Textos Arte
Reciclagem como potência de vida no mundo e nas relações.
Pensando em como poderia diminuir os materiais que seriam jogados fora, resolvi pegar madeira em locais específicos. Lidar com esse tipo de material dá mais trabalho, mas é muito gratificante ver a arte pronta num suporte que foi ou seria descartado. Isso me levou a refletir sobre como lidamos com nossas relações com as pessoas e com o mundo no qual estamos inseridos. Estamos na era da tecnologia, o que dá a praticidade de resolvermos muitas coisas num clique. Porém, sabemos que nem tudo pode ou deve ser resolvido dessa maneira. A madeira foi arrancada de suas terras para nos servir em nossas vidas domésticas e profissionais, nada mais justo que darmos cuidado, carinho, vida nova e beleza a essa maravilha. Quando a madeira chega aqui, ela é limpa, tratada com produtos, lixada, limpa novamente, passa por aplicação de base acrílica e só então a pintura. Vê-se que a arte acontece desde a limpeza. Há um intervalo de tempo entre essas ações. Perceberam o cuidado? As relações se dão da mesma maneira, é preciso tempo para compreensão, cuidado, criatividade e amor. Não adianta, a forma como nos relacionamos com as coisas, diz muito sobre nós e, principalmente, em como nos comportamos diante daquilo que "não nos serve mais".
A estrutura da decisão.
Uma decisão só deve ser vista como decisão quando tomada, primeiramente, dentro de nós, caso contrário não irá se sustentar quando colocada "à prova de público". Perdemos nossa credibilidade e tudo aquilo que viria através dessa decisão, talvez não aconteça. Não por "olho gordo" ou algo do tipo, mas por falta de postura diante daquilo que se quer pra vida. E não que a opinião do outro sobre nós e sobre nossas decisões seja importante, mas quando vamos em direção ao que o outro pensa, fala, quer e nos deixamos levar, saímos do lugar que deveríamos estar quando decidimos por algo. Pode não ser simples, mas necessário. Afinal, o que é mais importante, o que se quer pra vida ou o que se quer pra um momento? Usemos uma balança para medirmos se o que teremos com tal atitude nos leva pra perto daquilo que queremos pra vida ou nos distancia... A questão vai ainda mais longe... Quando movidos por amor, não temos outro desejo a não ser ir em direção daquilo que o amor movimenta em nós, ou seja, se queremos e fazemos algo que nos distancia, é hora de nos perguntarmos se tal decisão foi tomada por amor... se o que nos movimenta é amor... se o que nutrimos é amor... Dessa forma podemos observar que nunca teve ou tem a ver com o que o outro pensa sobre nós, mas em qual base foi estruturada nossas decisões.
La noire, assim seja o despido céus.
Com sorte de nenhuma mágoa
Que surge sobre os desatentos mirantes
O lampejar dos astros é perdurável.
La noire, que enfeitiça quem te olha.
Com teus infinitos vigilantes
Que no teu intimo orbitam.
Perpetuam por olhares extasiados
La noire, faz da noite, tua arte.
desliza etéreo o visgo
camada a camada
desnuda
fulgura o espelho da vida
derrama em doce ventura
cristal se faz melodia
na pluma do intenso querer
as vestes que antes cobria
revelam a cor do prazer
o toque suave dos lábios
serenos, intensos, lavanda
pregada no céu de outros braços
a língua desvenda segredos
e no dedilhar desse espaço
entrego-me livre dos medos.
Um espelho não guarda as coisas refletidas...
E o meu destino é seguir...
Seguir atrás de meus sonhos...
Que se escondem no horizonte...
Aonde a mais bela estrela brilha...
Caminhar nas madrugadas...
Somente eu e a lua...
Platinando minha estrada...
Ouvir o silêncio de minha alma...
Chorar e sorrir...
Viver o que Deus me permitir...
Este é o meu destino: amar sem conta...
Despir-me do que aprendi...
Esquecer o anjo caído que me tornei...
Perfurmar-me como as flores...
Só assim...
Plenamente viverei...
É chegado o tempo de minha travessia...
Esquecer os caminhos...
