Texto Sobre Silêncio
A NOITE
Oh! jornada negra! O silêncio debruçado
Lá fora... um raio rasgando o céu, espia
A minha alma, teimosa, cheia de porfia
Fria, chuva que cai, molhando o cerrado
No horizonte desfalece a luz do fim do dia
No céu tenebrosa, a lua, e o quarto calado
E só, trevoso e largo, o trovão estardalhado
Troando a solidão da chuvosa noite vazia
Devassa... oh! jornada escura de loucura
Que estardalhaça no peito suspiro fundo
E excarcera o medo sem qualquer ternura
Pobre umbroso de arrelia, e moribundo
O sono, pávido e prostrado de amargura
A noite, chuvosa, faz-se lento o segundo.
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2018, 25 de outubro
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Dias cinzentos
Exerço o meu descanso
Liderança do meu silêncio
Vida que passa a correr
Anjo que fez pausa
Voando todos os dias
Deixando a sua marca
Recebendo seus recados
Tentando entregar milhões de pedidos
Aqui fecho os olhos e recarrego as baterias
Deixando a noite se envolver e sentir o seu frio me trespassando
Assim irei aglomerando o meu viver
Assim respiro....
(Adonis silva)10-2018)®
Sobrevivendo no Silêncio
Dentro do meu quarto eu choro
Sozinho triste e abandonado
Para você eu imploro
Ajude esse coração apaixonado
Queria ter você ao meu lado
Acordar todos os dias e te ver
Mais vivo sozinho largado
Sem um Amor que sempre quis ter
Cada dia que passa sofro mais
É uma angústia, uma dor
Não sei mais o que fazer
Preciso do seu Amor
Você me pede tempo
Tento viver esperando
Quero chorar todos os dias
Sinto o sofrimento aumentando
Volte para mim eu te imploro
Sem você já não sei viver
Por você eu faço tudo que eu posso
Faço tudo para te ter
Reticentes
-Dois pontos, travessão,
Mas o silêncio era completo.
…
-Dois pontos, travessão
Apenas uma reticências
…
Se todos os magos, cartomantes
Se todos os profetas e gênios
Pudessem ouvir aquela profunda
Pausa…
Não saberiam o que passava
Naqueles pequenos olhos
…
Só Deus poderia dar pistas
Mas, Ele também não quis
Guardou o profundo silêncio
Sigiloso daqueles olhos
…
Daqueles que eram profundos
Serenos… Moles… Lentos… Meigos…
….
Escondiam um universo inteiro!
Deixavam-nos navegar em dúvidas
Com medos, receios…
Mas…
…
Antes aquelas pausas profundas
Que uma boca torta que fala besteiras
…
Antes um segredo bem guardado
Que palavras lisonjeiras
…
Antes a morte da voz caduca
Do que a vida da criança boba
Loquaz, matraqueira
…
Antes a paz dos profundos
Silêncios e reticências.
O silêncio
As vezes o silêncio so precisa de um pouco de espaço pra ficar.
As vezes ele só precisa de um pouco da sua atenção para ensinar...
O silêncio e pai da sabedoria, irmão da sensatez, é o único momento onde se pode refletir realmente sobre o que somos, quem somos e o que seremos. As vezes o silêncio esta aqui e voce nem percebe porque ele chega assim, devagar
...devagarinho ele toma conta de voce, e quando voce ver e sómente o silêncio que ira te satisfazer.
SÓ O TEU AMOR 🌹
Só o teu amor que me olha
Em silêncio num verso
Deserto de ti onde perco-me
Encontro-me para inventar-me
Criar-me nas palavras feridas
Escritas numa mortalha
Entre a despedida da morte
Ferida no peito de uma flor
Numa ilusão que paira no ar
Amordaça a imensidão
Tocando o lindo céu
No sonho do tempo
Amantes de afago no infinito
Escrito num velho mundo perdido
Das noites passadas em claro
Sem ti meu amor
Escrevo que vou ao inferno
Não importa onde eu esteja
Ou o que faça, o meu coração é teu
E eu sempre te amarei
Só o teu olhar me salva
Destas trevas cruéis
Pois este é o meu lamento
Numa jornada final em que me ajoelho
Diante de ti meu amor
Lágrimas de mim para ti
Minhas valsas são no
Silêncio das coisas, nós
Movimentos que pausa
Mais continua os ritmos.
