Textos sobre Dor
Quando a dor é tão forte que a alma chora e grita
Quando a perda é irreparável
Que nada no mundo poderia substituir
Quando a solidão é um abismo vazio, frio e escuro
Quando existe já é incoerente
E a vontade de desistir de tudo parece uma saída, a fé é um remédio que aos poucos faz germinar a paz e logo surgem os primeiros brotos de esperança e nasce a mais poderosa
Força do universo capaz de curar qualquer dor está força incondicional é o amor...
Poema
Marcio H.melo
Ontem achei que minha hora havia chegado
Senti que a morte me tocou
Eu sei era frio havia uma dor na alma
E o medo me congelou eu sabe a que era ela
A morte que está perto
Eu senti seu toque frio estático um
Arrepio invadiu meu corpo enfraquecido
Eu pensei que era o fim
Mas em algum momento a morte se ausentou e pude reviver a minha alma já desfalecida só com a presença amedrontadora da morte.
Quantos choram num quarto solitário
E quantos sofrem num leito de dor
Quantos têm fome neste momento
E quantos se arrependem de terem nascido em tanta miséria
Quantos foram esquecidos, vagando como sombras
E quantos desistiram de existir diante de tantas derrotas
Quantos se desiludiram hoje e enfrentam o medo da morte
Quantos imploram por perdão como se fosse possível voltar atrás
Quantos estão sendo abandonados neste momento
Quantos que, depois de tanto amar, enfrentam a traição e a separação
Quantos carregam feridas profundas que nunca cicatrizam
Quantos se perderam e buscam dia e noite sem cessar
Quantos acreditam que acabou e desistiram de lutar
Quantos nem querem mais viver
Quantos estão tão iludidos que já vivem fora da realidade
Quantos desejam a morte
E quantos que, em meio à depressão, encontraram forças para cometer suicídio
Quantos só precisavam ser ouvidos
Quantos só precisavam de um abraço
Quantos só precisavam de amor.
Nenhuma doença mata mais do que a ausência de amor
Sem amor, a dor
E o ódio nos devora
A depressão mata silenciosamente
Sem amor, não há propósito e a vida decai
Sem amor, não há humanidade
E a existência não existe.
Inspirado nas palavras do
Papa Francisco
Por Marcio H. Melo
NO SILÊNCIO DA DOR, NASCI DE NOVO
No silêncio da dor,
Meu corpo gritava.
Minha boca se calou.
Meu olhar cansado,
Minha alma cansada.
Mas é no silêncio de um útero que nós somos gerados,
E é no grito da dor que nasce uma vida.
Quando até a alma dói:
Um gemido que não sai.
Um grito que silencia.
Uma lágrima que não cai.
No silêncio da minha dor,
Eu me encontrei com Deus.
Ele me diz olhando pra mim:
"Eu vou refazer a tua alma, sua erupção.
Fica aqui comigo agora, eu te guiarei,
Pegado em tua mão."
Van Escher
Leoa 3:55
Sofro de falta d'amor
Fome me escapa da pele
Pele sofre de fome
Fome mata a dor
Dor alimenta a fome
A fome me desespera
Também desespero a fome
Sou filha da sua quimera
Não raro ela me esconde
No fundo do seu penhor
Na casa da sua janela
O poço que me cavou
Sem por onde ela some
No barco da sua procela
A fome só me consome
Refúgio que me faz dela
o olhar do mundo
aprisiona os sentidos adormecidos:
não me julgue pela dor de ser preterido
nasci uma pérola incrustada na ostra
a fiz sangrar
minar
doer
até, enfim, singrar entre os mares
impetuosos desta existência
vim e vou
como cheguei
estou parindo a outra face
enquanto vicejo o milagre
de uma nova essência.
