Tag verbo
PHRASIS
Tinta a recantar
Aroma a compor versos.
Verbos expressos a expressar
Como fosse o teste unitário do poeta,
seu inquietante aprovar.
Tangenciando sentimentos dispersos
Na oficiosa trama de melodramar .
Criando verbos, suprimindo vírgulas,
Desapontando a cada ponto de parar.
Onde o poeta extenua suas forças.
Como se lhe exaurisse a inspiração.
Perdesse o olfato, desaprendesse a conjugar.
Imo termo onde o leitor reside
entre o enleio de ler e o de parar.
"Buscar a Santidade é está
em plena sintonia com a caridade;
e repudia toda a maldade;
que corrompe a divindade;
do Verbo que se fez Carne".
Verbo amar
Se amar é um verbo,
Todo o verbo dura o tempo em que é exercido,
Por que não se pode parar de "amar" assim como se para de "cair" e "levantar"?!
Assim como se para de "chorar" e "sorrir"?!
Assim como se para de "abraçar" e "beijar” e "partir"?!
Como será que se põe fim ao verbo "amar" se já foi dito antes que o verbo "amar" é tão pequeno que cabe no espaço de beijar, mas cabe o mar também, como se põe fim nisso sem tamanho, grande e pequeno.
Simplesmente "amar"!
Jesus não é A Palavra... Ele é O Verbo... pois todo verbo é uma palavra... Mas nem toda palavra é um verbo... Quanto mais O Verbo. Nem toda palavra faz o que um verbo faz
Amar parece ser a coisa mais simples da vida. E, de fato, é! O amor não é complicado. De modo algum! Ele é sereno demais para perder tempo se complicando. O amor não é uma desventura. Longe disso. Ele é responsável e dedicado, não se importando se o momento é ruim ou doloroso; ele luta por si e por quem o sente até esgotarem as suas forças. O amor, mesmo sendo forte, jamais se usa de força tendo em vista que ele não gosta nem de forçar nem de ser forçado. Aliás, acredito que onde há esforço não existe amor. Amar é espontaneidade, é ser arrebatado de surpresa, amar é sentir a leveza do amor ao unir dois corações apaixonados.
O amor também não é obrigação. Exceto quando torna-se na ação de agradecer a quem se ama tudo de maravilhoso e de agradável que a pessoa amada proporciona. O amor não é uma prisão, tão menos exclusividade. A convivência como um par é, sim, importante, no entanto, se se tenta retirar a vida individual do outro é o mesmo que seguir adiante na falência do amor. Amar jamais é possuir. Amar é estar, fazer-se presente sempre que for da vontade de quem se ama e de quem é amado, até mesmo na ausência.
Amar não é ser nem estar egoísta. Amar é ser e estar compreensivo, especialmente, nos momentos mais turbulentos. O amor não se consolida por exigências. O amor se edifica na cumplicidade, na reciprocidade de sentimentos, de pensamentos, de palavras e, principalmente, de atitudes. Amar não é ser nem estar intransigente. Pelo contrário. Amar é ser e estar complacente, saber e entender que o outro não foi, não é nem nunca será nossa posse. O amor não é inflexibilidade. O amor é a disponibilidade de respeitar e entender os defeitos e as qualidades da pessoa amada ao mesmo tempo e sem julgá-la ferozmente. Nosso umbigo já é sujo o bastante para perdermos tempo em querer limpar o umbigo alheio tendo o nosso próprio a ser limpo.
O amor não é verdade nem mentira. O amor não é grandeza nem pequeneza. O amor não é unidades de medidas. O que podemos dizer ou pelo menos tentar dizer dele é que ele é um substantivo masculino (o amor), é um verbo transitivo direto (amar), é um adjetivo substantivado masculino ou feminino (amado/amada) e é um adjetivo masculino ou feminino (amoroso/amorosa). Além disso, podemos dizer que o amor é um grande mistério, um verdadeiro enigma.
Amar não é impor. Amar é compartilhar experiências (sejam quais forem) e extrair delas aquelas que o casal entende serem as mais benéficas para o par. Amar não é ameaçar. Atentar contra a própria vida e/ou contra a vida do outro é uma clara demonstração de que essa relação o amor já abandonou. O amor não é prisão. Onde há a necessidade de trancar o amor numa sala escura e inóspita à vida geralmente projetada como ciúme aí, também, não existe amor. O amor é liberdade, é ser e estar livres, é caminhar lado a lado praticando - sempre - o apoio mútuo, mas, nunca, andar atrás ou à frente de quem se ama. O amor não é explicação visto que explicar é uma tentativa de racionalizar. O amor é um sentimento e amar é sentir e sentí-lo com espontaneidade não é para qualquer um, não. É preciso - quem ama e quem é a pessoa amada - estar plenamente disponível a ele (amor), atento para ele, compreender ele, ser e estar inteiramente cúmplice a ele. O amor é um sentimento e, portanto, ele existe para ser sentido (na ambiguidade mesma que o termo 'sentido' aí expressa) em sua totalidade e sinta-o quem é corajoso o suficiente para cuidá-lo.