Que sempre me levaram aos mesmos lugares...
Quero ter mais uma chance...
De ser feliz...
De amar...
E se eu voltar a errar...
Vou compreender que faz parte...
Viver é uma arte...
Sandro Paschoal Nogueira
Anos e anos indo e vindo.. entre poemas, escritos e encenações artísticas.. as vezes aceitas, as vezes recusadas por falta de tempo..
Entreguei-me a arte, como um pacto.
Hoje sou da arte, e sinto pertencer à ela.
E a cada vez que me sinto perdida, me encontro (e reencontro) também dentro dela..
Os 4 hábitos dos artistas de sucesso
1° Sempre buscam aprimoramento das suas habilidades.
Os artistas que exploram ao máximo de seus dons, sem aprimoramentos, vão durar pouco no mercado. Por tanto, se você deseja se tornar um artista de sucesso, busque o aprimoramento de seus talentos constantemente.
2° Entendem muito bem do mercado em que atuam. São verdadeiros experts do assunto, sabem tudo que acontece em seus nichos e são atualizados com a tecnologia.
3° Multiplas fontes de renda.
Constroem outras maneiras de faturamento além da música. Desperte o empreendedor que existe em você!
4° Sabem administar o sucesso.
Tem artista que até vai chegar ao sucesso, mas, infelizmente não estão preparados para ele. Quando não estamos preparados para o sucesso; ele se vai. O sucesso é complexo, ele não tolera a incompetência, então, esteja preparado quando o seu sucesso chegar.
Todos nós almejamos o Sucesso, mas, realmente nos preparamos para ele?
Estude a vida dos artistas bem sucedidos, você notará que todos têm algumas qualidades em comum: sempre estão em constante aprimoramento, são verdadeiros experts de seus mercados, quando a grana entra, em vez de esbanja-la, investem em outros ramos e sabem administrar o poder que vem junto com o sucesso.
Nunca vi Fernanda Montenegro, torres, Vagner Moura, Alice Braga ou Maria Fernanda Cândido divulgando a construção da nova mansão ou ostentando algo adquirido por altos valores. (Poderiam, más não fazem!)
Porém através deles, vejo o empenho e dedicação de artistas reais. Com talento real, que querem mostrar para o mundo que temos artistas conscientes que querem realmente serem artistas e mostrar que a arte é o que é. Através de quem realmente faz arte, pelo amor a arte e pelo que significa.
Enlutado
No alvoroço da vida corrida ao anoitecer encontrei a minha mente apimentada no mundo dos sonhos.
Vasculhando entre alguns recortes e escritos de gaveta vi nascer com uma alegria imensa mais uma poesia complexa, inteira e ainda vos digo ademais, nascia ali mais um fenômeno da arte escrita no detalhe.
Até que eu acordei as pressas além de muito assustado com os latidos ofegantes da gangue dos cachorros caramelos em frente o portão da minha casa, isso me tirou metade do brio da poesia que estava por emergir, logo a outra metade da surreal poesia perdi no momento pelo qual fui lavar o rosto e beber água para tentar controlar as emoções e recuperar o raciocínio de tanto valor.
Além disso, foi uma pena perceber que havia perdido mais uma arte rara da escrita para o meu próprio subconsciente.
Enlutado como uma múmia voltei a dormir no desejo talvez de reencontrar os caminhos daquela tão sonhada poesia.
19 de Agosto
Dia mundial da Fotografia
Um segundo
Um piscar de olhos
Um suspiro
Um instante
Um socorro
Um abraço
Um sucesso
Um afago
um sorriso
Ou aquilo
Com você
Sem você
Todos nós
Sem os pais
Com as crianças
Meu cachorro
Uma flor
O por do sol
A praia
O silêncio
O que eu não vi ,
Mas a luz fez o caminho certo até aqui.
Mas hoje revejo e vejo a memória que enche os meus olhos de sentido.
Cecilia Payne:
A Mulher que Revelou a Essência do Universo.
A maior parte de nós aprendeu, nos bancos escolares, que Newton descobriu a gravidade, que Darwin explicou a evolução e que Einstein nos revelou a relatividade do tempo.
