Texto para um Amor te Esquecer
Um exemplo de hipocrisia do ser humano é ver um lenhador como malvado e destruidor da natureza...
Mas em sua residência tem uma mesa, porta, janela, escada, carvão para o churrasco, guarda roupas, mdf de artesanato... Quase tudo, madeira!
Derrubar uma árvore de muitos anos de idade, é de apertar o coração!
Mas é necessário essa prática, como garantia de várias rendas de sustento familiar. Desde o lenhador ao marceneiro e o pintor!
BN1996
21/05/2020
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Nasce um menino influenciado pelo som pesado e amargo do blues. Emocionado com as noites felizes que lhe inspiravam uma letra triste.
Este menino procurava nas estrelas um porque de tudo. Com as mãos no bolso e um cigarro na boca ele andava a noite. Com as mesmas sensações e pelos mesmos lugares, talvez fosse outra história, porém ele sabia, que como todas outras, teria o mesmo final.
Meninas novas falando as velhas mentiras que ele amava acreditar. Fazer o que, ele só quer blues e assim entorpecido por aquela sensação perguntava pra noite:
- Por que não deu certo? Talvez eu gostasse dela.
Ele sabia muito bem qual seria a resposta, perguntava mais por deboche da sua própria vida. Sentia-se confortável quando as coisas não estavam indo bem. Pensava e ansiava por um amor correspondido. E no silêncio, repetia pra si mesmo:
- Mas e aquele blues do cara enganado que me emociona, que eu escuto fumando um cigarro e bebendo uma cerveja, será que ele não vai mais falar de mim e eu não vou fumar nem beber por ele?
Ele fazia tudo à sua maneira. Imaginava-se um vira lata na noite, logo ele, que não aconselharia nem um cachorro a segui-lo, mas, sim, virava latas a noite. Com certeza e com cerveja ele se sentia completo, colecionava mágoas durante os dias, para então, bebê-las em um copo gelado a noite. Gelada, loira e amarga como várias garotas que ele conhecera.
As histórias que ele contava eram novas, mas o final era sempre o mesmo e ao menor sinal de que daquela vez seria diferente, fazia de tudo para que fosse igual. Sem muito esforço, notava-se nos seus olhos, quase fechados, e naquele sorriso amargo, que a noite estava boa. Ele só precisava disso, a parte melancólica da noite estava guardada nele e ele sabia disso, mas o brilho ou sereno da noite lhe fazia esquecer. O amargo da cerveja e a fumaça do cigarro lhe fazia bem. O menino boêmio sabia que assim que amanhecesse o sol viria, os amigos iram e a ressaca chegaria.
Com um bom café, um cigarro e o triste silêncio da manhã é chegada a hora de lembrar-se dos problemas e de resolvê-los sem fazer nada, apenas transformar aquele sentimento horrível em uma bela letra, uma bela poesia. O problema deixava de ser visto como problema.
Agora tudo aquilo virou música, virou frase, virou arte. Ele se via como um palco onde muitas pisaram e deixaram lindas apresentações. Onde todas atuaram muito bem.
Todos viram e ele acreditou que o personagem fosse real, afinal, ele era o palco e gostava muito dos ensaios.
Quando ficava sozinho, com a atriz principal, sabia que ela estava ensaiando para outras pessoas, mas mesmo assim só queria que ela fosse bem porque quando ela fosse aplaudida iria dizer:
- Essa é a minha garota, pisou em mim, me deixou ver por baixo do seu vestido e agora aplaudida por todos, ela vai pra longe de mim, essa é a minha garota.
Boêmio, bluseiro, o cara mais fácil da cidade, mas, também, o mais complicado de se entender, mesmo que pra ele aquilo fosse tão simples e tão óbvio.
- Você namora; você é enganado; você se sente mal; você sai; você faz tudo errado e depois, volta pra menina com a boca manchada por alguém que nem te conhece.
- Eu não namoro, eu até sou enganado, sim! Sinto-me mal também, mas eu vou para o bar, bebo o que posso pagar, depois procuro alguém, de preferência que não me conheça pra eu manchar a boca dela, depois, com um sorriso de canto, que é a marca do boêmio, é hora de dizer adeus.
