Textos de Esquecimento

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Lições de vida.
Esqueça o passado e enfrente a realidade.
Hoje já é um novo começo, o ontem te deixou lições que te servirão como aprendizado amanhã. Tanto as coisas boas quanto as ruins são o que nos guiarão para saber valorizar o certo e o errado!
São lições de vida que aprendemos caindo e levantando.
Caminhando sempre sem desanimar!
Embora o desânimo esteja aqui agora.
Somente eu posso dispensá-lo.
E seguir os bons conselhos que me dou.
Evangelizando o meu dia com amor... ♡

Sei que para seguir em frente é fácil, difícil mesmo é esquecer as magoas que deixaram cicatrizes irreparáveis no coração;
Difícil mesmo é deixar para traz tudo aquilo que construímos entre verdades e expectativas irreais;
Mas mesmo assim ainda penso em você, lhe tenho em meu coração trancada a sete chaves para não te perder de vista;

Maumau
William Contraponto




Te conheci no avesso da estrada,
quando o mundo esquecia de nós.
Havia silêncio em cada palavra,
mas teu abraço fazia voz.


Não prometemos céu nem destino,
nem juramentos diante do altar.
Só dividimos o peso dos dias,
sem perguntar onde ia dar.


Maumau,
se o tempo nos feriu, também nos fez.
Nos corredores da tempestade
aprendemos outra forma de viver.


Maumau...
amor não é o nome que se dá.
É quem permanece quando tudo
parece querer desmoronar.


Hoje te vejo travando batalhas
que nem sempre consigo alcançar.
Queria roubar um pouco da dor,
mas só consigo contigo ficar.


Porque às vezes amar é tão simples:
sentar em silêncio, estender a mão.
Ser companhia quando a esperança
esquece o caminho do coração.


E nossos filhos de patas
fazem da casa um pequeno universo.


Bob, o catiolo, corre feliz
como se toda tristeza pudesse perder a corrida.


Baby, a catiola,
deita entre nós sem escolher um lado,
como quem sabe
que amor não precisa tomar partido.


Eles nos lembram, todos os dias,
que carinho é uma linguagem
que nunca precisou de tradução.


Maumau...
se houver manhã, caminharemos nela.
Se houver noite, acenderemos riso
no olhar de Bob e de Baby.


E quando a vida nos pedir coragem,
que ela nos encontre assim:


com as mãos marcadas pelo tempo,


com o coração ainda inteiro,


e com esse amor teimoso,


que insiste em florescer


mesmo onde quase ninguém acredita.

Os Mundos Esquecidos
William Contraponto


Talvez já fomos mais do que lembrança,
E o tempo ocultou nossa passagem;
Restou da antiga e vasta confiança
Somente o mito, herança da viagem.


Se o fogo um dia consumiu cidades,
E o mar levou palácios para o chão,
Ficaram só fragmentos e verdades
Guardadas na discreta tradição.


Quem sabe um templo fosse uma oficina,
Ou um saber tornado devoção;
A história, quando o esquecimento inclina,
Reveste a perda com imaginação.


Não digo que essa hipótese é verdade,
Nem quero sugerí-la como religião;
A dúvida preserva a liberdade
De investigar sem qualquer imposição.


Talvez também sejamos só passagem,
Um breve instante à beira da erosão;
O orgulho não resiste à ventania,
Nem vence para sempre a destruição.


Se um novo amanhecer surgir depois,
De outro silêncio feito de poeira,
Que reste a velha pergunta entre nós:
Quantos mundos perdeu a humanidade inteira?