Tem sempre um silêncio
Perdido na troca de olhares,
Um mundo sempre pôr traz
Deles, quais são as tua flores.
Rosa sempre vêm comigo e
Agora também dois botões
Consumi meus silêncio de
Barulhos perdidos na ninha
Cuca nuca louca.
A CURA PARA O SILÊNCIO
A conversa se logo dissipa
Os olhares se encontram
E o silêncio é que fica...
Meus lábios logo tremem
E procuram pelos teus
Tua mão sobre meu seio
Atiçando enormes desejos meus
Eu tiro a sua mão
E controlo o incontrolável
Ela desliza suavemente sobre meu corpo
Desce sem pudor sobre o meu vestido
E antes que eu perceba já está em baixo do sedoso tecido...
Sussurro no teu ouvido, um mudo grito cálido
Palavras impróprias, desejos ardentes
Eu já lânguida estremeço
Meu delicado corpo pálido...
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Fome.
Ah, a trégua do meio-dia!
No silêncio pós-prandial
Saciado, nem cachorro latia
Naquele tempo eu cria
Que haveria paz mundial
Se não existisse barriga vazia
Mal sabia
Que a fome
Até a fé me tiraria
Não por mim, eu comia!
Mas por quem não come
Pela criança que nem sei o nome
Pouco importa como se chama
Comia biscoito de barro
Olha que sarro!
Era manteiga com lama.
Dalí pra frente
Era impossível continuar crente
Não importa o quanto argumente
Nada justifica a ação displicente
De dar o corpo e privá-lo do que o sustente
Não é um ato de amor
Definitivamente!
Poderia julgar indiferença
Ou incompetência
Mas, pra não falar em rancor...
...concluo inexistência.
23/09/15
Pra falar de amor...
Eu não entendia o que ouvia
Até você me apresentar a voz do silêncio
Eu não conseguia expressar o que queria
Até você me ensinar a apenas sentir
Eu não conseguia enxergar
Até você me abrir os olhos
E conectar seus olhos nos meus
E num abraço
Seu cheiro no meu
Seu corpo no meu
Seu coração no meu
E tornar-se
Não apenas um, mas dois
Dois corações que se completam
Se complementam
Se apoiam
E voam juntos
Pra qualquer direção.
Sob declínio da vida
o sentimento empobrecido
sombria voz do silencio
me diga o que ouve?
tantas coisas podem ser ouvidas?
tantos desejos podem ser sentido...
dentro de um mundo ausente,
sempre a palavras de amor e rancor,
denoto sua sede num mar atenuante,
todavia sendo a brisa do sentimento
balbucias entre o descrente por amar,
se abandonou em meros momentos...
tenha si com o destino cruel abrasador,
lamurias que são infâmias do caso,
lhe darás a traição intimo estado de silencio,
absoluto ar de um veneno que mata por dentro,
as entranhas se torcem no aspecto do anoitecer
a vida perde o sentido quando se ama para sempre.
por Celso Roberto Nadilo
Triste destino lamurias que calam.
Caminho pela vida como quem pisa em algodão...
Não quero acordar o silêncio que grita.
Prefiro eu, sentir somente a vibração
Vinda do lado de fora...
Poderia eu, tocá-lo, se quisesse, agora;
Mas, não quero.
Permaneço quieta para não acordar o vácuo ao meu redor
Minha cabeça não quer o rufar de nenhum tambor...
Nem o estilhaço luminoso dos fogos de artifícios...
Ou as falas desconexas da multidão ensimesmada
Minha mente, saturada
Reluta em aceitar o que eu não posso mudar.
O que não mudo, permanece a assombrar minh’alma...
Que ainda se contorce em espasmos por um lugar ao sol.
Meio torto o lugar; meio às avessas!
Só um cantinho que abrigue as minhas dores...
Que me devolva às cores;
Que transforme em flores;
Todos os versos que encontrar...
