Textos de Esquecimento

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Ilusão do tempo.




Ocupa-se com o futuro
e esquece do presente.


Coisas boas passaram.
Olhou para trás — perdeu.


O momento é agora.
A estrela apagou,
mas você viu o brilho?


A religião promete futuro após a morte.
A ciência tenta garantir futuro até a morte.
Adiar o fim
ou correr para o paraíso?


O que vivemos é real?
A realidade é amanhã
ou já foi ontem?


Ah… os planos do amanhã.
Por qual razão você está aqui, agora?


Viver para o futuro
é cegar o presente.
Viver no passado
é enganar-se eternamente.


Há segurança no passado fixo, conhecido.
É confortável.


Mas você está no meio do novo,
do desconhecido.
Desconhecido
inerente à existência.


Onde está sua existência
sem a imputação da mente?


Uma mente que ecoa o passado
e se agarra, esperançosa, ao futuro.


Ilusão do tempo.


Memórias?
Expectativas?


Nunca houve.
Nunca há.
Nunca haverá.


Lembrar.
Prever.


E agora?


Agora
eu só queria dormir.

Eu cheguei a pensar tanto por você que quase esqueci de mim.
Perdi-me em mapas de desejo, tracei rotas onde só havia silêncio,
fiz do teu nome um refrão que batia no peito como maré.
Um sentimento louco, desbravado, sem porto nem retorno,
criou jardins onde não havia promessa, acendeu faróis em noites vazias.
A cada passo eu inventava um abrigo, mesmo sabendo que o vento não trazia teu cheiro.
Afinal você não ofereceu nada, e ainda assim me dei inteiro,
como quem planta flores na beira do abismo esperando que cresçam.
Doei-me em versos, em esperas, em pequenas rendições ao teu olhar ausente.
Mas há força no que sobra quando o tempo não chega:
aprendi a colher a minha própria luz, a regar o que pulsa dentro de mim.
Transformei saudade em coragem, silêncio em canção, ausência em caminho.
Hoje guardo o que fui por você como um livro que me ensinou a ler,
e não mais como prisão. O amor que me fez esquecer-me virou lição e ternura.
Com a doçura de quem sabe que merece ser verdadeiro.
Tem caminho que não volta, vai encontrar alguém que se escolheu primeiro,
um coração que ama sem se perder, que oferece afeto sem se anular.
Seguirei amando-me, doce e forte, com a paz de quem se reencontrou.

Quem olha para trás vê o passado esquecido.
Um tempo que já não vive em nós, mas permanece vivo na memória dos outros.
O que foi deixado de lado, o que não quisemos carregar, encontra abrigo em lembranças alheias.
O passado não desaparece — ele se transforma em silêncio, em cicatriz, em história contada por quem ainda se lembra.
E é nesse contraste que mora a verdade: aquilo que esquecemos não deixa de existir, apenas muda de dono.
O esquecimento é escolha.
A lembrança é resistência.
E entre os dois, o tempo constrói sua própria justiça.

A palavra de ordem hoje é perseverança. Esqueça o será que vai acontecer? Em cez disso, acredite que já está acontecendo, os sonhos nada mais são que uma seta te direcionando qual rumo tomar para a realidade. A única verdade é que sonhos podem sim torna-se em realidade depende apenas de você em acreditar
Feliz Natal

Fabio Alexandre
Estudante

ABISMO


Demétrio Sena - Magé


É amar esquecido, feito inexistente;
aguardando a centelha de alguma saudade;
crendo numa verdade afetiva sem fundo,
na semente que um dia julguei tornar fértil...
Definhar no meu sonho de ler nos teus olhos
a menor sintonia; um carinho disperso;
não achar um só verso daquele poema
que julguei ter composto em nossa construção...
Um amor dado inteiro sem pedir migalha
começou a sentir a solidão inteira
sob a falha da força que devia ter...
Eu te amo sem fim, entretanto me sinto
encolher feito folha e me desidratar
sem saber me tratar desse abismo profundo...
... ... ...


