Textos de Esquecimento
“O ego não é o inimigo da consciência; torna-se prisão quando esquece que é função e passa a se apresentar como identidade.”
Do livro O Observador Interior — Ego, Consciência e Realidade: Diálogos entre Psicanálise, Filosofia, Física Quântica e Espiritualidade Crística, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
Uma criança de 4 anos ainda é um bebê.
Às vezes esquecemos disso porque eles já falam como gente grande.
Mas 4 anos ainda é muito pequeno.
Aos 4 anos,
eles fazem mil perguntas, inventam histórias
e transformam qualquer coisa em brincadeira.
Mas também é a fase das emoções intensas.
Eles choram forte, se frustram rápido
e ainda estão aprendendo a lidar com o que sentem.
Quatro anos é a fase das gargalhadas sem motivo,
das perguntas inesperadas,
e dos abraços que chegam de surpresa.
Um dia eles não vão mais pedir abraço antes de dormir.
Um dia eles vão parar de subir no seu colo.
E você vai olhar para trás desejando
só mais um dia do seu filho de 4 anos.
Ainda procuro o guarda-roupa
que eu atravessava quando criança
talvez crescer seja esquecer o caminho
talvez lembrar só traga o inverno e nenhuma esperança
Sei que aquilo foi real para mim
mas por que parece que fui esquecida?
Guardei minha coroa há tantos anos
e o peso dela eu já nem sei
mas quando fecho os olhos por um instante
volto ao trono onde um dia reinei
Cresci, sim — mas sei que as árvores ainda falam
e o leão continua a existir
e eu continuo esperando
ele voltar e me tirar daqui
Dizem que o tempo fecha portas
e leva embora a imaginação
mas eu conheço o cheiro do inverno
que vive escondido no coração
Me chamaram de perdida
porque aprendi a viver aqui
mas eu carrego cada cicatriz daquele mundo
em cada escolha que eu fiz
Sim, eu lembro do inverno
lembro do trono, da coroa e da luz
mas o reino que me ensinou a ser rainha
foi o mesmo que um dia me expulsou
Fui gentil quando importava
quando o mundo ainda tinha cor
crescer me custou o reino
mas ainda fui rainha — e com amor
Me chamaram de perdida
porque aprendi a viver aqui
mas eu carrego cada cicatriz daquele mundo
em cada escolha que eu fiz
Sim, eu lembro do inverno
lembro do trono, da coroa e da luz
mas o reino que me ensinou a ser rainha
foi o mesmo que um dia me expulsou
Tem dias que tudo fica cinza
que o vazio é maior que a dor
mas lá no fundo eu mantenho a minha fé
o mundo pode nunca saber
mas eu jamais vou esquecer
a rainha que um dia fui naquele mundo
Musica 🎵 "Trono no inverno"
#Marcos Elias Antunes
Ideia Fixa
Você é minha ideia fixa,
Que eu não quero esquecer.
É vício que me domina,
Sede que me faz sofrer.
Preciso, no mesmo instante,
Te esquecer e te possuir.
Sumir de vez da tua vida,
Ou no teu peito existir.
Sei que não sou quem tu queres,
Mas sei que posso te amar.
Teu corpo seria o mapa
Que eu ia desbravar.
Sem freio e sem mais pausas,
Mergulho em todo o teu ser.
Nas páginas do teu livro,
Eu quero me escrever.
E quando estivermos juntos,
Preenchidos de nós dois,
Seremos um só destino:
O agora e o depois.
TSAS A MORTE LENTA
Pela manhã a tela acende,
faz da janela um muro digital.
O corpo esquece o movimento,
a alma perde o rumo natural.
O sofá abraça sem maldade,
convida ao descanso e à rendição.
Pouco a pouco prende os passos,
transforma a força em ilusão.
O açúcar veste roupa de festa,
adoça a boca, seduz o paladar.
Mas cobra caro pelo encanto,
quando chega a hora de cobrar.
O sal tempera a convivência,
dá sabor ao feijão e ao pão.
