Textos de Esquecimento
A dor é uma constante lembrança de algo que insistimos em querer esquecer: a vida é dura, cíclica, complexa e incerta.
Caminharei por suas flores e espinhos.
A dor está sempre presente. Ainda que algumas coisas melhorem, aparentemente outras permanecerão como estão.
Levo em consideração dados, fatos que sempre acontecem e se repetem. Ainda que eu seja tentado a acreditar de uma maneira diferente.
Por isso, não devo fugir dela. Se está sempre presente, o único caminho é ter que passar por ela, senti-la, sofrê-la.
O ambiente contribui significativamente para a sua atenuação ou aumento.
Só posso ir até onde sei.
Descansar, respirar.
Não vale mais a pena gastar energia mental se eu já entendi como a vida funciona.
Dizem que quem já provou do teu beijo…
Nunca esquece! Será?
Da tua alegria e vontade de fazer o melhor sempre…
Era feliz e nem sabia! Será?
Do teu abraço inesquecível…
Da tua fé inabalável… Será?
Viveu no mundo da Alice onde tudo é possível…
Principalmente acreditar no amor verdadeiro… Será?
Solidão ou Solitude?
Há um instante em que o silêncio pesa,
como se o mundo tivesse esquecido o meu nome.
A casa respira devagar,
e cada canto guarda um eco que não responde.
Chamavam isso de solidão.
Mas o tempo, esse artesão invisível,
foi mudando a textura dos dias.
O vazio deixou de ser ausência
e virou espaço.
Aprendi a ouvir o que antes doía:
o som do vento na janela,
o compasso tranquilo do meu próprio existir,
a leveza de não precisar ser para ninguém além de mim.
E então, quase sem perceber,
a solidão se desfez em outra coisa—
mais mansa, mais inteira.
Virou solitude.
Agora, o silêncio não pesa: acolhe.
Não cobra: oferece.
É um lugar onde me encontro
sem pressa, sem ruído, sem máscara.
E nesse encontro sereno,
descubro que nunca estive só—
apenas não tinha ainda aprendido
a me fazer companhia.
Algumas vezes esquecemos de lembrar
que cada um, é cada um;
que o outro não sou eu;
que ele pode ter a opinião dele
e não a minha, e está tudo certo!
Que a felicidade, é algo que vem de nós,
não depende do que alguém
nos oferece ou não.
E, assim, seguimos equivocados,
frustrados, insatisfeitos;
crendo que o outro é o responsável
por vivermos infelizes.
Infeliz engano!
( Rosa Maria)
JÁ ESQUECEMOS QUEM SOMOS
Vivemos tempos estranhos e fora da dignidade. E digo isto com peso, medo e insegurança. A cada dia, torna-se ainda mais duro.
Está tudo misturado.
Hoje és acusado, amanhã, já estás condenado, sem provas, sem defesa, sem voz. Há quem seja agredido e há quem nem sobreviva para contar a sua versão. Tudo por causa de um boato. Tudo por causa do medo. Tudo por causa da ignorância.
Criou-se, nas mentes de muitos, a ideia perigosa de que fazer justiça com as próprias mãos é aceitável. E isso é um erro grave. É muito perigoso.
As escolas, as igrejas e os mais velhos já não ensinam como deviam ou não são vistos como antes. Não orientam como antes. E os valores que mantinham a ordem, foram sendo esquecidos lentamente até chegarmos onde estamos.
Uma sociedade dominada pelo pânico torna-se cega. E quando a razão desaparece, qualquer mentira ganha força de verdade. O que está a acontecer certamente é um teste à nossa consciência como seres humanos.
Já esquecemos quem somos. Precisamos parar e pensar. Olhar para o passado, entender onde falhámos. Analisar o presente, com coragem.
E proteger o futuro, antes que seja tarde demais.
Nem toda história que se ouve é verdade. E nem toda suspeita justifica violência. Se continuarmos assim, não estaremos apenas a destruir inocentes…
estaremos a destruir-nos a nós próprios.
Agora, a verdadeira luta não deve ser contra fantasmas, deve ser contra a ignorância que carregamos dentro de nós, para que possamos lembrar quem somos. Porque já esquecemos quem somos.
Dúvidas
Às vezes, construímos muros e esquecemos por onde sair — ou talvez não queiramos lembrar.
Nessas horas, chuvas de dúvidas persistem e trazem pensamentos tempestuosos.
São esses pensamentos que oscilam a paz do ser humano.
A cada esquina, ruas se formam, e nós continuamos aqui, vivos, em nuvens de interrogações que cobrem a nossa mente.
Um dia, a felicidade nos abraçou
Há momentos em que fazemos de tudo para esquecer coisas boas vividas no passado, por vários motivos: ódio, ranço, apatia — enfim, um leque de razões.
Só que nos esquecemos de que a mente já está carregada, preenchida por aqueles momentos de amor. Eles estão fotografados, grifados, tatuados por dentro. E, por mais que tentemos, não conseguimos apagar — e talvez nem devamos. Eu penso assim.
