Textos sobre Carnaval que capturam a magia dessa festa

A morte

A morte é o real
Nessa vida distraída
Onde tudo é carnaval
E o real é irreal

Não faz mal a morte
Porque minha cadeira cativa
Está me esperando ativa
Num lugar escolhido com sorte

Só deixo uma saudade
Que sempre me fez feliz
Amante , amiga ,irmã e mulher
Sempre comigo onde eu estiver

Saudades muitas também
De meus filhos , netos e familia
Fizeram eu entender com a idade
Que da vida ....esse é o único bem

Inserida por Rai1945

⁠Sempre sonhei com um amor discreto, sem euforia de Carnaval
Que houvesse leveza e não um vendaval
Sem a necessidade de ter preocupação, mas que pudéssemos dialogar os caminhos do coração
Sem brigas que não haja sentidos
Para que não tenhamos os sentimentos feridos
Somente um amor sereno
Que quando olharmos um para o outro
O amor fique sabendo...
O amor é mesmo a perfeição
Brigando e consertando... Não conseguimos ficar longe dessa paixão!

Inserida por JULIOAUKAY

⁠Neste carnaval irei me fantasiar da cor do pecado, pois à festa é da carne e nada melhor do que está inspirado;
Inspirado para cultuar o seu corpo porque sua intimidade é sagrada para mim vale mais do que ouro;
E se nesse carnaval eu tiver que demostrar prazer, que assim seja, satisfação pra mim e para você;

Inserida por JULIOAUKAY

ENQUANTO O CIRCO PEGA FOGO
Já fui palhaço em algum carnaval
E aprendi a sorrir quando o circo pegava fogo,
Descobri que os palhaços não são felizes,
Descobri que os palhaços não são engraçados,
Descobri que são solitários
E se escondem atrás de um sorriso,
Descobri que se arrependem
Do que dizem e do que deixam de dizer,
Descobri que se arrependem,
Do que fazem e do que deixam de fazer
Descobri que também já fui palhaço...

Inserida por tadeumemoria

⁠Balancete do Carnaval de 2023: sorte no azar, azar na sorte

Constatei, com comicidade travestida de pesar, que a rola daquele mendigo que se masturbava no ponto de ônibus (lembra?) parecia ergonomicamente mais tesuda que as dos moços vindos de famílias financeiramente mais bem estruturadas de Vitória que eu consegui arrebanhar.
Ainda que eu seja dada à arroubos de violência estética, minha sorte é ter introjetada a verdade de que meu melhor amante reside mesmo é na gaveta de calcinhas.
Pensando alto, talvez um dia desses acorde cedo para ver meus faxineiros em ação.

22/2/23. No quarto, mas com o nariz fora da gaveta de calcinhas.

Inserida por MarinaLodi

HOJE MEU CARNAVAL VAAI SER O
BIXOOOOOO
(LOCAL: MEU QUARTO *-*)

Equipe: Sono Pesado, com DJ Travesseiro e Mc Edredon.

Participação Especial da dupla:
Pernilongo, cantando a musica "Balada da sensação noturna" .
Eu quero ZUM, eu quero ZA, eu quero zum zaza za.

Oferecimento: Dia cansativo, agitado e stressivo.

Apoio: Friozão a noite toda!

Produção técnica: Calefação (Ar condicionado) ligados à noite inteirinha!

—By Coelhinha

Inserida por ByCoelhinha

⁠Carnaval em Rodeio

O Carnaval em Rodeio
no Médio Vale do Itajaí
é para quem gosta de ouvir
o seu próprio pensamento,
é para que adora sair
na rua para dançar
ao som do bloco silêncio
e pode ser encontrada
facilmente uma reunião
com o sossego por
cada canto da cidade
para quem deseja serenidade.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Quarta-feira de Cinzas

A chuva lava as cinzas
do Carnaval para abrir
caminhos quaresmais,
No ano que vem tem mais
e o importante é seguir
buscando ser feliz em paz.

O meu coração nas tuas mãos
delicadas vira um pandeiro,
Que faz ele bater sem machucar
porque o amor chegou imenso.

Na sublime Mata Atlântica
e nos quintais dos lares
florescem as quaresmeiras
rosadas ou lilases,
Brindando os atentos
olhares para a beleza da vida.

