Textos de Esquecimento
O menino enquanto brincava em uma pequena e esquecida poça de lama
Sente-se atraído por um som imenso, um som que o convoca
Se distanciando da poça, observa um carneiro que se bate em uma parede.
O carneiro sem razão, se bate, se bate
O menino que se encontra do outro lado da parede
Pergunta ao carneiro, esperando uma resposta: "Por que se bates?Tem um grande espaço para brincar".
O carneiro continua, continua, até que em um ágil movimento, desaba-se
O menino atônito e triste, pega uma maçã que tinha no bolso, joga-lhe
O carneiro se levanta, e ao levantar, consegue um ato:Remover um espinho que se encaixara em sua cabeça ao correr pelo campo.
O menino surpreso se depara com o carneiro livre, que corre pelo campo
E o menino em singela inquietação, sem motivo, pensou ao ver: "Ele era livre, mas não era livre, agora é livre".
Em um suspiro, o inesperado ocorre: um fazendeiro lança uma corda
Corda que laça o carneiro livre, que agora é levado
E ao ser levado, a única coisa que não se prendeu foi o olhar
O carneiro, indo embora, olhando o olhar do menino.
Querendo ou não, mesmo tentando esquecer, vivemos o reflexo de ontem.
Por vezes, passamos por situações que nos deixaram, muitas vezes, marcas profundas, difíceis de cicatrizarem.
Frases que evitamos dizer.
Nomes que não queremos lembrar.
Pessoas que deixamos de ver.
Caminhos que devemos evitar.
17/02/2019
Ele não bebe pra esquecer,
bebe pra lembrar do desejo,
cada gole é um lampejo
do que insiste em acontecer.
O olhar promete e não fere,
Deixa rastro no chão.
A noite sussurra pecados antigos
e ele brinda aos inimigos
Não pede amor, nem perdão,
oferece presença inteira
Boêmio não por costume...
Há corpos que são origem
do incêndio que ninguém assume.
E no fundo do copo escuro
não mora o fim, nem a fuga —
mora um homem que seduz
sem pressa, sem culpa
Na luz fria da calçada,
um olhar firme, sem pressa,
o tempo passa — não pesa...
Há silêncio que revela
mais verdade do que a brisa.
Entre flores da camisa
e o brilho discreto do anel,
O copo erguido não é fuga,
é brinde à própria história...
No rosto, a noite repousa,
não como sombra ou cansaço,
mas como quem fez do passo
um verso que não se ousa.
Quem olha vê só a imagem,
quem sente entende o sinal:
há homens que viram poema
sem pedir permissão ao final.
Sandro Paschoal Nogueira
Desilusão
Bom dia !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Esqueceu e jogou no lixo os dissabores e desilusões de ontem ???????
Ótimo!!!!!!!!!
Relaxe !!!!!!!! Curta os momentos da vida que são únicos e não se repetem!!!!! Vamos lá!!!!!! Respiste profundamente , relaxe!!!!!!! Aproveite !!!!!!Seja que nem os moinhos de vento que giram ao sabor dele !!!!!!
E depois bem aliviado vamos a luta hoje é o seu dia !!!!!!
Ignorância
O seu pensamento se perde no imenso vazio da sua mente,
Você esquece do lógico tão logicamente,
Faz uma conquista tão deprimente.
Na calada da noite, cala meu povo,
Na hora do dia, nega um alívio de novo,
Faz um discurso de poder, e nega poder se importar com o outro.
Tem ouro, tem riqueza,
Mas se afunda na sua pobreza;
No seu escasso pensamento eles cofiam um alívio para o sofrimento.
Você fala sem pensar, acerta em errar,
Ignora o meu plural e tenta nos domar,
Ignora o saber e ainda veste um formal,
Faz um discurso arrogante me acusando de imoral.
Quem ousa a escutar? Quem ousa em você votar?
Queimando os pneus, um fogo difícil de apagar,
Essa gente desesperada e você sem se importar.
Vê a mata, edifica teu ego,
Vê uma morte e se finge de cego,
Manipula uma massa enquanto não a pegam.
Como pode menosprezar a educação?
Para falar de poder de onde tirou tanta convicção?
Da onde tirou conhecimento para falar da constituição?
Como pode confundir liberdade com opressão?
Como pode endemoniar as súplicas vindas do coração?
Pega, pega, pega, pega ladrão!
Julga-o conforme as leis,
Mas ei,
Será que terá espaço para branco na prisão?
Ignorância, tradução,
Conhecimento disponível; atenção, não.
Não peço que pense e concorde comigo, só quero que pense!
Conhece a história, conhece as verdades,
Se faz de cego ou se faz de covarde?