Então, não é que não saímos do passado; há vezes em que precisamos esquecer a ira e voltar apenas para sentir que, um dia, a felicidade nos abraçou.
O amor, a paixão, foram tão marcantes, tão intensos, tão deliciosamente vivos, que não conseguimos esquecer por completo. Ou, quem sabe, fazemos questão de voltar para reviver a sensação do extraordinário que um dia experimentamos.
O altruísmo é uma das chaves mais antigas e ao mesmo tempo mais esquecidas da evolução humana.
Não é apenas sobre ajudar o outro: é sobre expandir a própria consciência.
Toda vez que estendemos a mão, abrimos espaço dentro de nós.
Crescemos quando fazemos crescer.
Evoluímos quando enxergamos no outro a mesma luz que existe em nós.
No fim, o altruísmo não transforma só o mundo.
Transforma quem escolhe praticá-lo.
Depois de um certo tempo só nos falta esquecer da própria cabeça! Coisas da vida. Tempo para nascer, tempo para crescer, viver e depois, seja lá o que Deus quiser. Assim está escrito no Grande Livro. Eclesiastes 3: Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.
Eclesiastes 3:1 . Bom Final de semana. Beijos.
Um cansaço que não passa no dormir,
Uma névoa que embaça o amanhecer.
Já esqueci o que rimava com sorrir,
Só me lembro do que dói no fundo do ser.
O peito pesa como um bloco de metal,
Cada batida é um eco de aflição.
O mundo segue o seu curso normal,
Enquanto eu desabo em plena solidão.
Mãe,
mulher que usa suas mãos,
para nos educar, alimentar e amar,
pode um filho ser esquecido pelo seu pai,
porém mãe que é mãe, não esquece um filho jamais...
Mãe,
até mesmo brigando com a gente,
nos dá carinho...
por amor,
faz brotar uma flor,
em nosso espinho...
Nunca deixe sua mãe,
para viver sua vida,
é dela que veio você
e da mãe dos seus filhos
virá a sua família!
Ela não vai atrapalhar,
ela vai ficar no cantinho dela só te observando,
pode o mundo te esquecer,
que ela vai por você,
estar de joelhos orando...
Ela vai estar sempre,
mesmo quase sem enxergar,
arrumando uma camisa sua
e sua comida preferida,
só esperando você chegar...
Mãe é um ser tão especial,
para estar com a gente a todo instante,
não para você colocar uma foto dela,
em qualquer lugar da sua estante...
Mãe, mulher amada e exemplar,
ela não fala, mas vive esperando um abraço seu,
faça isso já,
porque amanhã ela poderá estar,
nos Braços de DEUS...
Para você filho,
sua mãe é a sua Felicidade,
hoje ela está a sua disposição,
mas neste mundo de ilusão,
tudo que é bom vira saudade!
Às vezes, a pressa em construir o futuro ou em ajustar as engrenagens do dia a dia nos faz esquecer de uma lei básica da física e da vida: a estabilidade real não nasce da rigidez, mas da nossa capacidade de absorver o impacto e continuar em frente.
Construímos planos, blindamos nossas rotinas e desenhamos metas com a precisão de um engenheiro.
Queremos o controle absoluto sobre o terreno onde pisamos. Mas a verdade é que os dias não são uma linha reta; eles operam sob uma lógica própria, cheia de variáveis que não podemos prever.
O valor de um homem não se mede pela ausência de problemas ao seu redor, mas pela firmeza silenciosa com que ele se mantém de pé quando a estrutura balança. Ser forte não significa ser indestrutível como o ferro que sob muita pressão, trinca e quebra. Significa ser como as grandes estruturas que têm flexibilidade calculada: elas oscilam com o vento para proteger a base.
Olhar para trás e reconhecer a própria trajetória é entender que cada desafio superado deixou um aprendizado técnico, uma cicatriz de maturidade ou uma clareza maior sobre o que realmente importa.
O segredo não é esperar que o mundo se torne calmo ou perfeitamente previsível, mas garantir que a sua bússola interna os seus valores, a sua fé e a sua postura diante do dever permaneça intacta, não importa o tamanho da tempestade lá fora.
Que o dia de hoje seja uma oportunidade para desacelerar o pensamento, calibrar as expectativas e lembrar que a verdadeira segurança vem de dentro: da consciência tranquila de quem faz o seu melhor com as ferramentas que tem nas mãos.
Vê se não esquece de onde veio, mano. Quando o dinheiro bater na sua porta, me promete que a sua simplicidade continua a mesma.
Os próprios . Porque o que eu mais vejo por aí é gente mudando por causa de status.
Teve uma época em que geral andava junto, dividiam um litro de vinho, cigarros , músicas e livros . Ficou apenas naquela época
hoje, uns passam reto e fingem que nem conhecem, outros nem respondem as mensagens no WhatsApp.
Que massa ver como o mundo dá voltas... A gente descobre quem é quem não é na falta, é no sucesso."