É Quarta-feira de Cinzas,
e pelo amor da gente já vou rezar
para o Senhor proteja do mal
e nos leve sem tropeços para o altar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O meu Boi de Carnaval
é filho dos Bumbás
por onde danças,
súdito dos Reisados
que seguem os teus
animados passos
e dos Guerreiros por
onde tu tens tocado,
Cedo ou tarde,
sei que tu vens no tempo certo,
sem pressa e sem regresso
porque terá me encontrado
em nome de tudo aquilo
que a vida toda tens procurado.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Começou o Carnaval

O samba é coisa boa

Filho do Carnaval

Até debaixo da garoa



O choro que chora

Não chora só a dor

Ele é feito de amor

Que também perdoa



Na ponta da sandália

Da bela mulata

Com o corpo pintado

Com tinta cor-de-prata



Na cadência de cada passo

Ela vai iluminando

O Rio segue sambando

O Brasil inteiro empolgando



Mulata que faz o homem penar

E as mulheres invejar

Faz o coração do povo sambar

É samba-mulher a encantar



Mulata Carnaval

É enredo

Mulata tão linda

Que chega a colocar medo



Mulata me empresta

Um pouco do teu perfume

Só para provocar

E ver se o meu amor sente ciúme



Mulata me ensina o seu rebolado

Só para enfeitiçar

E endoidecer o meu namorado

Para deixar ele apaixonado



O Brasil gosta de samba

Esqueceu o samba perdido

Um tipo de samba esquecido

Chamado samba de partido



Mulata que é pagode

Mulata que é samba

Mulata que é choro

Mulata que é samba de partido

Mulata você é um perigo

Mulata você é o Carnaval inteiro

Mulata que é samba enredo

Mulata me ensina o seu segredo...

Inserida por anna_flavia_schmitt

CARNAVAL À LUZ DA CONSCIÊNCIA ESPÍRITA.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro .
O carnaval constitui manifestação cultural de raízes antiquíssimas, cuja gênese histórica remonta às festividades agrárias da Antiguidade, notadamente às Saturnais romanas e aos cultos dionisíacos, nos quais a suspensão provisória das hierarquias sociais e a exaltação dos sentidos compunham o núcleo simbólico da celebração. Com o advento do cristianismo e a instituição da Quaresma, consolidou-se o período que antecede os quarenta dias de recolhimento, recebendo o nome de carnaval, termo associado à ideia de "carne vale", expressão que remete à despedida dos prazeres carnais antes do ciclo penitencial. A síntese histórica dessas transformações encontra-se sistematizada em estudos introdutórios sobre a origem da festividade, como os divulgados por plataformas acadêmicas de caráter didático, a exemplo do portal Toda Matéria.
No contexto brasileiro, a festividade adquiriu contornos próprios a partir do século XIX, integrando influências europeias, africanas e indígenas, culminando nos desfiles das escolas de samba no Rio de Janeiro e nas manifestações populares de diversas regiões. A Sambódromo da Marquês de Sapucaí tornou-se símbolo dessa expressão cultural, projetando internacionalmente o carnaval como espetáculo artístico de grande envergadura estética e econômica.
Sob o prisma espírita, contudo, a análise não se limita ao fenômeno sociológico ou histórico. A Doutrina codificada por Allan Kardec propõe abordagem moral e psicológica da conduta humana, enfatizando a responsabilidade individual e a lei de causa e efeito. Em "O Livro dos Espíritos", especialmente nas questões 614 a 618, afirma-se que a lei natural é a lei de Deus, inscrita na consciência.
O LIVRO DOS ESPÍRITOS. LIVRO III.

