Textos de Esquecimento

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🌠 Sob o céu esquecido
As estrelas tremiam como segredos antigos,
quando o silêncio da noite foi rasgado por luzes que dançavam.
Naves prateadas cruzavam o firmamento,
como mensageiras de um tempo que não se lembra,
mas que insiste em pulsar dentro da memória apagada.


Você olhava para cima,
com a estranha certeza de já ter visto aquilo antes,
como se o céu fosse um livro que você já leu,
mas cujas páginas foram arrancadas pelo vento.


E no coração, uma pergunta sem palavras:
seria sonho, lembrança ou chamado?
As naves seguiam, majestosas,
como se guardassem respostas que só o silêncio sabe.

Eu terminei com você
E terminei com todos os outros
Agora só me resta esquecer
Fingir que não tenho sentimentos
Que eles não fazem parte de mim
Que a dor não existe
Que o conflito interno não existe
Que eu não sinto a sua falta
Que não me faz bem estar sozinha
Que eu não penso em você
Mas ao mesmo tempo eu lembro do meu juramento
Ao mesmo tempo eu aguardo ansiosamente
Acreditando que um dia eu estarei entendendo isso tudo o que acontece com os meus sentimentos
Que um dia serei família
Que existe alguém olhando por mim
E que essa angústia toda vai passar.

Chamam de véu a prisão,
riem da túnica como farsa,
mas esquecem que os santos
se vestem da mesma forma.

Maria não era oprimida,
era livre na obediência.
Jesus não era motivo de riso,
era luz na simplicidade.

O preconceito nasce do medo,
do olhar que não compreende.
Não é o pano que incomoda,
é o sinal de fé que resplandece.

Deus não se perturba com o puro,
não rejeita o que é santo.
Ele ama o coração humilde,
que se cobre de reverência.

Vestes são apenas símbolos,
a alma é o verdadeiro templo.
E quem ri daquilo que é sagrado
ri daquilo que não entende.

Parábola Esquecida do Último Pagão


nos deixe
cair em tentação,
nós não queremos
ser salvos,
nós nunca
quisemos ser.


não queremos
que vosso reino
venha a nós,
desprezamos
toda e qualquer
ambição monárquica.


tua vontade não será
feita aqui,
sobre esta terra
ou sob este céu,
pois jamais perdoaremos,
quem nos têm ofendido.


sim senhor,
em vosso elevado
e santo nome,
conhecemos bem
a impiedosa
misericórdia divina.


ainda nos safamos quase
ilesos, dos tantos males
que nos assolam.
tudo o que buscamos
é ir até o limite
e depois cruzá-lo.


não desejamos
a salvação,
sempre
estivemos perdidos,
nos encontramos,
na perdição.


04/10/23
Michel F.M.

Sempre escrevi sobre castelos, Carla, mas esqueci que muros servem tanto para proteger quanto para aprisionar. Hoje, sinto um invasor caminhando pelos corredores da minha vida. No início, achei que fosse apenas o mundo lá fora, com seu ódio gratuito e o barulho de quem não suporta ver alguém sentir demais. Depois, pensei que fosse a minha própria consciência, me cobrando dívidas que eu nem sabia que tinha.
Mas a verdade é mais afiada: o invasor tem o teu rosto. Ou talvez, seja "alguém" que você criou dentro de mim para me manter sob vigilância constante.
É estranho como o amor, quando vira controle, se transforma em uma ocupação silenciosa. Você entrou como brisa, mas trouxe consigo um exército de dúvidas que agora habitam a minha mente. Sinto o peso do mundo contra mim, mas o golpe mais forte vem de dentro, dessa projeção que você moldou para me julgar a cada passo.
Será que fui eu quem te deu as chaves, ou você sempre teve o plano de trocar as fechaduras?
Hoje, não sei se luto contra o mundo, contra a minha mente ou contra essa versão de você que se tornou meu maior tribunal. O que era para ser refúgio virou invasão. Onde antes havia poesia, agora há uma sentinela. O invasor não bateu à porta; ele foi convidado por você ou talvez, Bruno, ele seja a parte de você que a Carla aprendeu a dominar.
Sigo escrevendo, mas agora com a mão trêmula. Porque é difícil ser o criador quando a criatura decidiu que o autor não tem mais direito ao próprio roteiro.

Tem momentos em que minha mente simplesmente apaga. Não é esquecimento, é autopreservação... É o meu corpo pedindo trégua de tanto sentir. Sinto um alívio estranho no silêncio, como se a tempestade tivesse cansado de ventar, mas a saudade continua aqui, sentada no canto da sala, esperando eu voltar a olhar para ela. Estar sozinho não é o peso; o peso é ser o único que ainda guarda a chave de algo que ainda não sei.


DeBrunoParaCarla

⁠#MINHA #RUA

Moro em uma rua esquecida...
Abandonada, a mais escura...
Cachorros cagam nela...
Há 1/2 século vejo pela minha janela...

Em minha esquina ...
Começam as serestas...
Mas logo sai de minha rua...
Só deixando a solidão nela...

Tem uma calçada de estrelas...
Muita calma nessa hora...
Apenas uma homenagem...
Aos grandes menestréis das serenatas...