Ele é como um livro de blues andante e sabe qual página ler para qualquer situação, muitas não vão fazer sentido pra vocês, mas acreditem é exatamente o que um boêmio faria naquela situação.
Já se imaginou casado? Perguntei a ele. Animado me disse SIM!! Eu dei uma risada, perguntei o porquê da animação se o blues nada mais é do que um amor não correspondido. Ele me disse:
- Boêmio da noite, meu escritório é no bar, boa noite meu amor, estou indo trabalhar.
Em qualquer realidade ele é blues.
Não deixes Mãe que me fechem os olhos -
Por trás de cada espelho há um olhar
Por trás de cada corpo há uma Alma
Por trás de cada ilusão há um sonho ...
Olha Mãe, quando a morte vier e
virá cedo,
não deixes fecharem-me os olhos
nem porem-me as mãos em cruz
sobre o peito.
Não pode a vida negar-se a quem a
Viveu - obscura - dia-após-dia ...
Quero ir de olhos abertos para a terra
com as mãos livres para os versos ...
Eu sei que hei-de morrer como quem vive!
Não deixes Mãe que me fechem os olhos!
Vazio
Não há nada
Somente vazio
Um copo sem fundo
Um corpo que quer vida
Não há verbos
Para decifrar
A cegueira
De nossos movimentos
Não há dicionário
Para encapar
Os meus,
O seu,
Os nossos
Sentimentos
Não há energia
Nem transcendência do viver
Não há nada
No olhar
Não sobrou coisa nenhuma
Mas há
Você navegando
Em mim.
Livro Pó de Anjo
Autora: Rosana Fleury
Índice Poético
Meu Deus,
Me perdoe
Porque o vinho que bebi em dezenas
Me deu um tapa
E pela madrugada
Em metamorfose
Eu vi o corredor
E entrei nele de cabelos longos
E o dragão que habitava nele
Chamuscou meus fios
E eu
Em transformação
Fui à vidente
Para decifrar as linhas
E ela nada me disse
E virei vatapá
Mistura
E no compasso de tudo
Num vôo sem direção
Eu fiquei envidraçada
E a partir de um todo
A verdade
Se perdeu
Em uma história sem fim,
Dentro de uma taça
Onde escorre a vida
E tudo é
Refluxo
Do que vivemos.
Livro: Não Cortem Meus Cabelos
Autora: Rosana Fleury
Uma mão que pode ser usada para o MAL... Um jeito simples de explicar.....
Não é só questão de limpeza e higienização....
Contra o CORONA VIRUS não é só questão de limpeza, higienização e sim de Assepsia com Álcool em Gel ou líquido 70% e o Lavar as mãos com água e sabão. O que temos que pensar sempre é assim, que todos nós neste momento de pandemia temos DUAS MÃOS BOBAS com PODER de serem usadas para o MAL e nos levar a se contaminar com o COVID 19 e que esta contaminação se dá pelas DUAS MÃOS BOBAS E que SÃO PERIGOSAS que por um descuido de alguém elas acabaram tocando em roupas, papéis, corrimãos, chão, portão e coisas que foram tocados por alguém com o VIRUS e isto irá contaminar a gente se após tocarmos com estas DUAS MÃOS BOBAS na mucosa da boca, mucosa dos olhos, mucosa dos ouvidos . Todas as vezes que esta MÃO BOBA E PERIGOSA entrar em ação< TACA ALCOOL EM GEL NELA, TACA SABÃO NELA antes de tocar no seu ROSTO e se alguém espirrar - USE MÁSCARA para se proteger, pois ele entra por vias respiratória.
Há uma visão dispersa sobre o futuro, as certezas, deram lugar a um novo desconhecido, os sonhos, pararam no tempo e as dúvidas, dificultam nossa visão que não consegue enxergar a luz que mostra uma nova direção e por isso é necessária a escuridão para que possamos encontrar o novo que vem ao nosso encontro.
by/erototildes vittoria
#DORMIR
Coisas mansas como o luar...
