Textos de Chuva
ENCANTAMENTO
Você, mulher garbosa, és tu o sol que ilumina minha vida,
A chuva que rega e alegra o meu viver.
Sois as estrelas do céu que enfeitam Minh ‘alma,
As verdes colinas que desfraldam e desnudam o meu olhar.
Você é a vela e a calmaria em mar revolto;
A janela que fecha, quando tornado o vento afoito.
Você é a lua que ilumina as noites enamoradas;
És a onda bailarina no azul do mar, bailando na madrugada.
És tu, mulher trigueira, o oásis no deserto de sol a pino,
O ressoar do som da magia que sai do sino.
És tu, a ternura e a calma noite, que embala e acalma o sono.
És a melodia da canção que acaricia os meus ouvidos,
Tu, e somente tu, fizeste meu coração ouvido,
Rejubilando seu sorriso livre, franco, brilhante e despido.
Élcio José Martins
PRIMAVERA
O SOL, A CHUVA, O VERDE!
É chegado o momento,
Do sol, dar lugar à chuva,
A abençoada chuva,
A água benta da vida.
A natureza lúdica, plácida e translúcida,
Faz reforçar a fé. É o criador que fomenta e cuida.
O verde retorna à mata mansa,
Como o porvir que traz luz e esperança.
A chuva molha a terra virgem ansiosa para o plantio,
Amenizando o calor até com um pouco de frio.
Fomenta a sede do rio,
Tira o vazio e faz navegar o navio.
A chuva traz o cheiro gostoso da relva molhada,
O barulhinho poético das goteiras na calçada.
Vem, com ela, a orquestra sinfônica das aves na alvorada.
É o crepúsculo matutino construindo sua morada.
Eis que surge o verde,
O verde da árvore da vida,
O verde do sorriso,
O verde da alegria sem aviso.
Eis que surge o verde.
Pássaros felizes e mais românticos,
À relva molhada um beijo amante,
O cheiro de perfume se faz brilhante.
O verde rejubila nas folhas livres, irradiante.
Um momento esplêndido, marcante.
É o céu que desceu, abençoando a terra,
É criador e criatura, unidos nesta obra poética.
Élcio José Martins
"Para muitos, só um louco constrói um barco sem chuva, entra em uma embarcação onde o projeto não incluía um Leme, e uma viagem que não apresentava destino, e com apenas uma única porta, em que a tranca só se fechava por fora.
Mas para Noé, confiar na direção e proteção de Deus, não lhe daria apenas destaque na galeria da Fé. Mas também chegar ao fim e conclusão da obra que Deus lhe propôs fazer."
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Chuva não é tempestade
Nossos caminhos foram molhados
Talvez ainda sinta nossa semente
A gente deixou cair no primeiro beijo...
Foi um vulcão de desejo
As estrelas tremiam no céu
E o mel da sua boca
escorria pelos meus lábios...
Viver é a ação mais louca...
Diria ao milagre te encontrei!
Ainda deixar voar a águia de dentro
É mais forte que o vento...
O sentimento que brota do tempo
Quando me olhas com simplicidade...
As luzes da mocidade piscam com calma...
A alma voa dentro do corpo nas asas da esperança...
Talvez seus desejos me alcança quando eu beijar sua testa...
Como uma flecha o amor penetra o coração....
Sentir a força do teu sorriso moça...
E ter coração de pedra onde só você penetra...
É como a criança ao ganhar o primeiro presente...
O tremor das emoções vibrando a rocha da inocência...
Essa saliência vem de ti flor de Jasmim...
E fecho os olhos para te ver dentro de mim...
Sinto-me corpo forte castelo de mármore.
So quem navega as minhas veias
sabe das minhas aflições...
As paixões mais verdadeiras nunca some...
Tem o seu nome
Gravado na minha mente saliente de homem...
Um beija flor renascendo em cada estação
Do corpo a flor e o seus labios o gosto
do sabor enesquesivel de um sonho possível.
Feito o sentimento mais lindo saindo do coração...
Em direção ao mar um avatar castanho do seu olhar...
MESA DE BAR
A noite é fria... Lá fora a chuva incessante
Lembra tua ausência que chega a todo instante...
O seresteiro indiferente à minha dor,
Solfeja notas de saudades em langor!
A canção me diz de cabelos anelados,
Longos cachos de fios negro – prateados,
A lembrar teu rosto amado, teu corpo esguio...
Versos de queixumes, lamentos entoados,
Que dentro d! alma ressoam em tons magoados,
E então me perco num olhar distante e frio...
As mãos do artista deslizam ágeis, ardentes
E ao som do piano ando em voos transcendentes...
Na febre dos desejos e da insanidade,
Vejo-me longe, fora da realidade...
Onde estás? Que fazes doce criança?
Meu alento! Derradeira esperança!
Ah! Sorte madrasta... Incauta solidão!
Pobre vate: Inunda de dor a face ingrata,
Tal qual a chuva lá fora, caindo em prata,
Inunda de lágrimas a negra imensidão!
