Textos de Esquecimento
Ecos de um Amor Esquecido
Nessa noite de luar, sinto em mim o peso do desejo,
te penso a cada instante, como uma memória que insiste,
flutuante, dolorida, marcada para sempre em minha pele.
Nosso amor terminou cedo demais,
foi rápido como um sopro —
mas cada momento foi encantador,
cada segundo um feitiço que hoje me atormenta.
Recordo da nossa pequena Eloá,
me chamando de pai —
uma princesa que me transformou,
que despertou em mim um homem diferente.
As tardes em família,
os almoços de domingo,
instantes que pareciam eternos,
mas que se despedaçaram
como vidro lançado ao chão.
A ti me entreguei por inteiro,
me dediquei sem reservas,
te ofereci meu coração.
E, no entanto,
fui para ti apenas uma folha de papel:
usada, rabiscada, amassada
e depois jogada fora.
Dói-me o peito admitir —
todo o amor que carreguei foi em vão.
Hoje, no lugar dos sorrisos, restam cacos de um coração quebrado,
resta apenas a solidão.
Me tornei para ti uma canção esquecida,
que já foi sucesso por um instante,
mas que agora jaz empoeirada,
silenciosa no esquecimento do tempo.
Sou para ti apenas passado,
um coitado sem valor —
mas ainda guardo em mim
o peso cruel da lembrança.
Saibas:
o que vivemos jamais terá volta.
O que foi amor agora é cicatriz.
A dor que carrego não é rancor,
mas um luto sem fim.
Seguimos caminhos distintos,
mas um grande amor nunca morre —
ele permanece,
gravado na carne, cravado no peito.
E, mesmo na ruína,
por ti ainda carrego respeito.
Autor: Douglas Pas
Do Reconhecimento e do Esquecimento.
A graça, amado, é como o lírio que se ergue no vale ao primeiro raio:
Todos apontam para sua brancura,
Inclinam-se ante seu perfume,
E nomeiam sua beleza em todas as línguas.
Ela é a água clara na taça do sedento,
O abraço que aquece os ossos do inverno,
A palavra que germina no deserto da alma.
Reconheceis a graça porque ela é espelho...
Reflete o que há de divino em vós.
Mas o mal, filho da terra, não se apresenta com trombetas.
Ele é a raiz oculta que mina a árvore frondosa,
A sombra que se confunde com a penumbra da noite,
O veneno que escorre no mel do descuido.
Não o vedes porque não quereis ver?
Ou porque ele veste as roupas do hábito,
E caminha nas ruas com o passo do comum?
Dizei-me: como podeis reconhecer o fogo se negais a fumaça?
Como podeis nomear a serpente se venerais sua pele?
O mal se desconhece não por ausência de olhos,
Mas por ausência de coragem.
Os homens fecham as janelas da alma
E depois estranham a escuridão.
A graça é reconhecida porque é dádiva que humilha o orgulho;
O mal é ignorado porque é espinho que adorna a coroa do poder.
Um exige reverência,
O outro — cumplicidade.
Oh, buscador da verdade!
Não basta celebrar a luz no alto da montanha;
É preciso descer ao vale e enfrentar a névoa que corrói as raízes.
Pois só quando nomeais a sombra dentro de vós,
A graça deixará de ser visita
E se tornará morada.
Siga.
Não esqueça de cuidar da casa que é o seu corpo,
do silêncio que repousa na sua mente
e dos sonhos que guardam lugar no seu peito.
Permita-se cercar apenas de quem soma leveza
e não de quem rouba o seu sossego.
A vida é feita de partidas e voltas,
de quedas e florescimentos.
E cada vez que você recomeça,
se descobre inteiro de novo.
Abrace.
Respire fundo.
E escolha sempre florescer,
mesmo quando o mundo insiste em ser improdutivo.
Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
"Dois Mundos...
"Não te esqueça que vivo
No silêncio que me toma
Meu universo é só meu
E você, o sonho que aconteceu
Uma presença amada
Que me abriu horizontes
Que não trás a ansiedades
Dos aventureiros viajantes
Me tirando das mesmices
Que as rotinas de meus dias
Vindos e se apresentando sem modéstia
Vezes em tristezas... ou alegrias
Ser mouco não é nenhum castigo
Não machuca e nem altera realidades
Trás quereres e desejos de viver
Pois é no silêncio que ouço tuas verdades
A aflição da vida
Jamais me esquecerei
Dos medos e incertezas
Mas esquecerei da grandeza
De sua miséria e sempre aqui viverei.
