Textos sobre Carnaval que capturam a magia dessa festa
O JANE-IRO-
Teus dedos
dedos de figo, topázio y malagueña
verão,
carnaval em jardins
O Corcovado em teu dorso
o arqueiro cavalga na Lapa
- arcos de íris -
circunflexos, vossos gemidos são preces
Epa babá! quara (o sol) em tuas asas
voltei outro,
toquei harpa em teus fios
tenho fiapos das mangas
da tua flora-blusa de chita
só Guanabara já sabia
meu nado contigo: sincroniza o sismo
podem mar y rio
ser simbióticos
quando dançam
com
liberdades
de
rimar
Não é a mesma pessoa
“Esse carnaval eu vou pra curtir”, disse eu sem saber o que estava por vir. Cinco dias de festa, mas no último encontrei você. E que encontro foi esse! Demos o beijo que eu imaginei por anos, senti o cheiro que não sentia à muito tempo, tudo parecia certo e predestinado. A música não importava mais, as pessoas em volta eram só elas mesmas, meus amigos estavam ali mas eu só via você, eu finalmente consegui sentir seus lábios de novo, te abraçar forte e sentir a realização de algo que já estava dormente.
Mas não era a mesma pessoa.
Dias se passaram e a gente só foi se aproximando, milhares e milhares de mensagens trocadas, conhecendo novamente a menina que eu já conhecia por inteiro no passado, mas agora uma mulher. E que mulher essa, cheia de vontades e manias, defeitos e imperfeições, qualidades e pontos fortes, nem uma adulta, mas, nem de longe, aquela criança de 12 anos atrás. E eu me encantava por cada característica sua que eu não conhecia, nutrindo dentro de mim aquela história de amor que eu sempre queria que tivéssemos, que repeti na minha cabeça milhares de cenários diferentes da gente se reconhecendo, e agora estava acontecendo. A pessoa que idealizei e que sempre foi quem eu pensava quando assistia um filme de romance, ou ouvia alguma música que apertasse num lugar específico, a idéia de você ficou por anos comigo sendo nutrida e alimentada por cada história que eu vivia.
Mas não era a mesma pessoa.
Você tem novos costumes, novos jeitos, novos amigos e uma nova filosofia de vida. Você tem novos problemas internos, novos conflitos, novos vícios e novas ideias de virtude. Você tem novos pensamentos intrusivos, novo jeito de cuidar de si mesma, nova forma de ver e entender a vida. E a gente não estava alinhado.
Eu vinha de uma mudança de vida enorme, busquei ficar mais forte e me amar mais, busquei mais saúde física e mental e pela primeira vez depois de muitos anos, eu estava conseguindo! Eu emagreci muito, eu melhorei minha dieta, eu aprendi a buscar felicidade em me amar e me cuidar.
Mas aí entrou você, que não era a mesma pessoa.
Seu jeito de viver a vida como se não houvesse amanhã, seu jeito de me prometer algo que aconteceria, mas não agora, seu jeito de preferir buscar felicidade em algo tão fútil, perigoso e devastador. Só você sabe o que você passou e o que fez você buscar fuga em lugares tão baixos, mas eu não te culpo, ninguém pode te culpar.
Você deixou claro suas escolhas desde o início, eu deveria sim ter pulado fora quando soube delas de imediato, mas isso ia contra a minha fantasia criada de que nosso amor seria perfeito. Eu cegamente acreditei que nosso amor seria maior que qualquer vício, o amor faz isso com a gente mesmo, deixa irracional.
Eu acreditei que você perceberia a chance que tem de ter alguém te apoiando para cada vez que ficar difícil, alguém que estaria lá por você nos momentos ruins, mas você não cogitou tentar de verdade. Eu tentei no começo ser igual a você, buscar a felicidade nos mesmos lugares, mas isso só estava acabando comigo, porque no fundo eu sabia que a felicidade não estava ali, era só um prazer momentâneo que no outro dia virava uma dor muito pior.