Do meu povo a Militância, do seu a arrogância.
Nessa casa, nesse senado,
Dentre esses terá um bom deputado?
Dessas vozes que discutem,
Quem escutem minha gente?
Posso ter pouca relevância,
Porém não alimento vossa ignorância.
Esse barulho me atordoa,
E você não se importa!
Uma hora quem sabe doa,
Quando a morte bater a porta.
E ela não liga pra sua influência, bem menos a perdoa.
Sei que para seguir em frente é fácil, difícil mesmo é esquecer as magoas que deixaram cicatrizes irreparáveis no coração;
Difícil mesmo é deixar para traz tudo aquilo que construímos entre verdades e expectativas irreais;
Mas mesmo assim ainda penso em você, lhe tenho em meu coração trancada a sete chaves para não te perder de vista;
Um dia perfeito
Hoje é um dia perfeito.
As funerárias estão vazias, quase esquecidas. Não há velórios para organizar nem despedidas para ensaiar. Ninguém morreu hoje. Não houve acidentes fatais, nem tiros encontrando pais de família no caminho de casa. O bandido não matou. O marido não feriu, não agrediu, não matou a própria esposa. Hoje, nenhuma mulher precisou temer dentro do lugar que deveria ser abrigo.
Os hospitais, acostumados ao excesso de dor, estão estranhamente calmos. Leitos vazios, corredores silenciosos, plantões que não correm. Não há filas, não há sofrimento esperando prioridade. Médicos e enfermeiros, desacostumados da paz, redescobrem o peso leve de um sorriso.
Mas, nas maternidades, é diferente.
Ali, a vida faz barulho. Há choro que anuncia começo, não fim. Mulheres que um dia ouviram que não poderiam engravidar agora seguram nos braços a resposta mais bonita que o corpo pode dar. O dia chegou. O filho chegou. O sonho também.
Hoje, ninguém passa fome.
A comida chega a todas as mesas. Talvez não seja banquete aos olhos de quem sempre teve fartura, mas, para quem já teve nada, aquele prato simples vale mais que festa. É o almoço dos sonhos. É dignidade servida quente.
Hoje, não há pessoas em situação de rua.
Não há corpos esquecidos nas calçadas.
Todos têm um lar, um endereço, um lugar onde descansar o corpo e a alma. Todos têm trabalho, o que comer, o que vestir. Vivem, finalmente, com dignidade.
Hoje, o mundo decidiu não machucar ninguém.
E talvez isso seja o mais assustador: perceber que esse dia perfeito não exigiu milagres, apenas escolhas. Não precisou de tecnologia nova nem de discursos bonitos. Precisou apenas de humanidade em prática.
Mas então o despertador tocou.
Acordei.
As funerárias voltaram a funcionar.
Os hospitais encheram outra vez.
A violência retomou seu turno sem atraso.
Tudo aquilo não passou de um sonho breve, desses que parecem possíveis demais para serem verdade. Ao abrir os olhos, vi que o mundo seguia fiel a si mesmo: o que não era para ser normal continuava normal.
A morte voltou a trabalhar.
A fome voltou a rondar.
A injustiça não perdeu o endereço.
Ainda assim, algo do sonho ficou.
Porque talvez o dia perfeito não precise começar no mundo. Talvez ele comece dentro de você. Se o mundo insiste em ser duro, ser melhor já é um ato de rebeldia. E, se houver a chance de ser gentil, exagere. Exagere mesmo. Sem cálculo, sem economia.
Talvez eu não consiga salvar o dia inteiro.
Mas posso salvar um gesto.
Uma palavra.
Um instante.
O mundo não mudou quando acordei.
Mas eu posso mudar antes de dormir.
Um sonho esquecer
Se sonhar, lembre-se do sonho, pois esquecer um sonho entristece a alma, tira a calma e traz pesar. Pois um sonho esquecido, não lembrado, é como não ter dormido ou ter adormecido amarrado. Traz agonia, faz impotente o homem que em sonho era rei e em terra apenas cristão. Que ironia do destino, uma noite bem dormida, mas um sonho esquecer, é como se sentir perdido, sem caminho, sem poder!
Nas bananeiras
Nem um louco esqueceria.
Recuso-me a perder a memória
daquele desvio do mundo, nas bananeiras,
onde o corpo escreveu antes da palavra.
De olhos fechados, reconheço
o caminho da chuva bravia
a rasgar as folhas largas,
o tambor verde da selva
a bater contra a pele.
Ali, os nossos corpos
não pediam permissão ao desejo.
Na tua boca,
um sussurro longo, quente, primitivo,
como se a terra falasse por ti:
“Amor, estou a molhar o meu cabelo.”