Posso citar Platão ou até mesmo Yago
Mas o que não poderei citar e meu medo
A escuridão e o sentimento vago
Sempre, eternamente serão segredo.
A vida sempre será esse desespero
Por dinheiro, amor e grandeza
Simplesmente para esconder o exagero
De uma vida sem sentimentos e propósito
Além do mais o homem vive aflito
Tentando esconder o anteposto exagero.
~~Yago
Num campo sem perfume,
há pinceladas tímidas de cor,
onde pássaros esquecem o céu
e as árvores perdem seus galhos.
O vento passa calado,
e tudo que brilhou é véu,
os sonhos se arrastam,
em tons que jamais se encontram.
Na estrada vaga
um rastro de saudade,
e por dentro do silêncio
flui a ausência das cores
que insistem em não nascer.
VELHOS TEMPOS
Eu venho de um tempo esquecido
De calçada e conversa demorada
Onde a lua brilhava mais forte
E a infância era nossa estrada
Lá, domingo tinha cheiro de café
E a vó bordava histórias com a mão
O mundo cabia num quintal pequeno
E o amor nascia no portão
Era permitido viver devagar
Abraçar sem pressa, sorrir sem pesar
O tempo se sentava ao nosso lado
E a vida era um poema cantado
Era permitido sonhar no olhar
Deitar nas estrelas sem precisar voar
Tudo era tão simples, tão inteiro
Naquele tempo verdadeiro
Eu venho de um tempo sereno
De mãos dadas, segredo e luar
Onde a rua era o nosso recreio
E brincar era só começar
A mãe gritava da janela:
“Já tá na hora de descansar!”
E a gente dormia em paz com o mundo
Com mil histórias pra sonhar
Era permitido viver devagar
Abraçar sem pressa, sorrir sem pesar
O tempo se sentava ao nosso lado
E a vida era um poema cantado
Era permitido sonhar no olhar
Deitar nas estrelas sem precisar voar
Tudo era tão simples, tão inteiro
Naquele tempo verdadeiro
Se eu pudesse voltar um segundo
Tocaria de novo aquele chão
Porque mesmo distante no tempo
Carrego esse lugar no coração
Era permitido viver devagar
E eu só queria poder relembrar
Com uma seresta e um violão antigo
O tempo onde eu fui mais amigo
O Dia Que Me Senti Mais Importante
Eu nunca vou esquecer a última vez que nos falamos,
A última música que juntos cantamos,
O versículo lindo que recitamos,
E as lágrimas que em silêncio derramamos.
O corredor do hospital parecia sem fim,
Cada passo pesava demais em mim,
O peito apertado, o coração vacilante,
Carregando uma dor sufocante.
Te deixei ali, sem poder aliviar,
Nem tua sede, nem fome, nem o teu penar.
Me senti tão pequena, tão impotente,
Querendo ser forte… mas frágil por dentro da gente.
Mas entre lembranças, ficou radiante,
Aquele instante mais comovente,
O dia que, em meio ao pranto constante,
Eu me senti... a mais importante.
Pois segurei tua mão tremendo,
E o amor ali seguia vivendo,
Mesmo na dor, mesmo distante,
Pra sempre em mim — eterno e vibrante. 💫
Para minha vó Maria da Penha Teixeira
Virar as costas para quem sempre esteve lá é abandonar o próprio sangue.
É esquecer cuidado, amor e sacrifício. É entregar o coração ao vazio.
Quem escolhe a ingratidão colhe solidão; quem ignora os que te deram vida, sente cedo ou tarde o peso do próprio abandono.
Não é sobre erros deles. É sobre a decisão de esquecer quem te carregou.
Honrar não é opção — é respeito à vida que te deu vida.
— Purificação ✍️
Honrar suas raízes não é só mandamento, é fundamento de vida. 🌿
Virar as costas, esquecer do cuidado e da história delas é perder a raiz que te sustenta.