Eu ainda me sinto culpado, será que eu te abandonei? Será que eu não tentei o suficiente? Será que eu sou um monstro? Mas depois de dias e dias refletindo eu percebi que você não quis mudar, eu mudei muito por você. Eu não conseguia acreditar que você preferia não ficar comigo só para continuar indo atrás dos mesmos ciclos viciosos, eu estava pronto para ser seu refúgio, sua fuga, sua força, mas você preferiu continuar sem ter a responsabilidade que é traçar essa batalha enorme. E sem ter eu do seu lado.
Para você eu só desejo força e felicidade, para mim eu desejo superação e menos culpa. Eu tentei ter a pessoa que eu amava de volta.
Mas não era a mesma pessoa.
Dorfo.
Fantasias
Por quê digo que o amo? Que sou Dele, se o nego a cada esquina!? Carnaval se aproxima, porém muitos já usam mascaras a muito mais tempo, o carnaval acaba e as mascaras caem, assim também acontece na vida de quem finge ser quem não é, não existe crime perfeito, vestígios sempre são deixados, nada fica encoberto para sempre, aqui tudo se faz, tudo se sabe, tudo se paga, talvez pensamos que podemos esconder por um momento dos olhos daqueles que nos cercam e realmente conseguirmos, mas daquele que tudo ver, que tudo pode, que tudo fez, nada se oculta!.. pense nisso no dia de hoje e tenha em mente que você pode escolher mudar e o Pai pode te dar perdão e paz que você tanto precisa, vista-se da verdade e abandone as fantasias, pois elas sempre perecem.
"LEVAR O ESPÍRITO SANTO PRO CARNAVAL, PODE?"
Lógico que sim, Ele (Deus é onipresente)...
Se devemos ir ou não, é outra coisa!....
Particularmente entendo que ”Santidade que não manifesta o caráter de Jesus Cristo por meio do fruto do Espírito Santo não é santidade, é religiosidade vazia e inútil. Santidade não é uma questão de religiosidade ou de puritanismo fundamentalista, os fariseus e os zelotes eram assim e não receberam crédito do Senhor Jesus Cristo. Santidade é transformação da mente por meio da fé que opera a graça de Cristo em nós, nos fazendo conforme a imagem e semelhança do Filho Unigênito de Deus Pai”.
A questão não é o carnaval e nem o retiro, mas o uso devido da liberdade, a qual fomos chamados. Em muitos retiros sérios, promovidos por sérias congregações/denominações, inclusive no RJ, por muitos anos, foi proibido retiro fechado promovido por igrejas cristãs (inclusive católicas) ... Nove, oito meses depois nasciam novos "abençoados" - Não é o local, pois se olharmos atentamente, no céu, houve um conflito... – Mas a convicção de quem nós somos...
*A questão é:* Estamos discipulando? ensinando? somos eleitos no senhor? estamos santificando as nossas vidas? - Fomos acima de quaisquer coisas chamados à santidade, e é, para sermos santos nesse momento (terra), não somente na eternidade. Se estamos convictos que somos lavados e remidos pelo sangue de Jesus, não há festa, potestade, *nada* que nos abalará. Cristo basta, e pronto!
Sim, Jesus participou de festas (se relacionava com as piores pessoas possíveis, inclusive com prostitutas, publicanos, cobradores de impostos ...) e das mais diversas formas e gente, inclusive transformou água em vinho (isso mesmo, vinho. E bebia também.), e mesmo assim não deixou de dar testemunho do Pai. Principalmente, quando profanaram o Templo, dedicado a adoração. Baixou o sarrafo...
Realmente, Cristo entregou o seu corpo, a nós: fornicadores, prostitutos, pervertidos e completamente corrompidos, e nos salvou. Salvos estamos, permaneçamos nesse rumo.
*Não estou escrevendo em favor da libertinagem, muito ao contrário.* Mas esclarecendo que a liberdade do cristão, não está associada ao que ele pode fazer, mas, ao que ele deve fazer.
