Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo
Horizonte
Demétrio Sena - Magé
É um desperdício de vida, quando alguém realiza sonhos, obtém conquistas, forma uma linda família e depois vive amago, porque os admiradores esperados não "curtem". Não enaltecem. Não "seguem" na web. Aí a pessoa acusa meio mundo de inveja, "olho gordo" e "torcida contra", como se ela fosse uma estrela "flopada"; um deus (ou deusa) cancelado por "internautas" que ela também não curte, não enaltece, não segue nem diz "que lindo!", "você é demais!". Será que o que buscamos é justamente a inveja coletiva, o "olho gordo" corporativo, e tudo só faz sentido se for assim? Será que um dia filmaremos até os nossos momentos mais íntimos, para mostrarmos no "Insta" ou no "Feice", como somos bem resolvidos, não sendo?
Cuidado: podemos desenvolver uma inveja real e irresistível de quem consegue nos olhar de forma horizontal; com igualdade... a tal ponto que "torce" e fica feliz por nós em silêncio, acreditando que somos realmente felizes pelo que somos, e por nossas conquistas, independente de aplausos. Quando queremos a todo custo, que a nossa vida seja um reality show de sucesso absoluto e ininterrupto, estamos bem próximos de uma camisa-de-força, para contenção da nossa inveja de quem consegue não ter inveja, principalmente de nós. É algo primordial, conseguirmos conceber uma sociedade na qual ninguém olhe de baixo nem de cima para ninguém. A horizontalidade na forma de nos olharmos é o que pode salvar o mundo.
... ... ...
Respeite autorias. É lei
Equilíbrio no limite
Os dias estão às raias da loucura,
Estamos vivendo todos no limite.
Em meio a esses momentos de amargura,
É um peso que ninguém admite.
Buscam-se meios de sair da letargia,
E quebrar esse ciclo de sobrecarga,
Enfrentar o que antes eu temia,
Largar o que pesa nessa descarga.
É preciso acalmar o sistema nervoso,
Respirar constante e na mesma cadência.
Fazer o contrário é deveras perigoso,
Melhor manter a calma numa só frequência.
É um desabafo de todos nós isso,
Não podemos segurá-los sozinhos.
É urgente, não sejamos omissos,
Sejamos as águas que movem moinhos.
E juntos façamos esse compromisso!
Raimundo Nonato Ferreira
Maio/2026
Luz em Teu Sútil Sorriso
"Kelly Silva, contemplando essa janela do tempo, lembrei da minha terna, eterna e amada avózinha Leonnor Rabello, que se tornou um brilho no lindo céu... Esse afeto profundo me inspirou a escrever estes versos para o seu coração: "Luz em teu sutil sorriso há um brilho no teu olhar, Kelly,que guarda a paz de um abraço eterno. É uma força doce que te impele, como o sol que acalma o dia de inverno. Quem realmente te vê sorrir pode sentir a poesia de uma luz que lá do alto te acompanha. Uma linda e terna companhia,que em cada passo teu se faz tamanha. Esse laço lindo, puro e infinito,Nenhum tempo ou distância pode apagar. O amor que te habita é o mais bonito, e brilha no céu para te abençoar.
Fia foi-se e eu, cá, sem ela
Na sua infinita jornada
Mais uma etapa se realizou --
Caminho de todos nós.
Seja lá no que cada um acredita,
Esta instância terrena se encerrará.
Novos...
Caminhos
Jornadas
Lances e
Encontros.
Não importa...
A porta do outro plano sempre estará aberta para todos!
Alerta aos incautos e descrentes:
__O fato é que ninguém escapa do que é certo
E o certo é o amor que nos une
e continuará nos unindo em todas as etapas.
Com afeto e amor a você, Fia!
Da amiga Hidely
06.01.2023
PARA VOCÊ QUE NUNCA VI, MORTO DESCONHECIDO
Ouço os gritos da família em meus ouvidos...
... ... ...
Acenderam-se as luzes, pois se fez noite.
Mas o corpo que repousa, morto, na calçada
Não vê luz, não a sente e nem a toca.
A noite cristalizou-se no eterno
E as cores, longe de seu cérebro,
Esqueceram-se de voltar!
Arrepios...