Mesmo com falhas, mesmo com erros, o respeito e a honra florescem em bênção, e não em vazio. 🌳✨
Quem honra, mesmo em silêncio, colhe paz; quem abandona, colhe o peso do próprio abandono.
Nunca esqueça: honrar é reconhecer a vida que te deu vida.
— Purificação ✍️
O mal… é esquecer quem você é.
Eu virei a chave quando percebi que a verdadeira evolução começa dentro.
Quando entendi que o homem não cresce só quando vence,
mas quando aprende a se ouvir, se perdoar e se levantar.
Virar a chave é quando você entende que Deus habita em você.
Não é sobre religião. É sobre presença.
Olha pra você.
Olha de novo.
Diz um ‘bom dia’ pra Deus aí dentro —
e deixa Ele te guiar.
A vida muda quando o homem para de buscar aprovação
e começa a buscar propósito.
Quando ele entende que servir não é ser menor,
é ser grande o suficiente pra levantar outros.
Eu virei a chave quando percebi
que o meu valor não dependia do que o mundo via,
mas do que Deus via em mim.
— Purificação
Eu fui calado, eu observo calado. As pessoas discutem tanto para ter razão que esquecem de ter consciência.
Muita gente adora dizer como você deve viver... mas não consegue organizar nem a própria vida.
Tem gente que fala como especialista, opina como mestre e critica como juiz... mas não vive o que fala.
O conhecimento faz a pessoa humilde. A ignorância faz ela se achar demais.
São anos trabalhando com pessoas, e nessa vida, se a gente não aprende a observar mais do que falar, a gente não evolui
Me perco toda vez que te vejo,
como o rio que esquece o caminho do mar.
Sem você, não há verso nem desejo,
a canção não aprende a rimar.
Teus olhos — castanhos, calmos, inteiros —
guardam o outono em pleno verão.
Neles, o tempo adormece primeiro,
e o amor desperta em contramão.
Você é o sopro que o tempo espera,
a brisa que volta só pra tocar.
Inspira meus sonhos, tempera a quimera,
ensina a saudade a dançar.
Há um azul escondido no brilho moreno,
um silêncio que sabe cantar.
Mergulho nele, pequeno e pleno,
só pra esquecer de voltar.
E se amar for mesmo um risco incerto,
que o vento leve o que for razão.
Prefiro seguir de peito aberto,
com você no centro da canção.
Se o mundo apagar a retina,
ficarei nos teus olhos — castanha e sina.
Moooooooo,
Me perco toda vez que te vejo,
como o rio que esquece o caminho do mar.
Sem você, não há verso nem desejo,
a canção não aprende a rimar.
Você é o sopro que o tempo espera,
a brisa que volta só pra tocar.
Inspira meus sonhos, tempera a quimera,
ensina a saudade a dançar.
Há um azul em teus olhos, tão sereno,
que o céu se curva pra te imitar.
Mergulho nele, pequeno e pleno,
só pra esquecer de voltar.
E se amar for mesmo um risco incerto,
que o vento leve o que for razão.
Prefiro seguir de peito aberto,
com você no centro da canção.
A Política das Promessas Esquecidas
Há políticos que, em tempos de campanha, vestem a roupa da esperança e falam com a voz do povo.
Prometem escolas novas, hospitais equipados, ruas pavimentadas, empregos e dignidade.
Usam palavras bonitas, gestos ensaiados e sorrisos prontos — como se o futuro coubesse num palanque.
Mas quando o poder chega, a memória se vai.
O discurso vira silêncio, o povo volta à espera, e o plano de governo, antes cheio de metas, vira papel esquecido em gavetas de gabinete.
As promessas que um dia emocionaram se transformam em desculpas, e a vontade de mudar o mundo se perde na conveniência de manter o cargo.
O erro maior não é prometer — é enganar conscientemente quem acreditou.
É subir no palco do voto com o coração vazio e descer do poder com as mãos cheias de privilégios.
A verdadeira política nasce do respeito à palavra dada, da coerência entre o que se fala e o que se faz.
O povo não precisa de heróis de palanque, mas de servidores de verdade, capazes de entender que o mandato não é um prêmio, e sim uma missão.
Porque quem ilude o povo uma vez pode até vencer uma eleição —
mas quem o respeita, conquista algo muito maior: a história.
