Texto para minha Sogra
Na minha vida tudo acontece
Mas quanto mais a gente rala, mais a gente cresce
Hoje estou feliz porque eu sonhei com você
E amanhã posso chorar por não poder te ver
Mas o seu sorriso vale mais que um diamante
Se você vier comigo, aí nós vamos adiante!!
https://www.facebook.com/emmawatsonofficial2014
Quando visitei a minha alma,
visitei meu "centro"
Vislumbrei a forma das “minhas sombras”
perdi meus medos, percebi que a fixação insistente nas coisas do passado,
é que impedem o meu crescimento no presente e que somente através do auto-perdão,
eu poderia me libertar e voltar a ser eu mesmo.
o caminho mais fácil aparece na minha cabeça, mas logo desaparecerá...
eu sou testado dessa maneira
o que devo fazer ???
vamos seguir em frente sem hesitar...
portanto ao invés de se mostrar
acredite um pouco mais em você
siga os seus sonhos , seu coração...
paz e amor
certamente irá florecer
e nós vamos brilhar
Sem remédio
Bateu em minha porta
E sem permissão entrou
Tomou conta de tudo
Tudo tomou
Invasor maldito!
Fecho os olhos
Tento negar sua presença
Mas ouço seus passos
Andando por todas as partes
Oque faço eu para expulsar-te daqui?
Vou por fogo em tudo
Ver-te queimar
Queimar...
Como queimo eu.
QUADRO DE MULHER
A forma mais bela
revigora minha vida,
espera de uma espera,
síntese de desejos,
gosto, forma, beijos,
carência de desejo
e, em forma de aquarela,
na tela mulher eu vejo.
que meus olhos fazem lágrimas
e de novo a tela vive,
vibra em fogo ardente,
mostra formas belas,
forma-se uma vida
e, em um doce beijo,
cada desejo nasce
em aquarela de cor,
em poesia de arte,
em verdadeiro amor,
a mulher fala,
a mulher vibra,
a mulher cala
e do quadro pula
e da poesia nasce,
se a arte é verdadeira,
se o sentimento pinta
na realidade do artista.
Estrela
Retira teu véu,
Minha bela!
Que eu quero vê-la
Adornando meu céu...
Inebria-me, com teu brilho!
E faz sonhar
Num simples toque de olhar,
Meu coração andarilho.
Envolta em mil fantasias
Ah! Como é bom vê-la,
Minha estrela!
A cintilar poesia...
Da minha janela contemplo
Tua beleza radiante
De mim assim tão distante,
No esplendor do firmamento.
Antes da noite partir,
Ponho-me enfim extasiada...
Por teu luzir enfeitiçada,
Minh'alma adormece a sorrir!
Paz Na Minha Aldeia
Verdes campinas e prados
Entre concretos gigantes...
Agitam o clarear d aurora.
Trépidos rumores adiante...
Num andar descompassado,
Choram a fauna e a flora!
Tristes veredas sombrias,
Visão da calma despojada
Desencantar da vida!
Funesto prenúncio do nada
Mãos calejadas e frias,
Tranquilidade perdida.
Quero a paz na minha aldeia!
Voar livre qual o vento,
Semeando mil afetos...
Nas asas do pensamento
Toda a brandura em cadeia,
Olhos de brilho repletos.
No aconchego dese lar
Fraternidade e amor,
A brindar com minha gente...
Do alto, Nosso Senhor,
Sorrindo vem abençoar
Minha ladeia, então contente.
Lembranças de Alegrete (À minha terra natal)
Minh'alma a trotezito
Percorre tuas campinas,
Nas asas do pensamento...
Olhos fixos no infinito
Posso ver tuas colinas,
Verdes paisagens ao vento.
Coração bate apressado!
Sente ânsia de chegar
Galopando nas coxilhas...
Num pulsar apaixonado,
Busca o aconchego do lar
na Capital Farroupilha.