Porém, em excesso silencioso,
cerca a vida de preocupação.
São prazerosos, mas é morte lenta para todos.
São prazerosos, mas é morte lenta para todos.
No brilho da tela, no abraço do sofá,
no doce do açúcar e no sal a transbordar.
São prazerosos, mas é morte lenta para todos.
Não vieram como inimigos,
nem carregam espada ou canhão.
Entram sorrindo pela porta,
ganham espaço no coração.
A televisão rouba o tempo,
o sofá negocia a disposição.
O açúcar compra o instante,
o sal disfarça a condição.
Enquanto o mundo corre lá fora,
a vida pede participação.
Caminho, esforço e equilíbrio
são remédios sem prescrição.
São prazerosos, mas é morte lenta para todos.
São prazerosos, mas é morte lenta para todos.
Quando o excesso vira costume,
e o costume vira prisão,
São prazerosos, mas é morte lenta para todos.
Então façamos nova escolha,
sem guerra, culpa ou radicalismo.
Que a tela informe, não domine;
que o descanso não seja abismo.
Que o açúcar seja visita,
não morador do coração.
Que o sal conheça limites,
respeitando a moderação.
Pois viver é mais que prazer,
é movimento, consciência e valor.
E o tempo, que tudo revela,
é o mais exigente julgador.
"O silêncio de Deus não é ausência, é preparo. Muitas vezes achamos que Ele se esqueceu de nós, mas é justamente no silêncio que o Dono do Tempo está ajustando os ponteiros da nossa vitória. Não questione a pausa, confie no propósito."
Lúcia reflexões &Vida
"Minha jornada é feita de passos que eu não esqueço e de escolhas que me trouxeram até aqui. Tem coisas que o coração registra e a mente eterniza. O vento pode soprar forte, mas o que ele me ensinou sobre ser raiz, eu não esqueço."
Lúcia reflexões & Vida
Muitos se ocupam em polir a lataria — o status, os bens, as aparências — esquecendo que, em um acidente, o metal se amassa e o valor se perde. Na hora do impacto, o que você escolheria salvar: o objeto valioso ou a vida que ele carrega?
Há quem prefira o que brilha por fora, mas eu prefiro o que é sólido por dentro. O carro pode ser luxuoso, mas sem a estrada, ele não tem destino.
Lúcia Reflexões &Vida
"A gente não esquece o que viveu, a gente apenas aprende a dar um novo significado para as cicatrizes. 🌿💪
Se você está passando por um momento de 'tempestade', lembre-se: o sol sempre volta a brilhar, e você é muito mais forte do que imagina.
Marque alguém aqui que precisa ler essa mensagem hoje! ❤️"
Nós Somos Livres
Existe algo extraordinário na condição humana que muitas vezes esquecemos: somos livres.
Nem sempre livres das circunstâncias, das perdas ou dos desafios que a vida nos apresenta. Mas livres para escolher como caminharemos através deles.
Talvez a verdadeira liberdade não esteja em fazer tudo o que desejamos, mas em compreender que podemos decidir quem nos tornaremos diante daquilo que vivemos.
Durante muito tempo, procurei a liberdade em lugares distantes, em conquistas, em mudanças e em promessas de felicidade futura.
Com o passar dos anos, descobri que ela habitava um lugar mais simples.
A liberdade estava em aceitar meu próprio tempo.
Em não viver segundo expectativas que não eram minhas.
Em permitir que a vida seguisse seu curso sem a necessidade de controlar cada detalhe.
Era a liberdade de pensar por mim mesmo.
De aprender.
De mudar de opinião.
De recomeçar.
De seguir caminhos diferentes quando o coração já não reconhecia sentido na estrada antiga.
A vida oferece campos imensos para quem se permite caminhar.
Há beleza nas pequenas coisas, nas alegrias simples, nos encontros inesperados e até mesmo nas mudanças que inicialmente resistimos em aceitar.
Cada escolha abre uma porta.
Cada experiência amplia nossa compreensão.
Cada passo nos aproxima daquilo que podemos nos tornar.