Em alguns estados de nosso país, há igrejas que promovem evangelização, durante o carnaval, outras fazem blitz e outras fecham as suas portas somente abrindo-as após as festividades carnavalescas... Certo, errado? Honestamente não sei. Todavia, quando eu estive evangelista e missionário, tive a convicção e, foi ai que muitas vezes compreendi que a Igreja, *era e é*, o único refúgio para o miserável e pecador, como eu. Pois no carnaval, e de plantão, muitas almas desesperadas, se renderam a Cristo, arrependidas. Particularmente, optava em ficar nas vigílias, e ou evangelizando na porta da igreja. Quando não estava pregando em seminários, e ou retiros/congressos. Hoje, ficarei quietinho e estudando a Palavra. Mas, não percamos a essência...
"MARANATA" PARA DESMASCARAR O PECADO ("A vida é um "carnaval"; pena que de vez em "sempre" algumas máscaras caem..." — Paula Liron)
Ontem almocei em um restaurante chic em Goiânia, entramos usando máscara; a placa da entrada nos advertia, e depois todos deixamos de ser incoerentes, tiramos as máscaras para comer e sentir o cheiro da alimentação. Hoje, estando eu pela praça da matriz em Senador Canedo, entro, meio indeciso, na fila para comprar o almoço de três reais do restaurante popular. Depois de dez minutos, cheguei à boca do caixa. Com o dinheiro na mão, fui impossibilitado de comprar o Marmitex, porque estava sem máscara na cara (Mantenho sempre uma no bolso para situações extremas como essa, mas "empinei a carroça" para não ceder a ditadura). Então, saí sem fazer questão alguma e um pouco feliz até, pois a moça me ajudou na decisão de manter meu regime. Minha "gratidão" foi tamanha que nem tive tempo de observar se a moça atendente usava ou não o tal instrumento repressor. Sua atitude foi me suficiente para eu construir alguns conceitos. Já pensaram se eu dependesse unicamente desse restaurante para viver? Ou tivesse que ir à Goiânia que exige máscara na entrada, porém lá dentro pode ficar sem. As máscaras sempre caem no final. Para os sábios, os assuntos menos importantes perdem para os mais importantes, as crianças olham o gado colorido, todavia não acredita mais que saíram do arco-íris e nem têm medo de careta, pois o boi da cara preta não existe mais, cada um carrega o logotipo de sua crença na máscara. Ou será se a máscara é o sinal da besta do apocalipse? SÓ COMPRA OU VENDE MASCARADOS! Ora vem Senhor Jesus desmascarar o pecado. CiFA
E VAMOS DESCENDO A LADEIRA...
Eu cresci no carnaval.
Essa festa me proporcionou alegrias imensas.
Com o tempo, compreendi o mega-hiato social que existe nesse festejo popular.
Negros como cordeiros a puxar as cordas dos blocos com expressiva maioria branca. Era a transmutação de escravizados nos navios negreiros nos mares do tempo.
Os do bloco - que podem pagar - acessam livremente as ruas e as calçadas. O povo-pipoca só pipocava nas calçadas espremido pela repressão econômica.
Nos camarotes, réplicas de patrícios e patrícias do império romano desfilavam sua beleza segregadora.
Os catadores de recicláveis garantiam, numa agilidade grotesca e fantástica, a limpeza do excesso de fantasias etílicas.
Sim, foliões, o carnaval termometra nossa visão condicionada que atesta as desigualdades sociais e outros tipos excludentes.
Os blocos afros desfilando às madrugadas, já longe dos holofotes preguiçosos da conveniência monetário-midiática.
E é difícil entender Gerônimo cantando "Eu sou negão!", Daniela cantando "A cor dessa cidade sou eu!!", Saulo cantando "Salvador, Bahia, território africano...".
E a "Negalora" da Claudinha Leitte?
Aqui não tem preto para ativar seu lugar de canto, não?
As letras marcantes do carnaval baiano devem muito à cultura afro-baiana.
Com o tempo, conforme dissera, fui notando essas contradições as quais são exibidas a partir de uma naturalidade quase pétrea.
Pegaram uma negra do cabelo crespo e alegaram que ela não gosta de se pentear (será que ela não curte escova e luzes, para se parecer com a sua desidentidade?) , por isso, na Baixa do Tubo, considerado bairro de pequeno poder aquisitivo, ela será humilhada. Vão passar batom na boca da vítima, porque é comum ridicularizar o preto (muitos memes fazem isso e são compartilhados "de boamente").
