Invisibilidade Relacional ​Fala-se... Nildinha Freitas

Invisibilidade Relacional
​Fala-se muito em caridade, em fazer o bem, não é? Pensa-se tanto em ser bondoso e ajudar, mas, às vezes, a maior caridade de que precisamos é a benevolência conosco, com a gente mesmo.
​Muitas vezes as pessoas, por terem suas próprias histórias, não conseguem nos tratar como seres humanos, com o respeito que merecemos. Aos poucos, elas nos matam. Vão nos matando, e, uma hora, a gente vai olhar no espelho e ver que já morreu há tempo.
​É o profundo impacto que o esgotamento emocional causa na nossa mente, gerado, principalmente, por essa invisibilidade relacional. É esse tornar-se invisível dentro das próprias relações, como se você simplesmente não tivesse voz.
​Acredito, mas não queria acreditar, que, muitas vezes, aqueles para quem mais fazemos, a quem mais oferecemos e a quem fazemos o nosso maior bem são os que fazem de conta que não somos nada e que não existimos. Nos tornam invisíveis: sem voz, sem espaço, sem vez, sem escuta.
​Não que a gente faça algo esperando em troca. Nunca fiz; pelo menos, acho que não. Mas o mínimo de que se precisa na vida é ser respeitado no lugar que se chama lar, que se chama casa, que se chama seu.
​Nildinha Freitas