O último estro do Esquecido.
Nas sombras frias do destino, tombado,
Fiquei na estrada, só, abandonado;
E os olhos pálidos, sem luz, sem claridade,
Negaram ver minha última verdade.
Chamaram silêncio aquilo que era pranto;
Vestiram de gelo o mais sincero encanto.
Quem tanto amei passou indiferente,
Como se eu nunca houvesse sido gente.
Sob lápides erguidas de ingratidão,
Sepultaram meu nome e minha afeição;
Restou-me apenas o abraço da memória,
Última vela da esquecida história.
As flores murcham sobre o peito inerte,
Enquanto ri, triunfante, a falsa sorte;
Mas toda cinza que o desprezo espalha
É semente oculta da divina batalha.
Ó ingratos! Vossos olhos já sem brilho
Perderam para sempre o antigo trilho;
Quem abandona um coração leal
Constrói, em si, o próprio funeral.
Quando a noite vestir o mundo de neblina,
E a consciência romper vossa cortina,
O eco da minha dor vos chamará,
E nenhum esquecimento vos salvará.
Dormirei, enfim, na paz dos esquecidos,
Longe dos falsos, frios e fingidos;
Pois quem morre fiel ao próprio amor
Jamais é vencido pelo desamor.
E, se um dia chorardes sobre minha ausência,
Será tardia a vossa penitência;
Porque o túmulo fecha, em seu negror,
O que não ressuscita: a confiança e o amor.

VAZIO

Vazio, algo que faz parte do meu cotidiano há muito tempo, que às vezes esqueço que ele tá ali comigo, não sei exatamente quando tudo isso começou, só sei que ele está aqui comigo, me acompanhando todos os dias, essa sensação de não pertencer a nenhum lugar ou pessoa, me sinto deslocada de tudo, como se nada fizesse sentido, a sensação é como se eu estivesse afundando
a todo momento sem parar, é como se eu estivesse sozinha em um extenso oceano, nunca consigo colocar em palavras tudo que sinto, é um sentimento de perda com nostalgia, como se eu quisesse voltar no passado para recuperar algo que perdi, mas que algo é esse? Nem eu mesma consigo explicar todas essas sensações, há anos carrego isso comigo, e até hoje não tenho uma explicação para tudo isso, tento fugir da realidade da vida para tentar me sentir um pouco mais viva, eu gostaria de me sentir viva de verdade, de poder sentir o prazer de estar viva, mas não consigo sentir isso já faz muito tempo, e cada fez mais me sinto só e distante de tudo, nunca mais senti meu coração palpitar por alguém novamente, não consigo mais criar conexões profundas que fazem minha alma se encher de amor, só consigo viver apenas momentos rasos com algumas pessoas, mas mesmo assim não sinto nada, e às vezes afasto as pessoas para não entrarem no meu caos, então acabo me tornando ainda mais distante, e sempre acabo mentindo sobre tudo que sinto, só para dizer que está tudo bem, com um sorriso que esconde semtimentos que nunca seram ditos, que talvez serão enterrados comigo para sempre, talvez nunca me livre dos meus pesadelos ou dos monstros que estão presos na cabeça, por muito tempo tentei preencher esse vazio com pessoas, coisas matérias, remédios, só que em um momento percebi que tudo isso era inútil, e só aceitei que o vazio fazia parte de mim e não tinha como mudar isso, e só aceitei tudo, mas ele não foi embora, todos os dias tento ignorar ele, mas ele nunca vai embora.

Voz altiva clama e faz leis das gravidade caírem no esquecimento...
Neros fantoches de sombras
Alimente o fogo mas deixei um gole de cachaça para lembrar que um dia foi bom...
Os gritos dos animais são expostos pois declínio do luar tras vida a noite fria...
Somos desconhecidos para floresta...
Mais famintos....
Nos braços da existência apenas olhares ao fundo...

Sonho da realidade são apagados no lago da eternidade.
Somos meros objetos jogados no esquecimento.
Mesmo assim continuamos a brigar por espaços de riquezas de por assim dizer o julgo da alienação...
Dores amores superficiais pois o gosto é gostoso.. o melhor ganha prêmio da futilidade do ego.
Natureza se desalinhado sofre e morre a terra vira pasto de gado... o verde morre e humildade perece nos alvais da tecnologia...
Desbravadores do espaço vão compreender a humanidade de hoje ou so terá o deslumbre do são.
Meus pensamentos voam eras a frente as vezes sinto que não pertenço essa era de homens das cavernas.

O esquecimento é foice do sistema.
Esquecer por que não conseguimos compreender.
Olhar para espelho ver as distorção do ser que é obcecado pelo seu próprio ego...
Tanta vaidade e tão pequeno percentual de um ser humano.
Apenas um olhar no vazio da existência.
No metrô as pessoas são julgadas pelo teatro do dia a dia, como se fosse interessante ou sedução ou ate mesmo desde do ser aparente.
Robos do sistema ou sobreviventes de mais um dia no trabalho escravo da alienação.