Algo vaga pelo ar.
Eu bem sinto!
Mas onde está o ser que há minutos nos sorria?
Corpo é corpo...
Mas a alma, meu Deus – se ele existe –
Por onde anda?
Arrepios...
Algo vaga pelo ar.
Eu sinto!
Sinto?
A alma bateu à minha porta.
Atendi.
Penetrou-me um sopro
E passos invisíveis perderam-se no horizonte!
1975 (retornando da faculdade)
Retinas e vidraça
O dourado do pôr do sol ficará retido
em minhas retinas e memória.
Todas as imagens juntas.
Desde que nasci, ainda menina,
Sentava-me no chão e, ao pé da cama de meus pais,
privilegiada visão do todo me invadia.
Olhos fixos na vidraça e muito além,
Sob o astro rei que reluzia -
eu confirmava, ainda pequena:
__ É redondo como uma laranja, enorme como o fim do mundo e o começar dos tempos!
2021
Zombie paradoxo humano
O maior paradoxo da humanidade talvez seja evoluir tanto intelectualmente, enquanto continua falhando emocionalmente.
A música "Zombie", da banda irlandesa The Cranberries foi escrita por Dolores O' Riordan em 1994 pela vocalista.
Ela expressa sobre dor, a violência e as consequências dos conflitos armados na Irlanda do Norte, especialmente após o atentado do grupo IRA que matou duas crianças inocentes na Inglaterra.
A música é um desabafo contra o ciclo de ódio e violência que parecia nunca acabar.
A letra escrita em 1994, continua atual porque mostra como a violência e o ódio seguem atingindo pessoas inocentes.
O termo "Zombie" demonstrou na letra pessoas que vivem presas à raiva, ao trauma e a violência, quase como se estivessem "mortas por dentro". Como se estivesse repetindo guerras e conflitos sem consciência do sofrimento causado.
A letra reflete ao retrato da humanidade, ela nasceu nos anos 90, porém poderia ser escrita hoje. Me trouxe a reflexão que em pleno 2026, que ainda convivemos e o mundo infelizmente, ainda presencia guerras, ataques, discursos de ódio, violência nas redes sociais, conflitos políticos, religiosos e sociais.
Se observar, mudou o cenárario da situação anos 90 comprado ao hoje, mas a dor humana continua muito parecida.
Um mundo dividido por intolerância, pessoas emocionalmente destruídas por conflitos que muitas vezes nem escolheram viver.
É aquela velha conexão funcional, que a música não fala apenas de um fato específico, porém da repetição histórica da violência humana.
É uma música que revela o paradoxo de uma sociedade que aprende sobre a paz, porém continua produzindo guerra.
Invisibilidade Relacional
Fala-se muito em caridade, em fazer o bem, não é? Pensa-se tanto em ser bondoso e ajudar, mas, às vezes, a maior caridade de que precisamos é a benevolência conosco, com a gente mesmo.
Muitas vezes as pessoas, por terem suas próprias histórias, não conseguem nos tratar como seres humanos, com o respeito que merecemos. Aos poucos, elas nos matam. Vão nos matando, e, uma hora, a gente vai olhar no espelho e ver que já morreu há tempo.
É o profundo impacto que o esgotamento emocional causa na nossa mente, gerado, principalmente, por essa invisibilidade relacional. É esse tornar-se invisível dentro das próprias relações, como se você simplesmente não tivesse voz.
Acredito, mas não queria acreditar, que, muitas vezes, aqueles para quem mais fazemos, a quem mais oferecemos e a quem fazemos o nosso maior bem são os que fazem de conta que não somos nada e que não existimos. Nos tornam invisíveis: sem voz, sem espaço, sem vez, sem escuta.
Não que a gente faça algo esperando em troca. Nunca fiz; pelo menos, acho que não. Mas o mínimo de que se precisa na vida é ser respeitado no lugar que se chama lar, que se chama casa, que se chama seu.
Nildinha Freitas
Viver é equilibrar-se entre os confrontos e os apoios que recebemos.
E quando a fragilidade bate à porta, o que mais precisamos não são de sentenças, mas de abrigo.
Que saibamos ser colo, escuta e ter sensibilidade, trocando o julgamento precipitado pelo acolhimento que abraça a alma do outro.