CAPÍTULO I.
LEI DIVINA OU NATURAL.
Estrutura temática do capítulo.
Caracteres da lei natural. 614 a 618.
Origem e conhecimento da lei natural. 619 a 628.
O bem e o mal. 629 a 646.
Divisão da lei natural. 647 e 648.
O LIVRO DOS ESPÍRITOS.
CARACTERES DA LEI NATURAL.
Que se deve entender por lei natural.
Resposta. A lei natural é a lei de Deus. É a única verdadeira para a felicidade do homem. Indica-lhe o que deve fazer ou deixar de fazer e ele só é infeliz quando dela se afasta.
É eterna a lei de Deus.
Resposta. Eterna e imutável como o próprio Deus.
Será possível que Deus em certa época haja prescrito aos homens o que noutra época lhes proibiu.
Resposta. Deus não se engana. Os homens é que são obrigados a modificar suas leis por imperfeitas. As de Deus são perfeitas. A harmonia que reina no universo material como no universo moral funda-se em leis estabelecidas por Deus desde toda a eternidade.
As leis divinas compreendem somente o procedimento moral.
Resposta. Todas as leis da Natureza são leis divinas pois Deus é o autor de tudo. O sábio estuda as leis da matéria. O homem de bem estuda e pratica as da alma.
Pergunta complementar. Dado é ao homem aprofundar umas e outras.
Resposta. É, mas uma única existência não lhe basta para isso.
Alguns anos são insuficientes para a aquisição de tudo o de que precisa o ser a fim de se considerar perfeito, ainda que se considere apenas a distância que vai do selvagem ao homem civilizado. Mesmo a existência mais longa seria insuficiente. Com maior razão o será quando curta como é para a maioria dos homens.
Entre as leis divinas, umas regulam o movimento e as relações da matéria bruta. São as leis físicas cujo estudo pertence ao domínio da Ciência. Outras dizem respeito ao homem considerado em si mesmo e em suas relações com Deus e com seus semelhantes. Contêm as regras da vida do corpo e da vida da alma. São as leis morais.
São as mesmas para todos os mundos as leis divinas.
Resposta. Devem ser apropriadas à natureza de cada mundo e adequadas ao grau de progresso dos seres que os habitam.

O LIVRO DOS ESPÍRITOS.
ORIGEM E CONHECIMENTO DA LEI NATURAL.

A todos os homens facultou Deus os meios de conhecerem sua lei.
Resposta. Todos podem conhecê-la, mas nem todos a compreendem. Os homens de bem e os que se decidem a investigá-la são os que melhor a compreendem. Todos entretanto a compreenderão um dia pois o progresso é inevitável.
Comentário doutrinário. A justiça das diversas encarnações do homem decorre deste princípio. Em cada nova existência sua inteligência se desenvolve e ele compreende melhor o que é bem e o que é mal. Se tudo se ultimasse numa única existência qual seria a sorte de milhões que morrem na selvageria ou na ignorância sem que deles tenha dependido instruírem-se.
Antes de unir-se ao corpo a alma compreende melhor a lei de Deus do que depois de encarnada.
Resposta. Compreende-a conforme o grau de perfeição atingido e dela guarda a intuição quando unida ao corpo. Os maus instintos porém fazem ordinariamente que o homem a esqueça.