Sob fogo minha alma rebelde floresce. Me esqueço que és apenas um galho de um sistema...nos moldes de realidade foste o trevor, que deviam copiar mais se tornou obsoleto diante os bats que deflora os sinos da libertdade. Nos atos golpista sois o fruto do abandono deixado para apodrecer ate a raiz de suas intenções...
Mais dinheiro ja sumiu e ninguem viu podes apintar o dedo?
Mais terabats de informações sou eu e tudo pode desaparece trugue de magica pois mansões são pura cortina de fumaça olha ouro e os diamantes na Suíça fica quieto pois a missa começou.
Mais deepfakes pois deepweb falhou pois conexão foi clonada ...

Nos atos insanos façam amor
Esqueça a guerra...
Mais não esqueçam das pessoas,
Todos atos insanos pela ganância,
Tantas lágrimas veladas pelos filhos perdidos.
Tudo é feito por louco...
Os grandiosos diluem a paz e a descoberta de novas descobertas...
De novos valores para a humanidade próspera...
Num suposto sonho de esperança vivemos em uma época remota no tempo...

Pássaro
O corvo
Pássaro das ruínas do esquecimento...
O abraço da morte...
No arauto do amor...
Sinos em silêncio,
Na catedral apenas a ilusão das sombras.
A escuridão é convivência da estranha voz que murmurando da existência do nosso ser.
Madrugada a dentro folhas mortas...
Sentimentos amargurados...
Dentro da odisseia outro vulto
As velas dão perfume de rosas mortas.
Num suposto sonho somos abandonados pela luz do luar
Apenas o frio a dor que gela os ossos,
Lembranças no espaço vago da mente...
Lágrimas veladas queimam o peito...
Dor daqueles momentos em que sendo último instante eterno...

"Há quem conheça todos os deveres da fé, mas se esqueça dos deveres do lar. Quando a devoção nos leva a tratar melhor os líderes religiosos do que quem partilha connosco o pão, o silêncio e a cama, talvez não seja a fé que esteja a falhar, mas a nossa compreensão do amor e da responsabilidade."
(FURUCUTO, 2026).

Eu
Vivendo minha vida
Num mundo que não é meu
Uma lâmpada
Acendida anteontem
Esquecida
Quando amanheceu
Uma voz rouca e profunda
Fruto
De relação desarmônica
Vendo outros olhos
Que veem
Entendo
Que vendo o que veem
Não enxergam nada
Ou pouco dizem
Creio-lhes eu
Pode ser que sofrendo
Insuficiência verbal aguda
Mudas
Corações moldados
Em rocha intrusiva
Uma relação harmônica
Plutônica erosiva
Crônica, agudizada
Cínica em seu modo
Em desarmonia com o meu
Uma lâmpada acesa lá fora
Cá dentro, um lugar à mesa
Creio eu
Pode ser um dia.

Edson Ricardo Paiva.

Alma leve
Pensamento suave
Coração em paz
de repente a lembrança:
brinquedo esquecido
da criança que eu fui um dia
Sem querer algo me pesa
Uma certa tristeza
Vem sempre junto à saudade
e o tempo prosseguiu fluindo
Nesta vida da gente
Pouca coisa existe realmente
Pensamento é quase tudo
Portanto não vale a pena
Carregar lembranças que entristeçam
Quando a fruta apodrece
A semente germina
Uma coisa termina
Algo mais acontece
Pois nem sempre uma queda
Fatalmente
Quer dizer ruína
A gente pode sempre
Não lançar a pedra
Nem dizer palavra
Mas as coisas prosseguem
Estando aqui e ali
A vida rumando
A caminho de um fim
Talvez tudo simplesmente
Seja nada a caminho de nada
Porém
Ninguém afirmou, sem dúvida nenhuma
Que o nada
Realmente seja isso
Creio
Que talvez seja difícil agora
Olhar a tudo e compreender
Mas prossiga tentando
Intuitivamente a gente sabe
Que não nos cabem certas perguntas
Pois, nem todas elas
Juntas e mescladas
Poderão um dia
Responder a qualquer coisa
Pois a paz tão procurada
Quanto o brinquedo esquecido
Que a lembrança carregou na leve brisa
Continuam sempre lá
Tudo isso um dia a gente vai achar
Escondido nas dobras do tempo
Portanto
Mesmo que não sejam
Aquilo que imaginamos vazio
Precisa ser e estar
em equivalência com o Todo
O tudo e o nada
de forma a permanecerem
Perene e eternamente
Perfeitamente equilibrados
E é nisto que tudo consiste
Universo Perfeito
Alegria demais inexiste
e em contrapartida
nada pode ser assim... tão triste