Mas, ao abrirmos um manual científico e lermos que o elemento mais abundante do universo é o hidrogênio, raramente surge a pergunta essencial: quem descobriu isso?
Não foi Newton.
Não foi Darwin.
Nem Einstein.
Foi uma mulher.
Foi Cecilia Payne.
Nascida em 1900, Cecilia enfrentou, desde a juventude, o peso de um mundo que ainda negava às mulheres o direito de transpor as fronteiras do saber.
Sua mãe, presa a convenções da época, recusou-se a custear sua formação universitária.
Cecilia, no entanto, não se deixou deter: conquistou uma bolsa e ingressou em Cambridge, onde brilhou pela genialidade e pela firmeza de propósito.
Concluiu seus estudos com distinção, mas Cambridge — fiel ao conservadorismo de então não concedia diplomas a mulheres. Simplesmente as excluía do reconhecimento oficial.
Sem se resignar, Cecilia atravessou o Atlântico e foi para Harvard, onde se tornaria a primeira pessoa, homem ou mulher, a obter um doutorado em Astronomia pela Faculdade Radcliffe, instituição associada à universidade.
Sua tese, intitulada “Stellar Atmospheres”, foi descrita pelo eminente astrônomo Otto Struve como
“A tese de doutoramento mais brilhante já escrita em astronomia.”
E não era exagero.
Cecilia Payne desvendou o segredo da composição do universo: demonstrou que o Sol e, portanto, a maioria das estrelas é constituído quase inteiramente de hidrogênio e hélio.
Ela foi a primeira a enxergar o que ninguém antes percebera.
No entanto, o conservadorismo acadêmico mostrou novamente o seu rosto.
Henry Norris Russell, seu colega e referência da época, a dissuadiu de publicar suas conclusões.
Anos depois, ele mesmo apresentou as ideias como suas e a história, como tantas vezes fez com as mulheres, atribuiu-lhe o mérito.
Ainda assim, os alicerces da astrofísica moderna repousam sobre o trabalho de Cecilia Payne.
Todos os estudos posteriores sobre as estrelas, suas temperaturas, luminosidades e composições, partem das bases que ela estabeleceu.
E, paradoxalmente, os obituários omitiram sua maior conquista.
Ela não teve monumentos erguidos em sua memória.
Não foi celebrada nas praças da ciência.
Mas deixou marcas que nem o silêncio da história pôde apagar.
Cecilia Payne tornou-se a primeira mulher professora titular de Harvard, abrindo caminhos para outras mentes brilhantes que, como ela, ousaram pensar além das fronteiras impostas.
Ela descobriu do que o universo é feito e, ironicamente, quase ninguém sabe o seu nome.
“As estrelas podem não falar, mas Cecilia as fez confessar o seu segredo.”
Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .
Quando Vincent Van Gogh deixou este mundo em 1890, considerava-se um fracasso. Vendera apenas três quadros em toda a sua vida e o mundo via-o como um perdedor sem talento.
Mas a sua cunhada, Johanna Van Gogh, recusou-se a deixar o seu trabalho desaparecer.
Primeiro perdeu o marido Theo, o único que acreditou em Vincent. Viúva e com um filho pequeno herdou 400 quadros de um artista desconhecido e um apartamento em Paris. O que é que ela fez? Vendeu tudo e apostou no Van Gogh.
Transformou sua casa em uma pensão para sobreviver, mas no seu tempo livre escreveu cartas, organizou exposições e publicou a correspondência entre Vincent e Theo.
Em 1905, conseguiu o impensável: organizou uma grande exposição de Van Gogh em Amsterdã. O mundo finalmente viu o que Vincent deixou para trás.
Se hoje conhecemos Van Gogh, é graças a uma mulher que se recusou a esquecer.
As Cores do Médio Vale do Itajaí
Da paleta de artista
da minha Mãe
a poesia visual aqui
em Rodeio se cria
com as belas cores
do Médio Vale do Itajaí.
Pincéis da minha Mãe
que criam e recriam
paisagens daqui,
paisagens bucólicas
próximas e distantes,
Saem deste pincéis
também mares
desertos e montanhas.