Alegrete, meu jardim,
Onde roseirais plantei...
Torrão que me viu nascer!
Saudades nasceram em mim
Nas plagas por onde andei,
Num eterno florescer.
Ibirapuitã brejeiro
Fonte de águas correntes,
Vai regando nossa lendas...
A cantar nos pessegueiros
Cigarras com vestes de prenda,
Inebriam índios valentes.
A reviver nossas glórias,
Em cada Vinte de Setembro
Meu povo desfila animado.
Num tilintar de esporas,
Com muito orgulho relembra
Feitos heroicos passados.
Não conheci outra escola
Mais sapiente que a tua...
Minuano cortando os ares
São João, fogueira na rua,
Passarada nos pomares.
Geada encobrindo os campo...
Envolta em meu cachecol,
brincava descalça na chuva...
Terra de mil encantos!
Caindo chuvisco com sol
É casamento de viúva.
Tropeiro vencendo quebradas
Cumprindo assim sua sina,
Ao sabor do chimarrão...
Nas ruas,juntas de gado
Nos meus temos de menina
Braseiro ou fogo de chão.
Emmeio à fronteira oeste
Do Rio Grande do Sul
Está minha querência amada.
Com sua beleza agreste,
Debaixo de um céu azul,
O meu rumo é a tua estrada...
Invocação
(a uma filha morta)
Ontem a minha dor foi tão grande
como um terramoto
que vertiginosamente correu
para dentro da loucura.
Foi da espessura da morte!
As árvores podem correr
para mim de braços abertos
as rosas do campo sorrir,
que os lírios choram por dentro de mim
às portas da sepultura
onde te foram a enterrar.
À tua chegada
transformaram-se os céus noturnos
em nítidos céus
e chama
e calor
e luz,
quando tu os abriste
com ígnea chave em tua mão
tão franzina.
Interrompeu-se o olhar
sobre a terra
que te cobriu.
In “Há o Silêncio em Volta” (poética de guerra), edições Vieira da Silva do poeta Alvaro Giesta
Há corpos espalhados pelo chão
à minha frente
Nos seus rostos lívidos
cor de cera
morreu a esperança com a chegada da morte
no frio gume da catana
Jazem à sombra das mangueiras…
a morte passou por ali
Corpos decepados
esventrados
violentados
num rio de sangue pelo chão…
Ali apenas as varejeiras têm vida e voz
no zunido e na cegueira de beber
Sugam famintas de sede
o sangue ainda quente dos cadáveres
Zunem de sofreguidão na disputa
do sangue vertido
dos corpos esquartejados
pelos golpes das catanas
Para lá da orla da mata ainda o eco
dos gritos de vitória e os risos satânicos
de alegria e morte no ar
numa mistura de feitiço e de liamba
In “Há o Silêncio em Volta” (poética de guerra), edições Vieira da Silva do poeta Alvaro Giesta
Encontro
Sob o prisma do desejo
Minha emoção mais pura
Levou-me ao teu acalanto.
Guardei meu primeiro beijo
Entre as asas da ventura,
Nascente de tal encanto.
Envolta em sorriso franco
Exortei o fel amargo,
Migalhas da negra dor...
Escolhi até o banco
Do jardim enfrente ao lago,
Para te falar de amor.
Enfim, ouvi à distância,
Teus passos pisando a grama
Nas mãos uma linda flor.
Venci a timidez e a ânsia
Te envolvi no ardor que emana
Do meu corpo abrasador.
Eu nunca quis te causar sofrimento..
essa nao foi minha intençao..
eu nunca pensei que doeria tanto em mim..
afastar de vc.. mas acredite.. foi preciso..
acho que vc nunca vai me entender..
e nem quero que entenda..
bagunçaria tudo, baby..
tem coisas que nasceram pra ter um fim..
nosso amor foi uma delas..
foi uma incognita.. uma interrogaçao..
apenas fique bem..
se cuida.. ja que nao posso cuidar de vc..
