Tardes
O TEMPO
O que é o tempo, senão uma onda de instantes
Maleáveis como as tardes frias de inverno,
Desprendidas de todas as leis e regras,
Puramente livres e, por consequência, poéticas.
Instantes que se enchem como um balde,
Que debaixo da goteira, ligeiramente e devagar,
Transborda por sua borda e molha o chão da sala,
Fazendo lembrar a importância de se consertar
O telhado antes que surja a tempestade das adversidades.
Ora, porém, o tempo não se mede em números,
Ora, porém, o tempo causa nó no próprio tempo,
Fazendo enganar-se aquele que o percebe assim,
Em um trajeto contínuo entre passado, presente e futuro.
Para além de mero algoritmo e rotina,
Superando os segundos, minutos e horas,
O tempo é, sobretudo, um sujeito romântico,
Sendo, portanto, para nossa sorte, uma incógnita,
Uma onda de instantes e infinitas possibilidades.
Me atrevo a imaginá-lo como um sujeito simples,
De passos calmos, sorriso largo e descalço,
Que, gentilmente, todos dias bate à sua porta, e convida:
Vamos ver o sol nascer hoje?
Trecho: O Tempo, parte I.
Caos
O vento me trouxe você
Soprou no meu rosto naquela manhã
Naquelas tardes de céu cinzento
Nublou e não choveu
É como se de longe você me olhasse ir
Não me impediu
E não me disse pra ir
Ancorou meu coração
Balançou e o sufocou
Como ondas violentas
Daquele mar
Naquele dia frio , de mão e alma geladas
Como fonte seca que anceiavam pela água
Desisti , sem esperas sem dúvidas
Hoje sem a dor
Amanhã, talvez só talvez
Sem saudade
Inspiro-me...
Nas manhans em brumas,
das tardes de sois carmesins,
por trás de nuvens brancas.
Olhos que me vêem,
e pedem amor,
na espectativa da paz,
esperada de esperanças.
Quiçá!
No profundo silêncio,
da morna noite misterosa.
Procuro-te:
em sua árdua ausência!
A meu marido (memória)
Sou adepta aos abraços demorados, sonhos realizados, amor incondicional, tardes de sol, alegria sem razão, brisa do mar, noites de luar. Estou do lado de quem ama, de quem busca reacender todos os dias essa chama, de quem sorri para o mundo, de quem diz sim para vida e celebra o simples fato de ser exatamente quem se é.
Você é o amor
por quem as nuvens enrubecem,
as tardes ficam cálidas e os dias com mais calor e brilho.
Desde que você foi gerada tudo o mais teve sentido.
Junto ao próximos sempre foi a igual totalmente desigual,
fazendo a diferença e proporcionando sempre o equilibrio necessário
à estabilidade e sentimento presente
Como amor, ama...como amada distribui sempre o amor, afago e calor.
Tuas mãos produzem luz, carinho,ardor e o toque de mágia
Seus olhos brilham, refluem e indicam o caminho para os que dele necessitam
Braços de mãe, menina, amada, amante...
fortes, frágeis, delicados, mansos...e até atrevidos
mas sempre amparam no momento e ato
...colo sempre sempre pronto para o acolher e ser o sentido da baila
Você é o amor...
sem você...
o sentido das coisas seria falso ou incompleto...
e quem sabe até sem graça,
Rios correm por você, cascatas aplaudem você,
e até a chuva teima em chorar por você
apesar das broncas e ribombos de trovôes e raios impertinentes
ahhhh... quem sabe até estejam festejando você
bendito o criador com seu toque final -
que trouxe a vida...VOCÊ!!!
Bjuss mil
ACarlos
...E nesse meio tempo, eu aproveitarei mais meu tempo. Não passarei tardes tentando descobrir porquês para tudo. Não passarei horas falando tanto de mim e sim ouvindo o que os outros têm a me dizer. Evitando julgamentos, aprendendo a respeitar mais. Fluindo coisas boas, amando mais, vivendo.
Eu quero...
aventurar-me na beleza da mais linda poesia... e,
brincar nas tardes de um fim de trabalho suado e brindar com minha infinita destreza de ser quem sou...
Tudo está parado e está frio. Sinto um gelado sopro sobre minha face.
Passo as tardes inteiras olhando pela janela, agora já não sei, em busca do que, a espera de quem, mas eu sei que tenho que ficar olhando e por conta disso, deve haver um motivo.
Manhãs frias. Tardes sonolentas. Noites nostálgicas. Dias vazios acompanhados de uma dose de pensamentos que não te deixam dormir.