Edson Ricardo Paiva

⁠A maior comprovação de que as qualidades são imorríveis é a impossibilidade de esquecer os que
já se foram.


Não é o corpo que permanece, nem a voz que ainda ecoa nos corredores da casa, nem o hábito de sentar na mesma cadeira à mesa.


O que insiste em sobreviver é algo menos visível e mais poderoso: aquilo que a pessoa conseguiu semear em nós.


As qualidades verdadeiras não se comportam como objetos que se perdem com o tempo.


Elas se comportam como sementes que escolhem outros corações para continuar existindo.


Um gesto de generosidade vira referência silenciosa, uma palavra justa vira bússola moral, uma coragem discreta vira exemplo que atravessa anos sem ao menos pedir licença.


Por isso, alguns mortos continuam interferindo na vida dos que ainda vivem.


Não como fantasmas, mas como presença ética.


Como memória que orienta.


Como uma espécie de tribunal íntimo diante do qual ainda perguntamos: “o que ele faria?” ou “o que ela diria disso?”.


A morte pode até recolher os corpos com a eficiência implacável do tempo, mas fracassa miseravelmente quando tenta apagar aquilo que eles deixaram pulsando em nós.


Porque as qualidades raras têm um estranho talento para se hospedar na memória coletiva — e ali passam a viver sem prazo de validade.


Talvez seja por isso que esquecer completamente alguém bom seja tão difícil.


Não porque fomos incapazes de seguir em frente, mas porque certas pessoas, depois de partirem, deixam de pertencer apenas ao passado e passam a fazer parte daquilo que ainda somos.