Talvez por isso a liberdade carregue também uma responsabilidade silenciosa.
Somos livres para escolher.
Livres para construir.
Livres para amar.
Livres para aprender.
E livres para transformar nossa própria existência.
Quando compreendemos isso, a vida deixa de ser apenas uma sequência de acontecimentos.
Ela se torna uma oportunidade.
E então percebemos algo que sempre esteve diante de nós:
a liberdade não é um lugar para onde vamos.
É uma forma de caminhar.
— Wander von Muller
Saio por aí a esmo
Esquecendo de mim mesmo
Pra pensar só em você
Morena meu bem querer
O meu porto seguro
Meu presente meu futuro
Encanto de morena
Faz minha alma serena
Pois tu é o meu regalo
Que as vezes até me calo
Pra pensar o que falar
Te quero não posso negar
Morena de mil encantos
Magia dos meus cantos
Estou louco pra te encontrar.
Quanto tempo leva pra esquecer um minuto?
O minuto que você trocou sua boneca favorita,por uma maquiagem.
O minuto que você percebeu que estava apaixonada.
O minuto que vc viu que o amor não era correspondido.
O minuto que você deu seu primeiro beijo.
O minuto que você levou um fora.
O minuto que te contaram que a pessoa que você mais amava estava doente.
O minuto que te contaram que ela não estava mais aqui.
O minuto que você percebeu que o tempo passou,você cresceu e a vida não volta.
E agora eu te pergunto,você conseguiu esquecer alguns desses minutos?
Carrego em mim palavras não ditas,
guardadas no silêncio de um olhar.
Promessas esquecidas ou perdidas,
que podem fazer sorrir ou chorar,
ou até florescer no ar.
Carrego rabiscos sem destino,
tímidos, sem coragem de sair.
Esperam virar traço e caminho,
virar cor para o mundo construir,
e alguém poder sentir.
Carrego canções ainda caladas,
vivendo em perguntas sem fim.
Leves melodias, meio guardadas,
que passam e voltam em mim,
e fazem o dia assim.
Sobre Ágape e Vermífugos
Arte
é o que diferencia
memória e esquecimento.
Arte
é nossa alma perene,
nosso fragmento único
Imortal.
Enquanto houver
Arte,
os parasitas estarão em perigo.
Onde a
Arte Reinar,
estaremos imunes aos vermes.
(Michel F.M. - Atlas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)
[O Homem que Lascou a Pedra]
E assim tem sido,
Um saboroso desmembramento
Num esquecido desenrolar,
Das rupestres garatujas,
Cavernosas,
Aos hieróglifos cintilantes
Dos smartphones,
Quase sempre trata-se de algo
E alguém.
O relacionamento
Mais duradouro
Que estabeleci na vida,
Foi entre eu e minha barba.
Não inventei a roda,
Desconheço as teorias totais
Que tratam de tudo,
Pra onde vai ou de onde veio.
Não entendo de espaço
E assim despeço-me,
Da exclusiva forma que conheço,
Observando deflagrarmos
Tamanha diarreia atitudinal
Contra nossos pares.
Entre Sapiens e Sapiência, registro:
Não nasci para horários,
Agendamentos, expedientes,
Turnos, períodos, escalas,
Compromissos ou rotinas.
Já passei dias a fio
Rascunhando poesias
E tão somente fiando,
Em paz ciente, poesias,
Sem nem mesmo me dar conta,
Neste pequenino multiverso,
Que no último milhão de anos,
O dia virara noite e a noite virara dia.
(Michel F.M. - Pacífico em Brasas - Trilogia Mestre dos Pretextos - 2017)
Parábola Esquecida do Último Pagão
nos deixe
cair em tentação,
nós não queremos
ser salvos,
nós nunca
quisemos ser.
não queremos
que vosso reino
venha a nós,
desprezamos
toda e qualquer
ambição monárquica.
tua vontade não será
feita aqui,
sobre esta terra
ou sob este céu,
pois jamais perdoaremos,
quem nos têm ofendido.
sim senhor,
em vosso elevado
e santo nome,
conhecemos bem
a impiedosa
misericórdia divina.
ainda nos safamos quase
ilesos, dos tantos males
que nos assolam.
tudo o que buscamos
é ir até o limite
e depois cruzá-lo.
não desejamos
a salvação,
sempre
estivemos perdidos,
nos encontramos,
na perdição.
