderá se sentir desgastado instantaneamente.
Durante um passe, evidentemente, quando se tem um trabalhador preparado para tanto, ao longo do tempo, em bons programas de treinamento e estudos espíritas, o fluxo de fluidos se dá, em princípio, com mais intensidade, havendo uma transferência maior de fluido vital para o receptor do passe. É exatamente este fluido material que todos nós detemos, associado aos fluidos mais rarefeitos provindos dos Espíritos acompanhantes do trabalho de passes, que podem promover a melhora física e mesmo psíquica do assistido.
O Sábio Gaulês registrou outra menção direta a esta possibilidade3: Por meio de cuidados dispensados a tempo, podem reatar-se laços prestes a se desfazerem, e restituir-se à vida um ser que definitivamente morreria se não fosse socorrido? ̶ “Sem dúvida e todos os dias tendes a prova disso. O magnetismo, em tais casos, constitui, muitas vezes, poderoso meio de ação, porque restitui ao corpo o fluido vital que lhe falta para manter o funcionamento dos órgãos.”
Neste caso, não é apenas saúde a se restituir ao doente, é possível mesmo impedir a desencarnação do Espírito. Veja-se o alcance desta lei de Deus, à disposição de nossas mãos, ao nosso inteiro alcance.
É de se perguntar, se de fato não transferíssemos fluido vital entre nós, o que o passista estaria fazendo ao trabalhar no passe? Mero condutor dos fluidos espirituais? Mas se fosse assim, acreditamos, os Espíritos poderiam dispensar totalmente os passistas e magnetizadores encarnados promovendo a transferência de fluidos mais etéreos diretamente aos doentes em desarmonia psíquica e física. Contudo, nesta última forma, os resultados seriam diferentes, pois faltariam os fluidos mais densos característicos e necessários dos encarnados.
É de notar, quando uma possibilidade é verdadeira ela é repetidamente reescrita. O leitor está convidado a ler ou reler os registros do Sábio de Lyon em A Gênese, cap. XIV, sobre Curas, nos itens 31 a 34.
E quando se fala em fluido magnético, fala-se em fluido vital, basta revisitar mais uma questão em O Livro dos Espíritos, para certificar-se desta realidade4:De que natureza é o agente que se chama fluido magnético? ̶ “Fluido vital, eletricidade animalizada, que são modificações do fluido universal.”
Não há qualquer dúvida sobre a natureza e existência dos fluidos, sejam magnéticos ou vitais, são estes mesmos fluidos que movimentamos e trocamos entre todos nós.
Cientes deste mecanismo divino, todos aqueles a se apresentarem nas atividades de passes devem se esmerar para se envolverem no serviço, portando os melhores fluidos vitais, de modo a transmitir de fato saúde e harmonia, pelos fluidos, a todos aqueles que os procuram, sejam nos centros espíritas, sejam no dia a dia, pois a lei não se restringe aos ambientes espíritas, ela funciona em qualquer lugar e situação; se expressa através de um aperto de mão, um abraço bem dado, uma troca de olhares com caridade e carinho, conforme anteriormente citado.
Fluido é, em termos científicos, qualquer substância capaz de fluir (por exemplo, os líquidos e os gases) e que não resiste de maneira permanente às mudanças de forma provocadas por uma tensão de cisalhamento (tensão gerada por forças aplicadas em sentidos opostos, porém em direções semelhantes no material analisado); as substâncias fluídicas tendem a mudar de forma de acordo com o ambiente. A compreensão da natureza dos fluidos é essencial para o Espiritismo, no sentido de explicar conceitos fundamentais desta doutrina, tais como: a providência divina, a constituição e as propriedades do perispírito, os fenômenos mediúnicos etc. Neste sentido, a codificação espírita postula que, além das substâncias conhecidas pelas ciências humanas, há outras tantas formas materiais mais sutis, também ditas etéreas ou quintessenciadas sendo a mais elementar de todas o fluido cósmico universal e que são manipuláveis pelos Espíritos.
São muitas as formas de se transmitir os salutares fluidos magnéticos: Transmitamo-los, pois!
Os fluidos permitem ao Espírito uma vida material como a nossa?
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08 de Setembro de 2022 2585
Trechos de *Cosme Massi das lives “A verdadeira propriedade segundo o Espiritismo", palestra do Centro Espírita Caminheiros do Bem de Auriflama–SP, e “Estamos no momento de revisar a Doutrina Espírita?”, pela 17.º CEU, CEERJ.
Transcrição de Rui Gomes Carneiro.
Certamente os Espíritos que afirmam isso estão falando do seu ponto de vista de Espíritos imperfeitos, que julgam possuir propriedades físicas.
Se nem na Terra nós somos donos daquilo que conquistamos com trabalho honesto, imagina no mundo espiritual! Não somos donos de nada da matéria, pois todos os recursos materiais são colocados à disposição do Espírito para serem usados em benefício dos outros. Não somos donos de propriedades materiais quando encarnados, nem donos de propriedades materiais no mundo espiritual.
Então certamente Espíritos que dizem isso são Espíritos imperfeitos, que estão olhando a vida espiritual como se tivessem um corpo, estão encarando a vida espiritual a partir de suas percepções de quando estavam na Terra, julgando que têm a posse de bens materiais.
Kardec descreve avarentos no mundo espiritual, após a morte, preocupados com o seu ouro, como se tivessem a posse do ouro, como se tivessem posse de alguma coisa, demonstrando uma visão distorcida da realidade.