E eu, feito bicho cativo,
aprisionado no teu castelo húmido,
habitei os teus jazigos
como quem aceita o feitiço.
A chuva confundia-se com a saliva,
líquido sem nome, sem culpa,
apagava os sinais de luta e entrega
que nasciam no teu corpo nu,
corpo-fruta, corpo-mato, corpo-fogo.
“Amor, estou a molhar o meu cabelo.”
“É sério… vais sentir o cheiro depois…”
E a terra prometida abria-se
debaixo do teu vestidinho breve,
onde as flores são carnívoras
e as promessas mordem.
Ali, o amor era selvagem,
sem templo, sem regra,
apenas carne, chuva e bananeiras.
Daniel Perato Furucuto
Você não é esquecido.
Você é ignorado porque sempre se coloca por último.
Quem te procura só quando precisa não sente sua falta — sente falta do que você faz.
E enquanto você continuar se doando inteiro, vão continuar te tratando como opção.
Parar de agradar não é egoísmo.
É sobrevivência.
Café amigo-
Um café pra escrever,
escrever pra esquecer,
esquecer essas angústias
que pesam no peito
como chuva em telhado velho.
Por isso tomo café pra despertar,
despertar essa tal de alegria
que todo mundo fala,
mas que às vezes me esquece.
Mas que alegria?
Se sou só um poeta
que não aprendeu a amar,
que tropeça nas lembranças
e se esconde nas palavras.
Escrevo e esqueço,
o café só acompanha,
feito amigo calado
numa madrugada qualquer.
Escrevo pra me manter de pé,
pra dar sentido à dor
que o mundo finge que não vê.
E o café, esse velho cúmplice,
me aquece o vazio
que ficou de você.
Saudade...
sim,e por que não?
Deslumbrar de luz o coração...
Esquecer, como?
Ah, como é linda tanta emoção!
Tudo de bom,
nesse encontro,
é o que importa...
a beleza, o conforto,
e a coisa sagrada
que existe no nosso coração!
Lembrar de ti?
Sim... eternamente!
Nunca me cansarei,
porque você chegou
e inundou meu coração
com as coisas mais belas,
que nunca pensei!
Ser criança de novo, esquecer do relógio, esquecer do meu medo
por: Felipe Uzzires
papo reto?
não era pra ser tão pesado assim.
Com 20 poucos anos nas costas e um cansaço que não combina,
eu só queria voltar pra onde o mundo era pequeno.
ser criança de novo,
esquecer do relógio,
esquecer do meu medo.
Tem dia que a gente acorda e já tá devendo até coragem.
Sorriso forçado, passo arrastados,
e lá dentro, bem quietinho,
o moleque que fui quieto e cansado chama meu nome querendo.
ser criança de novo,
esquecer do relógio,
esquecer do meu medo.
Eu sinto falta de tropeçar sem medo de cair,
de errar e rir, de errar de novo e rir mais alto ainda.
Hoje qualquer erro parece um peso eterno,
como se a vida não perdoasse mais ninguém,
como se eu fosse invisível,
como se fosse impossível.
ser criança de novo,
esquecer do relógio,
esquecer do meu medo.
Talvez eu nunca volte de verdade, né?
Talvez crescer seja isso mesmo:
carregar as saudades, de desapegos, pessoas indo, e outros voltando,
Mas ainda assim eu queria.
ser criança de novo,
esquecer do relógio,
esquecer do meu medo.
POESANDO
Quando falamos de poesia
A alma se veste de louvor
Num profundo sentimento
Esquecemos qualquer dor.
A poesia é o verdadeiro encontro
Na beleza do encantamento
São fragmentos, são versos
Poesando o momento.
Ela extravasa a juventude
Viajamos na imaginação
Da mente e do coração.
Nas suas múltiplas faces
Na ausência da identidade
A poesia grita com liberdade.
Irá Rodrigues
"Em minhas meias verdades, depois de tudo que vi não posso mais esquecer": tanta coisa que o mundo oferece, e sem ter tantos padecem até sem querer!
Não era um brinquedo frágil, mas sim uma máquina exigente; às vezes querendo deixo de querer, quando um sonho deixa de me querer também!
Nenhuma ausência é mais funda do que a do riso, enxergando decepção em todos os rostos... rendição, não garante resistência!
Defeitos temos mais união é para poucos; aprendendo a esculpir o próprio ser, não há hesitação e apenas propósito,
nas lições da vida para o crescimento!
VERDADE DE UM DESASTRE
Um dia me disseram que a água nunca iria acabar, e é verdade, só esqueceram de avisar que essa água era a água do mar!