Por vezes ela vem: Tempestuosa, agitada, torrencial,
Branda serena sem igual...
Chuva vem,
Vem lavar a terra,
Vem limpar,
Vem hidratar,
Vem nutrir,
Vem reviver,
Vem reavivar,
Vem acariciar,
Vem acolher,
Vem aconchegar,
Com sua melodia singular,
Com sua maestria e sabedoria,
Chuva vem nos alegrar
Para aqui enraizar
De maneira leve e
Sem par.
Meus dias são como uma chuva triste, que cai em silêncio.
Não tem grito e nem soluços, apenas o sentimento.
Ando em busca de contentamento, mas o que tenho são as
nuvens no pensamento.
nasci no carnaval e por isso minha vida se tornou banal,
minha mente está sempre dando sinal, criatura estanha essa
cida, que ora chora, ora sorri, mas sempre consegue viver simplesmente
em busca da sua origem e semente.
EITA QUE SAUDADE
Da vida de adolescente
A chuva caindo na biqueira
Sem medo de adoecer
Era a melhor brincadeira
Se era chuva de verão
Ela era bem ligeira.
X
A turma aproveitava
Entre riso e gargalhada
A chuva Caia tão forte
Até a alma ficava lavada
Nem se ligava com as broncas
Quando chegava em casa encharcada.
X
O terreiro logo alagava
Formava uma correnteza
Era hora do barquinho de papel
Fazer parte daquela beleza
Descendo com toda força
Se agarrando na natureza.
X
Eita saudade que chega
Até do sapo cantando
Quando a chuva sessava
Aparecia de todo canto
Aquele coaxar a noite
Nem causava espanto.
X
É voltar no passado
De cada doce lembrança
As brincadeiras mais simples
Encantava o mundo da criança
Não se conhecia maldade
Em todos tinha confiança.
X
Autoria Irá Rodrigues.
Levanto e vou até a varanda
Uma chuva fina cai e o silêncio
toma conta do local.....
É aquele silêncio que se cair um alfinete
no chão, é bem capaz de você ouvir o
barulho....
O sono não vem mais, procuro um cigarro.
Aí dou um sorriso e me lembro que não fumo
mais. Chego a rir em me lembrar disso..
Quantas vezes o cigarro foi meu companheiro
Quantas vezes a minha ansiedade era escondida através de um cigarro....
De repente me chama atenção um rapaz que passava pela rua empurrando um carrinho cheio de lixo...
Aí mentalmente fiz uma pergunta..
Será que esse cara tem tempo de ficar triste?
Chega à conclusão que não, pois o instinto de sobrevivência dele é muito maior....
A angústia da solidão é assim que eu vivo..
Em alguns momentos fico feliz...
Muitas vezes nos sentimos sozinhos mesmo com a casa cheia....
Às vezes uma família se auto isola sem que percebam
Cada um num canto....
Os almoços de domingo cada vez mais ficam raros..
Não deixe que a solidão tome conta da vida de vocês.
Aproximem-se um dos outros....
União sempre.....
😍💛😍
Não há noite
que termine ao amanhecer,
nem há chuva que não pare
com a chegada do sol.
Toda prova tem começo
e fim. Então não desista agora,
falta só um pouquinho
para alcançar a vitória
e se chorares é de gratidão pela conquista.
😍💛😍
HSO de Oliveira
Despidos,
pobres bichos!
E a chuva a lhes umedecer.
Outros cantam!
Tais felicidades às avessas
parecem sorrir
risos saciados
sem sede
sem medos.
Em que reside a alegria?
Na água e milho
- Dirão eles!
E eu sem respostas
Sem cantos
Sem risos
Sisudo
cara amarrada,
Vestido!
Melancólicas gotas
Em dias de chuva, posso ser o” eu melancólico”
que mergulha na doce e profunda amargura de viver.
Em dias de chuva, meus versos são mais belos,
perpetuam sentimentos que nos dias de sol, não atravessam a alma da escritora que escreve.
O sentir nos dias de chuva é saudoso,
saúda a dor, a felicidade, o passado, o que nem existe, e o que está por vir.
Nos dias de chuva dá vontade de sair
sem nem saber onde ir, e perder-se de si.
Deixar de ser, e como gota de chuva
escorrer sem rumo e de repente como súplica,
rebentar-me na porta da tua morada.
E rebentando-me em paixão, saudar-ti-ei
com gotas Que percorrem o teu rosto,como choro que foi chorado nas noites de chuva, com o coração amontoado de sentimentos pelo amado.
Como amantes, que se amam às escondidas protegidos da chuva que cai lá fora.
A chuva acolhe o nosso mar de sentimentos, mar de
lágrimas, mar de saudade, mar de vontade, da vontade louca de escrever, sentimentos de chuva e de céu nublado no final da tarde.
Sentimento de vontade louca de percorrer pela tua boca,como a tua amante louca faz.