Mesmo com tudo isso, o povo, que "não sabe que não sabe", quer viver o carnaval. É um momento de escape, de fuga da realidade, de fantasiar-se.
Dopamina, ocitocina, serotonina e endorfina explodem nos circuitos.
Muitos recarregam o seu emocional nesse momento de subversão autorizado pelo Estado.
Seja na tradição do frevo pernambucano, na explosão temático-tecnológica do carnaval fluminense ou nas multidões axé-musicalizadas em sudorese contínua na Bahia, uma parte significativa do país ama o reinado fugaz de Momo.
Dinheiro envolvido? muito. Demais. São bilhões de reais em lucratividade. Mas esse dindin o povo nunca viu a cor.
Apesar de tanto, o povo aceita a alegria da loucura autorizada, decretada pelo sistema regulador das nossas vidas.
É uma pena que não haja similar empenho de sociedade e governo para evolucionar a educação do nosso povo, em prol de um carnaval mais equânime, mais justo, mais acessível socialmente falando.
Infelizmente isso é uma utopia, uma quimera...
Em função de uma pandemia altamente contagiosa e letal, não haverá carnaval.
A festa não acabou, porque sequer começou.
Vamos aproveitar, dessarte, para pensar no folião mais importante (você), no trio elétrico mais possante (o amor, o trabalho digno e o conhecimento) no bloco mais "estourado" do carnaval:
O bloco da VIDA!!!
Ao ritmo da percussão em nosso peito!
E VAMOS SUBINDO A LADEIRA!
CRISTO E O CARNAVAL
Que me perdoem por esta opinião, pois estou longe de ser o dono da verdade, porém confesso que estou muito injuriado com tantas manifestações absurdas dirigidas diretamente a Jesus, o filho de Deus, neste famigerado episódio do carnaval do ano passado. Diante deste fato absurdo da imagem de Cristo sendo humilhada em plena avenida, numa manifestação popular, o que deixa a todos os crentes em Deus, perplexos e horrorizados, ainda me deixa na dúvida se tais comentários advindos desta total falta de respeito, à Ele acabaram sendo até piores do que a própria ação realizada. Pelo que percebo agora, todos estão atribuindo a Deus estas tantas mortes pelo mundo inteiro como represália por este ato isolado, onde poucos tiveram a ousadia e a ignorância de participar. Uns falam tantas besteiras dando ênfase a uma possível vingança divina, outros acreditam e ainda compartilham com os amigos tais absurdos.
Para mim, crente na extrema bondade divina, jamais irei concordar com uma ideia estapafúrdia desta, pois seria o mesmo que acreditar na ira divina sendo superior àquilo que Ele sempre pregou e nos fez entender, Ou seja, que Ele próprio seja a personificação do amor. Jamais iria atribuir a Ele qualquer sentimento de vingança, ou ainda de ignorância mesmo, por acreditar que Ele, do alto de sua imensa sabedoria, pudesse fazer o mundo todo pagar por meia dúzia de ignorantes. Ele, com certeza, deve ter ficado muito triste e decepcionado com tal atitude, porém daí a sacrificar o mundo por ações de alguns, seria o mesmo que acreditarmos em Sua total falta de amor e justiça, numa reversão dos valores que Ele mesmo pregou em sua passagem por aqui.
Quem somos nós para entendermos todos os sofrimentos que vivemos no momento, e ainda colocar tais acontecimentos como obra do Criador? Como todo mundo tem direito de opinar, mesmo que estejam errados, vou dizer aqui o que eu, do fundo de minha humilde e simplória opinião “acho”. Todas estas mortes que sentimos acontecer com amigos, parentes, e todos neste planeta, não poderiam ser de uma renovação espiritual de Deus para o bem da humanidade, e que, os que já se foram tiveram mais privilégios? Fica só a pergunta, pois poderei estar totalmente enganado e dando a impressão de estar ao nível da compreensão daquEle que realmente faz toda a diferença numa humanidade que Ele mesmo criou. Que Ele, do alto de sua bondade, perdoe-me se minha ignorância estiver sendo ultrapassada, além dos limites, por esta opinião. E que Ele nos perdoe e continue a ser respeitado e louvado.
