Texto sobre Tristeza de Mario Quintana
Ele não teria outra solução, outro caminho. Ele não é feliz, pelo menos não sabe que não é. Ele simplesmente acha que está tomando as decisões certas enquanto sobe em um monte que simplesmente após uma tempestade vai ser do tamanho de sua queda. Ele não sabe, ele não vive, ele simplesmente se engana, se distraí, se atraí e se apaixona por alguém que sempre lhe abandona.
Quão triste é, quando nossas almas cansadas e solitárias nos deprimem, fazendo com que, nós sábios, levantem as mãos para o céu, na esperança de ser importante para alguém. Em algum momento, você quer apontar para as estrelas, ai você percebe que nem todos se importam, pois em vez de olharem para as estrelas, olham para os dedos.
Triste mesmo é quando queremos que as coisas acontecem do jeito que a gente quer e elas não acontecem. Triste é quando vemos uma pessoa escapando de nós e a nossa maior vontade é de amarrar aquela pessoa em um quarto e fazer com que ela fique sempre alí. Triste é quando gostamos muito de alguém e aquela pessoa simplesmente não gosta da gente tanto assim.
Eu queria ser realmente importante pra alguém. Eu queria marcar a vida de alguém. Eu queria ter um lugar no mundo e não passar despercebida. Mas eu sou só uma sombra ocupando espaço na atmosfera. Não faço nada certo nunca, só vou somando erros e consequências. Eu não sou nada. Pra quê eu vim??
A alma de quem aprecia se entristece quando assiste a flor mais bela do jardim sendo tomada e não regada, sendo tomada e não priorizada, enquanto quem sempre cuidou a observa de longe sendo iludida em troca de gotas de água dentro de uma estufa, quando se tinha toda chuva do céu próxima a ela...
Meu coração não é teimoso ao ponto de ser transgredido, sendo deixado de lado por um falso amor, um ego displicente e sem sabedoria, a forma que fui descartado, deixado e incompreendido por quem eu mais confiei e doei meus sentimentos é a maior de todas decepções, a vida é um trampolim, e eu irei saltar mais alto sem um peso morto em minha consciência.
Que a criança interior não se perca, que venha a ficar no máximo adormecida, sendo uma forte evidência de amor próprio, uma representação de uma preciosa fase que não volta, sua existência é imprescindível para que a pressão da vida adulta não prevaleça, tirando o senso de humor, favorecendo a tristeza, tirando uma parte significante do sabor que tem a simplicidade, a graça dos momentos bobos, despreocupados, o brilho dilatado dos olhos, o frescor da felicidade, algo muito indesejável, decerto, ela não pode aparecer o tempo todo, entretanto, sua importância é inegável, deve despertar e se divertir sempre que for possível, pois, certamente, a sua ausência um dia será notada, precisa ser guardada com afinco num lindo lugar, reservado na alma.
Às vezes, ela se abriga num mundo criado por ela mesma, onde a sua paz é expressiva, tendo em vista que lá priva-se de tudo aquilo que lhe traz tristeza, fica à vontade, pode agir como uma brisa suave ou semelhante a uma chama acesa, portanto, um lugar revestido da verdade que faz o que é falso cair por terra.
Com a sua inevitável partida, parte do meu amor por ti foi transformado em saudades, cada ocasião se tornou mais significativa, ganhei uma grande razão para não perder a coragem de viver uma vida alegre, emocionante, simples, intensa, apesar das adversidades, a felicidade sobressaindo a tristeza, usufruindo e amando de verdade os valiosos instantes e as pessoas queridas, assim, se Deus quiser, seguirei em frente, feliz, sendo a tua continuidade, a concretização dos teus sonhos, daqueles que sonhaste para mim, errando, corrigindo, aprendendo, construindo, perdendo, mas nunca desistindo, Deus conduzindo tudo e de algum jeito, sei que continuarás comigo.