Lágrimas
Em um dia chuvoso derramo minhas lágrimas diante da chuva,e lá no fundo vejo o por do sol com seu mínimo brilho por causa das nuvens;
Em quanto em meus pensamentos só se passa uma coisa,quando virei novamente? Más o tempo frio é capaz de acalma meu psicólogico,mais ainda caiem lágrimas de meu rosto;
Nessa jornada meus pensamentos são confusos,e meu caminho é composto de saudade e uma grande dor em meu peito,quando olho para as antigas fotos em minha parede, me relembrando meu passado;
Más isso são tempo que vieram para me deixa forte,ou não.
Amores e dores perdidas
Cativada seria a alma do viajante
Por as nuvens de chuva
Raios de sol
E brilho da lua
Pensaste que a paisagem
Daria lugar ao acaso
E que ao ouvir um sabiá
Lá estará (de contramão)
Em meu corpo não há lugar
Pra tamanha desventura
A flama de uma paixão
Que de sol se torna lua
E que coberto pelas nuvens
De repente, se vão.
Lista indecifrável e são pichados os muros,
são vastos ao oriundo desprezado.
Colher da mão, chuva,
dor e aplausos,
o teatro do desordeiro;
pálpebras inchadas e o berreiro,
arco-íris, céu azul,
no horizonte a nuvem vacila à cilada do poste,
a luz, a reunião,
pé descalço; canção.
Só mais essa,
"somente uma frase a mais que caiba bem.".
Sob o céu cinzento, a chuva cai incessante,
Um enredo sombrio se desenrola adiante.
O destino cruel tece sua trama trágica,
Onde armas e lágrimas marcam essa epopeia triste e dramática.
Dois amantes, outrora unidos pelo amor,
Agora envoltos em ódio e dor.
Gotas de chuva caem como lágrimas do céu,
Testemunhas silenciosas desse desfecho cruel.
Palavras afiadas como lâminas, cortam o ar,
O amor outrora intenso agora é dilacerado, sem reparar.
Em um turbilhão de emoções violentas,
As armas são erguidas, lançando sombras macilentas.
No momento fatídico, o tempo se congela,
A chuva, testemunha muda, não revela.
O som do disparo rasga a atmosfera úmida,
A tragédia culmina, a vida é subtraída.
As armas caem, impotentes e inertes,
Enquanto a chuva persiste, testemunha destruída e inerte.
Dois corações que uma vez bateram em uníssono,
Agora silenciam, abraçados pelo destino desumano.
E assim, o enredo trágico se conclui,
A chuva continua a cair, como uma melodia de adeus.
Nas páginas deste poema sombrio e triste,
Uma história de amor e dor que jamais será esquecida.
Que essa tragédia nos lembre da fragilidade da vida,
E das consequências de escolhas impensadas e perdidas.
Que a chuva lave nossas almas, trazendo redenção,
Para que jamais repitamos essa triste canção.
Existia uma semente;
A água lhe trouxe vida;
Tempos de sol e de chuva;
Fizeram criar raízes;
O desejo do sol todos os dias;
Alegrava meu coração;
O mesmo coração que não entendia a razão da chuva nesta situação;
Hoje se faz bela, porque entende que foi a chuva que fez crescer e sol florescer.
Chuva interior
Sinto as folhas dobrarem com o carinho da chuva.
Fico encolhido como os pássaros.
O vento fica mais frio.
Sinto a brisa que entra pela janela.
Fecho os meus olhos e ela está dentro do meu ser.
Chorando não sei por quê?
Chove no meu interior!
A água transborda pelos meus olhos
Fico cego de dor!
Saudades de um grande amor
Talvez a vida tenha me deixado com muita dor.
Receio não ter mais dias alegres.
Minha alma está cinzenta como este dia
Iluminado apenas por raios perigosos.
Trovões e relâmpagos sacodem meu coração;
São registros de amores que se foram
E do amor que está por vir.
Ou simplesmente é uma chuva dizendo
Que o meu tempo já passou
E que é hora de partir...
Bons Momentos:
Chuva intensa lá fora, eu saboreando um café bem quentinho, que aquece o corpo; inspiração inesgotável para escrever, devanear, aquecer a alma. Uma gatinha e uma gatinho, ambos enroscados nas minhas pernas, bem perto de mim. Instantes plenos, tão aconchegantes. Gratidão, meu Deus, eu te louvo, e te agradeço pelas bênçãos derramadas nas nossas vidas.
Quando chegamos ao alto da Tijuca, onde era o nosso ninho de noivos, o céu recolheu a chuva e acendeu as estrelas, não só as já conhecidas, mas ainda as que só serão descobertas daqui a muitos
séculos. Foi grande fineza e não foi única. São Pedro, que tem as chaves do céu, abriu-nos as portas dele, fez-nos entrar, e depois de tocar-nos com o báculo, recitou alguns versículos da sua primeira epístola: "As mulheres sejam sujeitas a seus maridos..."