– as cortinas do palco incendiaram
acendi o pavio
escutei as labaredas penetrarem em mim
como fogo fátuo
indo e vindo
passando e sendo
mais um dentre tantos que não conheceram
razões para continuar…
[apenas não me julgue mais um covarde
a verdade:
eu, a sós com meus pensamentos,
me sustentei até aqui!
e isso foi muito
e isso foi tudo
e n f i m]
Nem toda dor grita. Algumas apenas silenciam.
Hoje abri mão de mim mesma. Sim, porque abri mão do amor da minha vida. Alguém que eu amo incondicionalmente, com todas as minhas forças. Mas a verdade é que não estamos curados dos nossos traumas do passado. Não estamos prontos para viver, da forma certa, essa linda história de amor — que, ao mesmo tempo em que é intensa, também é sombria.
E sabe o que mais me dói? Saber por que acabou. Acabou porque ele sempre diz que eu tenho outra pessoa, que estou mentindo ou enganando. Mas eu não tenho ninguém. A única coisa que habita dentro de mim é um amor incondicional, enorme, que grita — “eu te amo, eu te amo, eu quero você pra sempre.”
Mas aí vem a minha consciência e sussurra: até quando você vai viver de migalhas? Até quando você vai amar alguém mais do que ama a si mesma?
E é aí que percebo… não sou só eu. Muitas pessoas vivem isso: acreditam que vai ser diferente, que vai mudar, que o amor vai curar. Mas, infelizmente, as histórias se repetem.
Hoje, 09 de junho de 2025, mais uma vez me sinto uma fracassada por ter acreditado que, dessa vez, seria tudo como eu sonhei. Mais uma vez, meu castelo desmoronou. Culpa minha? Talvez. Insisti. Mas como dizer para um coração apaixonado: “não vai, não faz?” É impossível.
Hoje, estou vivendo o luto de alguém que está vivo — dentro de mim e fora de mim.
Que Deus me ajude a superar, mais uma vez, essa dor.
E que esse meu desabafo, essa carta aberta, possa de alguma forma tocar e ajudar alguém que também esteja tentando amar, tentando acreditar… tentando recomeçar.
Um kamorrista não é um homem comum — ele é forjado no atrito entre a fé e a dor, entre o ideal e o mundo real. Sua personalidade carrega a densidade de quem já sangrou em silêncio e seguiu em pé, não por orgulho, mas por missão. Ele não se curva ao politicamente correto, porque sua verdade tem raiz, e raiz não se arranca com vento.
O kamorrista tem um senso de honra inegociável. Sua palavra vale mais do que contratos e seu silêncio vale mais do que muitos discursos. Ele observa o mundo com olhos críticos, mas seu coração permanece fiel a Deus, à pátria, à família e à liberdade — pilares que sustentam sua identidade. Não espera o mundo ser justo para agir com justiça. Ele age porque sabe que a omissão também é uma forma de covardia.
Sua presença impõe respeito. Não por gritar, mas porque carrega autoridade de quem sabe o que defende. Ele ama, mas não se deixa enfraquecer pelo romantismo frouxo do tempo moderno. Ele é leal, mas sabe cortar laços quando a traição entra pela porta. O kamorrista é estratégico como um guerreiro, mas firme como uma rocha que não nega suas raízes.
No fundo, a personalidade do kamorrista é uma resistência viva: contra a mediocridade, contra a mentira disfarçada de virtude e contra a fraqueza vendida como humildade. Ele não nasceu para agradar, nasceu para despertar.
E quem o entende, se inspira.
Quem o teme, o critica.
Mas ninguém o ignora.
MÃE:
Quantas noites testemunhei sua dor por me ver sofrendo pelos tantos ais desta vida ida e, incapaz de resignar-me frente aos desencontros da caminhada, não pude lhe oferecer o consolo e o alívio com um simples sorriso de alegria.
Esta rosa é o símbolo mais pleno do meu amor por você e foi colhida na Obra do nosso Criador.
O seu amor me engrandece e pacifica a minha alma.
Obrigado pela esperança renovada em cada gesto.
A dor é latente e estreitam-me os espaços.