PERDOAI-OS, SENHOR: A ORAÇÃO QUE O CÉU NÃO ESQUECE.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Há um Calvário oculto em cada peito humano, onde a cruz se ergue em silêncio, sem madeira e sem prego; ali sangra o homem antigo, e ali Deus espera o instante do perdão.
"Perdoai-os, Senhor..." Não por fraqueza, mas porque o amor jamais conhece a vingança.
Quando a pedra da injúria feriu-me o templo da esperança, vi nascer dentro da alma uma infinita lembrança.
Era a voz do Cristo amado, mais suave que o luar: — "Filho, quem semeia espinhos não sabe o que faz brotar."
Então calei minha revolta, meu pranto, minha aflição; pois descobri que a amargura aprisiona o coração.
Quem golpeia outro semblante, cego pela própria dor, é mendigo da verdade, é órfão do eterno amor.
Perdoai-os, meu Senhor... Que a Tua luz os envolva; quem caminha entre as trevas não enxerga a própria cova.
Quem derrama fel nos lábios bebe antes seu veneno; faz do ódio a própria casa, faz da noite o seu terreno.
Vi inimigos sorrindo sobre o chão da minha queda; mas ouvi Teus passos místicos na mais escura vereda.
Então compreendi chorando, sem orgulho ou vaidade: ninguém fere por excesso... fere pela enfermidade.
Há feridas escondidas sob máscaras de grandeza; há desertos disfarçados sob mantos de fortaleza.
Quem humilha um semelhante já perdeu a própria paz; grita alto para esconder o silêncio que lhe apraz.
Perdoai-os, Pai bendito... Eles não sabem quem são; trazem gelo sobre os olhos e tempestades no chão.
Vi o pobre condenado blasfemar contra os céus, ignorando que seu pranto era escutado por Deus.
Vi soberbos levantando tronos feitos de ilusão; mas a morte, em seu silêncio, não distingue condição.
Toda lágrima escondida tem um anjo por vigia; cada dor que ninguém vê floresce na Eternidade um dia.
Não desejo recompensa, nem vitória sobre alguém; quero apenas que minh'alma não perca o supremo bem.
Que eu responda ao golpe injusto com a paz do coração; pois a cólera escraviza, mas liberta o perdão.
Se meu nome for lançado como folha sobre o chão, que meu espírito permaneça ajoelhado em oração.
Se me faltarem os amigos, se me cercar a solidão, que eu repita entre as estrelas: "Perdoai-os, meu Senhor."
Porque a cruz não foi derrota, nem o túmulo foi fim; o Amor venceu a morte, e deseja vencer em mim.
Quando enfim fechar os olhos para a última partida, quero ouvir Tua voz serena acolhendo minha vida:
— "Filho, vi teu sofrimento, vi teu pranto sem clamor; tu aprendeste o Meu caminho: respondeste com amor."
Então todo o universo cantará em comunhão, que a maior força do homem é a força do perdão.
E diante da Luz Eterna, livre enfim de toda dor, minha alma repetirá, como eterna flor:
Perdoai-os, Senhor... porque ainda aprendem o difícil Evangelho do Amor.
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Eu aprendi que deixar ir não significa esquecer, mas sim guardar o que vivemos em um lugar onde o tempo não alcança.
​Quero que você saiba que, não importa para onde seus passos a levem, você nunca estará realmente longe de mim. Você se tornou como a luz de uma estrela: mesmo que o sol apareça ou que as nuvens cubram o céu, eu sei que o seu brilho continua lá, iluminando o meu coração.
​Por que não choro agora? Não é por falta de sentimento, mas porque descobri que o que construímos é verdadeiro. E o que é verdadeiro não morre; permanece vivo, vibrando em cada lembrança. O tempo pode levar os dias, mas não consegue apagar o que temos.
​Você pode até pensar que o nosso ciclo terminou, mas a verdade é que:
​Você está aqui, em cada pensamento meu.
​Você está aqui, nas batidas do meu coração.
​Nenhuma distância é capaz de nos separar de verdade, pois você faz parte de quem eu sou. Siga o seu caminho com a certeza de que você estará bem. E eu? Eu estarei aqui, guardando o nosso amor com todo o carinho do mundo. Até que a vida nos traga um novo capítulo, meu amor e meu respeito por você continuam intactos.

Vou te pedir um último favor: me deixe viver e me ajude a te esquecer. Eu preciso muito disso agora. Quanto mais longe estivermos um do outro, melhor será para a minha cura.
​Eu queria muito que o meu caminho fosse ao seu lado, mas dói aceitar que não vai ser. Por isso, só me deixe seguir o meu rumo em paz. Espero, de coração, que você também consiga seguir o seu e encontrar o que procura. Adeus.

Eu passei os últimos anos interpretando um papel: o de alguém que superou, que esqueceu e que, finalmente, seguiu em frente. Mas hoje, a máscara caiu. Ver você agora, seguindo a sua vida e construindo o seu caminho, me fez perceber que falhei miseravelmente na missão de te arrancar de mim.
Não importa quem passe pelos meus dias ou o quanto eu tente me distrair nos silêncios; meu coração sempre encontra um atalho para voltar ao mesmo pensamento: você. O que vivemos não foi um capítulo passageiro; foi algo que se enraizou na minha alma de um jeito que nem o tempo, nem a distância, nem as voltas que o mundo deu conseguiram apagar.
Dizer isso hoje pode parecer uma loucura ou uma recaída inesperada, mas a verdade é que eu precisava que você soubesse: para mim, nada mudou. O amor que eu sinto ainda guarda o mesmo fogo, a mesma urgência e o mesmo lugar sagrado. Talvez a vida tenha nos levado para mares diferentes, mas se algum dia você olhar para trás e se perguntar se ainda existe alguém que te espera com a mesma intensidade do primeiro dia… a resposta sempre será sim.
Escolhi o dia de hoje para confessar isso porque o mundo celebra o seu nascimento, mas eu celebro o privilégio de ter conhecido a sua essência. Parabéns por ser essa mulher extraordinária que, mesmo sem saber, continua sendo a dona dos meus melhores sentimentos e da minha saudade mais bonita. Que o seu dia seja iluminado, mas saiba que, enquanto você apaga as velas, há um coração aqui que ainda arde por você.
Feliz aniversário, meu eterno grande amor.