Pra lembrar de você, voltei a passar por aquelas ruas estreitas que costumavamos andar nas tardes de inverno. Pra lembrar de você reli todas as cartas que estavam guardadas a sete chaves junto com nossas fotografias. Pra lembrar de você resolvi sorrir, porque descobri que foi só lembrar de você coisas boas aparecem. Pra lembrar de você, eu apenas senti. E quando senti eu lembrei que esqueci de te esquecer.
Eu passo as tardes em casa, principalmente nos fins de semana… gosto de ficar no meu espaço sem ninguém. Mas em nenhum momento eu deixo de querer ele aqui, e esquecer que ele ainda é quem faz meu estômago gelar. E eu não me importo, se minhas tarde mudarem com a companhia dele.
Lá estava eu, no Parque que eu visitava todas as tardes para ter um instante de paz comigo mesma. Era um dia quente e eu resolvi tomar um sorvete, e como sempre as árvores pareciam conversar comigo. Eu não vi ele, mas ele se aproximou e sentou-se ao meu lado e perguntou:
#31;"Por que você resolveu fazer assim... Se distanciando de mim?"
E eu o olhei como que certificando-me de que não estava sonhando acordada, ignorei-o e voltei a ler o livro. Depois de algum tempo ele perguntou:
"Por que não quer ficar comigo?"
Olhei-o novamente, pensei e cheguei a conclusão de que um sonho não continuaria falando comigo se eu o ignorasse... E desabafei tudo que tinha guardado durante esses anos:
"Porque você é como heroína. Sempre que amo alguém eu dou toda minha vida à essa pessoa, mas só minha vida não lhe satisfaz, sempre queres minha alma, e mais que isso, sempre queres absorver toda a vida de minha alma. Você é parasita. E é por isso que não poderia continuar contigo, porque isso me tiraria toda a vida... E ainda tenho muito à fazer por aqui."
Ele ficou em silêncio algum tempo e depois perguntou:
"Você encontrou outra pessoa?"
"Sim."
"Você gosta tanto dele quanto gostas de mim?"
"Não, é por isso que estou com ele. Não há perigo de perder minha vida enquanto estou com ele."
Devemos ter ficado nos olhando durante alguns minutos, como se conversássemos através dos olhos. Duas almas se comunicando sem nenhum som além da respiração do corpo.
"E você, encontrou alguém?" - perguntei.
"Não sei." - ele respondeu.
"Como não sabe?"
"Saí com muita gente, mas não me interessei por ninguém."
Era assim que ele sempre me conquistava, dizendo essas coisas clichês... Eu resolvi ignorar outra vez, talvez ele fosse embora, talvez fosse um sonho insistente. Mas ele continuou lá, me observando de perto.
"Sinto tanto a sua falta." - ele disse.
"Você sempre sente... E quando volto, você sempre encontra um jeito de me perder de novo. Afinal, nós dois sabemos o quanto é masoquista." - respondi, tentando manter a expressão dura.
"Você acha que vamos nos encontrar de novo?" - perguntou ele, ainda tentando me conquistar - "Você quer me encontrar outra vez?"
"Não, nunca mais. Porque se a gente se encontrar outras vezes, eu posso me entregar de novo, uma vez ou outra. Não quero lhe dar minha alma outra vez." - respondi, chorando por dentro porque sabia que ele ia embora.
Ele levantou meu queixo, olhou nos meus olhos e disse: "Então eu vou voltar. Vou voltar, e quando você for minha outra vez, não te deixo escapar." - então ele me deu um beijo, que me fez derreter, e foi embora. Ao menos ele disse que voltaria.
Juro-te que até hoje não sei se o que aconteceu naquele dia foi real ou se era só um sonho...
Sim, eu já me apaixonei um dia. Era estranho, eu acordava no meio da noite, as tardes eram longas, meu estomago se comprimia, minha boca ficava seca. Era como se adoecesse, o calor do corpo me causava febres e suor frio.
Agora lido com paixão da mesma forma que lido com gripe: Bebo muitos liquidos, tomo alguma coisa pra aliviar os sintomas. E aguardo, porque em alguns dias isso passa.
Tardes de Outono
Nestes dias mais amenos
De outono, vejo vir
Leve o vento na janela
E as folhas a cair
Nesta época tão bela
Frescos sonhos de ilusão
Me deparo com você
Dentro do meu coração
Nestas tardes tão cinzentas
Fazes colorir meus sentimentos
Tua presença diante a mim
Deteriora todo o tormento
Quero sempre ter a ti
Nestas tardes de outono
Acalentando meu coração
Emoldurando meus sonhos
Peço-te
Não! Por clemência
Não abandone-me por favor
Continue no outono, acalentando o nosso amor.