Respeite autorias. É lei

“Vive o hoje, acolhe o amanhã.
Mas não te esqueças de que o maior princípio da vida é o amor à família,
um amor que não se mede pelas circunstâncias
nem se fragiliza nas provações que ela atravessa.
Porque é na família, mesmo ferida ou incompleta,
que o ser humano aprende o sentido do cuidado,
da renúncia e da permanência.
Tudo passa: o tempo muda, as dores transformam-se,
mas o amor que se escolhe preservar
torna-se raiz, abrigo e eternidade.”
Furucuto, 2026

"Diz que já me esqueceu, mas, amor, quando foi que de mim lembrou?
Diz que já não me ama mais, mas, mesmo em meus braços, nunca me amou.
Diz que encontrou alguém para lhe curar as feridas, mas quais? As que você mesmo causou?
Todo aquele que diz lhe amar é só mais um peixe na rede de um vil pescador.
Falácias e mentiras, disfarçadas de carícias, falsas juras de amor.
Xinga, briga, se faz de vítima, me abandonara às risas, foi meu coração que sangrou.
És perfeita no prazer, mas é melhor ainda em causar dor.
Diz que morri pra você, mas é claro, nossa paixão, que era minha vida, foi você quem matou.
Agora vens e diz que já me esqueceu, mas, amor, quando foi que de mim lembrou?"

O tempo tem um jeito curioso de ajustar as coisas. Ele não apressa, mas também não esquece. Cada palavra dita, cada gesto feito, volta, mais cedo ou mais tarde, no silêncio que ensina.

O grande dia sempre chega, e quando chegar, não haverá volta. O tempo cobra, mas faz isso com elegância: devagar, frio, e no exato momento em que a consciência desperta. IV

Réveillon.


Eu amo o Ano Novo!
Ter a família toda reunida,
Esquecendo a falsidade durante todo o ano...
Estando juntos, unificados e cheios de alegria. Como amo!


Meus netos, meus filhos,
Até mesmo bisnetos. Haha!
Todos reunidos naquela grande ceia.
Que esplendor! Vou até tirar uma foto.
Óh céus! Esqueci como tira um print.


Todo mundo se reuniu
Viajaram para longe...
Se alienando com as boas coisas da vida...
E ficou somente eu aqui, sozinho.


Enquanto minhas pernas tanto doem,
Eles não pensam em mim,
Nem nessa, nem n'uma outra possível vida...
Mesmo assim, os amo.
Os amo nessa, e em todas as outras possíveis vidas.
São eles que me coroaram com essa dádiva: Avô do ano.
No dia dos avós até me sinto especial...


Vou desligar a ligação,
Amanhã acordo cedo, venha almoçar aqui.
Não vai dar? Tudo bem, meu amor.
Deus o abençoe, meu filho! Vovô e vovó te amam.


Minha velha, não chore,
Eu estou contigo por mais um ano,
E que venha saúde e vida.

Beleza que adoece


Vejo gente se esquecendo
Do rosto que Deus criou
Trocando o riso verdadeiro
Pelo que o bisturi desenhou
Segue uma moda perigosa
Muitas vezes vergonhosa
Que o dinheiro comprou.


A tal harmonização
Vem vendida como encanto
Mas retira a identidade
E deixa um vazio no canto
De quem padrão tenta ser
E muito se tem a perder
Pode tudo virar pranto.


Tem quem use radiação
Para a pele rejuvenescer
Mas esquece que a saúde
É tesouro pra se manter
Então se instala a doença
E vão apelar para a crença
Quando o corpo vem a sofrer.


E na luta contra o peso
Muitos passam fome e dor
Tomam pílulas, fazem dietas
Sem cuidado e sem amor
Nessa guerra desmedida
Podem até perder a vida
Só pra caber num valor.


O espelho hoje comanda
Mais que amor verdadeiro
Porém beleza de verdade
É aquilo que é inteiro
Cuidando do corpo e alma
Cultivando uma mente calma
Sem seguir padrão ligeiro.


Por isso eu faço o apelo
Pra que possamos enxergar
Não é cirurgia à toa
Que a dignidade nos dá
Belo é manter resistência
Florescer a resiliência
E a si mesma muito amar.

• Desespero


É quando você esquece de desligar o fogão
Ou quando você perde o ônibus.
E foi o que eu sentir quando soube
Que você começou a namorar
"O que eu faço agora" foi a primeira coisa que eu pensei.

Meses se passaram e eu comecei a me afogando no "mar do Desespero".
E eu ainda espero que você me ame da mesma forma que eu te amo.

Ohh empatia.
Espalha-se pelo vento, mas esquece quem a chama.
Ama, e abandona.

Gratidão.
Rostos conhecidos.
Dizem “obrigado” sem ver o tempo se esvaziar.
Palavra vazia, quase morte.

Obrigado.
Se não houver olhar, é hipocrisia.
É parasita que invade.
É não.
É o que poderia ser, e não é.