Quanta ousadia a minha
falar de quem sou,
expor minh`alma
sem felicidade, sem calma.
Nem sei se vim pra ficar
ou se só pra estar...
não sei se sou... se estou
se sou o que sobrou.
Não sou gigante,
não tenho ideias brilhantes...
nem sou inteligente...
não sou complexa
só sei que depois de você fiquei tão diferente...
tenho tanta pressa.
Zelai-me oh morte.....zelai por mim....
Alivia a minha dor....
Amigo amado de cajado na mão ....
Abençoa-me em cada etapa...
Da minha caminhada......
Oh morte quanto te sinto até me dás medo....
À beira da praia está o mar sereno. ....
Nem ondas......nem uma aragem...
Onde o receio belisca-me e o contratempo revolta-me...
Tentação diabólica..... reboliço da mente......
Agruras do ego......causas alheias....
Invertendo o sentido.....a condição da morte.....
Foice afiada de uma ladeira......talvez uma descida.....
Do sossego.... ainda cedo.....oh morte......
vai-te maldita....vil......cruel.....desprezível.....
Deixa-me ...não tornes a vir para atormentar-me......
Velai-me oh morte.....zelai por mim....alivia-me a dor....!!!
Então, sentado no banco em frente ao Parque Natural da minha cidade, Paro por alguns instantes observando uma estrela solitária e atrevida, resistir ao sol que nasce em seu esplendor diário.
É muita ousadia.
Estrela rebelde, não vê que essa afronta não vence?
Como resiste ao inevitável?
Então me vem a lembrança de uma aula (há décadas...) em que o professor explicava que muitas estrelas que vemos, já não existem mais.
Não passam de brilho que ainda viaja pelo universo, mas cuja mãe já morreu.
Será que estou a conversar com um defunto?
Estrela rebelde, pirilampo estelar.
Não me faça de bobo.
Não mais.
Não de novo.
Amanhã volto, pra ver se ainda está aí.
Volto pra conversar
Volto pra ti.
Quando eu olho pra ele, é instantâneo. Automático. Meu coração dispara. Fico desesperada. Minha visão se foca diretamente em seus olhos. Alguma força me impulsiona pra frente, ao seu encontro. Fico tremula, e meus braços abrem, ao seu abraço. Nesse momento, só consigo ouvir meu coração, que explode ritmicamente. Meu pulmão trava, eu fico sem respirar. Quando nossos corpos se entrelaçam, posso voltar a sentir o ar entrar. Ouço seu coração. Sinto sua respiração. Tudo se acalma. Tudo acaba. Não são mais duas almas, elas se unem. Se unem porque são perfeitas. Porque se completam. Eu entro em uma espécie de transe, fecho os olhos, e sinto. Apenas sinto. E não deixo nenhuma emoção ser filtrada. Todos os sentimentos são revelados, não por palavras, mas por gestos. Pena, que esses gestos, muitas vezes passam despercebidos, por isso saem e não deixam indícios, por isso voltam sem nenhum aviso. Mas quando saem, deixam um vazio, deixam espaços em branco. Quando vem, preenchem tudo, para depois destruir.
Quando eu não posso fazer isso, eu apenas olho pro seus olhos, e chamo desesperadamente a minha razão, para que nada me empurre pra frente. Na maioria das vezes eu consigo, fico paralisada, com o coração disparado. É torturante. Eu soo mais que o normal, e minha perna e mexe, como se isso aliviasse o desespero. Até que ox me acorda, e me manda ir embora. Por que ox quer tudo, menos me ver em paz. Ox sempre cria um conflito entre mim. Isso é bom, mas também é ruim.
sinto a escuridão da minha alma repleta e farta
meus sentimentos mortos na escuridão,
tudo e todos estão mortos,
vermes da própria carne,
sentimentos são puro prazer na solitude,
afogo tudo em copo de bebida,
a madrugada nunca acaba,
em desejos mortos,
abalados numa fronteira infinita,
sentimentos mortos passados,
embora nada seja mais cruel,
que sentir a vida.
