A Gustavo M Correa

Encontrados 17 pensamentos de A Gustavo M Correa

​"O peso de uma palavra pode ser ouvido equivalente à moral do mais puro entre os homens."

​"Saber ouvir torna-se o maior dom da consciência."

​"A divindade reside no verbo, ecoa entre os sinos das catedrais e no som do tambor."

​"Sou a linha que separa o Gênio do louco, sou o instante que separa a vida e a morte."

​"O mantra que sustenta a alma do mundo."

​"Imaculado o coração que sobrevive à iniquidade da humanidade."

​"Sou o espírito consagrado, o primeiro verbo que acendeu a luz do mundo."

​"Em essência, sou a lama que cobre a semente de lotus."

​"Muitos são aqueles que sabem onde estou; tão pouco são aqueles que sabem onde me encontrar. Sou um fantasma na penumbra dos olhares, um eco firme em um silêncio escolhido. Encontro poder na solitude do meu coração."

"​A vida precisa do vazio.


​O mundo coloca rótulos,
quando deveria olhar com amor.


​Em cada vazio, há um potencial."

​O VERBO E A ANATOMIA DA ESCUTA


​Verbum in Omni Audire Omne Verbum
Não advém o homem dar crédito entre as vozes do divino para que a mesma seja ouvida, pois a palavra, por si, é o próprio verbo e o próprio divino.
Assim, o peso de uma palavra pode ser ouvido equivalente à moral do mais puro entre os homens.


​Saber ouvir torna-se o maior dom da consciência, para que, de fato, saiba ouvir a melodia das bocas dos homens mais impuros entre os miseráveis
e saiba reconhecer o verbo, que é puro, e que ali o divino faz morada.
A divindade reside no verbo, ecoa entre os sinos das catedrais e no som do tambor.


​Um brilho, um cântico ancestral, o maior presente, a maior presença, que clareia o homem em sua própria escuridão.

O LINEAR DAS ESCOLHAS



​Eu sou a linha que separa o gênio do louco; sou a linha, o instante que separa a vida e a morte. Sou um pequeno instante onde tudo pode acontecer; sou o segredo que define a realidade.


​Tolo é o homem que passa por mim e não reconhece meu poder de destruir ou criar. Sou o fruto que nasce da ordem e do caos.


​Não subestime o meu poder, pois me subestimar é subestimar a si mesmo; sou a encruzilhada que define seu destino. Não sou justo e também não sou cruel: sou o espelho de suas decisões.


​Tudo passa por mim, e o que eu mais vejo são seres que não entendem o poder de suas próprias escolhas.


​Sou aquele que guarda os caminhos que ainda não foram escritos, porém não sou aquele que escreve o destino. Mas eu sempre estou em cada escolha e em cada decisão.


​Sou o observador do desastre humano que, mesmo divino, optou escolher o maligno. Estou presente em suas escolhas, mas você nunca prestou atenção em mim.

A CALIGRAFIA DO ESQUECIMENTO



​Sobre nós, nem mesmo a minha sombra que rasteja no chão sabe os versos que contávamos para o silêncio; e nem mesmo os lugares que guardamos na memória carregam lembranças sobre nós.


​Um dia fomos presença em nosso pequeno instante, e fomos o próprio presente do instante. E, mesmo que eterno, o tempo leva tudo ao esquecimento.


​Somos dois abismos no profundo de nossas memórias, memórias perdidas entre o real e as imaginações. Se um dia fui o herói nas tuas lendas ou o vilão na sombra das tuas lembranças, tudo o que posso esperar é a ausência de nunca saber.


​Sou a sobreposição da verdade que jamais compartilharemos. Em nossos pensamentos, os versos que contávamos se vão em direção ao esquecimento — a caligrafia apagando o que um dia fomos.


​Então, o último conto, um eco que retorna ao silêncio; e assim, restando em nós apenas a lenda, a verdade que jamais saberemos um do outro.

​O MANTRA PARA O MUNDO


​Bendita seja a voz do homem que anuncia o verbo, a intenção dos fracos e miseráveis que, mesmo sujos da lama do terror, mantêm imaculado o coração que sobrevive à iniquidade da humanidade.


​Que canta o mantra que sustenta a alma do mundo.


Airton Gustavo M. Correa

AQUELE QUE CAMINHA ENTRE OS MUNDOS



​Caminho sobre a escuridão da alma e sobre o terror da humanidade; nem mesmo meus pés tocam a terra corrompida, onde o homem governa pela crueldade.


​Sou o espírito consagrado, o primeiro verbo que acendeu a luz do mundo. Sou o iniciado das Eras, quando o mundo ainda era o primeiro som.


​Sou a própria existência e aquilo que ainda não existiu. Sou o segredo do homem iniciado no mistério do Caos, que sobrevive à sua própria imperfeição.


​O presente que o faz ser luz para o mundo e o propósito que os mestres conhecem e servem; o propósito que define a raça dos homens. Onde sou, não há portas e nem chão que nenhum mal consiga alcançar.

Tu és ave que surge para mudar o mundo, assim és o espírito da graça que habita no centro de toda a existência.

VERBUM FONS GRATIAE: AVE LUX MUNDI


Ó escuridão, tu guardastes em Teu Segredo a sagrada luz que toda a humanidade suplica!


Levanta-te, ó gloriosa Presença que caminhou entre os homens! Tua voz foi ouvida, e teu exército marcha em direção à tua criação. Levanta-te de Teu Trono e livra teus filhos do abraço frio da morte!


Faça o céu e a terra estremecerem com Teu poder, pois Teu brilho faz o sol se curvar diante de Ti. Todas as estrelas do firmamento são as joias de Tua coroa e, sob Teus pés, as montanhas se estremecem com Teus passos, para que todos os reis da escravidão temam Tua gloriosa Presença.


Glória ao Soberano de todas as nações, que caminha no meio das criaturas de mais puro fogo, que cantam o nome do Senhor: Kadosh, Kadosh, Kadosh, Adonai Tzevaot!


Tu és "Ave" que surge para mudar o mundo; assim és o Espírito da Graça que habita no centro de toda a existência.


Avis spiritus qui habitat in corde omnis existentiae.
Veni, Sancte Spiritus, fons omnis gratiae.


Verbum in Omni