Um olhar que nem mil vidas conteriam.
Um sentimento que ninguém vê.

O menino enquanto brincava em uma pequena e esquecida poça de lama
Sente-se atraído por um som imenso, um som que o convoca
Se distanciando da poça, observa um carneiro que se bate em uma parede.
O carneiro sem razão, se bate, se bate
O menino que se encontra do outro lado da parede
Pergunta ao carneiro, esperando uma resposta: "Por que se bates?Tem um grande espaço para brincar".
O carneiro continua, continua, até que em um ágil movimento, desaba-se
O menino atônito e triste, pega uma maçã que tinha no bolso, joga-lhe
O carneiro se levanta, e ao levantar, consegue um ato:Remover um espinho que se encaixara em sua cabeça ao correr pelo campo.
O menino surpreso se depara com o carneiro livre, que corre pelo campo
E o menino em singela inquietação, sem motivo, pensou ao ver: "Ele era livre, mas não era livre, agora é livre".
Em um suspiro, o inesperado ocorre: um fazendeiro lança uma corda
Corda que laça o carneiro livre, que agora é levado
E ao ser levado, a única coisa que não se prendeu foi o olhar
O carneiro, indo embora, olhando o olhar do menino.

Querendo ou não, mesmo tentando esquecer, vivemos o reflexo de ontem.
Por vezes, passamos por situações que nos deixaram, muitas vezes, marcas profundas, difíceis de cicatrizarem.
Frases que evitamos dizer.
Nomes que não queremos lembrar.
Pessoas que deixamos de ver.
Caminhos que devemos evitar.

17/02/2019

Desilusão

Bom dia !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Esqueceu e jogou no lixo os dissabores e desilusões de ontem ???????
Ótimo!!!!!!!!!
Relaxe !!!!!!!! Curta os momentos da vida que são únicos e não se repetem!!!!! Vamos lá!!!!!! Respiste profundamente , relaxe!!!!!!! Aproveite !!!!!!Seja que nem os moinhos de vento que giram ao sabor dele !!!!!!
E depois bem aliviado vamos a luta hoje é o seu dia !!!!!!

Ignorância


O seu pensamento se perde no imenso vazio da sua mente,
Você esquece do lógico tão logicamente,
Faz uma conquista tão deprimente.


Na calada da noite, cala meu povo,
Na hora do dia, nega um alívio de novo,
Faz um discurso de poder, e nega poder se importar com o outro.


Tem ouro, tem riqueza,
Mas se afunda na sua pobreza;
No seu escasso pensamento eles cofiam um alívio para o sofrimento.


Você fala sem pensar, acerta em errar,
Ignora o meu plural e tenta nos domar,
Ignora o saber e ainda veste um formal,
Faz um discurso arrogante me acusando de imoral.


Quem ousa a escutar? Quem ousa em você votar?
Queimando os pneus, um fogo difícil de apagar,
Essa gente desesperada e você sem se importar.


Vê a mata, edifica teu ego,
Vê uma morte e se finge de cego,
Manipula uma massa enquanto não a pegam.


Como pode menosprezar a educação?
Para falar de poder de onde tirou tanta convicção?
Da onde tirou conhecimento para falar da constituição?
Como pode confundir liberdade com opressão?
Como pode endemoniar as súplicas vindas do coração?


Pega, pega, pega, pega ladrão!
Julga-o conforme as leis,
Mas ei,
Será que terá espaço para branco na prisão?


Ignorância, tradução,
Conhecimento disponível; atenção, não.
Não peço que pense e concorde comigo, só quero que pense!


Conhece a história, conhece as verdades,
Se faz de cego ou se faz de covarde?
Do meu povo a Militância, do seu a arrogância.


Nessa casa, nesse senado,
Dentre esses terá um bom deputado?
Dessas vozes que discutem,
Quem escutem minha gente?
Posso ter pouca relevância,
Porém não alimento vossa ignorância.


Esse barulho me atordoa,
E você não se importa!
Uma hora quem sabe doa,
Quando a morte bater a porta.
E ela não liga pra sua influência, bem menos a perdoa.

Um dia perfeito

Hoje é um dia perfeito.

As funerárias estão vazias, quase esquecidas. Não há velórios para organizar nem despedidas para ensaiar. Ninguém morreu hoje. Não houve acidentes fatais, nem tiros encontrando pais de família no caminho de casa. O bandido não matou. O marido não feriu, não agrediu, não matou a própria esposa. Hoje, nenhuma mulher precisou temer dentro do lugar que deveria ser abrigo.

