Textos de Esquecimento

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⁠A tua companhia é tão prazerosa que a madrugada consegue chegar discretamente, pois esqueço das horas quando estou contigo,
partilhando uma boa conversa,
alguns risos, algumas carícias
sem pressa, usando todo o tempo que for preciso.
Para mim, éss linda, bem humorada e bastante intensa,
por isso que és tão aguardada
nem que seja nos meus pensamentos
com toda tua essência
e ardentes sentimentos.

O Prazo do Eterno


Não te esqueci e não mereci,
porque tu não és grande como o Sol,
nem tão brilhante como a Lua.
Eu sou Tupã e você Guarani;
era doente e eu não queria,
mas conheci.


To be or not to be.


Eu te admirei um dia,
achei que era profundo,
mas no fundo não era nada.
Vazio como um eco,
raso como a cova que te enterrei.


Eu sei que errei,
mas quem não erra?


Era pra ser certo,
claro como o dia.
Era pra ser sincero e honesto,
era pra ser bonito,
era pra ser eterno.
Era real.
Era uma vez.
Era amor.


Mas o eterno aqui tem prazo:
sete horas entre o beijo e o epitáfio.
Somos estatística vestida de seda,
um país que conta corpos
enquanto o café esfria.

Às vezes, eu tenho medo de esquecer você.
De simplesmente acordar um dia e encontrar uma cama vazia… levantar, preparar e tomar meu café da manhã sozinho, sem “bom dia”, sem abraços, sem beijos, sem risadas. Sem você.


Eu me pergunto quanto tempo levaria até que os anos me alcançassem e começassem a apagar coisas sobre você:
a forma diferente que você sorri, o som da sua risada, da sua voz, o seu cheiro, o gosto do seu beijo…
ou até mesmo detalhes simples, como sua cor favorita, os livros que você gostava de ler, e as músicas que ouvíamos juntos.


Tenho medo de que, um dia, você exista apenas como uma lembrança distante.
Um pequeno vislumbre de felicidade que vivi aos 20 anos, mas que já não está ao meu lado aos 70.


E então eu me pergunto…
será que você terá sido só isso?
Um breve instante de alegria na vida de um homem velho e melancólico?

Sempre escrevi sobre castelos, Carla, mas esqueci que muros servem tanto para proteger quanto para aprisionar. Hoje, sinto um invasor caminhando pelos corredores da minha vida. No início, achei que fosse apenas o mundo lá fora, com seu ódio gratuito e o barulho de quem não suporta ver alguém sentir demais. Depois, pensei que fosse a minha própria consciência, me cobrando dívidas que eu nem sabia que tinha.
Mas a verdade é mais afiada: o invasor tem o teu rosto. Ou talvez, seja "alguém" que você criou dentro de mim para me manter sob vigilância constante.
É estranho como o amor, quando vira controle, se transforma em uma ocupação silenciosa. Você entrou como brisa, mas trouxe consigo um exército de dúvidas que agora habitam a minha mente. Sinto o peso do mundo contra mim, mas o golpe mais forte vem de dentro, dessa projeção que você moldou para me julgar a cada passo.
Será que fui eu quem te deu as chaves, ou você sempre teve o plano de trocar as fechaduras?
Hoje, não sei se luto contra o mundo, contra a minha mente ou contra essa versão de você que se tornou meu maior tribunal. O que era para ser refúgio virou invasão. Onde antes havia poesia, agora há uma sentinela. O invasor não bateu à porta; ele foi convidado por você ou talvez, Bruno, ele seja a parte de você que a Carla aprendeu a dominar.
Sigo escrevendo, mas agora com a mão trêmula. Porque é difícil ser o criador quando a criatura decidiu que o autor não tem mais direito ao próprio roteiro.

Tem momentos em que minha mente simplesmente apaga. Não é esquecimento, é autopreservação... É o meu corpo pedindo trégua de tanto sentir. Sinto um alívio estranho no silêncio, como se a tempestade tivesse cansado de ventar, mas a saudade continua aqui, sentada no canto da sala, esperando eu voltar a olhar para ela. Estar sozinho não é o peso; o peso é ser o único que ainda guarda a chave de algo que ainda não sei.