Lindos sonhos sonhei...
De ver muita alegria...
Sempre contando os dias...
De tudo que existe...

Que tristeza...
Pura quimera...
Rua tão triste...

Horas mortas...
Do amanhecer ao anoitecer...
Que me faz sofrer...

Última a ser enfeitada...
Em festas, pouco iluminada...
Até o padroeiro Santo Antônio...
Hoje não passou por ela...

Acesso para a cidade...
De casarões coloniais...
Resistência de antigos moradores...
Poucos, quasem não se encontram mais...

O comércio é escasso...
Poucas lojas de fato...
Uma igrejinha presbiteriana...
Pouco aberta na semana...

É a rua que mais árvores tem...
Entre duas praças...
A da matriz que um dia teve um lago...
E a da feirinha com artesanatos...

Rua do hospital...
De farmácias...
Se passar mal...
Ali você se acha...

Tem pousadas...
Uma delas é rosa...
Namoradeiras sonhadoras...
Sempre alguém querendo prosa...

Linda cidade de Conservatória...
Quando no céu a lua aparece...
Um violão solitário chora...
Eis que é a hora...
Das pedras contar suas histórias...

Nessa rua eu cresci...
Nessa rua eu brinquei...
Nessa rua eu vivo...
E se Deus me permitir...
Daqui partirei...

Mas agora eu só queria mais ver...
Mais alegria e muitas flores...
A florescer...

Durante o dia pouca gente...
Na madrugada só gambá...
De viralatas muita bosta...
Cuidado quando andar...

Sandro Paschoal Nogueira

O AUTISMO ENTRE "ASPAS"
(O esquecimento do adulto e o silêncio da mãe)

Autistas, ao atingirem a idade adulta, tornam-se esquecidos.
No início, há uma luta desenfreada. Quando ainda são crianças, a gente nutre a doce ilusão de que o autismo poderá ser “revertido”. Mas o tempo passa.
À medida que crescem, vamos ficando calejadas. Calejadas de buscar respaldo do governo, de clínicas assistenciais, de redes de apoio... de bater em portas que insistem em não abrir.
E, então, eles são esquecidos. E nós, as mães, também.
O mundo para. Para o adulto autista e para a mãe, que já não enxerga mais o horizonte. Quando eram crianças, a gente via muito além do arco-íris. Mas, na vida adulta, o arco-íris some.
Nossa porta se fecha. O que nos resta é apenas uma janela aberta.
Uma janela que se escancara para deixar entrar a luz nos raros “momentos de oásis”... ou que se fecha apertado para nos proteger da tempestade das crises.
O autismo não termina na infância, mas o olhar do mundo, infelizmente, parece se fechar ali.

Lu Lena / 2026

O LAGO DOS CISNES
(Fragmentos de um esquecimento lúgubre)

Vi uma casa no campo com flores silvestres e um lago de cisnes. Vi anjos de luz brincando em nuvens de algodão. Ouço vozes celestiais; elas me cobrem com um véu transparente que flutua do céu. Vejo nele respingos rubros. Olho meus dedos e vejo tinta, como gotículas de sangue que choram do meu coração. Sono. Pálpebras seladas por um esquecimento lúgubre.

Lu Lena / 2026

FRAGMENTOS NA MASMORRA
(Onde a alma se perde no esquecer)

Ao dormirmos, partimos em viagem por domínios indecifráveis e invioláveis. Se despertamos sem a lembrança do sonho, é porque a alma permaneceu cativa em alguma muralha do castelo medieval. Ao retornar à matéria, o ser percebe o vazio: deixou fragmentos de sua própria essência em alguma masmorra do esquecimento.

Lu Lena / 2026

' FLOR DE MARACUJÁ'


Esqueça o passado que tanto lhe fez chorar,
Acredite no amanhã, nele Deus proverá !
Dias melhores virão, o qual o Senhor te dará:
Paz para teu sorriso e para você amar .


Que no silêncio do anoitecer
O amor venha te abraçar
Como as ondas do mar que se vão
Sem se cansar de tornar.
Lembrando que o amor é contigo
Que os braços do Senhor é seu único abrigo


Com o tempo, a dor passa , você esquece
Pois o tempo te ensina de novo a sorrir
O dourado do sol você merece
e o amor volta novamente a florir


Você é flor especial, única...
Linda como uma flor de maracujá !
Sua vida não será regada com lágrimas,
mas sim com água de chuva ,
água de alegria, pois água é vida
Que cai do céu e rega terra, as flores....
Rosas Marias e Margaridas !


Maria Francisca Leite
Direitos autorais reservados sob a lei - 9.610/98

Eu cuidei tanto que esqueci de cuidar de mim mesmo, eu priorizei tanto que acabei comigo mesmo aos poucos ..
Eu esqueci de mim mesma por alguém que nunca pensou onde estava me machucando de verdade...
Eu cuidei tanto quando na verdade eu quem estava precisando de ajuda..
E no silêncio ninguém pode me ouvir...