(teorilang)
RIO, ENCANTO DO MEU CARNAVAL
É carnaval...
Sapucaí sonho meu
Quantas ruas, becos e vielas
Transpassam em mim
São as esquinas da vida
Que escondem meus fragmentos.
Madureira, Penha, Realengo
São trilhas de profundas caminhadas
Tijuca, Leme e Vila Isabel
Marchinhas de todos os carnavais
São nas largas avenidas
Que amolecem o meu pisar
Minha fantasia lembra
A princesinha do mar que desfila
Junto a Garota encanto de Ipanema
Ah, sol da Prainha borda meu carnaval
Me desenrola o espírito no samba
E o meu Império Serrano
Construído no alto da Serrinha
Tudo canta meu Rio de Janeiro
És tu que mora nos cantos de mim
É carnaval...
Carnaval
O show vai começar.
Fogos de artifícios preparados a espera do apito do samba. Os corações pulsam no ritmo da bateria. Fantasias, confetes, serpentinas... ilusões. Atrás da máscara a tristeza esconde-se, mas a magia do momento desfila o enredo marcado pelo surdo. Tamborins, reco-recos, cuícas, caixas transbordando um som em explosão; alegorias enfeitam e exaltam foliões anônimos e celebridades, meninas ainda crianças num sonho de gente grande, senhoras balzaquianas num sonho de adolescente e assim a alegria toma conta do coração levando consigo toda uma perspectiva de no final sair feliz, completa e plenamente. Foliões levam adereços enfeitando os seus desejos, porta-estandartes giram no samba com “borogodó”. No balancê da roda viva o sentimento de liberdade, o sabor da felicidade, a chance da conquista que renova-se a cada ano. Uma bateria com inúmeros participantes a sincronizar um ritmo que embala desde os simples brincantes aos mais sérios e elegantes. Um trabalho de mestres que sem temer o resultado final confiam na sua equipe e fazem do seu trabalho uma bela resposta aos ouvidos mais afinados. Poetas desfilam seus sambas-enredos com toda grandeza de uma esplêndida apresentação, muito brilho, muita animação. E na quarta-feira retorna a rotina e de cinzas é chegada a realidade num imenso caldeirão de fantasias calcinadas e sonhos espargidos, somente restos.
(Bia Pardini)
Carnaval
Carnaval é diversão
Todo mundo sentindo alegria
Não falta animação
Nesses quatro dias.
Com o carnaval esqueço a tristeza
E vou me divertir
E com toda certeza
Começo a sorrir.
Todo mundo fantasiado
Sem nos problemas pensar
Estão sorrindo e cantando
Para alegria demonstrar
Quando termina o carnaval
Tudo se transforma
A vida volta ao normal
As pessoas voltam a forma
PIERRÔ SEM CARNAVAL:
O bafo da noite em cinzas,
Verticalmente desce e cai,
Quão a chuva oblíqua
Do Pessoa
A correr na diagonal
Confusa
Sobre o relvado e a clorofila
Do poetinha,
Em anunciação ao baio
Do Valença em reboliço
Ante as brumas que embaçam
Meus vitrais
Acho, penso vislumbrar
A última colombina de cristal
Em seu único e derradeiro
Carnaval.
Nicola Vital
AMOR DE CARNAVAL
Dentro meu coração,
Serpentinas, colombinas enfeitando as ILUSÕES .
Traz SAUDADE do passado,
FLORES pro jardim solitário.
E no MADEIRA DO ROSARINHO
Vou frevar devagarinho sem ter que lhe complicar.
Dentro de uma multidão
Vi passar um rosto lindo
De um olhar sereno e fino,
Não deu trégua e foi embora
Procurando o MENINO que na tarde ia chegar.
Dentro do meu coração
Vou direto para o TERÇO
Relembrando as batucadas
Que são marcas de um tempo ímpar
Assim como as colombianas
Retratando felicidade.
Que todas as mulheres fiquem de máscara tal qual o carnaval veneziano!!! Que as suas bocas sejam ilhas ainda inexploradas, na vigília do penhasco ansiando pelo mais bravo navegador errante, cercadas de emoção e de amor por todo o lado. E que nós homens possamos enfim perceber a infinita magnitude de uma mulher por completo. Desnuda. Pervertida. Desadornada. Desenfestada.