Águas de um lago adormecido...
Abandono de um jardim sem flores...
Lamento de uma vida...
Sem amores...
Antes da morte por vir...
Nascendo de vez para a vida...
Deixo os desejos sem rumo...
Me entrego, por completo...
Ao mundo...
No barco sem ninguém...
Anônimo e vazio...
Aonde irei ter?
Tudo passa...passa...
Sem perceber...
Com meus cansados olhos...
Do mesmo modo, a vida é sempre a mesma...
Quero a mim próprio embalar...
Não ver mais nada...
O sono que desce sobre mim...
É o sono de todas as desilusões...
E os anos vão passando...
Deixarei que morra em mim....
Vivendo na sombra de seu encanto...
Porque o melhor enfim...
É não ouvir e nem ver...
Tudo aquilo que um dia...
Deixei de ser para você...
No fim de tudo, dormir...
Para já não mais...
Poder sentir...
Sandro Paschoal Nogueira
Descrição
Eu pus no quarteto a rima
Coloquei no terceto um não
No dueto não havia a razão
Apaguei tudo: debaixo, acima!
Recomecei em mim, outra vez
Quatorze verso é difícil acertar
Nem sempre decassílabos, talvez!
Deixo - os livres sem pestanejar!
Às vezes as tônicas nem soa
Outras vezes leio - as e arrumo,
Os parcos vocábulos que destoa!
Subjugada a desajeitada atenção
Por ventura, arrisco a perder o rumo,
Sem contudo, descrever meu coração!
Nem um algo medonho acontecendo torna as pessoas mais humildes e mais humanas.
É como se houvesse glória no lodo no limo ou na bosta. Lives de artista fúteis que conciliam egoísmo e vícios.
E torcem pro vírus ir embora, mas sua estupidez não.
Acredito agora que sobreviverão mais idiotas egotistas, que gente Humana de fato querendo um mundo menos soberbo...
•Você é MAIS que um padrão
A sociedade quer te “vender “padrões de beleza , como você deve viver e se portar para ser visto como uma pessoa de bem pela sociedade ... porém vocês acreditam mesmo nesses famosos padrões ?!... , quem inventa isso são pessoa vazias... quanta ironia não é verdade eles te vendem os padrões da perfeição ... porém não são perfeitos. E aí te pergunto quem é mais tolo os que “anunciam a venda” desse padrões da perfeição ou o você que acredita neles ?!
Alguém
Teu signo é paixão
Tua personalidade um motivo,
Teus reflexos, consequência da ação,
Tuas ações são a construção de um sorriso.
Ao pulsar de um coração,
E esse amor que viaja nos pensamentos
Uma lágrima que é liberada na emoção,
São lembranças de um doce momento.
Viajar e conhecer comidas,
Um belo lugar para poder lembrar,
Momentos de êxtase de uma vida,
Êxtase, que não me faz desistir de caminhar.
Caminhar nessa estrada da vida,
Construindo uma linda e nova jornada,
Enfrentando subidas e descidas,
De cabeça erguida e sem temer nada.
Grandeza e Fortaleza,
Misturada com doçura e ternura,
Não tem espaço para a fraqueza,
Sempre prezo pela lisura.
Honestidade e fidelidade,
Desejos de paz e de bem,
Caridade e claridade,
Implícita na causa de alguém.
O céu será o limite,
O sucesso será a tentativa,
Uma força que jamais se omite,
E no íntimo, sempre haverá alternativa.
Estórias-VII… Bactérias e vírus… dimenões...
Sempre que sentires um mau odor no ar;
Sentes cheirar químico, ou de bactéria;
A entrar em ti, por essa via aérea;
Que pra viver, tal tens; pra respirar!
Imagina agora o seu tamanhito;
Na maior, ser de quinhentas, menor;*
Que o milímetro, em todo interior;
E a menor vinte mil, menos que um dito!
Imagina agora um, de dez a cem;
Tais vezes, que uma ainda a tal, mais pequeno;
Por ser tal tamanho, o que um vírus tem!...