Na realidade, ainda estão vivendo em perturbação espiritual, não perceberam que a única coisa que possuem é a alma e os recursos materiais dos seus fluidos com as qualidades que ele lhes dá, de conformidade com os seus valores morais.
Ele está julgando a vida espiritual do mesmo jeito que ele julga a vida corporal. É um grave equívoco, mostrando o estado de inferioridade deste Espírito, que precisa ser esclarecido acerca de sua real situação na vida espiritual.
A descrição de lugares feita por Espíritos após Kardec gera dificuldade de ter certeza do que é verdadeiro do que não é verdadeiro.
Claro que existe uma realidade no mundo espiritual; o mundo espiritual não é um mundo de pensamento; é uma matéria, fluídica, própria; ninguém está dizendo que é um nada; claro que é alguma coisa, pois tem uma matéria manipulável pelo pensamento dos Espíritos. Ninguém está dizendo que não tem uma realidade nesse mundo espiritual, ok?
O problema é que quando a gente vai ler essas descrições espirituais, muitas delas inclusive usam um pressuposto falso. Kardec demonstrou: qual é o pressuposto que em muitas descrições aparece? A de que o perispírito é um organismo, com órgãos. Esse pressuposto, como Kardec demonstra, é um pressuposto falso, e eu coloco os argumentos de Kardec lá em meu livro “Espírito e Matéria”.
Referências:
1 KARDEC, Allan. A Gênese. Trad. Guillon Ribeiro. 53. ed. 1 imp. Brasília: FEB Editora, 2013. cap. XIV, Qualidade dos fluidos, item 20.
2 O Livro dos Espíritos. Trad. Guillon Ribeiro. 69. ed. Rio de Janeiro: FEB Editora, 1987. q. 70.
3 q. 424.
4 q. 427.
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- O Evangelho segundo o Espiritismo -
O BÁLSAMO INVISÍVEL DO DEVER E DA RENÚNCIA.
O trecho do O Evangelho segundo o Espiritismo, no capítulo VI, insere-se entre as mais densas instruções morais atribuídas ao chamado Espírito de Verdade, cuja função, segundo a tradição espírita, é a de sintetizar o ensino superior do Cristo em linguagem acessível à consciência humana.
A mensagem apresenta uma estrutura ética rigorosa, fundada em três eixos essenciais: consolo divino, responsabilidade moral e transformação interior.
Em primeiro lugar, afirma-se que Deus consola os humildes e fortalece os aflitos que conscientemente O buscam. Não se trata de um consolo passivo, mas de uma resposta vibracional ao movimento íntimo da criatura. A lágrima não é ignorada, mas acompanhada de um recurso invisível, um “bálsamo”, expressão que remete à ação dos fluidos espirituais, conforme estudado na codificação, especialmente na dinâmica das influências morais e perispirituais. O sofrimento, portanto, não é um acidente caótico, mas um campo pedagógico onde a lei divina atua com precisão.
Segue-se uma proposição de caráter profundamente filosófico: “o devotamento e a abnegação são uma prece contínua”. Aqui, rompe-se a ideia vulgar de prece como ato meramente verbal. A verdadeira oração, sob a ótica espírita, é existencial. Viver para o bem, renunciar ao egoísmo, servir sem expectativa de retorno, constitui uma sintonia permanente com as esferas superiores. A prece deixa de ser episódica e torna-se incorporada à própria essência moral da conduta.
A sabedoria humana, segundo o texto, reside nessas duas virtudes. Não se trata de erudição, nem de acumulação de conhecimento técnico, mas da capacidade de ordenar a própria vida segundo leis morais superiores. Este ponto ecoa diretamente os ensinamentos estruturais da obra O Livro dos Espíritos, especialmente na questão 918, onde se afirma que o verdadeiro sábio é aquele que trabalha por dominar suas más inclinações.
O texto então dirige-se aos Espíritos sofredores, encarnados ou desencarnados, advertindo-os contra a revolta. A dor, quando acompanhada de rebeldia, intensifica-se, pois o espírito, ao resistir à lei, agrava a própria percepção do sofrimento. Há aqui um princípio psicológico notável: a dor moral amplifica-se na medida da resistência interior. A resignação, por outro lado, não é passividade, mas lucidez diante da lei de causa e efeito.
A divisa proposta, devotamento e abnegação,sintetiza todos os deveres impostos pela caridade e pela humildade. Caridade, neste contexto, não é apenas assistência material, mas benevolência ativa, indulgência e perdão. Humildade não é autodepreciação, mas consciência da própria condição evolutiva diante da lei divina.
O trecho culmina em uma observação de profunda interface entre espírito e corpo: “o corpo tanto mais sofre quanto mais profundamente é atingido o espírito”. Trata-se de uma antecipação clara das relações psicossomáticas, hoje amplamente estudadas. O sofrimento moral repercute no organismo físico, pois o perispírito, intermediário entre alma e corpo, transmite as desarmonias íntimas ao campo biológico. Assim, a pacificação interior não é apenas um ideal moral, mas também uma necessidade de equilíbrio integral.
Em síntese, a instrução do Espírito de Verdade estabelece um caminho rigoroso e exigente. Não promete ausência de dor, mas oferece meios de transfigurá-la. Não elimina as provas, mas ensina a atravessá-las com dignidade consciente.
E, no silêncio de cada renúncia sincera, revela-se uma lei sutil e inexorável: aquele que se entrega ao bem, ainda que em meio às próprias dores, começa a libertar-se daquilo que o aprisiona, porque já não vive para si, mas para a harmonia universal que o sustenta e o chama.
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