Mas ainda assim: de máscara!
Quando a dor atenuar, e o mito da peste nós a ele imunizar, quero Festejar.
Quero carnavalescar!
Dias e meses ovacionar.
Entoarei aos quatro céus cantos e Hinos aos Deuses.
E neles constará palavras de Fé e Gratidão!
Porque é isto que viemos emitir aos que retornaram ao Cosmos, ao Criador obrigado.
...e, é isto que ensejamos ao Divino, que as circunstâncias nos deram, e fizeram à todos como seres Humanos!
Pierrot & Colombina
Fantasiei - me de amor.
Logo estarei com meu Pierrot.
Carnaval também é poesia,
que nos embala ao
som de doce melodia.
Em meu coração
há eterna folia.
Pierrot e Colombina,
dançam em perfeita harmonia.
Carnaval também é poesia,
versos feitos com
amor e alegria.
Pierrot e Colombina,
poesia que rima
em sintonia.
Uma vez no carnaval
Lembro de fugir das feiras
Naquele feriado de loucos
Bebendo, beijando e dançando
As vezes com amigos
Outras vezes com estranhos
Pulei, gritei e até chorei
Conheci um amor sem querer
Sentir ciúmes de algo que nem era meu
Consolei amigo arrependido
E tinha álcool até na "veia"
Eu curti...
Uma noite, uma madrugada
Sem pensar em ninguém
Apenas em mim
Esse é o segredo de se divertir
Descobrir que não precisa de ninguém
Para ser feliz.
Dizem que Hoje é Carnaval
Infelizmente, hoje, não vai ser preciso fazer refeição, pois não se esqueça que neste belo do mundo de ramos, na quarentena, em plena próxima quaresma, vai ser dia de jejuar, para salvação do presente quadro de pandemia e do presidente.
Segue o convite que recebi do além e, caso queiram aderir, não se preocupem, minha receita dominical está salva na memória e tenho bons ingredientes, com alguma picardia, na despensa.
Vale a pena, na quaresma e na quarentena, meditar sobre a alienação do indivíduo que acredita até naquilo que não existe e inverte a realidade na mente criada pelo seu cérebro, como se ela é que o dominasse, não o corpo.
A fé não remove montanha, nem pode ressuscitar o cadáver insepulto, quem dera o sepulto que, com o vírus, corre o risco de ficar sem cova por falta de coveiro.
O jejum evangélico mostra que a religião "é o ópio do povo"! É a negação da negação na "a filosofia" da miséria, fazer jejum para pagar o dízimo e comprar álcool gel untado, quando por outro lado é certa "a miséria de filosofia" que não transforma o mundo, já estudado pelos filósofos, que o vírus transformou e "uniu os trabalhadores do mundo". Milagre "in divino", não saiu único tiro, sem dar as mãos limpas nem fazer greve, destruíram com o martelo o capitalismo, com o seu liberalismo do Estado mínimo o transformar no máximo, para não deixar ou fazer com "que os mortos enterrem seus mortos" e mostrar que: "de repente tudo que é sólido desmancha no ar"!
O CARNAVAL
Envolve toda a comunidade
Essa festa popular
Quem gosta cai na folia
Outros fogem para descansar.
Dizem que antigamente
Era representado por ritos
Nos dias de animação
As marchinhas e os agitos.
Durante as festas e folia
Na mistura da igualdade
Todos se abraçavam
Reinava o espirito da coletividade.
Carnaval gente de todo canto
Não tem raça, não tem cor
Se conquista amizades
O que vale ali é o amor.
Cada região, festejos diferentes
Do frevo do pernambucano
A alma e espirito de um povo
E tem o axé que contagia o baiano.
Irá Rodrigues
Santo Estevão - BA – Brasil
Hoje é dia de "fervo" no Rio de Janeiro: final de feriadão, carnaval, sol, praia, bebida gelada e animação.
