Danny Siqueira

Encontrados 11 pensamentos de Danny Siqueira

Ela está confusa por ele,
ele está confuso por ela.
Ambos estão confusos.


Perdidos em meio à paixão,
um amor avassalador,
daqueles que parecem proibidos.


Ela clama por ele,
ele clama por ela.


O desejo de se tocarem,
a intensidade dos olhares,
a tensão quase palpável no ar,
os corações acelerados.


Os olhos se cruzam,
e ela vacila.
Seu olhar vagueia pelos lábios dele
e, por um instante,
imagina o gosto daquele beijo.


Então, no desespero,
ambos se afastam,
como quem se segura
para não ceder ao toque,


Mas lembra?


É um amor proibido.


Darão um jeito?
Dariam certo?


São incertos.
Mas, para ela, ele é uma certeza.
E ele... ainda está confuso

Eu não sei escrever poemas, sei escrever sentimentos,
Vontades não ditas, pensamentos reprimidos,
Desejos escondidos sob uma camada grossa de medo.
Medo das pessoas, medo dos julgamentos, apenas medo.
Poderia dizer que andei por mares e viajei por céus.
Mas não fiz isso, essa é minha verdade nua e crua,
Estou numa sala, em um pequeno apartamento
Escrevendo enquanto minha xicara de café esfria
Escrevendo o quanto eu sinto,
e não consigo falar.

Não consigo falar, por isso escrevo.
Não consigo expressar tudo o que sinto.


Queria poder me derreter em teus braços.


Queria que cuidasses de mim
como se cuida da rosa do Pequeno Príncipe.


Eu queria ser sua,
e queria que escolhesses ser meu.
Não por obrigação,
mas por paixão.


Há pessoas a me cortejar,
mas de que me adianta,
se o cortejo que desejo
é unicamente o seu?


Se não tens intenções comigo,
tenha a decência de sair dos meus pensamentos.


Não é justo comigo,
pois sempre que fecho os olhos,
vejo você:
a postura ereta,
os dedos ágeis sobre o computador.


Vejo o nosso abraço,
onde senti o calor do teu corpo.


Vejo teus olhos
atrás das lentes dos teus óculos redondos,
e pensar neles me faz perceber
como combinam perfeitamente com teu rosto.


Então vejo teus lábios
e perco a noção do mundo.


Eu adoraria dizer tudo o que sinto.
Talvez escrever seja limitado,
porque meus pensamentos
são mais rápidos que meus dedos.

sinto minha barriga gelar, meu coração disparar, apenas por receber uma notificação sua.

Eu escrevo porque não consigo falar.


As palavras se recusam a sair da minha boca,
então derramam-se no papel.


Queria poder me desfazer em teus braços,
encontrar neles um lugar onde o mundo
parasse de pesar.


Queria que cuidasses de mim,
como o Pequeno Príncipe cuidou de sua rosa.
Queria ser tua.
E, mais do que isso,
queria que escolhesses ser meu.


Não por obrigação,
mas por paixão.


Há quem me corteje.
Há quem tente conquistar meu olhar.
Mas de que me serve qualquer cortejo,
se o único que desejo
é o teu?


Se não tens intenção de permanecer,
tem a delicadeza de partir dos meus pensamentos.


Não é justo.


Toda vez que fecho os olhos,
és tu quem encontro.


Vejo tua postura ereta,
teus dedos ligeiros dançando sobre o teclado.
Revivo o nosso abraço,
o calor do teu corpo envolvendo o meu.


Vejo teus olhos por trás das lentes redondas,
e descubro, mais uma vez,
que teus óculos parecem ter sido feitos
para o contorno do teu rosto.


Então meu olhar encontra teus lábios.


E, nesse instante,
o mundo deixa de existir.

Talvez


Me pego pensando em ti:
em teus traços,
teus trejeitos,
o toque delicado das tuas mãos
e o aconchego do teu abraço.


Sei que não tenho chances contigo.
Por um atraso do destino,
vejo-te distante demais de mim.


Ainda assim,
queria que fosse real.


Queria que me dissesses o que sentes,
assim como, naquela noite qualquer,
eu te entreguei meus sentimentos,
ou pelo menos a parte deles
que tive coragem de confessar.


Tu não me queres longe,
mas também não me permites chegar perto o bastante
para que eu possa te sentir
na mesma intensidade
com que sinto você.


Talvez o melhor seja correr léguas para longe de ti.


E, ainda assim,
como fugir?


Nossos olhares foram intensos.
Intensos demais
para alguém que diz compreender
caso eu decida partir.


Mas...
e quanto aos meus sentimentos?


Juro que imaginei um futuro contigo.


Nós dois rindo numa noite qualquer,
na sala de estar,
depois de uma ou duas taças de vinho.
Um vinho suave,
como imaginei que seríamos.


Vinte.
O nosso número.


Engraçado...
Nunca me importei com ele.


E, se tu também não te importas,
por que não damos uma chance
a um talvez?

Entre o Toque e o Adeus




Sentir você tão perto.
Sentir o calor da sua pele.
Sentir o leve tremor das suas mãos.
Sentir o desejo que transborda do teu olhar.


Diz-me,
como isso não pode ser paixão?


Ou amor...
quem sabe.


Poderia ser uma cor,
qualquer uma,
desde que deixasse de ser
esse mundo em branco e preto.


Poderíamos criar um vermelho
que existisse apenas para nós.


Então você me beija,
me toca,
e, logo depois,
diz que não posso ser sua.


Se é assim,
por que continua alimentando
o que sabe que não pode florescer?


Eu te amo
para além do teu corpo.


Mas você...


Será que ama apenas o meu?

Eu me preocupo muito com o futuro, mas eu vivo no passado.
O presente é inexistente para mim⁠

Eu não queria deixar de existir; eu só queria descobrir como viver sem que tudo doesse tanto.⁠

Xícara de Café


Sinto-me solitária,
como uma xícara de café
esquecida num canto qualquer
de uma mesa bagunçada,
cercada por papéis importantes.


Parece que tudo ao redor
merece mais atenção do que eu.


Escrevo porque dói.


Não é uma dor do corpo.
É uma dor que atravessa a alma,
que se instala na mente
e encontra abrigo no peito.


Dói tanto
que as palavras se tornam pequenas demais
para explicar o que sinto.


Talvez seja por isso
que eu recorra à fumaça.


Não porque eu goste dela,
mas porque sua breve brisa
anestesia aquilo
que já não consigo suportar.


Não sou alguém forte o bastante
para fingir que está tudo bem.


Sou apenas alguém frágil.


Tão frágil
que evita até cruzar o olhar da própria mãe,
com medo de encontrar, nos olhos dela,
uma decepção
que talvez exista apenas dentro de mim.


E isso dói.


Dói de um jeito
que minhas mãos quase desistem
antes mesmo de terminar este poema.


Estou com o coração ferido.


E, enquanto tento sobreviver,
sou julgada
por não saber
como deixar de doer.

Enquanto Escrevo


Escrevo
porque a voz não alcança
o lugar onde a dor mora.


Sinto-me
como uma xícara de café
esquecida num canto,
enquanto o mundo
se ocupa de coisas importantes.


Carrego um coração ferido,
uma mente barulhenta
e um silêncio
que ninguém escuta.


Às vezes penso em ir.
Às vezes lembro
que existem olhos
que chorariam por mim.


Então fico.


Não porque a dor passou.


Mas porque,
enquanto escrevo,
ainda existe
uma parte de mim
que escolhe permanecer.