Gira-gira, meus pés estão no alto e minhas mãos para baixo, e minha perspectivava está mudando... Olhe algo novo lá fora, meu dedo está apontando... Não vá embora, não seja intimidado... Todos nós estamos aqui, então, vamos nos sentar e nos conhecermos.
Almas, tantas, ninguém é apenas o que parece, ninguém é apenas o que diz... E isso tudo é descoberto. E as maiores descobertas não são os novos modelos de diferenciados aparelhos celulares, isso é apenas uma distração para que você não realize a maior descoberta... Ela é você!
Somos tão capazes e nem mesmo sabemos disso, lastimável a falta de identidade que leva embora a auto confiança... Triste é chorarmos pelo o que nem sabemos, é sentir o que não podemos "nomear",isso eu atribuo a nossa distração do que realmente importa... Humanos... ah Humanos tão interessantes e desinteressantes, mas quando aprendermos que o valor está no interno escondido em alguém buraco negro que insiste em ofuscar a nossa luz...
Não há nada que o escuro possa esconder que a luz não possa revelar! Magnifico! Nos salvaremos, então? Seremos capazes de nos acendermos nesse mundo obscuro? Talvez doa um pouco revelarmos ao mundo quem somos e o que ele é dentro de cada um de nós...
Mas se a dor não fosse necessária, ela não nos salvaria, apenas ficaria escondida até ter o poder de nos matar; lastimável seria morrer sem nem mesmo saber o porquê...
Talvez tudo o que eu precise é de uma válvula de escape, de 5 minutos de descanso pra minha mente, e de 10 horas inconsciente. Longe de tudo e de todos.
Não consigo mais ficar perto de ninguém e nem quero. Eu faço mal pra todos ao meu redor, eu não sou uma boa pessoa nem pra mim mesma. Tenho uma raiva incontrolável e uma calma inexistente.
Ninguém me encanta, me toca, me comove.. Não acho graça nas pessoas, no mundo, na vida, em nada. Todos tem medo de ousar, de ser, de transbordar.. Qual o problema dessa gente? É simples, são conformadas e acomodadas.
Mas e eu? qual é o meu problema? o que essa gente fez pra mim, pra que eu as odiasse tanto? porque eu me tornei assim, tão fria, indiferente, sem nada? Pelo o que vale apena realmente lutar?
Criei um muro tão grande, que me separa do resto do mundo, que agora eu só me sinto presa, sufocada, sem forças.. Eu sinto falta de sentir algo, de ter esperanças, de criar expectativas.. Eu sinto falta de ser eu mesma, só que tudo que eu fiz foi pra me proteger, pra deixar de ser tão vulnerável, mantenho distância das pessoas, pra que elas não possam me tocar tão fundo, ao ponto de eu sentir algo e demonstrar minhas fraquezas, não posso permitir que ninguém me machuque de novo. Eu não suportaria. Eu não consigo me mostrar de verdade pra ninguém, nem eu sei quem sou de verdade. As vezes eu acho que já é tarde demais pra mudar, pra tentar, pra esquecer, pra ir em frente, pra tentar algo, pra lutar, acreditar em algo.. Só que na verdade eu tenho é medo. Só precisava de alguém que me descobrisse. Mas até que ponto a solidão é aceitável? Até que ponto uma pessoa consegue sobreviver sem nada? Até que ponto uma pessoa consegue evitar a própria vida?
na madruga sem afio de sentimento caminho,
ainda nas profundezas da minha alma perdida,
nessa solitude afio assassino minha vida
em desejos de futilidade chegando ser profano,
em breve despedida a dor caminha ao meu lado,
carregado pelas noites a fora sem sentido,
em outras formas de flagelos ainda amamos.
por celso roberto nadilo
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