Os vazios se arvoram e inundam os meus olhos... toda vez que insisto em colher as rosas que tentamos plantar neste grande jardim da vida.
Não quero que só nos restem os espinhos e, tampouco, as poucas pétalas que não sobreviverão em face à secura desta história.
Esta noite eu durmo de tristeza...
Um balão apagado...
Um caixão à cova...
A dor conhecida e não tão nova...
Vil despojo da triste alma...
De uma estrela morta...
Ainda terei alento diante o pranto?
Teu nada em um jardim de pedras...
A pá de cal como promessa...
Por dentro do que pensamos...
Sou espírito sonâmbulo...
Ser que passa no mundo, sem o ver...
Ainda correm lágrimas pelos olhos...
Doem mais as do coração...
É tão tarde para dizer as palavras necessárias...
É dia...
Mas no peito a noite já é bem escura...
Despertam-me um desejo absurdo de sofrer...
Partistes...
Não haverá retorno...
Vestiu-se para um baile que não há...
Só existem saudades e fotografias...
A vida tornar-se-a agora tão fria...
Resta-me apenas crer...
Em um dia te encontrar se eu puder...
E fazer de nossa eternidade...
Outra história a contar...
In memoriam...
Sandro Paschoal Nogueira
DOR DA SAUDADE
Assim passam os dias
mas a lembrança de quem amamos permanece.
Em alguns momentos dói, em outros
a saudade corrói.
A verdade é, que
nunca aceitaremos
a perda, a ausência,
na memória
a morada será
permanente.
Muitas vezes
a distância,
outras a ruptura,
e na maioria, a morte.
A mente raramente sofre apenas pelo que aconteceu
Muitas vezes acreditamos que a dor nasce exclusivamente dos acontecimentos. Perdemos um emprego, encerramos um relacionamento, ouvimos uma crítica e concluímos que o sofrimento está apenas nesses fatos.
Mas a psicologia nos mostra algo importante: entre o acontecimento e a emoção existe uma interpretação.
Duas pessoas podem viver a mesma situação e experimentar sentimentos completamente diferentes. Não porque uma seja mais forte que a outra, mas porque cada mente constrói significados a partir da própria história.
Isso não diminui a dor de ninguém. Apenas nos lembra que compreender nossos pensamentos pode ampliar nossa liberdade.
Nem sempre podemos escolher o que acontece conosco. Mas podemos aprender a reconhecer quando nossas interpretações estão aumentando um sofrimento que já seria difícil por si só.
Autoconhecimento não elimina as tempestades da vida. Ele nos ajuda a navegar por elas com mais consciência, menos culpa e mais compaixão por nós mesmos.
Talvez a pergunta mais importante não seja: “Por que isso aconteceu comigo?”
Talvez seja:
“O que minha mente está dizendo sobre o que aconteceu?”
É nessa resposta que, muitas vezes, começa a transformação.
Pepita de Oliveira
Poema de resistência
Compreenda que tudo há um tempo determinado,
E que mesmo a dor te corroendo,
Deus lá do céu já estava escrevendo,
Que você chegaria ao outro lado.
Portanto, não desanimes nessa jornada,
Porque haverá o tempo da tua chegada,
Mas para que isso aconteça,
É necessário que você amadureça.
O caminho parece longo e distante,
Vontade de vencer te contagia
Porém, você precisa dar um passo adiante,
Para que desfrute dessa imensa alegria
Desabafo
Cada palavra que ressoa em meus lábios trazem a tona, a dor e o tamanho desconforto desse processo que estou passando.
Dias claros, porém nublados...
Dias de incertezas de chuvas, mas parece que o sol logo se vem.
Quero recitar versos de alegria mesmo injetados de sentimentos empedrados.
Enquanto vou me encontrando no propósito dessa vida.
Vejo, como se o caminho ficasse estreito...
Entendi que nem todos entrarão e participarão desse sucesso distante que,
Aliás, nem parece que aquela luz no fim do túnel realmente irá acontecer.