Amar não é condenar, não é culpar, não é julgar e também não é menosprezar. Nada disso condiz com o amor; ele não é um juiz. Nossa juíza é outra e atende pelo nome CONSCIÊNCIA. Amar, ao contrário do que se pensa, é papear, conversar, dialogar por mais dolorosa que a conversa seja. Venho compreendendo que por ser um mistério para todos nós o amor só existe e subsiste sob um fundo de dor (me baseando na metapsicologia do amor proposta pelo psicanalista francês contemporâneo Juan-David Nasio em seu livro A DOR DE AMAR) e que em tal condição o amor é a dor (necessária) de amar. Nós, homens e mulheres, enquanto espécie humana somos uma espécie dolorida. Todos nós nascemos, simultaneamente, do amor e da dor; do amor que uniu nossos pais e nossas mães os quais somos os frutos dessa junção familiar e da dor visto que o parto ou o dar à luz de nossas mães é o primeiro ato de amor de um sujeito para conosco bem como é um ato extremamente doloroso (quando é parto normal) para nossas mães. Amar é um processo mútuo de fala e de escuta. Discussão, aqui, só é válida quando compreendida como o que conhecemos por conversa civilizada. Se passa a ser uma agressão (física e/ou verbal) então é melhor transferir o diálogo para um momento mais tranquilo.
O amor também não é culpar o outro nem se vitimizar. Culpados e vítimas só existem em casos de crimes: roubos, assassinatos, estupros, latrocínios e por aí vai. O que existe no amor são R-E-S-P-O-N-S-A-B-I-L-I-D-A-D-E-S mútuas entre os componentes do casal. O casal é, sempre!, um par, uma dupla e ambas as pessoas tem suas parcelas equivalentes de responsabilidades pela relação. Mais uma vez o diálogo é a melhor oferta. O amor não é calúnia nem difamação. Amar passa longe disso. O amor é (tentar) mostrar a quem se ama, com respeito e com serenidade, o que essa pessoa vem fazendo de errado e que, gradualmente, está matando tanto o amor quanto o relacionamento. Nem sempre é fácil manter o respeito e a tranquilidade, contudo, se o amor deixou de existir o melhor é conversar sobre a possibilidade dos dois seguirem caminhos diferentes. O amor não é uma gaiola dourada. O ouro, a princípio, encanta. Com o passar do tempo esse mesmo encanto se transforma em ilusão e essa fantasia provoca uma falsa felicidade já que a dupla permanece aprisionada e enfeitiçada pelo brilho do ouro.
Sobre os dias e as noites
Sobre o que dizem
se dizem
e se dizem o que dizem, de mim
não sei ao certo!
A bruma que me cega pela manhã
de noite não mais está lá
dispersa-se feito fumaça
desaparece à luz da lua.
Suave, sigo!
A espreita dos versos certos
a espera de algo ainda incerto
não sei o que esperar .
Na verdade
de tais versos
incólumes, inconclusos, incertos
ao menos espero algo.
Não interessa-me saber
o que dizem tais versos
o que dizem
tais e tais verbos.
Dessabidos, versos incertos
excertos versos, abrasados e alocados ali...
Ao longe, longe de ti, longe daqui
longe, ali, do seu lado!
Suave é a noite que se opõe ao dia, numa peleja incansável
embalada por um tango fruído bailado a dois
dama e cavalheiro, cavalheiro e dama
em um flerte quase transcendental.
Incansável...Incansável é o dia que se opõe ao sol
em sutileza tamanha
irretocável presença, inalcançável!
Até mesmo ao crivo do mais genial dos artistas.
Noite e
dia
dia
e noite.
O VERBO DO MEU TEMPO
O presente observa o passado.
O passado vê o presente como futuro.
Mas o futuro desconhece o passado e o presente.
Ele ainda não chegou.
Será que ele vem?
Sorri, chorei, cantei, dancei, pedi, gritei...
Sorrio, choro, canto, danço, peço, grito...
Sorrirei?, chorarei?, cantarei? dançarei?, pedirei? gritarei?...
Não sei...mas, no meu tempo, seguirei conjugando esse verbo que é sim, uma arte: VIVER!!