A pergunta que ninguém ouviu, onde está essa estrada que era um grande rio? Era tão cheio, mas tão cheio, que de repente tornou-se vazio e ninguém mais o viu, a resposta que dão é que simplesmente tudo sumiu.
Mas não pode faltar água na caixa d’água, senão as pessoas ficam encanadas, dizem que é seu direito e se tornam bravas, está tudo sujo e precisam lavar as calçadas, desperdiçam nossa água doce como se fosse um nada, que não se acaba, estão todas essas pessoas muito erradas.
E o céu que suas cores eram brancas e azuis, também se tornou preto de dia de tanto urubu, e estão apenas fazendo sua parte, pois se tornou uma grande carniça todo esse desastre.
As nuvens não se fecham mais, o céu e a terra se abrem, o que antes era certeza, hoje é um talvez quem sabe... e até quando vamos viver tudo isso? Talvez até que os dias se acabem...
Os animais já não têm mais moradia, se encontram cobras dentro de casa, embaixo da bacia, sem direito algum sofrem grande covardia, mais um bicho morto, mais um bicho sem vida....
E a grande caçada é pela solução, ser humano no lugar dos pés arranca com as mãos, não sabe onde é a lata de lixo, joga tudo pelo ar um grande perigo e isso tudo tem poluído, o que só se aumenta e não tem diminuído... por favor inventem um remédio logo para tudo isso e que seja logo distribuído, em vacinas, doses e em grandes comprimidos.
Quero ver esse mundo de novo com mais água e um inverno frio, quero que as pessoas se esvaziem do mal e possam encher os rios, que entendam que agora já é tarde e amanhã será tardio;
Espero que eu e você façamos nossa parte, ajudar sempre foi obra de arte, que assim tudo mude, tudo se encaixe e eu possa mudar de assunto que não seja desastre uma verdade que invade de forma covarde.
Amor em estado de agora
Faz parte do caminho:
Não te esquecer, mas escolher viver outra vez.
Não importa o tempo, nem a contagem dos dias,
meu amor permanece — raiz e calmaria.
Passam horas, instantes, saudades...
Um tempo que se foi, mas que abre portais.
De um futuro que brilha, promessa de paz,
da alegria que contagia e não olha para trás.
É um novo fôlego, o desejo em estado de prece,
a vontade de fazer com que o agora aconteça.
Seja em forma de amor, ou de pura paixão,
ou no brilho de um riso que inunda o chão.
O essencial é o movimento, o ato de ser,
a coragem bendita de enfim renascer.
Hoje o destino é você, o afeto se faz chama,
e o amor, no presente, por nós dois reclama.
Venha!
Não tema o abraço da felicidade.
Posso ser o teu melhor, a tua vontade,
posso ser o prazer, ou apenas o meu eu,
posso ser o reflexo do que em ti se perdeu.
Podemos ser nós, sem pressa ou adeus.
Simplesmente viver.
Simplesmente sermos teus e meus.
Poesia de Islene Souza
Deus
Sinceramente eu não entendo porque os judeus de hoje parecem esquecer de isto! Isto do Nazismo que matou milhões deles, gays, testemunhas de Jeová e muitos comunistas, (que hoje já esqueceram o que os Nazistas fizeram)! Os judeus de hoje seguem políticas extremas, que no passado fizeram estas coisas ( políticas de esquerda
E de direita)!
Não sendo eu judeu, declaro em nome de Jesus Cristo! Que não tenho qualquer partido, nenhum mesmo. O meu lado é Jesus Cristo, sem qualquer religião! Bendito, seja o nome de Deus e a sua verdade!
Não te esqueças, meu amor
Que quem mais te amou, fui eu
Sempre foi o teu calor
Que minha alma aqueceu
E num sonho para dois ( a criação)
Viveremos a cantar
A cantar o amor, Diana
Nos teus braços, sem querer
Quase sempre vou parar
Não consigo te esquecer
Oh, Diana, vem sonhar
E eu te quero, meu amor
Vem trazer-me o teu calor
Vem viver pra mim, Diana
Carlos Gonzaga
Diana
Você está pensando
que eu vou esquecer você.
Mas o amor que mora em mim
não aprende a desaparecer.
Eu sei…
você me esqueceu,
nem sequer disse “até logo”,
virou as costas ao que fomos
e me deixou falando sozinho com o vento.
Mas eu…
eu vou continuar te amando,
mesmo que o tempo me aconselhe o contrário,
mesmo que o mundo diga que é tarde.
Refrão
Não adianta, mulher, fugir de mim,
o que é destino não se desfaz assim.
Até o céu conspira a nosso favor,
há estrelas guardando o nosso amor.