Eu aqui, separando doações... eu sei que o pouco que consigo distribuir não vai resolver os problemas que afligem nosso redor: covid, desastre em Petrópolis, guerra na Ucrânia, entre outras tantas guerras que nos são anônimas e fragilizam, enfraquecem e desfalecem homens com ou sem fé em Deus.
Indiferença, individualismo, ambição, irresponsabilidades... consequências de um mundo selvagem em que a racionalidade humana é orquestrada pelo instinto animal de "sobvida": sob a vida do outro.
Postei numa página pública nesta semana um curto diálogo, resultado da reflexão sobre a selvageria do mundo e que posso ser perdoada por acreditar que o mal triunfará no final. Mas, que mal? Que final? Também não seria egoísmo entender que minha linha de pensamento é real. De qual realidade? Sob qual perspectiva de verdade? As verdades são temporais. Por isso até receio achar que possa estar certa. É muito ruim pensar demais... quando publiquei meu primeiro livro, meu pastor já me aconselhara sobre as questões político-filosóficas: podemos controlá-las ou sermos dominados nesta luta em que o maior inimigo está nas nossas mentes. Então a minha disciplina diária é manter a fé acima da política (social) e da filosofia (individual) e, desta forma, não acionar o gatilho que desencadeia uma nova crise do meu transtorno do espectro do autismo. Entender que, embora em grau leve, não sou normal levou algum tempo. Mas aceitar que o que me paralisa fisicamente esquenta muito a minha mente é paradoxal.
Portanto, exercer a fé significa controlar o que há na fronteira entre o consciente e o inconsciente.
"Não pare de lutar" foi a mensagem que tocou no meu coração: "Nunca falte a vocês o zelo, sejam fervorosos no espírito, sirvam ao Senhor. Alegrem-se na esperança, sejam pacientes na tribulação, perseverem na oração. (Romanos 12:11-12)"
Foi quando lembrei-me de Ludmila Ferber e sua canção "Nunca pare de lutar" gravada anos antes de ter seu câncer diagnosticado, em 2018. Teve uma vida digna, ética e seguiu os valores cristãos. Em 2019 sua fé consolidou forças para gravar "Um novo começo". Sua missão nesta terra terminou em 2022. E uma das riquezas que nos deixou além de suas realizações como humana, mulher, real, foram suas poesias em forma de canção. Melodias que aquecem alma, trazem força ao coração cansado e a mensagem de eternidade com o nosso Criador. Não tenho medo de morrer.
Ludmila foi uma boa pessoa como tantos que passaram por este mundo em suas diferentes terras, culturas, religiões e saberes. Então acredito que há homens bons. Mas há os maus: os que mantém o ciclo dos fins e dos recomeços porque são atraídos pela ganância e seus corações corruptíveis podem não admitir, mas estão envolvidos numa grande conspiração. Só que são estes os envolvidos que estão no poder e perpetuam o câncer social.
Se estou fantasiando? Não creio. Os pensadores não são aqueles que revelam a ilusão de algumas verdades, mas os que sugerem a verdade das ilusões. Por isso acredito que Jesus foi, de fato, o maior pensador e agradeço pela herança que deixou à humanidade.
Não sou cristã temendo ir para o inferno. Tento viver esses ensinamentos porque acredito que conduzem à uma vida melhor. No entanto, busco não me guiar pela religiosidade mas pela espiritualidade em que preconiza “o temor ao Senhor como princípio à Sabedoria”.
Tenho receio de não conseguir deixar nada de aproveitável para os que ficarem, pelo tempo em que ficarem por aqui. Afinal "quod in vita facimus, in aeternum resonat" - o que fazemos em vida ecoa pela eternidade (Maximus, O Gladiador).
"MÊS DA MULHER"
O ano só começa pra valer
Quando passa o carnaval
Venha março trazer paz
Precisamos vencer.
Traga novas possibilidades
Queremos energias renovadas
Mudanças positivas
Com chuvas de felicidades.
Março mês da tranquilidade
Enfim é dedicado a mulher
Que possamos gritar
Dando viva a liberdade.
Que todo o mês seja de alegria
Com momentos mágicos
Na suavidade do outono
Toda mulher é uma poesia.
Autoria Irá Rodrigues
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