DeBrunoParaCarla

Já fiz amigos eternos
já amei e não fui amada
já fui amada e não amei
já tentei esquecer pessoas inesquecíveis
já vivi de amor
já morri de amor
já perdoei erros
já fui perdoada
já abracei pra proteger
já fui abraçada para ser protegida
já chorei sentada no chão do banheiro
já fiz juras eternas que duraram pouco
já chorei rindo ouvindo música e vendo fotos
já liguei só pra escutar uma voz
já me apaixonei por um sorriso e por um olhar
já tive medo de perder alguém especial e acabei perdendo!
Já pensaram que nunca me perderiam e perderam!
Enfim, sou normal!

"Chamam-me velha, parecem esquecer que eu .continuo sendo Eu!
Meu cabelos brancos, minhas rugas, minhas cicatrizes são medalhas que o tempo me conferiu.
Não preciso esconder nem disfarçar os meus anos, eles são meus, vividos um a um sem saltar nenhuma fase!"
Haredita Angel
11.09.25

Da ponta da caneta
são escritos Versos Intimistas
para que não me esqueça
ao som de Indie Rock,
para que a gente vire poema.


...


Dividindo o Camboim
de um amor único
Íncubo e Súcubo
em Versos Intimistas
para daqui para frente
viver vestidos de poesias
e sussurros de amor.


...


O vento traz a chuva
que faz dançar
o Capim-Cambu,
A tua alma me chama
por Versos Intimistas
que inflamam na cama
as mais doces fantasias.


...


Palores lascivos só de ler
os meus Versos Intimistas
e de imaginar o quê farei
quando estiver a sós contigo,
Não é difícil de prever que daqui
prá frente é esse o nosso destino.

Observar o tempo
no florescimento
do Murici arbóreo,
Não se esquecer
da própria História,
é usar a sua lógica.


Honrar quem fez
o caminho primeiro,
Não querer fazer
as coisas do seu jeito.


Aceitar o destino,
moldar-se a rota,
partilhar e abraçar
sem receio a multidão
colocando-a no coração.

⁠Neste último dia do ano...

Eu te desejo que tudo
aquilo que não valeu
seja por ti esquecido,
Você merece o melhor
no seu caminho,
Desejo que a vida te trate
com o carinho merecido
que você sempre deu,
que o Ano Novo venha
presentear com sonhos
e com tudo aquilo
que merece ser resolvido.

As pessoas esqueceram que as transições democráticas na América Latina foram negociadas na época com os próprios EUA para serem lentas e graduais, visando consolidar Estados fortes. Apesar das falhas, isso garantiu uma cultura de paz por muito tempo.


​No caso da Venezuela, uma transição 'a fórceps' não trará o paraíso esperado. Não saberão lidar com os 'coletivos' (herança de Fidel e Chávez) e a história ensina: intervenção militar unilateral não resolve conflitos, só agravam as crises humanitárias. Falam em 'retorno' da democracia, mas a verdade é que a Venezuela nunca viveu sequer 50 anos de uma democracia estável.


​A crise é muito mais profunda. Ela só poderá ser resolvida com oportunidades que incluam uma grande reconciliação nacional e a integração dos coletivos.


Condenar o regime do Maduro sempre condenei, durante anos escrevi um poemário extenso que registra inúmeras prisões políticas de presos políticos civis e militares.


Mas mesmo com tudo o que sabemos, os princípios de Direito Internacional não podem ser violados e a comunidade internacional reagir de forma irracional ou letárgica, porque se a crise humanitária transbordar ou ocorrer uma escalada ali ou em qualquer outro país do continente,
os EUA não pagarão a conta para nenhum país.


...

Não esqueço dos poetas
que foram para o paraíso,
Homenageei os poetas
que merecem e estão
vivos firmes no caminho,
Para que surjam outros mais
para reescrever o destino.


Enquanto as bombas
constantes caem no Oriente,
O Ocidente permanece
obediente, cúmplice e silente,
eu ofereço poesia prá gente.


Diante da TV e uns e outros
com smartphones nas mãos,
Vivendo como absorvidos
à revelia permitindo o Apocalipse
de todo dia vive a tomar conta
sem pedir nenhuma permissão,
convido a não ficar tonto
com o nosso mundo em viração.