Pergunta complementar. Se o homem traz na consciência a lei de Deus que necessidade havia de revelação.
Resposta. Ele a esquecera e desprezara. Quis então Deus que lhe fosse lembrada.
Síntese doutrinária.
A lei divina ou natural apresenta-se como princípio eterno, imutável e universal. Governa tanto a ordem física quanto a ordem moral. Está inscrita na consciência e manifesta-se progressivamente pelo desenvolvimento intelectual e ético do Espírito através das existências sucessivas. Sua compreensão plena não se esgota numa única vida, mas realiza-se no curso da evolução espiritual. A fidelidade a essa lei constitui a base da verdadeira felicidade e do equilíbrio entre o homem, Deus e a coletividade.
Assim, qualquer manifestação cultural deve ser examinada à luz da intenção, da finalidade e das consequências morais que dela derivam.
Não há, na Doutrina Espírita, prescrição taxativa que proíba ou recomende a participação nas festividades momescas. O princípio Espiritista da liberdade responsável estabelece que "tudo nos é lícito, mas nem tudo nos convém", advertência paulina constante em 1 Coríntios 10:23. A decisão, portanto, é de foro íntimo, sendo cada indivíduo chamado a avaliar a compatibilidade entre suas escolhas e os valores que professa.
No carnaval tradicional, sobretudo nas cidades interioranas, em que famílias inteiras confraternizam, observa-se ambiente de convivência social, música, dança e alegria sem finalidade dissoluta. Quando a diversão é sadia, desprovida de intenções lesivas, não se identifica, do ponto de vista espírita, elemento intrinsecamente pernicioso. A recreação equilibrada pode constituir válvula de distensão emocional, favorecendo a saúde psíquica.
Todavia, a análise ética torna-se mais complexa quando a festividade assume contornos de exacerbação sensorial, erotização ostensiva, abuso de álcool e substâncias psicoativas, além de práticas sexuais irresponsáveis. Nesses contextos, a psicosfera coletiva, conceito recorrente na literatura mediúnica, adquire relevância. Thereza de Brito, por intermédio das faculdades mediúnicas de Raul Teixeira, adverte em "Vereda Familiar", p. 92, que a sintonização psíquica estabelece-se pelo padrão vibratório predominante. Mesmo a boa intenção individual pode tornar-se ineficaz quando imersa em campo energético densificado por interesses materialistas.
A obra "Nas Fronteiras da Loucura", psicografada por Divaldo Franco, sob a autoria espiritual de Manoel Philomeno de Miranda, descreve quadros de intensa interferência espiritual em ambientes de descontrole coletivo. A narrativa apresenta multidões encarnadas e desencarnadas sintonizadas em vibrações de baixo teor moral, favorecendo processos obsessivos e induções psíquicas perturbadoras. O comentário atribuído a Bezerra de Menezes é emblemático ao afirmar que grande parcela da humanidade transita entre o instinto e os pródromos da razão, mais sedenta de sensações do que de emoções superiores.
Do ponto de vista psicológico, a festividade pode funcionar como mecanismo de fuga. Muitos buscam no excesso a anestesia para conflitos íntimos, frustrações afetivas ou vazio existencial. A embriaguez coletiva, longe de resolver tais conflitos, pode intensificá-los, gerando arrependimentos, traumas, doenças e desajustes morais. A Doutrina Espírita ensina que o Espírito progride pelo esforço consciente de autoaperfeiçoamento, não pela evasão temporária das próprias responsabilidades.
É imperioso frisar os dias atuais. A hipersexualização midiática, a mercantilização do corpo, a banalização das relações afetivas e o consumo exacerbado transformaram parte do carnaval em vitrine de estímulos que favorecem a coisificação do ser humano. A exposição constante a tais estímulos influencia a formação moral de crianças e jovens, contribuindo para distorções na compreensão da afetividade, da dignidade e do respeito mútuo. As consequências manifestam-se em estatísticas de violência, gravidez não planejada, doenças sexualmente transmissíveis e conflitos psíquicos que se estendem muito além do período festivo.
Entretanto, não se trata de condenação moralista. A Doutrina Espírita convida à lucidez, não ao julgamento precipitado. Como sintetizou Divaldo Franco em artigo publicado em 12 de fevereiro, o carnaval não é, em si mesmo, fator de degeneração, mas oportunidade para que muitos exponham suas feridas morais. A festa revela o que já se encontra latente na intimidade. O ambiente apenas amplia disposições internas preexistentes.
A ética espírita fundamenta-se na consciência esclarecida. Cada Espírito, em seu estágio evolutivo, escolhe os ambientes com os quais se afina. A responsabilidade é pessoal e intransferível. Participar ou não participar das folias é decisão íntima, cuja avaliação se dará à luz da própria consciência, esse tribunal silencioso onde a lei divina se inscreve.
Concluir, portanto, implica reconhecer que o carnaval pode ser expressão artística legítima, celebração cultural ou campo de desregramento moral, conforme a intenção e o comportamento dos indivíduos. A Doutrina Espírita não impõe proibições exteriores, mas convoca ao autoconhecimento, à vigilância e à elevação dos propósitos.
Ficar em paz com a consciência exige coerência entre valores professados e atitudes assumidas. Onde houver respeito, equilíbrio e dignidade, a alegria não será inimiga da evolução. Onde prevalecer o excesso e a fuga, as consequências ensinarão, pela experiência, as lições que ainda não foram assimiladas.
A verdadeira liberdade não reside na licença irrestrita dos sentidos, mas na capacidade de escolher o bem mesmo quando o mundo oferece o contrário, porque é nessa escolha silenciosa que o Espírito edifica o próprio destino com serenidade e responsabilidade.