Daí a nós tão vir, como em tal vem;
No ar que respiramos, com seu veneno;
Infectar-nos, sem poupar a ninguém.
Vamos viver a vida que nos resta;
Sem medos, mas com um bom respeitar;
O tão por nós não visto, que não presta;
Por tão escondido estar, pra nos matar.
Obs.: os vírus representam a maior diversidade biológica do planeta, sendo mais diversos que bactérias, plantas, fungos e animais juntos. (fonte: Wikipédia- vírus)
*de diâmetro.
Com prudência;
há sempre um degrau
entre o que se escreve
e o que se gostaria
de ter escrito
e quando há um poema
inexaurível
desses que nunca mais se pode
parar de ler
que não se pode mais soltar
porque no meio dele há um vórtice
um poço d’água potável
onde se pode nadar muito
em círculos, sem pressa
onde se pode apanhar com as mãos
os peixes intermináveis
não há como não ponderar
sobre qual seria o verdadeiro poema
aquele outro ainda maior
mais robusto
que alguém tentou escrever
um cavalo pode mudar o curso
de um poema
é preciso não temê-lo
os saltos, os espaços vazios
de como se arranjam entre si
de como, sem atrito, produzem luz
disse
deixe o seu corpo boiar
pra que as letras pairem diante dos olhos
é preciso que o dia nos encubra
com alguma névoa pálida
e a fumaça dos automóveis forme
entre nós e as coisas
uma espécie de anteparo vertical
quase transparente
e nos faça avistar de longe os músculos rijos
de um bando de animais que trotam
por entre os carros
Diz-me que hei de ser um jovem amargurado, Perturbado pelas linhas do tempo, infernizado
Pelo forte vento gelado.
Inexplicável são as dores
Sombrias de um passado de horrores,
Que fez-me viver em demasia.
Carrego o tormento da filosofia interna,
De saber que o sofrimento é temporário,
Mas as dores serão eternas.
Muitos pensamentos vem a cabeça desordenados e sem lógica um emaranhado de palavras sem ordem ou sentido um verdadeiro carrossel de devaneios e insanidades.
O mundo atual nos coloca em conflito com nossa mente sem sossego ou pausa vivemos em uma velocidade absurda esquecendo das pequenas coisas sem desfrutar do que é realmente essencial.
CANTO DE DOÇURA – João Nunes Ventura-05/2020
Que sorriso que alegria
Meiguice de existência,
Um gesto de inocência
Lindo olhar de criança,
Um abraço para a vida
Meigo canto de doçura,
Que amor de formosura
Céu lindo de esperança.
Que bonita a mocidade
Que jardim belo de flor,
Que meu canto de amor
São meus dezoito anos,
Que jardim nossos dias
Linda mocinha a cantar,
Meus beijos lhe ofertar
Nas manhãs de sonhos.
Que depois só saudade
Mocidade é lembrança,
O coração não alcança
É despertar em solidão,
Os cantos se passaram
Sem os sonhos de vida,
A estrada já esquecida
E tanta vida no coração.
Quisera eu poder explicar os mistérios da vida. Estamos incessantemente buscando um norte, uma direção. Fazendo planos que, muitas vezes, não se encaixam no tempo. E em meio a tantas oscilações buscamos um equilíbrio, algo estável.
Mas no fim, não seguramos nem o que cabe em nossas próprias mãos. Pois daqui nada se leva!
REALIDADES
Um dia em algum lugar e a qualquer hora
Uma estrela irá brilhar
Fortalecendo sua vida
És de ter paz e ternura
Para florir teu caminho
O verão traz o calor
Que esquenta a nação
E tendo você como amiga
Me conquistando o coração
Espero que realizes vários sonhos
Em sua vida alegre e rotineira
Para que desperte em sua mente
O verdadeiro sentido da paz e alegria
Mas...
Nunca desista de ser feliz
Pois só assim você conseguirá
Por certeza a maior conquista
Que um ser humano pode ter
ORIGINAL ESCRITO EM 19/05/1988