Desfilaram neste carnaval com todo o seu colorido, mas sem maquiagens. Com seus tiques. Na passarela cristalina da via pública. Na ribalta das ruas, o grande karaoke das cidades. Parece estarmos vendo o reclame do circo na nossa infância já tão longe, quando os palhaços, saltitando pelas delegacias, interrogavam as crianças com roupas espetaculares. Hoje tem espetáculo? Tem sim senhor... Nossas ruas mal cuidadas e nossas praças irreverentemente autografadas com pardais. Há reis e rainhas corruptos neste carnaval. Há também, para termos os reis e as rainhas, peões; Peões lavrados em marfim, como num bizantino tabuleiro de xadrez. Mas, por trás das fantasias da ala dos peões, parecidas com peças de marfim, o que se vê são peças como se fora barro bíblico da criação, a fim de plasmar calungas para promover um desfile para a posteridade. A "paradinha" da bateria para o povo, ora a alegrar, chegou triste, sem cobrar aplausos dos espectadores.
Solidão; barco vazio que passa estacionado. Sozinho à espera de... Com sentido e sem ninguém. Solidão. Vida lenta. Vive mais tempo e devagar. Finais de semana longos como semanas.Televisão; lê; escreve; acesso à rede. Não é orgulho. Razão interior. Consciência. Não se vende. Pode se render. Se rende.Peso da dor. Tombou. Caiu no chão. Não levantou. Acordou. Ali, a pedra. Peso. Saiu dali. Rastejou. Passado. Presente na lembrança. Fora do futuro. Solidão.
Vem-me, às vezes, um sonho fugitivo e estranho ao pensamento perturbado; Sonho sem medo as sombras do passado, e o futuro me torna pensativo. Por que me faço ao riso alheio esquivo? De onde me vem este ar desalentado? Este fundo pesar inexplicado, esta grande tristeza sem motivo? Não sei... A mágoa obscura que me invade talvez seja somente uma saudade que o mundo vil não pode compreender... Saudade de outra gente e de outra vida, que inda vibra e palpita, dolorida, na imperfeição do meu ser
Sentado aqui na minha varanda, sozinho, olhando as luzes de tantas janelas em tantos prédios, e já na segunda taça de vinho, penso que a felicidade é uma palavra de difícil qualificação Comparada com uma cor, certamente teria várias nuanças. Pode significar o estado de um ser ditoso, contente, alegre, de sorte, enfim, um indivíduo satisfeito com a vida por vários motivos. E, nesta variedade de motivos, cabem várias reflexões. Sem dúvida, a felicidade é um estado de espírito e, por isso, muito pessoal e variável. De modo que a razão da felicidade de um, pode ser por outro ângulo, ainda que contrariamente, a razão da felicidade de outro. Exemplo: o portador da boa saúde, forte, belo, econômica e financeiramente bem, é feliz por estas circunstâncias; outro, doente, feio, fraco e pobre, por motivos de crença kardecista, pode se sentir satisfeito e feliz, por admitir pelo que crê, que ao reencarnar ele mesmo escolheu uma vida de sacrifícios, para purgar erros e faltas cometidas em vidas anteriores e, com isso, atingir a perfeição espiritual, para ele mais valiosa que tudo. É feliz por isso. Um outro católico praticamente por viver bem e agraciado por pedir e receber dádivas celestiais que lhe são proporcionadas por seu deus e seus santos de devoção, vive deitado no armarinho da gratidão e felicidade; outro, da mesma crença, levando vida de cão, sofrendo agruras; julga-se, também, conformado e feliz por considerar que tudo que sofre é um desígnio da divina providência e como tal deve entender como justo e aceita conformado e até agradecido. É feliz também a seu modo. Em outras palavras, o que é ótimo para uns pode ser ainda que em sentido completamente oposto, também aceitável para outro. Uma espécie de felicidade pelo avesso. O interessante é que este estado de espírito pode ser sentido, em certas circunstâncias, por uma coletividade inteira, ora sob o aspecto positivo, ora sob o aspecto negativo. Assim, a chuva diluvial que atingiu inúmeras vezes o Rio de Janeiro e, principalmente a Região Serrana, destruindo barracos nos morros e atingindo, também bairros elegantes da zona sul do rio; essa chuva que levou um prefeito a apelar para oração para que não mais chovesse, pois não tinha meios para socorrer os desabrigados, é, sob outro aspecto, a mesma chuva salvadora de vidas em todo o Rio, que poderá salvar os reservatórios, mais uma vez que, sob um terceiro aspecto, vivemos há décadas dos eternos políticos que assentam as nádegas nas cadeiras do congresso. O furacão que arrasta cidades, derruba torres, afunda barcos e mata muita gente nos EUA, considerado dos mais adiantados locais de progresso do mundo é o mesmo vento forte que no Saara, com o nome de Simum, refresca a atmosfera tórrida do Norte da África, estendendo sopro quente através do Mediterrâneo, temperando o clima de todo sul da Europa, considerado o ideal para o turismo da região. Como se vê, a felicidade não é facilmente definível. Tudo depende das circunstâncias. Enfim, as luzes acesas de cada janela desses prédios, tão distantes, continuam iluminando o que estou vendo agora. Tim Tim.