Inserida por marcelo_monteiro_4

Ah minha bahia, terra mãe do Brasil
O quão linda você é
terra da boa gente
É a Terra do axé
Terra da cultura
Da arte, do acarajé
Tenho orgulho de ser baiano
Orgulho de ser do Nordeste
De gente arretada
De cabras da peste
Ser baiano é outro nível
É o melhor estado do Brasil
Terra do Caetano
Onde nasceu Gilberto Gil
Aqui a melhor época é fevereiro
carnaval? Melhor não há
Pra sempre eu quero curtir
Com Armandinho, Dodo e Osmar
Povo humilde, alegre e bacana
Que não perde por nada
chiclete com banana
Aqui é terra de gente boa
Aqui é a terra de Jorge Amado
Grande escritor, poeta
Quem nunca ouviu falar de suas obras
Como Tieta, Gabriela, cravo e canela ?
Salvador de belos pontos turísticos
Farol da Barra, pelourinho, elevador Lacerda
Ivete Sangalo ? Quem não conhece ela ?
Baiano é assim
Quem vem de fora
ganha logo a sua fitinha
Do senhor do Bonfim
Em junho ? Pode chamar todo o pessoal
Porque aqui no São João
É outro carnaval
E se o assunto é futebol
Tem o tricolor Bahia
Que tem o vitória como rival
Aqui não é pai, é painho
Aqui não é mãe, é mainha
E a melhor vaquejada ?
Claro, a de serrinha
baiano não fica na rede o dia todo
Muito menos preguiçoso
Baiano é sim trabalhador
Aprende desde de novo
A suas coisas da valor
Terra é bonita, tem suas riquezas
Cheia de chapadas, sertões e litorais
Por isso falar da minha Bahia
Nunca será demais
Quando vim pra cá
Sinta toda essa energia
Que eu vou te esperar de braços abertos
E falar pra você:
Sorria, você estar na BAHIA.

Rio de janeiro
Esse lugar ninguém esquece
Onde tem copacabana e um mar que me enlouquece
E quando chega fevereiro
Prova que Deus é brasileiro
É o espetáculo do carnaval
Me ensinando a ser feliz
É sinfonia de paixão e cor
Abençoado cristo redentor!
Iluminando toda essa cidade
Quem te conhece não quer mais sair
Pois não há melhor lugar pra ir
Se não estou no rio , estou com saudade
O ano inteiro sol é téu
Toda a beleza que nasceu
Rio de janeiro
Você também é meu

Lá fora não chove

Conheço muita gente
E muita gente me conhece
Está feliz e risonho,
e derrepente entristece

Isso não é uma repente
é rima que adoece
Vai do amor da princesa
Até á dor de quem verse

"Mas menino não chora
Engole o choro e sorri
Pra não fazer cara feia
E pros parente engolir"

Olha pro céu meu amor
No chão o meu coração
Nessa dança de palavras
Quem quebrou seu coração?

Um velho sofá, uma ilusão...
ou uma nova forma de amar?

Esse sofá tem muitas histórias,
Lembro do dia que seu desejo me prendeu,
E meu coração pela primeira vez se estremeceu.

Minha alma parecia estar no desfile de uma escola de samba... estava pela primeira vez alegórica... seria um sonho ou uma noite eufórica?

Oh fevereiro, anda devagar, ainda não me decidi se eu corro ou se devo me entregar. O medo me domina, e a alma tem medo de se magoar.

Minha alma implora por presença, mas o medo clama por ausência.

Esqueci apenas de uma coisa, não conhecia
Um encontro de almas, e nele aprederia que não existe espaço ou calma.

De repente, o som dos bloquinhos de rua não mais tinham melodia, e o carnaval gritava: ei, vem pra rua, estou aqui.. que heresia.

A alma simplismente se envolvia, em um encontro desconhecido com o que me consumia.

O toque dos teus labios no em pescoço, criaram um novo mundo... e no meu coração um alvoroço. Oh carnaval desculpe, não consigo sair deste abraço, estou presa no tempo-espaço destes braços.

Uma historia ou uma estória? Posso eu me permitir aceitar essa alforria que enaltece a minha alma? Ou peço pro meu coração ignorar, e dizer: ei, calma.

Esse sofá tem muitas histórias... com certeza nele vivi a mais bela de todas as minhas memórias.

Imperatriz da Hipocrisia

Mais um ano, mais um bloco
quanta alegoria, ninguém vê
a pobreza em volta da avenida
pessoas de mascaras enfeitadas de plumas
se escondem dos problemas da massa.

Massa que tem mania de riqueza
e o pobre que ainda não vê
continua na pobreza
tudo isso por causa da maldade dessa gente
que só mente e não sente
e faz de conta que a gente não é gente.