À espera do que virá...
Lene Torres
Ano 16
O verbo amar deveria ter apenas um tempo - PRESENTE. Veja que eu amo hoje porque já amei.
Também veja que eu amo hoje e sei que por isso amarei. Assim sendo, AMAR é uma tautologia!
EU SEMPRE AMO, porque sempre amei e porque sempre amarei.
VIDA ESPIRITUAL
"Não há verdadeira vida espiritual fora do amor de Cristo. Temos uma vida espiritual unicamente porque Ele nos ama. A vida espiritual consiste em receber o dom do Espírito, e sua caridade, porque, em seu amor por nós, o Sagrado Coração de Jesus determinou que vivêssemos por seu espírito - o mesmo Espírito que procede do Verbo e do Pai e que é o amor de Jesus pelo Pai."
Na liberdade da solidão, Thomas Merton (Editora Vozes),7ª Ed. 2001. pág. 31
Do verbo amar
Uma leve nostalgia...
dos dias pretéritos,
dias passados,
dias azuis da cor do mar.
Ilhas – dias isolados,
separados pra olhar o azul da cor do mar... e tudo amar.
Num barquinho a navegar, tudo que se fazia era se deixar levar... leve.
Tudo o que se queria era olhar o azul... o azul da cor do mar... tudo amar.
Nostalgia leve...
dos dias leves
dias em que o conhecido era leve...
E o desconhecido era tão breve... logo transformado pelo nosso tanto amar... era tão fácil tudo encaixar.
Tudo esbarrava em mim de leve.
Nostalgia de dias em que eu seguia leve...
sem lembranças...
carregando apenas esperanças...
... e conjugando todo o tempo o tempo todo... todos os tempos do verbo amar.
Mãe verbo
A palavra mãe não é um substantivo, é um verbo: companhar,adivinhar, ajudar, brigar, brincar, cheirar, chorar, cobrar, cozinhar,cuidar, ensinar, gargalhar, gargalhar, lavar, medicar, mudar, olhar, orar, ouvir, passar, pensar, rezar, se irritar, se preocupar, sentir, sofrer, sorrir, velar... AMAR!
A poesia nasceu pra mim assim como nasci para o mundo.A poesia é a forma mais pura de expressar sentimentos em palavras e transformar o verbo em carne.
Existem diversas formas de amar, as vezes não é preciso dizer uma palavra sequer para expressar determinado sentimento, basta ver a forma como a pessoa te trata, como ela te entende, como ela sorri, como ela te olha, as vezes o que o coração não expressa em palavras ele expressa em atitudes, e isso é bastante importante, mas nunca devemos deixar de nos expressar com o dom da fala, é preciso soltar o verbo para os quatro cantos, dizer coisas doces, o que ama em determinada pessoa, dentre outras coisas, pois assim você não está só dizendo para ela, mas para todo o universo, e o universo precisa saber que ainda existe amor nas pessoas,nunca deixe de demonstrar amor seja como for.
CARROCÉU
Vela que amarela (o verbo)
Rejunta cores em meus ventos
Alecrim alfineta - Oyá qu'exala:
É na gira qu'eu acho o
Meu
centro
Desistir... Um verbo que representa infindáveis realidades vividas, mas que pesa bem mais, quando a vida e sua manutenção entra no contexto. Muitas pessoas conhecem o seu sorriso, mas nunca sentiram a sua dor, ou de perto, dividiram o seu lamento. Mas do pequeno grão de areia, o que realmente tem lá fora? No cosmos, onde o desconhecido habita? Antes do Big Bang, o que havia? E depois da morte, o que virá?
São perguntas que Deus não nos permitiu termos as respostas, enquanto aqui carregamos nossos fardos, aqueles que muitos buscam fugir, seja pelo pneu do carro que furou, a comida que no fogão queimou, o cargo não alcançado no trabalho ou o singelo e reprimido amor aquebrantado.
Quantas frustrações humanas! Estão todas aí, elas nos cercam, consomem e validam a máxima de que temos uma única oportunidade de gerirmos nossa própria história, buscando fazermos tudo diferente e, isso independe de quaisquer efeitos colaterais causados, deixando o ciclo sempre em aberto, até que alguém não o compreenda e se proponha um fim. O mais simples, "desistir"...
Convenhamos, aqui estamos apenas de passagem, nos cabendo a compreensão de como por aqui nos multiplicaremos, digo do "pluralizar" que nossa história pode gerar, principalmente em outras vidas.
A menos que o "desistir" nos valha mais que o "persistir"... E, viver!
(Mettran Senna)