Os hospitais, acostumados ao excesso de dor, estão estranhamente calmos. Leitos vazios, corredores silenciosos, plantões que não correm. Não há filas, não há sofrimento esperando prioridade. Médicos e enfermeiros, desacostumados da paz, redescobrem o peso leve de um sorriso.

Mas, nas maternidades, é diferente.

Ali, a vida faz barulho. Há choro que anuncia começo, não fim. Mulheres que um dia ouviram que não poderiam engravidar agora seguram nos braços a resposta mais bonita que o corpo pode dar. O dia chegou. O filho chegou. O sonho também.

Hoje, ninguém passa fome.

A comida chega a todas as mesas. Talvez não seja banquete aos olhos de quem sempre teve fartura, mas, para quem já teve nada, aquele prato simples vale mais que festa. É o almoço dos sonhos. É dignidade servida quente.

Hoje, não há pessoas em situação de rua.
Não há corpos esquecidos nas calçadas.

Todos têm um lar, um endereço, um lugar onde descansar o corpo e a alma. Todos têm trabalho, o que comer, o que vestir. Vivem, finalmente, com dignidade.

Hoje, o mundo decidiu não machucar ninguém.

E talvez isso seja o mais assustador: perceber que esse dia perfeito não exigiu milagres, apenas escolhas. Não precisou de tecnologia nova nem de discursos bonitos. Precisou apenas de humanidade em prática.

Mas então o despertador tocou.

Acordei.

As funerárias voltaram a funcionar.
Os hospitais encheram outra vez.
A violência retomou seu turno sem atraso.

Tudo aquilo não passou de um sonho breve, desses que parecem possíveis demais para serem verdade. Ao abrir os olhos, vi que o mundo seguia fiel a si mesmo: o que não era para ser normal continuava normal.

A morte voltou a trabalhar.
A fome voltou a rondar.
A injustiça não perdeu o endereço.

Ainda assim, algo do sonho ficou.

Porque talvez o dia perfeito não precise começar no mundo. Talvez ele comece dentro de você. Se o mundo insiste em ser duro, ser melhor já é um ato de rebeldia. E, se houver a chance de ser gentil, exagere. Exagere mesmo. Sem cálculo, sem economia.

Talvez eu não consiga salvar o dia inteiro.
Mas posso salvar um gesto.
Uma palavra.
Um instante.

O mundo não mudou quando acordei.
Mas eu posso mudar antes de dormir.

Um sonho esquecer


Se sonhar, lembre-se do sonho, pois esquecer um sonho entristece a alma, tira a calma e traz pesar. Pois um sonho esquecido, não lembrado, é como não ter dormido ou ter adormecido amarrado. Traz agonia, faz impotente o homem que em sonho era rei e em terra apenas cristão. Que ironia do destino, uma noite bem dormida, mas um sonho esquecer, é como se sentir perdido, sem caminho, sem poder!

Nas bananeiras


Nem um louco esqueceria.
Recuso-me a perder a memória
daquele desvio do mundo, nas bananeiras,
onde o corpo escreveu antes da palavra.


De olhos fechados, reconheço
o caminho da chuva bravia
a rasgar as folhas largas,
o tambor verde da selva
a bater contra a pele.


Ali, os nossos corpos
não pediam permissão ao desejo.
Na tua boca,
um sussurro longo, quente, primitivo,
como se a terra falasse por ti:
“Amor, estou a molhar o meu cabelo.”
E eu, feito bicho cativo,
aprisionado no teu castelo húmido,
habitei os teus jazigos
como quem aceita o feitiço.


A chuva confundia-se com a saliva,
líquido sem nome, sem culpa,
apagava os sinais de luta e entrega
que nasciam no teu corpo nu,
corpo-fruta, corpo-mato, corpo-fogo.
“Amor, estou a molhar o meu cabelo.”


“É sério… vais sentir o cheiro depois…”
E a terra prometida abria-se
debaixo do teu vestidinho breve,
onde as flores são carnívoras
e as promessas mordem.
Ali, o amor era selvagem,
sem templo, sem regra,
apenas carne, chuva e bananeiras.


Daniel Perato Furucuto

Você não é esquecido.
Você é ignorado porque sempre se coloca por último.
Quem te procura só quando precisa não sente sua falta — sente falta do que você faz.
E enquanto você continuar se doando inteiro, vão continuar te tratando como opção.
Parar de agradar não é egoísmo.
É sobrevivência.