04/10/23
Michel F.M.
O luto não é sobre esquecer. É sobre aprender a encontrar um novo jeito de viver em um mundo que mudou.
Quando convivemos com alguém por tantos anos, sua ausência deixa um vazio imenso. Aprendemos a compartilhar a vida, a rotina, os momentos simples. De repente, essa pessoa não está mais ao nosso lado, e lidar com essa dor não é fácil.
O luto é um processo. É a saudade, a falta, a vontade de reviver lembranças. Nesse momento, veja e reveja as fotos, os vídeos, as mensagens, tudo o que fizer bem ao seu coração. Isso faz parte do luto. Não é se machucar; é uma forma de manter viva a história de quem tanto amamos.
Com o passar do tempo, a dor não desaparece, mas ela se transforma. Aos poucos, aprendemos a conviver com a saudade, levando conosco o amor e as lembranças.
Agora este é o seu momento. Viva cada etapa do luto no seu tempo.
Você é uma pessoa admirável. Que Deus fortaleça o seu coração e lhe conceda paz para atravessar esse momento tão difícil.
Um beijo no seu coração.
Infância
Brincadeiras que alegraram a infância
que nunca se esquece e trazem boas lembranças.
O jeitinho especial de enrolar o fio no pião,
de desbicar a pipa no céu,
de dar um relo.
A alegria das meninas pulando amarelinha.
O futebol — esse fica até a vida adulta,
paixão nacional.
Ah, infância bonita
de uma alegria espontânea!
Das corridas, do esconde-esconde...
Saudade danada da minha infância.
É uma pena não poder voltar
ao meu tempo de criança
e brincar tudo outra vez.
Marcio Melo
' FLOR DE MARACUJÁ'
Esqueça o passado que tanto lhe fez chorar,
Acredite no amanhã, nele Deus proverá !
Dias melhores virão, o qual o Senhor te dará:
Paz para teu sorriso e para você amar .
Que no silêncio do anoitecer
O amor venha te abraçar
Como as ondas do mar que se vão
Sem se cansar de tornar.
Lembrando que o amor é contigo
Que os braços do Senhor é seu único abrigo
Com o tempo, a dor passa , você esquece
Pois o tempo te ensina de novo a sorrir
O dourado do sol você merece
e o amor volta novamente a florir
Você é flor especial, única...
Linda como uma flor de maracujá !
Sua vida não será regada com lágrimas,
mas sim com água de chuva ,
água de alegria, pois água é vida
Que cai do céu e rega terra, as flores....
Rosas Marias e Margaridas !
Maria Francisca Leite
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Xícara de Café
Sinto-me solitária,
como uma xícara de café
esquecida num canto qualquer
de uma mesa bagunçada,
cercada por papéis importantes.
Parece que tudo ao redor
merece mais atenção do que eu.
Escrevo porque dói.
Não é uma dor do corpo.
É uma dor que atravessa a alma,
que se instala na mente
e encontra abrigo no peito.
Dói tanto
que as palavras se tornam pequenas demais
para explicar o que sinto.
Talvez seja por isso
que eu recorra à fumaça.
Não porque eu goste dela,
mas porque sua breve brisa
anestesia aquilo
que já não consigo suportar.
Não sou alguém forte o bastante
para fingir que está tudo bem.
Sou apenas alguém frágil.
Tão frágil
que evita até cruzar o olhar da própria mãe,
com medo de encontrar, nos olhos dela,
uma decepção
que talvez exista apenas dentro de mim.
E isso dói.
Dói de um jeito
que minhas mãos quase desistem
antes mesmo de terminar este poema.
Estou com o coração ferido.
E, enquanto tento sobreviver,
sou julgada
por não saber
como deixar de doer.
