LuciaOFe
Impressionante como o registro de uma foto pode causar tanto impacto. Tudo é motivo para um click.
Quando se trata do pessoal, me soa como ilusão. Algo artificial para demonstrar algo ilusório ou momentâneo.
Nunca me rendi a vaidades , filtros, etc.
Admiro quem pensa como eu.
Como diz a música: "A melhor maquiagem é o sorriso no rosto".
A Magia dos Miudinhos
No cantinho do tapete, com mãos pequeninas, brinquedos miúdos viram grandes aventuras infinitas.
A criança inventa com pura intenção,
histórias que pulam da imaginação.
Com sorrisos e afeto, tudo ganha cor,
cada peça encaixa com muito amor.
A motricidade fina dança sem parar,
enquanto a fantasia começa a brilhar.
Há diálogo entre bonecos e bichinhos,
socialização nos seus próprios caminhos.
Livros inspiram castelos e dragões,
literatura pulsa em mil invenções.
A magia mora ali, no brincar sem pressa,
onde tudo é possível, tudo começa.
E o mundo se abre em mil direções.
Uma casa com livros no lugar de eletrônicos resolveria 90% dos problemas de muitas famílias. Limite de tela é para inglês ver. Pais adoecidos não têm poder de cura.
E o que é a moda?
É aquilo que tem caimento irretocável na alma, para depois vestir o corpo por fora, ignorando o olhar alheio.
Que tudo o que transborda de bom em mim alcance a todos: os que me querem bem e os que não me querem, também.
Amo quem prefere o toque no olhar e na pele ao toque na tela do celular. Encurta distâncias e estreita afetos.
As escolhas que fazemos têm seu tempo.Têm seu preço.Sem promessas, por mais que tenhamos pressa.
Escolhas que, às vezes, causam danos,por mais que não estejam em nossos planos.
Eu escolho cuidar de mim,mesmo tendo que dar um fima algo que já não faz mais sentido.
Podemos nos arrepender de tudo,menos de termos nos escolhido.
O dia em que Vênus encontrou a Lua,
ambos incandescentes.
Não era uma Lua minguante,
e sim uma Lua crescente.
Apareceram quando o Sol se escondia,
no poente.
Conjunção inconfundível,
atraente.
Nunca tinha visto um planeta,
nem mesmo numa luneta.
Mas agora, vejas tu,
eu posso ver Vênus,
não pela luneta,
mas sim a olho nu.
Registrei no meu olhar
e, depois, na fotografia,
uma imagem rara.
Eu nem sabia que existia.
E ali, logo abaixo, Júpiter,
tímido diante da luz reluzente da dupla que brilhava e reluzia.
Ela só deixa ver o que permite; não é preciso um 'deixa eu entrar'. Basta perceber e entender seu coração, sua alma e suas ações. Daí em diante, o acesso é livre.
As pessoas ou são entediantes, ou são fascinantes. As entediantes são as mais submissas e desinteressantes.
Olho para o letreiro ali no Laranjal,Composto por seus lindos ladrilhosNo seu colorido especial,Mas não mostra a cidadeCom seu contraste social.Pelotas, cidade do doce mais doce,Da baronesa e de barões,De lindos teatros e de casarões.Onde o asfalto passa bem longe de mim,Ali no Parque Una e na Dom Joaquim.Cidade glamourosa com seu chafariz,Do bairro Areal onde um dia fui feliz.Também do bairro Quartier,Planejado por Lerner, quase um bairro privê.Mas a elite esconde o que não quer ver:O lado feio de Pelotas, que fingem não ter.E o cara ali comendo lixo?Ah! Desses ninguém quer saber.É. Ninguém quer saber.O contraste é nítido na mesma calçada,Riqueza maquiada, miséria escancarada.Cenário europeu para quem tem dinheiro,Enquanto o irmão sobrevive do bueiro.Doce Pelotas, mas o gosto é amargo,Quem tá no topo não olha pro de baixo.E o lado feio de Pelotas, que fingem não ter?O cara ali comendo lixo?Ah! Desse lado ninguém quer saber.É... Ninguém quer saber.Ninguém quer saber.Passa o vidro fumê e fecha a janela.O Una brilha, mas a fome tá na esquina dela.É... Ninguém quer saber.