Escrevia no espaço.
Hoje, grafo no tempo,
na pele, na palma, na pétala,
luz do momento.
Soo na dúvida que separa
o silêncio de quem grita
do escândalo que cala,
no tempo, distância, praça,
que a pausa, asa, leva
para ir do percalço ao espasmo.
Eis a vez, eis o deus, eis a fala,
eis que a luz se acendeu na casa
e não cabe mais na sala.
Mensagem ao meu passado
Mandei uma mensagem pro meu passado, que há muito havia amado,
embora a despedida já acontecera há tempos, precisava dizer adeus pra me libertar por dentro.
Não foi fácil, confesso,
coração palpitou querendo apelar para o regresso, mas depois de ver como ela está feliz, entendi que a felicidade dela também é o meu progresso.
Enquanto a mim, sigo a vida como poeta, escrevendo sobre o que sinto,
sem saber descrever o que é sentir,
mas sentindo demais para descrever.
O amor genuíno deve ser algo imaginado,
porque eu o sinto,
mas não o consigo mais ver.
A renúncia me custou a companhia,
as horas de felicidade ao seu lado,
mas a poupou do sofrimento
de recomeçar ao lado de alguém quebrado.
Não financeiramente,
ou fisicamente,
mas pela vida
e seus fantasmas do passado.
Porque às vezes amar
também é partir.
E mesmo que a alma queira retorno,
há despedidas que não são sobre esquecer…
são sobre finalmente se libertar.
O Bobo Presumido
Andava o mundo cheio de homens doutos, vestidos com as pesadas vestes da certeza. Caminhavam pelas praças da vida com o queixo erguido, ditando regras ao vento, medindo o infinito com réguas de bolso e explicando os mistérios do universo como se fossem os donos do amanhã. Entre eles, destacava-se uma figura curiosa: o bobo presumido.
O bobo simples é uma criatura de se louvar. Ele erra porque não sabe, tropeça porque a estrada é torta, mas estende a mão pedindo ajuda e ri de si mesmo quando descobre a verdade. Há pureza na sua ignorância. Mas o bobo presumido, ah, esse é de outra espécie. Ele carrega a ignorância como se fosse uma coroa de ouro. Tranca as janelas da alma por fora, convicto de que o sol só brilha porque ele permite.
Certa vez, diante de um horizonte imenso, o bobo presumido zombou daqueles que paravam para admirar as coisas pequenas. Para ele, o milagre da semente que brota na terra seca era poesia de tolos; a fé humilde de quem dobra os joelhos ao anoitecer era fraqueza. Ele exigia o grandioso, o pomposo, a lógica que coubesse no seu pequeno tribunal intelectual. Não percebia que, ao tentar engolir o oceano com uma colher de chá, apenas se afogava na própria vaidade.
Enquanto ele discursava para o espelho, o tempo corria silencioso, como sempre faz. E a vida, em sua divina simplicidade, continuava a se revelar não nos palácios da soberba, mas nos corações que sabem se fazer pequenos. Pois a sabedoria não reside em acumular respostas para tudo, mas em manter a humildade de quem sabe que o Criador se esconde no sussurro, e não no trovão.
Ao final da jornada, os castelos de vento do presumido desmoronam com o sopro dos anos. O que resta são apenas as marcas reais que deixamos no mundo. A vida, afinal, é como um grande deserto, onde todos deixaremos nossas pegadas na linha do tempo — e cabe a cada um decidir se caminhará com a leveza dos humildes ou com o peso inútil da falsa sabedoria.
Celso Augusto Soares
Baile na Floresta
Quando a lua sobe alta e branca,
e o vento faz a folha balançar,
a floresta toda fica pronta
para o grande baile começar.
O violino é feito de galho fino,
o piano é o riacho a correr,
toca a música calma e divina,
que faz a natureza se comover.
O veado dança com passos leves,
o macaco gira devagar,
a coruja bate as asas breves,
como quem sabe a melodia cantar.
O coelho salta em passo de valsa,
a raposa desliza com elegância e cor,
até o besouro, na sua pequena dança,
segue o ritmo com muito amor.
Cada nota toca o ar e a mata,
clássica, bela, cheia de emoção,
é a floresta que, alegre e grata,
faz da música o seu coração.