Na real . Mundo tá estranho.
🌠 Sob o céu esquecido
As estrelas tremiam como segredos antigos,
quando o silêncio da noite foi rasgado por luzes que dançavam.
Naves prateadas cruzavam o firmamento,
como mensageiras de um tempo que não se lembra,
mas que insiste em pulsar dentro da memória apagada.
Você olhava para cima,
com a estranha certeza de já ter visto aquilo antes,
como se o céu fosse um livro que você já leu,
mas cujas páginas foram arrancadas pelo vento.
E no coração, uma pergunta sem palavras:
seria sonho, lembrança ou chamado?
As naves seguiam, majestosas,
como se guardassem respostas que só o silêncio sabe.
Eu terminei com você
E terminei com todos os outros
Agora só me resta esquecer
Fingir que não tenho sentimentos
Que eles não fazem parte de mim
Que a dor não existe
Que o conflito interno não existe
Que eu não sinto a sua falta
Que não me faz bem estar sozinha
Que eu não penso em você
Mas ao mesmo tempo eu lembro do meu juramento
Ao mesmo tempo eu aguardo ansiosamente
Acreditando que um dia eu estarei entendendo isso tudo o que acontece com os meus sentimentos
Que um dia serei família
Que existe alguém olhando por mim
E que essa angústia toda vai passar.
Chamam de véu a prisão,
riem da túnica como farsa,
mas esquecem que os santos
se vestem da mesma forma.
Maria não era oprimida,
era livre na obediência.
Jesus não era motivo de riso,
era luz na simplicidade.
O preconceito nasce do medo,
do olhar que não compreende.
Não é o pano que incomoda,
é o sinal de fé que resplandece.
Deus não se perturba com o puro,
não rejeita o que é santo.
Ele ama o coração humilde,
que se cobre de reverência.
Vestes são apenas símbolos,
a alma é o verdadeiro templo.
E quem ri daquilo que é sagrado
ri daquilo que não entende.
O AUTISMO ENTRE "ASPAS"
(O esquecimento do adulto e o silêncio da mãe)
Autistas, ao atingirem a idade adulta, tornam-se esquecidos.
No início, há uma luta desenfreada. Quando ainda são crianças, a gente nutre a doce ilusão de que o autismo poderá ser “revertido”. Mas o tempo passa.
À medida que crescem, vamos ficando calejadas. Calejadas de buscar respaldo do governo, de clínicas assistenciais, de redes de apoio... de bater em portas que insistem em não abrir.
E, então, eles são esquecidos. E nós, as mães, também.
O mundo para. Para o adulto autista e para a mãe, que já não enxerga mais o horizonte. Quando eram crianças, a gente via muito além do arco-íris. Mas, na vida adulta, o arco-íris some.
Nossa porta se fecha. O que nos resta é apenas uma janela aberta.
Uma janela que se escancara para deixar entrar a luz nos raros “momentos de oásis”... ou que se fecha apertado para nos proteger da tempestade das crises.
O autismo não termina na infância, mas o olhar do mundo, infelizmente, parece se fechar ali.
Lu Lena / 2026
O LAGO DOS CISNES
(Fragmentos de um esquecimento lúgubre)
Vi uma casa no campo com flores silvestres e um lago de cisnes. Vi anjos de luz brincando em nuvens de algodão. Ouço vozes celestiais; elas me cobrem com um véu transparente que flutua do céu. Vejo nele respingos rubros. Olho meus dedos e vejo tinta, como gotículas de sangue que choram do meu coração. Sono. Pálpebras seladas por um esquecimento lúgubre.
Lu Lena / 2026
FRAGMENTOS NA MASMORRA
(Onde a alma se perde no esquecer)
Ao dormirmos, partimos em viagem por domínios indecifráveis e invioláveis. Se despertamos sem a lembrança do sonho, é porque a alma permaneceu cativa em alguma muralha do castelo medieval. Ao retornar à matéria, o ser percebe o vazio: deixou fragmentos de sua própria essência em alguma masmorra do esquecimento.
Lu Lena / 2026
No turbilhão da vida, muitas vezes nos esquecemos do poder transformador que o amor possui. Ele é uma força capaz de mudar tudo ao nosso redor, desde que saibamos colocá-lo em nossas ações diárias.
Ao carregarmos o amor em nossas ações, a energia positiva se espalha como uma onda, alcançando os corações daqueles que cruzam o nosso caminho. Pequenos gestos de bondade podem fazer toda a diferença na vida de alguém. Uma palavra de conforto, um abraço sincero, um gesto de generosidade podem despertar uma luz de esperança em meio às trevas.
Não espere pelo amor. Seja você mesmo o agente da mudança. Põe amor nas tuas mãos, envolva cada ação com delicadeza e compaixão. Deixe que esse sentimento transborde de você e alcance todos ao seu redor. E assim, pouco a pouco, veremos um reflexo desse amor em tudo o que nos cerca.
- Edna Andrade