"Título: Doce Pelotas
Olho para o letreiro ali do Laranjal,
Composto por seus lindos ladrilhos, com o seu colorido especial.
Pelotas, doce Pelotas, da praia linda. Da Igreja da Luz e da Catedral.
Mas que não mostra nas redes o seu contraste social.
Pelotas do quindim e da boa cocada,
Mas tem seu lado amargo, pois ainda existe muito colchão na calçada.
Em fevereiro insistem com a doce folia,
Esquecendo o lado amargo: Quem come ali do lixo e a hipotermia.
Na minha doce Pelotas não existe morro,
Mas tem seu lado amargo com a fila do pronto-socorro.
Doce Pelotas do chimas ali no Una e na Dom Joaquim.
Mas e o lado amargo da fila que nunca tem fim?
Mas e o lado amargo da fila que nunca tem fim?
Capital do doce feito com carinho, bem artesanal,
Assim como o doce de Ninho e o Camafeu.
E o catador de lixo? Ainda sobrevive. Não desapareceu.
Pelotas do doce mais doce,
Do pastel de Santa Clara e do olho de sogra.
E o catador de lixo se contenta com as sobras.
Pelotas, doce Pelotas,
Onde tu vês turista encantado a sorrir,
Tirando foto em frente ao Teatro Guarany.
E o cara na calçada pedindo um pedaço de pão,
E tu fingindo não ouvir, inventando língua morta, tipo tupi-guarani.
Tipo tupi-guarani.
Ah, minha doce princesa!
Com arquitetura digna de realeza,
Com sua beleza exposta, como aquela da esquina ali da Lobo da Costa.
Logo à sua frente, a Praça Coronel Pedro Osório,
Onde Betinho é Mafalda veem o Barão com a caneta em punho no seu escritório.
E realmente tu és singular com teus imponentes casarões.
Única. Com sua grande biblioteca pública.
E o cara catando lixo que ainda sobrevive de súplica?
Ah, Pelotas, doce Pelotas.
Jamais me esqueceria do teatro que por anos ficou fechado.
O quarto mais antigo do Brasil . claro que estou falando do Sete de Abril.
Marca aí no calendário: aberto ao público no dia sete de julho,
Dia do seu aniversário.
Pelotas, doce Pelotas, aqui cidade do doce mais doce,
Da Baronesa e de barões,
De lindos teatros e de casarões.
Onde o asfalto passa bem longe de mim,
Ali no Parque Una e na Dom Joaquim.
Cidade glamourosa com seu chafariz,
Do bairro Areal onde me criei e um dia fui feliz.
Também do bairro Quartier,
Planejado por Lerner, quase um bairro privê.
Mas a elite esconde o que não quer ver:
O lado feio de Pelotas, que fingem não ter.
E o cara ali comendo lixo?
Ah, desse ninguém quer saber.
É. Ninguém quer saber.
O contraste é nítido na mesma calçada:
Riqueza maquiada, miséria escancarada.
Cenário europeu para quem tem dinheiro,
Enquanto o irmão sobrevive do lixo do bueiro.
Doce Pelotas, lado wue eu não me encaixo
Quem está no topo não olha para quem tá lá embaixo.
E o lado feio de Pelotas, que fingem não ter?
O cara ali comendo lixo?
Ah, desse lado ninguém quer saber.
É... Ninguém quer saber.
Ninguém quer saber.
Fecha a janela. Passa o vidro fumê
O Una tem arranha-céu, mas o bairro atrás dele?
Ah! Desse ninguém quer saber.
Pelotas tem seu charme, sua beleza e seus encantos, difíceis de esquecer.
Mas e o mano ali no lixo?
Ah, desse ninguém quer saber.
Ninguém quer saber.
E o estilo vai ser um Hip Hop com vocal masculino, bem na veia do que você pediu.
O que você acha? Tá do jeito que você queria?
Pronto para sua música?