Noite adentro, dançam em harmonia,
animais, sombra, luz e canção,
um espetáculo de pura poesia,
onde a vida é a própria perfeição.
Se eu gosto que a minha língua roce a língua de Luís de Camões
Não lhe diz respeito, não lhe explico os autos do processo
O que há na minha boca, há de ficar na cabeça dos outros
Do meu corpo, eu posso dizer que só me espanta as emoções
Apesar de que tudo, tudo nessa sociedade está em aberto
Não sou carioca
A minha voz não ressoa se eu gritar "Alô Mangueira"
Eu sou da terra de Juscelino,
Nascida pela desorganização da riqueza
Mas ninguém nunca ousou organizar a pobreza
60 anos de Tropicália, outros 80 de Velô
16 anos que eu reclamo, reclamo, mas reconhecendo o poder do amor
O poder que nos segurara há tão pouco tempo
Contra ódio, um precedente tão bárbaro, um presente que não nos encanta
Um sistema em vertigem, 8 milhões de quilômetros quadrados andando em corda bamba
Se eu posso cantar, se eu posso escrever
Estarei expressando o meu Quereres
Mas sempre ao final do dia
Me lembrarei de que os homens estão exercendo seus podres poderes
Tudo o que eu faço
Eu faço com medo de perder
Dispensaria a Rua, a chuva e a Fazenda
Para ter somente a casinha de Sapê
A Essência do Pensamento Humano
Ao longo da história, frases moldaram civilizações, desafiaram crenças e abriram portas para o desconhecido. “Ser ou não ser” nos coloca diante do dilema existencial que todos, em algum momento, enfrentam. “Todos os seres humanos nascem livres e iguais”, mas o mundo nos ensina que a igualdade é uma conquista diária, não um presente.
Neil Armstrong, ao pisar na Lua, mostrou que os sonhos podem transcender a Terra, provando que cada passo conta. E Heráclito nos lembra: “Nada é permanente, exceto a mudança.” Aquele que não compreende essa verdade se aprisiona no passado e teme o futuro.
Sócrates, ao dizer “Só sei que nada sei”, revelou que a humildade é a chave do conhecimento. E Descartes, com “Penso, logo existo”, ensinou que nossa consciência define nossa realidade.
Joemar, a grandeza de um legado está na capacidade de entender o passado, transformar o presente e moldar o futuro. Que suas palavras ecoem como as dos grandes mestres, pois é no verbo que a imortalidade se constrói.
Poema Jurídico - A Perseguição Política à Direita Brasileira
Douto STF, que em toga impõe,
O Autor, que na política se expõe,
Pede vênia para expor
A perseguição que em seu peito arde e dor.
Homens de bem, que amam a pátria,
São alvos de uma cruel insídia,
Onde o Tribunal, em seu fervor,
Decide com viés, sem rigor.
Bolsonaro, figura de luta e crença,
É tratado com intolerância, sem clemência,
Enquanto os juízes, em sua parcialidade,
Tentam silenciar a liberdade.
Sigilo em atos, sem transparência,
É arma que destroça a democracia em silencia.
Onde está a justiça, onde o direito?
Quando a Constituição se torna um defeito?
A acusação se fragiliza, sem sustentação,
Denúncias vazias, sem fundação.
Mas o povo sabe, a verdade clama,
Que a democracia nunca se inflama.
Em nome de um Estado justo e soberano,
Não se pode usar o poder de forma insana.
Os homens de bem, de direita e fé,
Não são criminosos, mas vítimas dessa maré.
Os tribunais devem ser guias da razão,
E não instrumentos de uma visão,
Que persegue, cala e condena sem provas,
Em nome de um jogo que só desova.
E o Autor, sem medo, ergue sua voz,
Exige que a lei seja feita para todos nós,
Que a justiça não se curve a um interesse,
Mas se erga, como a luz que jamais se esquece.
Que o povo, unido, clame por transparência,
E que o STF, em sua vigília de consciência,
Retorne à sua missão de ser justo e imparcial,
Porque a justiça só é justa quando é universal.
Questiono, faço a minha realidade.
Desculpas não vencem.