"Viva onde der e do jeito que der. Não se prenda a marcas, nem a status. Seja você mesmo. Siga você mesmo, ditando o seu próprio rumo. Não deixe ninguém dizer como você deve viver, nem como você deve ser. Não lute contra a sua própria natureza, mas permita que ela te conduza, alie-se a ela. Não se deixe arrastar por nada, nem por ninguém, que não seja sua própria vontade. Nem mesmo é necessário mudar qualquer coisa em você, nem agora, nem nunca. Nem mesmo é preciso que se mude de ideia, nem hoje, nem amanhã. Não permita que o mundo faça de você uma outra coisa que não seja você mesmo."
Diante da falta capacitação de conhecimento, de entendimento e consumo fácil de uma plateia heterogenia para entender o sentido e o objetivo do novo, a nossa esfera criativa atrofia e retrocede a sucessos passados, onde o brilhantismo não corre risco de ser mau interpretado pois recontamos historias felizes com uma nova roupagem de tristeza insólita, que não será percebida e nem terá sentido como tão bem fez por seu exato sentido, da vida no passado.
"Te procurei por tanto tempo, em todos os lugares, em todos os olhares, sorrisos... quando desisti de procurar, de buscar, te encontrei, dentro de mim. Você ultrapassou barreiras do meu coração e o dilacerou sem piedade, foi quando tive certeza que não era apenas uma simples admiração... Eu já te amava sem nem saber o quanto... Por que tinha que ser você? Luciana Morais _ LM.
Lembre-se irmãos que o tempo neste mundo se abrevia, e o que resta é que também nas nossas perturbações seja como se não tivéssemos e nas tristezas, com se não entristecêssemos e se ficarmos tranquilos como se não tivéssemos tranquilos e que se temos o poder para adquirir que nossas atitudes devem ser como se não tivéssemos, por que por um tempo apenas usamos deste mundo, mas com sabedoria usemos, pois o que aparenta este mundo é senão passageiro.
que estranho chega uma fase da vida ,que você já não tem interesse por nada, nada parece que te Anima nada mais faz sentido,não quer sair, conversar,ver família, só quer ficar sozinho no seu canto,parece que não tenho mais vontade de sonhar com nada, tudo parece que perdeu a graça isso é triste.
Gostaria de ser silenciosa, de não dar a mínima pra nada, ser fria... mas creio que isso será possível depois de minha morte. Onde meu coração não baterá mais, onde o sangue não irá correr na veia e o músculo da língua não terá mais força. Que Deus me dê forças, de suportar minha jornada, e viver no meu mundinho sozinha comigo mesmo, talvez seja a companhia que realmente terei retorno e conforto...
Tem dias em que eu me sinto sozinho. Há dias em que me sinto completo. Tem dias em que eu vejo a vida mais bela. Há dias em que eu não quero nem olhar pela janela. Tem dias em que mesmo quando estou acordado parece que estou domindo. Há dias em que estou dormindo e sonho que estou acordado. Tem dias em que tenho tudo e neles não preciso de nada. Há dias em que eu não tenho nada e neles preciso de mais do que tenho. Tem dias em que a alegria está no sorriso. Há dias em que a tristeza me rouba o riso. Tem dias em que eu lembro o passado. Há dias em que eu penso no futuro. Mas em todos os dias a tristeza é passageira. Em todos os dias eu tenho decisão. Em todos os dias eu tenho esperança. Em todos os dias eu tenho alegria. Em todos os dias eu tenho o presente. Em todos os dias eu tenho vida. Em todos os dias eu tenho a mim mesmo.