José Luiz Lourenço, o Mestre Conga, é um dos dez filhos do lavrador e sanfoneiro Luiz Balduino Gonzaga e Dona Cacilda Lourenço. Nasceu em 2 de fevereiro de 1927, na cidade de Ponte Nova, Zona da Mata Mineira. Mudou-se para Belo Horizonte com 6 anos para morar no bairro Sagrada Família, à época, Vila Brasílina. Desde muito cedo, a forte tradição popular religiosa de Minas aguçou e despertou seu ouvido. Cresceu na congada, usando uniforme branco, enfeitado com fitas coloridas, levando amarrada logo abaixo do joelho uma correia com guizos presos aos tornozelos. É dessa época o apelido, pois o uniforme adornado era motivo de gozação entre os meninos da escola em que estudava o Grupo Escolar Flávio dos Santos. A Congada, o calango, a batucada, o samba rural, todo este rico acervo artístico constituiria, posteriormente, as bases do trabalho musical de mestre Conga. Assim, culturalmente equipado, logo descobriu na dança de salão os primeiros rudimentos que o conduziria ao reduto do samba de Belo Horizonte. Com base adquirida nas cerimônias dedicadas a Nossa Senhora do Rosário e motivado pelo sonho de uma vida melhor, em 1942, com apenas 15 anos, ele passou a freqüentar aulas de dança de salão. Aos 16 anos, com a morte do pai, foi trabalhar numa fábrica de calçados para ajudar no sustento da casa. A partir da proibição de desfiles e manifestações de rua, vigente durante a II Grande Guerra Mundial, os bailes de salão tornaram-se um fenômeno de publico, alcançando grande importância na capital mineira. Um dos mais tradicionais era o Original Clube do Barro Preto - praticamente restrito às classes populares -, um grande reduto de compositores e interpretes, passistas e belas mulatas assanhadas. Sem rodeios, vivo nos gestos, cheio de inventividade e molejo, sempre vestido com terno marrom impecável e um belo par de sapatos de couro com biqueira perfurada, o jovem Conga se tornou uma das figuras mais representativas e festejadas das rodas de samba, destacando-se como passista. Foi desses encontros que, aos 18 anos, pelas mãos de colegas de gafieira, Conga ingressou na bateria da inesquecível escola de samba Surpresa, remanescente da Pedreira Unida (Pedreira Prado Lopes), fundada em 1938 por Popó e Xuxu - Mário Januário da Silva e Jose Dionísio de Oliveira. Em 1946, aceitou o convite do maioral Ildeu Amario, o compadre Dórico, para dirigir a Remodelação da Floresta, uma dissidência da então escola de samba Unidos da Floresta. O reconhecimento oficial de seu trabalho deu-se em 1948, quando ganhou o título de ‘’Cidadão do Samba’’, eleito em concurso promovido pelos Diários Associados, de Assis Chateaubriand.
Conhecedor das formas antigas do samba, sobretudo no plano rítmico, o experiente batuqueiro sempre afirmou a si próprio que um dia montaria uma escola de samba. Toda aquela expectativa valeu a pena, pois, em 5 de dezembro de 1950, fundou o Grêmio Recreativo Escola de Samba Inconfidência Mineira, juntamente com Oscar Balduino (Kalu), Alírio de Paula, José Alvino, José Ferreira (Zé Preto), José Felipe dos Reis (Filipinho), Silvio e Luiz Porciano, Dona Olga, Eunice Felipe, Amintas Natalino e Madalena, além de Dona Lourdes Maria de Souza (Lourdes Bocão). A escola fez sua estréia em janeiro de 1951, participando das Batalhas do Galo, em que era eleita a rainha do samba com duas grã-duquesas, e a grande Batalha Real, que marcava o encerramento oficial do Carnaval. Em 1952, após conviver com cariocas, fazendo figuração para o filme ‘’Alvorada de Glória’’, de Gino Palmizzano (com José de Arimatéia e Henriette Morineau), Conga mudou-se para o Rio de Janeiro, onde fixaria residência até 1954. Durante a temporada na cidade exerceu diversas funções dentre as quais a de sapateiro e de vez em quando descolava um bico no teatro amador de Solano Trindade, chamado ‘’teatro de Arte Popular’’. Conga freqüentou a noite carioca, deslumbrou-se com tudo à sua volta. Nessa ocasião, teve oportunidade de apreciar bem de perto um desfile carnavalesco. O acontecimento cintilou na cabeça; Conga percebeu que as escolas de Belo Horizonte precisavam firmar uma unidade temática - o samba de enredo era cantado às carreiras, ou seja, uma turma cantava um verso improvisado (uma quadra ou um dístico), e a outra respondia. Enfrentando incontáveis dificuldades, mas capaz de influenciar as pessoas com a força de sua argumentação simples e direta, ao retornar a Belo Horizonte no final de 1954, organizou a primeira ala de compositores de escola de samba da capital Mineira. Na noite de 14 de fevereiro de 1955, colocou na avenida Afonso Pena o primeiro samba-enredo inteiro, desfilando com vários carros alegóricos e tema inspirado em Tiradentes. A saída se deu com mais de meia hora de atraso, mas assim que o tamborim começou a soar, foi um frenesi. Na história do samba e do carnaval belo-horizontino, mestre Conga teve inúmeras facetas.