Pela própria anomia um estão
se afogando sem perceber
que nada de fato foi feito,
E tudo o que está ocorrendo,
são poucos sãos que estão
fazendo neste tempo
que está tudo se desfazendo.


Porque nenhum cúmplice
dos Arquivos de Epstein foi
de fato pela Justiça preso,
as leis de guerras tanto faz,
e falar de paz ninguém
quase se interessa mais.


[Inteligências artificiais,
seres humanos frugais].

Despertar da alma no descansar do corpo: trabalhadores espiritual astea noturna.
Não se esqueça quem agita o bem e o mal é você , da mesma face que apanha e a mesma que bate , lembre somos feitos a imagem e semelhança nós torna seres de compaixão não mais só , sem escravidão cesse o ardor o ódio o julgamento a dor não cante e dance ou clame no mundo espiritual nem por ligação religiosa nem mesmo por Deus sua fé está sendo colocada a prova para garantir que duvide de si do pai eterno para sugar tua alma te confundir te lançando , lembra do terror que assola de dia e de noite são terrores que se alimenta dos desequilíbrios. E que fica a espreita a menor sinal de clareza, eles temem e se esforçam para toma-lo mesmo com a face mais singela de quem salva e acolhe.pois lá é lugar de provações e mantém trabalhando quem tá acordado por lá vocês os tem alimentado então o cansaço que sentir por lá se te faz te apagar é a forma que tem de ir pra casa , oq sente não é teu , não é sua fraqueza nem desistência oq guerrear se Deus entregou o único filho e a todos a luz da salvação e esses conflitos venceu que a paz de Cristo reine sobre tudo e todos nós , eu creio amém , os únicos que tem o dom de proferir a luz é quando ainda oramos em fé despertos acordados então vigia.
O mudo de desespero que Pune pecado é esse quando estamos frágil ou em desequilíbrio ou para nos alertar. O mesmo que incita o negativo o poem em equilíbrio só depende de você mesmo rever oq alimenta. Às vezes cessar é clareza. Te expulsam pq sabem da tua insistência em toda busca de não abandonar,( de desistir) de se fazer querida (útil ), Oq tem alimentando?
Me encontra e me busca nas tuas orações nos teus atos. Não fira, não se aflinja mais. Vai entregando ao pai e viva o que Deus prometeu , ele vê o seu esforço ele vem sendo sempre!!! Não se puna com pecados mesmo que não o tenha cometido, pois Deus não os faz!!!
Estrada do homem.
Escravo do que alimenta.
Quem vai ao pai , sabe que ele não deixa dúvida.
leticia17

Uma arma velha, quebrada e esquecida
Jaz no chão, como um cadáver da memória
Seu metal enferrujado, seu coração de pólvora
Um dia foi forte, agora é apenas um peso morto
Seu cano está quebrado, sua alma está perdida
Ninguém a usa, ninguém a quer
Ela sonha com o passado, com os tiros que deu
Mas agora é apenas um objeto, um peso vazio e inútil
Ela lembra dos gatilhos puxados, dos sons de guerra
Dos gritos, das lágrimas, das vidas ceifadas
Agora, apenas um silêncio ensurdecedor
Um lembrete de que a violência é estéril, e a morte é vã
Ela espera pelo fim, pelo descarte final
Para ser derretida, transformada em algo novo
Mas até lá, ela jaz aqui, quebrada e sozinha
Um símbolo da destruição, da dor e da morte. 😔

“... Ultimamente ando com a memória perfeitamente complexa.
Jamais esqueço daqueles me dão carinho sempre se lembrando de mim e daqueles que se esquecem de mim ou fingem esquecer?!...Bom quem, é mesmo estas pessoas? Ai ai ai perdoa eu disse que minha memória está complexada”
Feliz Natal!!!

—By Coelhinha

Convite ao Agora


Não te condeno ao esquecimento,
apenas escolho, enfim, recomeçar.
O tempo não apaga o que sinto,
meu amor ainda teima em aqui morar.


Pelas horas que passam, entre frestas e saudades,
vejo um tempo que não ousa retornar,
mas avisto um futuro que urge,
uma alegria pronta para nos contagiar.


É um novo instante, um pulso firme,
a vontade acesa de outra vez tentar.
Que seja amor, que seja brasa,
ou apenas o riso que vem nos resgatar.