Da paleta de artista
e dos pincéis da minha Mãe
saem as cores deste
nosso mundo azul e colorido,
e toda a vontade de viajar
sem deixar este lindo lugar.
Com muita naturalidade, a tua sedução desabrocha intensamente como uma linda flor vermelha, usando a tua sensualidade espontânea, que fica exposta com um destaque demasiado, uma pintura atraente, textura suave, curvas formosas, coração quente,
Uma paixão em chamas, que resplandece neste teu olhar confiante, um charme evidente, emocionante, através da tua desenvoltura, alguns desejos picantes, pequenas amostras do que penso que existe na tua mente,um reflexo do teu atrevimento,
Um êxtase constante que começa a partir de certos pensamentos, da tua grande vontade de desfrutar cada instante de interações intimamente agradáveis, daquelas que deixam ofegantes, os batimentos acelerados, breves diálogos marcantes, corpos bem suados,
Por consequência, entre outras particulares, és um tipo de arte bela e provocante, inspiração e essência, um banquete ao imaginário, uma rosa acompanhada de lindas pernas, um belo quadro em movimento,um fervor incansável,
A consciência de que não merece menos do que um prazer memorável, um amor que seja sincero, um zelo que não precisa ser cobrado, beijos profundos, abraços acalorados, seguros, falas e atos compatíveis, que faça diferença de fato no seu mundo.
Existe um grande equivoco quando se acha que a avançada tecnologia vem se tornando uma grande concorrente da arte. Pois assim parece ser enquanto imagem mas entorno da invenção, imperfeição e criação da obra de arte, nada artificialmente substitui ainda a superatividade e a inteligencia emocional do pensamento ideia e visão do artista, que é e será por muito tempo ainda seu tradicional protagonista..
A produção artística quando passa a ser um veículo no processo de propaganda de um governo autoritário ou de um mercado mercantilista, deixa de ser verdadeiramente arte e uma genuína expressão da cultura de um tempo ou povo. A partir de então deve sim ser encarada como publicidade nefasta manipulada que se utiliza de forma espúria do universo sagrado das formas, das proporções, dos movimentos e das cores.
Na verdadeira arte contemporânea dos séculos XX e XXI a função da arte não é só estética, é sim um canal livre de linguagem contra toda arbitrariedade, um instrumento propagador de novas ideias e um contra fluxo trans da mesmice pasteurizada imposta ao mundo dito civilizado pela nociva globalização.
Obras de arte de qualidade e objetos históricos geralmente não passam pelas galerias de arte e loja de antiguidades. Afinal o que é raro, muito bom, de grande valor histórico e especial, não tem preço convidativo para que o comerciante possa adquirir e revender. Sendo assim, geralmente os acervos a venda são de obras de fáceis reposições, quase que comuns e adquiridas por preços e valores bem abaixo que os praticados pelo mercado. Outro detalhe importante a saber é que nem toda galeria de arte e loja de antiguidades, é gerenciado e avalizado por um tradicional marchand ou antiquário, pois a exigência e a legislação comercial nacional assim não obriga e não condiz. Sendo assim é imperativo buscar uma consultoria profissional tradicional especializada antes de qualquer incursão financeira com responsabilidade no mercado de arte no Brasil.
O que o mercado de arte no Brasil ainda não entendeu, é que estamos no seculo XXI, e não existe mais mercado totalmente isolado. Sendo assim, o mercado de arte verdadeiro, tem que ter seu entrelaçar com a educação, com as prestações de serviços especializadas para o próprio mercado, com a arte e a cultura, com as novas tecnologias, com a identidade cultural nacional e sobretudo com a nossa gigantesca diversidade. Sem estes enlaces é um mercado fadado a obscuridade dentro de pouquíssimo tempo por não estar engajado as novas perspectivas econômicas, politicas, sociais e educacionais da contemporaneidade.
A boa obra de arte que acompanhe o movimento artístico de seu tempo tem sempre uma cotação internacional de referencia mas uma obra prima de um importante artista e a obra de arte histórica de um povo tem mais que qualquer preço, pois trata se de um bem com inestimável valor patrimonial de uma cultura.