Baseando-se em falcatruas da vida, comparações de vida supérfluas.
Percebi que o meu destino é feito pelas minhas escolhas, escolhas às vezes agonizante de dor que atinge o âmago da alma e fazem chorar...
Mas, compreendi que o avanço só vem depois das renúncias, o medo de tropeçar se perde, depois de começar a acreditar nos seus próprios passos.
Ultimamente, estou me sentindo fazendo tudo contra a minha vontade.
Percebo então que estou caminhando corretamente, estou confrontando tudo dentro de mim e sinceramente....
Gosto quando vem as tempestades da vida, ela nos ensinam que nem todos os nossos passos realmente estão na direção certa, e que as nossas certezas eram apenas folhas ao vento, e aquilo que menos fazia sentido passa a fazer sentido.
Coisas assim impulsionam nossa maturidade tão imatura a raciocinar e entender que às vezes a vida, ela é cheio de surpresas e que, a realidade nunca foi baseada apenas em um ponto de vista, mas sim sobre fatos que resultam em um crescimento ou em uma tragédia.
Entretanto, quero acreditar que minhas escolhas me levarão a um lugar que me ensinará que, mesmo que a vida não me proporcione tudo..
Eu tenho um Pai celestial que vela por mim, e de fato que ele irá iluminar o caminho com clareza, talvez não consiga enxergar o fim dele, porém sabendo que estou no caminho, isto trará a paz que meu coração almeja.
Diante de toda esse cenário, trago a memória aquilo que irá trazer-me esperança. A fé move montanhas, mas na real....preciso que ela me mova da zona de conforto.
Viver o extraordinário é sair da "casinha"...
Desejo a mim e a você caro leitor.. Que possamos viver aquilo que está a nossa espera. Até..
Nada
29 de agosto de 2011 às 20:42
Com a agulha em minha alma e o cérebro cheio de dor, apenas hoje consigo enxergar que as Guerras e todas as atrocidades são frutos do nível cultural dessas pessoas, que vivem em apenas em um corpo “O Corpo Sensível”, ou seja, Nós. O grande nada que somos, completamente nada, vermes, pequenos diante do que é puro e divino, do que é extremo, do que é ser vivo, do que é ser racional, do que é ser humano! E não me venha falar da moral, pois sinceramente eu caguei em cima desses hipócritas representados neste grande contexto social... Esta é minha Arte e se chama "O Nada".
UM VALE DE LAGRIMAS
Enfim a lama chegou ao mar
Levando tristezas e dor por onde passou
De Mariana das Minas Gerais
A Baixo Guandu, Colatina e Linhares no Espírito Santo
Foi tirando a vida das águas do Rio
Causando desespero e decepção
Transformando as águas em lama
Desaguando no mar e tirando um encanto natural
Da praia de Regência com azul anil
Em águas do mar e do rio em uma extensão amarelada
Das montanhas das minas até o desaguar do rio no mar
Uma mistura de água doce e salgada com barro e lagrimas
A lamentar a morte do rio que antes era fonte de vida
Uma grande mancha barrenta a mostrar a ganância e ambição dos homens que em nome do progresso e do capitalismo selvagem, agridem a natureza e destroem um grande ecossistema que levará décadas para se recompor.
É carnaval, tempo de alegria
Do sonho e da fantasia
De guardar no fundo do peito
A dor que a gente sente...
Esquecer tudo que tira a paz
Que teima mesmo na canção
Mostrar uma realidade
Que ficará para depois...
Afinal este é o país da alegria
Neste momento a fantasia reina
Trazendo alegrias e descontração.
"" Mesmo que pareça não ter valido a pena,
Ainda que a dor não tenha sido pequena,
Ainda assim valeu.
Valeu a esperança, valeu o desejo, valeu o amor.
E se a saudade é o presente, o futuro será certeza:
De que apesar da perda, ainda haverá muito o que sonhar, haverá muito o que viver, haverá muito o que amar ...""
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