O que importa é a vida em movimento,
é o fôlego novo de quem sabe recomeçar.
Hoje o destino tem o teu nome,
e o amor, enfim, se faz presente.


Vem! Despoja-te do medo de ser feliz,
deixa que o agora nos oriente.
Posso ser o teu melhor reflexo,
posso ser o teu mais profundo prazer.


Posso ser apenas o que sou,
ou o que em ti eu vier a colher.
Podemos ser o "nós" que o tempo adia...
Vamos habitar o presente?
A vida acontece agora,
e o resto é apenas travessia.


Poesia de Islene Souza

Eu passei os últimos anos interpretando um papel: o de alguém que superou, que esqueceu e que, finalmente, seguiu em frente. Mas hoje, a máscara caiu. Ver você agora, seguindo a sua vida e construindo o seu caminho, me fez perceber que falhei miseravelmente na missão de te arrancar de mim.
Não importa quem passe pelos meus dias ou o quanto eu tente me distrair nos silêncios; meu coração sempre encontra um atalho para voltar ao mesmo pensamento: você. O que vivemos não foi um capítulo passageiro; foi algo que se enraizou na minha alma de um jeito que nem o tempo, nem a distância, nem as voltas que o mundo deu conseguiram apagar.
Dizer isso hoje pode parecer uma loucura ou uma recaída inesperada, mas a verdade é que eu precisava que você soubesse: para mim, nada mudou. O amor que eu sinto ainda guarda o mesmo fogo, a mesma urgência e o mesmo lugar sagrado. Talvez a vida tenha nos levado para mares diferentes, mas se algum dia você olhar para trás e se perguntar se ainda existe alguém que te espera com a mesma intensidade do primeiro dia… a resposta sempre será sim.
Escolhi o dia de hoje para confessar isso porque o mundo celebra o seu nascimento, mas eu celebro o privilégio de ter conhecido a sua essência. Parabéns por ser essa mulher extraordinária que, mesmo sem saber, continua sendo a dona dos meus melhores sentimentos e da minha saudade mais bonita. Que o seu dia seja iluminado, mas saiba que, enquanto você apaga as velas, há um coração aqui que ainda arde por você.
Feliz aniversário, meu eterno grande amor.

O LAGO DOS CISNES
(Fragmentos de um esquecimento lúgubre)

Vi uma casa no campo com flores silvestres e um lago de cisnes. Vi anjos de luz brincando em nuvens de algodão. Ouço vozes celestiais; elas me cobrem com um véu transparente que flutua do céu. Vejo nele respingos rubros. Olho meus dedos e vejo tinta, como gotículas de sangue que choram do meu coração. Sono. Pálpebras seladas por um esquecimento lúgubre.

Lu Lena / 2026

O AUTISMO ENTRE "ASPAS"
(O esquecimento do adulto e o silêncio da mãe)

Autistas, ao atingirem a idade adulta, tornam-se esquecidos.
No início, há uma luta desenfreada. Quando ainda são crianças, a gente nutre a doce ilusão de que o autismo poderá ser “revertido”. Mas o tempo passa.
À medida que crescem, vamos ficando calejadas. Calejadas de buscar respaldo do governo, de clínicas assistenciais, de redes de apoio... de bater em portas que insistem em não abrir.
E, então, eles são esquecidos. E nós, as mães, também.
O mundo para. Para o adulto autista e para a mãe, que já não enxerga mais o horizonte. Quando eram crianças, a gente via muito além do arco-íris. Mas, na vida adulta, o arco-íris some.
Nossa porta se fecha. O que nos resta é apenas uma janela aberta.
Uma janela que se escancara para deixar entrar a luz nos raros “momentos de oásis”... ou que se fecha apertado para nos proteger da tempestade das crises.
O autismo não termina na infância, mas o olhar do mundo, infelizmente, parece se fechar ali.

Lu Lena / 2026

FRAGMENTOS NA MASMORRA
(Onde a alma se perde no esquecer)

Ao dormirmos, partimos em viagem por domínios indecifráveis e invioláveis. Se despertamos sem a lembrança do sonho, é porque a alma permaneceu cativa em alguma muralha do castelo medieval. Ao retornar à matéria, o ser percebe o vazio: deixou fragmentos de sua própria essência em alguma masmorra do esquecimento.

Lu Lena / 2026