Ofereço-te uma xícara!
As tardes espreitam a noite e a noite me relembra a madrugada e um céu sem estrelas e sem lua, ruas vazias e mais nada.
A brisa suave do horizonte traz-me a felicidade dos deuses do prazer, a sensação vadia de que perdi você.
O amor tem um sabor de existência e esse gosto vem do doce de um beijo ou do encanto de um sorriso e até mesmo do silêncio do entreolhar.
A gente se entreolha, isso é um máximo, os olhares não dizem nada pois escondem por trás da timidez a voracidade de corpos sedentos e de almas com aparência inocente pois o amor é inocente, ensina as trilhas do prazer desnudo.
Ofereço-te uma xícara, esbanje suas lágrimas para que seja o meu café das tardes miseráveis onde desejava o teu corpo e o teu beijo, a essência de mil loucuras e de minhas ternuras obsessivas, o aroma de meus dias ansiosos e o café de minhas tardes solitárias onde eu bordava novas paisagens de amor enquanto você galanteava confidências no leito quase perfeito da glória.
E nessa rotina entre o tudo e o nada, sem saber o que é o amor, nada mais importa - um sorriso a toa, a saudade sem passado e um desprezo, desprezo?
- Que beba água de pote, só entendo de amor e é de amor o que me adorna.
No futuro...
Nas valquírias trovadas no instantes das tardes se findarem na cor alaranjada sangue as sombras me seguiram e o breu do céu comidos por mim
Nas asas dos querubins abitarei rasgando os céus
Nas finas canção nos tons mesmo ao som de tão pouca intercidades alimentarei da alquimia
Nas quedas da flores e folhas as pétalas firmará os nossos dias com essência e perfume no fresco da luz do amanhecer
Segurarei o firmamento nos dedos dos trovões e nos ecos a voz do criador e suas benças serão eternas
Hoje...
Se eu não morrer...
Arrastarei as sombras dos dias...
E levarei me vivo ate aquele dia dos eu regresso
Serei mas grato aos acordes da vida
E nas poesia e som das cansão serei mas atento
E se vejo hoje gritos dos pássaros em seu cantar e que a dor desanima no desespero e temor
Não mas esticarei a moite e as madrugadas estarei descansado em seus braços...
Viverei arrancarei da seiva deste amor os assucares do seus beijos
Agora...
Carrego a tarde nos ombros e sobre espinhos a luz do sol tão longe já escorregando na saliência do dia se findando morro lentamente...
A gastura da luz fere meus olhos mesmos as artificiais
O luar em seus brilhos não consigo ter outro sentimento se não a tristeza de não ter a ti
Sei que virá tão perto já a noite vem mas quem sorrir a espreita são as sombras...
Por Charlanes Oliveira Santos ( Charles )
Deixei as pedras do caminho para trás, e as manhãs de tempestade viraram tardes iluminadas pelo sol. As feridas do coração foram cicatrizadas pelo elixir da fé, e Deus abriu a porta do meu coração para que a luz, em forma de amor, pudesse entrar novamente!
Em todas as tardes
Quando à tarde chove
Não existe um dia
Em que eu não olhe
para as nuvens
e recorde
Aquela tarde triste
Eu posso até rever
Distante, o arco-íris
sobre o qual subiste
bem diante dos meus olhos
Rapaz
Você não pode imaginar
A falta que me faz
E quanto tempo leva
Até passar o tempo
O tempo do Nunca Mais
É esse o tempo que se aguarda
Naquela Plataforma de Partida
desde aquela tarde triste
em que partiste
Em uma despedida
Só de ida.
edsonricardopaiva e Fellipe Arcanjo
Parece que em certas tardes
O tempo passa
Um pouco mais devagar
Como se fosse
Uma tarde escolhida
Pra que a gente
Olhasse nuvens antes de chover
Contasse ondas do Mar
Imaginasse Estrelas distantes
Pensasse na vida
Conscientes
de que elas estão realmente lá
E depois olhasse
pras paredes que nos rodeiam
E, de alguma maneira
Tivesse em mente
Que por mais que se conte
Olhe e imagine
Aquilo que conhece
Algo vem e nos fala
Que se realmente quisermos
Pode ser que não seja tarde
e ainda pode acontecer
Que tudo aquilo
Que ontem parecia
Impossível e distante
de repente
Nos alcance
e nos toque
E faça
Que a sua mente troque
A maneira de ver
e de sentir
e de contar
e de querer
Aquilo que era impossível
e veja
Que talvez até nem seja
Pois, com certeza
Não é