Eu aprendi que a vida não muda por acaso: muda quando eu encaro minhas próprias verdades.
Questiono.
Questiono meus limites, minhas crenças, meus medos e tudo aquilo que tentaram impor como destino.
Porque quem não questiona, aceita.
E quem aceita tudo, vive pouco.
Faço a minha realidade.
Realidade não é algo que encontro — é algo que construo com disciplina, visão e coragem.
Cada passo, cada escolha, cada renúncia molda o mundo que eu decido viver.
A diferença entre quem vence e quem reclama está na capacidade de assumir o próprio poder.
Desculpas aliviam por um dia.
A atitude transforma por uma vida inteira.
Por isso, não espero.
Eu ajo.
Eu crio.
Eu me movo.
E sigo escrevendo a história que eu escolhi viver.
O homem vê fragmentos.
O sábio enxerga conexões.
Tudo parece disperso: poder, tecnologia, religião, dinheiro, ciência.
Mas por trás do visível há padrões.
Não é o mapa que liga tudo.
É a mente que aprende a discernir.
Quem não entende os sistemas chama de mistério.
Quem entende os princípios chama de ordem.
Impérios sobem e caem.
Tecnologias mudam.
Narrativas se transformam.
Mas as leis que regem o poder permanecem:
Conhecimento gera influência.
Influência gera controle.
Consciência gera liberdade.
O verdadeiro despertar não é coletivo.
É interior.
Quem domina a si mesmo não teme elites.
Quem compreende os ciclos não se desespera.
Quem busca sabedoria antes da força governa com equilíbrio.
Pois mais valiosa que qualquer mapa é a mente treinada.
E mais poderosa que qualquer sistema é a consciência disciplinada.
Assim age o sábio.
A ideia de ciência como uma forma histórica de conhecer — nascida na modernidade ocidental — exige, antes de tudo, humildade intelectual. A ciência não surgiu como uma verdade eterna, mas como um método específico que se consolidou ao longo do tempo, sobretudo a partir de rupturas com explicações míticas, religiosas e puramente especulativas. Seu prestígio social atual não é fruto do acaso: decorre de sua capacidade de produzir conhecimento confiável, verificável e, sobretudo, útil.
Mas é preciso cuidado com uma confusão comum: ciência não é sinônimo de qualquer investigação. O simples ato de perguntar, observar ou até experimentar não basta para transformar uma curiosidade em conhecimento científico. A ciência exige critérios. Exige método. Exige que aquilo que se afirma possa ser confrontado com a realidade e, mais do que isso, que possa ser testado, criticado e eventualmente refutado.
Nesse sentido, nem toda curiosidade vira ciência porque a ciência impõe limites rigorosos ao conhecer. Ela exige que as hipóteses não sejam apenas plausíveis, mas validáveis. Isso significa que o conhecimento científico não se sustenta apenas na convicção de quem afirma, mas na possibilidade de outros verificarem, reproduzirem e contestarem os resultados. A ciência, portanto, não é dogma — é um processo contínuo de correção.
Outro ponto fundamental é compreender que o dado, por si só, não fala. Não existe neutralidade absoluta na interpretação dos fatos. Todo dado é lido à luz de um contexto, de uma teoria, de um paradigma. É o marco teórico que organiza o olhar do pesquisador e dá sentido ao que é observado. Sem isso, dados são apenas fragmentos dispersos da realidade.
Por isso, a ciência é, ao mesmo tempo, poderosa e limitada. Poderosa porque cria ferramentas para compreender e transformar o mundo; limitada porque depende de interpretações humanas, sempre situadas historicamente. O que hoje é considerado verdade científica pode amanhã ser reformulado — e isso não é fraqueza, mas sua maior força.
No fundo, a ciência é uma forma disciplinada de humildade: ela reconhece que não sabe tudo, mas insiste em aprender melhor.
Marca da Besta
Atenção irmãos! A marca da besta já é real! Não estejam à espera de um Arrebatamento, antes da Grande Tribulação ! Pois antes dessa grande Tribulação, já o Anticristo está a pôr a marca da besta! Já agora na Suécia e noutros países! Não recebam nada, nem na testa, nem na Mão direita! Pois o Anticristo já está no mundo! Isto que eu digo, é de verdade!
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