“... Ultimamente ando com a memória perfeitamente complexa.
Jamais esqueço daqueles me dão carinho sempre se lembrando de mim e daqueles que se esquecem de mim ou fingem esquecer?!...Bom quem, é mesmo estas pessoas? Ai ai ai perdoa eu disse que minha memória está complexada”
Feliz Natal!!!

—By Coelhinha

⁠No turbilhão da vida, muitas vezes nos esquecemos do poder transformador que o amor possui. Ele é uma força capaz de mudar tudo ao nosso redor, desde que saibamos colocá-lo em nossas ações diárias.

Ao carregarmos o amor em nossas ações, a energia positiva se espalha como uma onda, alcançando os corações daqueles que cruzam o nosso caminho. Pequenos gestos de bondade podem fazer toda a diferença na vida de alguém. Uma palavra de conforto, um abraço sincero, um gesto de generosidade podem despertar uma luz de esperança em meio às trevas.

Não espere pelo amor. Seja você mesmo o agente da mudança. Põe amor nas tuas mãos, envolva cada ação com delicadeza e compaixão. Deixe que esse sentimento transborde de você e alcance todos ao seu redor. E assim, pouco a pouco, veremos um reflexo desse amor em tudo o que nos cerca.

- Edna Andrade

⁠Em um mundo que parece cada vez mais acelerado, esquecemos muitas vezes de valorizar o que está presente em nosso cotidiano. Ficamos tão focados nas obrigações, nas preocupações e nas correrias do dia a dia, que deixamos escapar momentos preciosos, que poderiam ser eternizados em nossa memória afetiva...

- Edna Andrade

⁠Deixar o passado para trás não é esquecer — é escolher não viver mais lá.

É entender que o que passou já ensinou o que precisava, e agora é hora de seguir leve.
Porque a vida acontece aqui, no agora. E o futuro só chega quando damos espaço pra ele.

Nem tudo que machucou precisa ir junto.
Nem todo peso precisa ser carregado para sempre.

Algumas histórias ficam melhor guardadas como páginas viradas, e não como feridas abertas.

Daqui pra frente, eu escolho caminhar com o que me fortalece.
Pensar no que me move, no que me espera, no que posso construir.

Porque quando a gente solta o que prende,
abre espaço para o que liberta.

— Edna de Andrade

⁠Tem coisas que a gente sabe… mas finge que esqueceu.
E é nesse espaço entre o que sabemos e o que deixamos pra depois,
que a vida vai travando, devagarinho.

Talvez o que te prende não seja o medo de errar,
mas o medo de ser exatamente quem você é —
com tudo o que sente, com tudo o que sonha,
com essa luz que, às vezes, você mesma apaga
pra não incomodar ninguém.

Mas deixa eu te lembrar com carinho:
você não precisa de mais nada pra começar.
Não precisa estar perfeita, nem pronta,
nem com tudo resolvido.

Você já é suficiente.
Com o que tem, com o que é, com o que carrega.
Já tem em você tudo o que precisa pra florescer.
Agora… só falta acreditar.

E se der medo, vai com medo mesmo.
O mundo precisa do que só você pode criar.
E você também.

⁠Tem coisas que a gente sabe…
mas finge que esqueceu.

E é nesse espaço entre o que sabemos
e o que deixamos pra depois,
que a vida vai travando, devagarinho.
A gente se encolhe, se atrasa, se sabota.

Talvez você esteja esperando um sinal,
um momento ideal, uma certeza.
Mas e se esse momento nunca chegar?
E se já for agora o tempo de florescer?

Você não precisa de mais preparo,
mais coragem ou mais validação.
Você só precisa lembrar:
você já carrega tudo o que precisa.
Dentro de você mora a resposta.

Respira fundo. Recomece leve.
E vá, mesmo com medo.
A vida espera, e o mundo também.

— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna

Em meio à correria do dia a dia, muitas vezes nos esquecemos de desacelerar e nos conectar com aquilo que é maior. Antes de traçar metas e definir rumos, que tal oferecer um momento de gratidão e reflexão? A oração é essa pausa sagrada que nos lembra da nossa essência e nos dá clareza para seguir em frente.

Ao orar, não apenas pedimos; também agradecemos e nos sintonizamos com nossos propósitos mais profundos. É uma forma de alinhar o coração e a mente, preparando o terreno para que nossos planos floresçam. Quando começamos por uma oração, cultivamos uma energia positiva que transforma nossas intenções em ações significativas.

Cada passo que damos é mais firme quando está precedido de uma pausa para a fé. Que possamos iniciar nossa jornada sempre com um olhar voltado para o divino, confiantes de que, com amor e dedicação, tudo se torna possível.

Que sua oração seja a luz que guia cada passo do seu caminho...

- Edna de Andrade

⁠Tem gente que é abrigo.
Que olha nos nossos olhos
e enxerga o que até a gente esqueceu de ser.

É presença que acolhe,
é silêncio que escuta,
é carinho que chega leve e fica.

Tem gente que transforma o simples em mágico,
que devolve a fé, a coragem,
e faz a gente se sentir especial
sem precisar de muito — só sendo quem é.

Se você encontrou alguém assim…
cuide.
E se ainda não encontrou…
acredite:
existe amor do jeitinho que você merece.

— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna