Textos de Esquecimento
Você amará outros homens
e eu serei obrigado a te esquecer
minhas súplicas de amor não foram o suficiente pra te convencer
parece cruel, mas é a vida.
Seu coração sempre foi muito fervente
distante do futuro e do presente
vivendo no intenso ciclo tênue
era essa sua beleza...
Ai de mim se alguma fosse assim
amei-te por culpa de meus pecados
afoguei nas palavras que nunca consegui dizer
supriu vazios de corpos viciados
mas não encontrei felicidade em tua alma
porque só o corpo entende outro corpo
e só Deus pode trazer a calma...
Havia um miúdinho,
sem nome nem passado,
nu, esquecido,
andava sozinho pela rua,
escaldante de tão gelada,
como sombra sem dono.
Tinha um corpo
feito de cortes e pedras,
parecia ter sido mastigado
por calçadas com dentes.
Era um pobre coitado,
seguido sempre
por um cão magro,
tão sofrido,
igual a ele.
Sentavam-se no pedregulho duro
à espera de um fim.
O miúdo, paciente,
esperava que o cão partisse,
descansasse no reino dos cães,
para então poder matá-la —
a fome.
O cão, por sua vez,
até aprendera a contar horas,
de tanto esperar que o miúdo,
vermelho de dor,
fechasse os olhos
e dormisse de vez.
Assim, ele saciaria a fome
com lógica cruel,
mas destino cego.
O cão não ladrava,
e não sabia truques,
era inútil.
O miúdo, por sua vez,
também não sabia nada,
nada lhe ensinaram.
Era inocente,
imprestável,
invisível ao mundo.
Ambos só serviam um ao outro,
à ninguém mais.
Certo momento...
o miúdo, já derrotado,
deitou a cabeça no granito
para poder descansar o seu corpo cansado,
o cão, desesperado,
cravou como os seus dentes podres
no peito nu do miúdo,
com dó e piedade,
pois isso ainda lhe restava.
Mas morreu também,
porque o miúdo,
coitado,
não tinha carne sequer
para alimentar um cão.
Ilusão do tempo.
Ocupa-se com o futuro
e esquece do presente.
Coisas boas passaram.
Olhou para trás — perdeu.
O momento é agora.
A estrela apagou,
mas você viu o brilho?
A religião promete futuro após a morte.
A ciência tenta garantir futuro até a morte.
Adiar o fim
ou correr para o paraíso?
O que vivemos é real?
A realidade é amanhã
ou já foi ontem?
Ah… os planos do amanhã.
Por qual razão você está aqui, agora?
Viver para o futuro
é cegar o presente.
Viver no passado
é enganar-se eternamente.
Há segurança no passado fixo, conhecido.
É confortável.
Mas você está no meio do novo,
do desconhecido.
Desconhecido
inerente à existência.
Onde está sua existência
sem a imputação da mente?
Uma mente que ecoa o passado
e se agarra, esperançosa, ao futuro.
Ilusão do tempo.
Memórias?
Expectativas?
Nunca houve.
Nunca há.
Nunca haverá.
Lembrar.
Prever.
E agora?
Agora
eu só queria dormir.
Por que o amor nunca se esquece?
Porque o amor verdadeiro não é apenas memória, é marca. Ele se imprime nos gestos mais simples, nos silêncios cheios de significado, nas músicas que surgem sem aviso e nos cheiros que atravessam o tempo, fazendo o coração reconhecer antes mesmo que a razão consiga explicar.
O amor nunca se esquece porque não habita somente a mente. Ele mora no que fomos enquanto amamos e no que nos tornamos depois disso. Mesmo quando termina, permanece. Às vezes como saudade mansa, às vezes como aprendizado duro, às vezes como um sorriso que aparece sem pedir licença.
Aquilo que tocou a alma não se apaga. O amor não desaparece com o tempo... ele se transforma, muda de forma, mas continua ali, silencioso e eterno, lembrando que houve verdade, entrega e sentimento.
Eu cheguei a pensar tanto por você que quase esqueci de mim.
Perdi-me em mapas de desejo, tracei rotas onde só havia silêncio,
fiz do teu nome um refrão que batia no peito como maré.
Um sentimento louco, desbravado, sem porto nem retorno,
criou jardins onde não havia promessa, acendeu faróis em noites vazias.
A cada passo eu inventava um abrigo, mesmo sabendo que o vento não trazia teu cheiro.
Afinal você não ofereceu nada, e ainda assim me dei inteiro,
como quem planta flores na beira do abismo esperando que cresçam.
Doei-me em versos, em esperas, em pequenas rendições ao teu olhar ausente.
Mas há força no que sobra quando o tempo não chega:
aprendi a colher a minha própria luz, a regar o que pulsa dentro de mim.
Transformei saudade em coragem, silêncio em canção, ausência em caminho.
Hoje guardo o que fui por você como um livro que me ensinou a ler,
e não mais como prisão. O amor que me fez esquecer-me virou lição e ternura.
Com a doçura de quem sabe que merece ser verdadeiro.
Tem caminho que não volta, vai encontrar alguém que se escolheu primeiro,
um coração que ama sem se perder, que oferece afeto sem se anular.
Seguirei amando-me, doce e forte, com a paz de quem se reencontrou.
Olinda no coração
Como poderia esquecer
tuas ruas rumo ao céu,
tua brisa em carrossel,
patrimônio em cordel.
Fostes caminho para holandeses,
abrigo para os portugueses,
e para todos, muitas vezes,
lugar de belos prazeres.
Com palavras te lembrar:
praia, orla, sol e mar,
praças, casas, se hospedar,
ladeiras, igrejas, passear.
Bonecos gigantes de montão
no carnaval de tradição,
Olinda tu és o meu pendão,
também estás no meu coração.
Quem olha para trás vê o passado esquecido.
Um tempo que já não vive em nós, mas permanece vivo na memória dos outros.
O que foi deixado de lado, o que não quisemos carregar, encontra abrigo em lembranças alheias.
O passado não desaparece — ele se transforma em silêncio, em cicatriz, em história contada por quem ainda se lembra.
E é nesse contraste que mora a verdade: aquilo que esquecemos não deixa de existir, apenas muda de dono.
O esquecimento é escolha.
A lembrança é resistência.
E entre os dois, o tempo constrói sua própria justiça.
A palavra de ordem hoje é perseverança. Esqueça o será que vai acontecer? Em cez disso, acredite que já está acontecendo, os sonhos nada mais são que uma seta te direcionando qual rumo tomar para a realidade. A única verdade é que sonhos podem sim torna-se em realidade depende apenas de você em acreditar
Feliz Natal
Fabio Alexandre
Estudante
ABISMO
Demétrio Sena - Magé
É amar esquecido, feito inexistente;
aguardando a centelha de alguma saudade;
crendo numa verdade afetiva sem fundo,
na semente que um dia julguei tornar fértil...
Definhar no meu sonho de ler nos teus olhos
a menor sintonia; um carinho disperso;
não achar um só verso daquele poema
que julguei ter composto em nossa construção...
Um amor dado inteiro sem pedir migalha
começou a sentir a solidão inteira
sob a falha da força que devia ter...
Eu te amo sem fim, entretanto me sinto
encolher feito folha e me desidratar
sem saber me tratar desse abismo profundo...
... ... ...
Respeite autorias. É lei
“Vive o hoje, acolhe o amanhã.
Mas não te esqueças de que o maior princípio da vida é o amor à família,
um amor que não se mede pelas circunstâncias
nem se fragiliza nas provações que ela atravessa.
Porque é na família, mesmo ferida ou incompleta,
que o ser humano aprende o sentido do cuidado,
da renúncia e da permanência.
Tudo passa: o tempo muda, as dores transformam-se,
mas o amor que se escolhe preservar
torna-se raiz, abrigo e eternidade.”
Furucuto, 2026
"Diz que já me esqueceu, mas, amor, quando foi que de mim lembrou?
Diz que já não me ama mais, mas, mesmo em meus braços, nunca me amou.
Diz que encontrou alguém para lhe curar as feridas, mas quais? As que você mesmo causou?
Todo aquele que diz lhe amar é só mais um peixe na rede de um vil pescador.
Falácias e mentiras, disfarçadas de carícias, falsas juras de amor.
Xinga, briga, se faz de vítima, me abandonara às risas, foi meu coração que sangrou.
És perfeita no prazer, mas é melhor ainda em causar dor.
Diz que morri pra você, mas é claro, nossa paixão, que era minha vida, foi você quem matou.
Agora vens e diz que já me esqueceu, mas, amor, quando foi que de mim lembrou?"
O tempo tem um jeito curioso de ajustar as coisas. Ele não apressa, mas também não esquece. Cada palavra dita, cada gesto feito, volta, mais cedo ou mais tarde, no silêncio que ensina.
O grande dia sempre chega, e quando chegar, não haverá volta. O tempo cobra, mas faz isso com elegância: devagar, frio, e no exato momento em que a consciência desperta. IV
Réveillon.
Eu amo o Ano Novo!
Ter a família toda reunida,
Esquecendo a falsidade durante todo o ano...
Estando juntos, unificados e cheios de alegria. Como amo!
Meus netos, meus filhos,
Até mesmo bisnetos. Haha!
Todos reunidos naquela grande ceia.
Que esplendor! Vou até tirar uma foto.
Óh céus! Esqueci como tira um print.
Todo mundo se reuniu
Viajaram para longe...
Se alienando com as boas coisas da vida...
E ficou somente eu aqui, sozinho.
Enquanto minhas pernas tanto doem,
Eles não pensam em mim,
Nem nessa, nem n'uma outra possível vida...
Mesmo assim, os amo.
Os amo nessa, e em todas as outras possíveis vidas.
São eles que me coroaram com essa dádiva: Avô do ano.
No dia dos avós até me sinto especial...
Vou desligar a ligação,
Amanhã acordo cedo, venha almoçar aqui.
Não vai dar? Tudo bem, meu amor.
Deus o abençoe, meu filho! Vovô e vovó te amam.
Minha velha, não chore,
Eu estou contigo por mais um ano,
E que venha saúde e vida.
Beleza que adoece
Vejo gente se esquecendo
Do rosto que Deus criou
Trocando o riso verdadeiro
Pelo que o bisturi desenhou
Segue uma moda perigosa
Muitas vezes vergonhosa
Que o dinheiro comprou.
A tal harmonização
Vem vendida como encanto
Mas retira a identidade
E deixa um vazio no canto
De quem padrão tenta ser
E muito se tem a perder
Pode tudo virar pranto.
Tem quem use radiação
Para a pele rejuvenescer
Mas esquece que a saúde
É tesouro pra se manter
Então se instala a doença
E vão apelar para a crença
Quando o corpo vem a sofrer.
E na luta contra o peso
Muitos passam fome e dor
Tomam pílulas, fazem dietas
Sem cuidado e sem amor
Nessa guerra desmedida
Podem até perder a vida
Só pra caber num valor.
O espelho hoje comanda
Mais que amor verdadeiro
Porém beleza de verdade
É aquilo que é inteiro
Cuidando do corpo e alma
Cultivando uma mente calma
Sem seguir padrão ligeiro.
Por isso eu faço o apelo
Pra que possamos enxergar
Não é cirurgia à toa
Que a dignidade nos dá
Belo é manter resistência
Florescer a resiliência
E a si mesma muito amar.
• Desespero
É quando você esquece de desligar o fogão
Ou quando você perde o ônibus.
E foi o que eu sentir quando soube
Que você começou a namorar
"O que eu faço agora" foi a primeira coisa que eu pensei.
Meses se passaram e eu comecei a me afogando no "mar do Desespero".
E eu ainda espero que você me ame da mesma forma que eu te amo.
Ohh empatia.
Espalha-se pelo vento, mas esquece quem a chama.
Ama, e abandona.
Gratidão.
Rostos conhecidos.
Dizem “obrigado” sem ver o tempo se esvaziar.
Palavra vazia, quase morte.
Obrigado.
Se não houver olhar, é hipocrisia.
É parasita que invade.
É não.
É o que poderia ser, e não é.
Um olhar que nem mil vidas conteriam.
Um sentimento que ninguém vê.
Vivemos na busca de ser alguém maior,
mas ao vestir o que não somos, perdemos o valor.
Esquecemos do chamado, do plano do Criador,
e trocamos a essência por um falso esplendor.
Saul quis parecer rei aos olhos da multidão,
Davi foi escolhido no silêncio do coração.
José foi humilhado antes de governar,
o sonho não mentiu, só teve que esperar.
Jonas fugiu do propósito, tentou se esconder,
mas ninguém foge do plano que nasceu pra viver.
Pedro negou com medo, chorou na escuridão,
e foi restaurado pra ser pedra e fundação.
Deus não erra na forma que nos faz caminhar,
quem tenta ser outro acaba por se afastar.
Ser quem Ele sonhou é o verdadeiro saber:
não fomos criados pra parecer,
fomos chamados pra ser.
Davi foi rejeitado, esquecido até pela própria casa, ignorado por quem achava saber quem ele era. Mas Deus viu o que ninguém viu. Enquanto o mundo escolhe pela aparência, Deus escolhe pelo coração.
Nem sempre quem pensa saber o seu lugar, realmente entende o propósito. Às vezes, nem você sabe quem é, até Deus chegar e revelar.
A rejeição não era o fim de Davi, era o caminho. O que parecia atraso era preparo. Quando Deus decide, ninguém impede: Ele tira do anonimato, honra o esquecido e coloca no lugar que sempre foi seu por direito.
ACENDER O AMOR
Góis Del Valle
Razões pra esquecer você,
motivos quaisquer tentei.
Não adianta fazer com o coração
o que manda a razão,
se o coração está sofrendo por um
amor verdadeiro.
Razões pra fingir, eu fiz;
motivos pra não querer.
Não adianta fugir da emoção
que nos prende ao passado,
aos momentos mais incríveis
que vivemos nos amando.
Amor, só queria entender
um pouco do teu ser,
ver o teu sorriso,
morar em teu peito,
sem pedir e sem mandar,
esquecer os defeitos,
apagar as faíscas
e acender o amor.
Qual a graça de agradar ao outro
se o coração fica esquecido?
De que vale o aplauso externo
quando o silêncio interno é ferido?
A vida acontece enquanto você existe
ou só quando, de fato, decide viver?
Existir é passar pelos dias,
viver é se permitir ser.
E o que é uma história bonita?
Uma fábula bem inventada?
Ou aquela escrita com cicatrizes,
verdade, quedas e alma escancarada?
História bonita é a que pulsa,
não a que tenta parecer perfeita.
É a que foi vivida com coragem,
mesmo tremendo, mesmo imperfeita.