⁠Meu Brasil de Orixás

Levanta poeira
Gira roda gira,
Gira roda baiana
Verde e branco na avenida.

Vem meu amor,
Esse enredo é todo presente.
Os deuses ficam contentes
Com esse luau de esplendor.

Todos os diabos estão soltos,
Loucura é sinônimo de paixão,
Nanã é deusa da chuva,
Xangô é deus do trovão.

Omulu, o rei dos cemitérios
É a força da transformação,
Dono da vida e da morte
Me dê paz nesta vida de ilusão.

Quero ter o seu amor,
A magia começou.
No terreiro sou a gira,
Sou a raça multicor.

A caça é o vício de Oxossi,
É deus dos caçadores,
Protege a natureza generosa,
Aumenta a fartura de amores.

E por falar em amores,
Iansã se apaixonou por Xangô.
Sensualíssima e fogosa,
É tormento na avenida, Vem Quem Quer!

Vem quem quer meu pai Obá,
Vem girar ô mãe Nagô,
Quero ver você suar
Esse corpo de Oxalá.

Um Quinto de Cinzas


Notas que caem do firmamento argento
Fluido, tônico a uma simples ideia
Cores em ferro, em cinza ou chumbo
Que sugerem uma premissa em lamento

Finda festa da carne de carnes alheias
Cinzas nas portas dos beatos
Verde, terra, branco, mulato
Entornam o mesmo vermelho na via das veias

E no esplendor de uma arisca aurora
Pássaros brincam em seu carnaval sem fim
Sanhaço, garças, canários, corrupião
Desdenham a cinza e furtam cores em si

Na longa estrada até a cidade do senhor do bom fim
Almejo um hiato, uma pausa, um contrato
Com um silêncio de uma pausa geral
Em muitos compassos

Agradeço aos sentidos que me agraciam
Agradeço pelo chumbo, pelo ferro do horizonte
Agradeço pela finda festa de carnes e intrigas pueris
Agradeço à vida pela estrada do sem fim reticente
Agradeço pela festa dos pássaros no horizonte da alvorada em movimento.

Agradeço pelo amor cheio de firmamento

Luciano Calazans. 20/08/2017

Inserida por Maestroazul

Da própria desgraça...
O povo faz graça...
Esconde seu rosto ...
Atrás de uma máscara...

É Pierrot... é Colombina...
Melindrosa na esquina...
Vestindo a alma sorrateira...
Tudo se acaba na quarta-feira...
Mesmo que ainda não queira...

Vestidos coloridos...
Corpos retorcidos...
Ao som de músicas alegres...
Copos cheios...
Desejos...

Um brilho se faz...
Contumaz...
Nosso verdadeiro desponta...
Na cabeça que gira...
Na alma vazia...
No corpo que clama...
Da sofreguidão a chama...

Nessa hora tudo é querer...
Mesmo sem poder...
É lícito...
Será que me convém um gemido?

Façamos de conta que tudo vai bem...
Seus confetes e minhas purpurinas...
O quarto não tem paredes...
A cama lama...
Sem carência de malícia...
Aonde deixei minhas plumas?

Tanto tempo no vai e vem...
Que continuo à deriva...
Subindo e descendo...
Já não sou nada...
Já não sou ninguém...

Breve, forte, verdadeiro...
Amor de tempestade...
Foi consumado...
Trouxe felicidade...

#É #carnaval...
Não me leve a mal...

Sandro Paschoal Nogueira