Sem respostas 04
Silêncio da noite
Com o silêncio da noite, tento me expressar através das letras sem rumo e sem um azimute do pensar.
Navego em uma noite deserta da minha mente a deriva, sem o porque de um desejo de te ter, em meus braços sem poder te abraçar, sem poder falar versos em um ouvido sensível em poesia viajar, sem poder te tocar em seus lábios beijar.
Viajo no silêncio da noite e a minha mente letras a vagar em versos diversos a se misturar em uma mente barulhenta de letras a barrar em se.
Tento controlar versos á surgir e não consigo, minha mente viaja em sonhos do desejo de um poeta solitário, a procurar expressões letras repetitivas a formar seu nome, que forma em palafitas do desejo em um deserto de um, sei lá ... (rsm) 12/01/2020
TEU SILÊNCIO
Amo teu silencio de frutas frescas
Assim amo teus lábios roxos das vinhas.
As tuas mãos de luvas bordadas e finas
Amo-as tão pequenas, quase de menina!
Teu silêncio... Esse de paz sepulcral.
Teus lábios, um mel que me alucina
Tuas mãos de luvas bordadas e finas
Em minha pele tu as faz tão divinal!
E então, pobre de mim que sonhei
Pela vida a fora desenhei-te
Para sempre tê-las agora...
Mãos de fadas encantadas, tão pequenas!
Suaves, feito luvas finas, bordadas
Alvas... Ainda sinto o cheiro das açucenas!
Joana de Oviedo
Com o tempo aprendemos que o silencio fala muito, que lagrimas não lava só a face mas a alma , que só sonha quem dorme, realiza quem acredita, que não tem amizade, amores, trabalho, familia perfeito, e que aceita cada um exatamente como são e o segredo do sucesso ou de uma boa convivência, aprendemos com os erros, aprendemos com a observação, aprendemos com os altos e baixos aprendemos a ter gratidão
Gratidão a vida, e toda suas extensão.
Paz
Do meu quarto,
ouço o barulho do metrô;
ouço os carros na avenida.
Agora ouço o silêncio;
ouço os pingos da chuva
que enaltecem o meu descanso.
Daqui, fecho os olhos
e sinto que estou em plena paz.
Respiro,
Adormeço o desespero e a
acalmo o coração;
e os sonhos vêm e abraçam
o meu corpo e fortalecem a minha alma.
Não confundam tristeza com silêncio.
Intensa no sentir... Assim sou.
As vezes é preciso sair de cena.
E escutar meu próprio barulho.
Palavras nem sempre são necessárias.
Quando amo ...Amo intensamente.
Quando sinto... Sinto intensamente.
Quando me entrego... é por completo.
O intenso me surpreende.
E é só assim que sei amar.
DÚBIO (soneto)
Falei tanto de tristura!... de solidão
Silêncio, tortura, nas rimas negaça
Ou ninharia fugaz, que vem e passa
Na brisa breve que veio, duma ilusão
O verdadeiro valor, é cheio de graça
Simplicidade, afago, farto de emoção
Todos lavrados e vindos do coração:
O abraço certeiro, passeio na praça
Falei tanto de melancolia! baixinho
Ou até mesmo em um alto vozeirão
Se bom era poetar somente carinho
E nas tais rimas de delírio e barulho
Só sofreguidão, me fiz pequenininho
Na poesia infeliz, sem amor e orgulho...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
31 de janeiro de 2020 - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
O poeta está ali, no silêncio da madrugada. Enquanto todos repousam, uma imensidão de ideias lhe invade. A imaginação aguçada, sentimentos aflorados. Com ímpeto incontrolável, deseja pôr tudo no papel.
O relógio, que o observava, e vendo que as horas se avançavam, encurvou-se para o escritor e lhe disse:
- O sol já vai despontar. Que tal dormir agora?
- Tudo bem, mas... posso escrever só mais uma?
COMO GOSTO AMAR
Gosto quando as minhas palavras
Se aninham na tua alma em silêncio
Gosto quando as minhas palavras sorriem
Para dentro do teu coração florescendo amor
Gosto de ti como um verso , desses versos
Que se escrevem nos troncos das árvores
Daqueles que ficam eternos sem se conseguir apagar