Eu me esqueci de quem eu era
Os jogos da vida,
A roleta do eu,
Me fizeram flertar com a falta de identidade,
que já não existe mais dentro de mim.
O Eu que me possuia
Foi tomado,
Invadido,
Destruido.
E hoje já não consigo encontrar-me,
Já não sei por onde rever- me,
Submeto a subordinação,
De uma alma cansada,
Sobrecarregada,
Sem paixão.
Por que quem eu era,
Sorria com gosto,
Vibrava sem rosto.
Sentia a pele do amanhecer,
Nos olhares da escuridão.
E esse eu que já não conheço,
Que até desfalece,
Não encontro mais em mim.
Não acho por nada,
Não vejo num olhar,
Nem em lábios sedentos,
Do alvorecer voraz.
Eu me esqueci de quem eu era,
Porque nas curvas da vida
Abandonei-me.
O Jardim dos SonhosEsquecidos
No silêncio da noite que se move lentamente,
a vida aparece como uma esperança tênue,
cada estrela é um mistério pendurado no céu imenso,
um segredo que ninguém ainda decifrou.
O vento conta histórias que parecem esquecidas,
sonhos que se formam nas horas silenciosas,
em cada suspiro nasce algo novo,
e cada olhar contempla a vastidão sem fim.
No centro de um jardim que existe só na imaginação,
flores abrem-se sem pressa,
entre as folhas há silêncio e algo oculto,
uma vida que persiste, mesmo quando ninguém observa.
A lua ilumina sem exigir atenção,
desenha caminhos que talvez jamais possamos seguir,
o tempo parece hesitar,
como se parasse para escutar algo profundo.
As raízes mergulham fundo na terra,
buscam sustento e uma espécie de calma,
cada pétala é um convite para sentir,
transformar aquilo que pesa em algo leve.
Neste jardim, o vento não canta, apenas existe,
e o mundo parece se desfazer em emoções dispersas,
tu tentas tocar o que não pode ser segurado,
descobrir o que está além do que conseguimos entender.
Deixa a luz atravessar mesmo a escuridão,
revelando caminhos que não são claros ou certeiros,
porque há um tipo de magia no ato de sonhar,
e uma vida que só se revela quando se entrega ao amor.
Essa é uma tentativa de abraço,
feito com palavras misturadas a sentimentos,
para alcançar a parte leve dentro de ti,
e iluminar um caminho que muitas vezes está escondido.
Homenagem ao Dia Nacional do Livro.
NOSSO MELHOR COMPANHEIRO
Esqueça o celular
Viaje numa boa leitura
O livro é nosso amigo
É berço da cultura
Quem quiser aprender
O caminho é a literatura.
Um livro não te abandona
Está sempre a disposição
Não deixe numa estante
Tenha ele sempre a mão
Seja em casa ou viajando
Não importa a ocasião.
Leva a viajar na imaginação
Nosso melhor instrumento
Leia, cuide com carinho
Ele traz conhecimento
Teu amigo inseparável
Pronto em qualquer momento.
Vai trazer Inspiração
É só querer começar
Ser um grande escritor
Nos versos poder viajar
Viaje nesse sonho
O livro vai te orientar.
Irá Rodrigues.
Não brindes com quem chegou ao banquete
e esqueceu de dividir contigo o pão da fome.
Quem te deu água na sede é que merece o champanhe da vitória.
Os aplausos vazios dos que nada fizeram
não têm lugar na tua celebração.
O verdadeiro triunfo é partilhado com quem esteve contigo na luta.
— Purificação 🕯️
NOVEMBRO AZUL
Homens prestem atenção
Esqueça o machismo
Saúde em primeiro lugar
Apenas um toque, é a sua salvação.
Pode ser constrangedor
Mas esqueça a vergonha
É rápido e simples
Não cause nenhuma dor.
Só o médico vai diagnosticar
Se tiver câncer de próstata
Esqueça o preconceito
O tratamento vai curar.
Então deixem de frescura
O exame é a solução
O câncer pode matar
No início ele tem cura.
Faça logo o seu exame
Não seja um homem machista
Quando a mulher te obriga
Fica dando vexame.
O homem se diz garanhão
Não escuta a sua mulher
Apoie o novembro azul
Deixa de discussão.
Irá Rodrigues.
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